sábado, janeiro 31, 2009

Tertúlia BD de Lisboa - 294º Encontro - Convidado Especial: Mário Freitas


Prancha do episódio Refundação (Super Pig nº 4) desenhada por Carlos Pedro e arte-finalizada por Mário Freitas.

Mais um encontro da associação informal Tertúlia BD de Lisboa, cujo programa, como sempre, é dividido em três partes:
1ª - Jantar (entre as 20h00 e as 21h30)
2ª - Sorteio interactivo de BD, onde se sorteiam peças (álbuns, revistas e fanzines) oferecidas pelos próprios "tertulianos", que assim permite não só uns momentos de entretenimento, como também permitir o contacto entre quem oferece a peça e quem a recebe.
3ª - Todos os presentes ficarem a conhecer, não só pessoalmente como através de auto-apresentação escrita e oral, o Convidado Especial do encontro. Que vai ser:

MÁRIO FREITAS
Mário Miguel Rocha de Freitas nasceu em Lisboa, a 9 de Maio de 1972. Licenciou-se em Gestão pelo I.S.E.C., mas, após ter trabalhado na especialidade relacionada com o seu curso superior, acabou por optar pela profissão de editor-livreiro, sendo proprietário da Livraria Kingpin of Comics, e responsável pela chancela editorial Kingpin Comics, acumulando isso com actividades criativas na BD, como argumentista, legendador e arte-finalista.
Criou argumentos para:
a) ... a Revista Super-Pig, do nº 1 ao nº 4, na totalidade do seu conteúdo bedístico;
b) ... uma bd em 3 horas com o título "Rivais";
c) ... uma bd em 2 horas com o título "Terror Artist";
d) ... a bd "Conveniências", numa só prancha autoconclusiva, a cores, no jornal Mundo Universitário;
e) ... o episódio "Ícone"(uma prancha autoconclusiva, a cores, em formato A3), publicado no nº 3 do zine Efeméride, integrado no título genérico "Super-Homem no Século XXI";
f) ... a bd em quatro pranchas "O Último Resistente do Parque Mayer", pulicada no fanzine Tertúlia BDzine;
g9 ... a bd "A Última História do Omnimaledicente" a publicar no fanzine Bizarro Especial 10 Anos".
Enquanto arte-finalista tem a seu crédito:
a) Revista Super-Pig nºs 1, 2 e 4;
b) C.A.O.S., livro 3;
c) A bd em 3 horas "Rivais";
d) A bd em 2 horas "Terror Artist";
e) No Tertúlia BDzine, a bd "Tertúlia do Horror apresenta 'O Monstro do Pântano";
f) O episódio "Ícone" no fanzine Efeméride nº3, dedicado ao tema "Super-Homem no Século XXI".
Como legendador, foi responsável pelas bedês em que fez argumentos e artes-finais antes mencionadas.

terça-feira, janeiro 27, 2009

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (CX) - Mundo Universitário - Vários autores

Autor: Pedro Alves
Autor: J. Mascarenhas
Autor: Ricardo Cabral
Autor: Algarvio
Autor: Mota
Autor: Zé Manel
Autor: JCoelho
Autor: Pepedelrey
Autores: Carlos Marques (desenho), Sílvia Matos Lemos (argumento)

Autor: Kalika (banda desenhada baseada em poema de Herberto Helder)

Autor: Carlos Rocha

Autor: José Lopes

Autor: Francisco Sousa Lobo
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Maldita crise. O semanário gratuito Mundo Universitário não lhe escapou. 
Voltou a ser quinzenário, como tinha sido no início, e reduziu o número de páginas. Ora aqui é que está o busílis: com o corte nas páginas, alguma coisa teria de ser sacrificada. 
Adivinha-se o resto: a Banda Desenhada, que estava ali por acaso, foi uma dessas "coisas"
.
Ainda há pouco tempo, em Dezembro, tinha festejado aqui no blogue a chegada à centésima bedê. 
Mal sabia eu que iria receber tão triste notícia, dada precisamente pela pessoa que tinha aceite a minha proposta, há quatro anos, de publicar uma bd em cada número: a actual directora do jornal, a jornalista Raquel Louçã Silva.
.
Acabou o espaço privilegiado que a BD ocupou nas páginas do MU: a cores e no bom formato tablóide.
Com a reprodução destas bandas desenhadas, as únicas que tinham ficado de fora, por terem sido as primeiras a serem publicadas no jornal, fica visível a totalidade da colaboração, a que os visitantes do blogue terão acesso ao clicar no item "Banda Desenhada portuguesa nos jornais" colocado no rodapé desta postagem.

Exposição 80 Anos de Tintim na Lousã - Tintin e Hergé (XI)



A notícia diz tudo. É só clicar em cima, para ampliar e facilitar a leitura (como sabem todos os habituais, os chamados navegadores da Net).
Aproveito para aconselhar aos tintinófilos (e bedéfilos em geral) uma ida ao Museu Dr. Louzã Henriques, na Lousã, apreciar a excelentíssima exposição 8o Anos de Tintim, organizada por Carlos Sêco.
Ou CarloSêco, assinatura artística deste cartunista, professor, director do semanário Trevim e, o que mais nos interessa neste caso, dono de invejável colecção de álbuns, revistas, livros e peças diversas, tudo isso relacionado com Tintin e Hergé.
A exposição está visitável até ao próximo mês de Fevereiro, dia 15.
E é, perdoe-se-me o chavão, uma exposição "a não perder". Ou ainda, outro chavão muito em voga, "incontornável"!

