sábado, abril 07, 2007

Castelos na Banda Desenhada (XVII) - Fictícios - Autor: Coq (sob argumento de Goscinny)

Imagem (em suave matiz azul*) de banda desenhada em traço de Coq, ilustrando argumento de Goscinny

O castelo (fictício) que vem aumentar a galeria já extensa de Castelos na Banda Desenhada foi extraído da obra de índole biográfica e antológica Les Archives Goscinny - La Fée Aveline - 1967-1969.
A vinheta inicial (em ligeira tonalidade verde*) de La Fée Aveline (A Fada Aveline), que começa como sempre começam as hisórias de fadas: "Era uma vez um país encantado..."

A curiosidade desta obra La Fée Aveline é a de ser praticamente desconhecida dos bedéfilos em geral, e até mesmo, em particular, dos admiradores do escritor-argumentista Goscinny. Isto porque a série La Fée Aveline (desenhada por Coq, pseudónimo do espanhol Luis Garcia Gallo) foi impressa originalmente na revista Jours de France, e a reprodução neste livro Les Archives Goscinny significa o resultado da recuperação das pranchas publicadas e praticamente esquecidas nas páginas da citada revista.

*Nota em relação ao colorido dos dois excertos gráficos reproduzidos: as suaves tonalidades com que se apresentam as imagens foram realizadas propositadamente para a obra citada. A banda desenhada foi publicada originalmente a preto e branco, tal como aparece nalgumas páginas do livro "Les Archives Goscinny".

A propósito de Goscinny (que, mesmo não sendo o desenhador do castelo, é o elemento mais importante do duo), uma muito breve síntese biobibliográfica:
René Goscinny, Paris, 1926-1977. Foi prolífico argumentista, tendo a seu crédito a criação ficcional e literária de numerosas séries de banda desenhada, a primeira das quais se intitulou Jehan Pistolet, seguida por várias outras, algumas de reconhecida qualidade e merecida popularidade. Eis uma lista (incompleta):
Luc Junior, Sylvie, alguns episódios para as Belles histoires de l'Oncle Paul, Bill Blanchart, Signor Spaghetti, Strapontin, Oumpah-Pah, Iznogoud, Lucky Luke e, claro, Astérix.
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"Post" remissivo
Sobre "Castelos na Banda Desenhada" há dezasseis textos anteriores. Os bedéfilos (amigos da BD) e os castelófilos (amigos dos castelos) podem visitá-los, virtualmente, usando a ajuda da "muleta" Archives.
Datas de publicação e nomes dos autores:

(XVI) Dez. 13 - Fictício - Autor: Richard Felton Outcault
(XV) Nov. 16 - Lisboa - Autor: Artur Correia (sob argumento de António Gomes de Almeida)
(XIV) Out. 4 - Santarém - Autor: Pedro Massano
(XIII) Agosto, 14 - Monsanto - Autor: Andreia Rechena
(XII) Agosto, 4 - Fictício (8) - Autor: Carlos Roque
(XI) Julho, 13 - Sabugal - Autor: Manuel Morgado (sob argumento de Marcos Osório
(X) Julho, 7 - Fictício (7) - Autor: Bilal
(IX) Maio, 26 - Fictício (6) - Autor: Walter Booth
(VIII) Abril 20 - Castelo de Almada - Autor: Victor Borges (sob argumento de J. Machado-Dias)
(VII) Fev.10 - Fictício (5) - Autor: F. de Felipe
(VI) Jan.18- Fictício (4) -Autor: Moebius
(V) Jan.06- Fictício (3) - Autor: José Morim
2006 (Daqui para cima)

(IV) Dez.22- Fictício - Autor: Harold Foster
(III) Nov.17 - Castelo de Trancoso-Autor: Fernando Santos Costa
(II) Nov.10 - Castelo de Faro-Autor: José Garcês
(I) Nov.7 - Fictício - Autor: António Vaz Pereira
2005 (Daqui para cima)

domingo, abril 01, 2007

Álbuns de BD imprevisíveis e difíceis de obter - "Aquaventura em Almada"(IV) - Autores: Carlos Laranjeira, Paulo Rebelo e Isabel Laranjeira

Capa do álbum "Os Agentes S.M.A.S. numa Aquaventura em Almada", sendo os desenhos da autoria de Carlos Laranjeira e Paulo Rebelo, a cor de Carlos Laranjeira, argumento e textos científicos de Isabel Laranjeira.

Trata-se de obra de carácter didáctico, sendo a sigla S.M.A.S. respeitante, na realidade, aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (do Município de Almada).
A segunda prancha da obra, onde se toma contacto com a família de agentes da S.M.A.S., que vivem no planeta "Augá" da galáxia "Pinganochão"

De um dos autores, Carlos Laranjeira, podem ser lidos alguns elementos biográficos no "post" anterior dedicado à Tertúlia BD de Lisboa, onde ele vai ser o Convidado Especial na próxima 3ª feira, a primeira de Abril.

Título da obra: Os Agentes S.M.A.S numa Aquaventura em Almada
Autores: Carlos Laranjeira, Paulo Rebelo e Isabel Laranjeira
Álbum brochado, formato A4, com capa a cores e BD a cores em 40 páginas de papel "couché"
Tiragem: 5000 exemplares
1ª edição: Março de 2006
Editor: S.M.A.S de Almada
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Mais "posts" acerca deste tema Álbuns imprevisíveis e difíceis de obter podem ser localizados na coluna "Archives" nas seguintes datas:

Fev. 9 - Everest - Autor: Ricardo Cabral
2007 (Daqui para cima)

(II) Set. 1 - As Bodas de D. Dinis e Isabel de Aragão em Trancoso - Autor: Santos Costa
(I) Ag. 8 - O Passeio de Inês - Autores: Carlos Rocha (desenho), José Carmo (arg.)
2006

Tertúlia BD de Lisboa - 270º Encontro - 3 de Abril

Programa que será distribuído na próxima 3ª feira, dia 3 de Abril, a todos os participantes na Associação Informal Tertúlia BD de Lisboa

Quando ampliado, neste pequeno folheto formato A5 poder-se-á ver o nome do Convidado Especial, Carlos Laranjeira.
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CARLOS LARANJEIRA

Síntese biobibliográfica

Carlos Manuel da Silva Laranjeira nasceu em Lisboa, em 1970. tem o curso de Design Gráfico obtido na ESBAL (actual FBAUL).
Carlos Laranjeira (nome artístico com que assina) é especialmente reconhecido no Cartune, área artística onde já obteve vários prémios, e em que é colaborador do jornal desportivo Record desde 1990.
Na Banda Desenhada realizou para o jornal Correio da Manhã uma tira diária sob o título Sousa, Santos, e Silva durante cerca de seis meses. Tem também a seu crédito umas peças bastante originais: alguns convites de casamento em banda desenhada.
Até ao momento, a sua obra mais importante na BD é Os Agentes S.M.A.S. numa Aquaventura em Almada.
Trata-se de um álbum com conteúdo didáctico, impresso em quadricromia, com desenhos da dupla Carlos Laranjeira e Paulo Rebelo, coloridos por Carlos Laranjeiro, sob texto científico de Isabel Laranjeira, numa edição datada de Março de 2006.

No "post" colocado por cima deste (ou a seguir a este, outra maneira de dizer), há elementos acerca deste imprevisível álbum de banda desenhada.
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"Post" remissivo
Acerca da Tertúlia BD de Lisboa podem ser lidos outros textos nas datas:

2007 - Março 6
2006 - Dez. 19, Nov. 3, Set. 29, Set. 2, Jul. 28, Jul. 1, Jun. 3, Abril. 24, Março, 30, Março 2
2005 - Dez. 19, Nov.30, Out.28, Set. 29, Set.3, Jul. 31
O "post" de 2005, Julho 31, primeiro acerca deste tema, tem um texto bastante extenso onde se fica com uma ideia mais clara do que é e como funciona esta Associação Informal Tertúlia BD de Lisboa.

sexta-feira, março 30, 2007

BD portuguesa nos jornais (LIII) - Mundo Universitário - Autor: Pedro Nogueira

Prancha da banda desenhada autoconclusiva "A Faculdade de Esquecer", da autoria de Pedro Nogueira
in jornal semanal gratuito Mundo Universitário - nº 62, 26 Março

Esta bd é a 52ª publicada ao longo de dois anos de apoio do jornal Mundo Universitário à BD portuguesa, publicada em condições excepcionais: grande formato (próximo do A3) e a cores.
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"Post" remissivo
Outras bandas desenhadas podem ser vistas em postagens anteriores, nas datas abaixo indicadas:
Março 23 - José Lopes (M.U. nº 61)
" 16 - Zé Paulo (M.U. nº 60)
" 7 - Lam (M.U. nº 59, 5Março)
" 1 - Ricardo Correia (desenho), André Oliveira (argumento), Ana Maria Baptista (colorido) (M.U. nº 58, 26Fev.)
Fev.12 - Pedro Zamith (M.U. nº 57, 12 Fev.)
" 7 - Nazaré Álvares (MU nº 56, 5 Fev.)
" 7 - Marco Mendes (MU nº 55, 29 Jan.)
Jan. 23 - Ângela Gouveia (MU nº 54, 22 Jan.)
" 16 - Filipe Goulão (MU nº 53, 15 Jan.)
2007 - (lista acima)
Dez.6- A.Rechena
Nov.28 - José Lopes
" 21 - Pedro Alves
" 14 - Nuno Saraiva
" 8 - Pedro Morais
Out.31 - Ricardo Ferrand
" 24 - Algarvio
" 17 - Ricardo Cabral
" 11 - Álvaro
" 5 - Pedro Massano
Set.27 - Derradé
" 24 - Nuno Saraiva
Ainda em 2006, mas após as "férias grandes" (entre 8Jun. e 24Set, lapso de tempo em que o MU não foi editado), a lista de colaboradores vê-se daqui para cima
Jun.8 - Estrompa
Maio 31 - António Valjean
" 24 - Pedro Nogueira
" 20 - Zé Manel
" 16 - Ricardo Cabral e Jorge Cabral
" 12 - Pepedelrey
" 4 - J.Mascarenhas
Abril 5 - Cheila
Março 29 - Pedro Morais
" 20 - Júcifer (Joana Figueiredo)
" 15 - Pedro Nogueira
Fev.14 - A.Rechena
" 8 - Derradé
Jan.19 - Pedro Alves
2006 (lista acima)
Dez.12 - Álvaro
Nov.24 - Luís Valente
" 15 - Paulo Marques e Bruno Silva
Out.28 - Fritz
" 13 - Francisco Sousa Lobo
2005 (Lista acima. Neste ano houve mais autores publicados no MU, mas cujas pranchas não foram reproduzidas aqui no blogue).

