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sexta-feira, janeiro 29, 2016

Obras Literárias em BD - Visualizando Citações, edição brasileira




Visualizando Citações é o título de um livro de BD editado no Brasil.

A proposta, segundo Octávio Aragão - professor e romancista brasileiro - é "fisgar trechos de livros de autores diversos e, a partir desses excertos, desenvolver pequenos contos gráficos, ilustrados por artistas tão talentosos quanto imprevisíveis".

A ideia é inquestionavelmente atractiva, e Milena Azevedo, historiadora e com certeza leitora compulsiva, extraiu excertos de romances de nomes com tanto prestígio na literatura como os de Jean Paul Sartre, José Saramago, Hermann Hesse, Honoré de Balzac, Lawrence Durrel, Tolstoi, Gogol, HP Lovecraft, Ray Bradbury, Jack Kerouac, Henry Miller, Luís Fernando Veríssimo, entre vários outros menos sonantes.

E em seguida desenvolveu um trabalho de guionista (roteirista, como dizem os brasileiros), de todos esses romancistas que, em última análise, foram, à partida, os argumentistas - esta é uma opinião muito pessoal - a cujas obras foi extrair pedaços (guiões) para as 31 curtas de BD que preenchem a surpreendente obra.

A prova da sua qualidade, tanto nas tramas ficcionais como na sua concretização em figuração narrativa ficou comprovada pelo facto de ter sido finalista na categoria de Publicação Independente de Grupo, para o respectivo troféu no categorizado evento HQ Mix realizado em 2014 no Brasil.

Um pormenor que merece a nossa especial atenção é o facto de um português autor de banda desenhada, João Mascarenhas, ter colaborado no livro com o episódio "Passado Exposto", em que aparecem como autores dois nomes: o do consagrado José Saramago em dupla com alguém, para mim desconhecido, que usa o pseudónimo Biquini Cavadão.
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JOÃO MASCARENHAS
  
Biobibliografia

João Manuel Gregório Mascarenhas, Luanda, 11 de Julho de 1960.


J. Mascarenhas, como costuma assinar, é um autor premiado de banda desenhada, sobretudo conhecido pelas Aventuras do O Menino Triste e pela série mangá, Butterfly Chronicles

Cientista de profissão, o João é também surpreendentemente alto, fã do Tintim, e pai.



Livros de Banda Desenhada:

O Menino Triste, Mini Álbum BD
João Mascarenhas | Extractus, 2001 | ISBN 972-98789-2-7

O Menino Triste – Os Livros, Mini Álbum BD
João Mascarenhas | Extractus, 2005 | ISBN 989-20-0025-0

O Menino Triste – A Essência
Prefácio de José Luís Peixoto | Qual Albatroz, 2008 | ISBN: 978-989-95581-1-3

O Menino Triste – Punk Redux
Prefácio de Soo Catwoman | Qual Albatroz, 2011 | ISBN: 978-989-95581-5-1

Butterfly Chronicles – Crónica Primeira: Hanako
João Mascarenhas | Qual Albatroz, 2013 | ISBN: 978-989-95581-8-2 (PT), 978-989-98573-6-0(EN), 978-989-98573-9-1(JP)

Butterfly Chronicles – Crónica Segunda: Manabu
João Mascarenhas | Qual Albatroz, 2013 | ISBN: 978-989-8696-04-5 (PT), 978-989-8696-05-2(EN), 978-989-8696-08-3(JP)




Fanzines Editados:

CYBER EXTRACTUS #0 (Fanzine Electrónico/CD)
Extractus, 2001

CYBER EXTRACTUS #1 (Fanzine Electrónico/CD)
Extractus, 2003

1907/2007: 100 – Un Hommage à Hergé, Filme de animação e BD (DVD+BD)
Extractus, 2007

BDLP#1
João Mascarenhas e Olindomar Estúdio, 2011

BDLP#2
João Mascarenhas e Olindomar Estúdio, 2012

BDLP#3 (Prémio Nacional de BD Amadora BD 2013 / Nomeado para melhor BD alternativa no Festival de BD de Angouléme)
João Mascarenhas e Olindomar Estúdio, 2013