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Concurso Europeu BD sem limite máximo de idade!


De quando em vez lá surge um concurso que permite a participação de todos, sem a terrível e convencional barreira da idade, estamos a falar da máxima, aquela que mais afecta os autores de banda desenhada, que muito barafustam por serem considerados velhos discriminados e votados ao ostracismo depois dos 30.
De maneira diferente pensa a União Europeia, que, em Portugal, promove a iniciativa através da Oikos. Temos assim uma entidade a nível europeu que olha para o talento dos autores-artistas de BD e não para os respectivos B.I.s, e encara a BD com a clarividente noção de como esta arte pode ser veículo importante para passar determinada mensagem. Cuja aparece explícita no título do concurso:
UNIÃO EUROPEIA E CIDADANIA (2009)
Regulamento (síntese) deste Concurso Europeu de Banda Desenhada:
Idade e data limite
1) Idade autorizada para os concorrentes: a partir dos 10 anos, sem limite máximo de idade;
2) Data limite para entrega das obras a concurso: 27 Fevereiro 2009 (ou seja: as bandas desenhadas participantes têm de chegar à sede da "Oikos - Cooperação e Desenvolvimento", impreterivelmente, até àquela data.
3) Os candidatos devem participar individualmente.
Importante:
Este concurso permite a todos os cidadãos da União Europeia, ou cidadãos de país terceiro que residam na U.E., exprimirem-se sobre a sua própria experiência de vida enquanto cidadãos integrados num dos seus 27 Estados Membros .
Prémios
1º prémio Europeu = 6.000€
2º " " = 4.000€
3º " " = 2.000€
Além destes prémios pecuniários, os três vencedores terão direito a uma viagem a Bruxelas, com início num sábado, 9 de Maio (Dia da Europa), até 11 de Maio (2ª fª), inclusive, dia em que decorrerá a cerimónia de atribuição dos prémios.
Os vencedores serão seleccionados de acordo com os seguintes critérios:
- adequação da mensagem ao objectivo
- qualidade gráfica
- clareza da mensagem
- originalidade da obra
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REGRAS ACERCA DA REALIZAÇÃO DA BD
a) Os participantes têm de criar uma banda desenhada de uma só prancha, sem texto (a chamada "bd muda" ou "bd sem palavras"), que transmita a ideia-tema, "a cidadania na União Europeia".
Notas -
1) Se a banda desenhada não for criada por computador, deverá sê-lo numa folha de papel A4. Esta folha deve ser enviada por correio ou entregue pessoalmente ao coordenador nacional, e não deve ser dobrada, pois poderá vir a ser reutilizada no futuro.
2) Se a banda desenhada for criada por computador, deverá sê-lo em formato PostScript.
Se se utilizar um outro formato, a banda desenhada deverá ser, em seguida, executada para o dito formato PostScript, de modo a que seja entregue ao coordenador nacional em CD/DVD.
Neste último caso, a fim de se facilitar uma reutilização da bd, o CD/DVD deverá conter as duas versões (a PostScript e a versão do formato do software utilizado para a sua criação).
Finalmente, e para facilitar a avaliação da obra concorrente, esta deverá ser impressa numa folha de papel A4, que se juntará ao CD/DVD
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As inscrições podem ser feitas no "site"
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Para mais informações, contactar:
Joana Dias
OIKOS - Cooperação e Desenvolvimento
Rua Visconde Moreira de Rey, 37
Linda-a-Pastora
2790~447 Queijas
Portugal
Tel.: 21 882 36 30
Fax: 21 882 36 35

domingo, janeiro 18, 2009

Banda Desenhada portuguesa nas revistas não especializadas em BD (XXXII) - Jazz.pt - Autor: C. Zingr


Prancha de bd autoconclusiva (*), componente da série Carne Viva, desenhada por C. Zngr, desta vez sob argumento e guião de Teixeira Moita
(*) O título da rubrica é "Cartoon", o que não impede que a consideremos "BD"


A prancha aqui postada foi extraída (com a devida vénia, como é de uso dizer-se na circunstância) da revista bimestral Jazz.pt, categorizada revista dedicada ao tema implícito no título.
Como nem só de BD vive qualquer bedéfilo (há, além de apreciadores de várias outras artes, os melómanos que dão preferência ao jazz), informa-se a quem comprar a revista que nela se fica a saber que, em Seia, irá decorrer o 5º Festival Internacional Jazz & Blues, na respectiva Casa Municipal de Cultura. 
Para os apreciadores de jazz e do blues, a informação de que o evento terá lugar em 27/28 de Fevereiro, e 6/7 de Março 2009. 
E na área dos eventos jazísticos, pode ler-se extensa notícia acerca de "Portugal Jazz", um festival itinerante que inclui o septeto do Hot Clube de Portugal. Merece destaque, igualmente, uma entrevista com Maria João e Mário Laginha.
No que se refere à BD, sempre do músico e autor de BD Carlos "Zíngaro", há outras pranchas desta mesma série (e, obviamente, da citada publicação) , que foram reproduzidas na rubrica indicada no título da presente postagem, na sua maioria da autoria completa (desenho e argumento do citado autor/artista, que assina C.Zngr). Para as ver basta clicar no título inserido na caixa "Etiqueta para esta mensagem", localizada no rodapé do "post".
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Quem não o conhecer minimamente, pode passar a conhecê-lo, também minimamente... mas com fotografia, numa muito curta entrevista que lhe fiz em 2006, basta ir à coluna da esquerda na "home page", e localizar na rubrica "Categorias", a alínea "Visão - Revista portuguesa de banda desenhada (1975-76)" e clicar nela, claro.
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Em seguida, para ver mais BD portuguesa em revistas que nada têm a ver com o assunto, basta voltar à coluna da esquerda, às "Categorias", e clicar no item "Banda Desenhada portuguesa nas revistas não especializadas em BD"

sábado, janeiro 10, 2009

Tintim "nasceu" há 80 anos - Tintin e Hergé (X)

