segunda-feira, Abril 30, 2012

Tertúlia BD de Lisboa



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ENCONTRO ESPECIAL DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
(334º Encontro - Ano XXVI)
 HOJE HÁ PALESTRA
   Palestrante: RUI ZINK
Título da palestra: "BECOS E AVENIDAS DA BD"

Este encontro especial da Tertúlia BD de Lisboa realiza-se, como habitualmente, no Parque Mayer (restaurante A Gina).

Inicia-se às 20h00, pelo jantar (o qual é pago individualmente, pormenor invulgar e especialmente precioso nos tempos de crise que correm).

A seguir efectua-se a 2ª parte, que se compõe de um Sorteio Interactivo de Banda Desenhada (interactivo porque as peças - álbuns, revistas, fanzines ou até desenhos originais - são oferecidos pelos participantes, sendo alguns deles depois os contemplados com peças diferentes).

Por fim haverá o momento de tertúlia propriamente dito, desta vez com uma palestra a cargo de Rui Zink, argumentista de banda desenhada e escritor.
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Rui Zink
Autobiobibliografia

Rui Zink (Lisboa, 1961) publicou mais de 30 livros, de todos os géneros e feitios, alguns dos quais de BD - ou tocando a BD. São eles, com:

a) António Jorge Gonçalves: A Arte Suprema (1997), Rei (2007), VIH, o bicho da sida (2009), O Grupo do Leão (2010).

b) Manuel João Ramos: Há carros nos passeio (2002), Major Alverca (2003), O bebé que não gostava de televisão (2004), O bebé que não sabia quem era (2004), O bebé que fez uma birra (2005).

c) Luís Louro: O Halo Casto (2000).

Em 1994 publicou Homens-Aranhas, livro de contos que tocava, sem desenhos, o universo da BD - excepto a história "Noites Longas" com André Carrilho.

Foi editor de O Inimigo (1994). Em 1997 defendeu a sua tese de doutoramento sobre BD portuguesa Literatura Gráfica, em 1988 o mestrado sobre o Humor de Bolso de Vilhena.

Em 1987 com o grupo Felizes da Fé fez um espectáculo chamado Banda Animada, com Fernando Aguiar escreveu o (à letra) maior romance português, A Escada de Pedra, nas escadarias do museu Dr. Santos Rocha na Figueira da Foz. Escreveu o argumento para a animação 3D Karma de Telo Martin (2002).

O seu trabalho está traduzido numa dúzia de países, e deu palestras sobre BD nos EUA, Japão, Inglaterra, Israel, etc.

É amigo e admirador de algumas pessoas no meio da BD, antipatiza e é antipatizado saudavelmente com/por outras tantas. Nada de excessivamente grave, c'est la vie.

R.Z.  
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Participantes neste encontro da TBDL
(Lista elaborada "a posteriori")

1. Adelina Menaia
2. Aida Teixeira aka "Diabba"
3. Alexandra Fernandes
4. Alexandre Rodrigues
5. Álvaro
6. Ana Saúde
7. Antero Valério
8. António Isidro
9. Carlos Páscoa
10. Cristina Amaral
11.Falcato
12. Geraldes Lino
13. Helder Jotta
14. Hugo Teixeira
15. Isabel Viçoso
16. Joana Andrade
17. João Amaral
18. João Figueiredo
19. João Sequeira aka JAS
20.João Marques
21. José Mantas
22. Manuel Valente
23. Miguel Ferreira
24. Milhano
25. Moreno
26. Nuno Amado aka Bongop
27. Nuno Leitão
28. Nuno Neves aka Verbal
29. Paulo Marques aka Estranho
30. Pedro Bouça aka Hunter
31. Rechena aka Dona Zarzanga
32. Rui Batalha
33. Rui Domingues
34. Rui Moura
35. Rui Zink
36. Sá-Chaves, João Paulo
37. Sofia Amado
38. Vidazinha, Ana
39. Vítor Nascimento
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Os visitantes interessados em ver as anteriores postagens poderão fazê-lo clicando no item Tertúlia BD de Lisboa, incluído em rodapé

sábado, Abril 28, 2012

Exposições BD Avulsas (XVII)


Entropia é o nome adoptado por um pequeno grupo de autores de BD - argumentistas e desenhadores -  que se juntaram para organizar exposições das suas próprias bandas desenhadas em várias localidades, sendo Caneças a mais recente.

A exposição está montada na Casa de Cultura de Caneças desde o dia 21 deste mês de Abril, e será amanhã, 29, Domingo, a data de encerramento. Visto que aquela vila fica situada nos arredores de Lisboa, o presente "post" poderá ser útil aos lisboetas interessados em ver pranchas originais de BD,cartunes e ilustrações. 

