domingo, novembro 25, 2007

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (LXXVI) - SOL - Autor: Nuno Saraiva

Prancha inicial da banda desenhada Tintin por Tintin, da autoria (desenho e argumento) de Nuno Saraiva, na sua série, em publicação semanal, Na Terra como no Céu
in revista/suplemento Tabu do semanário Sol, de 20 Out. 07

Há sempre quem goste de posições bombásticas e afirme que hoje em dia já não se publica banda desenhada portuguesa, a não ser nos álbuns.
Neste blogue mostra-se a inconsistência desse tipo de opiniões, muitas vezes a camuflar o simples desconhecimento do que se passa à sua volta.
Uma das várias provas é a série semanal, em duas pranchas cada episódio, Na Terra como no Céu, da autoria completa (argumento, desenho, legendagem e colorido) de Nuno Saraiva, um dos autores mais importantes da moderna banda desenhada portuguesa.
Filosofia de Ponta, com argumento do falecido Júlio Pinto parecia ser o zénite da carreira do N.S. - como o Nuno às vezes assina -, mas esta obra agora em publicação semanal veio mostrar que este ainda jovem autor consegue ter capacidade ecléctica, onde cabem as valências de desenhador, argumentista, legendador e colorista, qualquer delas em elevado nível.
A fim de satisfazer a curiosidade dos mais estudiosos, que gostam de fazer fichas para os autores, informo datas: esta série "Na Terra como no Céu" começou a publicar-se em 16 de Setembro de 2006, apenas com uma prancha semanal, e assim se manteve até Dezembro daquele ano; no início de 2007, a banda desenhada passou a ser mostrada em duas pranchas.

Prancha final (2 de 2) da banda desenhada Tintin por Tintin

(NOTA "A POSTERIORI": A PEDIDO DE VÁRIAS FAMÍLIAS heeuuhhh... foram só dois visitantes que pediram, ok, pronto, 'tava a brincar, exagerei um bocadinho... VOU AFIXAR OUTRO "POST" SÓ COM ESTA PRANCHA. ISTO PORQUE, ASSIM, ELA FICARÁ AMPLIÁVEL, COMO ACONTECE COM A DE CIMA, E OS MEUS AMIGOS PODERÃO VISIONÁ-LA, E SABOREAR O EPISÓDIO NA TOTALIDADE.)

Esta bedê Tintin por Tintin representa uma brincadeira bem humorada em que a personagem principal é um leitor adolescente, tintinófilo precoce, que, após ter finalmente visto/lido (na edição francesa!) o controverso episódio Tintin au Congo, em falta na sua biblioteca, acaba por descobrir que há muito mundo (bedéfilo) para além do Tintin, quando se depara com bandas desenhadas assinadas por uns tais Milo Manara, Eleuterio Serpieri, Mattioli, Crepax, Liberatore, e até com uns portugueses bastante "frescos", um tal Júlio Pinto, que descrevia umas cenas sugestivas, ilustradas por "um desenho marado dum gajo português qualquer", como o próprio Nuno Saraiva, ironicamente, se autoclassifica.
Tenho muita pena que neste blogue apenas seja possível ampliar a imagem de topo, porque os meus amigos visitantes poderiam também desfrutar e gozar com esta segunda prancha.
Grande Nuno, um abraço!

Como aqui se fala de Tintin, logo, está implícito Hergé, acrescento este "post" à série dedicada a lembrar o centenário do nascimento de Georges Remi, sendo o XIV (14º), a seguir ao "post" de Set.27, onde existe um "post" remissivo relacionado com esse tema
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"Posts" anteriores desta rubrica

Nov. 23 - Algarvio (Alexandre Algarvio)
Nov. 18 - José Pedro Costa e Arlindo Fagundes
Nov. 11 - Derradé
Out. 31 - Agonia Sampaio;
Out. 25 - Manaças (Pedro Manaças);
Out. 16 - Álvaro
" 12 - Pedro Alves
" 10 - Lam (João Lam)
" 3 - Autores: Ricardo Reis, Cristiano Baptista e André Oliveira
Set. 25 - Autor: Antero Valério
Agosto, 14 - Gui e Joca
Agosto, 13 - Joba e ML
Julho 12 - Luca
Junho 4 - Esgar Acelerado
Maio 31 - Algarvio
" 28 - Ricardo Cabral
" 14 - José Carlos Fernandes
" 12 - Filipe Andrade (desenho), Filipe Pina (argumento)
" 1 - Vasco Gargalo
Abril 24 - Zé Manel
" 18 - Arlindo Fagundes (arg. e desenho), José Pedro Costa (cor)
Março 30 - Pedro Nogueira
" 23 - José Lopes (MU nº 61)
" 16 - Zé Paulo (MU nº 60)
" 7 - Lam (MU nº 59)
" 1 - Ricardo Correia (desenho), André Oliveira (arg.), Ana Maria Baptista (colorido)
Fev.12 - Pedro Zamith
" 7 - Nazaré Álvares
" 7 - Marco Mendes
Jan. 23 - Ângela Gouveia
" 16 - Filipe Goulão
2007 - (lista acima)

Dez.6- A.Rechena
Nov.28 - José Lopes
" 21 - Pedro Alves
" 14 - Nuno Saraiva
" 8 - Pedro Morais
Out.31 - Ricardo Ferrand
" 24 - Algarvio
" 17 - Ricardo Cabral
" 11 - Álvaro
" 5 - Pedro Massano
Set.27 - Derradé
" 24 - Nuno Saraiva
Ainda em 2006, mas após as "férias grandes" (entre 8Jun. e 24Set, lapso de tempo em que o MU não foi editado), a lista de colaboradores vê-se daqui para cima

Jun.8 - Estrompa
Maio 31 - António Valjean
" 24 - Pedro Nogueira
" 20 - Zé Manel
" 16 - Ricardo Cabral e Jorge Cabral
" 12 - Pepedelrey
" 4 - J.Mascarenhas
Abril 5 - Cheila
Março 29 - Pedro Manaças
" 20 - Júcifer (Joana Figueiredo)
" 15 - Pedro Nogueira
Fev.14 - A.Rechena
" 8 - Derradé
Jan.19 - Pedro Alves
2006 (lista acima)

Dez.12 - Álvaro
Nov.24 - Luís Valente
" 15 - Paulo Marques e Bruno Silva
Out.28 - Fritz
" 13 - Francisco Sousa Lobo
2005 (Lista acima. Neste ano houve mais autores publicados no MU, mas cujas pranchas não foram reproduzidas aqui no blogue)

sexta-feira, novembro 23, 2007

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (LXXV) - Mundo Universitário - Autor. Algarvio

Uma banda desenhada autoconclusiva, numa só prancha, da autoria (argumento e desenho) de Algarvio

Algo filosófica, esta banda desenhada prova o grau de abrangência temática que a Figuração Narrativa atinge, visto ser, igualmente, uma forma de literatura gráfica.
Algarvio (Alexandre Algarvio), criou uma bedê, desta vez em registo bastante diferente daquele que já lhe será conhecido por quem segue, semana a semana, a rubrica BD do jornal Mundo Universitário. Isto porque, ao longo das sessenta e sete bandas desenhadas impressas regularmente (ao princípio, ao ritmo quinzenal, desde há um ano, em cadência semanal), ele já antes colaborou três vezes, privilegiando a faceta humorística.
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Para ver bandas desenhadas anteriores nesta mesma rubrica "Banda Desenhada portuguesa nos jornais", basta fazer "page down" até chegar ao "post" de 18 Novembro, onde há uma lista, quase exaustiva, com nomes de autores que já colaboraram e respectivas datas.

terça-feira, novembro 20, 2007

Banda Desenhada portuguesa nos fanzines (XX) - Autor: Marco Mendes

Banda desenhada numa só prancha, autoconclusiva, da autoria de Marco Mendes, no fanzine O Projecto de Fecundar a Lua

Uma das características dos fanzines é serem campos férteis para a imaginação, que muitas vezes se mostra logo no próprio título e na ilustração da capa. Esta é uma faceta de valor incomparável, que os distingue, pela positiva, das revistas - estas têm compromissos comerciais, não podem chocar a clientela, nem com o título nem com a imagem da capa (a menos que se trate de revistas pornográficas, mas isso já é outra conversa).
Veja-se como se intitula o fanzine sob apreciação: O Projecto de Fecundar a Lua. Como não sentir a sensação de um sorriso íntimo, de cumplicidade imediata com quem imagina um título destes. E a desconcertante capa, impossível em absoluto numa qualquer revista de bom tom (capa essa que pode ser vista no meu outro blogue Fanzines de Banda Desenhada), no endereço http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/
é mais um prova do que venho escrevendo e dizendo há muitos anos: os fanzines são os campos experimentais por excelência, são os espaços de liberdade porque sim, porque essa característica está na sua génese, eles abarcam e suportam toda a imaginação dos artistas mais irreverentes.
Inicia-se aqui uma banda desenhada em apenas duas pranchas, cada uma delas ocupada por imagem única (vinheta-prancha), em que o autor (Marco Mendes), usa uma das usuais e inteligentes convenções da BD, que é a de indicar que o falante está fora do campo visual. Percebe-se isso pelo facto de o apêndice do balão-fala apontar para fora da vinheta.

Infelizmente, este blogue já não tem a capacidade inicial de ampliar todas as imagens postadas, apenas amplia a que aparece no topo do "post". Por esse motivo, a fala das personagens, neste caso, ficam praticamente ilegíveis. Daí que eu tenha decidido reproduzir as legendas e as falas das personagens. Aqui vai a de Marco Mendes:

Legenda com o comentário do autor, neste caso também narrador:
"Não há nada mais deprimente do que o Porto no Verão. Enquanto não podemos ir de férias, eu e a Lígia ficamos em casa o dia todo a trabalhar. Ela estuda e escreve para o doutoramento e eu faço uns desenhecos, respondo a uns emails, pego num livro, mas tudo sem grande vontade.
O tempo está uma merda, ainda ontem choveu."