domingo, março 25, 2007

Afonso Henriques, Álvaro Cunhal, António Salazar, dos três qual o maior português? A Banda Desenhada tem a sua perspectiva


A visão lúcida e sarcástica do autor-artista Nuno Saraiva, numa excelente banda desenhada autoconclusiva em duas pranchas
in TABU, revista/suplemento do semanário SOL, de 23 Fev. 07

Claro que uma forma de arte inteligente e crítica, como é a Banda Desenhada (só os incultos e medíocres a depreciam) teria de apresentar uma perspectiva mordaz acerca do tão controverso concurso "Grandes Portugueses", que visa encontrar, através de mensagens de telemóvel tipo SMS, aquele que o público considera o mais importante entre os "Grandes Portugueses" de sempre.

Consta que a ideia foi importada da conspícua (ma non troppo, pelo que se vê...) BBC. E, ao que parece, a dita British Broadcasting é considerada intocável e acima de qualquer crítica, ou seja, qualquer projecto televisivo que nasça lá, por mais estapafúrdio, adquire automaticamente, entre os responsáveis da televisão do Estado, o estatuto de intocável. O que não é o caso desta vez, de forma alguma, na minha opinião.

Mas como o processo se pôs em andamento, neste país pacóvio onde sempre se copiou a estranja, vamos ver hoje - vamos, salvo seja, eu não conto ligar o caixote -,mas verá quem quiser, estamos em Democracia (coitada, o que lhe obrigam a engolir aqueles que nunca a desejaram), o sensacional embate entre Afonso, Álvaro e António (de há uns anos para cá, é assim, pelo nome próprio e não pelo apelido, que se tratam os concorrentes, mesmo que sejam idosos, se calhar é para ser mais democrático, e eu não quero destoar).

Sensacional embate esse que ditará, para a eternidade - pelo menos até ao próximo concurso, talvez aquele onde se vote "qual o concurso televisivo mais estúpido de sempre" - ditará, dizia, quem entre os três (parece que) mais votados até agora, Afonso, Álvaro ou António, ou, usando os apelidos como era usual AC.TV (Antes dos Concursos da TV), os candidatos Henriques, Cunhal ou Salazar, vai ser entronizado "post mortem" pelos portugueses.
Engraçada e original banda desenhada, da autoria de José Nunes
blog: os-dedos.blogspot.com
in revista Atlãntico, Março 07
Os tais que uma sujeita loura que falava (matraqueava) na televisão, quando se referia àqueles espectadores (que ela generalizava para "os portugueses") que se davam ao trabalho de votar no concorrente que teria de sair da "Casa", se a Carla Vanessa Conceição, se o Alberto do Jardim das Bananas.
Aliás, por falar em bananas: se aquela ilha, que ainda é Portugal, fosse mais populosa, em vez de um trio seria um quarteto a disputar a honra desta eleição bacoca: Afonso, Alberto, Álvaro, António, por ordem alfabética, respeitosamente.

sexta-feira, março 23, 2007

BD portuguesa nos jornais (LII) - Mundo Universitário - Autor: José Lopes

Prancha da banda desenhada autoconclusiva "A Primeira Aparição do Homem Branco aos Nativos Americanos", da autoria de José Lopes
in semanário Mundo Universitário nº 61 de 19 Março 07

Até agora já foram publicadas 51 bandas desenhadas, uma em cada número (excepto em alguns dos primeiros, porque ainda não tinha iniciado a minha colaboração, e mais duas falhas), do jornal gratuito Mundo Universitário, que começou por ter periodicidade quinzenal e passou, a certa altura, a semanal.
Por isso, volto a dizer (não digo "volto a repetir" porque, obviamente, isso constitui um pleonasmo bacoco, do qual alguns políticos, e não só, usam e abusam) a frase já quase "slogan":
"O jornal Mundo Universitário é, hoje em dia, a grande montra da banda desenhada portuguesa". Isto atendendo à quantidade e variedade de autores que já colaboraram na sua rubrica BD. Só lhe faz sombra uma publicação especializada: o BDJornal - justiça lhe seja feita - porque, embora actualmente com periodicidade trimestral, tem dado relevante divulgação à BD lusa.
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"Post" remissivo
Outras bandas desenhadas podem ser vistas em postagens anteriores, nas datas abaixo indicadas:

Março 16 - Zé Paulo (M.U. nº 60)
" 7 - Lam (M.U. nº 59, 5Março)
" 1 - Ricardo Correia (desenho), André Oliveira (argumento), Ana Maria Baptista (colorido) (M.U. nº 58, 26Fev.)
Fev.12 - Pedro Zamith (M.U. nº 57, 12 Fev.)
" 7 - Nazaré Álvares (MU nº 56, 5 Fev.)
" 7 - Marco Mendes (MU nº 55, 29 Jan.)
Jan. 23 - Ângela Gouveia (MU nº 54, 22 Jan.)
" 16 - Filipe Goulão (MU nº 53, 15 Jan.)
2007 - (lista acima)

Dez.6- A.Rechena
Nov.28 - José Lopes
" 21 - Pedro Alves
" 14 - Nuno Saraiva
" 8 - Pedro Morais
Out.31 - Ricardo Ferrand
" 24 - Algarvio
" 17 - Ricardo Cabral
" 11 - Álvaro
" 5 - Pedro Massano
Set.27 - Derradé
" 24 - Nuno Saraiva

Ainda em 2006, mas após as "férias grandes" (entre 8Jun. e 24Set, lapso de tempo em que o MU não foi editado), a lista de colaboradores vê-se daqui para cima

Jun.8 - Estrompa
Maio 31 - António Valjean
" 24 - Pedro Nogueira
" 20 - Zé Manel
" 16 - Ricardo Cabral e Jorge Cabral
" 12 - Pepedelrey
" 4 - J.Mascarenhas
Abril 5 - Cheila
Março 29 - Pedro Morais
" 20 - Joana Figueiredo (Júcifer)
" 15 - Pedro Nogueira
Fev.14 - A.Rechena
" 8 - Derradé
Jan.19 - Pedro Alves
2006 (lista acima)

Dez.12 - Álvaro
Nov.24 - Luís Valente
" 15 - Paulo Marques e Bruno Silva
Out.28 - Fritz
" 13 - Francisco Sousa Lobo
2005 (Lista acima. Neste ano houve mais autores publicados no MU, mas cujas pranchas não foram reproduzidas aqui no blogue).

segunda-feira, março 19, 2007

Festivais, Salões BD e afins - (Lisboa) - 1º Festival de Banda Desenhada de Lisboa, organizado pelo CPBD em 19 Março 1982, evento pioneiro no género em Portugal


Pequeno cartaz (formato A4), da autoria de Luís Faria (ex Luís Nunes), realizado para divulgação do evento bedéfilo pioneiro português, realizado em Lisboa

O primeiro Festival de Banda Desenhada de Lisboa inaugurou-se no dia 19 de Março de 1982. Há vinte e cinco anos, precisamente.

Como se pode ver pelo cartaz que ilustra este "post" (e desculpe-se ao grafista aquele erro ortográfico - que muito me irritou na altura - de na palavra Francês ter usado um "ç" antes da vogal "e", erro que ainda hoje continua a ser frequente...), o evento decorreu entre 19 e 28 de Março, na antiga FIL, aproveitando um espaço disponível no andar superior, aquando da realização do certame "Nauticampo".

O lançamento de uma iniciativa desse tipo há muito que existia no pensamento dos dirigentes do Clube Português de Banda Desenhada - CPBD (de que este bloguista fazia parte), que tinha sido fundado em 28 de Junho de 1976, como colectividade amadora, privada, e sem intuitos lucrativos.

A oportunidade acabou por surgir, na sequência de uma reunião na FIL entre membros das entidades Embaixada de França, Livraria Bertrand e CPBD. Embora a intenção inicial, defendida pelo representante da Bertrand, Vasco Granja, fosse apenas a montagem de uma exposição de banda desenhada franco-belga e portuguesa, o representante do CPBD (por acaso, o autor destas linhas) lançou a ideia de se alargar o âmbito do acontecimento e elevá-lo à categoria de festival.

Como principal responsável das actividades paralelas às exposições previstas, o Clube, além da mostra de BD portuguesa, encarregou-se de promover diversos colóquios, mesas redondas e sessões de "BD ao Vivo".
Tomando por modelo o pormenor relevante da existência de troféus em festivais congéneres, com relevo para o "Yellow Kid" de Lucca, em Itália (evento pioneiro europeu), e o "Alfred" de Angoulême (posteriormente substituído pelo "Alph'Art"), o CPBD imediatamente criou um troféu a que deu o nome de "Mosquito", em homenagem àquela emblemática revista portuguesa.


