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quarta-feira, dezembro 19, 2012
Autógrafos desenhados (XXI) - Eugénio Silva
Este é o primeiro autógrafo completado com desenho que obtive de um autor português de banda desenhada, o conceituado Eugénio Silva.
O aspecto curioso deste meu início de coleccionador da especialidade é que o autógrafo sobre desenho improvisado foi efectivado no estrangeiro, em Itália, onde Eugénio Silva, José Garcês e eu fazíamos parte da comitiva portuguesa liderada por Vasco Granja. Estávamos a participar no mais famoso evento dedicado à BD na época, o Salone Internazionale dei Comics, del Cinema d'Animazione e dell'Illustrazione, que se realizava na cidade italiana de Lucca, e que atingia em 1980 a sua 14ª edição.
A nossa impressão sobre o evento, o Salão BD, o primeiro que conhecíamos (aliás, eu já lá tinha estado em 1978 e 1979) era entusiástica: o local físico, ainda com edifícios medievais, rodeado de muralhas, tinha indiscutível fascínio; e o contacto informal com grandes nomes da banda desenhada internacional (Pratt, Moebius, Manara, Arturo del Castillo, Quino, Breccia - Henrique, o filho, infelizmente não conheci o patriarca Alberto) era algo indescritível.
Memórias indeléveis...
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Eugénio Silva
Síntese biobibliográfica
Eugénio Rafael Pepe da Silva, 25 de Fevereiro de 1937, Barreiro. Curso de Desenhador-Gravador-Litógrafo obtido na Escola de Artes Decorativas António Arroio.
Publicou a sua primeira banda desenhada, "Amoni", em 1965, no suplemento Nau Catrineta, do jornal Diário de Notícias.
De 1967 é o invulgar livro escolar para a 3ª clase "Lições de História Pátria", todo à base de bandas desenhadas curtas, de duas páginas cada.
Em 1970 fez uma bd intitulada "A Gruta dos Três Irmãos", publicada nesse ano pela revista Pisca-Pisca, republicada pelo jornal Expresso (1987) e no fanzine Cadernos da Sobreda BD (1996).
"História Pequena do Vidro" é o título de um livro de divulgação, em banda desenhada, encomenda de uma fábrica vidreira em 1982. Como primeiro álbum de BD de cariz profissional foi "Matias Sandor", adaptado em bd a preto e branco da obra homónima de Julio Verne, em 1983.
"Eusébio, Pantera Negra", biografia em banda desenhada, a cores, do famoso futebolista português, foi o grande sucesso da BD nacional em 1990.
Teve em 1991 a sua primeira colaboração no estrangeiro, no álbum colectivo de carácter didáctico, "On a Retrouvé la Forêt Perdue", para o qual colaborou com um dos episódios.
Sob argumento de Jorge Magalhães, realizou o conto "O Coelho Branco", numa obra colectiva intitulada "Contos das Ilhas", em que participaram também José Garcês, Catherine Labey e Carlos Alberto, em edição datada de 1993, sob chancela da ASA.
Eugénio Silva esteve contratado pela editora Meribérica-Liber, entre 1989 e 1991, período em que executou em BD a obra "Inês de Castro", mas que apenas foi editada em 1994.
"Família Ideal - O Sonho do Rapaz da Boina" é um álbum encomendado pelas Edições Paulinas em 1999.
É na área das monografias sobre terras portuguesas que este banda-desenhista (também pintor) tem tido actividade nestes últimos anos: "História de Seia" (1999) e "História do Concelho do Seixal" (2004), são os títulos.
Invulgar na sua bibliografia é a adaptação à BD da peça teatral de Henrique Lopes de Mendonça, "O Crime de Arronches", em 2009.
Em 2011 foi escolhido, como autor de BD português, para inaugurar, com uma colectânea de bandas desenhadas suas, o "Museu de Banda Desenhada" em Bucareste, Roménia.
Está finalmente em fase de acabamento, a adaptação em banda desenhada da personagem "José do Telhado", de que a data do desenho autografado que ilustra o presente "post" denuncia a longuíssima elaboração.
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Os interessados em ver as 20 postagens anteriores deste tema (onde se incluem grandes nomes da BD, tais como Joe Kubert, Aragonés, John Buscema, Manara, Mordillo, Moebius, Neal Adams, Quino, Solano López, Juan Zanotto, Rick Veitch, entre vários outros), poderão fazê-lo clicando no item Etiquetas: Autógrafos desenhados inserido no rodapé.
domingo, novembro 25, 2012
Autógrafos desenhados (XX) - Sama
Foi em Itália, "no Lucca 14" Salone Internazionale dei Comics, Illustrazione e Cinema d'Animazione, em 1980, que tive o prazer de conseguir, pela primeira vez, desenhos acompanhados de autógrafos. Ando a mostrá-los nesta rubrica desde Dezembro de 2005.
Após todos estes anos passados, sinto ainda autêntica pulsão quando vejo desenhadores, autores de banda desenhada, a darem autógrafos acompanhados de rápidas imagens dos seus heróis de BD. E aí vou eu para as extensas filas, à espera da minha vez...
Este ano, ocupado em algumas ocasiões a acompanhar a venda do meu fanzine Efeméride, na banca da editora Pedranocharco do meu amigo Machado-Dias, outras vezes a ver exposições, mas também a assistir a colóquios, palestras e mesas redondas, obtive poucos. E entre esses, houve um que me cativou em especial, tanto pelo grafismo como pela maliciosa frase.
Nome - melhor, pseudónimo - do autor: Sama.
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SAMA
Síntese biobibliográfica
Eduardo Filipe, aka "Sama", autor brasileiro de BD, está publicado em diversas revistas do seu país, com bandas desenhadas e cartunes, designadamente na Piaui.
Tem colaborado com BD no jornal francês La Gazette. Tratando-se de um artista ecléctico, a sua actividade artística estende-se ao Cinema, onde já actuou como actor e realizador.A sua obra mais importante, até agora, na Banda Desenhada, é a novela gráfica "A Balada de Johnny Furacão", editada no seu país em 2011.
Esteve este ano de 2012 como convidado do Festival Internacional de Banda Desenhada - AMADORA BD, para o qual expressamente realizou uma colectânea de curtas de BD, de teor autobiográfico, em consonância com o tema central do evento bedéfilo português. Essa sua recente obra, intitulada "Cadernos do Sama - Vol. I", inclui também episódios de cariz erótico.
Nota do bloguista: Esta curta biografia resultou de uma síntese efectuada, com a devida vénia, do texto de Manassés Filho, no blogue "Comic House". Os nomes próprios Eduardo Filipe foram-me indicados pelo meu amigo Pedro Bouça.