Estão lá representados os seguintes autores:

Adelina Menaia (argumentista)
Álvaro
Ana Maria Baptista
Ana Saúde
Bruno Ma
Bruno Martins
Catarina Guerreiro
Filipe Duarte
Gastão Travado
João Amaral
João Figueiredo (argumentista)
João Raz
João Sequeira
Manuel Alves
Melanie Romão
Miguel Ferreira (argumentista)
Nuno Sarmento
Paula Nunes
Paulo Marques
Pedro Manaças
Ricardo Correia     

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sexta-feira, Abril 27, 2012

Concursos de BD


Constantemente são lançados concursos que apelam aos que gostam de fazer banda desenhada. Todavia, este intitulado Anicomics tem a singularidade de ter como alvo a mangá e, automaticamente, interessará em especial a toda a numerosa camada de desenhadores que se sente atraída pelo grafismo muito sui generis da banda desenhada japonesa.

Há que dizer, antes de mais nada, que o prazo limite para se concorrer está muito próximo: 2 de Maio (2012, óbvio). Mas ainda perfeitamente ao alcance dos interessados, visto que:

as bedês/mangás podem ter entre duas (mínimo) a quatro pranchas (máximo), a preto e branco ou a cores.
E tanto podem ser feitas com os materiais tradicionais, como em formato digital.

Idade limite dos concorrentes: 25 anos.

Tema: Livre!

As bedês/mangás podem ser enviadas em formato digital
(jpeg a 300 dpi, em RGB) para o mail
anicomics.lisboa@gmail.com

indicando o assunto:
Concurso de BD/Mangá Anicomics Lisboa 2012

acompanhadas dos elementos identificativos do concorrente:
Nome, idade, localidade onde reside.

No mesmo mail deverá indicar o título da bd.

Não são aceites bedês previamente publicadas, ou que se detecte serem cópias ou decalques óbvios.

O júri será composto por:
Mário Freitas - Director do AniComics
Carlos Pedro - Autor/artista de BD
Paula Nunes - Vencedora do concurso de 2011

O nome do vencedor será anunciado no dia 6 de Maio, às18h00, no auditório onde se realiza o evento, ou seja, na Biblioteca Orlando Ribeiro - Telheiras.

Prémio: Um cabaz de livros BD/Mangá no valor de 50€

segunda-feira, Abril 23, 2012

Exposições BD avulsas (XVI)


Está a chegar, mais uma vez, o histórico 25 de Abril, dia em que mudou radicalmente o regime político português. Há celebrações em vários pontos do país, sendo que a Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva - através do bedéfilo viseense João Magalhães - me convidou para organizar uma exposição baseada em BD.

Assim fiz. Seleccionei umas tantas pranchas, e ao conjunto dei o título de O 25 de Abril visto por autores de Banda Desenhada.

Quais os que escolhi? Entre tantos que têm desenhado cenas e criado episódios relacionados com o tema, seleccionei os seguintes:

Desenhadores:
Ana Cortesão
André Carrilho,
António Martins (autor da prancha visionável no topo do "post")
Cristina Sampaio (autora da imagem que preenche o cartaz das actividades culturais de Vila Nova de Paiva em Abril, que também ilustra esta postagem)
"Derradé"
José Carlos Fernandes
Patrícia Romão
Pedro Burgos
Pedro Brito
Rui Lacas

Argumentistas
"Geral"
 João Carlos Romão
João Miguel Lameiras
João Ramalho Santos
Miguel Gaspar
Rui Cardoso Martins

Esta exposição, montada no Auditório Municipal Carlos Paredes - AMCP, de Vila Nova de Paiva, tem estado visitável desde o dia 2 de Abril, e estará patente ao público até 30 de Abril.

A citada mostra dedicada à BD, classificada como "exposição temporária", está integrada, com diversas outras, na área exposicional do AMCP. onde se desenvolvem várias actividades culturais.
Este mês  haverá peças de teatro, concertos, debates, Feira do Livro, concursos fotográficos, exposições de artesanato e de Pintura.

No 25 de Abril, dia da Liberdade, o programa é o seguinte: 

10h00
Hastear da bandeira nos Paços do Concelho
10h30
Assembleia Municipal de Jovens
12h00
Visita às exposições AMCP
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sexta-feira, Abril 20, 2012

Música (Bandas, Cantores e Músicos) na BD (III)


Jorge Palma é um cantautor de grande prestígio no panorama musical português, e, muito justamente, a sua vida pessoal bem como a sua carreira e obra serviram de tema a uma banda desenhada da autoria de Susa Monteiro ela própria autora do respectivo argumento, inspirado na biografia deste músico singular - cantor e compositor - autor de uma extensa e notável obra com lugar reservado na História da Música Ligeira Contemporânea em Portugal.

A transposição para uma narração figurativa, de invulgar qualidade estilística, colorida com singular sensibilidade, sobre um guião simples mas escrito de forma fluente, é um trabalho em três vertentes que Susa realizou num elevado nível.