Imagem do troféu "O Mosquito", retirada da capa da revista Selecções BD (nº 22-1ª série), publicação classificada, através de votação entre os sócios do CPBD, como "Melhor revista de BD do ano de 1988", troféu entregue à editora "Meribérica/Liber" no 8º Festival de Banda Desenhada - Lisboa 89

Esse troféu passou desde então a ser atribuído anualmente a quem se distinguisse na edição e realização de banda desenhada - neste caso, desenhadores e argumentistas -, aos mais antigos autores com obra de mérito, à melhor banda desenhada, e também a quem prestasse valioso contributo jornalístico à BD, uma ideia inédita na época.

Em 1987, a Direcção do CPBD resolveu criar um troféu chamado "Vinheta", na intenção de galardoar a melhor banda desenhada e o melhor fanzine de cada ano. Também nisto o CPBD criou precedentes em Portugal.

Voltando ao festival: ao nível de localização, devido a dificuldades de vária ordem, o evento teve sempre uma vida errante (facto repetido, algo surpreendentemente, em anos recentes, pelo Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada, isto apesar de organizado pela Bedeteca de Lisboa, equipamento cultural com apoio da Câmara Municipal de Lisboa). 
Esse carácter ambulatório fica patente com a descrição dos locais que o Festival do CPBD utilizou, após os primeiros cinco anos na FIL (em que o espaço foi minguando gradualmente e ter decidido, após esse período inicial, procurar novo poiso); consequentemente, em 1987, na 6ª edição, deslocou-se para o Forum Picoas, graças ao apoio da organização "Regiforum". No ano seguinte, o festival voltou à FIL; em 1989, nova mudança, desta vez para o Espaço Poligrupo, da Rádio Renascença. Em 1990, na sua 9ª edição, regressou ao Forum Picoas. Mas no ano seguinte, devido à imprevista exigência ao CPBD de pagamento de incomportável quantia, o clube viu-se na contingência de procurar nova localização, que acabou por ser no belo edifício do Palácio da Independência (ao Rossio), em instalações cedidas gratuitamente pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal - SHIP.

No começo, o espaço atribuído ao festival era extremamente limitado; dois anos depois, as condições melhoravam de forma substancial, visto que passava a realizar-se no Salão Nobre e numa dependência adjacente; em 1995, o evento era mudado para diferente local, com piores condições, menos espaço, e exigência de pagamento, daí ter-se efectuado, pela última e definitiva vez, em 1996.

Tal irregularidade, tanto de localização como de datas (estas sempre dependentes das disponibilidades dos locais onde se ia realizando), impediram uma maior divulgação e implantação definitiva como realização artística e cultural.

Apesar destas limitações, mais as de índole económica da entidade organizadora que sempre afectaram o CPBD, o festival possibilitou aos apreciadores portugueses, a oportunidade de contactarem pessoalmente, pela primeira vez em território nacional, com figuras europeias de grande prestígio:
Jean (Moebius) Giraud, Jean-Claude Forest, Claude Moliterni, Danie Dubos, Jesus Blasco, Antonio Hernandez Palacios. Mas também Bilal e Christin, vindos a Portugal em 1986 a convite da Embaixada de França, a fim de participarem na "BDBOOM" (exposição de Banda Desenhada efectuada em simultâneo no CAM-Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian e no Palácio Foz), acabaram por colaborar na quinta edição do festival. 
É de referir que Bilal realizou uma impressionante sessão de "BD ao Vivo", só comparável à que no mesmo local (FIL) protagonizara Moebius, em 1982, num inesquecível "tac-au-tac" com Carlos Barradas.

Por tudo isto, pode afirmar-se que este evento anual, malgrado a sua pequena dimensão, já começava a ser reconhecido, essencialmente pelo público bedéfilo de Lisboa, como elemento importante na divulgação da banda desenhada.
Infelizmente, por cansaço, desânimo, e até desmoralização de alguns dos membros mais activos do clube, o Festival de Banda Desenhada de Lisboa teve a sua última edição, a décima quinta, em 1996.

sexta-feira, março 16, 2007

BD portuguesa em jornais (LI) - Mundo Universitário - Autor: Zé Paulo

Prancha da banda desenhada autoconclusiva "A Velha Ratazana", da autoria (argumento e desenho) de Zé Paulo
in semanário Mundo Universitário nº 60, de 12 Março 07

Zé Paulo (José Paulo Simões) é um autor consagrado, que se tornou conhecido na revista Visão (de BD), publicada entre Abril de 1975 e Maio de 1976. Colaborou posteriormente no semanário "O Fiel Inimigo" (que simplificou mais tarde o título para "O Inimigo"), com uma prancha de BD todas as semanas, enquanto existiu o jornal.
Colaborou também no fanálbum que eu editei, sob o título "Novas 'fitas' de Juca & Zeca".
Com a simplicidade (e modéstia, nem sequer assinou a prancha acima reproduzida) que o caracteriza, prontificou-se de imediato a colaborar na página de BD do Mundo Universitário, um jornal que, entre autores novos e consagrados, se vai consagrando como abrangente montra da figuração narrativa portuguesa.

(Mais detalhes biobliográficos acerca deste autor podem ser lidos e visionados na entrevista que lhe fiz o ano passado, no "post" datado de Junho 30, 2006).
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"Post" remissivo
Outros autores publicados em jornais, maioritariamente no Mundo Universitário, podem ser vistos em postagens anteriores, nas datas abaixo indicadas:

Março 7 - Lam (M.U. nº 59, 5Março)
Março 1 - Ricardo Correia (desenho), André Oliveira (argumento), Ana Maria Baptista (colorido) (M.U. nº 58, 26Fev.)
Fev.12 - Pedro Zamith (M.U. nº 57, 12 Fev.)
Fev. 7 - Nazaré Álvares (MU nº 56, 5 Fev.)
Fev. 7 - Marco Mendes (MU nº 55, 29 Jan.)
Jan. 23 - Ângela Gouveia (MU nº 54, 22 Jan.)
Jan. 16 - Filipe Goulão (MU nº 53, 15 Jan.)
2007 - (lista acima)

Dez.6- A.Rechena
Nov.28 - José Lopes
Nov.21 - Pedro Alves
Nov.14 - Nuno Saraiva
Nov.8 - Pedro Morais
Out.31 - Ricardo Ferrand
Out.24 - Algarvio
Out.17 - Ricardo Cabral
Out.11 - Álvaro
Out.5 - Pedro Massano
Set.27 - Derradé
Set.24 - Nuno Saraiva
Ainda em 2006, mas após as "férias grandes" (entre 8Jun. e 24Set, lapso de tempo em que o MU não foi editado), a lista de colaboradores vê-se daqui para cima

Jun.8 - Estrompa
Maio 31 - António Valjean
Maio 24 - Pedro Nogueira
Maio 20 - Zé Manel
Maio 16 - Ricardo Cabral e Jorge Cabral
Maio 12 - Pepedelrey
Maio 4 - J.Mascarenhas
Abril 5 - Cheila
Março 29 - Pedro Morais
Março 20 - Joana Figueiredo (Júcifer)
Março 15 - Pedro Nogueira
Fev.14 - A.Rechena
Fev.8 - Derradé
Jan.19 - Pedro Alves
2006 (lista acima)

Dez.12 - Álvaro
Nov.24 - Luís Valente
Nov.15 - Paulo Marques e Bruno Silva
Out.28 - Fritz
Out.13 - Francisco Sousa Lobo
2005 (Lista acima. Neste ano houve mais autores publicados no MU, mas cujas pranchas não foram reproduzidas aqui no blogue).

quarta-feira, março 14, 2007

BD portuguesa em revistas não especializadas (XIX) - P'Almada - Autor: Serrano

"Organização", uma banda desenhada da série "Almíscaro", com desenho e argumento de Serrano
in revista P'Almada nº 10 - 2007

O novel autor Serrano continua a arquitectar meandros ficcionais para o herói Almíscaro a que ele próprio deu corpo bidimensional. Desta vez põe-no a protagonizar um retorcido episódio banda-desenhístico com ressonâncias kafkianas e forte sentido crítico.
Tudo acontece quando Almíscaro se decide naturalizar-se (já o tinha visto anteriormente em bd de Serrano, mas não sabia tratar-se de um natural de Marraquexe; na BD vai-se conhecendo uma personagem a pouco e pouco, é tradição recorrente); mal sabia ele, Almíscaro, que até tinha consultado o website do Ministério, que se iniciava ali um inenarrável "diálogo de surdos", com terríveis consequências.
Depois do que lhe aconteceu, como será possível voltar a ver o Almíscaro em novo episódio? O herói está nas mãos do todo poderoso autor.
Aconselha-se sinceramente aos visitantes deste blogue tentarem coleccionar a revista P'Almada porque, além dos episódios da citada bedê, comporta ainda variados motivos de interesse.

