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quarta-feira, janeiro 04, 2017

Curtas de BD - "Eu Mato Super-Heróis!", por Fábio Veras





Desde sempre, na minha actividade em prol da BD, tenho apoiado novos autores, publicando-lhes as bandas desenhadas em revistas ou jornais onde colaborei, ou nos meus fanzines.

Actualmente, em vez de revistas, que foram desaparecendo, e os jornais deixaram de publicar bandas desenhadas, em especial de autores portugueses nas suas páginas, eu tenho, temos os blogues. 

E continuando a tentar divulgar novos autores que na minha opinião o merecem, publico hoje a excelente curta de BD intitulada Eu Mato Super-Heróis!, do novel autor Fábio Veras, que demonstra considerável talento.

A forma como o conheci é algo insólita. O Fábio foi o 
1º classificado do concurso de BD organizado pelo Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, mas chegou tarde ao edifício dos Recreios da Amadora onde tinha acabado de decorrer a cerimónia da entrega dos prémios aos vencedores do concurso. Eu estava a falar com Nelson Dona, director do festival, quando aparece o Fábio Veras a pedir desculpa por ter chegado atrasado.

Foi assim que o conheci, e devo dizer que foi o primeiro vencedor de um concurso da Amadora com que contactei pessoalmente. Até já participei várias vezes como jurado nesses concursos, mas só vejo os pseudónimos. E quando os vencedores vão receber os prémios pecuniários, e em seguida descem do palco, nunca tive hipóteses de conhecer pessoalmente qualquer deles. 

Portanto, foi por esta circunstância completamente casual que conheci o Fábio e, claro, logo lhe pedi o contacto, porque, devo dizer, muito tinha apreciado a banda desenhada dele na exposição das bandas desenhadas participantes no concurso.

Entretanto ele colaborou com uma curta de BD de prancha única, a meu pedido, no fanzine CoopAzine, editado durante a Mostra Internacional de Fanzines de Paio Pires, e em seguida acedeu a fazer uma curta de BD para eu publicar neste blogue. Aqui estou a mostrá-la, com muito gosto, porque considero que o merece.
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FÁBIO VERAS

Autobiografia

Nasci em Lisboa em Outubro do ano de 1997 e sou amante e aspirante a ilustrador e banda desenhista.

Foi desde muito novo que eu demonstrei interesse pelo desenho e particularmente pela BD. Enquanto o meu irmão montava e desmontava carrinhos de brincar, eu passava tardes a fazer rabiscos numa folha de papel. Foi então por volta do 5º ano de escolaridade, onde eu já lia assiduamente muitas revistas de banda desenhada, que defini como objetivo ser ilustrador profissional.

Frequento o 2º ano do curso de desenho da faculdade de Belas Artes de Lisboa, o que até agora me tem enriquecido bastante enquanto artista.

A minha participação na BD ainda é escassa. Contam-se apenas alguns projetos amadores e incompletos. Recentemente concorri ao concurso nacional de banda desenhada do AmadoraBD 2016 no qual fui o 1º classificado e posteriormente participei com uma banda desenhada no fanzine CoopAzine (nº1-Nov.16), editado no âmbito da Mostra Internacional de Fanzines de Paio Pires.
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 Os interessados em ver/ler bandas desenhadas que se inserem nos temas Curtas de BD ou Inéditas deBD, poderão fazê-lo clicando nesse item visível em rodapé 

quarta-feira, setembro 07, 2016

Shiva's Rigal, um herói de BD às tiras












Lança-Guerreiro é autor de BD, ilustrador e caricaturista nas horas vagas que lhe sobejam da sua actividade de professor.