Colaborações e Outras Publicações:

Tratamento Térmico dos Aços (em BD)
AFTEM, 1992 (Lisboa)

The Volund Saga
Universidade de Bradford, 1994 (UK)

Várias Bandas Desenhadas no Tertúlia BDzine
Tertúlia BDzine, 1996 até hoje

24h – Volta a Portugal em BD
Instituto Português da Juventude | Terminal, 2006

Várias Bandas Desenhadas no Jornal Mundo Universitário
Jornal Mundo Universitário, 2006/07

Venham +5, nº5
Bedeeca de Beja , 2008

Smutny Chlopiec- Esencja (O Menino Triste – a Essência)
Polónia | LAMPA , 2009

Smutny Chlopiec (O Menino Triste)
Timof Comics, Polónia | Ziniol #4 , 2009 | ISSN 1899-1521

Smutny Chlopiec 2: Ksiazki (O Menino Triste – Os Livros)
Timof Comics, Polónia | Ziniol #5 , 2009 | ISSN 1899-1521

Celacanto n.º 1 – dedicado ao Albatroz
Qual Albatroz, 2009 | ISBN: 978-989-95581-2-0

Celacanto n.º 2 – dedicado ao Lobo
Qual Albatroz, 2010 | ISBN: 978-989-95581-3-7

BDNA – BDs, Revista Biologia e Sociedade
OBio , 2009/11

Galática”, BD bilingue P/JP, Revista Waribashi #27
Revista Waribashi , 2010

O Infante Portugal e a Íntima Capitulação
José de Matos-Cruz | Apenas Livros, 2010 | ISBN 978-989-618-296-0

O Infante Portugal e as Sombras Mutantes,
José de Matos-Cruz | Apenas Livros, 2012 | ISBN 978-989-618-368-4




Prémios:

  • Melhor Fanzine no Prémio Nacional de Banda Desenhada AmadoraBD em 2013
  • Melhor Fanzine no Prémio Nacional de Banda Desenhada AmadoraBD em 2006
  • Melhor BD Curta no IV Troféu CentralComics em 2006
  • Melhor Fanzine no I Troféu CentralComics em 2001
  • Prémio BD XII Salão Livre de Humor Nacional de Oeiras em, 1999
  • Menções Honrosas nos 1º e 3º Concursos de B.D. de Loulé em 1992 e 1994
  • Nomeação para melhor BD alternativa no Festival de BD de Angouléme – BDLP#3 – 2014
  • Nomeação Melhor Argumento AmadoraBD 2012 – Punk Redux
  • Nomeação Melhor Desenho e Melhor Argumento AmadoraBD 2009 – A Essência



Exposições:

  • 2012 – Exposição central do AmadoraBD 2012
  • 2010/2011/2013 – Luanda Cartoon, Angola
  • 2010 – “Punk Redux” , AmadoraBD 2010
  • 2008 – “O Menino Triste- A Essência”, FIBDA 2008
  • 2005 – “O Menino Triste- Os Livros”, FIBDA 2005
  • 2003 – Exposição Colectiva “ODISSEIA”, FIBDA 2003
  • 2003 – “Coimbra na Banda Desenhada” – Museu da Física Coimbra
  • 2001 – Exposição Colectiva “EXTRACTUS” – Universidade Lusófona
  • 2000 – Exposições Colectivas do Grupo de BD/ Cartoon Extractus em:
    • Casa Vieira Guimarães – Tomar
    • Junta de Freguesia de Benfica – Lisboa
    • Centro Comercial Fonte Nova – Lisboa
  • 1995 – “A 2ª Guerra Mundial na B.D.”, C.P.B.D., Museu da República e Resistência, Lisboa
  • 1987 – Exposição do Centenário da Associação Académica de Coimbra
  • 1986 – Exposição Anual do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra
  • 1977 – Exposição de B.D., Liceu Nacional de Faro
E-mail: j.mascarenhas[at]netcabo.pt
O blogue do Menino Triste
O blogue dos Butterfly Chronicles


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Os interessados em ver/ler as bandas desenhadas que se inserem no tema Literatura em BD, poderão fazê-lo clicando nesse item visível em rodapé

quarta-feira, novembro 19, 2014

Saramago em BD - A Viagem do Elefante







João Amaral é um autor de BD que gosta de transformar em imagens sequenciais, vulgo banda desenhada, grandes obras literárias. 

