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domingo, julho 24, 2011

Música (Bandas, Cantores e Músicos) na BD (II)

A sigla GNR pode eventualmente nada ter a ver com guardas republicanos, antes com músicos, mais concretamente com o Grupo Novo Rock, banda portuense nascida nos inícios da década de 80. E nela, Rui Reininho é o nome que sobressai, identificando o vocalista e escritor de "letras", ambas as vertentes em língua portuguesa, contrariando saudavelmente a habituação à linguagem anglo-saxónica.

Nuno Saraiva integrou-se no espírito - e até no ritmo - de várias das peças que integram este álbum misto de BD e Rock , e será por isso que "Dunas" surge em banda desenhada colorida a cyan, "Muçulmania" em sépia, "Corpos" em magenta, "Julieta Su&Sida" num arroxeado crepuscular.

A componente de banda desenhada inclui, além dos episódios antes citados, "Canil" e "Dois Sentidos", constituindo um álbum de BD de vinte e oito pranchas, estupendo trabalho gráfico de N.S. - também escritor do argumento, legendador das legendas, colorista das manchas de cores -, dedicado a uma banda marcante do Rock português, a comemorar, neste 2011, trinta anos de carreira.

(2º álbum da colecção "BD Pop-Rock Português", editado em Maio de 2011, por "A Bela e o Monstro, Edições Lda.).
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Nuno Saraiva

Síntese biobibliográfica


Nuno Jorge de Avelar Teixeira Saraiva é natural de Lisboa, onde nasceu a 27 de Agosto de 1969. Como habilitações literárias não tem nenhum curso completo, mas sim frequências, nos cursos de Design de Comunicação (IADE), de Design (3º ano na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa - FBAUL) e de Pintura (2º ano, também na FBUL).


Assinando habitualmente com o seu primeiro nome e último apelido, mas usando por vezes pseudónimos (SIR, Ketch, ou simplesmente N.S.), tem bandas desenhadas curtas reproduzidas nas revistas Jornal da BD, Selecções BD, LX Comics, Ai-Ai, estas especializadas em BD. Mas também há colaborações suas em revistas sem serem da especialidade, tais como Ego e Cosmopolitan, e bem assim noutro tipo de publicações, nomeadamente no jornal Combate, no mini-álbum "Transcomix", e na Agenda Cultural (edição da C.M. de Lisboa).


Já está publicado em vários álbuns, com início em 1989 através do título "Os Dias de Bartolomeu", a que se seguiu, em 1995, "Filosofia de Ponta" recolha da publicação que tinha sido feita ao ritmo de duas páginas no semanário Independente, em colaboração com o argumentista Júlio Pinto, com êxito suficiente para que lhe fossem dedicados mais dois álbuns, um em 1998, outro em 1999.


Antes dessas segundas edições, a partir de 1997, e de novo a fazer dupla com Júlio Pinto, Nuno Saraiva desenhou "Arnaldo o Pós-cataléptico" ainda para o citado semanário, obra que posteriormente (1999) foi recolhida em álbum.


Também com Júlio Pinto realizou a desconcertante série "A Guarda Abília", uma agente de polícia muito descontraída e radical, série que teve direito a álbum em 2000.


Neste mesmo ano viu passadas a álbum as "Aventuras Extra Ordinárias dum Falo Barato", que tinha concretizado a solo.


Após o falecimento de Júlio Pinto, em 2000, Saraiva passou a trabalhar com apoio de diferente argumentista - Paulo Patrício - para o semanário Expresso, entre 10 Janeiro 2004 e 6 Novembro 2004, no qual criaram a série "Escrita Fina", usando o habitual esquema de duas páginas a cores para cada episódio.


A solo mais uma vez, Nuno Saraiva lançou-se em 2006 (16 Set.) na tarefa de imaginar argumentos e desenhá-los semanalmente, cada um em duas pranchas coloridas - o que tem feito com talento, imaginação e bastante liberdade criativa - para a revista Tabu, suplemento do jornal Sol, na série intitulada "Na Terra como no Céu", a que pertence o episódio que ilustra o presente "post".


Nascido no bairro bem lisboeta da Mouraria (embora tenha vivido a infância em Almada, pelo que se considera almadense de alma e coração), N.S. colaborou nos dois números já editados pela associação "Animar a Mouraria" do jornal gratuito Rosa Maria, com a série " Vida em Rosa", com uma prancha a cores de meia página em cada número.


Tem participado em vários álbuns colectivos, designadamente "Noites de Vidro", "Amnistia Internacional em BD", "José Muñoz, Cidade, Jazz da Solidão", "Síndrome de Babel e outras estórias", "Para Além dos Olivais" e "Os Putos de Agora Não Sabem Nada do 25 de Abril".


Há colaborações suas em alguns fanzines: "Banda", Boletim do CPBD", "Esponjiforme", "Hips", "Ménage à Trois", este último produzido pelo trio formado por ele próprio, Jorge Mateus e Fernando Relvas.

Após a longa série "Na Terra Como no Céu", este autor ecléctico dedicou-se a um tema inesperado: a biografia do futebolista Eusébio transmitida por cromos - em quadradinhos auto-colantes - para colar na tradicional caderneta. Os cromos estão a ser distribuídos no semanário Sol desde Abril de 2012.


Presentemente, Nuno Saraiva acumula a sua actividade de ilustrador e autor de BD com a de professor de Banda Desenhada e Cartune Político no [Centro de Artes e Comunicação] Ar.Co.


