sábado, agosto 30, 2014

Tertúlia BD de Lisboa






Cumpre-se de novo uma das finalidades que desde o seu início, em Junho de 1985, tem norteado a Tertúlia BD de Lisboa: dar incentivo a um novo da banda desenhada portuguesa (1), neste caso o novel autor André Caetano.

Enquanto novo que é, este nome pouco dirá a muita gente interessada pela BD, até mesmo aos mais atentos. 
Como habitualmente, complementa a presente postagem  elementos biobibliográficos facultados pelo próprio.
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Foto da tertúlia (fotógrafo: Álvaro), inserida aqui "a posteriori". Este bloguista está de costas, na mesa que se vê em primeiro plano)
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(1) Ciclo: Nova BD portuguesa

Este ciclo (Nova BD Portuguesa), a decorrer permanentemente desde Junho de 1985, tem a finalidade de distinguir, com DIPLOMA DE INCENTIVO, gente da BD a vários níveis:

1) Autores jovens em princípio de carreira, mas com obra publicada - não importa se ainda escassa - quer em fanzines, jornais, revistas ou, eventualmente, em álbum (por edição alternativa, seja com apoio autárquico ou de empresa privada, até mesmo em edição de autor).

2) Autores já com obra significativa, mas demasiado novos para serem homenageados.

3) Autores que fizeram banda desenhada, de forma esporádica, há uns tantos anos, tendo desistido da BD e optado por diferente actividade (incentivo de tipo retroactivo).

4) Desenhadores adultos que só tardiamente tiveram BD editada, sendo-lhes dado este incentivo pela TBDL, independentemente da sua idade.

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ANDRÉ CAETANO

Autobiobibliografia 

André Caetano, Coimbra, 1983

É licenciado em Design de Comunicação pela Escola Universitária de Artes de Coimbra.
Desde Setembro de 2008 trabalha como freelancer em Ilustração e Design Gráfico.

Tem ilustrado para editoras como a Porto Editora, Edições ASA, GATAfunho, Calendário de Letras, Minerva Coimbra e Lápis de Memórias, destacando a obra Versos de Respirar, de José António Franco, uma edição da Calendário de Letras, por ser um dos títulos seleccionados pela Casa da Leitura e constar no Plano Nacional de Leitura. Bem como a obra "Sem Palavras", de Eugénio Roda, publicada pela Porto Editora, seleccionada para fazer parte dos "100 Livros para o Futuro", no stand de Portugal na Feira de Bolonha do Livro Infantil, sendo Portugal o país convidado.

Na área da Banda Desenhada ilustrou, conjuntamente com Pedro Pires, uma bd integrada na colecção Pop Rock Português, sobre a banda musical Trabalhadores do Comércio, cujo argumento ficou a cargo de Hugo Jesus. 

Em 2013 ilustra a obra "Uma Aventura Estaminal", escrita por João Ramalho-Santos, pblicada pela Imprensa da Universidade de Coimbra. Pelo trabalho desenvolvido recebe o prémio de "Colorista do Ano", e é nomeado para Desenhista e Legendador do Ano, nos PPBD-Prémios Profissionais de BD de 2014.

Participou também na Zona Gráfica, Zona Monstra e Zona Desenha, com três histórias curtas e, com argumento de André Oliveira, ilustra as histórias: "Milagreiro", publicada na revista brasileira Café Espacial, e "Regresso a Casa" na revista Cais #197, edição de Julho/Agosto 2014. (*)

Tem sido convidado a falar do seu trabalho de ilustração em várias escolas e bibliotecas do país, e na ESAP em Guimarães, no Mestrado de Ilustração.

Participou em várias exposições com trabalhos de desenho e pintura, onde se destaca a exposição individual na Casa de Artes e Cultura do Tejo, em Vila Velha de Ródão, e a exposição na Casa dos Açores, no Porto, e também na Bedeteca de Beja, em Março de 2012.

Faz parte da organização e é membro activo do projecto de encontros de desenho SketchcrawlCoimbra.