P'Almada
#10 - Março 2007
Revista de distribuição gratuita
Formato A4 - Impressa em papel "couché", 24 páginas, incluindo capa e contracapa, totalmente a cores
Direcção: António Matos - Vereador dos Serviços de Acção Sóciocultural, Desporto, Turismo e Informação
Coordenação geral: Ester Margarida Nunes, Andreia Pedro, Miguel Nuno Vargas e Sofia Lino (Divisão da Juventude)
Câmara Municipal de Almada
Endereço electrónico: revista.palmada@gmail.com

domingo, março 11, 2007

Lisboa na Banda Desenhada (V) - Alfama, recantos do bairro lisboeta - Autores: Filipe Andrade (desenho), Filipe Pina (cor)

Imagens do bairro lisboeta de Alfama, pelo traço de Filipe Andrade e cor por Filipe Pina
in BDjornal nº 17, Ano II, Fev./Março 2007

As vinhetas acima reproduzidas, sob o (excelente) traço de Filipe Andrade, sob argumento, e também colorido (ambas as componentes de muito boa qualidade), de Filipe Pina, surgem integradas na prancha inicial do 2º capítulo - parte 1 - da invulgar obra de banda desenhada "BRK", em publicação contínua no BDjornal.

BDjornal esse que, nunca é de mais repetir, constitui a mais corajosa iniciativa editorial dos últimos tempos, cujo, teimosa e persistentemente, vai sobrevivendo no agonizante panorama das edições periódicas de BD no portugalito-quintal-ibérico.
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"Post"remissivo
Deste mesmo tema podem ser vistas entradas nas datas seguintes da coluna "Archives":

(IV) Fev. 9 - Bairro dos Olivais com espaços verdes à vista - Autor: Ricardo Cabral
2007 - Daqui para cima

(III) Julho, 18 - Terreiro do Paço submerso - Autor: António Jorge Gonçalves
(II) Junho, 19 - Elevador de Santa Justa - Autor: Zé Paulo
(I) Maio, 21 - Torre de Belém e Convento do Carmo vistos em picado - Autor: Victor Mesquita
2006 - Daqui para cima

Mangá "made in" Portugal (V) - Autor: Hugo Teixeira

Prancha do capítulo 2, "Sempou", da bd "Os monótonos monólogos de um vagabundo", da autoria de Hugo Teixeira
in
BDjornal nº 17, Ano II, Fev./Março 2007


Hugo Teixeira é um dos já numerosos bedéfilos entusiasmados com as mangás (por outras palavras, as bandas desenhadas essencialmente de origem japonesa, embora, como se vê, também já haja autores europeus a cultivar o estilo). 
Com a particularidade,referenciadamente ao jovem Hugo de, possivelmente, ter passado de leitor-visionador a autor-artista. Com sensibilidade e inteligência suficientes para não se limitar a repetir alguns dos estereótipos das mangás (os olhos redondos, tipo "bambi" disneyano, e as grandes bocas vazias). Teixeira assimila o que há de mais positivo na corrente gráfica nipónica. Muito bem.
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"Post" remissivo
Há outros textos e imagens sobre o tema Mangá "made in" Portugal:

(III) Dez., 8 - Autor(a): Vanessa Nobre
(II) Julho, 8 - Autores: Pedro Roxo Nogueira (desenho), Paula Cunha (argumento)
(I) Junho, 28 - Autores: Ana Freitas (desenho), Nuno Duarte (argumento)
2006 - Daqui para cima

Banda Desenhada portuguesa em publicações periódicas de BD (I) Autor: Filipe Andrade

Prancha do 2º capítulo da banda desenhada BRK, da autoria completa de Filipe Andrade
in BDjornal nº 17, Ano II, Fev./Março 2007

Nas páginas da publicação bimestral BD Jornal, no já um tanto em desuso sistema de "continua no próximo número", mantém-se disponível para visionamento a obra, a cores, titulada "BRK", criada em autoria única por Filipe Andrade, jovem autor pleno de potencialidades.

sábado, março 10, 2007

BD portuguesa em revistas não especializadas (XVIII) - Underworld - Autor: Ricardo Reis (desenho), André Oliveira (argumento, Ana Baptista (colorido)

Prancha inicial da banda desenhada "Pietá", da autoria de Ricardo Reis (desenho), André Oliveira (argumento) e Ana Baptista (cor)

Banda desenhada publicada na "Underworld - Entulho Informativo", nº 22, com data de Inverno 06/07.

Eis mais uma publicação gratuita, com a muito boa tiragem de 9000 exemplares, já no Ano XI de existência, que, com frequência, surpreende visualmente à conta das capas com que se apresenta. Como acontece, desta vez, com a ilustração de Pedro Zamith. E, em vezes anteriores, com outros artistas de talento, nomeadamente João Maio Pinto.

2ª prancha (e última) da bd "Pietá"

Falando da bd de que aqui se reproduzem as duas pranchas (com a devida vénia aos editor e director da revista), ela seria para continuar, como se depreende da frase "E a saga continua", com que termina a última prancha. Todavia, nada de concreto me sabe dizer André Oliveira, argumentista e líder do trio de autores. De facto, tudo depende do interesse do editor da revista "Underworld - Entulho Informativo" na continuação desta narração figurativa com execução gráfica de qualidade a merecer apoio.
Note-se que deste trio de autores, dois deles André Oliveira, argumentista, e Ana [Maria]Baptista, responsável pela coloração, já foram anteriormente apresentados aqui no blogue, num "post" datado de 1 de Março, na rubrica "BD portuguesa nos jornais (LIII) - Mundo Universitário", com a banda desenhada "Styrofoamworld", em que apenas mudava o autor do desenho, que era Ricardo Correia. Tudo gente universitária, apreciadora de BD.
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"Post" remissivo
Exemplos anteriores de bedês publicadas em revistas alheias à Banda Desenhada, indicando-se a data do "post" para facilitar a pesquisa na coluna "Archives"
(XVII) Março 6 - Motociclismo - Autor: Luís Pinto-Coelho
(XVI) Fev. 27 - Jazz.pt - Autor: C. Zingr (Corujo Zíngaro)
(XV) Jan. 23 - Visão Júnior - Autores: Pedro Morais e Luís Almeida Martins
2007 Daqui para cima

(XIV) Dez. 27 - Dominium - Autores: Sub Verso e Bad Kitty
(XIII) Dez. 9 - Revista "C" - Autores: Miguel Rocha e José Carlos Fernandes
(XII) Set. 29 - Textos e Pretextos - Ricardo Pires Machado
(XI) Junho 17 - Ripa na Rapaqueca - Autor: João Ferreira
(X) Maio 6 - Motociclismo - Autor: Luís Pinto-Coelho
(IX) Abril 23 - Underworld - Autor: João Maio Pinto
(VIII) Abril 23 - Revista da Armada - Autor: Antunes
(VII) Abril 23 - Louletano - Autor: E.T.Coelho (reedição)
(VI) Abril 10 - Revista C - Autores: Miguel Rocha e José Carlos Fernandes
(V) Abril 2 - Megajogos - Autor: Algarvio
(IV) Março 13 - Kulto - Autores: Ana Freitas e Nuno Duarte
(III) Março 3 - Gente Jovem - Autor: Algarvio
(II) Fev.25 - Vega - Autor: Richard Câmara(I) Fev. 18 - Periférica - Autores: Hugo Pena e Jorge Pedro Ferreira
2006 - Daqui para cima

sexta-feira, março 09, 2007

BD portuguesa nos fanzines (VIII) - Autor: Ricardo Ferrand

Penúltima prancha da banda desenhada "O Coelho", da autoria de Ricardo Ferrand

Última prancha da bd "O Coelho"

Uma bd sem palavras é uma forma de linguagem universal: tanto pode ser apreciada aqui como na China. Ferrand é exímio neste registo, tanto na BD adulta como na infantil. 
Esta pequena ficção humorística, concretizada em imagem sequencial, foi publicada no fanzine Juvebedê nº36, de Dezembro 2006.

Nota: A prancha inicial está reproduzida no blogue Fanzines de Banda Desenhada, no endereço:
http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com

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"Post" remissivo

Deste mesmo tema há mais bedês e outros autores visionáveis. Basta ir à coluna "Archives" e clicar nas seguintes datas:

(VII) Jan.6 - Autores: João Maio Pinto, Joana Figueiredo, Pedro Zamith, Filipe Abranches, André Lemos, JCoelho, Pepedelrey, Chambel, Feitor& S.G.
2007 - Daqui para cima
(VI) Dez. 20 - Autor: Nuno Sarabando
(V) Nov. 24 - Autor: Paulo Monteiro
(IV) Nov. 12 - Autor: José Lopes
(III) Nov. 9 - Autores: Aires Melo (desenho), Daniel Maia (argumento)
(II) Nov. 1 - Autores: Rui Lacas, Pepedelrey, JCoelho, Pedro Nogueira, Renato Abreu
(I) Out. 14 - Autores: Pedro Figue (desenho), Daniel Maia (argumento)
2006 - Daqui para cima

quarta-feira, março 07, 2007

BD portuguesa nos jornais (LIV) - Mundo Universitário - Autor: Lam

Reprodução da prancha da autoria de Lam
publicada no semanário Mundo Universitário de 5 Março 07