Depois de o ter feito com "A Voz dos Deuses", de João Aguiar, consolidou o gosto por este género de tarefas exigentes, e ei-lo que, após dois anos e meio de trabalho intenso, apresenta em adaptação à BD "A Viagem do Elefante", romance de José Saramago.

Em conversa com o casal João Amaral e Cristina Amaral, fiquei a saber que tinha sido ela que, após leitura do romance, aconselhou o marido a lê-lo também. Cristina é uma leitora compulsiva, conhece bem o marido, sabe que ele tem capacidade para se abalançar a este tipo de tarefas exigentes e muito trabalhosas. A reacção de João Amaral foi entusiástica ao longo da leitura do romance e, conforme me disse em conversa casual, as imagens começaram de imediato a formar-se na sua imaginação. 

Assim, sob o efeito ainda da leitura, lançou-se à concretização gráfica. 
Claro que a passagem para figuração narrativa de uma extensa obra literária por um único autor representa um trabalho imenso, estou a referir-me às várias e exigentes tarefas de adaptar para guião o texto original de José Saramago, que é o verdadeiro argumento; em seguida esboçar num layout cento e vinte pranchas, cada uma delas com várias vinhetas - veja-se a prancha aqui ao lado -, depois passá-las a tinta, em seguida fazer a legendagem, tanto as legendas didascálicas sob as vinhetas, como as que têm de ser inseridas dentro dos balões de fala. E, finalmente, colorir todas as pranchas (repito: cento e vinte!), ou seja, fazer a arte final.

Após todo este trabalho ecléctico - uma banda desenhada, quando feita por um único autor, exige que ele seja polivalente, o que é o caso de João Amaral -, teve ainda o trabalho de capista, isto é, fazer uma ilustração para a capa, e só então deu por terminada a obra, que demorou a realizar, como acima já ficou dito, cerca de dois anos e meio, numa média de oito horas de trabalho por dia, considerando o pormenor de que houve pranchas que levaram uma semana a fazer (quanto tempo terá levado José Saramago a escrever o romance?).

"A Viagem do Elefante" em BD está enfim pronta, e será posta à venda no próximo dia 21 do corrente mês de Novembro em todas as livrarias do país.

Quanto ao lançamento oficial, está previsto para mais tarde, em data e local a divulgar em devido tempo.
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JOÃO AMARAL

Biobibliografia

 

João Carlos Saraiva Amaral, Lisboa, Novembro de 1966. Frequentou o 2ºano do Curso de Gestão de Empresas do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa - ISCTE, e possui um curso de Design Gráfico assistido por computador.                             

A sua entrada na banda desenhada, em 1994, foi pela porta grande, como inferirá do título do seu primeiro álbum, A Voz dos Deuses, quem tiver lido o romance homónimo de João Aguiar, base para a adaptação literária realizada por Rui Carlos Cunha..

Cinco anos depois colabora na revista Selecções BD (2ª série) com a banda desenhada a preto e branco, Quid Novi in Imperium? - Que Há de Novo no Império?, dividida em dois capítulos, intitulando-se o primeiro O Fim Coroa a Obra, e Dias de Cólera o segundo, publicados naquela revista em Agosto de 1999 e Junho de 2000, respectivamente.