Estas duas obras - BD e Música - estão incluídas num álbum. A banda desenhada é composta por 28 pranchas, a cores; quanto ao CD, com doze faixas, contém as seguintes composições, todas com letra e música de Jorge Palma:

01. À Espera do Fim; 02. Obrigação/Meu Amor Não Fiques Para Aí a Dormir;
03. Bairro do Amor; 04. Essa Miúda; 05. Estrela do Mar; 06. Até Mais Não Poder Ser;
07. Cara d'Anjo Mau; 08. Só Mais Uma História; 09. Frágil; 10. Quem És Tu de Novo?;
11. Olá [Cá estamos Nós Outra Vez; 12. A Gente Vai Continuar]
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Álbum de BD e CD
Álbum cartonado com lombada, contendo uma banda desenhada e um CD.   
Formato 25,5x15cm
Colecção BD Pop-Rock Português
Autores: Jorge Palma e Susa Monteiro
Edição de A Bela e o Monstro, Edições Lda. - 2011
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SUSA MONTEIRO

Síntese biográfica

Susa apresenta-se enquanto ilustradora, como criadora de um universo gráfico por onde perpassa subliminar melancolia, reforçada pelas cores frias que usa recorrentemente quando as bandas desenhadas ou ilustrações são coloridas.

Susa Monteiro impressiona pela sua criativadade, numa obra já com visível dimensão, que passou pelas revistas Mais Alentejo, Rodapé, Venham+5, bem como pelos fanzines Jazzbanda e Efeméride, isto em Portugal, e pelo fanzine polaco Warsowia. Foi a autora (argumento e desenho) de uma banda desenhada de 28 pranchas a cores - num álbum de BD contendo um CD -, intitulada Jorge Palma, dedicada a este músico.
Como ilustradora, Susa tem sido sempre a autora dos cartazes anuais nas sete edições do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, e assinando Susana Monteiro tem ilustrado as crónicas de António Lobo Antunes na revista Visão.
Momento alto da sua carreira: foi a vencedora do Prémio Stuart de Desenho de Imprensa 2011.

Susana Philipp Baiôa Monteiro, Beja, Outubro de 1979. Fez estudos de Realização Plástica do Espectáculo na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, e Cinema de Animação no CITEN.
Além de fazer BD e Ilustração, também já trabalhou em Teatro como figurinista e cenógrafa

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Os interessados em ver a postagem anterior, poderão fazê-lo se clicarem no item Etiquetas: Música na BD, visível em rodapé

quinta-feira, Abril 19, 2012

Comic Jam, aliás Cadáver Esquisito - 40ª prancha

A estranha prancha de BD que ilustra esta postagem pertence ao comic jam realizado na Tertúlia BD de Lisboa, e é já a 40ª banda desenhada feita na base da improvisação, no decorer daquele encontro bedéfilo mensal.

No dia em que João Ataíde esteve na condição de Convidado Especial da TBDL, foi por isso ele quem iniciou o "cadavre exquis".

Eis os nomes dos seis desenhadores participantes (aliás, cinco desenhadores e uma desenhadora):

1. João Ataide
2. Miguel Gabriel
3. Miguel Marreiros
4. João Vasco Leal
5. Ricardo Reis
6. Sónia Carmo
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Os visitantes interessados em verem os "posts"anteriores deste tema, poderão fazê-lo com um simples clique no item Comic Jam visível no rodapé

terça-feira, Abril 17, 2012

Banda Desenhada estrangeira nos jornais (V)





Rock Rivers parece não ser um muito vulgar herói de banda desenhada: logo na primeira prancha é forçado a abandonar a namorada na cama, porque o chamam do escritório... uma cena nada entusiasmante em relação a qualquer personagem banal, quanto mais para um herói da BD.

Para cúmulo, após a saída forçada da cama do que irá ser "o nosso herói", a namorada dele telefona para um tal Hellvansinger - com este nome onde entra o diabo, só pode ser o vilão da bd - e a breve conversa que tem com o cantor diabólico (em tradução muito livre) é insultuosa ("é um idiota", diz ela) em relação ao seu apaixonado Rock Rivers.

Isto é o que se pode ver/ler nesta prancha inicial, reproduzida no topo do presente "post", e que foi publicada no jornal Diário de Notícias, no passado Sábado, 14 de Abril, no formato do jornal, tendo por autores dois espanhóis: Pere Pérez, desenhador, e Carles Santamaria, argumentista.

Temos portanto o reatar de uma saudosa tradição nos jornais: a publicação no fim de semana de uma banda desenhada no sistema de "continua na próxima semana", frase tão famosa nos jornais americanos ("to be continued") em relação aos "comics" reproduzidos a cores nas suas "Sunday pages" (ou "Sunday Supplement"), mas que também em Portugal teve tempos áureos, em especial nos jornais Diário Popular, em Lisboa, e no Primeiro de Janeiro, no Porto. E tal como agora, as bandas desenhadas eram apenas de autores estrangeiros... 

Os interessados no assunto, poderão saber mais no endereço
http://rockinriolisboa.sapo.pt/noticias/as-aventuras-de-rock-rivers-banda-desenhada-com-acao-intriga-e-conspiracao

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Há uma postagem anterior, em que o tema é exactamente esta banda desenhada "As Aventuras de Rock Rivers". 
Para ir até lá rapidamente bastará clicar no item "Banda Desenhada estrangeira nos jornais", visível no rodapé
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domingo, Abril 15, 2012

Festivais, Salões BD e afins - (Odivelas)


Tinham-me informado, no princípio de Abril, de que estava previsto um projecto ligado à banda desenhada, que se iria realizar em Odivelas com início a 17 de Abril, e que se intitularia "5 Dias aos Quadradinhos".

