domingo, março 15, 2009

Estética e Convenções Gráficas da Banda Desenhada - Picado e Contrapicado (XIII)

Vale a pena clicar em cima destas duas vinhetas para as ver em maiores dimensões, e assim poder-se apreciar a qualidade artística delas, e o talento de Filipe Alves
Estupenda imagem de picado, a primeira, muito boa também a segunda, duas vinhetas extraídas de duas das pranchas da banda desenhada Discurso Sobre a Servidão Voluntária, da autoria de Filipe Alves (sob argumento de Álvaro Áspera) reproduzida na revista Aula Magna (nº 00, de Novembro/Dezembro 2008) .
Por vezes, o termo usado para este tipo de projecção da imagem é ainda o vocábulo francês "contre-plongée", em oposição a "plongée". Já disse isto anteriormente, um amigo meu diz que eu às vezes repito as informações, mas não posso estar a pensar apenas naqueles que lêem sempre este blogue, e tudo o que aqui escrevo (só há pouco tempo passei a ter seguidores, e nesta data são apenas 32), sei que há sempre novos visitantes.
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Índice remissivo para os "posts" anteriores nas datas abaixo indicadas. Mas a forma mais expedita de os ver é simplesmente clicar no item "Estética e Convenções Gráficas da BD " indicado em rodapé (onde estão incluídas mais dois temas, "Tortura na BD" e "Violência na BD"), todos visíveis através desse simples clic.

(XII) - Carlos Pacheco e Jesus Merino
2008 - Daqui para cima

(XI) Ag.10 - Reg Perrott
(X) Abr. 20 - Frank Miller e Lynn Varley
(IX) Fev. 25 - Kája Saudek
2007 Daqui para cima

(VIII) Agosto 27 - Bill Watterson
(VII) Jun.11 - Joe Sacco
(VI) Maio 13 - Victor Mesquita
(V) Maio 9 - Moebius
(IV) Maio 7 - Rui Lacas
(III) Abr.11 - Gibrat
(II) Abril 11 - Gibrat
(I) Março 17 - Autores: Phil Gimenez e Andy Lanning
2006 Daqui para cima -Tema: Picado e Contrapicado
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(I) Maio 28 - Jim Lee
2008 Daqui para cima - Tema: Violência
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(I) Jan. 18 - Joe Quesada
2008 Daqui para cima - Tema: Zoom
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(I) Agosto 21 - Reg Perrott
2007 Daqui para cima - Tema: Tortura

sexta-feira, março 13, 2009

Lisboa na Banda Desenhada (VIII) - Parque Mayer submerso - Autores: Ana Saúde (desenho), João Veiga (argumento)




Do castelo de S. Jorge (que não se vê aqui, mas que consta da prancha inicial desta bd) até ao Parque Mayer, não é assim tão longe, dá para espraiar o olhar sobre a Lisboa pombalina, para cirandar pelo Rossio, tomar um café numa das esplanadas, subir depois pela avenida da Liberdade.
E não haveria nada de especial para contar, se não fosse a imaginação de João Veiga (argumentista) e Ana Saúde (desenhadora), jovens criadores deste episódio insólito, que nos fazem deparar com a entrada do que ainda resta daquele espaço antigo, semi-submerso por águas vindas não se sabe de onde... Terá sido o Tejo que subiu a avenida? É uma antevisão do futuro?
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O episódio completo está no blogue
http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/
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Outros episódios do tema "Lisboa na Banda Desenhada" podem ser visto com uma simples clicadela no item indicado no rodapé deste poste.

terça-feira, março 10, 2009

Revistas BD (IV) - Estrangeiras: Revistas antigas são valiosas - Action Comics #1