Comecei a fixar o nome Lam (com ressonâncias macaenses) quando se publicava o semanário O Fiel Inimigo (o título acabou por ser simplificado para O Inimigo), onde ele colaborava, juntamente com Nuno Saraiva, Zé Paulo e outros cujos nomes agora não me ocorrem.
Há uns anos acabei por conhecer o João Pedro Lam no Alentejo, em Moura, aquando do respectivo Salão de Banda Desenhada. Convidei-o recentemente a colaborar, com uma bd autoconclusiva numa só prancha, a que ele correspondeu rapidamente: ao fim de uma semana já tinha a obra em meu poder. Aqui está ela para poder ser visionada por quem não consegue arranjar um exemplar do Mundo Universitário - MU, semanário gratuito distribuído por numerosas universidades de norte a sul do país.
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"Post" remissivo
Outros autores publicados neste jornal podem ser vistos em postagens anteriores, nas datas abaixo indicadas:
Março 1 - Ricardo Correia (desenho), André Oliveira (argumento), Ana Maria Baptista (colorido) (M.U. nº 58, 26Fev.)
Fev.12 - Pedro Zamith (M.U. nº 57, 12 Fev.)
Fev. 7 - Nazaré Álvares (MU nº 56, 5 Fev.)
Fev. 7 - Marco Mendes (MU nº 55, 29 Jan.)
Jan. 23 - Ângela Gouveia (MU nº 54, 22 Jan.)
Jan. 16 - Filipe Goulão (MU nº 53, 15 Jan.)
2007 - (lista acima)
Dez.6- A.Rechena
Nov.28 - José Lopes
Nov.21 - Pedro Alves
Nov.14 - Nuno Saraiva
Nov.8 - Pedro Morais
Out.31 - Ricardo Ferrand
Out.24 - Algarvio
Out.17 - Ricardo Cabral
Out.11 - Álvaro
Out.5 - Pedro Massano
Set.27 - Derradé
Set.24 - Nuno Saraiva
Ainda em 2006, mas após as "férias grandes" (entre 8Jun. e 24Set, lapso de tempo em que o MU não foi editado), a lista de colaboradores vê-se daqui para cima
Jun.8 - Estrompa
Maio 31 - António Valjean
Maio 24 - Pedro Nogueira
Maio 20 - Zé Manel
Maio 16 - Ricardo Cabral e Jorge Cabral
Maio 12 - Pepedelrey
Maio 4 - J.Mascarenhas
Abril 5 - Cheila
Março 29 - Pedro Morais
Março 20 - Joana Figueiredo
Março 15 - Pedro Nogueira
Fev.14 - A.Rechena
Fev.8 - Derradé
Jan.19 - Pedro Alves
2006 (lista acima)
Dez.12 - Álvaro
Nov.24 - Luís Valente
Nov.15 - Paulo Marques e Bruno Silva
Out.28 - Fritz
Out.13 - Francisco Sousa Lobo
2005 (Lista acima. Neste ano houve mais autores publicados no MU, mas cujas pranchas não foram reproduzidas aqui no blogue).

terça-feira, março 06, 2007

BD portuguesa em revistas não especializadas (LIV) - Motociclismo - Autor: Luís Pinto-Coelho

Mais uma prancha, mais uma corrida, mais uma aventura, de Tom Vitoín, personagem da autoria de Luís Pinto-Coelho.
in revista Motociclismo, edição de Março 07

Nota: Este autor será hoje o Homenageado da Associação Informal Tertúlia BD de Lisboa. Quem estiver interessado em tomar conhecimento com alguns elementos biográficos dele, pode visitar o "post" anterior.

Tertúlia BD de Lisboa - 269º Encontro

Autocaricatura de Luís Pinto-Coelho, que ilustrou a sua autobiografia quando, em 1995, foi o Convidado Especial da Tertúlia BD de Lisboa

Hoje, que Luís Pinto-Coelho vai ser o Homenageado da tertúlia acima citada, obviamente que, na sua autobiografia actualizada, a autocaricatura está algo diferente - já se passaram doze anos... 

 

LUÍS PINTO COELHO

Síntese biográfica

Luís de Almeida e Vasconcellos Pinto-Coelho (Lisboa, 1959), iniciou-se publicamente na BD em 1990, no Moto-Jornal. 
Dois anos mais tarde, no nº 14 da revista Motociclismo, debutou a série Odisseias de um Motard - Aventuras e Desventuras de um Motociclista Português, que sempre tem mantido à cadência de uma prancha mensal, em episódios autoconclusivos, a cores, com o seu herói Tom Vitoín (nome originado na expressão técnica "V-Twin").
Aquelas "odisseias" estão recolhidas em álbuns (com idêntico título ao usado na revista), editados nos anos 1996, 1999, 2003 (o primeiro, na sua edição inicial, não aparecia numerado, e os outros têm os nºs 2 e 3). 
O nº 4 foi lançado publicamente no dia 4 de Março, apesar de já estar editado desde Janeiro.
Além destes, fez também em 2003, sob argumento de Elisabete Jacinto, "Os Portugas no Dakar", única obra até hoje em que não é autor completo (nas restantes quatro são dele o argumento, o desenho, a legendagem e o colorido).

Em 1995 foi Convidado Especial desta Associação Informal. Doze anos, cento e oitenta e duas pranchas publicadas na já citada revista, e cinco álbuns depois, tem direito a "upgrading", passando ao nível mais elevado através da atribuição do Diploma de Honra, que o classifica como Homenageado da Tertúlia BD de Lisboa.

Nota: A 182ª prancha/episódio autoconclusivo da série, pode ser vista no "post" seguinte, colocado por cima deste.

domingo, março 04, 2007

2º Concurso de BD Infanto-Juvenil de Colares - 2007

Cartaz da autoria de Paulo Marques

Em segunda edição, voltou a acontecer este concurso de BD, numa concepção singular: os participantes têm de fazer uma banda desenhada partindo do papel em branco, ao longo de uma manhã. Após a realização inicial, em 2006, deste desafio dedicado a crianças e jovens, repetiu-se ontem, 3 de Março, sob a égide colectiva das entidades: Associação Cultural Alagamares, Grupo Entropia - Apoio às Artes, Associação Cultural "Primo Canto" e Sport União Colarense, esta a fornecer apoio logístico.
A invulgar iniciativa, levada a cabo em Colares, abrange apenas participantes cujas idades não ultrapassem os dezasseis anos. Desta vez houve 16 concorrentes.
Tal como o ano passado, o início dos trabalhos teve início às 9h00, desenrolando-se até cerca das 14h00. Cada uma das crianças e adolescentes podia fazer a sua bd num máximo de quatro pranchas, em formato A4, a preto e branco ou a cores.
O 1º escalão (dos 13 aos 16 anos), com três concorrentes, teve como vencedor Igor Seabra, de 13 anos.
Nota: Não reproduzo a prancha vencedora, devido à sua escassa qualidade. Se eu tivesse podido ter participado no júri, como aconteceu o ano passado, teria pugnado para que o prémio não fosse atribuído. O concorrente está naquela fase indecisa em que, por via da idade, passou ao escalão seguinte, mas ainda continua a desenhar como se tivesse entre 8 e 12 anos, com a agravante de ter desenhado de forma demasiado desprendida, sem demonstrar brio que lhe valesse o prémio. Menção Honrosa teria sido a minha opinião, apenas para lhe manter o interesse pela BD.
No 2º escalão (dos 8 aos 12 anos), o qual agrupou onze participantes, houve duas vencedoras, ex-aequo:


Tatiana Araújo, de 10 anos, que fez uma bd numa só prancha, a cores, sem título (acima reproduzida).
e Margarida Matos, de 11 anos, autora de uma bd a preto e branco, em duas pranchas, sob o título "Jackson".
O júri foi composto por Paulo Marques (do grupo Entropia), Fernando Wintermantel (da Feira Ecológica de Sintra), Paulo Escoto (da Associação Alagamares) e Edgar Raposo ( da Associação Chili com Carne - CCC).

quinta-feira, março 01, 2007

BD portuguesa nos jornais (LIII) - Mundo Universitário - Autores: Ricardo Correia (des.), André Oliveira (arg.), Ana Maria Baptista (cor)

Reprodução da banda desenhada autoconclusiva Styrofoamworld, da autoria de Ricardo Correia (desenhador e arte-finalista), André Oliveira (argumentista), Ana Maria Baptista (colorista)

in semanário Mundo Universitário, nº 58 - 26 Fev 07
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"Post" remissivo
Outros autores publicados neste jornal podem ser vistos em postagens anteriores, nas datas abaixo indicadas:
Fev.12 - Pedro Zamith (M.U. nº 57, 12 Fev.)
Fev. 7 - Nazaré Álvares (MU nº 56, 5 Fev.)
Fev. 7 - Marco Mendes (MU nº 55, 29 Jan.)
Jan. 23 - Ângela Gouveia (MU nº 54, 22 Jan.)
Jan. 16 - Filipe Goulão (MU nº 53, 15 Jan.)
2007 - (lista acima)
Dez.6-A.Rechena
Nov.28-José Lopes
Nov.21-Pedro Alves
Nov.14-Nuno Saraiva
Nov.8-Pedro Morais
Out.31-Ricardo Ferrand
Out.24-Algarvio
Out.17-Ricardo Cabral
Out.11-Álvaro
Out.5-Pedro Massano
Set.27-Derradé
Set.24-Nuno Saraiva
Ainda em 2006, mas após as "férias grandes" (entre 8Jun. e 24Set, lapso de tempo em que o MU não foi editado), a lista de colaboradores vê-se daqui para cima
Jun.8-Estrompa
Maio 31-António Valjean
Maio 24-Pedro Nogueira
Maio 20-Zé Manel
Maio 16-Ricardo Cabral e Jorge Cabral
Maio 12-Pepedelrey
Maio 4-J.Mascarenhas
Abril 5-Cheila
Março-29 -Pedro Morais
Março-20-Joana Figueiredo
Março-15-Pedro Nogueira
Fev.14-A.Rechena
Fev.8-Derradé
Jan.19-Pedro Alves
2006 (lista acima)
Dez.12-Álvaro
Nov.24-Luís Valente
Nov.15-Paulo Marques e Bruno Silva
Out.28-Fritz
Out.13-Francisco Sousa Lobo
2005 (Lista acima. Neste ano houve mais autores publicados no MU, mas cujas pranchas não foram reproduzidas aqui no blogue).

