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sexta-feira, novembro 08, 2013

Lisboa na BD (XXI) - Dog Mendonça e Pizzaboy, Incríveis Aventuras em Lisboa












Conciliar o sentido lúdico e fascinante da aventura, com a qualidade estética da banda desenhada moderna, evoluída e adulta, na área do mainstream, terá sido o desiderato da equipa luso-argentina de autores de BD constituída pelo argumentista português Filipe Melo, e pelos argentinos Juan Cavia, desenhador, e Santiago Villa, colorista, autores da obra em três tomos, As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy.

Seguramente, pelo facto de ser um português a escrever o argumento/guião, Lisboa tem sido recorrentemente cenário na trilogia terminada no presente ano, com o episódio Requiem, no tomo III (Apocalipse tinha sido o subtítulo do tomo II).

O pormenor de o cenário ser maioritariamente da Mui Nobre e Sempre Leal Cidade de Lisboa já tinha sido focado neste blogue, na etiqueta Lisboa na Banda Desenhada, pelo que se aconselha aos visitantes um clique nesse item. 

Do tomo III, objecto do presente "post", extraí nove imagens de Lisboa, visíveis de cima para baixo:

1. Palácio de S. Bento/Assembleia Nacional (a explodir!)
2. Cinema S. Jorge
3. Rua da baixa de Lisboa por onde passa um carro eléctrico
4. Do Alto da Ajuda, uma panorâmica que se espraia até à Ponte 25 de Abril
5. 
6. Largo de Luís de Camões, com a estátua de Camões substituída pela figura do Dr. Aranha
7. Uma cena violenta em frente da porta da Sé Catedral
8. A Sé Catedral lá ao fundo
9. Sala da Assembleia da República
- Capa do livro

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BREVE APRESENTAÇÃO DOS AUTORES E DA OBRA "AVENTURAS DE DOG MENDONÇA E PIZZABOY"

- Começaram por ser INCRÍVEIS - no título e na trama ficcional - as "Aventuras de "Dog Mendonça e Pizzaboy", que tiveram início em 2010;

- Passaram a EXTRAORDINÁRIAS em 2011, no título do 2º episódio, subintituladas APOCALIPSE;

- A extensa novela gráfica completou-se neste ano de 2013, adjectivada desta vez como FANTÁSTICAS AVENTURAS, com as mesmas personagens no 3º episódio, e último, subintitulado REQUIEM, vocábulo que na raiz latina significa "DESCANSO".
É de facto o descanso (por agora) do trio de autores luso-argentinos, criadores da trilogia, e que se chamam

. FILIPE MELO - o argumentista
. JUAN CAVIA - o desenhador
. SANTIAGO VILLA - o colorista

Vejamos dois ou três elementos biográficos de cada um deles:

- FILIPE MELO nasceu em Lisboa em 1977. Estudou Jazz no Hotclube de Portugal, em Lisboa, e no Berklee College of Music, em Boston.
No Cinema já tem valiosa participação: produziu e escreveu o argumento do filme "I'll See You In My Dreams", em 2003, vencedor no Fantasporto nesse mesmo ano, e distinguido com o troféu Méliès d'Or, também em 2003.
Para a televisão realizou em 2007 uma série de seis episódios, com interpretação de Manuel João Vieira, intitulada "Um Mundo Catita".
Na BD estreou-se em 2010 como argumentista com a obra As Incríveis [Extraordinárias, Fantásticas] Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy.

- JUAN CAVIA nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1984. Tem trabalhado como storyboarder e concept designer para produtoras de publicidade. É também cenógrafo de várias longas-metragens, entre as quais se destaca "El Secreto de Sus Ojos", vencedor do Óscar da Academia de Hollywood para o Melhor Filme Estrangeiro em 2010.
Na banda desenhada tem agora a seu crédito os desenhos da trilogia As Incríveis [Extraordinárias, Fantásticas] Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy, além de estar a trabalhar para a editora americana Dark Horse Comics.

- SANTIAGO VILLA é também argentino, nascido igualmente em Buenos Aires, no ano de 1986.
Estudou no Instituto Universitário Nacional de Las Artes (IUNA) em Buenos Aires, e no Instituto IMAGE (Cinema de Animação).
Trabalha desde 2006 nas áreas Áudio-Visual, Editorial e de Vídeo-jogos.
Passou a ter no seu currículo o notável trabalho de colorização das Incríveis/Extraordinárias/Fantásticas Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy, uma trilogia marcante na banda desenhada portuguesa e argentina.