O texto foi adaptado à fraseologia específica portuguesa de Portugal, e não do Brasil, além de ter sido escrito respeitando o Acordo Ortográfico anterior, o AO45.
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quinta-feira, setembro 13, 2012
Autógrafos Desenhados (XIX) - Rick Veitch
Foi em Lucca, Itália, que tive o meu "baptismo" de frequentador de eventos estrangeiros dedicados à banda desenhada. Isto em 1978.
Em minha casa tenho na parede da sala de jantar um enorme cartaz (formato A1) com uma interessante composição em que se podem ver diversas personagens da BD - desde o Yellow Kid a Arzack -, a publicitar Lucca 14 - Salone Internazionale dei Comics, del Cinema d'Animazione e dell'Illustrazione, realizado entre 26 de Outubro e 2 de Novembro de 1980.
Foi neste evento que conheci pessoalmente Rick Veitch, com quem conversei numa esplanada - nas cidades pequenas há mais hipóteses de convívio com os autores - e que me fez rapidamente o engraçado improviso que ilustra o topo deste "post".
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RICK VEITCH
Síntese biobibliográfica
Richard "Rick" Veitch nasceu a 7 de Maio de 1951. Onde? Quanto ao país, está escarrapachado em toda a internet: Estados Unidos da América. Mas no que se refere à cidade, estado, o que quer que seja, parece que é tabu. O único indício que encontrei foi uma frase de Cory Doctorow: "(...) At the age of nineteen, Rick Veitch drove a Pontiac Tempest from Vermont to San Francisco with only $45 and a burning desire to break into underground comics (...)". Donde é deduzível, embora com possibilidades de erro, que seja natural de Vermont.
Concretamente, sabe-se que estudou banda desenhada na Joe Kubert School of Cartoon and Graphic Art, em Denver, New Jersey, onde obteve o seu diploma, o que aconteceu em simultâneo aos seus condiscípulos e amigos para a vida, Steve Bissette e John Totleben, nomes que também se tornariam bem conhecidos, com frequência em associação com Veitch.
Saído da escola, Richard fez a sua primeira bd, intitulada "Two Fisted Zombies", sob argumento do seu irmão Tom Veitch.
Nos anos 1980, Veitch tornou-se conhecido como desenhador e argumentista em colaborações para a Epic Comics da Marvel, nas seguintes graphic novels: "Abraxas and the Earthman", "Heartburst" e "The One".
Mas a sua obra de maior prestígio foi a "Swamp Thing" para a DC. O nome de Veitch surge no nº 37, onde aparece a importante personagem John Constantine, criada pelo argumentista/escritor Alan Moore.
Quando Moore deixou a série, Veitch substituiu-o como argumentista, mas também colaborando na execução gráfica em equipa com Alfredo Alcala. Nesta sua participação, Veitch conseguiu misturar a componente fantástica com as preocupações ecológicas.
Numa obra recente, The Adventures of Unemployed Man, publicada em Outubro de 2010, vêem-se os nomes dos argumentistas Gan Golan e Erich Origen, e os dos desenhadores Ramona Fradon, Michael Nasser e, obviamente, Rick Veitch
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inserido no rodapé.
domingo, fevereiro 05, 2012
Autógrafos desenhados (XVIII) - Joe Kubert
Nos primeiros anos que visitei eventos dedicados à banda desenhada, a minha ânsia de conhecê-los levou-me a Lucca, a Angoulême e, por fim, a Barcelona, neste caso pela primeira vez em 1985.E reconheço que uma das coisas que mais me entusiasmava era estabelecer contacto pessoal com aqueles autores que tanto admirava. Quando localizei Joe Kubert, esperei o tempo que foi preciso - como não? - para obter um autógrafo.
Quando finalmente chegou a minha vez, disse-lhe como admirava a sua arte. E, claro, passei-lhe o "sketch book" para as mãos...
A ilustração visível no topo deste "post" foi a minha prenda memorável desse dia.
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JOE KUBERT
Síntese biobibliográfica
Joseph (Joe) Kubert nasceu em 18 de Setembrode 1926, na Polónia, mas seus pais emigraram para os Estados Unidos da América quando ele tinha apenas dois meses de idade. É presumível que tenha sido naturalizado americano.
A sua preparação iniciou-se com um estágio no estúdio de Harry A. Chesler, em 1939, passando em seguida a frequentar a New York's High School of Music and Art.
O seu início na BD deu-se em 1941, nos "Catman Comics", com os grupos editoriais "Quality", em "Phantom Lady" e "Espionage", MIJ em "Flag-Man", "Boy Buddies" e "Black Witch", e em 1943, para a DC, onde Kubert trabalhou em várias séries de "comic strips" (entre 1943 e 1949), nas quais se incluem "Johnny Quick", "Zatara", "Newsboy Legion", "Shinning Night", "Crimson Avenger", Hawkman", "Dr. Fate" e "Flash". Ainda nessa época trabalhou também nas séries "Shick Gibson", "Zebra" e "Black Cat".
Inicialmente influenciado por Hal Foster e Alex Raymond - como muitos outros dessa geração -, ele evoluiu para um estilo de claros-escuros mais contrastados, o que lhe granjeou notoriedade nos anos 1950, integrando-se no grupo editorial Archer St. John, onde realizou uma bd intitulada "Tor", em que Kubert era autor completo - escrevia o argumento, passava-o a guião, desenhava o "layout", fazia a arte-final e coloria (o que não está mesmo nada nos esquemas de trabalho nos "Comics" americanos). Ao longo dos anos sessenta, ele desenhou "Cave Carson", "Rip Hunter" e "Sea Devils".
A série "Tor" tinha entretanto granjeado grande fama, o que levou a editora National a convidar o autor/artista a retomá-la em 1975.
Posteriormente Kubert centrar-se-ia em séries de guerra, nomeadamente "Sgt. Rock", "Enemy Ace" e "Unknown Soldier", contando então com o argumentista Bob Kanigher. Especialmente "Enemy Ace" - em que surgia a personagem Baron Von Richtofen - tornou-se um exemplo de escelente trabalho baseado nos aviões da Grande Guerra.
Nessa mesma década de 1950 a 1960, Kubert dedicou-se a uma série de sword and sorcery, "Viking Prince" e para o renascido Hawkman.
Nos anos 1966 e 1967, ele passou a colaborar nos jornais Chicago Tribune - New York News, com a famosa série "Green Barets".
Nesse último ano de 1967 deu-se o regresso à National, voltando a responsabilizar-se por várias séries, entre as quais "Tarzan", sendo que esta, nas décadas de 1970 e 1980, lhe granjeou grande prestígio.