Capa do primeiro álbum das aventuras de Tintin, publicado em 1930, um ano após a criação da personagem

Tintim, a personagem
A 10 de janeiro de 1929 "nasceu" Tintim (aportuguesamento de Tintin, nome original, como sabem todos os bedéfilos que aqui estiverem a ler), no episódio Les Aventures de Tintin, Reporter au pays des soviets.
Perfazem-se hoje 80 anos, conta redonda propícia a considerar-se efeméride. E é devido a esse hoje tão badalado acontecimento nos média - até na SIC, viva! -, que estou aqui a postar o presente texto, a que se seguirão mais alguns (ainda não sei quantos, mas o título que dei ao "post" é esclarecedor: 2009, Ano Tintim.
Mas convém acrescentar já (a paciência dos leitores na internet é escassa) que a 16 de Abril de 1936, tínhamos em Portugal a presença da iniciante personagem, na revista O Papagaio. E vem "a talhe de foice" (esta "frase feita", ou "chavão" da língua portuguesa, parece ter sido criada de propósito para se encaixar no episódio) dizer que a publicação entre nós foi feita a cores, coisa inédita em toda a Europa. Fruto da circunstância que, num posterior "post" (no próximo dia 16 de Abril, espero não me esquecer) , esclarecerei. O facto é que aconteceu.
Vamos lá então por partes:
1) Les Aventures de Tintin, Reporter au Pays des Soviets é, apenas assim, o título do primeiro episódio - impresso a preto e branco -protagonizado pelo jovem repórter.
2) Em 1930 é editado o primeiro álbum, de capa colorida, mas igualmente com o episódio impresso a preto e branco, com o título (ligeiramente diferente do que tinha sido escrito por Hergé) Les Aventures de Tintin, reporter du "Petit Vingtième" au Pays des Soviets, sob chancela de Les Editions du Petit "Vingtième" , e assim se percebe a alteração feita ao título com que o episódio tinha sido originalmente publicado naquele suplemento editado pelo jornal Le XXe Siècle, editado em Bruxelas.
Ainda mais um pormenor: como se pode ver, ao ampliar-se a imagem da capa, sob o nome da editora (criada, quiçá, de propósito para a edição do álbum...), aparece o respectivo endereço: 11, Boulevard Bischoffsheim, Bruxelles, local que suscitará romaria obrigatória aos tintinófilos ferrenhos e amantes desse tipo de folclore; até não estranharia que a associação Les Amis de Hergé já lá tivesse afixado uma placa...
3) Em 1973, a editora Casterman cria a colecção Archives Hergé, em cujo volume de estreia é feita a reedição deste episódio inicial das aventuras de Tintim.
4) Em 1981, a mesma Casterman começa a editar uma colecção de álbuns em fac-simile, igualmente iniciada pela aventura de estreia do "herói" localizada no país dos sovietes (embora dele pouco se visse, o que seria impensável anos mais tarde, quando o autor-artista se documentava exaustivamente, por fotografias, acerca dos locais da acção das posteriores aventuras).
5) Registe-se, por mera curiosidade, que este episódio foi o único que manteve sempre a impressão a preto e branco. Isto porque Hergé nunca o redesenhou, contrariamente ao que fez com os outros vinte e dois completos (fica de fora o "Alph'Art"), a que além disso acrescentou cor aos que, inicialmente, também tinham sido impressos apenas a preto e branco.
6) A 31 de Julho de 1982, a edição portuguesa da revista Tintin iniciava a publicação desse episódio no seu nº 12 (15º Ano), em versão fiel à original - obviamente a preto e branco. Todavia, não seria ainda dessa vez que os bedéfilos portugueses iriam conhecer a história na totalidade, visto que a citada revista deixaria de ser editada, em definitivo, no seu nº 21 - 15º Ano, a 2 de Outubro de 1982.
Ficaram publicadas apenas 20 páginas, de um total de 138, tantas quantas tem a edição original.
Hergé, o autor
1) Hergé, como sabem todos os amantes da BD, é um pseudónimo baseado no som das letras iniciais do nome do autor belga Georges Remi, por ordem inversa (R, G).
Também já há muitos bedéfilos que sabem da existência do intercalar apelido Prosper.
Todavia, graças ao estudo editado em Abril de 1999, intitulado Tracé RG - Le Phenomène HERGÉ, da autoria de H. van Opstal, ficou a saber-se o que o autor belga sempre tinha calado: o seu nome completo, Georges Prosper Remi Remi.
Assim mesmo, com o apelido final duplicado.
2) Georges Remi fez os seus estudos secundários num colégio religioso. Enquanto adolescente, fez algumas histórias para a revista Le Boy-Scout belge. Foi aí que, em Dezembro de 1924, apareceu pela primeira vez o seu pseudónimo, o tal Hergé que para sempre passaria a usar.
3) Georges Remi, aliás Hergé, nasceu a 22 de Maio de 1907 em Etterbeek, e faleceu a 3 de Maio de 1983.
Geraldes Lino
(GL)
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Nota 1 - Para ficarem visíveis todos as postagens anteriores acerca deste mesmo tema, basta clicar-se no item "Tintin e Hergé" que aparece no rodapé deste "post".
Nota 2 - Há ainda outro "post" que tem a ver com este tema, mas que está incluído numa outra categoria intitulada "Autor de BD em contacto pessoal com o seu herói" [(II) - Hergé e Tintin], afixado em 18 Abril 2006.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Comic Jam - 3ª, 4ª e 5ª pranchas