A seguir, no balão-fala, a personagem (fora de campo) diz:

"Lígia? Não curtes os meus sapatos? O André ontem fartou-se de gozar! Diz que parecem uns cascos!!"

Termina a curta banda desenhada com esta segunda vinheta-prancha, em que a personagem feminina (a também ilustradora Lígia Paz, muito bem retratada), sem tirar os olhos do écrã, termina o diálogo com uma ironia cúmplice, retorquindo:

"Têm um ar um bocado ortopédico, mas como tu és meio deficiente até nem te ficam mal..."

Para os interessados em ver mais algo deste fanzine (a capa, por exemplo), e da BD nele contida (e, já agora, o endereço do blogue do Marco Mendes), pode visitar o meu outro blogue, o Fanzines de Banda Desenhada, no endereço:

http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/

domingo, novembro 18, 2007

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (LXXIV) - Mundo Universitário - Autores: José Pedro Costa e Arlindo Fagundes

Prancha da banda desenhada Arqueologia, da autoria de José Pedro Costa (desenho e colorido) e Arlindo Fagundes (argumento)
in rubrica BD do semanário Mundo Universitário, nº 85 de 12 Nov. 07

Desenhar bem e, em simultâneo, criar bons argumentos, são qualidades indispensáveis para se ser autor completo de banda desenhada.
Digo completo porque há quem desenhe muito bem, mas não tenha grande talento ficcional, assim como a maioria dos argumentistas não tem capacidade para o desenho. Conjugar em elevado nível ambas as componentes da BD, argumento e desenho, é o que distingue os autores de referência.
Arlindo Fagundes corresponde inteiramente a esta última premissa. Sabe-o quem conhece as suas principais obras na Figuração Narrativa, La Chavalita - Pitanga barbeiro a domicílio, e A rapariga do poço da morte, ambas editadas em álbum, a primeira há cerca de vinte anos, a segunda em data recente.
Pois é esse mesmo Arlindo Fagundes - um indiscutível excepcional contador de histórias - quem aparece a assinar o argumento da banda desenhada Arqueologia, em que o desenho, de excelente qualidade, pertence a José Pedro Costa. Ou seja: trocaram as tarefas, em comparação com a anterior colaboração no MU (2007, Abril 18), em que o desenho, argumento e legendagem pertenceram a Fagundes, e o colorido ao Costa.
Também José Pedro Costa não é nenhum novato: foi premiado num concurso de BD organizado pelo hoje praticamente extinto Clube Português de Banda Desenhada, foi publicada no respectivo Boletim a sua extensa adaptação aos quadradinhos da obra O Malhadinhas, de Aquilino Ribeiro, e uma outra bedê, titulada A Boneca, no mesmo fanzine. A sua actividade principal tem sido a ilustração, especialmente para livros dedicados à juventude, bem conhecios os da colecção O Triângulo Jota, para os quais fez todas as capas e ilustrações do texto. O êxito destes episódios juvenis foi de tal ordem que deu direito a adaptação televisiva da responsabilidade da RTP1.
Esta dupla já antes tinha passado pela rubrica BD do Mundo Universitário, e reapareceu agora no nº 85, de 12 de Novembro, deste semanário de distribuição gratuita nas nossas universidades, com uma tiragem de 35.000 exemplares.
Façamos as contas: se houver 25.000 estudantes universitários que folheiem o jornal, quinze mil que o leiam, mesmo que parcialmente, haverá uns dez mil que estacarão na página BD, normalmente a penúltima (excepcionalmente já tem aparecido na que penso ser bastante visível, a última página).
Seja onde for, este espaço contínuo no Mundo Universitário é uma realização excepcional para a banda desenhada portuguesa, existente há já quase três anos, e onde foram publicadas, até agora, sessenta e sete episódios autoconclusivos, de muitos autores e diferentes estilos.
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Para ver "posts" anteriores, de igual tema, e, eventualmente, do mesmo autor, basta clicar na coluna "archives" nas datas indicadas:

Nov. 11 - Derradé
Out. 31 - Agonia Sampaio;
Out. 25 - Manaças (Pedro Manaças);
Out. 16 - Álvaro
" 12 - Pedro Alves
" 10 - Lam (João Lam)
" 3 - Autores: Ricardo Reis, Cristiano Baptista e André Oliveira
Set. 25 - Autor: Antero Valério
Agosto, 14 - Gui e Joca
Agosto, 13 - Joba e ML
Julho 12 - Luca
Junho 4 - Esgar Acelerado
Maio 31 - Algarvio
" 28 - Ricardo Cabral
" 14 - José Carlos Fernandes
" 12 - Filipe Andrade (desenho), Filipe Pina (argumento)
" 1 - Vasco Gargalo
Abril 24 - Zé Manel
" 18 - Arlindo Fagundes (arg. e desenho), José Pedro Costa (cor)
Março 30 - Pedro Nogueira
" 23 - José Lopes (MU nº 61)
" 16 - Zé Paulo (MU nº 60)
" 7 - Lam (MU nº 59)
" 1 - Ricardo Correia (desenho), André Oliveira (arg.), Ana Maria Baptista (colorido)
Fev.12 - Pedro Zamith
" 7 - Nazaré Álvares
" 7 - Marco Mendes
Jan. 23 - Ângela Gouveia
" 16 - Filipe Goulão
2007 - (lista acima)

Dez.6- A.Rechena
Nov.28 - José Lopes
" 21 - Pedro Alves
" 14 - Nuno Saraiva
" 8 - Pedro Morais
Out.31 - Ricardo Ferrand
" 24 - Algarvio
" 17 - Ricardo Cabral
" 11 - Álvaro
" 5 - Pedro Massano
Set.27 - Derradé
" 24 - Nuno Saraiva
Ainda em 2006, mas após as "férias grandes" (entre 8Jun. e 24Set, lapso de tempo em que o MU não foi editado), a lista de colaboradores vê-se daqui para cima
Jun.8 - Estrompa
Maio 31 - António Valjean
" 24 - Pedro Nogueira
" 20 - Zé Manel
" 16 - Ricardo Cabral e Jorge Cabral
" 12 - Pepedelrey
" 4 - J.Mascarenhas
Abril 5 - Cheila
Março 29 - Pedro Manaças
" 20 - Júcifer (Joana Figueiredo)
" 15 - Pedro Nogueira
Fev.14 - A.Rechena
" 8 - Derradé
Jan.19 - Pedro Alves
2006 (lista acima)

Dez.12 - Álvaro
Nov.24 - Luís Valente
" 15 - Paulo Marques e Bruno Silva
Out.28 - Fritz
" 13 - Francisco Sousa Lobo
2005 (Lista acima. Neste ano houve mais autores publicados no MU, mas cujas pranchas não foram reproduzidas aqui no blogue)

sexta-feira, novembro 16, 2007

Exposição de Banda Desenhada na Escola Secundária António Arroio - Autor-artista: Pedro Massano

Imagens de pranchas reproduzidas no convite para a exposição indicada no título do "post", relacionadas com obra inédita, Le trésor du vice-roi, de Pedro Massano

De improviso, posso definir Banda Desenhada, ou numa expressão mais correcta, Figuração Narrativa, como "arte de imbricar duas componentes indissociáveis, texto ficcional, escrito ou implícito, com imagens sequenciais, de forma a construir um todo homogéneo, visionável e legível".
Pedro Massano é autor de obra já bem vasta nesta complexa, exigente e trabalhosa forma de arte, tendo-se iniciado em 1972 nos suplementos "Quadradinhos" do jornal A Capital, e "A Mosca", do jornal Diário de Lisboa.
A partir daí foi sempre a avançar, tendo integrado aquele grupo a que já chamei "os visionários da Visão" (revista artisticamente revolucionária, editada entre 1975 e 76), cria posteriormente um pássaro altamente crítico "O Abutre", e publica-o em sete álbuns. Nesta área dos álbuns, não facilmente acessível, tem mantido invulgar actividade, com obras importantes e de elevada qualidade (A Lei do Trabuco e do Punhal, A Conquista de Lisboa, Le Deuil Impossible, destes dois últimos títulos, cada um deles com dois tomos publicados).
Explanar aqui o seu currículo, mesmo em síntese, daria para uns largos milhares de caracteres, o que não viria muito a propósito deste "post" basicamente informativo, relacionado com uma exposição inaugurada ontem, 15 de Novembro, na Escola Secundária António Arroio, que irá permanecer visitável (o público tem acesso autorizado) até 14 de Dezembro deste ano de 2007.Mais imagens da obra inédita Le trésor du vice-roi, elaboradas para a editora Glénat, após a publicação, por aquela editora francesa, de dois tomos da obra Le deuil impossible, dedicados ao rei D.Sebastião.
Estas pranchas estão visionáveis publicamente, pela primeira vez, o que implica visita inevitável e obrigatória para todos quantos apreciam o talento de Pedro Massano, e dão o devido valor à arte sequencial vulgarmente conhecida por BD.

Há neste blogue, em 2006, Maio 31, um "post" com uma entrevista a Pedro Massano.

quinta-feira, novembro 15, 2007

Mangá "made in" Portugal (VIII) - Autora: Inês Freitas

Prancha (2ª de 4) da mangá Ser Artista, da mangaka Inês Freitas que também usa o pseudónimo "Myuuhailurusu"

Realizar bandas desenhadas ao estilo das japonesas, ou seja, das mangás, é forte tendência actual, muito visível nas desenhadoras.

Inês Freitas, jovem (muito jovem mesmo: 15 anos apenas) de talento gráfico emergente, deixou-se cativar por esse estilo muito específico, de características que tanto fascina muita gente bedéfila, como igualmente repele parte do povo apreciador de banda desenhada.