Será que um exemplar do nº 1 da antiga revista Action Comics (editada em Junho de 1938) atingirá o valor de 400.000 dólares? Há quem diga que sim, e não é difícil acreditar, se atendermos a que, hoje, o valor atingido já está em 277.300 dólares (cerca de 220.000€) no leilão dum site americano especializado neste género de negócio, e as ofertas dos interessados serão aceites até ao próximo dia 13, que calha exactamente numa 6ª feira. O que pode ser desmoralizador para os supersticiosos negativos, ou entusiasmante para os supersticiosos positivos...
Como bem sabe a maioria dos visitantes deste blogue, esta revista Action Comics #1 (64 páginas a cores, a capa também, com o preço de dez cêntimos) foi o suporte da estreia (oficial) do Superman (ou Super-Homem, em português) geralmente considerado primeiro super-herói da Banda Desenhada (esta afirmação não é linear, mas não é agora o momento de a esclarecer), personagem criada por dois americanos, Jeremy (Jerry) Siegel, argumentista, e Joseph (Joe) Shuster, desenhador.
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Post Scriptum - Para quem não sentir a crise económica, ou, ao invés, seja abastado coleccionador (esta é uma indirecta para o meu querido amigo e enorme, em todos os sentidos, coleccionador de banda desenhada, Bana e Costa), aqui fica o endereço do site especializado onde decorre o acto leiloeiro:

sexta-feira, março 06, 2009

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (CXI) - Sol/revista-suplemento Tabu - Autor: Nuno Saraiva


Sob argumento e traço de Nuno Saraiva, a banda desenhada com o título genérico Na Terra como no Céu é publicada pelo semanário Sol (mais propriamente na sua revista/suplemento Tabu), em episódios semanais de duas pranchas cada, a cores.
O presente episódio (reproduzido na edição de 24 Jan. 09) tem o título: "Rei Obama".
Logo nas duas vinhetas geminadas iniciais se apercebe o leitor/visionador do espírito satírico e com muita originalidade do autor/artista N.S. (como o Nuno, com simplicidade, costuma assinar as suas pranchas), que resove pôr o popular herói sumério Conan, o Bárbaro, a ler um comic-book dedicado ao "Fabuloso Homem-Aranha", mas em cuja capa se vê o novel presidente dos United States of America, Barack Obama.
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A dúvida se devo integrar as bedês que são publicadas pelo semanário Sol/revista/suplemento Tabu, na rubrica "Banda Desenhada portuguesa nos jornais", ou antes na "Banda Desenhada portuguesa em revistas não especializadas em BD", essa dúvida surge-me sempre. E porquê? Pela simples razão de que o promotor da publicação é o jornal semanário Sol, sendo "Tabu" um suplemento (não vendável separadamente, claro), mas que se apresenta sob a forma de revista.
Optei por considerar que se trata de publicação num jornal, embora seja uma opção subjectiva e susceptível de diferentes interpretações.

quinta-feira, março 05, 2009

Bandas Desenhadas de Zíngaro (Zngr) e Luca, e artigos sobre a Mangá e o Eternus 9

O convite que aqui faço parece-me aliciante: dêem uma saltada ao meu outro blogue, o "Fanzines de Banda Desenhada", e poderão ver bandas desenhadas várias.
Por exemplo: de Carlos Zíngaro, a.k.a. Zngr, músico, cartunista e banda-desenhista, e de Luca (aliás, Luís Afonso -LU-, como argumentista, e Carlos Rico -CA-, a desenhar). São tiras, senhores, a cores e de bons humores (esta irrepremível tendência portuga para fazer rimas...).
E poderão ler artigos que interessam a qualquer bedéfilo que se preze: um sobre a Mangá (para algum visitante iniciante - lá está a rima...-, ainda valerá a pena dizer que estamos a falar da banda desenhada japonesa, quanto aos iniciados estão carecas de o saber), e outro artigo, escrito por João Miguel Lameiras (uma garantia de sapiência) acerca do eterno Eternus 9, de Victor Mesquita.
(Vão lá, ao
http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/
e não se esqueçam de clicar em cima das imagens para ler e ver bem).

quarta-feira, março 04, 2009

Comic Jam - 7ª prancha

Ok, as seis vinhetas vêem-se mal neste formato, mas todos os visitantes já iniciados nestas andanças internéticas sabem que basta clicar em cima da imagem e ela... BLAAAAM, ampliaaaaa!