5ª prancha do "Comic Jam"
Data da realização: 6 Janeiro 2009

Autores:
1ª vinheta: Artur Varela (Homenageado neste dia, ele mesmo a iniciar o "jam" com uma das personagens recorrentes nas suas bandas desenhadas, o burro (1), retratando-se ele próprio, e dizendo: "hoje vou ser ó menageado" (2)
2ª vinheta: Ricardo Cabral
3ª vinheta: Ana Maria Baptista
4ª vinheta: Ricardo Correia
5ª vinheta: Nelson Martins
6ª vinheta: J. Mascarenhas
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4ª prancha do "Comic Jam"
Data da realização: 4 Novembro (291º encontro da tertúlia)

Autores:
1ª vinheta: Diogo Carvalho (Convidado Especial da TBDL neste dia)
2ª " : Sónia Carmo
3ª " : João Leal
4ª " : José Lopes
5ª " : Paulo Marques
6ª " : Miguel Marreiros
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3ª prancha do "Comic Jam"
Data da realização: 7 Outubro (290º encontro da tertúlia)

Autores:
1ª vinheta: André Oliveira (Convidado Especial da TBDL neste dia)
2ª " : Ricardo Reis
3ª " : Mariana Perry
4ª " : Vasco Gargalo
5ª " : Ana Saúde
6ª " : Pedro Alves
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(1) Como se pode ver na ilustração da autoria de Artur Varela para a capa do álbum "Piolheira Blues", reproduzida na postagem do dia 6 de Janeiro, o burro é uma personagem omnipresente nas suas bandas desenhadas, apresentando-se ele próprio, neste "comic jam", sob esse aspecto asinino;
(2) Sei que tenho fama de rigoroso no que se refere à ortografia dos textos das bandas desenhadas, e não só. Por isso, calculo a estranheza de quem ler esta frase "hoje vou ser ó menageado". Mas brincar com a língua portuguesa, num contexto humorístico, é diferente de cometer erros ortográficos graves e repetidamente, em textos sérios.
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Além do encontro e troca de impressões com autores de banda desenhada, consagrados e novos, na Tertúlia BD de Lisboa há também tempo e imaginação para que os participantes colaborem em iniciativas que têm a ver com a BD.
É o que está a acontecer com o "Comic Jam" (improviso gráfico, ao estilo da BD, realizado por vários autores sem argumento prévio, algo como o célebre "cadavre exquis" criado pelos surrealistas), iniciado em Agosto (1ª prancha), em Setembro a 2ª, em Outubro a 3ª, e que acaba de ter mais duas realizadas em Novembro de 2008 (a 4ª) e em Janeiro de 2009 (a 5ª).
Em Dezembro não houve, porque a minha ideia é a de que a primeira vinheta de cada prancha deva ser realizada pelo Homenageado ou Convidado Especial, conforme o que estiver a acontecer nesse mês.
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As duas pranchas anteriores estão facilmente visíveis, basta clicar no item "Comic Jam" visível no rodapé deste "post".

domingo, janeiro 04, 2009

Tertúlia BD de Lisboa - Ano XXIII - 293º Encontro - Homenageado: Artur Varela



Capa e vinheta do álbum The Piolheira Blues, da autoria de Artur Varela

Tertúlia BD de Lisboa - Programa do dia 6 de Janeiro 2009
Homenageado: ARTUR VARELA
Como sempre acontece, desde há vinte e três anos e uns tantos meses, haverá mais uma edição desta tertúlia lisboeta.
Síntese biográfica do homenageado:
Artur António Varela nasceu em Almodôvar, em 1937.
A sua formação inclui curso na Escola de Artes Decorativas António Arroio e curso de Escultura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Em Paris frequentou a École des Beaux Arts durante um ano. Em seguida foi para a Holanda, onde participou nos "Ateliers 63", na cidade de Haarlem. Viveu também em Amesterdão, e ali trabalhou em escultura e pintura até finais dos anos 80, altura em que voltou para Lisboa.
A sua primeira incursão na Banda Desenhada foi na António Arroio, onde fez a história de um "cow-boy", Jim do Deserto, que entra num bar e em vez de uísque pede um copo de leite, mas ameaçando que quem fizesse algum comentário levaria um tiro. Criava assim uma espécie de anti-herói de "western" à portuguesa, gozando com os preconceitos da época.
Só muito mais tarde (Nov. 2002) volta à BD, criando Zé Messias, Deputado para o [fanzine] Zundap, personagem caricatural que iria dar título à sua primeira obra de fôlego, em 2005, num álbum de 36 páginas a preto e branco, em formato A5.
Reincidindo com a mesma personagem, Artur Varela faz outra novela gráfica sob o título The Piolheira Blues-Memórias dum Povo Extinto, com o subtítulo Deputado Zé Messias Presidente i Doutor, também editado em álbum, desta vez com capa em cartolina de cor e formato A4, que viria a ter uma 2ª edição, ainda em 2005, sempre sob chancela de Edição Zundap, dirigida por José Feitor.