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Autor de BD como personagem da sua banda desenhada (IX) - C.Zngr (Carlos "Zíngaro")



 
C. Zngr (ou Corujo Zíngaro, como assinava há uns anos), desenhando-se a si próprio, como personagem de BD, na série "Carne Viva"

 in revista Jazz.pt, nº 10, de Jan./Fev. 07



Um detalhe da primeira vinheta, com caricatura do próprio autor da banda desenhada "Carne Viva", que aqui assina simplesmente como C. Zngr

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Deste mesmo tema, abrangido pela rubrica "Autor de BD como personagem da sua banda desenhada", podem ser vistos mais exemplos nos "posts" a seguir mencionados (datas e autores):

(VIII)-Set. 11 - Art Spiegelman
(VII) - Ag. 29 - Nuno Markl
(VI) - Ag. 20 - Pedro Morais (desenhador), Luís Almeida Martins (argumentista)
(V) - Jul. 7 - Augusto Trigo
(IV) - Jun. 26 - Nuno Saraiva
(III) - Maio, 5 - Robert Crumb
2006 (daqui para cima)
(II) - Nov. 16 - João Maio Pinto (desenhador), Esgar Acelerado (argumentista)
(I) - Out. 25 - Uderzo (desenhador), Goscinny (argumentista)
2005 (daqui para cima)

BD portuguesa em revistas não especializadas (LIII) - Jazz.pt - Autor: C. Zingr

A preto e branco, a banda desenhada autoconclusiva componente da série "Carne Viva", cuja segunda prancha, assinada por C. Zngr, aparece reproduzida na revista bimestral Jazz.pt #10, de Jan./Fev. 07

Claro que a quem lhe conhece o estilo, tanto faz que assine C. Zngr, como também tanto faz que no topo da página tenha desaparecido o C., porque detectamos de imediato o autor-artista da banda desenhada, Carlos Corujo "Zíngaro", obviamente.
Os editores chamam-lhe "cartoon", dá mais sainete esta palavra estrangeira, digo eu, do que banda desenhada. Mas claro que, tendo as imagens sequencialidade, estamos em presença de BD, e estamos em presença do regresso de Corujo Zíngaro, visto que a sua colaboração nesta área já se tinha iniciado no número anterior da citada revista.Primeira prancha da série criada por C.Zngr sob o título "Carne Viva", publicada na revista Jazz.pt #9, de Nov./Dez.06

Para quem conhecer Carlos "Zíngaro" apenas enquanto músico, e ficar com interesse em o conhecer nas suas outras facetas de ilustrador (banda-desenhista e cartunista), tem neste blogue uma entrevista, num "post" publicado em 15 de Junho de 2006. Essa entrevista englobou-se numa série que realizei, durante o ano de 2006, a nove autores (*) que se notabilizaram na revista Visão (doze números apenas, dedicada à moderna BD portuguesa, publicada entre Abril de 1975 e Maio de 1976.

(*) Victor Mesquita (Maio, 30), Pedro Massano (Maio, 31), Isabel Lobinho (Junho, 13), Corujo Zíngaro (Junho, 15), Zé Paulo (Junho, 30), Carlos Barradas (Julho, 9), J.L.Duarte (Set. 12), Nuno Amorim (Nov. 26) e Zepe (Dez. 31).

Também falei da própria revista em dois 2 "posts", datados de 10 e 11 Dez. 06

domingo, fevereiro 25, 2007

Estética e Convenções Gráficas da BD - Picado e Contrapicado (IX) - Autor: Kája Saudek

Prancha da banda desenhada, com data de 1969, intitulada Muriel a andelé (Muriel e os anjos), da autoria de Kája Saudek.

A prancha acima reproduzida está visível na exposição "Ceský Komiks", e inclui-se no catálogo bilingue (idiomas checo e inglês) que foi distribuido na Bedeteca de Lisboa (e de que restam lá ainda exemplares).
O motivo de ter separado esta imagem do "post" relativo àquela exposição tem a ver com o facto de ser bom exemplo da estética do "picado". Ainda um pormenor curioso: o artista-autor coloca-se, como observador, no mesmo plano das personagens, Muriel e o anjo. Cujo, aparentemente, demonstra um carinho bastante terreno por Muriel...
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"Post" remissivo
Textos anteriores dedicados ao tema Picado e Contrapicado (datas e autores), visíveis no "Arquivo":

(VII) Jun.11 - Autor: Joe Sacco
(VI) Maio 13 - Autor: Victor Mesquita
(V) Maio 9 - Autor: Moebius
(IV) Maio 7 - Autor: Rui Lacas
(III) Abr.11 - Autor: Gibrat
(II) Abr.11 - Autor: Gibrat
(I) Março 17 - Autores: Phil Gimenez e Andy Lanning
2006 (daqui para cima)

sábado, fevereiro 24, 2007

Ceský Komiks, banda desenhada checa na Bedeteca de Lisboa

Capa do catálogo bilingue (em checo e inglês), com exemplos da BD Checa, distribuído na Bedeteca de Lisboa (ainda lá há alguns exemplares)

Inaugurou-se hoje, 24 de Fevereiro, pelas 16h, uma exposição que nos traz uma amostra, bastante representativa, da Banda Desenhada Checa. Estará patente ao público na Bedeteca de Lisboa (Bairro dos Olivais), com entrada gratuita, até 15 de Abril. Horário daquele equipamento cultural da Câmara Municipal de Lisboa: de segunda a sexta, das 10h00 às 19h00.
Uma das pranchas em exposição

O comissário da exposição, Petr Stepán, que veio expressamente de Praga - com o apoio da Embaixada da República Checa - fez uma conferência sobre Banda Desenhada Checa, tendo-a complementado com projecção de imagens em powerpoint.
A imagem que aqui fica, escolhi-a, não por interesse especial meu, mas apenas por querer mostrar alguma das que estão expostas. Isso foi possível graças ao catálogo que Petr Stepán me ofereceu, apenas escrito em checo (diferente do outro, mais pequeno, bilingue checo e inglês, que foi distribuído aos visitantes da inauguração da expo).
Mas há outra prancha, também patente na exposição - além de reproduzida no tal pequeno catálogo bilingue, que vou mostrar no "post" seguinte, por se incluir na rubrica "Estética e Convenções Gráficas da BD - Picado e Contrapicado", que tenho desenvolvido aqui no blogue.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Concurso de BD para todas as idades - Moura 2007

Cartaz-anúncio, em adaptação gráfica de Carlos Rico, para o 14º Concurso de Banda Desenhada e "Cartoon", organizado em complementaridade com o 16º Salão BD de Moura
Os desenhadores/autores de BD que ultrapassam a idade considerada juventude, são geralmente discriminados nos concursos de banda desenhada: pura e simplesmente, é-lhes vedada a participação.
Mas, para todas as regras - mesmo as inexplicavelmente injustas, logo, estúpidas - há excepções. E são os organizadores do Salão de BD de Moura que, honrosamente, criam essa excepção: para o Concurso de Banda Desenhada de Moura (já na sua 14ª edição), todos os que fazem BD (ou Cartune) podem concorrer, sem limites de idade.
Parabéns à inteligência e realismo dos alentejanos de Moura!
Vejamos, em resumo, algumas das alíneas do Regulamento deste mourense 14º Concurso de Banda Desenhada e "Cartoon" (*)
(*) Para quando a coragem ortográfica de aportuguesar a palavra "Cartoon" para "Cartune"? Alguém escreve ainda "Foot-Ball", termo original de Futebol?
Exigência especial do concurso : Há tema obrigatório, que é "O Gato"
1º ponto importante: os concorrentes têm de enviar pranchas originais, com obras (bedês ou cartunes) inéditas, identificadas no verso com nome, morada, e-mail e contacto telefónico.
2º aspecto a ter em conta: Bedês ou Cartunes tanto podem ser feitos a cores, como a preto e branco, no formato máximo de 50x50cm (um quadrado? que disparate!), mas os organizadores aconselham , logicamente, para facilitar posterior publicação, os formatos A3 (29,7x42cm de altura) ou A4 (21x29,7cm de altura).
Mínimo e máximo de pranchas ou tiras: entre duas e seis.
3ª chamada de atenção: Tudo o que for executado através de computador terá de ser enviado em CD ou DVD, no programa onde o trabalho foi concebido (photoshop, por exemplo), e em formato TIFF ou JPEG (numa resolução mínima de 300 dpi), acompanhados por impressão digital (a organização prefere escrever "print") de boa qualidade, em papel fotográfico.
4ª exigência, quase desnecessária: Os textos têm de ser apresentados em português. E (chamada de atenção pertinente) fica estipulado que os erros ortográficos (naturalmente, aqueles que se percebe serem devidos a ignorância, e não a mera distracção) serão considerados com peso negativo na apreciação global do júri.
5ª exigência, a cumprir com rigor - Prazo limite de entrega: 20 de Abril (quando as pranchas forem enviadas por correio, faz fé a data do carimbo).
Idades dos concorrentes - No que concerne a este assunto, haverá dois escalões:
A - Para quem tenha 13 e 25 anos (inclusive) à data limite de entrega;
B - Dos 26 anos em diante, sem limite (uma abertura democrática, sim senhor!).
6º aspecto, exactamente um que muito interessa aos concorrentes (ninguém gosta de trabalhar para aquecer), os prémios:
- Melhor Banda Desenhada: €750.00 (+ Colecção de BD + Diploma)
-Melhor Tira: €350.00 (mais o resto já indicado)
-Melhor Cartune: €350.00 (mais idem,idem)
- Melhor obra de autor do Concelho de Moura: €200.00 (mais tal e coisa)
- Prémio Juventude (para distinguir o vencedor entre os que, à data de entrega, tenham entre 13 e 17anos, inclusive):€200 (e mais a colecção de BD, e mais o Diploma; um diploma, para um jovem, é bom incentivo, sim senhor).
Nota animadora: Poderá haver Menções Honrosas (€150.00 + o resto), caso o júri assim o entenda.
Exposição: Ainda a cargo do júri (já lá estive, deu trabalho...) ficará a selecção das obras para serem expostas num dos espaços dedicados à 16ª edição do Salão de Banda Desenhada, de Moura, que terá lugar entre 26 de Maio e 3 de Junho.
Para onde enviar? Todas as obras participantes (BD em pranchas ou tiras, e Cartunes) têm de ser acompanhadas por curto currículo, fotocópia do BI, nº de contribuinte, e enviadas para:
Câmara Municipal de Moura
Gabinete de Informação, Imagem e relações Públicas
14º Concurso de BD e "Cartoon" - Moura 2007
Praça Sacadura cabral
7860-207 Moura
Quaisquer dúvidas podem ser esclarecidas pelos telef. 285 250 493 ou 285 250 400 (ext.5606), ou para o e-mail: mourabd@iol.pt
Para terminar: Há, entre os que gostam de fazer BD, quem já tenha concorrido ao concurso anual do Festival da Amadora, e não entenda os critérios daqueles júris (de que também fiz parte nos primeiros cinco, seis anos). Para esses, aqui fica uma ideia: para júris diferentes, critérios diferentes. Por que não tentar a experiência de mudar da Amadora para Moura?