Foi exactamente sobre essa série que incidiu o meu pedido, ao qual Joe Kubert amavelmente acedeu, traçando de improviso este meu desenho autografado de estimação, visível no topo do "post".
Informação adicional "a posteriori"
Joseph "Joe" Kubert faleceu em 12 de Agosto de 2012.
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segunda-feira, agosto 15, 2011
Autógrafos desenhados (XVII) - Juan Zanotto

Do vasto acervo de desenhos originais que me têm sido oferecidos por autores de BD, retirei agora este da autoria de Juan Zanotto, nome que em Portugal nunca foi muito divulgado.
Embora, como se poderá constatar pelos elementos biobibliográficos que coligi, se tenha tratado de autor de prestígio a nível internacional.
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JUAN ZANOTTO
Síntese biobibliográfica
Nascido em Itália, Turim, em 26 Setembro de 1935, Juan Zanotto passou a viver na Argentina, Buenos Aires, a partir dos doze anos, onde estudou na North American School of Art.
A partir de 1953 começou a trabalhar em BD na Editorial Codex, para a qual fez westerns, como foi o caso de, sob argumento de Alfredo Grassi, "Ric de la Frontera", em 1955, sendo que, logo no ano seguinte, o ainda muito jovem Zanotto iniciaria "El Mundo del Hombre Rojo". Graças a estas boas provas iniciais, foi-lhe possível começar a trabalhar para a agência (syndicate) inglesa Fleetway.
Em 1965 tornou-se director artístico (apenas com 30 anos!) da Codex, editora na qual se iniciara; e em 1974 passou a exercer as mesmas funções nas Ediciones Record, editora da revista Skorpio, lançada no mesmo ano. Foi para aquela revista que Zanotto criou "Zenga" (conhecido em Itália como "Yor), um caçador do período neozoico, uma das suas personagens mais importantes, em colaboração com o argumentista Diego Navarro (um dos numerosos pseudónimos do argentino Eugenio Zappietro).
Em 1976, no nº 40 da revista Tit Bits, é iniciada a publicação da obra "Wakantanka", cujo argumento era da autoria do já à data muito conceituado Hector Oesterheld, que ainda antes de acabar de escrever aquele argumento foi sequestrado por ordem da ditadura militar, tendo desaparecido para sempre, pelo que a finalização do texto ficou a cargo de Carlos Albiac.
Esta obra voltaria a ser publicada num suplemento do nº 8, de 1991, da revista Skorpio (revista que, em edição brasileira, chegou a ser distribuída em Portugal).
Nos anos de 1980, o talentoso banda-desenhista produziu várias obras, designadamente "Barbara", "Penitenciaria" (esta com argumento do conceituado Ricardo Barreiro), "Falka", "Tagh" (sob argumento do italiano Alfredo Grassi), "Nueva York, año cero" e "Cronicas del Tiempo Medio" (argumentista: Emilio Balcance).
Ainda na mesma década de 1980, a editora americana Eclipse republicaria as duas últimas obras citadas. E na década seguinte Zanotto criaria as novelas gráficas "Warman" e "Starlight", em parceria com o argumentista Robin Wood, para a Marvel.
Zanotto faleceu na Argentina, a 13 de Abril de 2005.
Fontes: "La Historieta Argentina - Una historia", de Judith Gociol e Diego Rosenberg, e site "Lambiek Comiclopedia"
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Os interessados em apreciar os dezasseis desenhos incluídos nesta categoria, referentes a originais que me foram oferecidos por autores de BD (Aragonés, John Buscema, Manara, Mordillo, Moebius, Neal Adams, Quino, Solano López, entre muitos outros), poderão fazê-lo clicando no item Etiquetas: Autógrafos desenhados inserido no rodapé.
Embora, como se poderá constatar pelos elementos biobibliográficos que coligi, se tenha tratado de autor de prestígio a nível internacional.
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JUAN ZANOTTO
Síntese biobibliográfica
Nascido em Itália, Turim, em 26 Setembro de 1935, Juan Zanotto passou a viver na Argentina, Buenos Aires, a partir dos doze anos, onde estudou na North American School of Art.
A partir de 1953 começou a trabalhar em BD na Editorial Codex, para a qual fez westerns, como foi o caso de, sob argumento de Alfredo Grassi, "Ric de la Frontera", em 1955, sendo que, logo no ano seguinte, o ainda muito jovem Zanotto iniciaria "El Mundo del Hombre Rojo". Graças a estas boas provas iniciais, foi-lhe possível começar a trabalhar para a agência (syndicate) inglesa Fleetway.
Em 1965 tornou-se director artístico (apenas com 30 anos!) da Codex, editora na qual se iniciara; e em 1974 passou a exercer as mesmas funções nas Ediciones Record, editora da revista Skorpio, lançada no mesmo ano. Foi para aquela revista que Zanotto criou "Zenga" (conhecido em Itália como "Yor), um caçador do período neozoico, uma das suas personagens mais importantes, em colaboração com o argumentista Diego Navarro (um dos numerosos pseudónimos do argentino Eugenio Zappietro).
Em 1976, no nº 40 da revista Tit Bits, é iniciada a publicação da obra "Wakantanka", cujo argumento era da autoria do já à data muito conceituado Hector Oesterheld, que ainda antes de acabar de escrever aquele argumento foi sequestrado por ordem da ditadura militar, tendo desaparecido para sempre, pelo que a finalização do texto ficou a cargo de Carlos Albiac.
Esta obra voltaria a ser publicada num suplemento do nº 8, de 1991, da revista Skorpio (revista que, em edição brasileira, chegou a ser distribuída em Portugal).
Nos anos de 1980, o talentoso banda-desenhista produziu várias obras, designadamente "Barbara", "Penitenciaria" (esta com argumento do conceituado Ricardo Barreiro), "Falka", "Tagh" (sob argumento do italiano Alfredo Grassi), "Nueva York, año cero" e "Cronicas del Tiempo Medio" (argumentista: Emilio Balcance).
Ainda na mesma década de 1980, a editora americana Eclipse republicaria as duas últimas obras citadas. E na década seguinte Zanotto criaria as novelas gráficas "Warman" e "Starlight", em parceria com o argumentista Robin Wood, para a Marvel.
Zanotto faleceu na Argentina, a 13 de Abril de 2005.