- Ao trio formado por Melo, Cavia e Villa, será justo acrescentar Pedro Semedo, autor da excelente legendagem, e Bruno Ma (um português de ascendência chinesa) que colaborou neste terceiro capítulo com um layout.

- No actual derradeiro episódio,o senhor Mendonça (como respeitosamente o trata o seu mordomo), vive numa luxuosa vivenda, com a indispensável piscina, onde o encontramos a desfrutar de um (aparente) invejável nível de vida. Tal não impede que seja perturbado pela visita de dois fiscais de impostos que lhe comunicam haver uma penhora em nome de João Vicente Mendonça, por causa de uma dívida à Segurança Social.
E logo em seguida, após ficar sem a vivenda - uma desgraça nunca vem só, diz o povo -, ele tem uma ordem de despejo do seu escritório (onde tencionava alojar-se), devido ao não pagamento do imposto municipal sobre imóveis. "Dog" Mendonça e a estranha Pazuul ficam assim em situação precária. O que quer dizer que nem as personagens de BD se livram da crise económica,mas significa igualmente que o argumentista resolveu imprimir à sua criação ficcional uma nítida componente humana e em consonância com os duros tempos actuais.
Nesta evolução das personagens, encontramos Eurico, antes conhecido por "pizzaboy", a viver com Ana, sua antiga colega da "pizzaria". Já são pais de dois gémeos.
Eurico tornou-se activista de causas ecológicas e ambientais, tendo doado a sua fortuna para obras de caridade, assim pondo em prática uma outra das suas intenções humanísticas: a de ajudar os sem-abrigo.
É a ele que recorre João Vicente Mendonça, que agora se considera a ele próprio um recente sem-abrigo. "Dog" Mendonça e Pazuul ficam aboletados em casa de Eurico mas, seis meses depois, com as cervejas a desaparecerem do ftigorífico e o estômago do "Dog" cada vez mais dilatado, a convivência dos três começa a deteriorar-se, tanto mais que Pazuul fuma que nem uma chaminé, e Eurico considera a fumarada dos cigarros prejudicial para os pequenos gémeos, além de colidir com os seus conceitos ambientais.

Todas estas peripécias, e as numerosas malhas do enredo, que se bifurcam entre o policial e o fantástico, fazem com que Dog Mendonça e Pizzaboy seja uma obra de grande fôlego e equivalente êxito, provado com o facto de o 1º volume ter tido cinco edições, e o 2º volume já estar na 3ª edição, com um total de 12.000 exemplares vendidos em Portugal.
Tão estrondoso êxito reflectiu-se nos Estados Unidos, onde o primeiro volume teve edição sob chancela da prestigiada Dark Horse Comics.
Esta mesma editora decidiu lançar uma colectânea de episódios realizados por vários autores, entre os quais Frank Miller, Mike Mignola e Dave Gibbons, lado a lado com Filipe Melo, Juan Cavia e Santiago Villa.
Para essa colectânea, editada por comic book em 2012, o mesmo trio luso-argentino arquitectou quatro histórias protagonizadas pelas suas personagens de estimação, João Vicente Mendonça, o "Dog" Mendonça, Eurico Catatau, o "pizzaboy", a Pazuul Nhgworiatuu e a inenarrável Gárgula, uma simples cabeça com direito a nome cristão, Edgar Agostinho.

Em suma: uma autêntica (re)confirmação da internacionalização, ao mais alto nível, dos três autores e respectivas personagens. 
  

No Domingo, dia 10 de Novembro, pelas 16h00, o trio de autores estará no auditório do Fórum Luís de Camões a apresentar este 3ºvolume, com o apoio de um vídeo.     

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segunda-feira, dezembro 24, 2012

BD Portuguesa em revistas não especializadas (XLIX) - Revista CAIS








Compro sempre, há anos, a revista Cais. Merecem-me consideração as suas finalidades altruístas, mas também a acompanho mensalmente por saber que - no início da publicação, de forma esporádica, agora já com regularidade - há bandas desenhada nas suas páginas.