Podem ver o seu trabalho em
http://www.andrecaetano.com
http://www.andrecaetano.com/wp
https://www.facebook.com/AndreCaetano.Illustrations
https://twitter.com/AndreIllustrate

(*) Esta última colaboração é um pormenor acrescentado por GL
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Lista de participantes fornecida por Inês Ramos - elemento do quarteto [fantástico] que desde Julho de 2013 dirige a TBDL - aqui acrescentada "a posteriori"

1. Álvaro
2. Ana Oliveira
3. Ana Saúde
4. André Caetano (Convidado Especial)
5. André Oliveira
6. Bruno Caetano
7. Falcato
8. Filipe Duarte
9. Geraldes Lino
10.Inês Ramos
11.João Lameiras
12.João Monsanto
13.João Vidigal 
14.José Freitas
15.Moreno
16.Paulo Costa
17.Pedro Vieira
18.Rui Domingues
19.Sá-Chaves 
20.Victor Jesus
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quarta-feira, agosto 27, 2014

BD portuguesa em jornais - Jim del Monaco - Autores: Luís Louro e Tozé Simões






Jim del Monaco foi o nome de um herói de BD que prometia animar a banda desenhada portuguesa, criado pela dupla Luís Louro, desenhador, e Tozé Simões (ou António Simões), argumentista, com legendagem de Carlos Dias.

Neste episódio inicial, em seis pranchas, publicadas no suplemento Tablóide editado em 12, 19 e 26 de Outubro, e 2 de Novembro de 1985, no jornal Diário Popular, Jim del Monaco era tratado de uma forma divertida. Os seus autores gozavam com a sua indecisão amorosa, e com os ataques muito directos que lhe fazia a atraente Gina.

Jim del Monaco teve posteriormente vários episódios publicados em álbum, mas não sobreviveria ao abandono da BD por parte do argumentista. Luís Louro continuaria a fazer BD, quer "a solo", quer desenhando sob argumentos de Rui Zink ou Nuno Markl.
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Luís Louro   

Síntese biobibliográfica 

Luís Alexandre Santos Louro, 14 de Junho de 1965, Lisboa.
Curso  de Técnico de Meios Audiovisuais da Escola de Artes Decorativas António Arroio (Lisboa).
Foi galardoado com os troféus: Mosquito (do Clube Português de Banda Desenhada-CPBD) em 1985, como Revelação da BD Portuguesa de 1984; Zé Pacóvio e Grilinho, para Melhor Álbum Português de 1995, e o mesmo troféu, atribuído pelo Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, dedicado ao Prémio Juventude 1995.

Jim del Monaco foi o primeiro herói desenhado por Luís Louro, sob argumento de António Simões (ou Tozé Simões), que protagonizou várias aventuras editadas em álbum com os seguintes títulos: Jim del Monaco (1986), Menatek Hara (1987), O Dragão Vermelho (1988), Em Busca das Minas de Salomão (1989), A Criatura da Lagoa Negra (1991), A Grande Ópera Sideral (1992), O Elixir do Amor (1992), Baja África (1994).
 

Roques e Folques foi outra série criada pela mesma dupla Louro e Simões, e que teve os seguintes álbuns: O Império das Almas (1989), e A Herança dos Templários, em dois tomos (I-1990 e II-1992, respectivamente).
 

Vieram a seguir as Estórias de Lisboa, em que se incluiram os episódios O Corvo (1994), Alice (1995) e Coração de Papel (1997), criados a solo por Luís Louro, autor dos argumentos e desenhos, assim como Cogito Ego Sum (2000).
 

Nesse mesmo ano de 2000, agora de novo com um argumentista, Rui Zink, surge O Halo Casto. 

Em 2002, a transformar em imagens sequenciais um argumento escrito por João Miguel Lameiras e João Ramalho Santos, foi a vez de Eden 2.0.
 

De novo "a solo", em 2003, retomou uma das suas personagens favoritas, em O Regresso do Corvo. 

Tem colaborações dispersas em vários tipos de publicações, designadamente em revistas de BD - Mundo de Aventuras (1985), O Mosquito - 5ª série (1985/86), Selecções BD (1989/90, 1999 e 2001), Lx Comics (1991) em revistas de temas diferentes (Valor, 91 a 94; Visão, 95 a 2000; Ego, 1998), e em fanzines: Protótipo (1985), Hyena (1986), um zine espanhol intitulado Un fanzine llamado Camello (1986), Max (1986), Banda (1989/90), e Shock (1989/91). 
Colaborou também num jornal, o Diário Popular, no suplemento semanal Tablóide, em Outubro de 1985.
Participou, com outros autores portugueses de BD, na exposição colectiva "Perdidos no Oceano", organizada pelo Festival International de la Bande Dessinée de Angoulême, em 1998.