Fontes: "La Historieta Argentina - Una historia", de Judith Gociol e Diego Rosenberg, e site "Lambiek Comiclopedia"
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Os interessados em apreciar os dezasseis desenhos incluídos nesta categoria, referentes a originais que me foram oferecidos por autores de BD (Aragonés, John Buscema, Manara, Mordillo, Moebius, Neal Adams, Quino, Solano López, entre muitos outros), poderão fazê-lo clicando no item Etiquetas: Autógrafos desenhados inserido no rodapé.
segunda-feira, maio 30, 2011
Autógrafos desenhados (XVI) - Liam Sharp
O arranque do 7º Festival de BD de Beja teve substancial participação de autores de banda desenhada, nacionais e estrangeiros.
Receio, ao fazer a listagem dos nossos compatriotas (*), de falhar o nome de algum, do que desde já me penitencio e peço desculpa. Ei-los (note-se que estou a nomeá-los a quase todos de cor, à medida que me vou lembrando, por isso sem ordem alfabética):
Fernando Relvas, Victor Mesquita, Jorge Coelho, Pepedelrey, João Amaral, Rui Lacas, Nuno "Plati", João Lemos, Ricardo Tércio, Filipe Andrade, Potier, Filipe Melo (argumentista), Fil, Véte, Mota, Diogo Campos (argumentista), André Oliveira (argumentista), Ricardo Cabral, Paulo Monteiro, Susa Monteiro, Inês Freitas, Carlos Apolo, Carlos Páscoa, Sónia Oliveira, Carlos Rico (cartunista), Marc Parchow, João Mascarenhas, João Miguel Lameiras (argumentista), Bernardo Carvalho, Pedro Manaças, Zé Oliveira (cartunista), Phermad, Jorge Machado-Dias (argumentista, mas também desenhador), Hugo Jesus (argumentista), Hugo Galhoz, Hugo Teixeira, Ana Vidazinha (argumentista), Marcos Farrajota, João Chambel, Pedro Brito, Rafael Gouveia, Salvador Pombo, Nuno Duarte, Ana Saúde, Paulo Marques, Gastão Travado, Diogo Carvalho, Rui Ramos (argumentista), João Figueiredo (argumentista), Daniel Lopes, Miguel Martins, Ana Ribeiro, Rechena, João Raz...
O grupo de autores estrangeiros era, como é perfeitamente natural, bem mais curto: o inglês Liam Sharp, os italianos Ivo Milazzo e Andrea Bruno, o francês Loustal, o sérvio Aleksandar Zograf e o espanhol Pablo Auladell.
No meu nunca saciado interesse pela obtenção de desenhos feitos de improviso, acompanhados de dedicatória, obtive agora este de Liam Sharp (de Milazzo já tinha um datado de 1986, ano em que o conheci em Angoulême, bem como de Loustal, em 1993) e, no que se refere a portugueses, pedi um a Fernando Relvas.
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LIAM SHARP
Síntese biobibliográfica
Liam McCormach-Sharp nasceu a 2 de Maio de 1968 em Derby, no Reino Unido. Aos doze anos, as suas capacidades de sobredotado foram notadas e apoiadas na St.Andrews Prep. School, Eastbourne. E aos dezassete foi apresentado ao famoso Don Lawrence (autor de, entre outras obras, de "The Trigan Empire" e "Storm"), de quem recebeu precioso apoio que lhe permitiu iniciar a sua carreira no final dos anos 80, ilustrando histórias de Judge Dredd e ABC Warriors para a revista 2000AD.
A sua entrada na Marvel UK, onde desenhou a série Death's Head II - que obteve grande sucesso - chamou a atenção de editoras americanas, para as quais desenharia várias personagens e séries: "X-Men", "The Hulk", "Spider Man", "Venom" e "The Man-Thing", para a Marvel Comics.
Também já trabalhou para a DC Comics nas séries "Superman" e "Batman", e na série criada por Frank Frazetta, "The Death Dealer" e "Jaguar God" para a Verotik.
Colaborou com Todd McFarlane em "Spawn The Dark Ages", e na tira criada por Stan Winston intitulada "Realm of the Claw". Para a Dynamit Comics desenhou Red Sonja. E realizou a novela gráfica "Aliens: Fast Track to Heaven", para a Dark Horse.
O nome de Sharp aparece no magazine Time Out (edição londrina), a assinar a série "Four Feet from a Rat". Terminou recentemente o controverso título "Testament" para a DC Vertigo; e sob argumento do mediático comentador Douglas Rushoff, fez a adaptação à BD do seminal jogo da XBox, "Gears of War".
Receio, ao fazer a listagem dos nossos compatriotas (*), de falhar o nome de algum, do que desde já me penitencio e peço desculpa. Ei-los (note-se que estou a nomeá-los a quase todos de cor, à medida que me vou lembrando, por isso sem ordem alfabética):
Fernando Relvas, Victor Mesquita, Jorge Coelho, Pepedelrey, João Amaral, Rui Lacas, Nuno "Plati", João Lemos, Ricardo Tércio, Filipe Andrade, Potier, Filipe Melo (argumentista), Fil, Véte, Mota, Diogo Campos (argumentista), André Oliveira (argumentista), Ricardo Cabral, Paulo Monteiro, Susa Monteiro, Inês Freitas, Carlos Apolo, Carlos Páscoa, Sónia Oliveira, Carlos Rico (cartunista), Marc Parchow, João Mascarenhas, João Miguel Lameiras (argumentista), Bernardo Carvalho, Pedro Manaças, Zé Oliveira (cartunista), Phermad, Jorge Machado-Dias (argumentista, mas também desenhador), Hugo Jesus (argumentista), Hugo Galhoz, Hugo Teixeira, Ana Vidazinha (argumentista), Marcos Farrajota, João Chambel, Pedro Brito, Rafael Gouveia, Salvador Pombo, Nuno Duarte, Ana Saúde, Paulo Marques, Gastão Travado, Diogo Carvalho, Rui Ramos (argumentista), João Figueiredo (argumentista), Daniel Lopes, Miguel Martins, Ana Ribeiro, Rechena, João Raz...
O grupo de autores estrangeiros era, como é perfeitamente natural, bem mais curto: o inglês Liam Sharp, os italianos Ivo Milazzo e Andrea Bruno, o francês Loustal, o sérvio Aleksandar Zograf e o espanhol Pablo Auladell.
No meu nunca saciado interesse pela obtenção de desenhos feitos de improviso, acompanhados de dedicatória, obtive agora este de Liam Sharp (de Milazzo já tinha um datado de 1986, ano em que o conheci em Angoulême, bem como de Loustal, em 1993) e, no que se refere a portugueses, pedi um a Fernando Relvas.