Como ainda faltava bastante, deixei passar alguns dias. Mas, imprevistamente, a meio desta semana, tive conhecimento de grande alteração ao plano incial, quer do título do evento, quer do conteúdo do programa, quer da sua extensão, e até da data da realização, antecipada para 12 do corrente mês. 

Portanto, apesar de ultrapassado pelos acontecimentos, não deixarei de o divulgar, mesmo que com atraso. Eis os pormenores principais:

Título:
CICLO DE BANDA DESENHADA
Local: Biblioteca Municipal D. Dinis - Odivelas

Datas da realização:
Início: 12 de Abril
Fim: 28 de Abril

O evento inclui as seguintes iniciativas:

1 - Exposição retrospectiva da obra do autor de BD Rui Lacas
Lamento, mas a inauguração teve lugar às 19h00 de 12 de Abril. De qualquer modo, a exposição está visível até ao dia 28

2 - Encontros com Escritores
Apesar do título, os encontros são na realidade com autores de BD, que falarão de obras e técnicas de banda desenhada.

Os autores participantes são:
Hugo Teixeira, João Amaral, José Pires, José Ruy, Paulo Rijo e Rui Lacas,que falarão nos seguintes dias e horas:

. José Ruy - dia 17 às 10h30
Rui Lacas - dia 18 às 10h30
. Hugo Teixeira - dia 19 às 10h30
. Paulo Rijo - dia 20 às 10h30
. José Pires - dia 26 às 10h30
. João Amaral - dia 27 às 14h30

3 - Ateliê de Banda Desenhada
Tema: O Moinho da Laureana (Famões) em banda desenhada
Destinatários: Crianças dos 6 aos 12 anos
Calendarização: dia 21, às 15h30
Coordenação: Miguel Sousa Ferreira

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Para ver postagens anteriores acerca de Festivais BD, bastará clicar no item Etiquetas: Festivais de Banda Desenhada e Prémios respectivos, visível no rodapé

Para ver o "site" da entidade organizadora, clicar no endereço

sexta-feira, Abril 13, 2012

Exposições BD avulsas (XV)



Jogo da Glória. O Século XX Malvisto pelo Desenho de Humor, extenso e algo enigmático título de uma exposição que abrange caricaturas, cartunes e bandas desenhadas, numa extensa galeria do Palácio da Cidadela de Cascais, em iniciativa apoiada pelo Museu da Presidência da República.

Trata-se de uma excepcional mostra, dividida em vários módulos, cujos títulos tendem a agrupar por temas as numerosas peças expostas. Por exemplo:

Comédia Portuguesa, Morte, Guerra, Rostos, Auto-retrato, Bandeira Nacional, Álbuns, Zé Povinho, Censura, Salazar, Presidentes, todos estes subtítulos remetem para assuntos bastante diversificados, centrados em revistas ou jornais satíricos, designadamente Sempre Fixe e Os Ridículos, com reproduções de ambos os jornais.

São igualmente focadas correntes artísticas (Surrealismo e Modernistas), e artistas que marcaram as respectivas épocas com as suas realizações artísticas, casos de Rafael Bordalo Pinheiro (Raphael Bordallo Pinheiro,na grafia de 1900), Cotinelli Telmo, Stuart de Carvalhais, Almada Negreiros, Alonso, Amarelhe, Carlos Botelho, entre muitos outros.

Também autores mais recentes estão representados nesta abrangente selecção, designadamente Relvas, Nuno Saraiva, Cristina Sampaio, Luís Afonso, André Carrilho, José Bandeira, António, Rui Pimentel, Zé Manel.

Os textos, de grande qualidade literária e demonstrativos de vastos conhecimentos nestas áreas, são de João Paulo Cotrim, que aproveita sempre - honra lhe seja feita - para mencionar a Banda Desenhada.

Vejam-se os seguintes excertos, retirados do programa (o catálogo apenas será distribuído hoje, dia 13 de Abril, pelas 18h30):

Sempre Fixe - Iniciado por Pedro Bordallo, na mesma casa editora do não menos seminal Diário de Lisboa, em 1926,neste semanário [há] a provocação modernista de Almada Negreiros (que nele publicou bd), a elegância de Jorge Barradas (...) e o preciosíssimo "diário gráfico" de Carlos Botelho in Os Ecos da Semana (que também eram bandas desenhadas, digo agora eu, bloguista).

Mais informa Cotrim, dando destaque à BD:

Comédia Portuguesa - "Cotinelli Telmo, um arquitecto de renome, que foi também autor de banda desenhada (...)"

Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) - "Bordalo foi único. Como genial se tornou ao criar (fundando, desenhando, escrevendo) a sua imprensa, a fazer explodir o desenho de humor, fosse ele cartoon ou caricatura, ou essa "nova" linguagem que então se afirmava definitivamente: a narrativa gráfica (ou banda desenhada).

Stuart de Carvalhais "(...) fez-se cineasta pioneiro, criou Quim e Manecas,as mais duradoiras personagens da banda desenhada nacional (...)"

