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quinta-feira, agosto 25, 2016

Exposição de BD em Viseu e lançamento de mini-álbum dedicados ao Infante D. Henrique


O Infante Dom Henrique foi o 1º Duque de Viseu e 1º Governador da Feira de São Mateus. É compreensível que os viseenses lhe dediquem especial consideração, e entre eles, os que gostam de banda desenhada, aproveitem agora a célebre e antiquíssima feira para lhe prestarem homenagem através da BD.

Assim acontecerá a partir do próximo dia 28 de Agosto, Domingo, em que se inaugura uma exposição organizada pelo Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu - GICAV, sob o título Infante Dom Henrique na Banda Desenhada. Estará montada no Pavilhão Multiusos da Feira de S. Mateus, e ali ficará até 11 de Setembro de 2016, a mostrar ao público a arte de dois consagrados da BD portuguesa, José Ruy e Baptista Mendes, autores de bandas desenhadas dedicadas ao Infante, a de José Ruy num fanzine editado por ele próprio, a de Baptista Mendes publicada na revista Cavaleiro Andante, ambas agora reeditadas num mini-álbum de que aqui por baixo se reproduz a capa:


Embora correndo o risco de haver algumas repetições com esta introdução, reproduz-se parte do texto elaborado pela organização e distribuído aos média, inclusive blogues: 

"(...) A exposição, composta por cerca de duas dezenas de quadros em grande formato, mostrará praticamente todas as versões existentes em BD sobre a vida do "Navegador", inclui ainda uma segunda exposição de ilustrações originais da autoria de alguns dos mais significativos autores/artistas ligados à Banda Desenhada nacional e local.
A mostra é produção do Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu (Gicav) e conta com o apoio da Câmara Municipal de Viseu, da Viseu Marca e do Instituto Português do Desporto e Juventude.
Na mesma ocasião serão homenageados ao vivo, pelo Gicav, José Ruy e Carlos Baptista Mendes, sendo também lançado um mini-álbum, com a reedição de duas histórias, versando o Infante D. Henrique, uma de cada um destes autores."
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Para ver postagens anteriores relacionadas com este tema, bastará clicar no item Exposições BD Avulsas, visível no rodapé

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Portugueses na Grande Guerra - BD portuguesa em revista não especializada e em álbum





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Apesar de se apresentar como Jornal do Exército, o seu formato e aparência gráfica remetem para uma revista, e na ficha técnica esclarece a sua finalidade: Órgão de Informação Cultura e Recreio do Exército Português.

Sendo irrelevantes tais pormenores para a finalidade deste "post", o que conta para o presente bloguista é o facto de a publicação ter apoiado a BD desde há longos anos.

Com efeito, sempre em curtas bandas desenhadas de duas pranchas, já nela colaboraram uns tantos consagrados da BD nacional, designadamente José Antunes, Augusto Trigo, José Pires e Baptista Mendes.

É precisamente Baptista Mendes o autor em foco nesta postagem, pelo facto de em Julho de 2014 ter sido editado o álbum Portugueses na Grande Guerra, de sua autoria, cujo conteúdo é constituído, quase na totalidade, por episódios publicados inicialmente no Jornal do Exército nos anos 1960 (68 e 69), 1970 (70, 71, 72, 73, 74 e 77) com dois inéditos realizados em 2014 de propósito para o álbum ("O Soldado Milhões" e "José Maria Hermano Baptista").

Sendo o álbum dedicado ao tema antes citado, o alinhamento da edição divide-se em sub-temas, a saber: "Em África" e "Na Europa".
É neste segundo tema que se inclui o episódio "Abnegação", o qual escolhi entre os publicados quarenta e cinco anos antes no citado Jornal do Exército (nº112 - Abril de 1969) para mera comparação. E, para possibilitá-la, ficam reproduzidas as duas pranchas do episódio, na revista e no álbum.

O que se nota de imediato é o facto de o episódio "Abnegação" ser colorido a verde na revista, enquanto que o álbum é todo impresso a preto e branco.

Em seguida ressalta a diferença na legendagem, com fontes diferentes, mas também ligeiras alterações no texto.
Veja-se, por exemplo, na revista, logo no início, o texto inserido no cartucho sob o título:

Em plena batalha de 9 de Abril, um Soldado do 6º Grupo de Baterias de Artilharia foi mandado da sua Bateria em combate, ao Comando do Grupo, levar uma comunicação, acompanhando um Alferes gaseado.

Leia-se agora, no mesmo local, o texto alterado constante do álbum:

9 de Abril. Em plena batalha, um Soldado do 6º Grupo de Baterias de Artilharia é enviado, acompanhando um Alferes gaseado, ao Comando do Grupo onde deve entregar uma comunicação.

Pequenas alterações, mas significativas do cuidado posto na recuperação e melhoramento do trabalho original.