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LIAM SHARP
Síntese biobibliográfica
Liam McCormach-Sharp nasceu a 2 de Maio de 1968 em Derby, no Reino Unido. Aos doze anos, as suas capacidades de sobredotado foram notadas e apoiadas na St.Andrews Prep. School, Eastbourne. E aos dezassete foi apresentado ao famoso Don Lawrence (autor de, entre outras obras, de "The Trigan Empire" e "Storm"), de quem recebeu precioso apoio que lhe permitiu iniciar a sua carreira no final dos anos 80, ilustrando histórias de Judge Dredd e ABC Warriors para a revista 2000AD.
A sua entrada na Marvel UK, onde desenhou a série Death's Head II - que obteve grande sucesso - chamou a atenção de editoras americanas, para as quais desenharia várias personagens e séries: "X-Men", "The Hulk", "Spider Man", "Venom" e "The Man-Thing", para a Marvel Comics.
Também já trabalhou para a DC Comics nas séries "Superman" e "Batman", e na série criada por Frank Frazetta, "The Death Dealer" e "Jaguar God" para a Verotik.
Colaborou com Todd McFarlane em "Spawn The Dark Ages", e na tira criada por Stan Winston intitulada "Realm of the Claw". Para a Dynamit Comics desenhou Red Sonja. E realizou a novela gráfica "Aliens: Fast Track to Heaven", para a Dark Horse.
O nome de Sharp aparece no magazine Time Out (edição londrina), a assinar a série "Four Feet from a Rat". Terminou recentemente o controverso título "Testament" para a DC Vertigo; e sob argumento do mediático comentador Douglas Rushoff, fez a adaptação à BD do seminal jogo da XBox, "Gears of War".
Em 2002 foi assistente de Don Lawrence, no último episódio da série Storm.
Em 2004 fundou, em parceria com Christina McCormack, sua mulher, a editora Mamtor Publishing, e lançou o livro Sharpenings: The Art of Liam Sharp, ao que se seguiu a aclamada e premiada antologia Event Horizon.
Recentemente editou o seu segundo livro, Reluctant Barbarian: The Art of Liam Sharp.
Sharp igualmente tem trabalhado no cinema, na produção do filme "Small Soldiers", e na série de filmes de animação "Batman Beyond", bem como no filme "Lost in Space", com Geoff Johns e Kris Grimminger. Foi um dos artistas escolhidos por George Lucas para contribuir com a sua colaboração no livro Star Wars: Visions.
Neste momento Liam encontra-se a desenvolver o projecto intitulado "Captain Stone is Missing", também com a sua mulher.
Liam Sharp esteve agora em Maio em Portugal a participar no 7º Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, a convite de Tiago Sério, dono da Livraria Mongorhead Comics, de Lisboa (e que também escreveu a biobibliografia do artista para o "Splaft", catálogo do festival).
Para complementar a presença do artista, estiveram em exposição na Bedeteca de Beja pranchas originais de "Superman - Where is Thy Sting", "Lord Havok", "Gears of War - Wild Storm", "Testament", "Hulk", "X-Men", "Conan", "Spawn-Dark Ages".
Liam Sharp demonstrou ter prazer em desenhar, mostrando-se sempre disponível para dar autógrafos e desenhos. Daqui lhe agradeço o que ilustra o presente poste.
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(*) Claro que também estiveram presentes no fim-de-semana inaugural várias figuras conhecidas por actividades paralelas na área da BD - investigação, crítica, estudo, divulgação - como é o caso de:
Pedro Vieira Moura, Sara Figueiredo Costa, Leonardo De Sá, Pedro Cleto, Domingos Isabelinho, João Miguel Lameiras, Pedro Mota (o já nomeado Mota, na lista de desenhadores), Jorge Machado-Dias (já incluído como argumentista e desenhador), José Carlos Francisco (especialista da personagem Tex), Pedro Bouça (especialista da mangá). Que me lembre...
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Os interessados em ver as quinze postagens anteriores deste tema poderão fazê-lo clicando no item Etiquetas: Autógrafos desenhados incluído na barra do rodapé.
Em 2004 fundou, em parceria com Christina McCormack, sua mulher, a editora Mamtor Publishing, e lançou o livro Sharpenings: The Art of Liam Sharp, ao que se seguiu a aclamada e premiada antologia Event Horizon.
Recentemente editou o seu segundo livro, Reluctant Barbarian: The Art of Liam Sharp.
Sharp igualmente tem trabalhado no cinema, na produção do filme "Small Soldiers", e na série de filmes de animação "Batman Beyond", bem como no filme "Lost in Space", com Geoff Johns e Kris Grimminger. Foi um dos artistas escolhidos por George Lucas para contribuir com a sua colaboração no livro Star Wars: Visions.
Neste momento Liam encontra-se a desenvolver o projecto intitulado "Captain Stone is Missing", também com a sua mulher.
Liam Sharp esteve agora em Maio em Portugal a participar no 7º Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, a convite de Tiago Sério, dono da Livraria Mongorhead Comics, de Lisboa (e que também escreveu a biobibliografia do artista para o "Splaft", catálogo do festival).
Para complementar a presença do artista, estiveram em exposição na Bedeteca de Beja pranchas originais de "Superman - Where is Thy Sting", "Lord Havok", "Gears of War - Wild Storm", "Testament", "Hulk", "X-Men", "Conan", "Spawn-Dark Ages".
Liam Sharp demonstrou ter prazer em desenhar, mostrando-se sempre disponível para dar autógrafos e desenhos. Daqui lhe agradeço o que ilustra o presente poste.
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(*) Claro que também estiveram presentes no fim-de-semana inaugural várias figuras conhecidas por actividades paralelas na área da BD - investigação, crítica, estudo, divulgação - como é o caso de:
Pedro Vieira Moura, Sara Figueiredo Costa, Leonardo De Sá, Pedro Cleto, Domingos Isabelinho, João Miguel Lameiras, Pedro Mota (o já nomeado Mota, na lista de desenhadores), Jorge Machado-Dias (já incluído como argumentista e desenhador), José Carlos Francisco (especialista da personagem Tex), Pedro Bouça (especialista da mangá). Que me lembre...
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Os interessados em ver as quinze postagens anteriores deste tema poderão fazê-lo clicando no item Etiquetas: Autógrafos desenhados incluído na barra do rodapé.
domingo, maio 08, 2011
Autógrafos desenhados (XV) - Tito
Terminou hoje, domingo 8 de Maio, o Salão Internacional de Banda Desenhada - Moura BD 2011, de cujo programa falei aqui no "post" de Abril 21, em que destacava as presenças de autores de BD portugueses e estrangeiros.
