quarta-feira, julho 02, 2008

Concurso de Banda Desenhada - Sem limite de idade para os concorrentes!




Para quem se sente com talento para a Banda Desenhada, mas que já entrou nos "entas" (donde já não se pode sair, hélas), depara-se-lhe com frequência essa odiosa limitação dos 30 ou, excepcionalmente, 35 anos de idade, contra o que, ainda há apenas dois "posts" antes, se insurgiam alguns visitantes deste blogue.
Ora aí está uma possibilidade, tão desejada, da inexistência de quaisquer barreiras desse género. Assim,
O CONCURSO DE BANDA DESENHADA MACA/DR. KARTOON ESTÁ ABERTO A TODAS AS PESSOAS, SEM ESPECIFICAÇÃO DE NACIONALIDADE OU LIMITE DE IDADE.
Outro aspecto penalizante é o de a maioria dos concursos ter tema obrigatório, em relação ao qual também houve muitas queixas nos comentários do meu anterior "post" relacionado com este assunto. Então, alegrem-se outra vez:
O TEMA DO CONCURSO É LIVRE!

(O único requisito obrigatório é o de fazer referência gráfica à cidade de COIMBRA).
Mãos à obra, então, ficam desafiados todos os interessados em tentar as suas possibilidades, o que poderão fazer até à
DATA LIMITE PARA ENTREGA DAS SUAS OBRAS: 8 DE AGOSTO DE 2008.
Mais pormenores:
- Cada concorrente pode enviar um máximo de 1 (uma) história original, inédita, até 4 pranchas (cada uma delas devidamente numerada e identificada no verso, com o nome, morada, e-mail e contacto telefónico).
- As bandas desenhadas podem ser apresentadas a cores ou a preto e branco, em qualquer técnica ou suporte, num formato A4 (210x297mm) ou A3 (297x420mm).

Nota: Os organizadores sugerem que as pranchas de BD sejam enviadas devidamente protegidas (com cartão rígido) e em correio registado, de modo a garantir a sua entrega à organização.
- As bandas desenhadas realizadas a computador devem ser enviadas em CD ou DVD no programa onde foram concebidos (Photoshop, por exemplo) e em formato mTIFF ou JPEG (numa resolução mínima de 300dpi).
- As obras concorrentes devem ser enviadas, conjuntamente com um pequeno currículo, uma fotocópia do B.I. e o número de Contribuinte do concorrente, até 8 de Agosto de 2008 (data do carimbo dos CTT), para o

MACA - MAGAZINE DE ARTES DE COIMBRA & AFINS
na seguinte morada:
Quinta do Rossaio, 8
3040-667 Coimbra
Portugal

E prémios?

Um deles consistirá na reprodução da banda desenhada vencedora no Nº3 do novel magazine MACA (edição de Setembro de 2008), uma publicação de elevada qualidade, o que configura prémio de prestígio público.

Mas ainda haverá um prémio pecuniário:
Um cheque-livro no valor de 50€

Dúvidas e sugestões podem ser enviadas por escrito para:
Concurso de Banda Desenhada MACA 1/2008 (na morada acima indicada)
ou através do endereço electrónico:
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Os visitantes deste blogue, autores-artistas de BD, de nome
André Reis
Luís Peres
Andreia Rechena
Bongop
que deixaram queixumes, no "post" relacionado com o concurso "Jovens Criativos"anunciado anteriormente, por causa da falta de tempo ou contra a impossibilidade criada pela limitação da idade para os concorrentes, têm agora nova possibilidade, sem qualquer dessas ditas cujas limitações.
Espero que aproveitem a oportunidade.

domingo, junho 29, 2008

Tertúlia BD de Lisboa - 287º Encontro - 1 Jul. 08 - Homenageada - Monique De Rom (Roque)


A mais importante finalidade desta associação informal é exactamente a de travar conhecimento pessoal com autores de BD, desenhadores ou argumentistas. Será isso o que mais uma vez vai acontecer na Tertúlia BD de Lisboa, no seu 287º Encontro (XXIII Ano) com a presença de uma argumentista, que será a personalidade Homenageada, na qualidade de argumentista de banda desenhada.
Monique De Rom (Santos Roque, por casamento) é cidadã belga, nascida em Bruxelas, onde conheceu e casou, em 1960, com o ilsutrador-autor de BD português Carlos Roque, quando este era colaborador da revista Tintin.
Monique trabalhou como argumentista com o seu marido, tendo ambos criado duas populares personagens, Angélique e Wladimyr (a primeira em fins da década de 60, a segunda na de 70), sendo que o pato Wladimyr se tornou conhecido em Portugal, visto ter sido publicado pela revista Selecções BD (2ª série).
Monique de Rom completou, no seu país, o Curso de Ciências Comerciais e Consulares, no Instituto Superior de Comércio, após o que trabalhou no Euratom - Organismo da Comunidade Europeia. No período da sua vida passado em Portugal, Monique deu lições de francês no Banco de Portugal e no INA - Instituto Nacional de Administração.
Em Bruxelas, Monique e Carlos Roque foram galardoados com o Prémio Internacional St. Michel, em 1976, na especialidade BD de Fantaisie.
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Nota: As homenagens prestadas pela Tertúlia BD de Lisboa, desde Agosto de 1985, através de atribuição de DIPLOMA DE HONRA aos homenageados, têm contemplado:
I - Autores de Banda Desenhada, desenhadores e argumentistas, portugueses e estrangeiros, tanto consagrados como outros com obra de menor dimensão, sejam desenhadores ou argumentistas, distinguidos, sempre que possível, por ordem cronológica (eventualmente a título póstumo).
II - Personalidades diversas, além de autores, que se englobaram em ciclos específicos, até agora os seguintes:
- Estudiosos, investigadores, críticos e divulgadores de BD (a continuar)
- Colaboradores/as literárias de revistas de banda desenhada
- Editores e directores de revistas de banda desenhada, directores artísticos, responsáveis gráficos, chefes de redacção e coordenadores (a continuar)
- A Mulher Portuguesa e a Banda Desenhada
- Revista de BD "Visão"
- Editores de fanzines. Ano 1972
- Ilustradores
- Cartunistas (só os que também já fizeram BD, mesmo que escassa)

terça-feira, junho 24, 2008

1º Concurso Nacional de Jovens Criativos - Inclui BD e admite concorrentes até 35 anos!

Sublinhei, em pleno título do "post", o facto de este concurso admitir concorrentes até aos 35 anos, como resposta à reclamação de muitos autores de banda desenhada que se queixam de serem considerados "velhos" depois dos 30 anos.
A reforçar o ineditismo e a boa vontade dos organizadores, repito o texto de apresentação que recebi:
"Em parceria com o Gabinete da Juventude, o GDAC encontra-se a promover o 1º Concurso Nacional 'Jovens Criativos'. Este concurso tem o intuito de descobrir novos talentos a nível nacional em três diferentes categorias, Fotografia, Pintura, Banda Desenhada e Cartoon. Assim os jovens entre os 16 e 35 anos podem concorrer nas seguintes modalidades respeitando os seguintes temas:

Banda Desenhada e Cartoon - Cidadania
Fotografia - Diálogo Intercultural
Pintura - Juventude

Cada categoria terá três premiados sendo o valor:

1º prémio 1000 euros
2º prémio 750 euros
3º prémio 600 euros"

Fim de citação. Veja-se a frase, inusitada, "os jovens entre os 16 e 35 anos", uma espécie de elixir da juventude para quem se queixa do tal ostracismo após os trinta anos... E ninguém mais responsável para assumir a afirmação do que a dupla GJ-Gabinete da Juventude e GDAC-Gabinete de Desenvolvimento Associativo e Cidadania.