G.L. 
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domingo, agosto 24, 2014

Anuário Brasileiro de Fanzines









3ADFZPAO é a sigla que se pode ver em destaque na capa desta estupenda edição brasileira, e significa Terceiro Anuário de Fanzines, Zines e Publicações Alternativas.

Douglas Utescher, seu editor, usa a primeira página para apresentação da obra. Pelo texto fica a saber-se que a primeira edição teve data de 2011, ano coincidente com uma vaga de opiniões derrotistas em relação às publicações independentes impressas - com especial incidência nos fanzines -, em que se considerava chegado o seu fim, substituído pelas novas tecnologias, os média digitais.

Radicalmente contra deprimentes pessimismos, Douglas Utescher insurgiu-se, e congratula-se agora por a realidade lhe estar a dar razão: dois anos passados (note-se que a edição é de 2013) pululam eventos dedicados ao assunto, de que se destaca em São Paulo a Feira Plana (similarmente, tivemos durante anos em Portugal, maioritariamente em Lisboa e por vezes no Porto, a Feira Laica, substituida a certa altura pela Feira Morta), qualquer delas dedicada fundamentalmente às publicações auto-editadas (ou seja, os fanzines e outras edições alternativas) e às micro-editoras independentes.

Por aqui se vê que, tendo em conta a desproporção populacional que separa Portugal do Brasil - só a cidade de São Paulo tem população equivalente à de Portugal -, a realidade fanzinística e da fanedição bem como a da editorial independente dos dois países lusófonos tem pontos de contacto.

Todavia, este anuário marca uma diferença gritante: na actualidade não se publica nada do género entre nós, desaparecido que foi o catálogo de zines editado pela organização do Encontro Internacional de Fanzines realizado durante anos no Ponto de Encontro de Cacilhas (Cidade de Almada).

O ADFZPAO, surge pela terceira vez como corolário do evento anual Ugra Zine Fest, constituindo portanto uma realização diversificada em prol da produção independente, que se consubstancia em 240 títulos lançados por editores ibero-americanos, abrangendo fanzines (incluindo fanzines-objecto, slimzines, splitzines, etc.), jornais alternativos, livros autoeditados de carácter artesanal, em fotocópia ou impressão digital.

O anuário apresenta os fanzines por ordem alfabética (na realidade inicia-se pelo sinal cardinal, visto que o primeiro tem o título #1), e nele cabem publicações dedicadas a todos os tipos de manifestações culturais, artísticas, sociológicas, literárias, esotéricas, lúdicas, sexuais, que se diversificam pelos temas de banda desenhada (ou histórias aos quadradinhos, como se dizia antigamente em Portugal, e histórias em quadrinhos, como se diz no Brasil, ou comic books americanos ou mangá japonesa), fotografia, fotonovela, ilustração, grafitos, redes sociais, anime, rock, colagens, cartunes, resenhas de discos e zines de música, erotismo, pornografia, poesia, prosa, horror, ecologia, letras de canções de bandas punk e outras, resenhas de filmes independentes brasileiros, política, cadavre exquis, educação física (atletismo, jogos paralímpicos), transgéneros (GLBT), cultura punk, bandas hardware straight edge, entrevistas com bandas de vários países. Chega para amostra...

De duas em duas páginas, em rodapé, aparece a rubrica "3 perguntas para..." a que respondem fanzinistas (ou fanzineiros, como preferem os brasileiros) representados no anuário, nomeadamente Roberto Hollanda, Julie Albuquerque, Geraldes Lino (peço desculpa pelo uso da 3ª pessoa), Guilherme Gonçalves, André Escobar, Ricelle Sullivan, Hamilton Tadeu, e vários outros, mas também equipas, designadamente Mapachestúdios, Livrinho de Papel Finíssimo, etc.

Estão registados e devidamente analisados mais de duas centenas de fanzines, todos eles complementados por análises críticas e/ou descritivas de muito bom nível, assinadas pelas simples siglas DU, MS e FG, correspondentes a Douglas Utescher, Márcio Sno e Flávio Grão, a quem se tem de creditar esse trabalho.

O anuário tem na parte final duas rubricas muito úteis: Guia de Eventos e Guia de Acervos.
Tanto um guia como o outro têm as respectivas informações divididas por países. 

No Guia de Eventos encontram-se representados os seguintes:
Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha e México.