Um panorama bastante completo da série que realizou para o semanário Sol, até 27 Janeiro de 2012, pode ser visto no homónimo blogue "Na Terra como no Céu", no endereço.

http://naterracomonoceu.blogspot.com/

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Os interessados em ver a postagem anterior, poderão fazê-lo se clicarem no item Música na BD, visível em rodapé

terça-feira, maio 17, 2011

Música (Bandas, Cantores e Músicos) na BD (I)







Álbuns de música pop-rock tocada por conjuntos portugueses, incluindo bandas desenhadas biográficas, é uma iniciativa bem-vinda para os aficionados da BD.

Está em causa a colecção que se apresenta sob o título "BD Pop-Rock Português", sendo o número inicial dedicado à banda de música Xutos & Pontapés, ilustrada por uma banda desenhada em vinte e oito páginas a cores, da autoria de Alex Gozblau. Além dos desenhos, é dele o argumento/guião, inspirado na biografia daquela importante banda.

Trata-se de uma edição de A Bela e o Monstro, Edições Lda. e Tugaland, sob licença de Éditions Nocturne, empresa que também lançara, em 2005, a colecção BD JAZZ, igualmente valorizada por biografias dos músicos feitas em banda desenhada. Aliás, esta edição é já uma tentativa que se segue à encetada em 2008 (com lançamento no 19º Festival de Banda Desenhada da Amadora), que teve seguimento com vários álbuns gradualmente postos à venda na FNAC do Chiado (que eu tenha visto). Desta feita vai ser um conjunto de quinze álbuns, a serem distribuídos conjuntamente com os Diário de Notícias e Jornal de Notícias, um cada 6ª feira.
Convém esclarecer que esta peça - álbum com CD e 28 páginas de banda desenhada - já tinha tido uma anterior edição, mas diferente na gravação musical, para o que a própria editora chama a atenção: "Cerco Nova Gravação".

Um aspecto que para mim é irritante, e redutor para a banda desenhada, é o facto de os álbuns incluirem vários textos (neste caso escritos por António Sérgio, Tózé Brito, Pedro Félix e Pedro Teixeira), acerca das bandas musicais e/ou dos cantores, e nem um único parágrafo sobre os autores das bandas desenhadas.
Para suprir essa recorrente lacuna, escrevo eu um pequeno apontamento biobibliográfico (embora limitado pelo facto de Alex Gozblau não gostar de dar elementos pessoais para publicação).
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ALEX GOZBLAU

Síntese biobibliográfica                               

Alex Gozblau* (Perugia, Itália, 1971) é ilustrador e autor de banda desenhada, com colaboração espalhada por livros, revistas e jornais.

A sua primeira experiência na BD foi como argumentista, ao elaborar a trama para a bd Gente Como Nós, publicada em dez tiras, desenhadas por João Fazenda para o jornal Público, em 1999, por ocasião dos 25 anos do 25 de Abril.

Ainda na área da escrita,é dele o argumento da novela gráfica Março, desenhada por Miguel Rocha e editada em álbum em 2000.

Continuando a sua actividade ano após ano, em 2001 surge uma nova bd, dessa vez de sua completa autoria, com o título Auto-retrato com tempo ao fundo, impressa na revista Pública, suplemento do jornal Público, bd dedicada à preguiça, incluída numa série de bandas desenhadas sobre o tema "Sete Pecados Capitais", para o qual colaborou de novo, ao escrever a história A Divina Karelias, que representava a soberba, com imagens de João Fazenda.

A banda desenhada que Alex considera a sua primeira intitulou-se Exercício #1, mas publicada apenas em 2002 na revista Quadrado (nº1).

Em 2008 colaborou num projecto colectivo, um livro intitulado Vencer os Medos, com argumento de João Paulo Cotrim.

Ainda em 2008 fez a bd em vinte e oito pranchas que seria incluída no álbum dedicado à banda musical de Pop-Rock Xutos & Pontapés, reposto no mercado este ano 2011, no passado dia 29 de Abril. Foram daí extraídas as imagens que ilustram esta postagem (quatro pranchas e a capa do álbum).
Numa área artística diferente, a do Cinema de Animação, assinou, em colaboração com João Fazenda, o filme Café, também em 2008.

Em Dezembro de 2009 surge um livro com bandas desenhadas de autores vários, intitulado Portimão Como Se Faz Uma Cidade - edição da Câmara Municipal de Portimão -, sendo de sua autoria o episódio Depois do Fim, em dez páginas a cores.

*Gozblau é pseudónimo
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Para a postagem ficar mais completa, aqui ficam as datas de publicação, bandas musicais e/ou cantores individuais, além dos autores das respectivas bandas desenhadas:

Volume 1 - 29/4 - Xutos e Pontapés - BD de Alex Gozblau
Vol. 2 - 6/5 - GNR - BD de Nuno Saraiva
Vol. 3 - 13/5 - Jorge Palma - BD de Susa Monteiro
Vol. 4 - 20/5 - UHF - BD de Pedro Brito
Vol. 5 - 27/5 - Trovante - BD de Maria João Worm
Vol. 6 - 3/6 - António Variações - BD de Daniel Lima
Vol. 7 - 10/6 - Sétima Legião - BD de Rui Lacas
Vol. 8 - 17/6 - Pop Dell'Arte - BD de Fernando Martins
Vol. 9 - 24/6 - Rui Veloso - BD de Vasco Gargalo
Vol 10 - 1/7 - Rádio Macau - BD de Luís Lázaro
Vol. 11 - 8/7 - Clã - BD de Tiago Albuquerque
Vol. 12 - 15/7 - Jafumega - BD de Afonso Ferreira
Vol. 13 - 22/7 - Trabalhadores do Comércio - BD de Pedro Pires e André Caetano (desenhos), Hugo de Jesus (argumento e legendagem)
Vol. 14 - 29/7 - Delfins - BD de Adolfo Ana
Vol. 15 -5/8 - Heróis do Mar - BD de António Jorge Gonçalves