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (CIX) - 100 bandas desenhadas, um projecto a continuar

15 de Dezembro de 2008 - 100º Episódio 
Título: "Bom Natal" (o mais recente publicado no jornal Mundo Universitário) conotado com a época natalícia, da autoria de Ricardo Cabral


6 de Dezembro de 2004 - 1º Episódio publicado: "Espírito de Natal", 
com Álvaro a glosar as tradições da época natalícia.
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Em 6 de Dezembro de 2004 , por anterior proposta deste bloguista, que viria a ser o seu coordenador, e o apoio incondicional da jornalista Raquel Louçã Silva (que entretanto ascenderia a chefe de redacção e em seguida a directora do jornal), nasceu um projecto de publicação de banda desenhada, ao ritmo de uma prancha, ocupando uma página em cada número.

Foi no então quinzenário (actualmente semanário) gratuito Mundo Universitário, e o projecto tem-se cumprido, quase ininterruptamente (as poucas interrupções foram ditadas por diferente uso da página, nunca por falta de bedês para publicar), tendo chegado agora, em Dezembro de 2008, ao invulgar quantitativo de 100 bandas desenhadas publicadas na rubrica BD.

No decorrer destes quatro anos, a colaboração foi abrangente, desde novos autores a consagrados. 
No cômputo geral, já colaboraram 65 desenhadores, 5 argumentistas e 5 coloristas.

 Para registo futuro, aqui ficam todos os nomes dos colaboradores destas cem bedês:

Desenhadores (a maioria, também argumentista das suas próprias bedês):
 
1.Álvaro (4 bedês)
2.A. Amaral (ou Sko Nihil Vo)
3.Agonia Sampaio
4.Algarvio (4 bedês)
5.Ângela Gouveia
6.Antero
7.António Valjean
8.A. Pilar
9.ARechena (2 bedês)
10.Arlindo Fagundes
11.Carlos Marques
12.Cheila
13.Derradé (4 bedês)
14.Diogo Carvalho
15.Esgar Acelerado
16.Estrompa
17.Ferrand
18.Filipe Goulão (2 bedês)
19.Francisco Sousa Lobo
20.Fritz
21.Gevan
22.Hugo Teixeira
23.JCoelho
24.J.Mascarenhas (2 bedês)
25.Joana Sobrinho
26.João Lam (3 bedês)
27.Jorge Mateus
28.José Abrantes
29.José Carlos Fernandes
30.José Lopes (3 bedês)
31.José Pedro Costa
32.Jucifer
33.Kalika
34.Luís Afonso
35.Luís Louro
36.Luís Valente
37.Marco Mendes (2 bedês)
38.Mariana Perry
39.Marte
40.Miguel Marreiros
41.Mota
42.Nazaré Álvares
43. Nuno Duarte
44.Nuno Sarabando
45.Nuno Saraiva
46.Paulo Marques (2 bedês)
47.Pedro Alves (5 bedês)
48.Pedro Bürin
49.Pedro Manaças (2 bedês)
50.Pedro Massano (2 bedês)
51.Pedro Morais
52.Pedro Nogueira (2 bedês)
53.Pedro Zamith (2 bedês)
54.Pepedelrey (3 bedês)
55.Phermad
56.Relvas
57.Ricardo Cabral (4 bedês)
58.Ricardo Correia
59.Ricardo Reis
60.Rocha
61.Rodrigo
62.Teixeira
63.Vasco Gargalo
64.Zé Manel (3 bedês)
65.Zé Paulo

Argumentistas
André Oliveira (colaborou com 4 desenhadores)
Arlindo Fagundes (também aparece numa bd como desenhador)
Hugo Jesus
Mário Freitas
Sílvia Matos e Lemos

Coloristas
Ana Maria Baptista
Cristiano Baptista
Hugo de Sousa
José Pedro Costa (também actuou como desenhador)
Phermad

Para terminar, ocorrem-me os seguintes comentários:

1º - A colaboração feminina, como habitualmente acontece na BD, é escassa. Veja-se:
Ângela Gouveia, ARechena, Cheila, Joana Sobrinho, Jucifer, Mariana Perry, Nazaré Álvares, como autoras completas das suas bedês; enquanto argumentistas, apenas Sílvia Matos e Lemos; e na área de coloristas aparece também só um nome feminino, o de Ana Maria Baptista.

2º - Apesar de a colaboração ser paga, vários autores e autoras têm protelado a colaboração que lhes tenho pedido, obviamente por razões respeitáveis. 
Estão neste caso, que me lembre assim de repente: António Jorge Gonçalves, Rui Pimentel, Ana Cortesão, João Amaral, Richard Câmara, Bruno Janeca, Carlos Felix, Carlos Páscoa, Daniel Maia, Diferr, Diniz Conefrey, Eduardo Rebelo, Falcato, Filipe Abranches, Filipe Andrade, João Maio Pinto, José Feitor, João Mendonça, Rui Lacas, Marina Palácio, Joana Lafuente, Osvaldo Medina, Pedro Brito, Inês Freitas, Potier, Ricardo Blanco, Ricardo Cabrita, Susana Carvalhinho.

3º - Em contrapartida, tive a honra de contar com a participação de Relvas, apesar de estar a residir na Croácia, além de nomes de relevo, Pedro Massano, ZéPaulo, Zé Manel, Arlindo Fagundes, José Carlos Fernandes, Luís Louro, José Abrantes, entre outros.

4º - Este projecto, que tem dado oportunidade à divulgação de umas dezenas de autores, e está a contribuir para a publicação de BD portuguesa num jornal com 35.000 exemplares de tiragem, ainda não foi referenciado por nenhum dos críticos, cronistas, divulgadores, que escrevem em blogues, sítios e portais portugueses (nem por algum dos respectivos responsáveis), ou por coordenadores de rubricas de BD em jornais.