Muito importante:
As obras a concurso devem ser enviados por correio, considerando a data de 30 de Junho no carimbo dos correios, ou entregues directamente em

Câmara Municipal do Montijo
GJ e GDAC
Avenida dos Pescadores, porta 33-1º andar
2870-144 Montijo

Muito importante também:
Têm de ser cidadãos residentes em Portugal, mas, depreende-se, podem ser de nacionalidade estrangeira.

No que se refere à Banda Desenhada (não menciono outras formas de arte, visto que há blogues e "sites" nelas especializados, que farão, ou já fizeram, a respectiva divulgação), os concorrentes deverão ter em atenção o seguinte:

a) Cada banda desenhada é constituída por 4 pranchas originais, não editadas ainda, podendo ser a preto e branco ou a cores;
b) O formato das pranchas a concurso deve ser A4 ou A3
c) As pranchas devem ser numeradas no verso.
d) Em caso de publicação, as legendas, textos de balões e restante letragem terão de ser legíveis em formato A4, podendo os trabalhos em A3 ser reduzidos para metade (ora aí está uma pertinente chamada de atenção, porque às vezes os desenhadores não têm em devida conta este aspecto)

Os autores que visitarem este blogue, terão tendência para "stressarem" com a proximidade da data limite para concorrerem (repito: 30 de Junho). Mas, claro, eu conheço muito boa gente que tem na gaveta material pronto a publicar. Ora aí está uma boa ocasião para aproveitarem o trabalho já feito!

FICHA DE INSCRIÇÃO
Jovens Criativos
Modalidades Fotografia Pintura BD/Cartoon
Diálogo Intercultural Juventide Cidadania
Pseudónimo
Nome
Morada
Código Postal/ Idade/ Data de Nascimento
Telem./Telefone
Título da Obra
E-mail
O não preenchimento destes dados exclui a sua participação
A entrega desta ficha de inscrição implica a aceitação plena de todas as normas de participação deste concurso.

As fichas de inscrição podem ser solicitadas no GJ e GDAC, na morada indicada nuns parágrafos mais acima, mas também em
http://www.mun-montijo.pt/
na página da Juventude, newsletter do GDAC, ou pelos telefones 21 232 7867 e 21 232 7878, respectivamente.
Essa ficha de inscrição deve ser preenchida e enviada juntamente com fotocópias do BI, do cartão de identificação fiscal (nº de Contribuinte) em envelope devidamente fechado, acompanhando a obra a concurso e claramente identificado no exterior.

Mais informações:
Gabinete de Apoio ao Movimento Associativo
Telefone 21 231 6797


Vamos lá, pessoal da BD! Às vezes, um arranque em cima da hora acaba por ser frutuoso.

domingo, junho 22, 2008

Fernando Pessoa na Banda Desenhada... e não só (III) - Autor: João Chambel














Fernando Pessoa é um dos escritores incluídos nas diversas adaptações à banda desenhada que compõem o livro Heróis da Literatura Portuguesa.

As transposições biográficas foram efectuadas por dois ilustradores/autores de BD, João Chambel (que se encarregou de ilustrar o episódio protagonizado por Fernando Pessoa, mal sabia o poeta que viria a ser personagem de BD...) e Daniel Lopes.

A presente postagem integra a homenagem a Fernando Pessoa (e seus heterónimos) que está a ser concretizada neste blogue de BD, dedicado às suas "participações" na banda desenhada. 
Isto por ocasião da efeméride relativa aos cento e vinte anos passados após o seu nascimento, a 13 de Junho de 1888.

(BD em 19 pranchas, a preto e branco, extraída da obra Heróis da Literatura Portuguesa, tema "Livros de Oz", sob chancela de Íman Edições - Almada - 2002)
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As postagens anteriores abaixo indicadas podem ser vistas de imediato, na totalidade, clicando na palavra "etiquetas" indicada sob cada "post".
(II)Junho 18 - Autor: Rafa Infantes (espanhol)
(I) " 13 - Autor: José Abrantes

sexta-feira, junho 20, 2008

Banda Desenhada portuguesa em revistas não especializadas em BD (XXVIII) - Jazz.pt - Autor: C.Zngr

"Little Nemo in Slumberland" é, indiscutivelmente, uma obra prima da BD, da autoria de Winsor McCay. 

O artista-músico-violinista Carlos Zíngaro, alter-ego de C.Zngr (ou será o contrário?), autor de banda desenhada, cita graficamente (e brilhantemente) aquela obra, imaginando uma cena em que ele próprio convoca uma extensa lista de boas intenções para o ano que não há muito se iniciara (esta banda desenhada foi impressa na revista Jazz.pt  #17, de Março/Abril 2008 e, provavelmente, o seu autor tinha-a feito logo no princípio do ano), acabando o episódio com a tradicional cena da personagem a cair da cama, acordando abruptamente.

Admire-se a delícia da figura do músico, calvo, a fazer de Little Nemo! (e eu que não convidei Zíngaro, por falta de lembrança, para colaborar na obra colectiva "Sonhos de Nemo no Século XXI", onde uns tantos autores portugueses parodiaram a figura do Pequeno Nemo nos fascinantes episódios oníricos)

Parabéns, Corujo Zíngaro (nome pelo qual eu o conheci, e com que assinava as suas bandas desenhadas na revista Visão, em 1976).

Quem não conhecer esta faceta de Zíngaro, pode ler entrevista que lhe fiz para este blogue, clicando na rubrica "Categorias", na alínea "Visão - Revista portuguesa de banda desenhada 1975-76".
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Os interessados neste tema podem ver os nomes dos autores e revistas respectivas anteriormente integrados na presente rubrica.
Para verem integralmente as postagens, basta irem à coluna da esquerda e clicar na rubrica "Banda Desenhada portuguesa em revistas não especializadas em BD"

quinta-feira, junho 19, 2008

Língua portuguesa em mau estado na banda desenhada, no "cartoon", nos fanzines e na "internet" (XV) - Tijela com j???



Como uma vez disse um conhecido humorista, e eu concordo, a língua portuguesa é traiçoeira. 

TIGELA é um vocábulo que pode suscitar dúvidas, mas a verdade é que se escreve com G e não com J, e o semanário SOL (e todos os jornais) têm de ter quem se preocupe não só com os erros dos artigos, mas também com os erros dos artistas da imagem, para evitar estas situações.

TIGELA ~Etimologia: Tegula, Gabata, Scutelle, Scutula - sinónimos em latim.