Neste fim de semana, ponta final do Salão BD, em que me foi possível estar presente, contactei com todos eles. Como é óbvio, os nossos compatriotas estavam em maioria: andaram por lá os consagrados Victor Mesquita (um dos homenageados do Salão), José Ruy, José Pires, o argumentista Jorge Magalhães, João Amaral, a argumentista belga Monique Roque (viúva do homenageado póstumo, Carlos Roque), a banda-desenhista (de origem francesa) Catherine Labey, radicada em Portugal há muito; e alguns representantes da nova vaga, entre os quais Luís Diferr, Álvaro, Paulo Monteiro, Susa Monteiro, Carlos Páscoa, Véte, João Sequeira, Miguel Ferreira, argumentista (estes dois vencedores do concurso), o divulgador Luiz Beira, o Director do Festival da Amadora, Nelson Dona, e, claro, Carlos Rico, força motriz do Moura BD, ele também autor de BD e cartunista.
Quanto aos estrangeiros, o nome mais importante era o de Tito, embora tenham estado presentes, no primeiro fim de semana, autores granadinos.
Sendo o Salão BD de Moura um simpático evento, mas de pequena dimensão, quase familiar, uns tantos visitantes e os autores convidados acabam por almoçar e jantar juntos, ou a ficar a conversar nas esplanadas. Enfim, como small is good (em várias circunstâncias, eis uma delas), estabelece-se um convívio quase permanente.
Daí que surja a oportunidade de se obter aquilo a que chamo "autógrafos desenhados" com a maior das facilidades.
Assim aconteceu com o espanhol Tito, de que reproduzo o desenho original no topo do "post", e de que acrescento alguns dados biográficos.
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TITO
Síntese biobibliográfica
É curioso o nome artístico adoptado por Tiburcio de La Llave, um espanhol nascido em Valdeverdeja (região de Toledo) a 4 de Maio de 1957, mas que tem feito a sua vida em França, na região parisiense, para onde os pais o levaram quando tinha apenas seis anos.
Em 1974 vamos encontrar o adolescente Tiburcio a frequentar o liceu de Sèvres, como estudante de artes gráficas.
As suas primeiras bandas desenhadas publicou-as num fanzine, intitulado Cyclone, criado por ele mas onde contou com a colaboração de dois dos seus companheiros liceais, Vuillemin e Loustal, hoje igualmente nomes sonantes da BD.
Aos vinte anos começa a trabalhar num estúdio de publicidade, mas a sua atracção pela banda desenhada não se desvanece.
Tanto assim que em 1980 faz a sua estreia profissional com a série Jaunes (sob argumento de Jan Bucquoy), que teve pré-publicação no magazine Aïe!, e continuá-la-á no importante magazine Circus.
Com Soledad - obra que deriva claramente das suas vivências em Espanha, ambientada numa aldeia parada no tempo -, o sistema foi semelhante, ou seja, a série foi de início reproduzida nas páginas de uma das mais importantes publicações francesas de BD, o magazine A Suivre (entretanto desaparecido). Ambas as séries foram mais tarde continuadas noutro magazine francês, o Circus.
Em 1983, sempre a viver nos arredores de Paris, Tito iniciou uma terceira série, Tendre Banlieu, dessa vez ambientada nos meios urbanos, em que narra histórias actuais de crianças que vivem uma infância de horizontes limitados por blocos de edifícios característicos das localidades tipo dormitório - talvez haja aqui um pouco de autobiográfico -, cuja publicação se iniciou no magazine Okapi, direccionado para a juventude, com existência iniciada em 1971.
Num balanço da sua produção, vemos que comporta actualmente um substancial número de álbuns:
Jaunes (sete tomos);
Soledad (também sete tomos, sendo que é desta obra a única parcela editada em álbum em Portugal).
Em forma de pré-publicação, foram divulgados inicialmente, na revista mensal Selecções BD (1ª série, nºs 4, 5 e 6, de Agosto, Setembro e Outubro de 1988) os seguintes capítulos:
"Carmen e Sara", "O Pastor", "A Consciência", "A Solteirona" (este com a colaboração do argumentista Pascal Varali), "A Rebelião" (com apoio de Didier Fischer no argumento), "O Solário", e "A Derradeira Felicidade", reunidos em álbum sob o título deste último capítulo.
Tendre Banlieu, a série de maior projecção, já com vinte tomos publicados, mas nunca publicada entre nós.
Endereço dos blogues de Tito:
http://lesbddetito.blogspot.com/
http://labdsoledad.blogspot.com/
http://bdtendrebanlieu.blogspot.com/
http://bdjaunes.blogspot.com/
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Legendas para as imagens que ilustram o topo do presente "post" (de cima para baixo):
1. Desenho improvisado com o respectivo autógrafo
2. Retrato recente de Tito extraído do "Facebook"
3. Foto antiga de Tito, reproduzido na revista portuguesa Selecções BD (1ª série, nº 4, Agosto de 1988)
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Os visitantes que tiverem curiosidade de ver as postagens anteriores com desenhos originais dos seguintes autores:
(XV) 2011, Maio, 8 - Tito
2011 - daqui para cima
(XIV) 2010, Nov. 5 - Azpiri, Alfonso; (XIII) 2010, Jun. 2 - Hermann, Jacob Klemencic, Niko Henrichon, Gabriel, Fábio, Hippolyte, Rufus; (XII) 2010, Abr. 9 - Juan Cavia; (XI) 2010, Fev. 26 - Solano López
2010 - daqui para cima
(X) 2009, Dez. 9 - Neal Adams; (IX) 2009, Jun. 10 - Gary Erskine
2009 - daqui para cima
(VIII) Set. 26 - Enrique Breccia (VII) Agosto 3 - Carlos Roque (VI) Maio 19 - John Buscema (V) Abril 13 - Mordillo (IV) Março 25 - Moebius (III) Fev. 11 - Quino (II) Jan. 12 - Manara, Milo 2006 - daqui para cima
(I) Dez. 26 - Aragonés
2005 - daqui para cima
Com facilidade poderão satisfazer essa legítima curiosidade, para o que lhes bastará clicar no item Etiquetas: Autógrafos desenhados visível no rodapé.
sexta-feira, novembro 05, 2010
Autógrafos desenhados (XIV) - Azpiri
Nos festivais de banda desenhada, um dos aspectos que mais entusiasmam os apreciadores é a obtenção de desenhos autografados ou, no mínimo, de autógrafos nos álbuns, com dedicatória (daí que no Festival Internacional de Bande Déssinée de Angoulême essas sessões sejam chamadas de "dédicaces").Como poderia eu resistir a esse entusiasmante apelo? Não resisti, obviamente, e desde há um pouco mais de trinta anos tenho-me mantido a aumentar essa preciosa colecção, o que levou o primeiro director da Bedeteca de Lisboa, João Paulo Cotrim, a convidar-me para eu comissariar uma exposição baseada nesse numeroso acervo.