Recentemente, André Oliveira ficou a tomar conta do espaço dedicado à BD, duas páginas, mais uma tira tipo bd/cartune. E sendo essencialmente argumentista, apoia-se em gente com talento para o desenho, que transforma os seus argumentos em bandas desenhadas curtas, de duas pranchas.

Mas desta vez, no nº 178/Novembro 2012 (em cima, a reprodução da capa), aconteceu a novidade: com desenhos sequenciais de Joana Afonso, foram publicadas duas pranchas da bd "Se Vale a Pena", uma história localizada em Lisboa, com a surpresa de aparecer no fim da segunda página a tradicional frase das bandas desenhadas não auto-conclusivas, "continua no próximo número".

Esperei pela edição deste mês de Dezembro, para ler/ver a continuação ou a finalização daquele episódio, onde um ancião chamado Nicolau - popularizado pelo nome de "Pai Natal" - se queixa da dureza dos tempos que correm.

Apesar disso, umas castanhas quentes e doces dão alento - na conclusão simples desta história - para valer a pena continuar a enfrentar as dificuldades.
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quarta-feira, maio 30, 2012

Lisboa na Banda Desenhada (XX)














Declaração de interesses: sou lisboeta, assumidamente bairrista. Logo, admito ser suspeito ao dizer que Lisboa é a cidade com uma das luminosidades naturais mais bonitas do mundo (e conheço bastantes cidades, em vários continentes). E como amante da BD, tenho trabalhado bastante a faceta em que se inserem as bandas desenhadas que mostram vistas da capital portuguesa. Um desses trabalhos foi a exposição intitulada Lisboa na Banda Desenhada, que comissariei, na década de 1990, no Museu da Cidade (para quem não saiba, é um palácio situado no Campo Grande), sob a égide da então muito activa Bedeteca de Lisboa.

Por conseguinte, é de calcular o meu entusiasmo quando, há pouco abri o meu e-mail e me deparei com a informação, que me enviou o meu amigo Ricardo Cabral (um colaborador assíduo dos meus fanzines*), informando da participação que recentemente teve, numa realização a nível europeu, onde desenvolveu um episódio em bd dedicado a Lisboa, de que mostro apenas cinco vinhetas, deixando aos meus amigos visitantes a possibilidade de visitarem o site, no endereço que mostro no fim do "post", e onde terão ocasião de admirar o notável trabalho de Ricardo Cabral, muitíssimo bem escolhido para cicerone gráfico e banda-desenhístico da Sempre Leal cidade das sete colinas.

Até agora foram editados sete episódios. Eis os seus títulos, respectivos autores e nacionalidades:

1º episódio - Título: Le Depart - Autor: J.Jouvray (França) - 17.04.12
2º episódio - Título: Barcelona - Autor: Efa (Espanha) - 25.04.12
3º episódio - Título: Flashback - Autor: Yuio (Bélgica) - 02.05.12
4º episódio - Título: Alone - Autor: Bo Ashi (Suécia) - 09.05.12
5º episódio - Título: Ian - Autor: Warwick Johnson Cadwell (Inglaterra) - 18.05.12
6º episódio - Título: Lena - Autores: Krzysztof Gawronkiewicz (desenho) e Dennis Wodja (argumento) (Polónia) - 23.05.12
7º episódio - Lisboa - Autor: Ricardo Cabral (Portugal) - 30.05.12

O projecto Webtrip, classificado pelos organizadores como sendo o primeiro folhetim de BD de realização europeia, teve início a 18 de Abril de 2012, contando com a colaboração de 12 autores a representar 10 países, os quais têm estado a contar a história de Jules (artista boémio) e Romane (estudante de matemática), dois jovens em viagem através do velho continente europeu. 

Como se compreende pelo visionamento dos sete episódios já concretizados, cada autor coloca as personagens na sua cidade, e aí desenvolve uma parte da intriga, em 10 pranchas, mostrando ao mesmo tempo o seu quotidiano citadino.

