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sexta-feira, janeiro 30, 2015
Festivais, Salões BD e afins - 9ª Mostra BD de Odemira
A BDteca 2015 - 9ª Mostra de Banda Desenhada de Odemira teve início, como habitualmente, pelo lançamento do seu concurso de BD, cujo regulamento divulguei aqui - pode ser visto indo à coluna Arquivo do Blogue e clicando no 6º item, Concursos - Concurso de BD da BDteca 2015 -, sendo que o prazo para entrega de obras concorrentes só termina a 20 de Fevereiro.
Entretanto, as várias componentes do evento visíveis, visitáveis e participáveis, têm início no dia 2 de Fevereiro.
Por ordem cronológica, eis o programa:
I - Exposição de bandas desenhadas vencedoras dos anteriores concursos de BD de Odemira - Escola Dr. Manuel Candeias Gonçalves
A mostra das bedês estará patente ao público de 2 a 20 de Fevereiro.
II - De 3 a 28 de Fevereiro
Mostras Documentais de Banda Desenhada
Ao longo do mês estarão patentes na Biblioteca Municipal mostras documentais de BD, segundo temas e autores distintos.
III - De 7 a 28 de Fevereiro
Exposição de pranchas originais respeitantes ao livro "Aventura no Deserto", de Bruno Rola
Faço "copy paste" do texto que me foi enviado (por acaso não conheço o autor nem a sua obra de estreia, duas novidades)
Este jovem artista e arquitecto algarvio escolheu a temática militar para criar a sua primeira obra, inspirada no estilo manga (banda desenhada japonesa). Conta a história da tripulação de um blindado do exército norte-americano que se perdeu após uma tempestade de areia, durante a Guerra do Golfo Pérsico.
IV - 26 Fevereiro
Workshop de BD "A Hora da Mangá"
Local: Biblioteca Municipal
Haverá dois períodos:
10h30 - Para alunos do 1º Ciclo
14h00 - Para alunos do 2º Ciclo
Copio, mais uma vez, o texto da organização:
Este workshop pretende acompanhar os jovens na prática do desenho e desenvolver as suas capacidades de observação e curiosidade pela forma, linha e mancha tão necessárias na expressão plástica. O workshop é dinamizado por Bruno Rola e será dirigido ao público escolar.
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terça-feira, janeiro 27, 2015
Suportes Improváveis para BD (I) Cartaz do Festival BD de Angoulême + 42º Festival BD Angoulême/2015 - Pormenores do Programa
No princípio era o papel, como suporte ideal para a BD (após experiências em pedras e em papiros). Depois, em data recente, chegou a era digital, que não fez desaparecer o papel, mas que o vai substituindo paulatinamente em significativa escala.
Entretanto, em simultâneo, a imaginação dos autores de BD é pródiga em encontrar suportes invulgares, tais como capas de livros, bilhetes postais, t-shirts, envólucros de discos de 33 1/3 rotações, rótulos de latas de salsichas ou de garrafas de vinho, e até das raspadinhas, com curtíssimas bedês de três vinhetas. Falo com conhecimento de causa, possuo peças de todos essas curiosidades gráficas.
Apesar disso, o cartaz do 42º Festival International de la Bande Dessinée d'Angoulême, ou seja, a edição do corrente ano de 2015 surpreendeu-me, apresentando-se como mais um improvável suporte para BD, concretamente para uma banda desenhada sem palavras da autoria de Bill Watterson.
A surpresa foi ocasionada por três motivos: pela imprevisibilidade do suporte, mais um de que tenho conhecimento, o primeiro; ter sido a única vez que tal acontece num cartaz do famoso festival francês, o segundo; por ter como autor o célebre criador da inesquecível dupla "Calvin and Hobbes", o retirado Bill Watterson, o terceiro motivo Como é sabido, ele afastou-se, e afirma que em definitivo, da Banda Desenhada. Terá tido necessidade de dar o dito por não dito para realizar esta banda desenhada, apesar de curta, de quinze vinhetas apenas e sem palavras, para ilustrar o cartaz do festival BD de Angoulême.
Mas, tal como no ano passado - quando foi galardoado com o Grande Prémio da Cidade de Angoulême -, não estará lá presente.
Além desta sua recusa de participar em eventos, continua igualmente a manter-se irredutível na atitude que tomou há quase vinte anos (em fins de 1995) de pôr fim à série do miúdo Calvin e do seu tigre de peluche Hobbes - que iniciara em 1985 e que mantivera durante dez anos -, ou ainda de maior radicalismo, de não tornar a fazer BD.
Todavia, surpreendentemente, abriu excepção para fazer a bd que aparece no cartaz do festival de Angoulême, reproduzida no topo da presente postagem.
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Ora por falar no cartaz do famoso - e duradouro - festival francês, ficam registados nesta, digamos, 2ª parte, algumas informações acerca do evento. Poder-se-á classificar o "post" como sendo "2 em 1".