sábado, fevereiro 17, 2007

Fernando Pessoa em exposição de BD na Faculdade de Belas Artes de Lisboa

 
Uma das pranchas da BD Anunciação, dedicada a Fernando Pessoa. Esta, a segunda, é da autoria de Ricardo Reis (desenho), Cristiano Baptista (cor), e André Oliveira (argumento). 

Continuação (3ª prancha) da obra em BD Anunciação, com fulcro no poeta Fernando Pessoa, desta vez com desenho e cor de Miguel Gabriel, sob argumento genérico de André Oliveira.
Imaginarte é o Núcleo de Ilustração, BD e Argumento da FBAUL-Faculdade de Belas Artes de Lisboa que, com início no ano lectivo do ano passado, tem estado a dinamizar, cultural e artisticamente, aquele estabelecimento de ensino superior.

A actual exposição organizada pelo Imaginarte, instalada no 2º andar do edifício, tem por título a que é considerada a última frase escrita pelo poeta antes da sua morte: Dá-me vinho que a vida é bela, e, como subtítulo, Um Olhar sobre Fernando Pessoa.
A banda desenhada em exposição é composta por cinco pranchas, cada uma delas criada graficamente por um autor diferente: Nuno Frias, Ricardo Reis, Miguel Gabriel, João Leal e de novo Nuno Frias, todos a trabalhar sob texto ficcional de um só argumentista, de seu nome André Oliveira. Era praticamente inexistente, na BD portuguesa, casos destes, de um único argumentista trabalhar com vários autores para uma determinada obra. Mas, de repente, as coisas mudaram: em 2006 surgiu a obra Virgin's Trip, em que colaboraram vários desenhadores (Pepedelrey, JCoelho, Rui Gamito e Rui Lacas) sob argumento de Pepedelrey e guião de Nuno Duarte. Já este ano esquema semelhante voltou a acontecer na banda desenhada colectiva Dias Eléctricos, em que houve um só argumentista, Luís Rainha, para alguns desenhadores.
Claro que este esquema também faz lembrar algo parecido - salvaguardando as devidas distâncias... -, realizado na BD francesa, mas de bem maior dimensão (como se costuma dizer: "à grande e à francesa"): a obra Decálogo, que, como é sabido, são dez tomos desenhados por artistas vários com um único argumentista, o categorizado Giroud).

Após estas considerações, voltemos à mostra da Imaginarte, que inclui igualmente pranchas de Ilustração de vários artistas. Um deles, Paulo Tomaz, desenhou sobre madeira queimada; os restantes, que usam como suporte o tradicional papel, chamam-se Ana Mota Ferreira, Sofia Helena Mota, Ricardo Correia, Sónia Carmo, Luís Duarte, Ana Maria Baptista, Roberto Miquelino, Marina Gonçalves e João Monteiro.

 
Um ângulo da exposição de Banda Desenhada e Ilustração (foto de André Oliveira), no bonito espaço exposicional que a Imaginarte tem estado a dinamizar, desde 2006.
A exposição estará disponível para os visitantes, quer alunos, quer para o público em geral (não há quaisquer problemas na entrada naquela Faculdade, o máximo que poderá acontecer é o visitante não aluno ter de informar o serviço de segurança da finalidade da visita), de 16 de Fevereiro a 2 de Março (entre as 10h e as 18h, de 2ª a 6ª feira)
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Nota: O texto deste "post" foi completado após dois pertinentes comentários do visitante "Enanenes", que podem ser lidos na rubrica "comments". Os meus agradecimentos ao dito cujo visitante (ele também bloguista), pelos seguintes motivos: ser visita assídua do meu blogue, leitor atento e activo, visto que se deu ao trabalho, por duas vezes, de me chamar a atenção para lacunas informativas.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Príncipe Valente - 13 Fev. 1937/13 Fev. 2007 - Setenta anos de uma BD clássica

Vinheta-prancha da obra Príncipe Valente, de grande beleza, tanto pela perfeição do desenho das figuras, como pela sua dinâmica. Obra-prima da Banda Desenhada, da autoria de Harold Rudolf Foster, iniciada em 13 de Fevereiro de 1937, e ainda em publicação, embora já por diferente autor-artista.
"Não encontrei uma única conquista pela força que fosse duradoura. O que é que se mantém ainda das conquistas de Alexandre ou de César? Com as conquistas só se conseguem tristes inimizades. Só utilizarei a minha espada em defesa da liberdade e da justiça!".
Estas as belas palavras do Príncipe Valente, herói de gloriosas e fascinantes aventuras. Salpicadas também por episódios pitorescos, elas contribuiram para introduzir na Banda Desenhada o clima lendário dos grandes feitos da cavalaria medieval, e dos elevados princípios dos seus cavaleiros andantes.

Aguar, rei de uma antiga cidade nórdica de existência incerta, chamada Thule, vê-se obrigado a lutar contra os seus implacáveis inimigos, à frente dos quais está o usurpador Slígon. Mais fortes na circunstância, estes empurram-no para o mar. Como única saída, o rei, a rainha e um principezinho chamado Valente, embarcaram num veleiro, com um pequeno séquito de amigos fiéis, procurando refúgio seguro ao longo das falésias da Bretanha.

Assim começava o episódio inicial da saga do Príncipe Valente, em 13 de Fevereiro de 1937. Para as primeiras impressões, esta cena não era muito favorável, mas em breve elas seriam melhoradas, ao ver-se o pequeno grupo, depois dessa viagem marítima bastante acidentada, combater e vencer os semi-selvagens bretões que os haviam atacado.

Após uma tantas peripécias relativamente breves, o pequeno príncipe de Thule cresce no espaço de apenas alguns episódios. Quando se despede do pai, deixando para trás o país pantanoso, Val é já um desenvolvido adolescente.

Esta transformação, que ocupou um curto período da série, verificou-se entre 13/2/1937 e 24/4/1937, no tempo real. Observando-se a última vinheta da décima-primeira prancha, vê-se que Val já adquiriu o aspecto que o iria tornar famoso ao longo dos anos. Sente-se uma certa pressa na transformação, como se o seu criador tivesse acedido, quase a contra-gosto, em debruçar-se sobre essas fases da infância e adolescência do herói.

Apesar de impaciente, Harold Foster, o criador - autor único de ambas as componentes, argumento e desenho -, não deixa de enriquecer as primeiras páginas com imaginosos episódios. O encontro do protagonista principal com Horrit, a feiticeira, mãe do monstruosos Thorg, é um deles:
"Não há para o homem maior infelicidade do que conhecer o seu futuro", diz-lhe ela. Mas a curiosidade de Val desobedece à lúcida advertência, e ouve o que Horrit lhe diz: "Aguarda-te já um grande desgosto. Irás ter muitas aventuras, travarás muitas lutas, e jamais encontrarás a felicidade".
Tais profecias não estão totalmente longe da realidade: quanto às grandes lutas, serão elas o leit motiv da saga do Príncipe Valente. Por outro lado, a sua vida tem tido realmente muitas coisas más, de que a mais marcante terá sido a precoce morte da mãe, que sucumbiu ao clima hostil do país onde se haviam refugiado. O seu exílio, que durou doze anos, e também a morte de Ilene (Helena em versão portuguesa), o seu primeiro amor, foram outros tantos espinhos envenenados de tristeza e revolta.
Mas a vida do príncipe teve, entretanto, momentos de felicidade, de que um dos mais importantes terá sido a participação numa pequena cerimónia que jamais esqueceu: o Rei Artur, tocando-lhe no ombro com a sua famosa espada, armou-o Cavaleiro da Távola Redonda, como reconhecimento da sua bravura e lealdade.

No que se refere às coisas do coração, que são sempre, se não agradáveis, pelo menos emocionantes, Sir Valente também já teve a sua conta. Não é que tenha qualquer semelhança com Sir Gawain, o insaciável conquistador. Mas entre desgostos, desenganos e amores exaltados, de tudo conheceu o coração do príncipe.

É sabido que Ilene, bela jovem de cabelos cor de mel, foi o saboroso primeiro amor de Valente. Todavia, ainda não tinha sido focado o facto de ela ter sido, simultaneamente, o grande amor de Arn. Mas Ilene morreu, como também já se sabe, e os dois príncipes, que apesar de rivais se haviam tornado amigos, construiram um monumento de pedra em sua memória.