Jogo da Glória. O Século XX Malvisto pelo Desenho de Humor
Palácio da Cidadela de Cascais
26 Nov. a 15 Abril
Horário:
Quarta a Sexta-feira - 11h00 - 17h00
Sábado e Domingo - 10h00 - 18h00

Esta exposição assenta na colecção Ricon Peres

Ver mais pormenores em:
http://www.museu.presidencia.pt

ADENDA
(Texto incluído a posteriori)

Dia 13 de Abril, sexta feira, foi finalmente lançado o catálogo da mostra "Jogo da Glória. O Século XX Malvisto pelo Desenho de Humor".

Ora o catálogo de uma exposição é dela o complemento e o prolongamento visíveis, e a garantia de registo para o futuro.

No caso presente - e lamentando a data tardia do lançamento -, é justo salientar a elevada qualidade da peça, com excelente aspecto gráfico e notável conteúdo literário, de diversas autorias, das quais destaco João Paulo Cotrim, Manuel San-Payo, António Costa Santos, Carlos Fiolhais.

Catálogo da exposição "Jogo da Glória. O Século XX Malvisto pelo Desenho de Humor"
Volume cartonado
Número de páginas: 416 (papel de 115g/m2)
Textos ilustrados a cores e a preto e branco
Tiragem: 1250 exemplares
Preço: 25€00
Editor: Museu da Presidência da República

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Os visitantes deste blogue que, por mera curiosidade, queiram ver os restantes catorze "posts" do presente tema, poderão fazê-lo clicando no item Etiquetas: Exposições BD avulsas, visível no rodapé

Banda Desenhada estrangeira nos jornais (IV)



As Aventuras de Rock Rivers é o título da banda desenhada que vai começar a ser publicada, já no próximo sábado, dia 14 de Abril, no jornal Diário de Notícias
É uma iniciativa ligada ao festival "Rock in Rio", como se depreende pelo título.

O argumentista da bd é Carles Santamaria (jornalista, director do Salão Internacional de Banda Desenhada de Barcelona, desde 2005), e faz equipa com o desenhador Pere Pérez, ambos a desenvolverem uma trama em que, além do herói Rock Rivers, também entra um tal Hellvansinger ("cantor do diabo"?), o mau da fita, ou melhor, da bd, para fazer a vida negra ao nosso herói.
E o que tem bastante originalidade é o facto de os leitores do jornal serem convidados a participar no desenvolvimento da trama.
Pronto, lá terei de, no próximo sábado, comprar o DN em vez do Público...

Aqui fica a novidade, a iniciar nova rubrica neste blogue. Entretanto, quem quiser saber mais novidades, pode consegui-lo no endereço
http://rockinriolisboa.sapo.pt/noticias/as-aventuras-de-rock-rivers-banda-desenhada-com-acao-intriga-e-conspiracao  

Até dá direito a visionar um animado vídeo, com entrevista aos autores, em que entra também a charmosa Roberta Medina. Vale a pena ir até lá. 

quarta-feira, Abril 11, 2012

Cartune/BD

A hipótese de ser fechada a Maternidade Alfredo da Costa - MAC, em Lisboa, local de nascimento de uma percentagem substancial da população lisboeta, bem como de cidadãos da cintura da capital - e não só - está a gerar ondas de protesto sem conotações políticas.

Claro que os cartunistas não poderiam ficar indiferentes ao tema, daí que
Luís Afonso, na sua tira diária - que fica junto à fronteira ténue que separa a BD do Cartune - a tenha focado, com o humor irónico que tão bem sabe manejar.

Entretanto, Álvaro, outro cartunista (também banda-desenhista), atirou-se igualmente ao tema, e o resultado gráfico (a que ele modestamente chama cartaz, mas que considero autêntico cartune) aqui fica registado, juntamente com a tira do Luís, a ilustrarem com raiva o que vemos fazer ao nosso país, agora em Lisboa, amanhã no Porto, em Coimbra ou Faro, ou onde quer que seja, em obediência à "troika".

Petição SIM à CONTINUIDADE DO FUNCIONAMENTO DA MATERNIDADE ALFREDO DA COSTA
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=goncalo

sábado, Abril 07, 2012

Fernando Pessoa na BD... e não só (XVII)


Duas Cidades Sete Vidas é o título de uma obra surpreendente e imprevista, em edição de autor - Rui Cabral, de seu nome -, que escreve em textos de tonalidades poéticas, que desenha em imagens de delicada linha clara, e que as colore em matizes suaves, num inesperado mas indiscutível registo de banda desenhada. 

Inesperado, repito, porque ao deparar-se-me a peça na estante de uma livraria, editada num formato oblongo, vulgo "formato italiano", e ao observar a capa e o título, julguei tratar-se de um livro de poesia unicamente dedicado a Fernando Pessoa.

Mas não é. Ou melhor: embora quem protagonize a obra sejam gatos - sete vidas são eles que a têm, diz o povo, daí o título -, Fernando Pessoa também está lá, bem presente, a sua imagem surge logo na capa, e perpassa por várias páginas. 