42º Festival International
de la Bande Dessinée d'Angoulême
Pormenores do programa
Começa na 5ª feira, 29 de Janeiro, termina no Domingo, 1 de Fevereiro, a edição de 2015 do mais importante evento europeu (cerca de 200.000 pessoas em quatro dias!) dedicado à BD.
Repetindo o lugar comum, apetece sempre dizer que este festival "é à grande e à francesa".
Para mim, que fui visitante vinte e tal anos seguidos, há dois aspectos imperdíveis: as exposições e os contactos, mesmo que breves - o tempo de sacar um desenho autografado - com os autores.
Quanto às exposições, vejamos as que me parecem mais interessantes:
MESTRES DA BD
1) BILL WATTERSON, Grande Prémio de 2014
2) JACK KIRBY
3) JIRÔ TANIGUCHI
HERÓIS DA BD
Mafalda
Snoopy
Boule e Bill
Blake e Mortimer
TARDI E A GRANDE GUERRA
UDERZO POR EXTENSO
40 ANOS DE GRANDES PRÉMIOS DE ANGOULÊME
EXPOSIÇÕES TEMÁTICAS
Ficção Científica na BD
Cadernos de Viagem
Júlio Verne
Humor
EXPOSIÇÃO DEDICADA AO MAGAZINE CHARLIE HEBDO
A propósito do tema, será lançado o livro
"La BD est Charlie"
com a participação de cerca de 150 autores, entre banda-desenhistas e cartunistas, nomeadamente Crumb, Milo Manara, Lewis Trondheim, Zep, Guy Delisle, entre outros.
E a merecer destaque especial, a homenagem que será prestada ao Charlie Hebdo, com a atribuição do
PRÉMIO CHARLIE DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
IMPORTANTE:
Os candidatos finalistas ao Grande Prémio de Angoulême são três:
1) O japonês Katsuhiro Otomo
2) O argumentista britânico Alan Moore
3) O autor belga Hermann
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segunda-feira, dezembro 22, 2014
Festivais BD - Comic Con Portugal 2014 - Inquérito a Autores, Editores, Livreiros e Bloguistas (IV) - André Azevedo
Termina aqui, com as respostas do bloguista e especialista de BD André Azevedo, a série de mini-entrevistas tipo inquérito, relacionadas com a Comic Con Portugal (1ª edição, 5 a 7 de Dezembro de 2014) feitas a autores, editores, livreiros e bloguistas, todos da área da BD.
É unânime a noção de que a empresa City Conventions in the Yard, representada por Paulo Rocha Cardoso, conseguiu criar um evento de grande dimensão com semelhanças aos que se realizam nos Estados Unidos da América - de que são exemplos maiores as Comic Con de San Diego e Nova Iorque.
Seguem-se as perguntas e respostas:
G.Lino - André Azevedo: Como bloguista de BD, esteve presente na estreia do evento Comic Con Portugal.
Gostaria que fizesse a comparação entre este tipo de eventos, com características americanas, e os portugueses (Amadora e Beja - Festivais; Moura e Viseu - Salões; Porto - Central Comics Fest) e europeus - Angoulême ou outro que conheça.
André Azevedo - O modelo americano, as denominadas "Comic Con", são claramente direccionadas para o comércio, para a venda de "produtos" relacionados com a cultura pop, onde se inclui, muito redutoramente, a Banda Desenhada, que contudo beneficia aqui de todo o aparato festivo destes eventos, podendo assim chegar a outros públicos receptivos a conhecer obras de figuração narrativa por estas já terem sido adaptadas ao cinema, à televisão ou terem a sua iconografia em artigos de "merchandising". Aqui a figura principal é o Consumidor.
Uma nota: as comic conventions já existem nos EUA desde pelo menos 1970 (Golden State Comic Book Convention, a antecessora da San Diego Comic-Com), e por cá já temos este modelo,ou similares, mas em menor escala (Anicomjcs, Central Comics Fest).
Os Festivais de BD são mais direccionados para a arte em si, onde, não descurando o lado comercial, promovem-se diversas exposições de pranchas originais, encontros com autores e editores nacionais e estrangeiros, edição de catálogos e outras publicações e actividades mais centradas na banda desenhada, podendo captar públicos não só da área mas também com interesse por outras artes, como por exemplo através de concertos de música e/ou projecção de filmes. Aqui, naturalmente, o Autor é a figura principal.
Os Salões de BD são eventos semelhantes aos Festivais mas de dimensões mais reduzidas e por vezes com escassos meios de trabalho e níveis de produção, mas importantes na manutenção de núcleos locais com interesse pela BD e que a divulga de forma militante. Aqui continua a ser o Autor a figura principal.