Meses mais tarde, nessa mesma 2ª série de Selecções BD, entre Dezembro de 2000 e Fevereiro de 2001, foi publicada outra obra sua, tal como a anterior também a preto e branco, intitulada O Fim da Linha, para cujo argumento João Amaral se baseou num antigo filme, protagonizado por Gary Cooper e Grace Kelly, "O Comboio Apitou Três Vezes", um "western", mas localizando a acção da banda desenhada numa vila portuguesa .

Missão Quase Impossível é o título do episódio que realizou em sete pranchas, sob argumento de Jorge Magalhães, para a obra homenageante Vasco Granja - Uma Vida... 1000 Imagens, editada em Maio de 2003.

Em 2006 volta a ser editado em álbum, dessa vez com A História de Manteigas no Coração da Estrela.

Foi-lhe publicada mensalmente, a partir de Abril de 2006, a bd O Gui, a Nô... e os Outros, a preto e branco, no jornal paroquiano A Cruz Alta, da igreja de Sintra. João Amaral usou o pseudónimo "Joca", e a banda desenhada teve argumento de Isabel Afonso, que assinava como "Gui", tendo terminado em Outubro de 2008.

Posteriormente, já no seu blogue http://joaocamaral.blogspot.com 

criou, desta vez "a solo", em tiras, a 24 de Dezembro de 2010, outra série aparentemente infantil, intitulada "Fred & Companhia", mas de vincado carácter crítico e satírico, que também está visível numa importante rede social, no endereço http://facebook.com/fredecompanhia 

No seu blogue, o dinâmico autor tem reproduzido bandas desenhadas inicialmente publicadas na revista Selecções BD, que aparecem igualmente no jornal Alentejo Popular, na rubrica "Através da Banda Desenhada" (sob coordenação de Armando Corrêa/Luiz Beira), onde já foi reproduzida a bd Ok Corral (com argumento de Jorge Magalhães), em 2008.

Antes, em Fevereiro de 2007, realizara numa só prancha o episódio Sonhos para a obra colectiva "Príncipe Valente no século XXI", publicada no fanzine Efeméride (nº2).
 

Quid Novi in Imperium? - Que Há de Novo no Império?, banda desenhada de grande fôlego, que teve início nas Selecções BD, com os dois primeiros episódios, e que ficou incompleta por desaparecimento daquela revista, tem tido continuidade na blogosfera, com o seguinte alinhamento:
"Acabou a Representação", 3º episódio (10 pranchas), em 11 de Janeiro de 2010
"Ao Homem!" 4º episódio (12 pranchas), em 19 e 20 de Janeiro de 2010
"O Dente do Lobo" (9 pranchas), em 4, 5, 6 e 7 de Maio de 2010, sendo que este último episódio foi igualmente publicado no citado jornal Alentejo Popular em 2012.   

Ao nível mais elevado de edição da BD, ou seja, na publicação em álbum, este prolífico autor tem também as seguintes obras: Bernardo Santareno (2006), História de Fornos de Algodres (2008), Cinzas da Revolta (2012) e A Viagem do Elefante (2014).


Excepto Cinzas da Revolta, excepcionalmente assinada por um pseudónimo, Jhion, e feita sob argumento de Miguel Peres, todas as restantes obras publicadas em álbum são de sua completa autoria.

João Amaral foi o Convidado Especial da Tertúlia BD de Lisboa em Maio de 1999.      

                                                              Geraldes Lino
Foto de Cristina Amaral 
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Os interessados em ver/ler as bandas desenhadas que se inserem nos temas Literatura em BD e Preview, poderão fazê-lo clicando nesses itens visíveis em rodapé

domingo, março 02, 2014

Teaser (II) - BD "Entrudo" - José Smith Vargas e Raul Brandão - Literatura em BD (II)


Estamos no Carnaval. Ou no Entrudo, como também se dizia em tempos idos - mas a palavra caiu em desuso na oralidade, como tantas outras.

Há algo de artificial nestes festejos, de alegria com data marcada. E mais artificiais se sentem os folguedos carnavalescos, quando as condições de vida se deterioram, o desemprego aumenta e os jovens (e não só) emigram em massa, os reformados são atingidos com cortes nas pensões, e o país está irremediavelmente endividado.