Estes episódios têm estado a ser publicados na Webtrip ao ritmo de um episódio por semana, estando previsto o seu término aquando da 7ª edição do Festival Lyon BD, em 23 e 24 de Junho de 2012.

http://www.webtrip-comics.com/fr/comic/49/7/Portuguese/read
http://www.webtrip-comics.com

* Colaborou até agora em três: Tertúlia BDzine, Jazzbanda e Efeméride
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segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Lisboa na Banda Desenhada (XIX)


(Estas duas pranchas que compõem o episódio "Praça da Caridade" foram publicadas no semanário Sol, na sua revista/suplemento Tabu, no nº 250 de 17 Junho 2011
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Com estupendas imagens em perspectiva de picado sobre a Praça da Figueira, embelezada pela estátua equestre de D. João I, assim se apresentam as duas vinhetas iniciais da banda desenhada "Praça da Caridade".

Assinada por N.S., como simplesmente sempre se identificou Nuno Saraiva na série "Na Terra Como no Céu", seu autor completo - desenho, argumento, legendagem e colorização -, esta bd tem nitidamente um fundo de crítica sócio-política, bem conotada com a situação actual deste país.

A prancha seguinte, com o episódio"Baratas Tontas" (in jornal Sol, revista/suplemento Tabu, de 21 Abril 2011), mostra, numa bem conseguida perspectiva, uma parte das arcadas do Terreiro do Paço/Praça do Comércio. e através delas a estátua de D. José.
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("Post" 3 de 7)

Conjunto de 7 postagens, uma por dia, abarcando vários temas, em bandas desenhadas afixadas diariamente, cujo intuito é o de homenagear Nuno Saraiva e a sua notável série de banda desenhada "Na Terra Como no Céu", iniciada a 16 de Setembro de 2006, e que se finou no dia 27 de Janeiro de 2012, após gloriosos anos de publicação contínua no jornal Sol, na sua revista/suplemento Tabu.


Maldita crise! Lastimável critério (?)  editorial!
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segunda-feira, dezembro 19, 2011

Lisboa na Banda Desenhada (XVIII)

 
Lisboa, Ano 2024 é o título que Rui Pimentel deu à sua banda desenhada curta - quatro pranchas a cor - integrada no livro Uma revolução desenhada. O 25 de Abril e a BD.

Mais conhecido como cartunista - colaborou nessa faceta na actual revista Visão durante vinte anos, Rui (o seu nome próprio com que sempre assinou os cartunes) tem também obra na BD, escassa, sim, mas demonstrativa de correcto conhecimento da linguagem da banda desenhada.

Na obra acima referida - de que no topo do "post" se pode ver a 2ª prancha, subdividida em duas partes -, fica patente o seu registo mais recente no realismo caricatural, em que também sobressai a sua capacidade de variar os planos, marcada logo na vinheta inicial da citada prancha, com um plano em picado onde se visiona um local emblemático de Lisboa, a Praça do Comércio (ou Terreiro do Paço), numa composição arquitectónica futurista, demonstrativa de grande imaginação e criatividade.
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RUI (RUI PIMENTEL)

Biobibliografia

Rui Flunser Pimentel, Lisboa, Outubro 1951.
Formou-se em Arquitectura, na Suiça, pela Escola Superior Técnica Federal de Zurique.

A sua estreia na BD é feita em Outubro de 1975, num pequeno álbum de vinte páginas, com capa a duas cores e miolo a preto e branco, intitulado A Comuna de Paris - 1871. É de índole política, e surge sob chancela da efémera Edições Spartacus.

Poucos anos mais tarde, no final de 1980, surpreende o meio bedéfilo com a excelente obra Camões aos Quadradinhos sob adaptação literária de Jorge Serrão de peça teatral da autoria de Helder Costa. O álbum, hoje uma raridade, foi editado pela Agência Portuguesa de Revistas, o que igualmente constituiu surpresa, visto que a especialidade daquela empresa editorial tinha a ver exclusivamente com revistas.

Rui Pimentel colaborou, em 1999, no álbum colectivo Uma Revolução Desenhada: o 25 de Abril e a BD, com uma banda desenhada, em quatro pranchas a cores, Lisboa, Ano 2024. As bandas desenhadas constantes desse livro, de diversos autores/artistas, tiveram direito a exposição, com cenografia dele mesmo, e que se tornou itinerante, tendo estado em Coimbra (1999), Aveiro (2000) e Setúbal (2001).

Em 2003 dele foi também a montagem da exposição Coimbra na BD, num impressionante espaço cedido pelo Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, nas suas próprias instalações.