Aliás, por ser lisboeta, nada mais natural que o poeta nos surja em deambulações por Lisboa, rodeado de gatos, que são uma espécie de leit motif da obra, com uma presença permanente desde a primeira à última página.

E talvez por um fenómeno de mimetismo, o próprio Fernando Pessoa surge, momentaneamente, com corpo de gato.



Apercebemo-nos perfeitamente da admiração do artista/autor de BD pelo poeta, o que não o impede de brincar com a imagem, inclusive apresentando a figura inconfundível de Pessoa como código dum sinal de trânsito para passagem de peões (uma liberdade artística, imaginativa e de bom-humor, da parte de Rui Cabral).

E também o coloca numa montra onde se vêem três fotos suas, com dois objectos que claramente o identificam: chapéu e óculos.


E para quem não conheça bem Lisboa, o autor mostra aquela estátua, tão familiar aos lisboetas, em que o escultor pôs o poeta sentado na esplanada da Brasileira, em pleno Chiado, numa eterna imobilidade.

"Duas Cidades Sete Vidas": aí está um álbum que classifico de fanálbum, isto com todo o respeito, porque um fã que edita um álbum, fá-lo por amor e com amor, sem intuitos mercantis, é o que o diferencia de um álbum comercial, com a chancela de uma editora estabelecida no mercado.

Pelo facto de incluir as citadas passagens dedicadas a Fernando Pessoa, lamento até que esta pequena obra não se encontre à venda nos balcões da Fundação Calouste Gulbenkian onde o público tem de se dirigir para adquirir bilhete de entrada na excelente exposição Fernando Pessoa - Plural Como o Universo, patente ao público até 30 de Abril. 

Rui Cabral, arquitecto, na BD não tinha grande visibilidade, mas convém olhar para esta obra iniciante com atenção, e fixar o nome do autor (já havia um de apelido Cabral, o Ricardo, agora passamos a ter também o Rui).

Duas Cidades Sete Vidas
Álbum brochado com as dimensões de 29,5x20,7
Número de páginas: 48 
Tiragem: 50 exemplares (numerados, o meu é o 11/50 )
Data da edição: 2009 (*)
Preço: 29.45€ (*)
Local da edição: Lisboa

(*) Só agora, em Março de 2012, encontrei esta obra, à venda na livraria Pó dos Livros. Pelo preço indicado, acho que era por estarem a fazer descontos. 
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Os visitantes habituais da blogosfera sabem como fazer para os textos ficarem bem legíveis. Mas para quem tem pouca prática, aqui fica uma ajuda: um clique inicial sobre o texto ou sobre a imagem faz a primeira ampliação; a seguir o cursor toma o aspecto de uma lente, e volta-se a clicar. O texto e a imagem ficam bem legíveis (por acaso neste "post" isto só é verdade em relação à tira, a 3ª imagem) .

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sexta-feira, Abril 06, 2012

Exposições BD Avulsas (XIV)






Logicamente, neste blogue dou a primazia à Banda Desenhada, o que não impede que também goste bastante de Ilustração. Dois motivos suficientes para ter muita pena de não ter podido estar presente na inauguração da mostra assinada por Susa Monteiro - que tem duas valências para mim: é uma singular ilustradora/autora de BD e minha amiga.

Outros motivos que me fazem pensar na hipótese de ainda visitar esta exposição: o dono do Espaço Estúdio JS, na Praça da República, nºs 122 e 123, em Nisa (ver foto acima) é o ilustrador/autor de BD João Sequeira "JAS", também meu amigo, ainda para mais frequentador da minha Tertúlia BD de Lisboa (atenção: vem de propósito do Alentejo!). Outro motivo: não conheço Nisa. E se me encanta a atmosfera peculiar das vilas e cidades alentejanas.

Sendo que a exposição estará patente até 1 de Junho, não descarto a hipótese de ainda lá ir. 

Imagens que ilustram o "post" (de cima para baixo):
1. Cartaz da exposição - Autoria: Susa Monteiro
2. Aspecto de uma das salas com molduras contendo pranchas de BD e ilustrações
3. Aspecto exterior do edifício de Nisa onde está instalado o Espaço-Estúdio de João Sequeira aka JAS
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SUSA MONTEIRO

Síntese biográfica

Susa apresenta-se enquanto ilustradora, como criadora de um universo gráfico por onde perpassa subliminar melancolia, reforçada pelas cores frias que usa recorrentemente quando as bandas desenhadas ou ilustrações são coloridas.

Susa Monteiro impressiona pela sua criativadade, numa obra já com visível dimensão, que passou pelas revistas Mais Alentejo, Rodapé, Venham+5, bem como pelos fanzines Jazzbanda e Efeméride, isto em Portugal, e pelo fanzine polaco Warsowia. Foi a autora (argumento e desenho) de uma banda desenhada de 28 pranchas a cores - num álbum de BD contendo um CD -, intitulada Jorge Palma, dedicada a este músico.
Como ilustradora, Susa tem sido sempre a autora dos cartazes anuais nas sete edições do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, e tem ilustrado as crónicas de António Lobo Antunes na revista Visão.
Momento alto da sua carreira: foi a vencedora do Prémio Stuart de Desenho de Imprensa 2011.