No Guia de Acervos a lista contempla fanzinetecas (ou simplesmente Zineteca, caso da existente em Fortaleza), da Argentina, do Brasil, de Espanha e de Portugal (Viva, pessoal da Uzine Fanzine Fanzineteca de Coimbra).

Um pormenor que me intrigou: No Guia de Eventos não descortinava o Ugra Zine Fest de São Paulo. Douglas Utescher, com inquestionável honestidade, assumiu que tal se deveu a falha pessoal. "Quem diz a verdade não merece castigo", é um antigo e sábio provérbio português...  


Contactos com Douglas Utescher:
Caixa Postal 777
São Paulo SP
CEP 01031-970 
Brasil

www.ugrapress.com.b

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Os interessados em ver/ler os anteriores "posts" dedicados a este tema, poderão fazê-lo clicando no item "Fanzines Esses Desconhecidos" visível no rodapé  

sábado, agosto 23, 2014

Exposições BD Avulsas (Guarda) - Exposição de Mangá


Cheguei ontem à Guarda em passeio familiar. Hoje, como sempre faço quando estou fora de Lisboa, comprei um dos jornais da região, neste caso o O Interior, editado aqui mesmo na cidade antigamente dita dos três éfes, forte, feia e fria (1), e tive de imediato uma boa surpresa: uma tira vertical de banda desenhada no estilo japonês da mangá, intitulada "Yonkoma - Japan Fest" (2) assinada por Leila Gonçalves, mangaka desconhecida para mim, e que faz referência a um evento de cariz nipónico logo na primeira vinheta, em cujo balão de fala (com boa legendagem) se pode ler: "Hoje vamos falar sobre a festa do Japão na Guarda: o Oppidana Japan Fest". 

Ao que parece, já não é a primeira tira publicada. Tentarei mais informações posteriormente. 

Desta vez prefiro pôr a tónica na informação acerca do evento a que se refere a bd, e que consegui graças à rede social facebook: trata-se de um evento que se inaugura neste sábado, 23 de Agosto, que constará de uma exposição de mangá e de workshops dedicados a três quadrantes japoneses: à mangá, ao bonsai e ao judo.

A festa japonesa tem vários apoios (3) entre os quais o da Embaixada do Japão, e realiza-se no jardim José de Lemos.

(1) Forte é, as torres e os restos de muralhas ainda impressionam; fria é, mesmo sendo Verão, ontem à noite já estava bem "fresquinho". Feia é que não, pelo menos a cidade que hoje vemos é bem atraente.

(2) Yonkoma - Leila Gonçalves usa este vocábulo pouco conhecido para classificar a sua banda desenhada em estilo japonês. Com efeito, yonkoma é uma mangá composta por quatro vinhetas iguais em tamanho ordenadas de cima para baixo.

(3) Entre os apoios indicados no cartaz chamou-me a atenção a de uma desconhecida para mim Associação Portuguesa de Manga. Pelo google não localizei esta novel (suponho) entidade, apenas localizei a ABRADEMI - Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustração, criada em 1984 (!) com o apoio da minha amiga Sônia Luyten.  

Ilustra o presente "post" o cartaz do "Oppidana Japan Fest", da autoria de Leila Gonçalves

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terça-feira, agosto 19, 2014

11º Festival Internacional de Banda Desenhada e Animação - 2014






O Estúdio Olindomar dos irmãos Sousa, Olímpio e Lindomar, mantém a realização anual na capital angolana do mais importante evento dedicado à BD na África Lusófona, o Festival Internacional de Banda Desenhada e Animação - Luanda Cartoon/2014, que dá início à sua 11ª edição a 20 de Agosto, cuja se prolongará até 30 do mesmo mês.

Como representante de Portugal estará este ano Nuno Saraiva, a convite do Estúdio Olindomar e dos Serviços Culturais da Embaixada de Portugal em Angola, Instituto Camões, no âmbito de um projecto na área cultural inserido na cooperação cultural Portugal/Angola. 

Nuno Saraiva, reconhecidamente um dos mais talentosos e prolíficos autores da moderna BD lusitana, irá desenvolver grande actividade no decorrer do evento, e estará representado condignamente com uma exposição individual na galeria do Instituto Camões (Avenida Portugal-Luanda), com 20 pranchas de BD, tendo em destaque a banda desenhada "No Céu como na Terra", anteriormente publicada a ritmo semanal no jornal Sol, e ilustrações de "O Soldado Milhões", recentemente editadas pela Pato Lógico, com textos de José Jorge Letria.