Ainda nesse ano aparece o seu segundo álbum de banda desenhada, Fado - Estórias na Noite, realizado em quadricromia, num grafismo com alguma influência da sua actividade cartunística, o que lhe imprime estilo bem diferente do de Camões aos Quadradinhos, sem contudo deixar de demonstrar elevada qualidade no traço, e sendo ele mais uma vez o responsável pelo argumento, de muito bom nível.

Inquestionavelmente, o nome deste artista é mais sonante como cartunista. Nas páginas da actual revista Visão, ele colaborou entre 1987 e 2007, fazendo semanalmente um cartune em que assinava Rui. Mas o gosto por fazer BD permanece, o que o levou a colaborar, em 2007 e 2008, no fanzine Efeméride (nºs 2 e 3, respectivamente), nas obras colectivas "Príncipe Valente no Século XXI" - neste caso com o episódio Uma Aventura em Évoramonte, e "Super-Homem no Século XXI", com A Viagem, em ambos os casos bandas desenhadas auto-conclusivas numa única prancha.
Geraldes Lino


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quarta-feira, outubro 12, 2011

Lisboa na Banda Desenhada (XVII)






Dog Mendonça e Pizzaboy, ao viverem as suas incríveis aventuras, protagonizaram o inesperado sucesso de três edições do primeiro volume, caso invulgar na BD portuguesa.

Perfeitamente compreensível, por conseguinte, que a mesma equipa - Juan Cavia, argentino, desenhador, Filipe Melo, português, argumentista, e Santiago Villa, argentino, colorista -, volte a produzir um novo capítulo da banda desenhada de grande fôlego, agora com o título As Extraordinárias Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy II - Apocalipse, assim aproveitando a embalagem do êxito obtido pelo volume antecedente.

E, tal como no primeiro tomo, a equipa luso-argentina escolheu Lisboa como cenário urbano - ruelas, avenidas, edifícios antigos, monumentos, até os carros eléctricos! - tudo aquilo, enfim, que caracteriza e distingue a capital portuguesa, sempre envolta na sua luz deslumbrante.

Por amigável autorização de Filipe Melo, este blogue e respectivo blogger têm o privilégio de mostrar, em primeira mão, algumas das estupendas imagens de Lisboa, que fazem parte dos cenários onde contracenam os intérpretes principais desta extraordinária ficção: o Dog, o Pizzaboy, o Pazuul e a Gárgula (cujo nome é finalmente desvendado, mas que não posso agora divulgar).
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Aviso

Este 2º álbum, tal como aconteceu com o primeiro, terá lançamento na Tertúlia BD de Lisboa, no dia 1/11/11 (3ª feira, feriado), com álbuns à venda e autógrafos dos autores.


Portanto, caros amigos tertulianos que contem ir à tertúlia, não comprem o álbum no Festival BD da Amadora, esperem para comprar na TBDL.
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quarta-feira, julho 13, 2011

Lisboa na Banda Desenhada (XVI)


Estive presente em Janeiro de 2007 no lançamento do álbum O 13º Passageiro no ANA-Museu -Aeroporto de Lisboa. Ao folheá-lo, tive de imediato a noção de estar perante uma obra em banda desenhada de muito interesse histórico e rica em imagens daquela Lisboa da já longínqua década de quarenta do século XX.

Apreciei depois mais pormenorizadamente o conteúdo do álbum, que incide sobre um misterioso caso ocorrido em meados de 1943, tendo como personagem fulcral o actor de cinema e teatro Leslie Howard, isto no período conturbado da Segunda Guerra Mundial.

Olhado suspeitosamente pelos alemães como espião dos aliados, o conceituado actor - famoso especialmente pela sua participação no filme "E Tudo o Vento Levou" -, está por essa data em Lisboa, onde vem fazer uma série de conferências, uma das quais no Teatro Politeama.

Após ter ido a Madrid repetir as conferências que fizera em Lisboa, Leslie Howard vai regressar a Londres no dia 1 de Junho de 1943, mas nunca lá chegará, porque o avião da KLM (ao serviço da britânica BOAC) será abatido por uma esquadrilha alemã de junkers, sobre o golfo da Biscaia, tendo morrido os treze passageiros.