Susana Philipp Baiôa Monteiro, Beja, Outubro de 1979. Fez estudos de Realização Plástica do Espectáculo na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, e Cinema de Animação no CITEN.
Além de fazer BD e Ilustração, também já trabalhou em Teatro como figurinista e cenógrafa.

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Os visitantes deste blogue que, por mera curiosidade, queiram ver os restantes treze "posts" do presente tema, poderão fazê-lo clicando no item Etiquetas: Exposições BD avulsas, visível no rodapé   

quarta-feira, Abril 04, 2012

Vinhetas notáveis (I)



Tanto ao nível do desenho como ao da colorização, deparam-se-nos com frequência imagens que nos fazem suspender a leitura/visionamento, e permanecemos a apreciar, pormenor a pormenor, a beleza de alguma vinheta ou prancha de banda desenhada. É esse um dos fascínios da BD.

Foi por este tipo de análise - que tantas vezes tenho feito, ao longo de milhares de obras de Figuração Narrativa - que dá o direito à Banda Desenhada a pertencer ao nível indiscutível de Arte maior, classificação que só por ignorância ou preconceitos medíocres pode ser negada. 

E tudo porque, ao ler/ver Aarícia, parte da extensa obra Thorgal, volume 14º da edição original, e primeiro da presente edição conjunta ASA-Público, posto hoje à venda com o jornal componente da parceria editorial, quase que suspendi a respiração com a imagem que se pode apreciar no topo do poste, além do texto emotivo que a reforça, ambos ligados à cerimónia fúnebre da despedida ao corpo de Leif Haraldson, chefe dos vikingues do Norte, pai adoptivo de Thorgal.

Não será de estranhar o elevado nível desta obra, visto que os autores - Rosinski, desenhador, Van Hamme, argumentista - são nomes de primeira grandeza na BD.

Thorgal - personagem que dá nome à série - é bem conhecido dos veteranos apreciadores portugueses de banda desenhada, que com ele tiveram o primeiro contacto na revista Tintin, em 1980, e com quem mantiveram encontros mais assíduos na revista Mundo de Aventuras, igualmente a partir de 1980, e em Selecções BD - onde fui colaborador -, entre 1998 e 2001.

Claro que a obra também tem tido boa divulgação ao nível de álbuns editados, inicialmente pela Bertrand, depois pela Futura e finalmente pela ASA.

Na presente iniciativa editorial, começada hoje, irão ser editados dezasseis volumes, com episódios inéditos em Portugal, sempre às quartas-feiras, em conjunto com o jornal Público.

Será a ocasião propícia para os leitores veteranos - não esquecer que, como afirma o famoso slogan, "A banda desenhada é para leitores dos 7 aos 77" - reverem/relerem a importante obra criada por Rosinski e Jean Van Hamme para a revista Tintin em 1977, e para talvez atrair uma boa camada de gente nova, já tão arredada deste género de banda desenhada europeia, popular mas clássica, sobrepujada pela BD americana e japonesa, ou seja, pelos super-heróis e pela mangá. 
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ROSINSKI

Biobibliografia

Grzegorz Rosinski (Stalova Wola, Polónia, 1941) sentiu-se atraído pela banda desenhada graças à revista francesa Vaillant, tendo começado a desenhar pequenos episódios para o jornal do liceu.

Após estudos na Escola de Belas Artes de Varsóvia, na qual se licenciou em 1967, começou a realizar BD como ocupação a tempo inteiro, criando (escrevendo os argumentos e fazendo os desenhos) para as séries "Kapitan Zbik" e "Pilot Smiglowca", destinadas à editora polaca Sport i Turystykay, no género de aventuras e mistério, entre 1968 e 1972.

Entre 1974 e 1976, com o apoio de Barbara Seidler, realizou três livros com adaptações de lendas polacas em banda desenhada.

Em 1976 passou a director do magazine varsoviano Relax, no qual criou bedês em registo histórico e de ficção científica.

A qualidade do seu desempenho banda-desenhístico impressionou os responsáveis da revista Tintin (edição belga). Por esse motivo, Rosinski foi convidado a deslocar-se a Bruxelas em 1976, comprometendo-se profissionalmente com a editora Lombard, para a qual começou a fazer algumas curtas. Mas, ao mesmo tempo, realizou uma bd de tipo fantástico para a revsita rival, a Spirou, usando o pseudónimo "Rosek". 

Finalmente, em 1977, sob argumento de Jean Van Hamme, começou-se a publicar a sua obra de referência "Thorgal, Fils de Étoiles", no género de "fantasia heróica".

É para mim indiscutível que, em algumas imagens desta obra se sente a influência de Harold Foster e do seu Príncipe Valente, fascínio a que poucos autores daquela geração conseguiram escapar incólumes.

Rosinski trabalhou também com o argumentista André Paul-Duchateau (Bélgica, 1925) a partir de 1980, desenhando a série "Hans", baseada numa fictícia guerra pós-nuclear.