O nosso compatriota organizará também dois workshops entre 25 a 29 de Agosto:
1) Workshop de banda desenhada para jovens e adultos - a construção de um livro em trabalho de equipa;

2) Workshop de Diário Gráfico para uma BD - a desenvolver a partir de apontamentos em diário gráfico desenhados nas ruas de Luanda.

Estão também programados debates e conferências dirigidos por Nuno Saraiva, onde ele apresentará o seu já substancial currículo, e traçará um panorama actual referente ao universo da banda desenhada e ilustração portuguesa.

Olímpio de Sousa, um dos organizadores, fez saber que haverá a participação das obras de banda desenhada e cartune de vinte e quatro autores, designadamente Altino Nobre, Nelo Tumbula, Horácio de Mesquita, Tché Gourgel, Lindomar de Sousa, Nuno Saraiva (Portugal) e Barly Baruti (República Democrática do Congo).

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NUNO SARAIVA

Síntese autobiobibliográfica e foto actual


Nuno Jorge de Avelar Teixeira Saraiva, Lisboa, 27 de Agosto de 1969.
Adquiriu formação académica na FBAUL-Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e no IADE-Instituto de Artes Visuais Design e Marketing. 
É professor de Ilustração e BD no AR.CO - Centro de Arte e Comunicação Visual.
A sua vasta produção de banda desenhada está espalhada por fanzines (Banda, Comic Cala-Te, Hips!, Efeméride), revistas (Ego, Cosmopolitan) e jornais (O Fiel Inimigo, depois apenas Inimigo, neste sob o pseudónimo Ketch, Independente, Mundo Universitário).
Parte dessa produção está reunida em álbuns: Filosofia de Ponta, sob argumentos de Júlio Pinto, com três tomos editados; para o mesmo argumentista desenhou "Arnaldo o Pós-cataléptico" e "Guarda Abílio". A fazer duo com Paulo Patrício, este enquanto argumentista, desenhou a série "Escrita Fina", publicda no semanário Expresso entre 2004 e 2005.
A "solo" realizou "Os Dias de Bartolomeu", "Zé Inocêncio", "As Aventuras Extra Ordinárias de um Falo Barato".
Faz parte actualmente do colectivo TLS-The Lisbon Studio, onde tem colaborado no TLS Webmag.
É também importante a sua obra na ilustração, designadamente nos livros, de temáticas diversas, "A Crise Explicada às Crianças - Para Miúdos de Direita e Para Miúdos de Esquerda", sob texto de João Miguel Tavares, "Caríssimas 40 Canções - Sérgio Godinho", e "Isto É Um Assalto", com texto de Francisco Louçã e Mariana Mortágua.
Tem estado presente em diversas exposições de BD e Ilustração, individuais e colectivas.
Em 2006 criou imagens para dezasseis receitas de culinária, usando imagens de carácter erótico com os rostos de actores e actrizes do cinema internacional.
Em 2010 foi galardoado com o Prémio Stuart de Desenho de Imprensa, criado por El Corte Inglés e Casa da Imprensa, por uma ilustração sua para a capa do suplemento Ípsilon do jornal Público
É o representante de Portugal no 11º Festival Internacional de Banda Desenhada e Animação - Luanda Cartoon, em Agosto de 2014.

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Para ver as postagens anteriores referentes a eventos de banda desenhada, ou que a incluam, bastará clicar no item: Festivais, Salões BD e afins, visível no rodapé  

quarta-feira, agosto 13, 2014

Exposições BD Avulsas (Anadia) - 1ª Mostra do Clube Tex Portugal







O vocábulo "mostra" é equivalente a exposição, em ambos os casos significa que se vai dar visibilidade a uma ou várias obras, que podem ser, por exemplo, pinturas, filmes, peças de teatro ou bandas desenhadas.

No que concerne à 1ª Mostra do Clube Tex Portugal - a realizar de 15 a 17 de Agosto no Museu do Vinho Bairrada, Anadia - o evento ultrapassa visivelmente tal conceito. Isso porque, para além de ficarem expostas cerca de vinte pranchas originais de BD, - inéditas, o que é muito invulgar, seleccionadas pelo próprio autor Pasquale del Vecchio, além de outras, também de sua autoria, para a obra em preparação "Color Tex 2015" -, o talentoso autor de BD italiano estará presente na inauguração.    