TIGELA - s.f. - Vaso côncavo de barro, metal, louça, etc., geralmente desprovido de asas, no qual se servem sopas, caldos, etc.
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Já aqui mostrei um erro, muito frequente, que tem a ver com esta troca do G pelo J, e vice-versa. 
É o caso do vocábulo GINJINHA, que com frequência vejo escrito "Ginginha", em especial nas casas que servem aquele licor tradicional. 
Pelo menos em Lisboa, isso acontece...

quarta-feira, junho 18, 2008

Banda Desenhada portuguesa em revistas não especializadas em BD (XXVII) - Autores: JCoelho e DJ Goldenshower


Música, Arte e Culturas Alternativas & Underground, mas também Banda Desenhada, em especial se, neste último item, o autor tiver o nível de JCoelho, mereceram ser os conteúdos da luxuosa revista Elegy (Ibérica), enquanto teve edição especial para Portugal.
Jorge Coelho foi o artista escolhido, fazendo parceria com o argumentista Goldenshower (português, apesar do pseudónimo anglófono). Pena foi que a revista tivesse desaparecido da circulação, e que a sua distribuição fosse algo invisível, apesar da tiragem de 8000 exemplares. Este, por exemplo, que deduzo seja de Janeiro 2008 (a data da edição não consta da ficha técnica) só o encontrei no Algarve, e nunca mais vi nenhum número à venda.
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Deste tema há 26 postagens anteriores, cujos nomes dos autores podem ser vistos no "post" datado de 13 de Junho 08.
Mas para ver em pormenor imagens e textos respectivos, basta ir à coluna da esquerda do blogue e clicar na "Categoria" "Banda Desenhada portuguesa em revistas não especializadas em BD".

terça-feira, junho 17, 2008

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (CI) - Autores: Nuno Sarabando e Hugo Jesus

 
Com o episódio divertidamente crítico criado graficamente por 
Nuno Sarabando
sob argumento-guião de Hugo Jesus, suspende-se a publicação de bandas desenhadas em prancha, em simultâneo com o interregno da distribuição do jornal gratuito Mundo Universitário (MU) nas universidades, coincidindo com o término das aulas.

Tal como aconteceu no ano passado, os editores deste muito especial semanário decidiram voltar a dar-lhe aspecto diferente - utilizando o formato reversível, isto é, com duas metades em sentido inverso entre si, cada uma com diferente capa -, uma das metades destinada à leitura na praia, a outra para ser lida nos bares. 
O que implica, obviamente, distribuição nos locais apropriados, para o "people" ler enquanto se seca depois duns mergulhos matinais, ou na "naite" enquanto pousa o copo...

Claro que a banda desenhada não poderia deixar de estar presente, mas duma forma mais ligeira. Para tal, este bloguista que também coordena a rubrica BD do dito semanário, propôs à senhora directora, a jornalista Raquel Louçã Silva, que o MU publicasse uma tira de banda desenhada, autoconclusiva e divertida, semanalmente (num período de sete semanas, neste caso à 5ª feira), o que foi aceite.

Ora para fazer tiras divertidas decidi convidar apenas três autores-artistas-humoristas (e "rapidistas", capazes de criarem atempadamente cenas com piada): 
Derradé, que vai já aparecer na próxima edição, Álvaro e Pedro Alves.

Aviso aos caros amigos bedéfilos que têm andado a tentar coleccionar este jornal por causa da BD: comecem já a ir à praia e, se não conseguirem o exemplarzinho do MU, vão à noite beber uns copos, haverá MU's pelos bares do B.A. (e não só).
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Aos interessados em ver quais os autores anteriormente focados nesta rubrica, aconselha-se a irem até à coluna da direita que se intitula "Etiquetas", e clicarem no item "Banda Desenhada portuguesa nos jornais"

domingo, junho 15, 2008

Fernando Pessoa na Banda Desenhada... e não só (II) - Autor: Rafa Infantes

"Pessoa revisited" é o título da banda desenhada, autoconclusiva numa única prancha, realizada pelo autor espanhol Rafa Infantes, no fanzine Radio Ethiopia, nº14, Outono/Inverno 2005

 
"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. (...)".

Foram os quatro versos iniciais do poema "Tabacaria", escrito por Fernando Pessoa através do seu heterónimo Álvaro de Campos, que serviram de base à curta banda desenhada, de prancha única, realizada pelo autor espanhol Rafa Infantes.


Terá sido escassamente divulgada a notícia de o poeta português Fernando Pessoa ter sido considerado, conforme revelação do Bureau Internacional das Capitais da Cultura, uma das 50 personalidades que mais influência teve na cultura europeia. 
E como se chegou a tal conclusão? Através de uma recente votação, de âmbito universitário, promovida pela organização da Capital da Cultura catalã em vários países europeus, abrangendo um universo de 137.622 votantes. Fernando Pessoa ficou .

sexta-feira, junho 13, 2008

Fernando Pessoa na Banda Desenhada... e não só (I) - Autor: José Abrantes








José Abrantes é o autor da banda desenhada (em quatro pranchas) de homenagem ao grande poeta Fernando Pessoa.
Esta bedê, intitulada "Pessoa em Apuros", foi publicada na revista Selecções BD nº40 (1ª série), Agosto de 1991



Retrato de Fernando Pessoa, de Álvaro de Campos, de Alberto Caeiro, de Ricardo Reis...
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Biografar figuras históricas é recorrente na Banda Desenhada, mas já não o é tanto no que concerne a poetas, excepção feita (na BD portuguesa), muitas vezes a Luís de Camões, poucas a Fernando Pessoa, mas ambos homenageados por esta forma de arte sequencial devido à sua enorme dimensão enquanto expoentes da escrita poética.
Fernando Pessoa é a personalidade que hoje tem todo o direito a ser destacado, porque se completa o número redondo de 120 anos após o dia do seu nascimento, 13 de Junho de 1888, em Lisboa - uma efeméride digna de registo.
De seu nome completo Fernando António Nogueira Pessoa, ele viria a ser, incontestavelmente, um dos maiores vultos da literatura portuguesa no campo da Poesia.
A sua obra, traduzida em inúmeras línguas, divide-se pelos seus numerosos heterónimos, uns mais conhecidos e prolíferos - Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Bernardo Soares-, alguns outros menos divulgados, como acontece com Alexander Search, Barão de Teive, Pantaleão, e mais uns tantos, umas dezenas...
Fernando Pessoa, lisboeta nascido no Largo de S. Carlos, nº4 - 4º andar, esquerdo (defronte do homónimo teatro lírico), viveu uns anos na África do Sul, mas regressou a Lisboa, onde morou em vários locais da cidade, tendo falecido no Hospital de S. Luís dos Franceses, na Rua Luz Soriano (Bairro Alto), aos quarenta e sete anos, a 30 de Novembro de 1935.

Consta que a sua morte talvez tenha sido devido a cirrose por excesso de álcool ingerido ao longo da sua curta vida nos mais variados locais que costumava frequentar, designadamente Martinho da Arcada (Terreiro do Paço), Brazileira (Chiado), restaurante Pessoa (Antiga Casa [de Pasto] Pessoa, Rua dos Douradores), para apenas citar os que continuam visitáveis, passe a publicidade...

