Sexta-feira, Novembro 11, 2011

Comic Jam (35º)

Sob a ameaça de espingardas e pistolas apontadas à cabeça, Luiz Gê, nome de grande relevo na Banda Desenhada brasileira, resmunga: "... obrigado a dar início a uma B.D..."

Assim se inicia mais um "cadáver esquisito" (ou "comic jam", versão anglófona), um divertimento gráfico que, mensalmente, se realiza na Tertúlia BD de Lisboa.

Nesta prancha de seis vinhetas colaboraram seis dos vários autores de BD presentes no encontro da TBDL do dia 1 deste mês de Novembro.
Eis os seus nomes:

1. Luiz Gê - Homenageado da TBDL no encontro de 1 de Novembro (para quem não conheça Luiz Gê, fica a saber que o auto-retrato está muito parecido)
2. Hugo Teixeira - Presente para o lançamento do álbum realizado pela dupla Hugo Teixeira (desenho), Vidazinha (argumento), "Mahou. Na Origem da Magia".
3. Juan Cavia - Presente para o 2º lançamento (o primeiro tinha sido no Festival BD da Amadora) do álbum "Extraordinárias Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy II - Apocalipse
4. Santiago Villa - Idem, idem, aspas, aspas, em relação ao que escrevi acerca de Juan Cavia, com a diferença que Villa foi o autor da colorização. Mas, como se vê por esta vinheta, também desenha, e com facilidade.
5. Álvaro - nada mais há a dizer do bloguista do blogue "Moda Foca", um "tertuliano" sempre presente.
6. Nuno Duarte "Outro Nuno" - o autor do Mocifão, que também se tornou um frequente tertuliano.

(O desenho das letras do título "O dia em que Luiz Gê foi..." é de minha autoria, como habitualmente...)

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Para os menos experientes,aqui fica o habitual conselho: clique em cima da imagem, e volte a clicar quando o cursor toma a forma de lente).

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Para ver os "posts" anteriores deste tema basta clicar sobre o item "Etiquetas: Comic Jam", visível no rodapé

Quarta-feira, Novembro 09, 2011

Acordo Ortográfico na BD e afins (XI)

É um facto: o Cavalo de Tróia usado pelo Acordo Ortográfico para entrar na Banda Desenhada foi o futebol. Mais concretamente, através de tiras de BD reproduzidas no jornal desportivo Record, diariamente.

Já aqui mostrei umas tantas tiras, que andam a ser publicadas desde o princípio do ano de 2009, com as palavras sem a consoante muda. O meu primeiro "post" acerca do assunto, com a série de tiras intitulada "Pancada Central", está datado de 8 Junho 2009.

O seguinte exemplo de BD com a legendagem a usar o A.O. (Diretor, Perspetiva) foi a série "Scott Pilgrim", a que fiz referência no "post" de 14 Dezembro 2010.
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Aviso aos menos experientes: não se esqueçam de clicar em cima da imagem, para ela ampliar e as legendas ficarem mais legíveis
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Poderão ver os vários exemplos anteriores com um simples clic no item Etiquetas: Acordo Ortográfico na Banda Desenhada, visível no rodapé.

Terça-feira, Novembro 08, 2011

Exposições BD avulsas (XI)






Nesta rubrica não costumo falar das exposições de banda desenhada incluídas em festivais, visto fazerem parte integrante daqueles eventos. Como com certeza sabem os que aqui já viram postagens anteriores relacionadas com este tema, foco preferencialmente mostras de BD organizadas pelos próprios autores, em iniciativas individuais ou agrupados em associações culturais, ou levadas a cabo por entidades que nada têm a ver com o assunto, nomeadamente Juntas de Freguesia, Autarquias, até Postos de Turismo...

Ora a exposição a que me estou a referir tem a ver com pranchas de BD de quatro autores portugueses num evento realizado na Roménia, o 2º Salão Europeu de Banda Desenhada de Bucareste - Salonul European de Banda Desenata, (entre 3 e 20 de Novembro 2011).
Apesar de contrariar o meu habitual critério, considero que este caso tão especial merece que abra uma excepção.

Os autores representados são Filipe Abranches, Susa Monteiro, Marco Mendes e Paulo Monteiro, sendo a exposição composta por 40 pranchas originais.

A iniciativa, da responsabilidade de Pedro Vieira de Moura pode considerar-se pouco vulgar, pois, até hoje, que me ocorra, só houve duas exposições de autores portugueses no estrangeiro, uma em Angoulême, no respectivo Festival BD, e outra no Museu de Banda Desenhada de Bruxelas, essa comissariada por João Paulo Paiva Boléo.
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Nota só para os visitantes menos experientes: Para se conseguir ler o texto bilingue que ilustra o topo do presente "post" é necessário clicar duas vezes, o primeir clic aumenta razoavelmente, mas para que o texto fique legível tem de se clicar de novo, quando o cursor já tem a forma de uma lente.