Quando acabar (tudo tem um fim) talvez nessa altura seja recordado como projecto singular dedicado à BD portuguesa.

Todavia, enquanto for possível, este é um projecto "to be continued".

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Zé Paulo, autor de BD - 1937-2008

Fotografia recente (Junho 08) de Zé Paulo
 Prancha do episódio-paródia "Esperman" com que Zé Paulo colaborou no fanzine Efeméride (nº 3-Jun.08) dedicado ao tema genérico Super-Homem no Século XXI

 
Fim-de-semana... num futuro muito próximo é o título da banda desenhada que Zé Paulo criou expressamente para o fanzine Tertúlia BDzine, cuja última prancha está sobre esta legenda

Faleceu ontem, 23 de Dezembro, pela 19h00, vítima de cancro, Zé Paulo (ou ZEPAULO, como ele costumava assinar), de seu nome completo José Paulo Abrantes Simões. Chegou o fim da aventura para um notável artista da BD, ilustrador, caricaturista, pintor.
Adeus, amigo Zé Paulo.
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Tive a honra de receber de Zé Paulo as suas últimas colaborações na BD, a derradeira das quais está visionável na obra colectiva "Super-Homem no Século XXI".
Ainda neste blogue se pode ler a entrevista que lhe fiz, acompanhada de fotografia (já na época o Zé Paulo andava em tratamento de quimioterapia, com efeitos notórios para quem o conhecia bem).
Quem estiver interessado em ler essa derradeira entrevista, e reprodução de pranchas suas na revista Visão, basta localizar o "post" de Junho 30, 2006.
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Biobibliografia de Zé Paulo publicada no fanzine Efeméride nº 3, a acompanhar a prancha do episódio autoconclusivo intitulado Esperman pertencente ao tema genérico Super-Homem no Século XXI


ZÉ PAULO
1937/2008

Biobibliografia


José Paulo Abrantes Simões. Lisboa, 4 de Novembro de 1937.
Curso de Pintura da Escola de Artes Decorativas António Arroio.

Em 1974 foram publicadas bandas desenhadas suas na revista alemã Pardon. Mas a sua produção mais importante foi divulgada na revista Visão, que teve doze números editados entre 1 de Abril de 1975 e Maio de 1976.

Para ali fez várias obras de grande nível e variados temas, algumas delas realizadas em colaboração, cujos títulos merecem aqui ficar registados:  
Abril Águas Mil (uma prancha a preto e branco) e Os Loucos da Banda (seis pranchas a cores), ambas as BD's no número 1; Fábula de Um Passado Recente, sete pranchas a p/b (número 4, 15 de Maio de 75) e H20, duas pranchas a pItálico/b (número 5, 1 Junho), ambas com argumento de Victor Mesquita; no n.º 7, Outubro, tem trabalho duplo: Histórias que a minha avó contava paItálicora eu comer a sopa toda (1.º episódio numa prancha a p/b), e a A Batalha de Rzang, 4 pranchas a p/b; no n.º 8, 10 Setembro, mais uma parte da série Histórias que a minha avó contava (...) e o episódio auto-conclusivo O Espantalho, em quatro pranchas a p/b; no n.º 9, de 20 Janeiro 76, outra parte das Histórias que a minha avó contava (...), iniciando-se neste número a narrativa gráfica A Família Slacqç com o episódio Bem Escondidinho, em quatro pranchas a p/b; no n.º 10 está o segundo episódio, Encontro com o Rato Mickey, mais quatro pranchas no n.º 11, O Teu Amor e Uma Cabana, quatro pranchas e no n.º 12, derradeiro da revista, com data de Maio 76, são publicados os últimos dois episódios quatro e quinto (como sempre, a quatro pranchas cada), dessa notável obra da BD portuguesa.
Em 1977 estreou-se no formato de álbum, com capa a cores e a bedê a preto e branco, A Direita de Cara à Banda (Desenhada) que tinha feito para o jornal Diário, com o título Os Direitinhas, de que foi aproveitada uma parte para o álbum.
Em 1979 escreveu e desenhou Memórias do Último Eléctrico do Carmo, bedê a preto e branco publicada no suplemento portador do curioso título DL Fanzine, do jornal Diário de Lisboa.
Colaborou com bedês de caracter infantil na revista Fungagá da Bicharada.
Na revista Lx Comics (n.º 3, Inverno 1991) fez uma prancha para o cadavre exquis Elxis, que tinha sido iniciado no n.º anterior por Bandeira, e foi continuada no seguinte por Pedro Burgos, mas o tal cadáver esquisito não chegou a ser acabado, porque a Lx Comics — que era propriedade de editora identificada pela sigla MFCR, apoiada pelo pelouro da cultura da Cãmara Municipal de Lisboa — finou-se nesse quarto número, talvez abafada pelos calores do Verão de 1991, ou por outra razão qualquer que não vem agora ao caso tentar deslindar.
Zé Paulo participou na obra colectiva Novas "fitas" de Juca e Zeca, editada num fanálbum em Julho de 2000, com o sarcástico episódio Satanás 3, Deus 1

Para o mesmo editor-amador têm sido as suas mais recentes colaborações em BD, todas em 2007: no fanzine Efeméride (n.º2 - Fevereiro), de novo a parodiar um herói clássico, "Príncipe Valente no Século XXI", com a sátira O Valente do Casal; depois, no fanzine Tertúlia BDzine (n.º 115 de Julho, n.º 117 de Setembro e n.º 120 de Dezembro) fez, respectivamente, as seguintes bandas desenhadas (todas com quatro pranchas a p/b): Fim-de-Semana... Num Futuro Muito Próximo, Príncipe Valente no Século XXI Descendo a Calçada dos Cavaleiros em Contramão, e A Mão Cheia, tratando-se esta última de bd redesenhada sobre original da década de 1980.