Prancha (a 7ª desta primeira série) realizada sem qualquer argumento pre-existente, por conseguinte ao sabor da improvisação de cada desenhador participante.
A presente prancha teve a participação de:
1º vinheta - Renato Abreu, o autor homenageado ontem, 3/3/09, pela Tertúlia BD de Lisboa (para saber mais acerca dele, ver o "post" anterior)
vinheta - Inês Casais, a.k.a. "Tetris" (foi também a autora da bd publicada no fanzine Tertúlia BDzine distribuído gratuitamente aos participantes deste encontro)
vinheta - Daniel Maia, ou Dan Maia, ou, simplesmente "Dan"
4ª vinheta - Bárbara Carvalho
5ª vinheta - João Ataíde
6ª vinheta - José Girão
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Leia-se o que de imediato escrevi (ver as últimas linhas do texto) aquando da postagem inicial deste tema, em Ag.6, 2008:
"Claro que a ideia que imediatamente surge é a de ser editado um fanzine, quando houver quantidade de pranchas que o justifiquem".
Nesta altura do começar a pôr em prática a ideia do Comic Jam, foi esse o lampejo que tive (alguns visitantes, que não leram o texto até ao fim, vieram sugerir-me "seria giro que fizesses um fanzine...). Entretanto, as ideias foram-se concretizando, e o que decidi fazer foi o seguinte:
Ao fim de 10 meses haverá 10 pranchas feitas. Será essa dezena de pranchas, em que colaborarão umas dezenas de autores (uma vinheta cada, até agora tenho conseguido que não haja repetições), cuja última prancha será uma surpresa. que constituirá o fanzine "Comic Jam" nº 1, que terá data de Junho 2009. A tiragem será de 100 exemplares, para ser um para cada colaborador, dois para o Depósito Legal da Biblioteca Nacional, e umas dezenas para venda ao público fanzinista.
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Os interessados em ver as restantes pranchas desta brincadeira gráfica, tipo "Cadavre Exquis", têm uma solução fácil: clicar na etiqueta "Comic Jam" aqui em baixo no rodapé

domingo, março 01, 2009

Tertúlia BD de Lisboa - 295º Encontro - Homenageado: Renato Abreu

Episódio a cores (coisa praticamente inédita em Renato Abreu, cultor acérrimo do preto e branco), para o fanzine Efeméride (nº2 - 13 Fev 07), a desenvolver o tema "Príncipe Valente no Século XXI" com o episódio "E.N. nº 1"
Prancha inicial (1 de 4) da bd "O Saxofonista de Hamelin", de Renato Abreu, para o fanzine Jazzbanda (nº2 - Out. 2006)

Prancha inicial (1 de 4) da bd "Arena", de Renato Abreu (Lx Comics nº 3, Inverno 1991)


Capa da revista de BD LX Comics (nº1 - Primavera de 1990), editada em Lisboa (Lx, claro) de que Renato Abreu foi director, além de colaborador com BD
O desenho da capa é um detalhe da bd "O Manuscrito do Pianista Louco", por Jorge Mateus
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Apresentação do Homenageado da Tertúlia BD de Lisboa, dia 3 de Março de 2008

Renato Abreu
Renato de Lima Simões e Abreu nasceu em Lisboa, em Dezembro de 1956.
Tem frequência do Curso de Antropologia no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, possui o curso de Engenharia Multimédia e licenciatura em Informática.
Frequentou ateliês livres em Desenho e Fotografia no Centro de Artes e Comunicação Visual - AR.CO, e no IADE tirou o curso Suplementar de BD, dirigido por Vítor Péon.
Tem colaboração de BD em vários fanzines: Protótipo (de que foi o editor em 1985), Eros, Ritmo e Shock; no suplemento "Tablóide" do jornal Diário Popular´; e na revista O Mosquito (V Série), no respectivo suplemento "Insecticida".
Há igualmente colaboração sua em BD nas páginas de publicações de diferentes temas: Jornal de África, revistas CTS-Ciência, Tecnologia e Sociedade, e Lua Cheia.
Ao nível de álbuns de BD, colaborou em dois de tipo colectivo: Noites de Vidro, e José Muñoz-Cidade, Jazz da Solidão.