Quinta-feira, Novembro 03, 2011

Tertúlia BD de Lisboa - 328º Encontro (2 de 2)





Luiz Gê, um nome de referência nas "Histórias em Quadrinhos" do Brasil, honrou a Tertúlia BD de Lisboa com a sua presença.

É certo que foi uma situação imprevista, de última hora. Nelson Dona, o Director do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, telefonou-me, na tarde do próprio dia da realização da tertúlia (1 de Novembro, primeira 3ª feira do mês, como sempre), perguntando-me se seria possível ele e Luiz Gê irem jantar à tertúlia.

Claro que anuí de imediato, e ainda preenchi o Diploma de Honra para entregar ao autor brasileiro em nome da TBDL.
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LUIZ GÊ
Breve síntese biobibliográfica

Luiz Geraldo Ferrari Martins, aka Luiz Gê, nasceu em 2 de Julho de 1951 (o portal Lambiek indica 1953), em São Paulo, Brasil.

Começou por ser um dos editores da revista Balão (1972-1975), assim iniciando a sua actividade na Banda Desenhada (ou nas Histórias em Quadrinhos, como dizem no Brasil, expressão talvez originada na antiga portuguesa Histórias aos Quadradinhos ou Histórias em Quadradinhos, esta variante mais usada no Norte), foi editor de arte da revista Status, e foi também editor da revista Circo (1986-1987). Em tiras diárias criou a série "Presidente Reis" (1985-1986), e realizou o livro Quadrinhos em Fúria, uma compilação de grande parte das suas bandas desenhadas.

Luiz Gê foi o primeiro artista brasileiro a assimilar o estilo europeu de autores de nomeada, como Crepax e Moebius, e, após essas influências, criar o seu próprio estilo, "a elevar - no Brasil - a HQ à categoria de Arte" (como diz Goida na sua Enciclopédia dos Quadrinhos). E é de Ziraldo, nome importante da Arte Sequencial brasileira, a seguinte frase: "Luiz Gê é o nosso Astor Piazzola", dita aquando do lançamento do álbum Quadrinhos em Fúria, em 1984.

Luiz Gê, arquitecto e professor de Quadrinhos na Faculdade de Arquitectura e Urbanismo em São Paulo, foi distinguido com o prémio "Melhor Desenhista e Produção Gráfica de 1991", da HQ MIX, e com o "Prémio Angelo Agostini" como "Mestre do Quadrinho Nacional", em 2005, concedido pelo SENAC - Centro Universitário.

"Forma, com Laerte, Angeli e Glauco, o melhor que os quadrinhos nacionais produziram na década de 80", afirmou Hirou Cardoso Goidanich - "Goida", brasileiro nascido em Porto Alegre, importante estudioso e enciclopedista.

De facto, consultando outras fontes, verifica-se unanimidade em considerar Luiz Gê um dos nomes principais da BD brasileira, dos anos 1970 e 1980.

Posteriormente, em 2009, surgiu o seu álbum intitulado Guarani (de que se anexa uma prancha no topo do "post"), adaptado da obra homónima de José Alencar (1829-1877), regresso à BD de Luiz Gê, de que estava afastado desde o início da década de 1990.

As imagens que ilustram o presente "post" pertencem a bandas desenhadas de Luiz Gê, sendo as fotos dele próprio.
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Elaborada "a posteriori", eis a lista das presenças neste encontro:

1. Abílio Pereira
2. Adelina Menaia
3. Álvaro
4. Ana Saúde
5. Ana Taipas
6. Ana Túlia
7. Ana Vidazinha
8. António Isidro
9. Bruno Ma
10. Cristina Amaral
11. Cláudia Pinto
12. Diogo Carvalho
13. Filipe Melo
14. Gabriel Martins "Loot"
15. Geraldes Lino
16. Guilherme Mendes
17. Helder Jotta
18. Hugo Teixeira
19. João Alves
20. João Amaral
21. João Antunes
22. João Figueiredo
23. João Pereira
24. Jorge Alves
25. Juan Cavia
26. Lameiras, João
27. Lúcia Ferreyra
28. Lucila Masera
29. Luiz Gê - Homenageado (brasileiro)
30. Maria Augusta Alves
31. Maria José Pereira
32. Mascarenhas, João
33. Miguel Ferreira
34. Milhano
35. Moreno
36. M. Souto
37. Nelson Dona
38. Nuno Amado "Bongop"
39. Nuno Duarte "Outro Nuno"
40. Nuno Neves aka "Verbal"
41. Paulo Marques
42. Pedro Bouça
43. Rechena
44. Rui Domingues
45. Rui Rôlo
46. Sá-Chaves, João Paulo
47. Santiago Villa (argentino)
48. Simões dos Santos
49. Vítor Hugo Nascimento