Banda Desenhada portuguesa em revistas não especializadas em BD (XXVI) - Autor: Serrano

Para ilustrar a divertida frase "ser supersticioso dá azar", nada melhor do que uma banda desenhada humorística, criada por Serrano para uma qualquer 6ª feira 13, dando-lhe o apropriado título de "Supersticioso?" protagonizada, como sempre, pelo seu herói Almíscaro.
in revista (de distribuição gratuita) P'Almada #13 - Março 2008
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Para ver os autores e as revistas anteriormente divulgadas nesta rubrica, basta ir à coluna da esquerda e clicar na categoria Banda Desenhada portuguesa em revistas não especializadas em BD).

quinta-feira, junho 12, 2008

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (C) - Autores: Miguel Marreiros e André Oliveira

O que tem a ver a Declaração de Bolonha com a gastronomia, concretamente com o "Molho à Bolonha"? 

Pois é isso que Miguel Marreiros, a desenhar, e André Oliveira, a escrever o argumento, tentam explicar. 

Se o conseguem ou não, cabe aos esclarecidos visitantes deste blogue decidir. 
Em especial, se forem estudantes, que é, afinal, a quem essencialmente se destina o jornal Mundo Universitário (nº 110 de 9 de Junho) onde está reproduzida esta banda desenhada.
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Quem tiver interesse em saber quais os autores portugueses que têm vindo a ser publicados nos nossos jornais, pode ver uma listagem no "post" afixado no dia 4 deste mês, um pouco mais abaixo.
Se também quiser ver as bandas desenhadas propriamente ditas, basta ir à coluna da direita, localizar a rubrica "Etiquetas" e clicar no item "Banda Desenhada portuguesa nos jornais".

terça-feira, junho 10, 2008

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (XCIX) - Autor: Derradé


Bubas é o anti-herói com que Derradé, o autor, se compraz a fazer-nos rir. E como sabe qualquer leitor de banda desenhada, o riso é sempre provocado pelos comportamentos inesperados e absurdos das suas personagens principais.
Bubas aparece mais uma vez nesta rubrica BD do Mundo Universitário, nº 109, de 2 de Junho. Sei que já há quem coleccione este jornal por causa das bandas desenhadas, e quem ao longo deste prolongado tempo de publicação tenha entretanto enraizado simpatias e admiração por alguns dos autores-artistas. Dário Rui Duarte, a.k.a. Derradé, será porventura um deles.
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Os interessados em saber quais os autores de BD que, além do Derradé, já foram mostrados nesta rubrica, basta-lhes visitar o "post" de 4 de Junho.
Para quem quiser ver os textos e as imagens postadas anteriormente, a solução é ir à coluna da esquerda do blogue onde diz "Categorias" e clicar no item "Banda Desenhada portuguesa em jornais"

segunda-feira, junho 09, 2008

Mostra de Banda Desenhada na Faculdade de Letras de Lisboa

Heróis e Vilões ao Quadrado, assim se intitula, sugestivamente, a exposição de banda desenhada, da responsabilidade de um recém-criado Núcleo de Banda Desenhada, visitável desde hoje no átrio da Biblioteca da Faculdade de Letras de Lisboa.
Trata-se de uma curta mostra baseada em álbuns e revistas de várias nacionalidades, por cedência da Bedeteca de Lisboa. Ali se podem apreciar algumas obras portuguesas, das quais a mais importante será a edição fac-simile da obra seminal da BD portuguesa, Apontamentos de Raphael Bordallo Pinheiro sobre a Picaresca Viagem do Imperador do Rasilb pela Europa, editada originalmente em 1872 pelo próprio Rafael.
De origem estrangeira estão representados álbuns de alguns heróis de papel europeus, e super-heróis norte-americanos, não faltando as japonesas mangás. Especial destaque merece, todavia, uma figuração narrativa independente destes géneros, a obra-prima Maus, de Art Spiegelman.
As peças estão visionáveis dentro de cinco expositores envidraçados horizontais, onde permanecerão até ao dia 20 do corrente Junho.

sexta-feira, junho 06, 2008

Língua Portuguesa em mau estado na banda desenhada, no "cartoon", nos fanzines e na "internet" (XIV) - "Expanção" (??)

Escrever expanção em vez de expansão não é um erro ortográfico vulgar, nem foi culpa de quem arquitectou e trabalhou para a edição deste número 123 do Boletim do Clube Português de Banda Desenhada, a mesma pessoa que escreveu correctamente "expansão"na primeira página do fanzine, página essa que se pode ver no blogue http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/.

Pelo que me contou esse responsável editorial, quando lhe apontei o erro em que ainda ninguém tinha reparado, o técnico da reprografia é que decidiu escrever assim, sem que ele se tivesse apercebido.

Mas a verdade irreparável e comprometedora é que a capa do Boletim CPBD (como preferi escrever das vezes em que fui eu a coordená-lo) aparece com este erro crasso, fruto de aprendizagem deficiente da língua portuguesa de que padece muita gente, uma falha que não é exclusivo dos tempos actuais, entenda-se. 
Conheço muitas pessoas de gerações anteriores, autores de banda desenhada e não só, que cometem erros sistemáticos (escrevem erradamente: á maneira de, em vez de à maneira de, á dois anos, em vez de há dois anos, haviam bandas desenhadas em vez de havia bandas desenhadas, estáva-mos em vez de estávamos, sistemàticamente em vez de sistematicamente, benvindo em vez de bem-vindo, eclético em vez de ecléctico, e tantos outros).

A extraordinária ilustração de Eduardo Teixeira Coelho, aproveitada para a capa, não merecia ser manchada desta maneira...

Os interessados em ver imagens de bandas desenhadas da autoria de António Vaz Pereira, José Garcês e Victor Mesquita, reproduzidas no fanzine sob análise, poderão fazê-lo no meu outro blogue, o Fanzines de Banda Desenhada, cujo endereço repito:
http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/
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Há várias postagens acerca deste tema que envolve o meu apreço pela língua portuguesa, incidindo nos erros ortográficos e gramaticais cometidos na banda desenhada, no cartoon, nos fanzines e na internet. Para visitar todos os "posts" basta ir à coluna da esquerda e clicar na categoria "Língua portuguesa em mau estado".

quarta-feira, junho 04, 2008

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (XCVIII) - Autor: Marte

Crónica discográfica, visando criticamente Jorge Ferraz e os Mão Morta, da autoria de Marte (aka Marcos Farrajota), crítico musical e DJ, esporádico em ambos os quadrantes, mas recorrente fanzinista e autor de banda desenhada.
Na BD portuguesa, esta será uma das poucas vezes em que a música ligeira e seus intérpretes serviu de tema. A primeira vez, que me recorde, foi no desaparecido semanário de arte, cultura e entretenimento que se intitulava Sete, e onde António Jorge Gonçalves fazia em BD o "Disco na prancheta", graças à cumplicidade de Maria João Duarte, personalidade culta e, obviamente, apreciadora de banda desenhada (não por acaso, foi directora da revista Jacaré, especializada em séries europeias).
No momento presente, e graças ao semanário (gratuito) Mundo Universitário (Nº 108, 26 Maio 08), surge mais um exemplo de como se pode falar de música através da BD.
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Para se ver quais os autores já incluídos neste tema e poder-se apreciar as postagens respectivas, basta ir à coluna das "categorias" e clicar na rubrica "Banda Desenhada portuguesa em jornais".

segunda-feira, junho 02, 2008

Tertúlia BD de Lisboa - XXIII Ano - 286º Encontro - 23º Aniversário

Em cima: logótipo da Associação Informal Tertúlia BD de Lisboa
Em baixo: edição já relativamente antiga do fanzine Tertúlia BDzine, datado de Junho de 1997, cuja capa, com um cartune brejeiro, estilo e apanágio do autor-artista Zé Manel, é dedicada a esse aniversário.