Mas convém esclarecer que, até agora, enquanto autor de BD, as suas bandas desenhadas estão na gaveta, como é hábito dizer-se. 
Na realidade, estão até bem acondicionadas num portefólio, e foi aí que tive a oportunidade de conhecer o seu herói, melhor dizendo, o seu desastrado anti-herói Shivas's Rigal, o Bardo, cuja actividade principal é a tentativa de conquistar, pela música, inacessíveis beldades que cobiça, tentativas essas sempre frustradas de formas hilariantes, por vezes dolorosas, devido a reacções algo violentas de algumas das citadas beldades, ou de fortalhaços protectores.

BD em tiras estritamente cómicas é faceta escassamente desenvolvida por autores portugueses (*). Lança-Guerreiro vem assim juntar-se aos poucos que se dedicam a esta vertente da banda desenhada.

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LANÇA-GUERREIRO

Autobiobibliografia

Nascido numa pequena vila debruçada sobre o Tejo (Vila Nova da Barquinha, 1964), no distrito de Santarém, sempre tive uma ligação com as imagens que ilustravam os livros da escola ou da biblioteca escolar, mais tarde a municipal, que frequentava assiduamente para devorar páginas de aventuras, umas ilustradas, outras somente imaginadas e recriadas em imagens enquanto saboreava a leitura dos “júlio verne” ou dos “salgaris”. 

Mas o meu encontro com as bandas desenhadas das revistas, que então podia ler na escola primária, com autorização especial da professora, foi o momento mais fascinante e o despertar do meu gosto pela 9ª arte, que desde então passei a ler e a colecionar. Para minha felicidade, nessa altura da minha infância, banda desenhada e revistas de BD era coisa que abundava, graças à Agência Portuguesa de Revistas e ao amor incondicional que o editor Roussado Pinto teve na divulgação de todos aqueles heróis de papel que preencheram esta fase da minha existência e foram o motivo de grandes aventuras imitativas, e também alguns ralhetes dos progenitores, quando a banda desenhada era ainda vista como uma arte menor e desviante do reto caminho a que um jovem tinha de se dedicar para ser homem. Eram outros tempos.

Tomei contacto com muitos heróis de papel, dos mais diversos: os personagens da Disney da Abril, os clássicos americanos do “Mundo de Aventuras” e de “O Grilo”, a escola franco-belga com as revistas “Tintin” e “Spirou”, os comics da Marvel e da DC, e também com os fumetti, que na altura não sabia que se chamavam assim, com o Tex, o Zagor e o Mister No, que se destacavam de entre aqueles a que chamávamos “os livros de cowboys”, dos muitos que então havia.

Talvez este meu fascínio pela banda desenhada me tenha levado ao gosto de desenhar “os meus bonecos”, que carinhosamente ainda guardo como lembrança desses tempos idos de juventude. Estranhamente, um dos meus primeiros desenhos foi um cowboy num saloon. Seria influência de Tex Willer? Já não me lembro, mas ainda tenho esse desenho, algures… 


Mais tarde, quando andava no liceu, fiz alguns desenhos, ilustrações e BD que publiquei em jornais escolares e regionais, os “lá da terra”. De entre estes destaco a criação e edição do fanzine escolar “Preto no Branco” (1982), “O Reguila” (1982, revista do Agrupamento 582 do CNE), nos jornais “O Entroncamento” (1984) e “Almourol” (1989). 

Já na faculdade, em Coimbra, para além das caricaturas que fiz para os livros de curso dos finalistas, também participei na aventura da publicação do fanzine BDMIX, do qual acho que só saiu um número, em colaboração com os então também estudantes de faculdade Fernando Correia e João Lameiras, para além da participação na revista “Sic Itur” (1990), publicada pelo Departamento de Estudos Clássicos da FLUC. Nesta altura, ilustrei também alguns livros de poesia, dos quais destaco “Ficta Imagem” e “Quasi Encontro” (1992).

Fui participando em algumas exposições coletivas de pintura e criando as minhas BD que, ou por falta de tempo ou dispersão por outras atividades, foram ficando no fundo do baú, umas completas, outras inacabadas. 
Às vezes penso que se porventura as tivesse divulgado, talvez pudesse ter feito algo no campo da BD. Mas não foi esse o caminho trilhado para a aventura da vida. No entanto, continuo a trabalhar nesta área da ilustração e da BD, tendo produzido novos trabalhos que, espero, possa vir a divulgar e/ou publicar algum dia destes.