Recusei, por achar que, pelo facto de todos os desenhos terem dedicatórias dirigidas ao meu nome, daria azo a que os habituais maldizentes falassem em exibicionismo ou narcisismo...
Como estamos ainda no período de permanência do 21º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, vem a propósito mostrar o desenho autografado (ou "autógrafo desenhado", expressão que criei para esta rubrica) que me foi oferecido naquele evento amadorense por um autor cujo nome e obra me são familiares desde há muito, Azpiri.
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Azpiri, Alfonso
Azpiri, de nome completo Alfonso Azpiri Mejia, autor de banda desenhada, nasceu em Espanha, Madrid, em 1947.
O início do agora consagrado autor espanhol deu-se na revista Trinca em 1971, e no seu currículo constam colaborações em várias publicações espanholas da especialidade, designadamente Cimoc, 1984 e Comix Internacional; na italiana L'Eternauta; e nas americanas Heavy Metal e Penthouse Comix.
Nestas suas diversas participações ressalta a sua essencial tendência para três tipos de BD: a de temas fantásticos, a infanto-juvenil, e a que se dedica à vertente erótica.
Ao longo destes quase quarenta anos de actividade, Azpiri tem a seu crédito uma vasta produção:
1971 - "Dos fugitivos en Malasia" (revista Trinca, sob argumento de Sesén);
1978 - "Zephyd" (revista Cimoc, sob argumento de Cidoncha);
1979 - "Lorna y su robot", uma heroína a fazer lembrar "Barbarella", aparecida na revista Mastia, e mais tarde, 1981, na Cimoc. Apesar do título mencionar um robô, afinal eram dois, R2D2 e C3PO.
1980 - "Los Vagabundos del Infinito";
1982 - "Pesadillas" (revista 1984, sob argumento dele próprio);
1983 - "El Cómic Vivo" (na revista Comix Internacional, sob argumento próprio);
1984 - "Las Nuevas aventuras de Lorna y su robot" (Cimoc Extra Color);
1988 - "Mot" (bd destinada ao público jovem, publicada no El Pequeño País, suplemento do jornal espanhol El País;
1989 - "Storia d'Amore" (in L'Eternauta)
1991 - "Otros Sueños", a trabalhar sob textos de vários argumentistas;
1992 - "Reflejos" (in Cimoc, sob argumento de Juan Antonio de Blas);
1994 - "El bosque de Lump" (bd infantil no El Pequeño País, suplemento do jornal El País);
1994 - "Bethlehem Steele" (na revista Penthouse Comix), sob argumento de George Caragonne, Mark McClellan e Thornton;
1994 - "Reflejos" (revista Cimoc Extra Color, desta vez sob argumento próprio).
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As treze postagens anteriores dedicadas a este tema podem ser vistas através de um simples clique sobre a etiqueta "Autógrafos desenhados", que se vê no rodapé.
Se o fizerem terão oportunidade de ver desenhos improvisados de (por ordem alfabética):
.
1. Aragonés
2. Carlos Roque
3. Enrique Breccia
4. Gary Erskine
5. John Buscema
6. Juan Cavia
7. Milo Manara
8. Moebius
9. Mordillo
10.Neal Adams
11.Quino
12. Solano López
quarta-feira, junho 02, 2010
Autógrafos desenhados (XIII) - Rufus, Hippolyte, Fábio, Gabriel, Niko Henrichon, Jakob Klemencic, Hermann






Beja pode orgulhar-se de lá se realizar anualmente um festival de BD bem organizado (parabéns Paulo Monteiro e Susa Monteiro!), com múltiplos motivos de interesse, e onde o contacto com os autores convidados, portugueses e estrangeiros, acontece com invulgar informalidade.
E porquê?
Porque jantamos todos no mesmo restaurante, vamos quase todos beber um copo à Galeria do Desassossego...
Há pequenas e, para mim, saborosas escapadelas como, por exemplo, ir jogar snooker com o consagrado Hermann, sendo os restantes parceiros Rui Brito (Edições Polvo), Regina Pessoa e Abi Feijó.
Bem, os dois últimos, não pertencem propriamente ao universo da BD, todavia são nomes sonantes do Cinema de Animação, mas também com passagem, embora fugaz, pela BD.
Com efeito, Abi Feijó foi um dos editores do fanzine Belo Zebu, e Regina Pessoa surgiu o ano passado como autora do álbum RubyDum & TawnyDee in Nieportland).
E porquê?
Porque jantamos todos no mesmo restaurante, vamos quase todos beber um copo à Galeria do Desassossego...
Há pequenas e, para mim, saborosas escapadelas como, por exemplo, ir jogar snooker com o consagrado Hermann, sendo os restantes parceiros Rui Brito (Edições Polvo), Regina Pessoa e Abi Feijó.
Bem, os dois últimos, não pertencem propriamente ao universo da BD, todavia são nomes sonantes do Cinema de Animação, mas também com passagem, embora fugaz, pela BD.
Com efeito, Abi Feijó foi um dos editores do fanzine Belo Zebu, e Regina Pessoa surgiu o ano passado como autora do álbum RubyDum & TawnyDee in Nieportland).
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RUFUS DAYGLO (britânico)
HIPPOLYTE (francês)
FÁBIO MOON (brasileiro)
GABRIEL BÁ (brasileiro)
NIKO HENRICHON (canadiano)
JAKOB KLEMENCIC (esloveno)
HERMANN (belga)
Nestes múltiplos contactos surgem, muito naturalmente, ocasiões para solicitar desenhos e autógrafos aos autores com quem vamos conversando.
Assim aconteceu entre mim e vários - o britânico Rufus Dayglo, o francês Hippolyte, os gémeos brasileiros Fábio Moon & Gabriel Bá, o canadiano Niko Henrichon, o esloveno Jakob Klemencic, e o belga Hermann, grande referência da banda desenhada europeia
(Nota: os desenhos estão postados por esta ordem, de cima para baixo).
É deles que apresento no presente "post" os respectivos "autógrafos desenhados", como classifico estes improvisos gráficos, valorizados com pequenas mas simpáticas dedicatórias.
São sete ilustrações de sete autores (*), uma óptima colheita!
(*) Sete em seis folhas, porque os gémeos paulistanos desenharam no mesmo papel, como seria de esperar, mas de qualquer forma são dois desenhos de dois autores diferentes.
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Deste mesmo tema há vários textos anteriores, relacionados com desenhos e autógrafos dos autores indicados na lista abaixo indicada.