"Tertúlia: pequena reunião de pessoas que, principalmente nos séculos XVII e XVIII, se juntavam para discorrer sobre qualquer matéria literária, para simples conversa amigável, ou para um passatempo honesto."
in Novo Dicionário Etimológico de Língua Portuguesa

Texto constante do Tertúlia BDzine nº 9, Junho 1997, cuja capa reproduzo acima.
Este fanzine, sempre distribuído gratuitamente, é editado aperiodicamente desde Janeiro de 1992, e atinge neste aniversário o nº 127. Como se trata do aniversário, este número é todo a cores, e terá distribuição gratuita pelos presentes, que, tendo em conta todos os "tertulianos" que afirmaram querer participar, atingirão 45 presenças.
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Esclareço, por conseguinte que, neste mês, para comemorar o aniversário da Associação Informal "Tertúlia BD de Lisboa", há o Encontro Especial, denominado "encontro vadio", por se efectuar sempre em restaurantes diferentes, e diferente do habitual do resto do ano (*)

(*) Nos encontros "vadios" anteriores, a tertúlia teve poiso nos seguintes restaurantes de Lisboa:
Quebra-Bilhas (1992 e 1993). Este restaurante entretanto fechou, era uma daquelas "casas de pasto" (expressão antiga, algo em desuso) tradicionais, em pleno Campo Grande, e que tinha uma coisa muito curiosa: a ementa apresentava um bonito desenho do consagrado Fernando Bento;
Tatu (1994)
João do Grão (1995)
Real Fábrica (1996)
Sesimbrense - Feira Popular (1997). Como se sabe, o popular recinto fechou, estava previsto que reabrisse, mas tal ainda não aconteceu. Voltará a haver Feira Popular?
República (1998) - Fechou, anos depois. Foi pena. Um restaurante localizado na cave onde tinham funcionado as oficinas gráficas daquele que foi um prestigiado jornal.
O Trigueirinho (1999) - Na Mouraria, local para onde se mudou a mais dinâmica empregada de restaurante que até hoje conheci, a "Cilinha", que trabalhava no restaurante Chico Carreira, onde a tertúlia mensal se efectuou entre 1986 e 1996. A Cilinha teve direito a um "cartune" com a sua caricatura, feita por Zé Manel, com a assinatura de todos os presentes, na última tertúlia realizada naquele óptimo e amplo espaço (a mesa era posta em U, e todos os "tertulianos" ficavam de frente uns para os outros!). E como nesse período de dez anos ainda havia muitos autores consagrados para homenagear, capazes de comunicar e interessar os presentes, pode dizer-se que foi a grande fase da tertúlia lisboeta.
Dois Mil (2000) - Já fechou. A não ser o seu nome, apropriado para o ano 2000, nada mais recomendava especialmente este restaurante localizado no Campo Pequeno.
Ti Lurdes (2001)
A Valenciana (2002)
O da Manecas - Parque Mayer (2003)
O Manel - Parque Mayer (2004)
Fragata - no rio Tejo, doca de Santos (2005)
5 Chaves (2006)
A Berlenga (2007)

quarta-feira, maio 28, 2008

Violência/Tortura na BD (II) - Autor: Jim Lee

 
Perversamente, a violência, quando plasmada em imagens, pode atingir elevado grau de beleza. Essa componente negativa é tão explorada pela banda desenhada como pelo cinema, artes afins, ambas baseadas em histórias contadas visualmente.

Exemplo de elevado nível, no que concerne a imagens violentas, é a que apresento neste "post", uma prancha dupla desenhada por Jim Lee (*), grande talento da banda desenhada ("comics") que se faz nos Estados Unidos da América.

(*) Jim Lee criou as imagens a lápis (o "layout"), foi ele portanto o criador original. Mas quem passou o desenho a tinta ("inker", tintador, arte-finalista), foi Scott Williams, outro nome sonante, Alex Sinclair foi o colorista, Jared Fletcher tratou da óptima legendagem (quem começa agora a legendar deveria observar, com atenção, os códigos implícitos nesse trabalho, caracteres inclinados nas descrições, caracteres verticais nas legendas dentro dos balões), tudo isto sob argumento do grande autor-argumentista -desenhador Frank Miller ("the last but not the least"), no 6º episódio de Batman and Robin, the Boy Wonder
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Dentro deste tema Estética da Banda Desenhada já foram focados vários aspectos, designadamente Picado e Contrapicado, Zoom, Panorâmica, entre outros, criados por grandes autores-artistas, cujos nomes podem ser vistos na lista abaixo. Claro que a forma mais prática será ir com o cursor até à coluna das "categorias", e clicar na rubrica Estética e Convenções Gráficas da Banda Desenhada.

Março, 17 - Carlos Pacheco e Jesus Merino
Jan. 18 - Joe Quesada
2008

Ag. 21 - Reg Perrott
Abr. 20 - Frank Miller e Lynn Varley
Fev. 25 - Kája Saudek
2007

Ag. 27 - Bill Watterson
Ag. 26 - Katsuhiro Otomo
Jun. 11 - Joe Sacco
Maio 13 - Victor Mesquita
Maio 9 - Moebius
Maio 7 - Rui Lacas
Abr. 11 - Gibrat
Abr. 11 - Gibrat
Março 17 - Phill Jimenez e Andy Lanning
2006

terça-feira, maio 27, 2008

Banda Desenhada portuguesa nos fanzines (XXVI) - Autores: Filipe Teixeira e Mário Freitas


O Parque Mayer, local emblemático da capital, que chegou a ser considerado "a Broadway portuguesa", é um tema lisboeta candente. 

E o que é que a banda desenhada tem a ver com ele? Apenas o facto de lá se realizar mensalmente, há quase vinte e três anos, sem qualquer falha, a Tertúlia BD de Lisboa, que, tal, como o seu nome indica, tem a ver com essa forma de linguagem artística.

Por aquele espaço de convívio já passaram quase três centenas de autores-artistas da BD, entre consagrados (alguns entretanto desaparecidos) e novos, muitos entre eles quase totalmente desconhecidos da maioria dos bedéfilos.

Nessa tertúlia tem havido a oportunidade de os conhecer pessoalmente, de os ouvir, de lhes fazer perguntas, até de lhes pedir autógrafos.