Os episódios seleccionados para este álbum, tal como os restantes publicados na revista, desenhados por Baptista Mendes, caracterizam-se pelo prisma patriótico, são factos bélicos protagonizados por militares portugueses que se distinguem pela heroicidade e virtudes pessoais, coadunando-se obviamente com o espírito do órgão de informação editado pelo Ministério do Exército.

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BAPTISTA MENDES
Biobibliografia

Carlos Fernando da Silva Baptista Mendes, Luanda, Março de 1937.

Já usou diversos nomes artísticos: Baptista Mendes, Carlos Fernando, B.Mendes e Carlos Baptista Mendes.

A viver na cidade de Lisboa desde os onze anos, naturalmente foi nela onde fez a sua escolaridade, que abrangeu o antigo 5º Ano liceal, concluído no então chamado Liceu Gil Vicente, local onde teve os primeiros desenhos expostos publicamente, nos artesanais mas simpáticos "jornais de parede".

Em 1959 começam a ser publicadas bandas desenhadas suas na revista Camarada, essencialmente de cariz histórico assente em sínteses biográficas. 

Iniciou-se com "Matias de Albuquerque", essa primeira sob argumento de Rui de Abreu, mas as seguintes totalmente de sua autoria, texto e desenho. "Salvador Correia de Sá e Benevides e a Reconquista de Angola" (episódio publicado em 26 de Setembro de 1959, quando assinava por Carlos Fernando), "A Tomada de Abrantes", "Os Recrutas do Buçaco", "Honório Barreto", "Diogo Coutinho", "A Defesa de Almeida", "Geraldo Geraldes O Sem Pavor", "Amatus Lusitano", "Chaul", "Dom Francisco de Almeida", "Mem Ramires", "Silva Porto", são uma parte da sua copiosa produção nessa área, nas páginas do Camarada. Isto sem abdicar de, mesmo que escassamente, aflorar na citada revista o género humorístico, como por exemplo, no episódio autoconclusivo (numa só prancha, a cores) reproduzido na primeira página do exemplar datado de 7 de Novembro de 1959, sob o título "Coisas do Carlinhos", também sob assinatura de Carlos Fernando, que facilmente trocava por Baptista Mendes, como se pode ver em data seguinte bem próxima, 5 de Dezembro de 1959, no episódio "A Revolução de 1640.

Colaborou noutras revistas de BD, casos do Cavaleiro Andante, O Falcão, O Pardal, Pim-Pam-Pum (este, na realidade, um suplemento do jornal O Século), Mundo de Aventuras.

A sua actividade transbordou igualmente para suportes de temáticas diferentes, como se percebe pelos títulos: Revista da Armada e Jornal do Exército, tendo feito nestas publicações, mais uma vez, biografias em BD de personagens históricas, entre 1960 e 1983. Posteriormente, em 1994, no Notícias Magazine, suplemento do jornal Diário de Notícias, irá ser autor de episódio curto, autoconclusivo em duas pranchas, a cores, sob o título "Na Pista do Santinhos", dedicado, dessa vez, a uma personagem fictícia, "Maria Jornalista", abordada por diversos autores.

A primeira participação que teve em álbum foi na obra "Grandes Portugueses" (dois tomos cartonados), de igual modo no género biográfico sobre figuras da nossa História, com o aproveitamento de alguns episódios já antes publicados na citada revista Camarada - todos eles numa só prancha e a cores: "O Bravo", dedicado ao rei D. Afonso IV, num dos seguintes passa para "Diogo Cão", depois para "A Conquista de Goa", logo para "Fernão de Magalhães", e por aí fora ao longo desses dois volumes editados nos princípios dos anos 1960. Alguma dessa produção espalhada por tantas e tão diversas páginas irá ser utilizada no volume "Por Mares Nunca Dantes Navegados".

Com trabalho feito propositadamente para álbum é o intitulado "Navegadores - Infante D. Henrique", sob texto de Margarida Brandão. Em data mais próxima, Novembro de 2006, foi editada a obra "História de Trancoso - E Assim Se Fez Portugal". Este álbum indica como autor Carlos Baptista Mendes, sendo a identificação artística que usa de há uns anos a esta parte. Mas sob as vinhetas das bandas desenhadas continua a apresentar-se somente por Baptista Mendes, como fez na prancha colorida do episódio "Viagem a Lisboa", título da sua participação na obra colectiva "Príncipe Valente no Século XXI", publicada no fanzine Efeméride (Nº2 - 13 de Fevereirode 2007). Voltou a colaborar nesse mesmo fanzine (Nº 6 - Parte 1 de 4 - Outubro de 2013) dedicado ao tema "Heróis de BD no Século XXI" com o episódio numa só prancha, a cores, "Aventura em Portugal" dedicado ao herói "Capitão Mistério".

Em Julho de 2014 passa a ter mais um álbum editado, "Portugueses na Grande Guerra (1914-1918)", com recolha de episódios anteriormente publicados na revista Jornal do Exército, nas décadas de 1960 e 1970, com excepção de dois inéditos criados no mesmo ano da edição. 
Geraldes Lino 
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