Como hobby, sou um viciado consumidor de BD e colecionador inveterado e, por isso, dói-me a alma quando vejo alguma revista de quadradinhos desaparecer da vida dos seus leitores. E, infelizmente, ao longo dos anos é o que mais tem acontecido. 


Mas enquanto na nossa memória durar a lembrança desses inúmeros heróis e das suas extraordinárias façanhas e verosímeis aventuras, eles e os seus criadores nunca morrerão para nós.

Acabei por falar mais dos personagens de BD do que de mim? Talvez… porque, enquanto leitor, eles serão sempre mais importantes do que eu; e, enquanto “fazedor de bonecos”, talvez os meus desenhos falem por mim melhor do que eu.


António José Lança-Guerreiro

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(*) Nelson Martins desde 2010 faz tiras humorísticas no sítio http://www.seguranet.pt/pt/tiras-bd-seguranet 

segunda-feira, agosto 29, 2016

Avenida das Memórias - BD curta e inédita



Uma nova dupla - argumentista e desenhadora - está a dar os primeiros passos na banda desenhada, e depois de ter realizado a curta Star K'rrot - O Caminho das Cenouras publicada no livro Histórias do Outro Mundo (Escorpião Azul), mas também no webzine H-Alt, tem agora nova experiência, desta vez neste blogue, em que se pode apreciar a bd Avenida de Memórias, inédita, de apenas uma prancha, que ilustra o post.

Inês Garcia gosta de desenhar, Tiago Cruz inclina-se para ficcionar, escrever histórias. Decidiram enveredar pela BD, por puro prazer, visto que, em termos de formação, pertencem a áreas distantes da banda desenhada. Depois da experiência inicial, acima referida, elaboraram este pequeno episódio protagonizado por personagens antropomórficas.

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INÊS GARCIA
Autobiografia


Nasceu em Lisboa, no Inverno de 1990. Desde que se lembra que desenha e pinta estreando-se a fazer capas nos jornalinhos da primária. Licenciou-se em Pintura pela FBAUL, onde começou a aperceber-se que não conseguia situar-se numa área e num estilo específico. Com "bichos carpinteiros" sempre gostou de explorar novas áreas e novas técnicas e, nesse seguimento aventurou-se num Mestrado na mesma Instituição, desta vez mais virado para as ciências (Anatomia Artística), tendo trabalhado em Ilustração Científica aliada à temática dos videojogos e das criaturas fantásticas (Concept Art). Em termos profissionais, dá aulas (sobre criaturas fantásticas, ilustração, concept art) na Escola Superior de Educação de Lisboa.
Na área da BD começa a dar os primeiros passos, tendo a pequena bd " Star K'rrot- O Caminho das Cenouras" publicada nas "Histórias do Outro Mundo" editada pela Escorpião Azul, e na revista nº3 da H-Alt."


https://www.facebook.com/InesGarciaArtwork/

http://ineshenriquesgarcia.wixsite.com/inesgarcia

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TIAGO CRUZ
Autobiobibliografia

Desde muito cedo que manifestou interesse pela banda desenhada, onde começou a investir parte da sua primeira mesada e nunca mais parou até ao dia de hoje. Com 27 anos, é licenciado em Comunicação e Artes, amante da escrita, da poesia, da leitura, bem como de música pesada, animação, tecnologia e videojogos. Dado o facto de ser um comunicador nato desde pequeno, passou-lhe pela cabeça utilizar um dos meios que mais gosta para o fazer: a Banda Desenhada, onde está a dar os primeiros passos.

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Nota: A legendagem da banda desenhada está feita num corpo um tudo-nada pequeno de mais. Claro que com duplo clique a ampliação permitirá a necessária legibilidade.  

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