Entretanto, o sujeito que um dia (em Junho de 1985) resolveu criar esse espaço de convívio, é considerado O Último Resistente do Parque Mayer, título da banda desenhada criada por Filipe Teixeira, desenhador, e Mário Freitas, argumentista, de que aqui se pode ver a segunda prancha de um total de quatro, sendo que as restantes três estão visíveis no meu outro blogue http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/

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Outros "posts" sobre este mesmo tema "Banda Desenhada portuguesa foram dedicados aos autores abaixo mencionados:

(XXV) Março 21 - Autores: Filipe Teixeira e Mário Freitas
(XXIV) Fev. 27 - Autor: Marco Mendes
(XXIII) Jan. 23 - Autor: Marco Mendes
(XXII) " 16 - Autor: José Lopes
2008 (Daqui para cima)

(XXI) Dez. 30 - Autor: ZéPaulo
(XX) " 28 - Autor: Pepedelrey
(XIX) Nov. 7 - Autora: Andreia Rechena
(XVIII) Out. 9 - Autores: Miguel Marreiros, Ana Baptista, Ricardo Correia, Mariana Perry e André Oliveira
(XVII) " 3 - Autor: Zé Paulo
(XVI) Ag. 8 - Autor: Zé Paulo
(XV) Jul. 4 - Autor: Pepedelrey
(XIV) Junho 28 - Autores: Joana Lafuente (des.), Miguel Ângelo Martins (arg.)
(XIII) " 21 - Autor: Eduardo Teixeira Coelho, Fernando Bento, Vítor Péon
(XII) " 15 - Autor. Carlos Apolo
(XI) - " 9 - Autores: Estrompa (desenho), José Lopes (argumento)
(X) - Maio 21 - Autores: João Leal (desenho), André Oliveira (argumento)
(IX) - " 15 - Autor: Pedro Massano
(VIII) -Março 9 - Autor: Ferrand
(VII) - Jan. 6 - Autores: João Maio Pinto, Joana Figueiredo, Pedro Zamith, Filipe Abranches, André Lemos, J. Coelho, Pepedelrey, Chambel, Feitor & S.G.
2007 (daqui para cima)

(VI) Dez. 20 - Nuno Sarabando
(V) Nov. 24 - Autor: Paulo Monteiro
(IV) " 12 - Autor: José Lopes
(III) " 9 - Autores: Aires Melo (desenho), Daniel Maia (argumento)
(II) " 1 - Autores: Rui Lacas, Pepedelrey, JCoelho, Pedro Nogueira, Renato Abreu
(I)Out. 14 - Autores: Pedro Figue (desenho), Daniel Maia (argumento)
2006 (daqui para cima)

quinta-feira, maio 22, 2008

Tertúlia BD de Lisboa - XXII Ano - 285º Encontro - 25 Maio 08 (TBDL em Beja) - Convidada Especial: Inês Freitas

Prancha da mangaka Inês Freitas, incluída no colectivo Venham +5 (nº 5-Maio 08)
Na realidade, este 285º encontro da Tertúlia BD de Lisboa vai chamar-se III Tertúlia BD de Lisboa em Beja, visto que se realizará, pelo terceiro ano consecutivo, naquela cidade. Mas a que propósito? Porque Paulo Monteiro, Deus ex machina do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, teve a ideia de me pedir, há três anos, para organizar esta tertúlia bedéfila lisboeta no término do festival. Inicialmente, achei a ideia peregrina, insólita... Uma tertúlia de Lisboa em Beja? Mas o Paulo insistiu, e eu acabei por achar piada, e pronto, no dia 25 deste mês, derradeiro do evento, realizar-se-á a número três da série, talvez a última.
Para não variar, a partir de agora irei enviar, para umas dezenas de bedéfilos, a seguinte mensagem sms:
Tertúlia BD de Lisboa - XXII Ano - 285º Encontro (Tertúlia BD de Lisboa em Beja). Convidada Especial: Inês Freitas. Data: 25 de Maio, às 20h00, na Galeria do Desassossego, em Beja. Para saberem mais pormenores e algo acerca da autora, visitem o meu blogue.
Como nem todos os que por aqui passam, inclusive os "tertulianos" habituais da tertúlia lisboeta, irão participar nesta sessão deslocalizada, aqui fica o texto do folheto "Programa de hoje", que sempre é distribuído nas tertúlias, tal como irá acontecer no domingo à noite.

Convidada Especial (*)
INÊS FREITAS
Inês Adriana Duarte Freitas nasceu em Beja, a 25 de Maio de 1992 (curiosa coincidência com a data de hoje).
Com apenas dezasseis anos, é dos elementos mais jovens de sempre (a par de João Fazenda, que foi C.E. da TBDL aos 13 anos de idade) a integrar o conjunto de autores distinguidos como Convidados Especiais da Tertúlia BD de Lisboa, o que acontece na variante esporádica de Tertúlia BD de Lisboa em Beja (3ª edição anual consecutiva).
Estudante ainda, frequenta o 10º Ano - Curso Artes, opção natural em quem tem forte inclinação para actividades artísticas, como prova o seu currículo:
Exposições: participou no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja em 2006, 2007 e no presente 2008; no Salão Internacional de Banda Desenhada de Moura, em 2005 e 2007; no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, em 2007.
Concursos: ao de Moura BD, 2005 e 2006, ganhando em ambos o Prémio Juventude, e ao do Festival BD da Amadora, em 2007, onde obteve o 3º Prémio, Escalão B (12-16anos).
Publicou bandas desenhadas (mangás) em fanzines: no Submarino (infantil) nºs 7, 11 e 12; no Tertúlia BDzine (nºs 119-Nov.07 e 126-Maio 08); no Venham + 5 (nº3-Maio 07, nº 5-Maio 08)

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(*) Este ciclo Nova BD portuguesa, a decorrer permanentemente desde Junho de 1985, tem a finalidade de distinguir, com DIPLOMA DE INCENTIVO, gente mais nova da BD, a vários níveis:

1) Autores jovens em princípio de carreira, mas com obra publicada - embora porventura escassa - quer em fanzines, jornais, revistas ou, eventualmente, em álbum (por edição alternativa, seja com apoio autárquico ou de empresa privada, até mesmo em edição de autor).
2) Autores que, independentemente da sua idade, só começaram a fazer BD em data recente.
3) Autores que fizeram banda desenhada, de forma esporádica, há uns tantos anos, tendo desistido da BD e optado por diferente actividade (incentivo de tipo retroactivo).
4) Autores já com obra significativa, mas demasiado novos para serem homenageados.

quarta-feira, maio 21, 2008

Banda Desenhada portuguesa em jornais (XCVII) - Autor: Pedro Zamith


Um extraterrestre tenta introduzir-se subrepticiamente na faculdade de Belas Artes. Qual a melhor forma? Adoptar um visual artístico extravagante para passar despercebido, porque se aparecesse com vestuário dito normal, daria nas vistas...
Haverá um toque caricatural no ponto de vista explanado nesta banda desenhada, realizada por Pedro Zamith, mas ele sabe bem do que fala, porque foi lá que se formou em pintura. Aliás, é nesta arte clássica onde Zamith tem maior actividade, paralelamente à sua função de professor do ensino secundário. Um dos habituais destinos de quem tem talento para desenhar e/ou pintar, e tira curso de artes, ou mesmo de arquitectura. Não há mercado em Portugal (nunca houve) suficiente para absorver todos os que gostam de fazer banda desenhada, infelizmente.
Mas, claro, o bichinho da banda desenhada fica sempre entranhado em todos os que alguma vez a fizeram. Daí que por esta rubrica BD do jornal Mundo Universitário eu já tenha tido a colaboração de umas dezenas de autores-artistas, onde se misturam uns autores consagrados (poucos, claro), e muitos muito novos, outros já a amadurecer... Mas como conheço pessoalmente outras tantas dezenas, recorro constantemente aos que ainda nunca colaboraram, porque tenho de conseguir uma bedê semanalmente.
A que aparece hoje reproduzida no topo do "post" foi publicada no Mundo Universitário nº 107, em distribuição gratuita nas faculdades e outros estabelecimentos de ensino superior, desde a passada 2ª feira, dia 19 de Maio.
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Para ver uma lista quase completa dos autores-artistas de BD que têm andado a colaborar em jornais, com preponderância no semanário Mundo Universitário, basta descer ao "post" anterior, onde consta essa listagem

terça-feira, maio 20, 2008

Banda Desenhada portuguesa em jornais (XCVI) - Autor: Algarvio

 
A tradição já não é o que era, eis uma frase recorrente, que serve de título à banda desenhada acima reproduzida. E após lê-la/visioná-la, apetece escrever, q.e.d., locução latina bem aplicável ao sentido da trama humorística da peça. Igualmente assim fica demonstrado o sentido de humor do talentoso ilustrador, cartunista e banda-desenhista Algarvio (Alexandre Algarvio).