E para o renascido fanzine Eros (n.º10) também datado de 2007, quarto trimestre, escreveu e desenhou em quatro pranchas a p/b, a história Luisinha, uma peça ao mais recente estilo ZÉPAULO, como ele ultimamente assinava.
Derradeiramente, está presente no terceiro número do fanzine Efeméride em mais uma banda desenhada, intitulada Esperman, integrada na obra colectiva Super-Homem no Século XXI, onde voltou a trabalhar a cores, género que pouco cultivou na BD, mas que dominava com eficácia e sensibilidade.

Faleceu em 23 de Dezembro de 2008.
 Geraldes Lino
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Recebi nos comentários um emocionado e muito bonito texto de Ágata Simões, filha de Zé Paulo, texto esse que ela tinha exposto num painel da casa mortuária, juntamente com uma ilustração bastante ampliada da autoria de seu pai. Aqui fica o texto, mantendo a apresentação com que foi escrito:

Pai
A tua partida já estava anunciada se bem que
nunca o quis ver, e tão pouco acreditar.
É uma dor tão profunda, que nem a consigo designar.
Seguiste atrás de uma nova luz...
Luz essa que brilhando caminhou na tua direcção,
e foste em silêncio...
Sem um adeus...
Sem um beijo...
E partiste, deixando um ar pesado no teu quarto,
no meu peito.
Meu querido pai.
Meu grande amigo.
Meu mestre.
Foste e serás sempre o exemplo de homem para
os teus netos, que tanto aprenderam contigo.
És para eles um pai, um professor, um grande
amigo de paródia, e por todas essas vivências,
eles choram a tua partida, mas decerto que
jamais te esquecerão.
E eu?
Até um dia...
Quando o sol não me acordar...
Talvez um dia, quando as estrelas brilharem
numa noite de luar...
Talvez encontre no desabrochar de uma flor o teu
sorriso.
Mas até lá penso que estou no paraíso só de
pensar que talvez um dia te encontrarei.
Ágata Simões

terça-feira, dezembro 23, 2008

Língua portuguesa em mau estado (XVIIII) - "Epá" é brasileirismo, "Eh pá" é a forma portuguesa

O uso na escrita das legendas da banda desenhada e do cartune, do brasileirismo Epá, é cada vez mais frequente. 

Já o tenho visto várias vezes, já o tinha detectado na excelente série "Bartoon", voltou a deparar-se-me a mesma incorrecção hoje, 23 Dezembro 08, naquele cartune diário.

Por conseguinte, o uso despropositado da expressão brasileira acontece aqui pela 2ª vez, significando isso que o categorizado cartunista seu autor costuma ver cartunes e quadrinhos brasileiros...

Não tenho nada contra ler-se/ver-se trabalhos originários do Brasil. O que não posso concordar (e por isso protesto, mesmo que o meu amigo cartunista não ligue), é que se usem - na banda desenhada ou no cartune - expressões da variante portuguesa do Brasil quando haja expressões ou formas ortográficas correspondentes no português de Portugal.


Por mero acaso, ainda ontem tinha estado a falar com o meu amigo argumentista que escreveu quatro episódios para quatro desenhadores diferentes, destinados ao meu fanzine Tertúlia BDzine, exactamente a chamar-lhe a atenção para a existência de idêntica opção de grafia, como se pode ver na imagem de baixo.
Na imagem de cima pode ver-se a mesma prancha, mas já com a correcção efectuada Eh pá  em vez de Epá, tal como aparecerá na página inicial do fanzine).



Prancha da bd autoconclusiva "A Culpa é do Instinto", cujo texto foi escrito por um novo e prolífico argumentista, e passada a imagens sequenciais por um, também, jovem desenhador.
Substituir "Epá", forma de escrever brasileira que se encontra com frequência nas revistas de "histórias em quadrinhos", como se diz no Brasil (e que, cada vez de forma mais recorrente, encontro na BD e nos cartunes), pela forma tradicional portuguesa "Eh pá", foi o meu pedido, aceite com desportivismo.
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Esta banda desenhada vai ser publicada no fanzine Tertúlia BDzine nº 136, de 6 Jan. 2009, que será distribuído na sessão da Tertúlia BD de Lisboa naquele mesmo dia.
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Nota: Mais uma vez esclareço que apenas corrijo os erros ou meras incorrecções (como é o caso presente) com repetição sistemática, que se percebe estarem a espalhar-se, tipo vírus...
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Há várias postagens anteriores acerca deste tema que envolve o meu apreço pela língua portuguesa, incidindo nos erros ortográficos e gramaticais que, repetitivamente, vão sendo cometidos na banda desenhada, no "cartoon", nos fanzines e na internet.

Para visitar todos os "posts" e assim poder analisar erros e respectivas correcções, basta ir à parte de baixo desta postagem e clicar na frase "Língua portuguesa em mau estado", ou neste mesmo item na coluna da esquerda onde se lê "Categorias".