É por tal motivo que me parece algo redutor o termo "mostra", aquém da real dimensão do acontecimento. 
Na realidade, há todo um conjunto de realizações - exposição de pranchas de BD, a presença do próprio autor, vindo de propósito do seu país (Itália), que participará em sessões de autógrafos, numa visita guiada à sua exposição, e dirigirá um workshop

Haverá também o tema "Cinema e BD" com projecção do filme "Tex Willer e os Senhores do Abismo". 

E, para terminar, no último dia do evento, Domingo, está agendada uma conferência subordinada ao título "Tex em Portugal e na Itália", com a participação de diversos especialistas de BD em geral e de Tex em particular, designadamente Gianni Petino, José Carlos Francisco, Mário João Marques, Carlos Moreira, Orlando Santos e Silva e Hernâni Portovedo. 
Há ainda, noutros painéis, a participação dos críticos Pedro Cleto e João Miguel Lameiras, na qualidade de moderadores.

É um bem preenchido e diversificado programa, que se estende por três dias, e que ultrapassa claramente o conceito escolhido. Na realidade, estaria mais apropriado o título  
1º Salão de Banda Desenhada do Clube Tex Portugal/2014.

Ou apenas 
1º Salão BD do Clube Tex Portugal/2014

Para além desta crítica, que me ocorreu ao analisar o programa em pormenor para elaborar a presente postagem, sublinho, antes de mais, que me merece a maior consideração a iniciativa, mais uma do novel Clube Tex Portugal, orientado com dinamismo e competência pelo seu presidente, o especialista texiano José Carlos Francisco.

E há um facto inquestionável: 

É A PRIMEIRA VEZ QUE EM PORTUGAL SE REALIZA UM EVENTO PERIÓDICO DEDICADO EM EXCLUSIVO A UM HERÓI DE BD.
ESSE HERÓI CHAMA-SE TEX WILLER. 


(Escrevi esta frase num e-mail enviado a José Carlos Francisco, datado de 29 Julho 2014; que fique claro que não estou a copiá-la do artigo publicado no Jornal Região Bairradina, datado de 6 Agosto 2014).

Ilustram o presente "post":

1. Cartaz da Mostra
2. Cartaz promocional 
3. Foto do autor italiano Pasquale del Vecchio

Para informações completas sobre o programa, clicar no endereço:

http://texwillerblog.com/wordpress/?p=53985

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Os visitantes deste blogue que, por mera curiosidade, queiram ver os restantes posts dedicados aos temas Salões BD e afins ou Tex em Portugal bastar-lhes-á clicar no respectivo item visível no rodapé  

domingo, agosto 10, 2014

Comic Jam (2ª fase - Nº 14 - Total 67)







Dando continuidade à tradição, os actuais responsáveis da Tertúlia BD de Lisboa trataram de contactar autores de banda desenhada presentes no convívio bedéfilo do passado dia 5 de Agosto - começando por Bruno Ma, o Convidado Especial - a fim de desenharem seis vinhetas para comporem o comic jam que ilustra a presente postagem.

Uma curiosidade: ou por necessidade, ou por lhe apetecer entrar também na brincadeira gráfica, Álvaro, um dos elementos do "quarteto fantástico tertuliano", foi o autor da vinheta final, mais uma das que eu próprio protagonizo neste comic jam.

Vejamos então a lista de colaboradores:

1 - Bruno Ma .....................2 - Sá-Chaves
3 - João Amaral (desenho), Cristina Costa Amaral (argumento) ...........................................4 - Ana Saúde
5 - Paulo Costa ................. 6 - Álvaro

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Imagens que ilustram o "post":

1. O comic jam
2. Foto de Bruno Ma a desenhar a vinheta inicial
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Os visitantes interessados em verem os "posts" anteriores que contêm todos os "comic jam" realizados na Tertúlia BD de Lisboa, mas também os muito diferentes feitos nos eventos AMADORABD e ANICOMICS, poderão fazê-lo com um simples clique no item Comic Jam visível aqui por baixo no rodapé. 

quinta-feira, agosto 07, 2014

Exposições BD Avulsas (Viseu) - 50 Anos de Mafalda



 

Mafalda faz parte daquela galeria de personagens de BD que, por abandono dos seus autores, deixaram de "existir" - caso das duplas Charlie Brown & Snoopy e Calvin & Hobbes - mas que, apesar disso, mantêm um prestígio intocável entre os inumeráveis admiradores espalhados pelo mundo.