Outra prancha (3ª de 4) da mangá em apreço. A capa e a última prancha vão ficar reproduzidas virtualmente no meu outro blogue, no endereço:

http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/

terça-feira, novembro 13, 2007

Exposição de Banda Desenhada em Galeria de Arte em Faro - Autores-artistas: Luís Peres, Phermad, Rocha, Serafim

Cartaz da exposição de Banda Desenhada na galeria de exposições do Instituto Português da Juventude - IPJ, de Faro, vendo-se pormenores de pranchas de Luís Peres, Phermad, Rocha e Serafim

Ver bandas desenhadas em exposição tem componentes fascinantes: observar, com detalhe, as pranchas originais, ainda com mal apagados traços de lápis do "layout", eventuais correcções, as tintas no seu esplendor intacto.
Ora isto é já é possível, ou vai sê-lo brevemente, em dois locais distintos e opostos (geograficamente falando), um no Sul (Faro, galeria de exposições do IPJ, de 8 de Novembro a 10 de Dezembro), outro no Norte, mais concretamente no Porto, no espaço de diulgação cultural do bar "Maus Hábitos", de 15 de Novembro a 23 de Dezembro (ver "post" abaixo deste).
No Sul, podem apreciar-se bandas desenhadas e ilustrações (atendendo aos autores, com certeza mais Banda Desenhada do que Ilustração), neste caso representando autores-artistas algarvios (ou residentes no Algarve): Luís Peres, Phermad, Rocha e Serafim.
No Norte, idêntico programa (mas, se calhar, conhecendo os representados, mais Ilustração do que Banda Desenhada), dos seguintes autores-artistas: Marco Mendes, Guilherme Carneiro, Filipe Abranches, Jucifer, Lucas Almeida et al (ver no "post" abaixo, os restantes nomes, bastantes).

Exposição de BD no Espaço de Divulgação Cultural do bar Maus Hábitos, no Porto - Autores-artistas: Marco Mendes, Miguel Carneiro, José Feitor, et al

Cartaz da exposição patente a partir de 15 de Novembro no espaço cultural do bar "Maus Hábitos", no Porto
Cartaz da autoria de Nuno Sousa

Ver bandas desenhadas em exposição tem componentes fascinantes: observar, com detalhe, as pranchas originais, ainda com mal apagados traços de lápis do "layout", eventuais correcções, as tintas no seu esplendor intacto.
Isto vai ser possível brevemente, ou já o é neste momento, conforme o caso, em dois locais distintos e opostos (geograficamente falando), um no Norte (Porto, espaço cultural do bar "Maus Hábitos", de 15 de Novembro a 23 de Dezembro), outro no Sul (Faro, galeria de exposições do IPJ, de 8 de Novembro a 10 de Dezembro).
No Norte, podem apreciar-se bedês e ilustrações (se calhar, mais da arte da Ilustração do que da Banda Desenhada), dos seguintes autores-artistas: Marco Mendes, Miguel Carneiro, José Feitor, André Lemos, Ana Torrie (não conheço e, curiosamente, usa um invulgar apelido, também pertencente ao resto do nome de Stuart Carvalhais, será ainda da família?), Janus, Zé Cardoso, Mauro Cerqueira (também não conheço estes dois, fazem BD ou apenas Ilustração?), Filipe Abranches, Rosa Baptista, Jucifer e Lucas Almeida, numa mostra colectiva intitulada "Se cá nevasse fazia-se cá ski - Um percurso pela periferia".
A inauguração deste mostruário artístico terá fundo musical, a cargo dos Lobster, e visionamento de filmes de Artur Varela (se é quem penso, com este nome, ele também ilustrador e banda-desenhista, não presente na exposição. Porquê?). Haverá mais um motivo de interesse: o lançamento do fanzine Animais, de José Feitor (que já foi editor do Zundap, e voltou à acção fanzinística, o gosto pelos fanzines é um vírus sem anti-vírus possível, ficas a saber, José Feitor).
No Sul, idêntico programa (mas, com certeza, mais Banda Desenhada que Ilustração), neste caso representando autores-artistas algarvios (ou residentes no Algarve): Luís Peres, Phermad, Rocha e Serafim. (ver "post" acima).

domingo, novembro 11, 2007

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (LXXIII) - Mundo Universitário - Autor: Derradé

Prancha de banda desenhada constituída por tiras, da autoria de Derradé
Referenciar datas festivas, em registo humorístico, está no âmbito, porque não? da Banda Desenhada. Derradé, banda-desenhista e cartunista com agudo sentido de humor, mete-se com o S. Martinho, na 3ª tira da prancha reproduzida no topo do "post".
Dário Rui Duarte, é D.R.D. como outros são Ph.D..., conhecem-no por Derradé os bedéfilos, sabem-no os mais atentos como criador do anti-herói "Bubas", com o qual já colaborou antes na minha rubrica BD do jornal Mundo Universitário.
Por causa daquela tira, resolvi temporizar a publicação da prancha de forma a coincidir o mais possível com o festivo S. Martinho, à conta do qual se comem mais castanhas e se bebe mais vinho.
Mas como o dia do cujo santo, este ano, calhou a um domingo, e o dia de saída do semanário Mundo Universitário é à 2ª feira, pus a questão à minha chefe, a jornalista Raquel Louçã Silva, directora do jornal: "que é que acha mais correcto, editar a bedê na 2ª feira a seguir ao dia do santinho, ou na 2ª feira anterior, quase uma semana antes?"

Raquel Louçã Silva, jovem directora do semanário Mundo Universitário

A chefe, com aquele ar zangado que tem sempre (observe-se a foto que acima reproduzo, sacada da 2ª página onde ilustra o editorial), atirou-me em tom de voz sapiente: "Uma notícia não pode ser dada depois do acontecimento". Faz todo o sentido, sim senhora.
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Para ver "posts" anteriores, de igual tema, e, eventualmente, do mesmo autor, basta clicar na coluna "archives" nas datas indicadas:
Out. 31 - Agonia Sampaio;
Out. 25 - Manaças (Pedro Manaças);
Out. 16 - Álvaro
" 12 - Pedro Alves
" 10 - Lam (João Lam)
" 3 - Autores: Ricardo Reis, Cristiano Baptista e André Oliveira
Set. 25 - Autor: Antero Valério
Agosto, 14 - Gui e Joca
Agosto, 13 - Joba e ML
Julho 12 - Luca
Junho 4 - Esgar Acelerado
Maio 31 - Algarvio
" 28 - Ricardo Cabral
" 14 - José Carlos Fernandes
" 12 - Filipe Andrade (desenho), Filipe Pina (argumento)
" 1 - Vasco Gargalo
Abril 24 - Zé Manel
" 18 - Arlindo Fagundes (arg. e desenho), José Pedro Costa (cor)
Março 30 - Pedro Nogueira
" 23 - José Lopes (MU nº 61)
" 16 - Zé Paulo (MU nº 60)
" 7 - Lam (MU nº 59)
" 1 - Ricardo Correia (desenho), André Oliveira (arg.), Ana Maria Baptista (colorido)
Fev.12 - Pedro Zamith
" 7 - Nazaré Álvares
" 7 - Marco Mendes
Jan. 23 - Ângela Gouveia
" 16 - Filipe Goulão
2007 - (lista acima)
Dez.6- A.Rechena
Nov.28 - José Lopes
" 21 - Pedro Alves
" 14 - Nuno Saraiva
" 8 - Pedro Morais
Out.31 - Ricardo Ferrand
" 24 - Algarvio
" 17 - Ricardo Cabral
" 11 - Álvaro
" 5 - Pedro Massano
Set.27 - Derradé
" 24 - Nuno Saraiva
Ainda em 2006, mas após as "férias grandes" (entre 8Jun. e 24Set, lapso de tempo em que o MU não foi editado), a lista de colaboradores vê-se daqui para cima
Jun.8 - Estrompa
Maio 31 - António Valjean
" 24 - Pedro Nogueira
" 20 - Zé Manel
" 16 - Ricardo Cabral e Jorge Cabral
" 12 - Pepedelrey
" 4 - J.Mascarenhas
Abril 5 - Cheila
Março 29 - Pedro Manaças
" 20 - Júcifer (Joana Figueiredo)
" 15 - Pedro Nogueira
Fev.14 - A.Rechena
" 8 - Derradé
Jan.19 - Pedro Alves
2006 (lista acima)
Dez.12 - Álvaro
Nov.24 - Luís Valente
" 15 - Paulo Marques e Bruno Silva
Out.28 - Fritz
" 13 - Francisco Sousa Lobo
2005 (Lista acima. Neste ano houve mais autores publicados no MU, mas cujas pranchas não foram reproduzidas aqui no blogue)

sexta-feira, novembro 09, 2007

Banda Desenhada no 3º Fórum Fantástico (2007) - Oportunidade na Marvel para jovens desenhadores portugueses

Cartaz do Fórum Fantástico 2007

Claro que o fantástico, como praticamente todos os temas imagináveis, é abarcado por essa arte sequencial multifacetada que é a Banda Desenhada.

Por isso mesmo, o 3º Fórum Fantástico (de 8 a 10 de Novembro, portanto já a decorrer no Auditório Victor de Sá da Universidade Lusófona, no polo do Campo Grande) dedica-lhe uma parte do seu programa.

Assim, amanhã, dia 10, sábado, estará presente o autor (argumentista) de Banda Desenhada, C.B.Cebulski, também editor da Marvel.

Cebulski já fez argumentos para "comics" publicados nas revistas X-Men, Spider-Man e Wonderlost.
Mas, para nós, portugueses, é bem mais importante o facto de esta importante personalidade da BD ter apoiado, até agora, quatro jovens autores portugueses: João Lemos (praticamente desconhecido entre nós enquanto desenhador de BD), Ricardo Tércio (que eu conheço dos fanzines, onde assinava pelo pseudónimo Guima), Ricardo Venâncio e Nuno Alves.