A avozinha que ele apresenta neste "gag" (terá a ver com a sua própria avó?) é uma deliciosa caricatura, positiva neste caso, da adaptação às novas tecnologias, não apenas ao alcance dos mais novos, mas sim, a todos os que têm inteligência, capacidade, e vontade de não se sentirem ultrapassados no tempo em que vivem.

Nota: Imagem reproduzida, com a devida vénia, do semanário Mundo Universitário, nº 106, de 12 de Maio. Com efeitos retroactivos: parabéns ao jornal e a todos os que lá trabalham (bem, eu apenas sou um colaborador exterior) pelo 4º Aniversário!

domingo, maio 18, 2008

GLBD-Grupo de Leitura de Banda Desenhada (III)




A inédita iniciativa, no que à banda desenhada em Portugal diz respeito, em andamento na Bedeteca de Lisboa, teve ontem mais uma sessão, a terceira.
Como tem sido habitual, foi bem conduzida por Pedro Vieira Moura (blog Ler BD) e razoavelmente participada por um pequeno grupo de interessados na BD, a diversos níveis. À falta de melhor, em simples registo efémero neste blogue, eis a lista dos elementos presentes, e respectivas actividades bedísticas:
1. Cornel (polaco, professor e tradutor)
2. Geraldes Lino (divulgador)
3. Jakub (polaco, professor e tradutor)
4. João Martins (leitor)
5. Lithales Soares (leitor)
6. Marco Moreira (leitor)
7. Mariana Perry (autora)
8. Rosa Barreto (leitora)
9. Rui Cartaxo (leitor)

Varlot Soldado, obra realizada por Tardi (desenho) e Daeninckx (argumento), tem por fio condutor a chamada Grande Guerra (1914-18), acontecimento histórico a que Jacques Tardi é especialmente sensível, narrativa gráfica tratada com realismo e com laivos dramáticos, no excelente registo estilístico habitual no autor-artista francês.
A sessão teve participação de todos os presentes, a quem foram fornecidos, inicialmente, elementos biobibliográficos respeitantes aos dois autores (duas de três folhas dedicadas ao desenhador estão reproduzidas no topo do "post"), além de terem sido apresentadas várias obras assinadas "a solo" por Tardi, a fim de se ter um panorama o mais completo possível a seu respeito.
Uma sessão memorável, a merecer participação mais numerosa. Todavia, não se pode esquecer que esta é a primeira vez que semelhante evento tem lugar entre nós, e sabe-se como são os bedéfilos portugueses: muito capazes de passar a vida a lamentar a falta de iniciativas em prol da banda desenhada, mas que se alheiam delas quando acontecem...
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"Post" remissivo para textos anteriores acerca do mesmo tema
(II) Abril, 20 - Programa previsto das sessões
(I) " 19 - Explicação da iniciativa
Claro que uma forma expedita de ver estas postagens anteriores é ir com o cursor à coluna da esquerda que contém as "Categorias", e clicar na que diz "GLBD-Grupo de Leitores de Banda Desenhada"

quarta-feira, maio 14, 2008

Banda Desenhada portuguesa em revistas não especializadas em BD (XXV) - Autora: Joana Sobrinho

(Eu sei que todo o utilizador bloguista-internético sabe, digo isto apenas para alguém um pouco distraído: ao clicar-se sobre a imagem torna-se possível vê-la em maiores dimensões e assim poder ler as legendas. Mas para quem não quiser ter esse trabalhinho adicional, eu transcrevo as legendas da tira de banda desenhada acima reproduzida :-)

"Homem que é homem... não bebe pingos, abatanados e muito menos chá de limão". "Homem que é homem... não lê e muito menos envia e-mails com power point". "Homem que é homem... não usa gola alta ou termotebs! Aguenta o frio!". "Homem que é homem ... está casado aos 40. Tudo o mais é altamente suspeito".

...Da série de banda desenhada em tiras, a cores, intitulada "Fêmea Implacável", mais propriamente do episódio "Este país não é para meninos", foram transcritas estas considerações, aparentemente machistas mas claramente gozonas com os preconceitos que nos rodeiam, escritas e desenhadas por Joana Sobrinho (que, inicialmente, usava o pseudónimo de Janine). 
Onde? Numa revista ostensivamente masculinista, para "yuppies" e tecnocratas, a GQ (Gentlemen's Quarterly, no presente caso na edição de Maio 08) mas que aguenta com "fair play" as ironias (bem) desenhadas da autora, que não conheço.

(Já agora, Joana, será que "pingos" terá o mesmo significado de "bica pingada" que, em código portuga que tanta vez ouvi, há muitos anos, queria dizer "café com um pingo de leite"? Quanto a "abatanado", se calhar é também um termo pouco conhecido, e significa "café em chávena grande", pelo menos há uns anos era assim. E no que se refere a chá de limão, o mais vulgar é pedir-se "um carioca de limão", isto em Lisboa, claro).

Quem diria que uma publicação luxuosa e aparentemente superficial, daria guarida a uma tira desenhada crítica e truculenta? O meu hábito de espreitar todas as revistas e jornais, sempre na esperança de encontrar espaços dedicados à BD, permitiu-me tomar conhecimento da existência destas pequenas pérolas. 
Serão lidas com agrado pelos "gentlemen" leitores, ou passarão por elas displicentemente?

segunda-feira, maio 12, 2008

Banda Desenhada portuguesa em jornais (XCV) - Autor: Pedro Alves

Da autoria de Pedro Alves, dono de poderosa imaginação crítica e rapidez de execução, aí está a banda desenhada reproduzida na 2ª feira da semana anterior (5 de Maio) no jornal Mundo Universitário (nº 105).
Embora eu tenha implantado o sistema de tema livre na rubrica BD do MU, sempre recomendo que as bandas desenhadas tenham, preferencialmente, algo a ver com a vida universitária, seus alunos e professores, e respectivos problemas.
Na minha opinião, que é a que prevalece, visto ser o coordenador da rubrica, acho que faz sentido os temas dizerem algo ao povo das universidades, docentes e discentes, porque é para eles que o jornal é feito.
E Pedro Alves é um dos autores que melhor corresponde a essa premissa (talvez por ser casado com uma professora...), daí já o ter convidado quatro ou cinco vezes ao longo destes três anos e meio de publicação ininterrupta de bandas desenhadas neste jornal.

sexta-feira, maio 09, 2008

Festivais, Salões BD e afins - (Beja) - IV Festival Internacional/2008

Inaugura-se amanhã, dia 10 de Maio, o IV Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, que só terminará duas semanas depois, a 25 de Maio.