De igual importância são as Feiras, onde edições mais "alternativas" (à falta de melhor termo) se encontram à venda, muitas vezes pelos próprios autores, criando uma maior proximidade com o público, eles próprios quase sempre também autores.
Em ambientes underground festivos, onde a música nunca falta, a intersecção com as outras artes, sejam elas gráficas ou sonoras, estão sempre presentes, gerando um ambiente estimulante à criação DIY.
Aqui o Evento em si é a figura principal, pois autores, editores, divulgadores e público, participam dele de forma mais orgânica.
Apesar, ou mesmo, por causa destas diferenças, todos estes modelos são importantes para a difusão de cultura, a da BD em particular.
G.L. - Pensa que este evento multidisciplinar - onde coexistem banda desenhada, cosplay, videojogos, cinema, televisão, espaços comerciais com BD e diversos tipos de "merchandising" - fazia falta em Portugal?
André Azevedo - Com esta dimensão fazia, principalmente aos editores e livreiros. São eventos que apostam claramente no comércio, na venda de produtos, onde se inclui, obviamente e sem romantismos, os livros de BD.
G.L. - Surpreendeu-o o facto de ter havido uma autêntica avalanche de público - cerca de 30.000 visitantes -, apesar de a Exponor se localizar em Matosinhos, a razoável distância do Porto, e as entradas terem um preço algo elevado?
André Azevedo - Já tinha ficado surpreendido quando a organização anunciou a pré-venda de milhares de bilhetes, mas conseguirem cerca de 30.000 visitantes é sem dúvida um sinal que este tipo de eventos onde são convidados actores de séries com muitos seguidores tem público interessado, apesar do preço elevado dos bilhetes.
Quanto à localização, a Exponor, que fica a uns meros 15 minutos de carro do centro do Porto (20 de autocarro), é para mim um dos locais ideais para a Comic Con Portugal.
G.L. - Como bloguista (ou "blogger") de BD, acha que teve vantagem em estar presente?
André Azevedo - Claro, sem dúvida! Apesar de não ser o meu modelo favorito de “festival” não poderia faltar a esta primeira edição da Comic Con, isto para além de ter tido a oportunidade de contactar com alguns autores e divulgadores que ainda não conhecia pessoalmente e adquirir algumas edições fundamentais para a minha bedeteca.
G.L. - É de opinião que a área destinada aos autores de BD era suficiente? E considera-a bem localizada?
André Azevedo - Se a tendência é para crescer e naturalmente aumentar o número de autores no Artist’s Alley, então o espaço a eles destinado não é suficiente e deverá estar futuramente mais integrado com a área comercial. Este deverá ser um dos pontos a rever pela organização.
G.L. - No seu ponto de vista, a exposição de BD era suficiente, em termos de imagens expostas? Que aspectos considera terem sido menos bem conseguidos?
André Azevedo - Já não é admissível nos dias de hoje expor umas meras impressões de pranchas.
De modo geral, ou se expõem originais ou então não lhe chamem exposição. No entanto, se fosse algo digno desse nome, o número de pranchas teria sido muito insuficiente, mas também não acho que seja algo que se integre bem numa Comic Con.
G.L. - O que achou de mais interessante no evento?
André Azevedo - O mais interessante foi mesmo a interacção que se gerou entre os diferentes tipos de público / editores / autores.
G.L. - E que aspectos considera terem sido menos bem conseguidos?
André Azevedo - O menos conseguido, para além da área destinada às crianças ser pouco apelativa, foi mesmo a demora da entrada do público no recinto devido ao sistema de controlo utilizado, sendo este um dos pontos principais a melhorar e que a organização deverá ter bem em mente nas próximas edições.
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AZEVEDO, André
Síntese autobiográfica

Mário André Fonseca Azevedo (Porto, 1974)
Licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da
Universidade do Porto, publicou nesses anos académicos diversos fanzines sobre
arte: O Medo, Desvio 265 e Hotel, onde se incluiu banda-desenhada.
Através do seu Tio Neca, que gostava de bd’s de guerra (foi
Comando no Ultramar, voltou, mas nunca de lá saiu), de cerveja e do Benfica (não
necessariamente por esta ordem), ganhou o gosto também por cerveja e por ler o Falcão,
Guerra, Condor e muitas outras pequenas publicações que abundavam nos quiosques
nos anos 80.
É do FCP.
Iniciou em 2012 o blogue “BD no Sótão” (já terminado) e em 2014 o blogue “A Garagem” por absoluta necessidade em partilhar, falar e divulgar Banda Desenhada.
Publicou a sua primeira BD, e única até ao momento, no fanzine Tertúlia BDzine nº 177, editado por Geraldes Lino em 2013.
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Imagens que ilustram o presente "post":
1. Banner do blogue BD no Sótão, o primeiro de André Oliveira
1. Banner do blogue BD no Sótão, o primeiro de André Oliveira
2. Banner do actual blogue do mesmo bloguista
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