Com João Lemos, a sua colaboração já deu frutos, consubstanciados na personagem Shiki, editada pela Image.

E, muito importante - por isso espero amanhã ver lá, na Lusófona, muita gente da BD -, Cebulski (convidado do FF, sob patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian, ou melhor, por "Santo Gulbenkian", que tanto tem feito pelas artes em Portugal! - Cebulski, escrevia eu, criou uma entidade de nome ChesterQuest, com a qual pretende seleccionar, até 31 de Janeiro de 2008, 12 novos artistas europeus, maiores de 18 anos, através de emprego na Marvel!

Têm preferência os desenhadores de banda desenhada, mas também haverá hipóteses para capistas (ilustradores de capas).

Quem estiver interessado em candidatar-se, deverá entregar aos membros da organização do evento (Rogério Ribeiro, Safaa Dib e membros da Épica-Associação Portuguesa do Fantástico nas Artes) cópias das suas bandas desenhadas e/ou ilustrações (notem que estou a falar de cópias, nunca de originais, que liminarmente não serão aceites), em envelope fechado, com identificação do autor e contacto, tanto no envelope como no verso de cada cópia).

Tudo será avaliado por individualidades proeminentes da Marvel, designadamente pelo próprio Chester Cebulski, depreende-se.

Por conseguinte, amanhã, a partir das 17h00, na Universidade Lusófona, no Auditório Victor de Sá (repito em "bold", para se ler bem) há boas possibilidades para quem tenha talento e queira tentar a sorte numa grande editora americana.
Uma oportunidade raríssima, que vem até nós. Haja quem, para além dos quatro que já estão garantidos, consiga impressionar os "marvellers" americanos!

E nada de se preocuparem com o facto de o estilo gráfico característico dos super-heróis da Marvel não ser o vosso. Cebulski está interessado em apreciar todos os estilos, desde que atinjam os níveis desejados.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Banda Desenhada portuguesa nos fanzines (XIX) -- Autora: Andreia Rechena

Prancha (2 de 4) da banda desenhada Transporte, da autoria de Andreia Rechena

Experienciar novos grafismos, eis o que atrai Andreia Rechena para a Banda Desenhada. Rechena, monsantina migrada para Lisboa, é uma jovem autora-artista com um estilo muito próprio e invulgar. Claro que essa atitude de se expressar por uma estética insólita tem custos, um dos quais é o choque com a incompreensão, ou, no limite, a rejeição.
Daí a sua tentativa de transmitir essa vivência psicológica da rejeição, editando [R]Eject - Os ficheiros esquecidos, um fanzine onde engloba projectos seus (e de outros autores, como é o caso de Daniel Maia) rejeitados por causas várias, nem sempre directamente relacionadas com a qualidade.
No caso desta bedê, Rechena admite que nem foi bem isso que aconteceu, a queixa terá mais a ver com o factor esquecimento. E porquê? Porque a peça obteve uma menção honrosa no concurso anual organizado no âmbito do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (cujo tema era o Transporte), mas, como sucede a quase todas as obras participantes, a visibilidade máxima que conseguem é a de ficarem expostas durante o período do festival, e em seguida ficarem em poder da entidade organizadora, que se limita a arquivá-las (com a excepção de, por vezes, as bedês vencedoras dos 1º, 2º e 3º prémios terem direito a reprodução no catálogo do festival).
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Aos interessados em ver mais uma prancha desta bedê, e a capa do fanzine [R]Eject, bastar-lhes-á clicar no endereço abaixo indicado:
http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/

segunda-feira, novembro 05, 2007

Tertúlia BD de Lisboa - Ano XXI - 278º Encontro - Convidado Especial: Vasco Gargalo

Pranchas de banda desenhada da autoria de Vasco Gargalo, o Convidado Especial da Tertúlia BD de Lisboa deste mês

A principal, e invulgar, finalidade da existência da Associação Informal Tertúlia BD de Lisboa é a de dar a conhecer pessoalmente, a um numeroso grupo de bedéfilos, quem faz Banda Desenhada em Portugal, tanto consagrados como autores em princípio de carreira.
Além de os ficarem a conhecer em pessoa, os participantes na TBDL (costumo chamar-lhes "tertulianos", sem qualquer conotação a não ser o facto de participarem habitualmente na tertúlia), os "tertulianos" repito, ficam também a conhecer a obra, vasta ou nem por isso, do autor nosso convidado através da autobiografia que ele fornece, e sempre distribuída por todos os presentes.
Teremos desta vez, como Convidado Especial, um jovem autor de banda desenhada e cartune, o

VASCO GARGALO
Vasco Nuno Gargalo dos Santos, que opta por usar apenas, como nome artístico, Vasco Gargalo, nasceu em Vila Franca de Xira, a 12 de Janeiro de 1977. Possui o 12º Ano de escolaridade e um Curso de Banda Desenhada e Ilustração, com a duração de três anos, obtido no AR.CO.
Tem bandas desenhadas suas em duas publicações: semanário Mundo Universitário e revista Maxmen.
Participou nas exposições do Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada (2005), e numa exposição em Almada dos alunos de BD do AR.CO.
Tem cartunes, ilustrações e caricaturas publicadas nas revistas Focus, Plenitude e Cais, no semanário Expresso, no Jornal de Notícias e no Correio da Manhã.
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Alguém que nunca tenha participado na Tertúlia BD de Lisboa, e nisso esteja interessado, pode escrever-me ainda hoje, em correio azul, para mim, dirigindo a carta ao endereço:
Apartado 50273
1707-001 Lisboa
dando-me o nº de telefone e/ou nº de telemóvel, a fim de eu lhe responder, dando-lhe a informação do local onde se efectua a tertúlia, ainda a tempo de poder participar.
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Mais "posts" acerca da Tertúlia BD de Lisboa podem ser visitados nas datas:
2006 - Set. 29, Set. 2, Jul. 28, Jul. 1, Jun. 3, Abril. 24, Março, 30, Março 2

sexta-feira, novembro 02, 2007

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (LXXII) - Mundo Universitário - Autor: Filipe Goulão

Prancha da banda desenhada A capa não faz o monge, da autoria de Filipe Goulão

E assim continua o desfile de bandas desenhadas curtas, autoconclusivas numa única prancha, no jornal Mundo Universitário. (esta na edição nº 83, de 29 Out. 07). Uma publicação dedicada em exclusivo aos estudantes das universidades e/ou institutos superiores, que abrange quase todo o país (com excepção das Caldas da Rainha, mistérios quase insondáveis da distribuição).
Desde há dois anos, primeiramente ao ritmo quinzenal, de há um ano para cá com a periodicidade semanal, sempre, sem uma falha (até agora, três pancadas na madeira) tenho conseguido pressionar os autores-artistas nacionais a fazerem bandas desenhadas para este jornal, de tema livre, mas com uma recomendação minha: dêem um toquezinho que tenha a ver com a universidade, nem que seja aproveitarem para cenário a fachada de uma qualquer faculdade.
Hoje, a arte e o argumento são de Filipe Goulão. Continuo à espera do irmão, um pouco mais velho, o Paulo Goulão, que comigo colaborou na revista Selecções BD (fui colaborador das 1ª e 2ª séries, já não me recordo em qual delas é que o conheci ).
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Para quem quiser ver a lista de colaboradores deste suplemento "BD" que coordeno há dois anos no jornal Mundo Universitário, basta fazer "page down" (ou "scroll down") até chegar ao "post" de Out. 25, onde há um índice remissivo com os nomes dos autores e respectivas datas de publicação.

quarta-feira, outubro 31, 2007

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (LXXI) - O Primeiro de Janeiro - Autor: Agonia Sampaio

Prancha (1 de 5) da banda desenhada Melancolia, da autoria de Agonia Sampaio

Um suplemento jornalístico infantil com banda desenhada é, hoje em dia, uma raridade. O jornal nortenho O Primeiro de Janeiro abre essa excepção com o suplemento semanal O Janeirinho, na edição de 26 de Outubro (deste ano 07), com a banda desenhada sem palavras Melancolia, da autoria, argumento e desenho de Agonia Sampaio, autor poveiro já com bem recheado currículo banda-desenhístico.
É certo que o argumento não se lê, visto que se trata de uma bedê muda, mas ele está lá subjacente às imagens (extremamente pormenorizadas nos cenários, ponto forte do grafista), o que, presumo, induziu os responsáveis editoriais do suplemento infantil a aproveitarem-na como exercício/desafio à imaginação e criatividade literária dos pequenos leitores de O Janeirinho, com a seguinte proposta:

"Através destas ilustrações cria uma história e remete-a (...) através do e-mail leitura@oprimeirodejaneiro.pt. As melhores composições serão aqui publicadas. Se quiseres, podes ainda pintar as ilustrações."
Fico com imensa curiosidade em ver publicados os resultados deste interessante desafio, uma ideia muito pouco vulgar, provavelmente surgida pela já citada característica de se tratar de uma banda desenhada sem palavras.
Embora não esteja especialmente optimista no que concerne ao número de respostas, um pouco devido ao facto de as cinco pranchas terem uma montagem não especialmente convidativa (só se for com a ajuda daqueles pais mais bedéfilos) algo encavalitadas em apenas três páginas do suplemento.
O Primeiro de Janeiro e a valiosa contribuição que prestou, em tempos idos, à divulgação de boa banda desenhada de origem americana
Aproveito para relembrar (ou dar a conhecer aos visitantes mais jovens) o facto de este jornal do Norte ter sido, em tempos, um importante suporte para a BD, razão pela qual, eu, lisboeta por nascimento e a viver em Lisboa, comprei durante anos a edição de domingo daquele jornal. Porque, somente nas suas páginas foi possível ver, por exemplo, a clássica série Príncipe Valente reproduzida a cores aparentadas com as originais das "Sunday pages dos jornais americanos, reproduzidas lá no enorme formato "standard" (por cá, no tablóide, portanto maior do que era habitual publicar BD em Portugal) durante muitos anos, o que, de imediato, apaixonou o meu amigo Manuel Caldas, que, por culpa desse "coup de foudre" se tornou um dos maiores especialistas mundiais daquela famosa série. Além de outras famosas obras serializadas, The Katzenjammer Kids ou The Captain and the Kids (com o título adaptado para português de várias maneiras, por exemplo Necas, Tonecas, Barbaças e Leocádia, estou a citar de cor, peço desculpa por alguma inexactidão, ou Os Sobrinhos do Capitão) obra criada por Rudolph Dirks e herdada por Hy Eisman) , além de O Coração de Julieta (The Heart of Juliet Jones, com desenho de Stan Drake(*), argumento de Eliot Caplin) e As Aventuras de Dick (salvo erro era este o título em português, correspondente a Dick's Adventures in Dreamland, com desenho de Neil O'Keefe, argumento de Max Trell), todas estas, não em simultâneo, claro, mais aquela tira a preto e branco noutra página, ainda hoje publicada, com o inenarrável e politicamente incorrecto machista Zé do Boné (Andy Capp, da autoria de Reg Smythe), apesar disso, ou precisamente por isso?, acabadinho de ter direito à publicação em álbum português!, um exclusivo de longos anos de O Primeiro de Janeiro, mas actualmente nele reproduzido sem a mínima consideração, reduzido a uma tira minúscula, em que as legendas quase só se conseguem ler com a ajuda de lente...
(*) Este Stan Drake trabalhou também para o mercado europeu. entre 1981 e 1988, ao desenhar, sob argumento de Leonard Starr, a série Kelly Green, dada a conhecer ao público português pela revista Jornal da BD (para a qual criei o Suplemento BD, apenas acessível nas encadernações que mantêm as capas da revista, e onde também respondia às cartas dos leitores sob o pseudónimo Ardina).
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Para os interessados neste tema de Banda Desenhada Portuguesa publicada nos jornais, há uma extensa lista remissiva acoplada ao "post" de Outubro, 25. Basta ir à coluna "Archives" e clicar, como qualquer habitual visitante sabe.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Mangá "made in" Portugal (VII) - Autora: Inês Freitas

Prancha inicial da bd Ronin, da novel mangaka Inês Freitas

A mangá, vertente japonesa da BD, atrai cada vez mais a juventude, como leitores e como mangakas (autores), e, entre esta categoria, encontram-se várias jovens lusas com talento para o desenho, mais do que em qualquer outro tipo de banda desenhada. Inês Freitas é uma delas.

Ocorreu-me agora mencionar esse pormenor, ao rever o fanzine Venham + 5, devido ao facto de ter sido o galardoado, na categoria de Melhor Fanzine (2006/2007), no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora.

Acerca deste fanzine já tinha falado no meu outro blogue, o
http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/
no "post" datado de Julho, 6. E volto agora a falar, mostrando outra das bandas desenhadas constantes do miolo do fanzine, e a respectiva capa.
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"Posts" anteriores dedicados ao mesmo tema:

(VI) Set. 8 - Autores: Hugo Teixeira (desenho), Vidazinha (argumento)
(V) Março 11 - Autor: Hugo Teixeira
2007 - Daqui para cima

(IV) Dez. 8 - Autora: Vanessa Nobre
(III) Dez., 8 - Autor: João Paulo Baptista
(II) Julho, 8 - Autores: Pedro Roxo Nogueira (desenho), Paula Cunha (argumento)
(I) Junho, 28 - Autores: Ana Freitas (desenho), Nuno Duarte (argumento)
2006 - Daqui para cima

quinta-feira, outubro 25, 2007

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (LXX) - Mundo Universitário - Autor: Pedro Manaças

Prancha da banda desenhada Des-concerto, que introduz o anti-herói Manegas, da autoria de Pedro Manaças (in Mundo Universitário nº 82, de 22 Out. 07)

Continuando a funcionar como montra ecléctica da BD portuguesa, o jornal Mundo Universitário publicou na 2ª feira passada mais uma bd, a cores, da autoria de Pedro Manaças.
Como os meus caros amigos visitantes deste blogue devem ter a noção, não é fácil a tarefa (mas "quem corre por gosto não cansa", como diz o aforismo) que tenho, como coordenador daquela página, de conseguir uma banda desenhada todas as semanas. Com a experiência que me advém de longo percurso ao serviço da banda desenhada, como divulgador (também como editor amador), optei por arranjar uma equipa numerosa, composta por todos aqueles autores-artistas que demonstram ser capazes de realizar, com presteza, o tipo de banda desenhada que lhes peço, e que não é nada fácil: uma história autoconclusiva, numa só página.
Felizmente que tenho tido resposta positiva de muitos banda-desenhistas, neles se incluindo até alguns nomes importantes da BD nacional, como é o caso de Pedro Massano, Zé Paulo, Arlindo Fagundes, Nuno Saraiva, José Carlos Fernandes, Zé Manel... e de cerca de cinco dezenas de outros, que, não por menos consideração, mas apenas porque os nomes deles podem ser vistos na lista que incluo, como é meu hábito, no "post" remissivo em rodapé.
Note-se que a página já existe há dois anos. Inicialmente o Mundo Universitário era quinzenal, mas (e ainda bem), de há um ano a esta parte passou a semanário. Por isso, a tarefa é mais árdua, porque todos os autores-artistas que convido aceitam colaborar (ainda só houve um que declinou o convite), mas, o pior, é concretizarem o trabalho...
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Ver "posts" anteriores, deste mesmo tema, na coluna "arquivo" nas datas indicadas:

Out. 16 - Álvaro
" 12 - Pedro Alves
" 10 - Lam (João Lam)
" 3 - Autores: Ricardo Reis, Cristiano Baptista e André Oliveira
Set. 25 - Autor: Antero Valério
Agosto, 14 - Gui e Joca
Agosto, 13 - Joba e ML
Julho 12 - Luca
Junho 4 - Esgar Acelerado
Maio 31 - Algarvio
" 28 - Ricardo Cabral
" 14 - José Carlos Fernandes " 12 - Filipe Andrade (desenho), Filipe Pina (argumento)
" 1 - Vasco Gargalo
Abril 24 - Zé Manel
" 18 - Arlindo Fagundes (arg. e desenho), José Pedro Costa (cor)
Março 30 - Pedro Nogueira
" 23 - José Lopes (MU nº 61)
" 16 - Zé Paulo (MU nº 60)
" 7 - Lam (MU nº 59)
" 1 - Ricardo Correia (desenho), André Oliveira (argumento), Ana Maria Baptista (colorido) Fev.12 - Pedro Zamith
" 7 - Nazaré Álvares
" 7 - Marco Mendes
Jan. 23 - Ângela Gouveia
" 16 - Filipe Goulão
2007 - (lista acima)

Dez.6- A.Rechena
Nov.28 - José Lopes
" 21 - Pedro Alves
" 14 - Nuno Saraiva
" 8 - Pedro Morais
Out.31 - Ricardo Ferrand
" 24 - Algarvio
" 17 - Ricardo Cabral
" 11 - Álvaro
" 5 - Pedro Massano
Set.27 - Derradé
" 24 - Nuno Saraiva
Ainda em 2006, mas após as "férias grandes" (entre 8Jun. e 24Set, lapso de tempo em que o MU não foi editado), a lista de colaboradores vê-se daqui para cima

Jun.8 - Estrompa
Maio 31 - António Valjean
" 24 - Pedro Nogueira
" 20 - Zé Manel
" 16 - Ricardo Cabral e Jorge Cabral
" 12 - Pepedelrey
" 4 - J.Mascarenhas
Abril 5 - Cheila
Março 29 - Pedro Manaças
" 20 - Júcifer (Joana Figueiredo)
" 15 - Pedro Nogueira
Fev.14 - A.Rechena
" 8 - Derradé
Jan.19 - Pedro Alves
2006 (lista acima)

Dez.12 - Álvaro
Nov.24 - Luís Valente
" 15 - Paulo Marques e Bruno Silva
Out.28 - Fritz
" 13 - Francisco Sousa Lobo
2005 (Lista acima. Neste ano houve mais autores publicados no MU, mas cujas pranchas não foram reproduzidas aqui no blogue)

terça-feira, outubro 16, 2007

Concurso de Banda Desenhada em Odemira - Regulamento (síntese)

Um concurso de banda desenhada é sempre um desafio para quem se julga com talento para essa forma de arte. Porque, como regra geral, as entidades organizadoras expõem as obras galardoadas com os prémios principais, e também, quando há, as menções honrosas. Isso permite ao participante confrontar-se com as capacidades artísticas dos outros, e, eventualmente, tirar lições de como resolver determinados pormenores. É, indubitavelmente, uma experiência prática, constituída pelo próprio trabalho e pela análise do dos outros.

Vamos então falar deste concurso, já o segundo que é organizado pela Biblioteca Municipal José Saramago, de Odemira.