Toda esta trama baseada na realidade é descrita no argumento de José António Barreiros, que Carlos Barradas transformou em banda desenhada, eficientemente, em estilo realista, recriando com rigor uma Lisboa antiga - até o já desaparecido Hotel Aviz, onde viveu o magnata arménio Calouste Gulbenkian -, baseado visivelmente em fotografias da época, que trabalhou graficamente de forma eficaz.

(Álbum com a chancela da editora "O Mundo em Gavetas", Data da edição: 2007)
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Os interessados em visitar as anteriores 15 vistas de Lisboa desenhadas por autores de BD, poderão fazê-lo clicando sobre o item Lisboa na Banda Desenhada, inserida no rodapé

sábado, junho 25, 2011

Lisboa na Banda Desenhada (XV)
















 
Rui Lacas, autor de BD, é lisboeta, por isso são tão fidedignas as várias imagens de Lisboa que inclui na biografia dos Sétima Legião em banda desenhada, em mais um volume da colecção BD Pop-Rock português.

Bom conhecedor da sua (nossa) cidade, Rui Lacas (aliás, Rui Miguel Rodrigues, Lisboa, 1974) mostra malhas urbanas que raramente são focadas na BD, por não serem muito características de Lisboa, mas que correspondem aos locais a que estão ligados vários dos elementos da banda, bem como responsáveis da Fundação Atlântica, editora alternativa com quem se estrearam.

Daí que surjam várias perspectivas das avenidas novas, incluindo a estátua de Stº António, na Praça de Alvalade, o cinema Alvalade (entretanto desaparecido) e até pastelarias/cafés/restaurantes tradicionais do bairro, casos das pastelarias Luanda e Suprema - locais de encontro da juventude dos finais da década de setenta e inícios de oitenta, em que pontificava a figura orelhuda de Miguel Esteves Cardoso, um dos responsáveis da citada Fundação Atlântica -, terminando o passeio figurativo num conhecido edifício da Avenida de Roma, um dos "arranha-céus" lisboetas da época...
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Os interessados em ver as quatorze imagens de Lisboa anteriores nesta rubrica, poderão fazê-lo clicando no item Etiquetas: Lisboa na Banda Desenhada, visível aqui por baixo no rodapé.
Irão visionar aspectos da cidade da autoria de (por ordem decrescente):


Aude Samama
Juan Cavia
Philippe Aymond
Luís Correia
Ricardo Cabrita
Filipe Alves
Ana Saúde
C. Moreno
António Jorge Gonçalves
Filipe Andrade
Ricardo Cabral
Zé Paulo
Victor Mesquita

terça-feira, outubro 26, 2010

Lisboa na Banda Desenhada (XIV)









Lisboa, enquanto cenário urbano, é um permanente desafio para os autores de banda desenhada. 

A francesa Aude Samama - que esteve no passado fim de semana no 21º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora - vem acrescentar uma desenhadora, o que é caso quase inédito, a essa extensa lista de autores que focam a capital portuguesa nas suas obras.

Lisbonne Dernier Tour, com desenhos de Samama e argumento do argentino Jorge Zentner, traça a biografia de um prestidigitador chamado Tosechi, que após atingir o zénite da fama acaba por resvalar para uma situação decadente. A concretização gráfica serve-se de um estilo pictórico próximo da pintura, atingindo grande beleza plástica.

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Aude Samama
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Síntese biobibliográfica

 
Aude Samama, 1977, Paris.


Diplomou-se pela Escola Superior de Imagem, em Angoulême.
Em Portugal foi editado, em 2008, um álbum intitulado Amália Rodrigues, onde se incluiam dois cd's com fados complementados por uma bd em vinte pranchas, a cores, de género biográfico incidindo sobre a fadista, sendo texto e desenhos de sua autoria.
Bibliografia
"Lisbonne Dernier Tour" - edição de Les Impressions Nouvelles-2010
"Amália Rodrigues" - edição portuguesa de BDFado, pertencente à colecção BDWorld da editora francesa Nocturne-2008
"L'Intrusion" - Editora Rackham-2008
"Pasteur" - Editora Le Seuil Jeunesse-2007
"Bessie Smith" - Editora Nocturne, álbum com cd's, incluído na colecção BDJazz-2006
"En série" - Editora Frémok-2002

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 Lisboa na Banda Desenhada