Para simplificar, chamarei ao evento Beja BD/2008, sem com isto ter a intenção de minimizar aquele que já se perfila como o segundo acontecimento bedéfilo nacional.

Começo por chamar a atenção para a presença confirmada de Dave McKean, o famoso autor inglês a trabalhar para os Estados Unidos, como muitos outros autores-artistas, incluindo espanhóis, argentinos, japoneses, brasileiros e também portugueses.

Como é óbvio, haverá muitas exposições a visitar, sendo imperdível a do citado Dave McKean, embora também haja bastante interesse em observar as pranchas do italiano Gipi, do francês Frantz Duchazeau e do alemão Martin Tom Dieck.

Isto sem desprimor para as dos autores portugueses de BD, entre os quais Nuno Saraiva, Diniz Conefrey, Pedro Leitão, Filipe Andrade/Filipe Pina, João Lemos, Teresa Câmara Pestana, Osvaldo Medina/Pepedelrey, Susa Monteiro (autora do cartaz), e a colectiva dos "toupeiras" (Carlos Apolo, Carlos Páscoa, Inês Freitas, Lam, Lobato, Luís Guerreiro, Maria João Careto, Paulo Monteiro, Pedro Ganchinho, Susa Monteiro, Véte, Vítor Cabral, Zé Francisco e Zé Pedro), bem como as dos autores galegos, igualmente numa colectiva que engloba 41 (!) autores-artistas, dando aqui destaque aos que considero de mais elevado gabarito, com relevo especial para dois que conheço pessoalmente há muitos anos, Miguelanxo Prado e Das Pastoras, que são, digamos assim, cabeças-de-cartaz, a que acrescento David Rubin, um talento ascendente que tive o prazer de conhecer em edição anterior deste evento bejense.

Claro que não faltarão sessões de autógrafos, em que haverá oportunidade para pedir uns desenhos autografados (ou só autógrafos, depende) a Dave McKean, Diniz Conefrey, Filipe Andrade, Filipe Pina, Franz Duchazeau, Gipi, João Lemos, Martins Tom Dieck, Nuno Saraiva, Pedro Leitão e Teresa Câmara Pestana.

Para completar o meu trabalho - he he he (riso cúmplice para o Jorge Machado-Dias) - remeto os visitantes para o blogue dele, o saboroso (nas saladas) coentro, perdão, Kuentro, localizável no endereço http://kuentro.weblog.com.pt/ Passem por lá.
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Nota "a posteriori"
Da lista de autores previstos para a sessão inaugural, faltou Gipi, por estar adoentado.

quarta-feira, maio 07, 2008

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (XCIV) - Autores: Agonia Sampaio e A. Amaral



Cheia de simbolismo, a banda desenhada Também é Viver nasceu pela adaptação literária feita por A. Amaral a uma obra de Marly Ray, sendo os desenhos de Agonia Sampaio.

De André Amaral é igualmente a colorização, realizada em photoshop.
Esta banda desenhada, impressa em papel (que tem outra magia, mesmo sendo menos brilhante), integra agora a extensa galeria de BD portuguesa que está a passar, semanalmente, no jornal gratuito Mundo Universitário. A presente foi publicada no MU nº 104, de 28 Abril 08.

Concurso Jovens Criadores/08 contempla Banda Desenhada

Jovens Criadores é um concurso bienal que abrange diversas áreas artísticas, entre elas a Banda Desenhada.
Destina-se a jovens com idade limite de 30 anos à data de 31.12.07.
Os concorrentes na área da BD poderão apresentar até dois projectos, compostos por um máximo de 6 pranchas (inéditas) cada.
Serão seleccionados, para apresentação na Mostra Jovens Criadores 08, até oito autores.
A lista desses concorrentes distinguidos será mostrada em Julho/Agosto 08, em
http://www.artesideias.com/
O folheto com o regulamento completo é disponibilizado na sede do IPJ, Av. da Liberdade, em Lisboa, e no CPAI-Clube Português de Artes e Ideias, Largo Rafael Bordalo Pinheiro, 29-2º, também em Lisboa.
Mas importante mesmo é agarrar numa banda desenhada vossa que tenham lá em casa na gaveta, e levá-la ainda hoje, 12 de Maio, data limite para a inscrição, ao CPAI-Clube Português de Artes e Ideias.
Rápido! Às vezes estas coisas feitas à última hora, acabam por funcionar bem...
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O concurso "Jovens Criadores" é organizado conjuntamente por entidades públicas e privadas: Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto -SEJD, Instituto Português da Juventude -IPJ e Clube Português de Artes e Ideias - CPAI, e tem por finalidade incentivar e promover novos valores das seguintes áreas artísticas:
Artes Plásticas, Banda Desenhada, Ciber Arte, Dança, Design Gráfico, Design de Equipamento, Fotografia, Ilustração, Joalharia, Literatura, Moda, Música e Vídeo.
Resultante da iniciativa haverá selecção de obras e projectos que terão apresentação pública numa Mostra Nacional e, posteriormente, em evento de carácter internacional.
Este ano, por exemplo, os vencedores de 2006 vão ter direito a viajar até Itália. Registo aqui os nomes dos dois distinguidos na banda desenhada: Ana Madureira e Lucas, este último, o João Lucas, também entusiástico fanzinista.

domingo, maio 04, 2008

Tertúlia BD de Lisboa - XXII Ano - 284º Encontro

Intensa dinâmica e violência a explodir aos olhos do visionador, aí está o resultado visual de uma das pranchas desenhadas por Filipe Teixeira para a obra C.A.O.S.
Filipe Teixeira vai ser o CONVIDADO ESPECIAL da Tertúlia BD de Lisboa, no próximo dia 6 de Maio, primeira 3ª feira do mês, como sempre acontece há vinte e dois anos.
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Filipe de Sousa Teixeira nasceu em Lisboa a 22 de Novembro de 1980.
Tem como habilitações literárias o Curso Superior de Design Gráfico, obtido no IADE.
Até agora, a sua obra mais importante intitula-se C.A.O.S., de que foi o desenhador, embora se trate de um trabalho de equipa, com Fernando Dordio a escrever o argumento (e suponho que a transformá-lo no guião), Carlos Geraldes a executar a colorização e Mário Freitas encarregado da legendagem e revisão ortográfica. A banda desenhada teve edição em 2007 dividida em três partes (livro um, livro dois, livro três) publicadas em outros tantos tomos sob aquele título, num total de 76 pranchas, extensão invulgar na actual BD portuguesa.
Também já colaborou como arte-finalista com Pedro Potier, numa banda desenhada produzida para a revista brasileira Quebra Queixos.
No que se refere a exposições, participou no FIBDA - Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, em 2006 e 2007, com pranchas da banda desenhada C.A.O.S.
Justamente para o momento do incentivo público que vai receber na Tertúlia BD de Lisboa, o novel autor desenhou e arte-finalizou a bd "O Último Resistente do Parque Mayer", sob argumento e legendagem de Mário Freitas, para o fanzine Tertúlia BDzine (nº 125, 6 Maio 08).