Antes de mais, vou registar 7 pormenores essenciais para esclarecimento dos interessados:

Um
A data limite para entrega das bandas desenhadas é 30 de Novembro (de 2007, obviamente);
Dois
A partir dos 16 anos, inclusive, todos podem participar;
Três
O tema é livre! (Ou seja, vale tudo: fazer estilo mangá, super-heróis, bedê humorística, realista, ou tipo ficção científica, é como lhes der mais jeito...)
Quatro
Todas as pranchas das bandas desenhadas concorrentes deverão ser apresentadas em folhas formato A3
(Ora aqui está uma exigência inédita, tanto quanto me permite afirmar como membro participante em cerca de três dezenas de júris de concursos de BD. O habitual é que os concorrentes possam usar folhas de papel A4 ou A3. Mas acho bem, para a finalidade de exposição, o formato A3 dá outro brilho à mostra que se fizer).
Cinco
As bandas desenhadas podem ser enviadas por correio, através de registo com aviso de recepção, para
Biblioteca Municipal "José Saramago" de Odemira
Cerro do Peguinho
7630 Odemira
e têm de estar na posse da organização até ao dia 30 de Novembro (se a data constante dos correios for posterior à data limite, a bd não será aceite).
A entrega em mão poderá fazer-se durante o funcionamento da Biblioteca Municipal (das 10h às 18h).
Seis
Prémios:
1º - 200€
2º - 100€
3º - 50€
Sete
A entrega dos prémios será feita em reunião pública a realizar na Biblioteca Municipal, no dia 15 de Dezembro (sábado), pelas 16 horas.

Vejamos agora outros pormenores, também importantes:
- Cada concorrente poderá participar com mais do que uma bedê, desde que as envie separadamente e com pseudónimos diferentes;
- As pranchas devem ser agrafadas, numeradas e assinadas com o pseudónimo no canto inferior direito;
- Juntamente com as obras participantes deverá ser anexado um envelope que conterá no exterior o pseudónimo do concorrente, e no interior, de forma bem clara e legível, os seguintes elementos identificativos do autor: nome, morada, nº de telefone, e, se for o caso, a escola que frequenta;
- Deverão ser enviadas, ou entregues (conforme o caso), além das pranchas originais, 3 cópias de cada prancha.
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"Post" remissivo
Relacionado com o tema tratado na presente postagem, pode ser lido um texto, da autoria deste bloguista, intitulado:
Concursos de Banda Desenhada - Subsídios para um estudo
"Post"visitável neste blogue na seguinte data: 2005, Julho 27

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (LXIX) - Mundo Universitário - Autor: Álvaro

Prancha da bd As comoventes aventuras de Marco e Daniel, por Álvaro

Semana a semana, os universitários vêem, gratuitamente, Banda Desenhada em prancha inteira, formato grande (sensivelmente A3), a cores, no semanário Mundo Universitário.
Com a atávica tendência do portuga em apenas dizer mal (é o que parece bem, dá ar de inteligência e exigência), quem ler isto é capaz de dizer. "Olha a grande coisa, ainda se fosse uma banda desenhada com várias páginas". Pois é, o jornal não foi criado para divulgar a BD, inclui nas suas páginas temas diversos, e a Banda Desenhada (portuguesa!) é simplesmente um desses temas.
Se todos os jornais gratuitos que há por aí [Metro, Global, Meia Hora, Oje (não percebo este título, será espanhol, talvez)], fizessem o mesmo (o Destak tem uma tira de autor português, faça-se-lhe justiça), seria muito bom para a BD nacional, e não só.
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Ver "posts" anteriores, deste mesmo tema, na coluna "arquivo" nas datas indicadas:

Out. 12 - Pedro Alves
" 10 - Lam (João Lam)
" 3 - Autores: Ricardo Reis, Cristiano Baptista e André Oliveira
Set. 25 - Autor: Antero Valério
Agosto, 14 - Gui e Joca
Agosto, 13 - Joba e ML
Julho 12 - Luca
Junho 4 - Esgar Acelerado
Maio 31 - Algarvio
" 28 - Ricardo Cabral
" 14 - José Carlos Fernandes
" 12 - Filipe Andrade (desenho), Filipe Pina (argumento)
" 1 - Vasco Gargalo
Abril 24 - Zé Manel
" 18 - Arlindo Fagundes (arg. e desenho), José Pedro Costa (cor)
Março 30 - Pedro Nogueira
" 23 - José Lopes (MU nº 61)
" 16 - Zé Paulo (MU nº 60)
" 7 - Lam (MU nº 59)
" 1 - Ricardo Correia (desenho), André Oliveira (argumento), Ana Maria Baptista (colorido) Fev.12 - Pedro Zamith
" 7 - Nazaré Álvares
" 7 - Marco Mendes
Jan. 23 - Ângela Gouveia
" 16 - Filipe Goulão
2007 - (lista acima)

Dez.6- A.Rechena
Nov.28 - José Lopes
" 21 - Pedro Alves
" 14 - Nuno Saraiva
" 8 - Pedro Morais
Out.31 - Ricardo Ferrand
" 24 - Algarvio
" 17 - Ricardo Cabral
" 11 - Álvaro
" 5 - Pedro Massano
Set.27 - Derradé
" 24 - Nuno Saraiva
Ainda em 2006, mas após as "férias grandes" (entre 8Jun. e 24Set, lapso de tempo em que o MU não foi editado), a lista de colaboradores vê-se daqui para cima
Jun.8 - Estrompa
Maio 31 - António Valjean
" 24 - Pedro Nogueira
" 20 - Zé Manel
" 16 - Ricardo Cabral e Jorge Cabral
" 12 - Pepedelrey
" 4 - J.Mascarenhas
Abril 5 - Cheila
Março 29 - Pedro Manaças
" 20 - Júcifer (Joana Figueiredo)
" 15 - Pedro Nogueira
Fev.14 - A.Rechena
" 8 - Derradé
Jan.19 - Pedro Alves
2006 (lista acima)

Dez.12 - Álvaro
Nov.24 - Luís Valente
" 15 - Paulo Marques e Bruno Silva
Out.28 - Fritz
" 13 - Francisco Sousa Lobo
2005 (Lista acima. Neste ano houve mais autores publicados no MU, mas cujas pranchas não foram reproduzidas aqui no blogue)

segunda-feira, outubro 15, 2007

Banda Desenhada em Espanha num rápido olhar (III) - Uma revista: El jueves

Lo que nunca sale por la tele, uma bedê autoconclusiva (one shot) assinada por Azagra nas págines de El Jueves

O que nunca se vê na televisão, como diríamos nós em português, e como mostra o autor-artista Azagra, ao misturar ácido humor (a lista telefónica como exemplo de democracia é um achado) com crítica social aos "lobbies" ou às tendências dos "média" de se repetirem até à náusea.
Apenas uma das numerosas bandas desenhadas de grande comicidade e ironia corrosiva que preenchem as páginas da revista El Jueves, onde se reune um naipe de colaboradores (tanto no desenho como nos textos) de imensa categoria.

Capa de El Jueves, "la revista que secuestran los viernes", que vai no Ano XXX (!) e no nº 1584 (!!). Número que abarca a semana de 3 a 9 de Outubro de 2007

Com a sua periodicidade semanal, estes trinta anos de existência, para além de representarem uma longevidade editorial espantosa, representa, igualmente, o tipo de banda desenhada (bem como o cartune) que faz crítica impiedosa a tudo e todos, sem abdicar do humor.
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"Posts" anteriores relacionados com o tema "BD em Espanha num rápido olhar":
(II) Out. 11 - Um autor (F.Ibañez) e suas personagens (Mortadelo y Filemón) de sucesso
(I) Out. 8 - Um suplemento de jornal: Pequeño País

sábado, outubro 13, 2007

Revistas BD (III) - Portuguesas: ZORRO

Capa do número incial do semanário juvenil Zorro, da autoria de (José Pires)

"Quando abrires este jornal, é possível que penses:«Mais um jornal para rapazes?». Era assim que se iniciava o texto de apresentação, não assinado, mas que seria decerto do director, Adolfo Simões Müller, em 13 de Outubro de 1962, há 45 anos. Hoje, certinhos.

E continuava assim a conversa:

"Não! Ao apresentar ao público juvenil o primeiro número do jornal «ZORRO», esperamos sinceramente que ele não seja MAIS UM JORNAL, mas o verdadeiro jornal dos jovens, feito para eles e por eles. Pocurámos, de facto, elaborar uma revista de acordo com as preferências dos leitores manifestadas através de vários inquéritos e das numerosas sugestões que nos têm chegado. Daí o formato de algibeira, o aspecto gráfico moderno e o conteúdo incluindo sempre uma aventura ilustrada completa, várias séries de «histórias em quadradinhos» em continuação (...)"

Cerca de quatro anos mais tarde, estava-se a 11 de Junho de 1966 (na capa festejava-se a noite essencialmente lisboeta de Santo António), e 192 números publicados, finava-se o sonho, com a amargura a ressaltar do texto de despedida, naturalmente do director, num artigo intitulado "Até breve!". Dizia ele, em palavras quase diametralmente opostas às da apresentação:

"Com este número vai cessar o diálogo vivo e amigo entre este magazine e os seus milhares de leitores. Dizemos milhares para acentuar bem como é grande o público do «Zorro». E, no entanto, esse número é insuficiente para permitir manter uma publicação com as características deste semanário, necessariamente caro.
Parece que grande parte do público juvenil do nosso país está um pouco desinteressado desta fórmula que é o semanário ilustrado (...) O mundo de hoje, com o cinema, a rádio, a TV e outras distracções, dir-se-ia afastar os nossos jovens da leitura (...)"

Estas palavras parecem ter sido escritas hoje, tal a sua actualidade. Apenas se teria de acrescentar, como motivos de afastamento da leitura, os jogos de vídeo, de consola e de computador, os "chats" na internet, e os copos nas noites de fins-de-semana prolongados, a partir de 5ª feira. Mas, claro, continua a haver uma significativa camada de gente - estamos a falar de quem se interessa pelas artes e pela cultura - com prazer na leitura/visionamento da banda desenhada. Não sejamos derrotistas...

Depois disso editou-se a [revista] Tintin, entre 1968 e 1982, com grande êxito nos primeiros dez anos, mais coisa menos coisa, e acabou no décimo quarto ano, com as vendas a baixarem visivelmente.