Para quem quiser ver os respectivos desenhos, bastar-lhes-á clicar na etiqueta "Autógrafos Desenhados" mostrada no rodapé deste "post".
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(XII) Abr. 9 - Juan Cavia
(XI) Fev. 26 - Solano López
2010 - daqui para cima
(X) Dez. 9 - Neal Adams
(IX) Jun. 10 - Gary Erskine
2009 - daqui para cima
(VIII) Set. 26 - Enrique Breccia
(VII) Agosto 3 - Carlos Roque
(VI) Maio 19 - John Buscema
(V) Abril 13 - Mordillo
(IV) Março 25 - Moebius
(III) Fev. 11 - Quino
(II) Jan. 12 - Milo Manara
2006 - daqui para cima
(I) Dez. 26 - Aragonés
2005 - daqui para cima
Etiquetas:
Autografos (autógrafos) desenhados
sexta-feira, abril 09, 2010
Autógrafos desenhados (XII) - Autor: Juan Cavia

Ilustração original que me foi oferecida por Juan Cavia
Durante anos esse acervo serviu para meu gozo exclusivo, algo egoista... Até que em 2005, quando iniciei o presente blogue, ocorreu-me nele mostar, publicamente, este meu pequeno tesouro.
Comecei por exibir essencialmente os originais mais antigos, de autores consagrados veteranos - Aragonés, Manara, Quino, Moebius, Mordillo, Buscema (John), Roque (Carlos), Breccia (Enrique) -, mas, em 2009 introduzi um autor mais recente - Gary Erskine -, voltei de novo aos clássicos - Neal Adams e Solano López -, e insisto agora num bem novo, até há pouco praticamente desconhecido, Juan Cavia, um argentino que debutou numa obra estreada em Portugal, Dog Mendonça e Pizzaboy.
Comecei por exibir essencialmente os originais mais antigos, de autores consagrados veteranos - Aragonés, Manara, Quino, Moebius, Mordillo, Buscema (John), Roque (Carlos), Breccia (Enrique) -, mas, em 2009 introduzi um autor mais recente - Gary Erskine -, voltei de novo aos clássicos - Neal Adams e Solano López -, e insisto agora num bem novo, até há pouco praticamente desconhecido, Juan Cavia, um argentino que debutou numa obra estreada em Portugal, Dog Mendonça e Pizzaboy.
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JUAN CAVIA
Síntese biobibliográfica
Juan Cavia, argentino, tem talento inato para desenhar, o que não impediu que tivesse frequentado aulas de desenho, em especial de anatomia humana e perspectiva, duas componentes fundamentais para quem sonha fazer banda desenhada.
Depois do ensino secundário, durante onze anos, Juan Cavia desenvolveu as suas aptidões naturais em pintura, desenho, composição dinâmica e diversas técnicas de representação.
É nesta fase que decide estudar Cinema também, mas entretanto foi trabalhando como storyboarder e concept designer para produtoras de publicidade.
Desde 2005 que exerce a função de directo de arte para Cinema, Publicidade e Teatro.
E agora, pela primeira vez, entrou na Banda Desenhada, fazendo os desenhos da obra luso-argentina As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy, editada em Março em Portugal (portanto, classificável como portuguesa), sob chancela de Tinta da China Edições, num álbum de 120 páginas, totalmente em quadricromia, em papel couché de elevada gramagem.
Presume-se que Cavia continue a desenhar a série, para a qual está previsto um segundo tomo, cujo título, Dog Mendonça e Pizzaboy - Apoclipse, já brotou da imaginação fértil do argumentista português Filipe Melo.
Geraldes Lino
JUAN CAVIA
Síntese biobibliográfica
Juan Cavia, argentino, tem talento inato para desenhar, o que não impediu que tivesse frequentado aulas de desenho, em especial de anatomia humana e perspectiva, duas componentes fundamentais para quem sonha fazer banda desenhada.
Depois do ensino secundário, durante onze anos, Juan Cavia desenvolveu as suas aptidões naturais em pintura, desenho, composição dinâmica e diversas técnicas de representação.
É nesta fase que decide estudar Cinema também, mas entretanto foi trabalhando como storyboarder e concept designer para produtoras de publicidade.
Desde 2005 que exerce a função de directo de arte para Cinema, Publicidade e Teatro.
E agora, pela primeira vez, entrou na Banda Desenhada, fazendo os desenhos da obra luso-argentina As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy, editada em Março em Portugal (portanto, classificável como portuguesa), sob chancela de Tinta da China Edições, num álbum de 120 páginas, totalmente em quadricromia, em papel couché de elevada gramagem.
Presume-se que Cavia continue a desenhar a série, para a qual está previsto um segundo tomo, cujo título, Dog Mendonça e Pizzaboy - Apoclipse, já brotou da imaginação fértil do argumentista português Filipe Melo.
Geraldes Lino
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Deste mesmo tema há vários textos anteriores, relacionados com desenhos e autógrafos dos autores indicados na lista abaixo indicada. Para quem quiser ver os respectivos desenhos, bastar-lhes-á clicar na etiqueta "Autógrafos Desenhados" mostrada no rodapé deste "post".
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(XI) Fev. 26 - Solano López
2010 - daqui para cima
(X) Dez. 9 - Neal Adams
(IX) Jun. 10 - Gary Erskine
2009 - daqui para cima
(VIII) Set. 26 - Enrique Breccia
(VII) Agosto 3 - Carlos Roque
(VI) Maio 19 - John Buscema
(V) Abril 13 - Mordillo
(IV) Março 25 - Moebius
(III) Fev. 11 - Quino
(II) Jan. 12 - Milo Manara
2006 - daqui para cima
(I) Dez. 26 - Aragonés
2005 - daqui para cima
Deste mesmo tema há vários textos anteriores, relacionados com desenhos e autógrafos dos autores indicados na lista abaixo indicada. Para quem quiser ver os respectivos desenhos, bastar-lhes-á clicar na etiqueta "Autógrafos Desenhados" mostrada no rodapé deste "post".
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(XI) Fev. 26 - Solano López
2010 - daqui para cima
(X) Dez. 9 - Neal Adams
(IX) Jun. 10 - Gary Erskine
2009 - daqui para cima
(VIII) Set. 26 - Enrique Breccia
(VII) Agosto 3 - Carlos Roque
(VI) Maio 19 - John Buscema
(V) Abril 13 - Mordillo
(IV) Março 25 - Moebius
(III) Fev. 11 - Quino
(II) Jan. 12 - Milo Manara
2006 - daqui para cima
(I) Dez. 26 - Aragonés
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