É um pouco também o que se passava em 1922 - apenas sem troika - num 19 de Fevereiro, dia de Entrudo, era Domingo tal como hoje, mas foi há noventa e dois anos e alguns dias.

Raul Brandão, português e escritor, descreve na sua obra "Os Operários", uma realidade que não difere muito da de hoje. embora dramatizada ao limite.

Na última vinheta da terceira prancha desta banda desenhada, que José Smith Vargas está a adaptar do romance de Raul Brandão, as legendas são elucidativas: "A atmosfera é de tragédia"; "Portugal vai morrer?"; "No Entrudo?"; "Sente-se que isto caminha passo a passo para a agonia".

José Smith Vargas afirma, em caracteres de corpo mais pequeno sobre o título, que a adaptação da citada obra literária será em texto quase integral. E já tem realizadas oito pranchas no seu blogue (*), de onde retirei estas três (afinal, um simples teaser), visíveis acima, com a devida vénia ao talentoso ilustrador/autor de BD.

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José Smith Vargas 

Síntese biobibliográfica


José Smith Vargas, Lisboa, 1981

Formou-se na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha.
Ilustrador, muralista, designer, autor e leitor de banda desenhada. 

Publicou BD e ilustração em edições da Associação Chili com Carne, na Revista Buraco e em inúmeras outras publicações, jornais, fanzines, blogues, etc.. 

Fez cartazes, designadamente para o Concurso de BD da Associação Cultural Alagamares, de Sintra.
Naquela associação dirigiu uma oficina de BD em quatro sessões, destinada a principiantes (apresentada pelo cartaz afixado aqui ao lado).


Dos seus projectos de BD em curso destaca-se a adaptação de textos de Raul Brandão na série "O Fígado da República"; de crónicas sobre a requalificação do bairro da Mouraria; e "As Aventuras de Mário, o Trovador".

Tem tentado levar a influência da BD para outros territórios visuais como cartazes e capas de discos, ultrapassando a natureza sintética e aglomeradora da ilustração, antes explorando instantâneos de sequências, de narrativas inexistentes.

Nas influências, a sua referência principal em termos de autores é a BD franco-belga (clássica e contemporânea):

Edgar P. Jacobs, Jacques Martin, Franquin, François Bourgeon, Jacques Tardi, Christophe Blain, David B., Joann Sfar...

Depois há Pratt, Muñoz, Prado, Bilal, o português Relvas... 


Quanto a personagens, as preferidas vêm da escola autobiográfica americana: Harvey Pekar e Joe Sacco. Autores que se representam nas suas histórias.. No caso de Pekar, escrito por ele e desenhado por outros. 


Em relação a Mário "o trovador", bd em preparação, baseia-se num cantautor e músico de rua, iniciando assim uma série onde traça pequenos retratos da vida e ilustra alguns temas das canções do seu amigo.

(*) Os seus espaços na internet:
josesmithvargas.blogspot.pt
www.behance.net/josesmithvargas



------------------------------ Versão em inglês ------------------------------------

We are at Carnival. Or Shrove Tuesday, as it was also said in times gone by - but the word fell into disuse in orality, like so many others.

There is something artificial in these festivities, of joy due date. And more artificial feel the carnival revelry, when living conditions deteriorate, unemployment rises and the young (and not only) emigrate en masse, pensioners are hit with cuts in pensions and the country is hopelessly in debt.

It's a little too what was happening in 1922 - only without troika - a February 19, Carnival Day, a Sunday like today, but there ninety-two years and some days.

Raul Brandão, portuguese and writer, describes in his book "The Worker", a reality not much different from today. although dramatized the limit.

In the last vignette of the third plank of this comic, that Joseph Smith Vargas is adapting the novel by Raul Brandão, subtitles are instructive: "The atmosphere is tragedy"; "Portugal will die?"; "On Shrove Tuesday?"; " feels that it walks you step by step to the agony. "

José Smith Vargas, in smaller characters on the title body, the adaptation of a literary work is cited in almost full text. And it has already performed eight boards in his blog (*), where I removed these three (after all, a simple teaser), visible above, with proper bow to the talented illustrator / author of BD.