Que ilação se pode extrair deste facto recorrente? Eu costumo dizer que os bedéfilos são essencialmente volúveis e maldizentes. Volúveis porque o entusiasmo dura somente uma dúzia de anos ou pouco mais. A partir daí começam a dizer mal de tudo o que a revista publica, e vão deixando de comprar, até que os editores se rendem à evidência, e acaba a publicação.

A capa do Zorro - Magazine da Juventude, nº 5, de 10 Nov. 1962

No caso do Zorro, não se pode dizer que fosse por falta de motivos de interesse em termos bedéfilos. Muitas séries e heróis populares lhe animaram as páginas, como por exemplo Lucky Luke, Tintin (aliás, grafado Tim-Tim) e Astérix, três pesos pesados no que se refere a popularidade.

Capa do "magazine da juventude" Zorro, nº 26, de 6 Abr. 1963, em que é anunciado o episódio "Tim-Tim em As Jóias da Prima-Dona" (assim então chamaram a Madame Bianca Castafiore)

Uderzo, desenhador de Astérix, era também quem concretizava a imagem de Michel Tanguy, presente, com os seus aviões, nas páginas do Zorro. Talvez com menos impacte junto dos leitores, mas com qualidade gráfica e de argumento, houve ainda as séries Marc Dacier, Buck Danny, Charlie Chan (este em episódios autoconclusivos de umas tantas páginas em cada número), Lolocas e Pompom (Modeste et Pompom, no original), Buffalo Bill, Sexton Blake, Robin dos Bosques, Gaston Lagaffe (baptizado em português por Zacarias...), Sexton Blake (tal como este, vários dos mencionados "heróis" tinham sido êxitos no Cavaleiro Andante -1952/1962-, publicação congénere anterior regida pelo mesmo director), Umpá-pá (com esta grafia aportuguesada), Jerry Spring, Blondin et Cirage (versão portuguesa: Loirinho e Escarumba), Bessy, Jean Valhardi, Johan et Pirluit (transformados em "O Cavaleiro Patali"), Spirou et Fantasio ("Serafim e Flausino"), Jo, Zette e Jocko (que apareciam com estes seus nomes de origem nos episódios "O Manitoba não responde" e "A erupção do Karamako", mas que viriam mais tarde a ser forçados a adoptar os nomes de Joana, João e o macaco Simão), Howard Flynn, Michel Vaillant (Miguel Gusmão, não soa a nome de corredor de automóveis, mas foi o que lhe conseguiram arranjar mais parecido, digo eu).



As duas primeiras páginas do episódio Astérix e a foice doirada, título com que surgia esta famosa série na revista Zorro, no nº 27 de 13 Abril 1963

A plêiade de personagens deste jornal infanto-juvenil tinha resultado de uma boa selecção, onde não faltaria Astérix, mais o seu inseparável Obelix, apresentado como "alfaiate e distribuidor de menires", também Cantarix (assim se chamava o bardo, igualmente empossado da função de "professor-ensina os meninos", e o chefe supremo da aldeia era o Bigodix (a tendência para alterar os nomes das personagens de Goscinny e Uderzo já vem de longe), todos estes estão à disposição visual dos leitores a partir do nº 27, de 13 de Abril de 1963.
Falar-se de personagens da BD implica referir nomes dos autores-artistas e argumentistas que as criaram. E muitos deles são hoje bem sonantes.
Apesar de terem desaparecido praticamente todas as assinaturas (porque seria?), detectam-se, pelo estilo, entre os estrangeiros: Guido Buzzelli (é verdade!), Caprioli, Jijé, Franquin, Peyo, Hans Kresse, um dos Blasco (talvez o Alejandro), Mitacq, Morris, Hergé, Eddy Paape, Victor Hubinon, Renato Polese, Aidans, Raymond Reding, Weinberg, Gerald Forton, William Vance, Jean Graton, Tibet, Jacques Martin, Funcken...

Os portugueses é que foram poucos. Houve capas desenhadas por (José Pires), Manuel Ferreira (um muito bom desenhador pouco referenciado) e José Garcês. Este último, ao nível de BD, foi o único colaborador, tendo recriado, por exemplo, a figura de Texas Jack (!)

E pronto. Como "tristezas não pagam dívidas", assim diz o povo, a [revista] Zorro finou-se, num alegre dia de Santo António, com a feérica ilustração da capa do nº 192 a esconder a tristeza da circunstância de ser o derradeiro.

Zorro - semanário juvenil
Formato: 15x21cm
Director: Adolfo Simões Muller
Editor: M. Nunes de Carvalho
Propriedade da E.N.P. (Empresa Nacional de Publicidade)
Administração: Av. da Liberdade, 266
Lisboa
Telefone 48104 (!)

sexta-feira, outubro 12, 2007

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (LXVIII) - Mundo Universitário - Autor:Pedro Alves

Prancha da banda desenhada da autoria de Pedro Alves, reproduzida no semanário Mundo Universitário

Semanalmente, o jornal gratuito Mundo Universitário continua a ser a montra mais abrangente da BD portuguesa, já tendo sido publicados cerca de cinquenta autores.
Haverá pessoas que se sentirão intrigadas com este vasto número de banda-desenhistas, e pensem que finalmente, há condições de sobrevivência para quem quer viver apenas da Banda Desenhada. Não é isso. O que sucede é haver muita gente com talento para o desenho, que vive de fazer de tudo um pouco - banda desenhada, ilustração, desenho animado, publicidade... -, que gostam de aproveitar as oportunidades que surgem, e esta página do Mundo Universitário é uma delas.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Banda Desenhada em Espanha num rápido olhar (II) - Autor (F.Ibañez) e personagens (Mortadelo y Filemón) de sucesso

Prancha do álbum Mortadelo y Filemón - El balón catastrófico

Claro que Espanha tem um vasto mercado e a população goza de boa capacidade económica. Junte-se a estes "pormaiores" o facto de Francisco. Ibáñez ter uma capacidade, diria eu que inesgotável, para criar situações meio loucas, de comicidade inaudita, para os seus anti-heróis cómicos, Mortadelo y Filemón (transpostos para um filme, com actores, que já foi exibido em Portugal).
Todos estes factores juntos fazem com que desta série já tenham sido publicados 176 números. E, mais espantoso ainda, alguns dos álbuns/episódios têm várias edições, cinco por exemplo tem este El balón catastrófico nº 63 a mais recente (que comprei agora em Badajoz) datada deste ano de 2007, tendo sido a 1ª em 1994, a 2ª em 1995, a 3ª em 1999, a 4ª em 2003, conforme se pode ler na ficha técnica, o que significa uma nova edição de quatro em quatro anos. É pena (muita) que não diga qual a tiragem. Mas não deixa de ser impressionante.
Para saber mais acerca do autor e da obra, visitar:
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"Post" anterior relacionado com o tema "BD em Espanha num rápido olhar":
(I) Out. 8 - Um suplemento de jornal: Pequeño País

quarta-feira, outubro 10, 2007

Seminário: A Arquitectura na Banda Desenhada - Local: UAL

Vinhetas desenhadas por Jiro Taniguchi, um artista japonês autor de mangá com estimulante abordagem da arquitectura, na opinião de João Paulo Cotrim, um dos conferencistas do seminário A Arquitectura na Banda Desenhada
Como costumo dizer: quanto mais elevado é o nível sócio-cultural das pessoas, mais consideração têm elas pela Banda Desenhada.
A comprová-lo, mais uma vez, surge imprevistamente um seminário numa universidade, congregando nomes de relevo na área do ensaísmo e da autoria da figuração narrativa nacional. Veja-se em detalhe o programa, iniciado o mês passado:
UAL (Universidade Autónoma de Lisboa) - Departamento de Arquitectura - Seminários 2007-08
1º semestre
Seminário: A Arquitectura na Banda Desenhada - 1º, 5º e 9º (inscritos no tema9 semestres:
Coordenação: Draª Dóris Graça Dias e Arqº Paulo Serôdio Lopes
Consultoria: Especialista em BD João Paulo Cotrim
*26/9 - sessão conjunta de Seminários, para lançamento dos dois temas do semestre e inscrição dos alunos do 9º semestre
- Apresentação dos seminários: Drª Dóris Graça Dias e Arqº Paulo Serôdio Lopes
- Conferência inaugural por José Manuel Fernandes: "Lisboa, Urbanismo e Arquitecturas"
*10/10 - sessão 2
- Conferência: João Paulo Cotrim, escritor e crítico de BD: "Habitar o Espaço entre os Quadradinhos"
- Debate
*7/11 - sessão 4
- Conferência: Miguel Rocha (ilustrador) e Dr. Francisco Oliveira (argumentita): "Cruzamento de linguagens na BD"
- Debate
*21/11 - sessão 3
- Conferência: Prof. Paulo Pereira, historiador: "Arquitectura, Património e BD"
- Debate
*28/11 - sessão 5
- teste de avaliação (teste-americano para todos inscritos no tema - 1º, 5º e 9º semestres)
- Conferência: Drs. João Ramalho Santos e João Miguel Lameiras: "As Cidades do Futuro"
- Debate
*12/12 - sessão 6
- Conferência final: Arqº Pedro Cabrito e autor de BD: "Arquitectura vs BD"
- Debate
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Pela sua utilidade e oportunidade, reproduzo aqui o comentário de visitante anónimo (que pena não se ter identificado...), ao que parece, bem informado e, espero, bem intencionado:
"E não é só para os alunos do curso de Arquitectura da UAL. Qualquer interessado que queira participar e assistir será bem-vindo.
Nas datas assinaladas, entre as 14h e as 17h, no Boqueirão dos Ferreiros, nº 11, em Santos, entre as ruas da Boavista e D. Luís I, perto da ETIC."