Convém ainda referir a sua fugaz atracção amorosa pelas irmãs Sombelene e Melody. Mas Melody apaixonar-se-ia por Hector, e Sombelene por Angor Wrack, ex-captor de valente. Por acaso será com este casal que Valente celebrará os seus dezoito anos.

Na realidade, porém, no seu coração havia persistido sempre uma visão, quase irreal, de uma loura jovem que lhe dera água quando, morto de sede e exausto, fora ter a uma misteriosa ilha. A única prova de que não se tratara de uma visão fora o papel que ficara no barco, assinado por Aleta. O encontro seguinte seria bem real, completamente estragado por um mal-entendido. E, finalmente, após raptá-la da sua corte, levado por negras intenções, Valente acabaria por ceder à inteligência, meiguice e infinita paciência de Aleta que, durante a longa viagem imposta pelo príncipe, lhe suportou as injustas afrontas. Casaram por fim, como era de esperar, e desta feliz e inquebrável união nasceram quatro filhos, entre os quais duas gémeas.

Ao fim de todos estes anos, o Príncipe Valente vai tranquilamente envelhecendo. Os seus filhos crescem; e Arn, o mais velho, é já o seu sucessor nas deambulações pelo mundo. As aventuras de Arn são o contraponto aos vários flashbacks provocados pelas recordações de Valente. Aventuras nunca vistas antes na juventude do príncipe, que vão assim permitindo mantê-lo no centro do interesse da série, tornando a sua vida num longo mas nunca fastidioso percurso.
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Este "post" insere-se num conjunto focando diferentes quadrantes relacionados com a obra Príncipe Valente ("Prince Valiant In the Days of King Arthur"), considerando a efeméride de 70 anos, número redondo, após o seu início, em Fevereiro de 1937
Ver, por exemplo, referência ao fanzine Nemo que dedicava aos 50 anos do Príncipe Valente no seu nº 4, datado de Fevereiro de 1987. isto no blogue Fanzines de Banda Desenhada, endereço:

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

BD portuguesa nos jornais (LII) - Mundo Universitário - Autor: Pedro Zamith

Prancha assinada por Pedro Zamith com o título A Ronda da Noite

in Mundo Universitário, nº 57 - 12 Fev. 07

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PEDRO ZAMITH

Síntese biográfica

Pedro Zamith nasceu em Lisboa, a 31 de Dezembro de 1971, e licenciou-se em pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa.
Conheci-o à conta do seu fanzine Nova Gina. Um título que, lido rapidamente, soa cacofónico, cuja cacofonia brejeira correspondia ao estilo e conteúdo. O fanzine ficou para trás, ultrapassado pelas alterações de vida, profissionais e familiares: o Zamith passou a dar aulas, casou, já tem descendente, e, entretanto, dedica-se à pintura.
Mas o "vírus" da BD nunca o abandonou: em Setembro de 2000 foi-lhe publicada uma bd em álbum, no nº 7 da colecção "Lx Comics" editado pela Bedeteca de Lisboa, sob o extenso e desconcertante título "A Misteriosa Ligação de Três Habitantes de Brooklin: o Taxista, o Talhante e o Farmacêutico". Quase sete anos depois, correspondendo ao meu convite, Zamith aceitou colaborar, com a banda desenhada autoconclusiva A Ronda da Noite, na montra do Mundo Universitário.
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"Post" remissivo
Há mais imagens de bedês publicadas no jornal MU. Ver "posts" nas datas indicadas:

Fev. 7 - Nazaré Álvares (MU nº 56, 5 Fev.)
Fev. 7 - Marco Mendes (MU nº 55, 29 Jan.)
Jan. 23 - Ângela Gouveia (MU nº 54, 22 Jan.)
Jan. 16 - Filipe Goulão (MU nº 53, 15 Jan.)
2007 - daqui para cima

Dez.6-A.Rechena; Nov.28-José Lopes; Nov.21-Pedro Alves; Nov.14-Nuno Saraiva; Nov.8-Pedro Morais; Out.31-Ricardo Ferrand; Out.24-Algarvio; Out.17-Ricardo Cabral; Out.11-Álvaro; Out.5-Pedro Massano; Set.27-Derradé; Set.24-Nuno Saraiva
Ainda em 2006, mas após as "férias grandes" (entre 8Jun. e 24Set, lapso de tempo em que o MU não foi editado), a lista de colaboradores vê-se daqui para cima
Jun.8-Estrompa; Maio 31-António Valjean; Maio 24-Pedro Nogueira; Maio 20-Zé Manel; Maio 16-Ricardo Cabral e Jorge Cabral; Maio 12-Pepedelrey; Maio 4-J.Mascarenhas; Abril 5-Cheila; Março-29 -Pedro Morais; Março-20-Joana Figueiredo; Março-15-Pedro Nogueira; Fev.14-A.Rechena; Fev.8-Derradé; Jan.19-Pedro Alves
2006 (lista daqui para cima)

Dez.12-Álvaro; Nov.24-Luís Valente; Nov.15-Paulo Marques e Bruno Silva Out.28-Fritz; Out.13-Francisco Sousa Lobo
2005 (Neste ano houve mais autores publicados no MU, mas cujas pranchas não foram reproduzidas aqui no blogue).

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Álbuns de BD imprevisíveis e difíceis de obter - (III) - Evereste - Autor: Ricardo Cabral

Imagem duma das pranchas (a 17ª) da obra Evereste, com desenho e argumento de Ricardo Cabral, dedicada ao alpinista João Garcia

Evereste, álbum de banda desenhada dedicado à ascensão de João Garcia, em 1999, ao chamado "tecto do mundo", vai ser hoje apresentado em Lisboa, pelas 21h, no Centro Comercial Vasco da Gama (na sala de cinema nº 5).

Esta apresentação integra-se no evento Um Mundo de Aventuras, dedicado a proezas similares.

Capa do álbum Evereste, que, tal como, as imagens do conteúdo, são da autoria de Miguel Cabral

Editado sob chancela da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais, com apoio do Pelouro do Desporto da Câmara Municipal de Lisboa, o álbum Evereste tem uma tiragem limitada a dois mil exemplares, mil e quinhentos dos quais serão oferecidos à população escolar daquela freguesia. Restarão quinhentos para outras ofertas. Uma delas será efectuada hoje na apresentação, que terá lugar numa sala de cinema do Centro Comercial Vasco da Gama, onde se estreará um documentário que foca outra proeza de João Garcia: a ascensão realizada o ano passado ao Kangchenjunga, terceira montanha mais alta do Mundo (8586 metros de altitude).

Uma curiosidade: tanto o alpinista João Garcia, como o artista-autor de BD Ricardo Cabral, são ambos moradores da populosa freguesia dos Olivais (aliás, Santa Maria dos Olivais).


Lisboa na Banda Desenhada (IV) - Bairro dos Olivais com espaços verdes à vista - Autor: Ricardo Cabral

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Panorâmica dum recanto do populoso bairro lisboeta dos Olivais, visto por um dos seus habitantes chamado Ricardo Cabral.

Excerto da obra Evereste - que narra a escalada de João Garcia -, mas que, nesta imagem inicial, mostra um pormenor do bairro dos Olivais (Freguesia de Santa Maria dos Olivais), ambiente onde ele cresceu.
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"Post" remissivo
Deste mesmo tema podem ser vistas entradas nas datas seguintes:

Julho, 18 (III) - Autor: António Jorge Gonçalves
Junho, 19 (II) - Autor: Zé Paulo
Maio, 21 (I) - Autor: Victor Mesquita
2006 - Daqui para cima

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

BD portuguesa em jornais (LI) - Mundo Universitário - Autor(a): Nazaré Alvares

"Despedida", episódio concebido ficcionalmente e realizado por Nazaré Alvares

in semanário Mundo Universitário - nº56, 5 Fev 07

Conheci esta artista, natural de Montalegre (Set. 65), mas estudante e residente no Porto, há cerca de vinte anos, em Lisboa.
Aconteceu o encontro no momento da entrega do prémio, relativo a um dos vários concursos de BD organizados pelo, na época, bem activo CPBD - Clube Português de Banda Desenhada, de que eu tinha feito parte do júri.
Foi primeira classificada, no escalão principal, a então jovem desconhecida Nazaré Alvares, estudante de Pintura nas Belas Artes da cidade onde rsidia.
Voltou à capital, anos mais tarde, para ser a Convidada Especial da Tertúlia BD de Lisboa.
Sempre tendo na memória o seu talento, e sabendo que, além de professora, é também pintora, resolvi desafiá-la para voltar - nem que seja esporadicamente - à BD, tendo ela aceite o desafio.
O resultado aí está, feito com sensibilidade e elegância.

BD portuguesa em jornais (L) - Mundo Universitário - Autor: Marco Mendes


"Diário Rasgado" é o título desta banda desenhada, da autoria de Marco Mendes

in semanário Mundo Universitário, nº 55, 29 Jan. 07

Marco Mendes é um jovem portuense que conheci numa das Feiras Laicas que têm sido organizadas pelo José Feitor. Activo editor de fanzines, bem como orientador de "workshops" nessa especialidade - já dirigiu várias, direccionadas para crianças na Fundação de Serralves, cujos resultados (fanzines, claro) referenciei no meu blogue http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com.
O seu talneto, versátil, tanto lhe permite desenhar em registo realista, como optar por um desenho sujo e alternativo, a sua opção para a bd que aceitei para a rubrica BD do Mundo Universitário, um jornal de características totalmente inéditas no campo dos gratuitos.