(*) www.josesmithvargas.blogspot.pt

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Blogger's note: There is in this blog a complete comic Joseph Smith Vargas, the label "Short BD (Portuguese Authors)"
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Interested to see / read the previous comics devoted to the topic of this "post", may do so by clicking on the item in Literature BD visible in footer   


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 Nota do bloguer: Há neste blogue uma banda desenhada completa de José Smith Vargas, na etiqueta "Curtas de BD (Autores portugueses)"
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Os interessados em ver/ler a banda desenhada anterior dedicada ao tema do presente "post", poderão fazê-lo clicando no item Literatura em BD visível em rodapé  

segunda-feira, setembro 23, 2013

Literatura em BD (I) - A Lei da Vida (The Law of Life), de Jack London


Hesitei entre integrar a adaptação à banda desenhada desta obra literária do escritor americano Jack London numa nova etiqueta intitulada "Literatura em BD", ou inseri-la na já existente "Curtas de BD".
Optei pela primeira hipótese.

Mas é irrelevante tal pormenor. O que importa, afinal, é poder-se apreciar o profundo sentido humanístico da trama ficcional, criada pelo escritor neste seu conto curto, "The Law of Life", e a estupenda adaptação gráfica de Zenetto, um quase desconhecido para os bedéfilos de hoje.

A Lei da Vida (The Law of Life)
Autor do conto: John Griffith Chaney aka Jack London, 1876/1916
Adaptação à BD por Zenetto (desenhos), Jorge Magalhães (texto), Catherine Labey (legendagem)
Publicação no Almanaque O Mosquito - 1986
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Zenetto

Síntese biobibliográfica 

José Neto nasceu em Lisboa, a 21 de Fevereiro de 1956.

Começou a trabalhar muito cedo, em 1970, na Agência Portuguesa de Revistas como legendador. Ali esteve empregado até 1973, data em que foi extinto o ateliê da APR.
Passou a trabalhar no regime de "free lancer".

Tem bandas desenhadas no suplemento Pim-Pam-Pum, do jornal O Século, colaborou na revista Mundo de Aventuras (5ª série) e no Almanaque O Mosquito (edição anual de 1986).

Foi homenageado na Tertúlia BD de Lisboa em Setembro de 1992.

quinta-feira, julho 26, 2012

Curtas de BD (Autores portugueses - VIII) Sónia Oliveira


A partir de um conto de Apollinaire, Sónia Oliveira realizou uma banda desenhada curta, de singular nível estético.
Os cenários distorcidos que plasmou numa tonalidade sombria, tornam lúgubres os ambientes que servem de fundo a uma trama insólita, por onde perpassa um frémito de terror. O Marinheiro de Amesterdão, personagem da curta novela gráfica, na sua tentativa de negociar sedas que trouxera de Java, vê-se enredado numa teia da qual não conseguirá libertar-se, nem voltará a ver a sua terra natal pela qual tanto ansiava, após três anos de ausência.
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SÓNIA OLIVEIRA

Autobiobibliografia


Sónia Oliveira vive e trabalha em Lisboa, cidade de onde é natural.

Tem desenvolvido ilustração e banda desenhada desde 2004, tendo iniciado em 2006 a sua colaboração com as Edições Nelsondematos, realizando para estas as ilustrações de capas de autores como José Cardoso Pires e Pepetela. 

Foi durante uma estadia de 2 anos em Glasgow que desenvolveu a sua linha de trabalho actual e algumas das suas bandas desenhadas mais importantes.

Foi premiada e seleccionada em diversos concursos e conta com participações regulares em vários fanzines e revistas.

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Os interessados em ver as cinco postagens anteriores deste tema, poderão facilmente fazê-lo clicando no item Curtas de BD (Autores portugueses), visível no rodapé.