Prancha inicial da banda desenhada Tintin por Tintin, da autoria (desenho e argumento) de Nuno Saraiva, na sua série, em publicação semanal, Na Terra como no Céu Há sempre quem goste de posições bombásticas e afirme que hoje em dia já não se publica banda desenhada portuguesa, a não ser nos álbuns.
Neste blogue mostra-se a inconsistência desse tipo de opiniões, muitas vezes a camuflar o simples desconhecimento do que se passa à sua volta.
Prancha final (2 de 2) da banda desenhada Tintin por Tintin(NOTA "A POSTERIORI": A PEDIDO DE VÁRIAS FAMÍLIAS heeuuhhh... foram só dois visitantes que pediram, ok, pronto, 'tava a brincar, exagerei um bocadinho... VOU AFIXAR OUTRO "POST" SÓ COM ESTA PRANCHA. ISTO PORQUE, ASSIM, ELA FICARÁ AMPLIÁVEL, COMO ACONTECE COM A DE CIMA, E OS MEUS AMIGOS PODERÃO VISIONÁ-LA, E SABOREAR O EPISÓDIO NA TOTALIDADE.)
Esta bedê Tintin por Tintin representa uma brincadeira bem humorada em que a personagem principal é um leitor adolescente, tintinófilo precoce, que, após ter finalmente visto/lido (na edição francesa!) o controverso episódio Tintin au Congo, em falta na sua biblioteca, acaba por descobrir que há muito mundo (bedéfilo) para além do Tintin, quando se depara com bandas desenhadas assinadas por uns tais Milo Manara, Eleuterio Serpieri, Mattioli, Crepax, Liberatore, e até com uns portugueses bastante "frescos", um tal Júlio Pinto, que descrevia umas cenas sugestivas, ilustradas por "um desenho marado dum gajo português qualquer", como o próprio Nuno Saraiva, ironicamente, se autoclassifica.
Tenho muita pena que neste blogue apenas seja possível ampliar a imagem de topo, porque os meus amigos visitantes poderiam também desfrutar e gozar com esta segunda prancha.
Grande Nuno, um abraço!
Como aqui se fala de Tintin, logo, está implícito Hergé, acrescento este "post" à série dedicada a lembrar o centenário do nascimento de Georges Remi, sendo o XIV (14º), a seguir ao "post" de Set.27, onde existe um "post" remissivo relacionado com esse tema
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"Posts" anteriores desta rubrica
Nov. 23 - Algarvio (Alexandre Algarvio)
Nov. 18 - José Pedro Costa e Arlindo Fagundes
Nov. 11 - Derradé
Out. 31 - Agonia Sampaio;
Out. 25 - Manaças (Pedro Manaças);
Out. 16 - Álvaro
" 12 - Pedro Alves
" 10 - Lam (João Lam)
" 3 - Autores: Ricardo Reis, Cristiano Baptista e André Oliveira
Set. 25 - Autor: Antero Valério
Agosto, 14 - Gui e Joca
Agosto, 13 - Joba e ML
Julho 12 - Luca
Junho 4 - Esgar Acelerado
Maio 31 - Algarvio
" 28 - Ricardo Cabral
" 14 - José Carlos Fernandes
" 12 - Filipe Andrade (desenho), Filipe Pina (argumento)
" 1 - Vasco Gargalo
Abril 24 - Zé Manel
" 18 - Arlindo Fagundes (arg. e desenho), José Pedro Costa (cor)
Março 30 - Pedro Nogueira
" 23 - José Lopes (MU nº 61)
" 16 - Zé Paulo (MU nº 60)
" 7 - Lam (MU nº 59)
" 1 - Ricardo Correia (desenho), André Oliveira (arg.), Ana Maria Baptista (colorido)
Fev.12 - Pedro Zamith
" 7 - Nazaré Álvares
" 7 - Marco Mendes
Jan. 23 - Ângela Gouveia
" 16 - Filipe Goulão
2007 - (lista acima)
Dez.6- A.Rechena
Nov.28 - José Lopes
" 21 - Pedro Alves
" 14 - Nuno Saraiva
" 8 - Pedro Morais
Out.31 - Ricardo Ferrand
" 24 - Algarvio
" 17 - Ricardo Cabral
" 11 - Álvaro
" 5 - Pedro Massano
Set.27 - Derradé
" 24 - Nuno Saraiva
Ainda em 2006, mas após as "férias grandes" (entre 8Jun. e 24Set, lapso de tempo em que o MU não foi editado), a lista de colaboradores vê-se daqui para cima
Jun.8 - Estrompa
Maio 31 - António Valjean
" 24 - Pedro Nogueira
" 20 - Zé Manel
" 16 - Ricardo Cabral e Jorge Cabral
" 12 - Pepedelrey
" 4 - J.Mascarenhas
Abril 5 - Cheila
Março 29 - Pedro Manaças
" 20 - Júcifer (Joana Figueiredo)
" 15 - Pedro Nogueira
Fev.14 - A.Rechena
" 8 - Derradé
Jan.19 - Pedro Alves
2006 (lista acima)
Dez.12 - Álvaro
Nov.24 - Luís Valente
" 15 - Paulo Marques e Bruno Silva
Out.28 - Fritz
" 13 - Francisco Sousa Lobo
2005 (Lista acima. Neste ano houve mais autores publicados no MU, mas cujas pranchas não foram reproduzidas aqui no blogue)


Inicia-se aqui uma banda desenhada em apenas duas pranchas, cada uma delas ocupada por imagem única (vinheta-prancha), em que o autor (Marco Mendes), usa uma das usuais e inteligentes convenções da BD, que é a de indicar que o falante está fora do campo visual. Percebe-se isso pelo facto de o apêndice do balão-fala apontar para fora da vinheta.
Termina a curta banda desenhada com esta segunda vinheta-prancha, em que a personagem feminina (a também ilustradora Lígia Paz, muito bem retratada), sem tirar os olhos do écrã, termina o diálogo com uma ironia cúmplice, retorquindo:


Mais imagens da obra inédita Le trésor du vice-roi, elaboradas para a editora Glénat, após a publicação, por aquela editora francesa, de dois tomos da obra Le deuil impossible, dedicados ao rei D.Sebastião.










Fico com imensa curiosidade em ver publicados os resultados deste interessante desafio, uma ideia muito pouco vulgar, provavelmente surgida pela já citada característica de se tratar de uma banda desenhada sem palavras.









E pronto. Como "tristezas não pagam dívidas", assim diz o povo, a [revista] Zorro finou-se, num alegre dia de Santo António, com a feérica ilustração da capa do nº 192 a esconder a tristeza da circunstância de ser o derradeiro.