A prova disso está, por exemplo, nos sucessivos volumes comemorativos de datas redondas passadas após o seu "nascimento", como sejam os volumes antológicos dedicados, sucessivamente, aos 10 e 25 anos da personagem criada pelo autor argentino Joaquin Salvador Lavado, celebrizado no mundo da BD e do Cartune pelo diminutivo de Quino

Como se sabe, Mafalda começou a ser publicada no jornal Primera Plana na edição de 29 de Setembro de 2014, comemoram-se portanto este ano de 2014 os cinquenta anos após a criação da contestária personagem.

Em consequência desse facto, o GICAV - Grupo de Intervenção Artística de Viseu, inaugura no dia 9 de Agosto, Sábado, uma exposição que se intitula "50 Anos de Mafalda", que estará patente no Pavilhão Multiusos da Feira de S. Mateus até 14 de Setembro. 

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QUINO

Síntese biográfica

Joaquin Salvador Lavado, conhecido pelo nome artístico de Quino, nasceu em Mendoza, Argentina, em Julho de 1932, tendo passado a viver em Buenos Aires, aos vinte e dois anos de idade.


Os seus inícios foram como ilustrador humorístico, até que, em 1964, se inicia na banda desenhada com a criação de Mafalda.

Por estranho que pareça aos incomensuráveis admiradores da personagem e da série, Quino decidiu abandoná-las em 1973. E até hoje, manteve-se inamovível da decisão.

Portanto, Mafalda "viveu" apenas nove anos, os suficientes para que, ainda hoje, os seus livros se continuem a vender.

Quino já esteve em Portugal, na Amadora e em Lisboa, e não houve quase ninguém que não lhe perguntasse pela Mafalda, a menina precoce e contestatária que mantinha com os pais e amigos da sua idade diálogos que, no fundo, tinham a ver com o tipo de problemática característica dos adultos que se preocupam com o que se passa à sua volta.


Claro que a série, sempre conhecida pelo nome da personagem principal, está protagonizada por várias crianças que, tal como Mafalda, fazem observações ou perguntas perturbantes aos adultos, como acontece na série Peanuts ou, mais tarde, com Calvin & Hobbes.


É esse o sortilégio de tais séries, que ganham uma dimensão crítica de que só se apercebe quem as conhece bem, e quem as lê atentamente.
Um exemplo disso é o seguinte diálogo entre o pequeno Joaquin e o avô:

-"Abuelo... tu casa es tuya, no? - pergunta Joaquin.
- Por supuesto, la compré quando iba a nacer tu papá.
- Es decir que antes te podias comprar un caserón y ahora papá sólo puede alquilar este departamentito de mala muerte.
- Era otra economia antes, nene.
- Abuelo, te puedo hacer otra pergunta?
- Para eso estoy, Joaquincito, a ver...
- Por qué los otros países mejoraran y éste empeoró? Por qué dejaste que nos hicieran esto?"

Será que aquela personagem - o próprio Quino, ou o seu alter ego - estava a falar da Argentina ou de Portugal?

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Os visitantes deste blogue que, por mera curiosidade, queiram ver os restantes cinquenta e oito "posts" sobre exposições avulsas (ou seja, não inseridas em festivais BD), poderão fazê-lo clicando no item Exposições BD Avulsas visível no rodapé  

quarta-feira, agosto 06, 2014

Improvisos na Toalha de Mesa (XXII)


 






Quando há toalhas de papel nas mesas, os autores de banda desenhada participantes na Tertúlia BD de Lisboa sentem-se nas suas sete quintas - passe o lugar comum - para dar vazão às irreprimíveis pulsões de criatividade gráfica.

O resultado fica bem visível nas mesas no fim do convívio bedéfilo. Numa acção de partilha para com os numerosos visitantes deste blogue, aqui ficam reproduzidos sete improvisos (houve mais, mas foram recortados por outras mãos que não as deste bloguista).

Os autores ficam aqui registados pela ordem da reprodução das ilustrações:

1 - Bruno Ma
2 - Falcato
3 - João Amaral
4 - Pedro Cruz
5 - Pedro Cruz 
6 - Sérgio Santos

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Para o caso de alguém querer ver outras ilustrações improvisadas reproduzidas nos 21 "posts" anteriores, poderá fazê-lo clicando sobre o item Improvisos na toalha de mesa, visível no rodapé