Festivais, Salões BD e afins - (Amadora) 18º Festival/2007

Cartaz do FIBDA 2007 (*)

Milo Manara, um dos expoentes da BD erótica (por vezes a saltar a ténue barreira que a separa da pornográfica) vai estar de novo na Amadora, e, obviamente, será um dos maiores atractivos do evento. Isto sem desprimor para outro autor bastante importante, embora de estilo e temática bem diferentes, Lewis Trondheim, que também virá a Portugal.

Talvez por o tema central deste ano do festival ser a Maioridade, uma das exposições localizadas no Piso1 do Fórum Luís de Camões será exlusivamente visionável por maiores de 18 anos, e as pranchas expostas pertencem a Milo Manara (claro), Liberatore (espantoso artista da BD), Mattioli e Leone Frollo.

Uma das exposições que mais atrairá os bedéfilos tem a ver com o projecto "100 BDs do Século" (que foi levado a cabo pelo CNBDI, e em que estiveram envolvidos vários especialistas, incluindo este bloguista), e que, por agora, deu azo à realização de uma mostra reduzida às dez obras de Figuração Narrativa mais votadas entre essas cem. O título será, pois, As 10 BD's do Século XX, e estarão representadas as seguintes personagens ou séries:
Little Nemo
Krazy Kat
Tintin
Batman
Spirit
Peanuts
Astérix, Blueberry, Corto Maltese
Maus

Para além do núcleo central do festival, que mantém a localização no Fórum Luís de Camões, na Brandoa, haverá, como em anos anteriores, outros núcleos exposicionais: Galeria Municipal Artur Bual, Casa Roque Gameiro, Recreios da Amadora e CNBDI.

(*) Não se estranhe o aspecto algo artesanal da imagem do cartaz, pois trata-se, neste caso, do aproveitamento da capa do catálogo distribuído à imprensa.

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (LXVII) - Mundo Universitário - Autor: Lam

Prancha da banda desenhada desCLASSIFICADOS, da autoria (argumento, desenho e cor) de Lam

João Lam viveu uns anos em Macau. Quando chegou a Lisboa, teve a possibilidade de colaborar no semanário de humor e sátira social O Fiel Inimigo (que acabaria por simplificar o título para O Inimigo) , fazendo banda desenhada e ilustração. Foi aí que dei por ele, lhe apreciei o estilo e o talento.
Um dia, com grande espanto meu, fui encontrá-lo no Alentejo, a fazer parte do grupo dos componentes do Atelier Toupeira, de Beja. E isto porquê? Porque o Lam tinha familiares em Beja, e resolveu tomar conta da propriedade da família, ou seja, passou a ser agricultor.
A vida dá muitas voltas, como se costuma dizer, o João Lam voltou para Lisboa, e eu convidei-o de imediato a colaborar no Mundo Universitário, sendo esta a 2ª bd com que participa neste jornal.
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Ver "post" anterior, deste mesmo tema:

(LXVI) - Out. 3 - Autores: Ricardo Reis, Cristiano Baptista e André Oliveira
(LXV) - Set. 25 - Autor: Antero Valério (neste "post" tem a lista de outros autores que colaboraram anteriormente)

terça-feira, outubro 09, 2007

Banda Desenhada portuguesa nos fanzines (XVIII) - Autores: Miguel Marreiros, Ana Baptista, Ricardo Correia, Mariana Perry e André Oliveira

Prancha de Mariana Perry (desenho) e André Oliveira (argumento), duma bd intitulada Um Sentir Só

Miguel Torga merece todas as homenagens, e a Banda Desenhada não poderia deixar de participar. André Oliveira estudou a obra, o homem e o escritor, após o que escreveu quatro argumentos para outros tantos jovens banda-desenhistas, todos pertencentes ao colectivo informal Imaginarte.

Mariana Perry, uma das componentes, e grande talento em embrião, tem aqui a sua quota-parte, a banda desenhada Um Sentir Só, uma das quatro publicadas no fanzine Tertúlia BDzine (nº118, de 2 de Outubro de 2007).

Prancha de Ricardo Correia (desenho) e André Oliveira (argumento), respeitantes à banda desenhada Torga!

Dedicada ao próprio Miguel Torga, aliás, ao médico Adolfo Rocha, esta banda desenhada descreve (ou imagina?) a forma como surge o pseudónimo que haveria de se tornar importante na Literatura Portuguesa.
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Os interessados em ver mais duas das pranchas desta banda desenhada poderão fazê-lo no blogue http://fanzinesdebandadesenhada.blogpot.com/

segunda-feira, outubro 08, 2007

Banda Desenhada em Espanha num rápido olhar (I) - Um suplemento de jornal: Pequeño País

Banda Desenhada autoconclusiva, numa só prancha (one shot), que apresenta Natalia, uma heroína infantil criada (argumento e desenho) por Sergio Salma.
Local de publicação: Pequeño País, suplemento dominicial do jornal diário El País. Data: 7 de Outubro de 2007

Conheço este suplemento espanhol, de banda desenhada infantil, há muitos anos. Pena que não publique ficha técnica, nem possua numeração, pelo que não sei dizer qual a sua longevidade, embora, obviamente, tenha a noção da sua já longa existência.

O Pequeño País inclui bandas desenhadas de autores estrangeiros e espanhóis, totalmente a cores. Faz assim um trabalho de captação de novos leitores de banda desenhada (ou historietas, ou tebeos, ou comics, termos que usam indiscriminadamente), uma tarefa meritória.
Eu sei, em tempos idos houve vários suplementos, tanto de carácter infantil como juvenil, entre os quais posso citar, de memória: Pim Pam Pum (infantil, jornal O Século), Nau Catrineta (infantil, jornal Diário de Notícias), Pirilim (juvenil, jornal Comércio do Porto), Quadradinhos (juvenil, jornal A Capital). Mas, de hoje em dia, apenas estou a visualizar um, intitulado Terra do Nunca, à vezes com uma sequência visual desenhada por Fernanda Fragateiro, que se publica inserido no Notícias Magazine, um magazine (passe a redundância, mas é propositada, porque parece que há medo de se dizer magazine e cai-se no incrível pleonasmo de se dizer "a revista Artes Magazine"), portanto, repito, um magazine dominical editado em conjunto pelos jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias. É pouco, mas vá lá...

quarta-feira, outubro 03, 2007

Banda Desenhada portuguesa nos fanzines (XVII) - Autor: Zé Paulo

Prancha (2 de 4) da banda desenhada Príncipe Valente no Século XXI descendo a Calçada dos Cavaleiros em contramão, da autoria de Zé Paulo, publicada no fanzine Tertúlia BDzine nº 117 em Setembro 07

Zé Paulo (ou ZEPAULO, como ele assina), é um dos nomes mais importantes da revista Visão (de BD), que se publicou entre Abril de 1975 e Maio de 1976, e com um extenso currículo na Banda Desenhada portuguesa.
(Há entrevista com José Paulo Simões neste blogue, no "post" datado de 2006, Junho 30)
Prancha (3 de 4) da bd acima indicada

(Nesta prancha aparece alguém cuja cara não me é estranha... já a tenho visto como personagem noutras bandas desenhadas).

------------------------------------Quem estiver interessado em ver as 1ª e 4ª pranchas terá de visitar o meu outro blogue, no endereço http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/


Falar de BD em língua portuguesa em Espanha (Badajoz)

Cartaz das Jornadas de Língua Portuguesa e Cultura dos Países Lusófonos, um evento organizado bienalmente em Badajoz por um grupo de professores

Programa das II Jornadas de Lengua Portuguesa y Culturas Lusófonas, que irão ser realizadas nos dias 5 e 6 de Outubro de 2007, na Facultad de Biblioteconomia (Plazuela Ibn Marwan - Badajoz.
Entidade organizadora: APPEX - Asociación del Profesorado de Portugués de Extremadura.

Será inusitado falar-se de BD em língua portuguesa em Espanha (Badajoz). Mas é isso que vai aontecer, no próximo sábado, dia 6, como se pode ver pelo programa acima reproduzido (como se sabe, é necessário ampliar a imagem, a fim de ficar legível) de um evento dedicado essencialmente à temática linguística, mas onde a Banda Desenhada Portuguesa também será falada... e em português.
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Texto escrito "a posteriori"
Estas Jornadas de Língua Portuguesa têm, entre os elementos organizadores, três pessoas com quem contactei: Pedro Luís Cuadrado, Luís Leal Pinto e Fátima Merino. Tenho de agradecer muito especialmente aos dois primeiros, porque foram incansáveis na resolução de um problema associado à projecção de imagens através de um retroprojector. E graças a eles, em cima da hora, a quase impossibilidade imprevista foi superada.
Tudo está bem quando acaba bem, como se costuma dizer.
Pormenores desta excelente iniciativa que um grupo de professores de português levam a cabo bienalmente podem ser vistos nos endereços:
E, já agora, o jovem, simpático e eficiente (e bedéfilo) professor Luís Leal Pinto, também bloguista, merece que se visite o seu blogue. Eis o endereço:
http://cronicasdanonaarte.blogspot.com/

Banda Desenhada Portuguesa nos jornais (LXVI) - Mundo Universitário - Ricardo Reis (desenho), Cristiano Baptista (cor), André Oliveira (arg.)

Prancha da banda desenhada O "Convento" do Barba Rosa

Uma banda desenhada de cariz metafórico (os alunos da Faculdade de Belas Artes de Lisboa tê-la-ão entendido melhor do que ninguém), da autoria de Ricardo Reis (desenho), Cristiano Baptista (cor) e André Oliveira (argumento).
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Ver "post" anterior, deste mesmo tema:
(LXV) - Set., 25 - Autor: Antero Valério
(neste "post" tem a lista de outros autores que colaboraram anteriormente)