(XVII) Nov. 16 - "Cartoonista"? E também pode ser "Footebolista"?
(XVI) Jul. 4 - Triologia???
(XV) Jun. 19 - Tijela???
(XIV) Jun. 6 - Expanção???
2008

(XIII) Dez. 14 - Fanzine, sinónimo de "acto de simpatia"? Absurdo
2007

(XII) Ag. 6 - "Páro" (??)
(XI) Jun. 23 -"Ter-mos"(??) in Korrigans, de Civiello e Mosdi
(X) Maio 29 - A BD não "teve"(??) representada (texto no site da Marinha Mercante
(IX) Abril 15 -"Alcançar-mos"(??), in fanzine Venham+ 5
(VIII) Março 10 -"se não poderem"(??), in Príncipe Valente, edição de Manuel Caldas
(VII) Fev. 22 -"Univos"(??), in "cartoon" no suplemento "Inimigo Público"
(VI) Jan. 16 -"»Uma«(??) fanzine", no fanzine "Aqui no canto"
(V) Jan. 7 -"Inflacção"(??), in "cartoon" no Jornal de Notícias
2006

(IV) Dez. 11-"Benvindos"(??), in bd "Família Slacqç, na revista Visão (de BD)
(III) Nov. 28 -"Gingeira"(??), in "cartoon" de "Avis Rara" no jornal Alentejo Popular
(II) Nov. 12 - "pareçe"(??),"esqueçendo"(??), escrito por visitante do blogue "Kuentro"
(I)Out. 27-"vê-mo-nos"(??), in legenda do 1º volume de "O Pequeno Nemo no Reino dos Sonhos", a versão portuguesa da obra-prima de Winsor MCCay
2005

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Banda desenhada portuguesa nos fanzines (XXVII) - Fanzine Efeméride nº 3 - Tema: "Super-Homem no Século XXI"

Relembro: para ler este texto basta clicar-lhe em cimaAutor: Zé Paulo - Título do episódio: "Esperman"

Autor: Santo (Ricardo Santo) - Título do episódio: "Superman é rabo"
Autor: Alex Gaspar - Título do episódio: "S.O.S. Tinto"

Autor: Pedro Massano - Título do episódio: "Lar, Doce Lar"

Autor: Lam - Título do episódio: "Esgotado"

Autor: Álvaro - Título do episódio: "Online"

Autor: Marco Mendes - Título do episódio: "A Luta Continua"

Autor: Pepedelrey - Título do episódio: "Em Defesa da Continuidade"

Autor: Rui Pimentel - Título do episódio: "A Viagem"

Autor: Zé Manel - Título do episódio: "desEMPREGO"

Autor: Augusto Trigo - Título do episódio: "Em Cacine com os Nulús"

Autor: Antero Valério - Título do episódio: "O Superveniente na Escola"

Autor: Ricardo Cabrita - Título do episódio: "Identidade Secreta"

Autor: Filipe Goulão - Título do episódio: "Supe-Homem com Fibra"

Autor: Zeu - Título do episódio: " O Ronha"


Autores: Osvaldo Medina (desenho), Mário Freitas (argumento), Gisela Martins (colorização) - Título do episódio: Ícone


Autores: Ricardo Reis (desenho), André Oliveira (arg.) - Título do episódio: "O Anticristo"

Autor: Zé Francisco - Título do episódio: "Ecce Homo"

Autor: Ricardo Cabral - Título do episódio: "Cansado"

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Após homenagens neste fanzine Efeméride às personagens "Little Nemo" (Sonhos de Nemo no Século XXI) e ao "Prince Valiant" (Príncipe Valente no Século XXI), editei este ano o nº 3 do Efeméride dedicado ao super-herói "Superman" (Super-Homem no Século XXI). 
A ilustrar este tema, foram realizados 19 episódios, por um numeroso grupo de autores-artistas de BD nacional, entre os quais alguns já de grande nomeada.

Um pormenor a destacar: este fanzine é editado em formato A3 e com reproduções a cores.
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Efeméride - nº 3 - Tema: "Super-Homem no Século XXI"
Fanzine aperiódico
Junho 2008
Tiragem: 120 exemplares + 20 especiais
Editor: Geraldes Lino
Apartado 50273
1707-001 Lisboa

As pranchas acima reproduzidas pertencem ao fanzine "Efeméride" n.º 3.
O tema, "Super-Homem no Século XXI", deu "pano para mangas" a um conjunto de autores-artistas portugueses de banda desenhada, alguns de nomeada, todos eles a criarem paródias à volta do famoso super-herói.

Esta obra colectiva, editada no acima citado fanzine, já teve direito a crítica, na blogosfera, por Pedro Vieira Moura, no seu blogue "LerBD" (http://lerbd.blogspot.com)

"Super-Homem no século XXI" surge depois de "Príncipe Valente no século XXI" (Efeméride nº2-Jan 2007), e de "Sonhos de Nemo no século XXI" (Efeméride nº1-Jan 2005), homenagens em BD realizadas em datas redondas especiais: cem anos após a criação de "Little Nemo in Slumberland" (15/Out/1905), setenta anos passados sobre o aparecimento de "Prince Valiant" (13/Fev/1937), e outros setenta depois de, na revista "Action Comics" n.º1 (Junho 1938), ter surgido o Super-Homem.

O fanzine propriamente dito inclui notas biográficas de todos os autores participantes. mas a essa componente só terão acesso os compradores do zine. 
Contudo, os interessados em ver a capa, cuja ilustração tem a assinatura de Mesquita (Victor Mesquita "Eternus 9"), ver também o índice, a ficha técnica, e a contracapa, terão de ir até ao meu outro blogue, o "Fanzines de Banda Desenhada", no endereço:http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/