1988 foi o ano de apresentação de uma novela gráfica intitulada "Le Grand Pouvoir du Chninkel" para a colecção "Les Romans", em edição da Casterman, em reprodução a preto e branco, reeditada a cores numa trilogia, em 2001 e 2002.

Mantendo-se a trabalhar no "Thorgal", a sua obra de estimação, e após desistência de Van Hamme da série, em 2007, Rosinski continuou-a com o apoio de Sente a partir do 30º volume. A colaboração com este novo parceiro deu imprevisto fruto em 2010: o spin-off intitulado "Les Mondes de Thorgal".     

Rosinski, polaco de nascimento, adoptou a nacionalidade belga. 

domingo, Abril 01, 2012

Tertúlia BD de Lisboa - 333º Encontro (Parte 2 de 2)


João Ataíde é o autor de banda desenhada que irá estar na Tertúlia BD de Lisboa como Convidado Especial, na 2ª parte deste inédito formato daTBDL, com realização no mesmo dia em dois locais diferentes.

Na postagem anterior, numerada "Parte 1 de 2" (30 de Março), falei do programa previsto para o espaço de tempo entre as 18h00 e as 19h30, na Livraria Leya na Buchholz. Espero que a maior parte das pessoas que lá forem assistir ao lançamento da obra de BD em álbum "Provérbios ...com Gatos" participem também na tertúlia, dois quarteirões mais abaixo.

Falo hoje da 2ª parte,que decorrerá no local do costume, isto é, no Parque Mayer (restaurante A Gina), com o programa habitual.
Ou seja: inicia-se pelo jantar, que decorre - mais coisa, menos coisa - entra as 20h00 e as 21h30;
A seguir, efectuamos o sorteio interactivo de BD, com peças de banda desenhada onde se incluem álbuns, revistas e fanzines, além da peça de honra que é normalmente constituída por um desenho original do Convidado Especial.

E será este que terminará o encontro, fazendo a sua apresentação como autor de BD, ainda com curta obra (que poderá ser consultada na biobibliografia descrita no texto inserido a seguir.

Nota: A ilustrar o topo do presente "post" está uma prancha da história "A Terrível Sorte do Panda Ping Pong nas Garras de Chim Pan Zé", bd da autoria de João Ataíde (desenho) e André Oliveira (argumento), premiada no Concurso de Jovens Criadores de 2008.
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JOÃO ATAÍDE

Biobibliografia

João Daúto da Silva Ataíde nasceu em Lisboa, a 21 de Junho de 1981.


Apesar de licenciado em Engenharia Civil, o tema que mais o fascina desde sempre é a banda desenhada, como prova o facto de ter coleccionado sistematicamente revistas de BD, inicialmente as da Disney - os patos, os patinhas e os ratos como heróis antropomórficos -, em seguida os "comic books" com outros heróis, os super da Marvel.  


Dessa fase inicial de mero leitor, passivo mas apaixonado, passou à seguinte, a de criador dos seus universos pessoais e das suas próprias personagens, com que participou em concursos, designadamente no organizado pelo Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, em 2001; e mais tarde, em 2007, no XIV Concurso do Festival Internacional de BD de Moura, cujo tema era "O Gato", com a qual ele e o argumentista André Oliveira foram distinguidos com uma Menção Honrosa, tendo estado essa bd em exposição no Convento do Castelo de Moura..


No ano seguinte participou no Concurso Jovens Criadores 2008, de tema livre, tendo ganho o 1º Prémio com a bd "Xim Pan Zé", também sob argumento de André Oliveira, posteriormente publicada no nº 0 do fanzine Zona.


Continuando nestas suas tentativas, participou em 2009, de novo em equipa com André Oliveira, no 1º Concurso de BD do jornal açoriano Avenida Marginal, em que obteve outra Menção Honrosa.


Actualmente, apesar de envolvido em vários projectos ligados à Banda Desenhada, tem-se dedicado mais à Ilustração na qualidade de freelancer.
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Presenças registadas "a posteriori"

1. Abílio Pereira
2. Adelina Menaia
3. Aida Teixeira "Diabba"
4. Álvaro
5. Ana Vidazinha
6. André Oliveira
7. António Isidro
8. Carla Vieira Costa "Bubas"
9. Catarina Pereira
10. Falcato
11. Gabriel Martins "Loot"
12. Geraldes Lino
13. Helder Jotta
14. Hugo Teixeira
15. Inês Silva
16. Isabel Viçoso
17. João Ataíde - Convidado Especial
18. João Figueiredo
19. João Leal
20. João Luís Spínola Rodrigues
21. Machado-Dias
22. Manuel Meira
23. Manuel Valente
24. Maria José Pereira
25. Miguel Ferreira
26. Miguel Gabriel
27. Miguel Marreiros "Mima"
28. Milhano
29. Moreno
30. Nelson Dona
31. Nuno Amado "Bongop"
32. Paulo Costa
33. Paulo Marques
34. Pedro Bouça "Hunter"
35. Pedro Vieira
36. Petra Marcos
37. Rechena
38. Ricardo Reis
39. Rui Domingues
40. Sá-Chaves
41. Simões dos Santos
42. Sofia Amado
43. Sónia Carmo
44. Vítor Nascimento
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