Além de autor de BD, ele foi director da revista LX Comics, que teve quatro números publicados entre a Primavera de 1990 e o Verão de 1991, onde também fez BD (no nº 3 - Inverno de 1991).

Recentemente voltou a colaborar em fanzines: no Jazzbanda (nº2, Out. 2006), e no Efeméride (nº 3 - 13 Fevereiro 2007), neste último em paródia gráfica ao tema "Príncipe Valente no Século XXI".

Renato Abreu foi, como autor iniciante de BD, Convidado Especial da Tertúlia BD de Lisboa, em Janeiro de 1986. Passa agora ao nível mais elevado desta Associação informal, o de Homenageado, considerando o conjunto da sua obra na Banda Desenhada.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Autor de BD como personagem da sua banda desenhada (XI) - Pedro Manaças









Mais uma banda desenhada em que se vê o autor (neste caso, Pedro Manaças) a contracenar com o seu herói. 

A bem dizer, o herói, a personagem - que se apresenta pelo nome a pedir trocadilhos, Manegas - pelas características que lhe imprimiu o seu criador é, na realidade, bem mais um anti-herói...

Quem conhecer pessoalmente Pedro Manaças, reconhecê-lo-á de imediato, embora perceba que esta imagem que o autor dá de si próprio esteja exagerada - de facto, os dois dentes incisivos salientes são reais, embora não tão exageradamente como ele próprio se auto-caricaturiza. 

Mas, claro, caricatura que se preze exagera sempre os pormenores faciais. Eu que o diga, nas múltiplas participações em bandas desenhdas de diversos autores (forçadas, sempre à minha revelia...) em que o meu nariz, que é grande e torto, é desenhado de forma de tal maneira exagerada, que mais pareço o Cyrano de Bergerac...

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Neste "post", o que está em causa é mostrar cenas em que o autor de uma bd contracena com o seu "herói". 
Mas quem quiser "verler" o episódio Manegas "O Cabelo" na sua totalidade (ou seja, ver a última prancha, e ler o fim da história), terá de fazer o favor de clicar no endereço abaixo indicado:

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Já estão apresentados, no presente blogue "Divulgando Banda Desenhada", dois temas parecidos com este. Um intitula-se "Autor de BD em contacto pessoal com o seu herói". Os "posts" respectivos são os seguintes:
(I) Fev. 27, 2006 - Chester Gould e Dick Tracy
(II) Abril 18, 2006 - Hergé com Tintin
(III) Julho 25, 2006 - Milton Caniff com Terry
(IV) Agosto 03, 2006 - Carlos Roque e o seu pato Wladimyr
O outro tem por título " Desenhador a desenhar a sua banda desenhada", e pode ser visto em:
(I) Agosto 10, 2006 - Sergio Aragonés

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Para os interessados em visionar as postagens anteriores do tema "Autor de BD como personagem da sua banda desenhada", basta clicarem nesse item que aparece escrito em rodapé.
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Entretanto, para se ver a lista de autores e personagens anteriormente focados, aqui a ponho visível:
(X) - Fev. 10 - Moebius
2008 (daqui para cima)
(IX) - Fev. 27 - C. Cngr (Carlos Corujo "Zíngaro")
2007 (daqui para cima)
(VIII)-Set. 11 - Art Spiegelman
(VII) - Ag. 29 - Nuno Markl
(VI) - Ag. 20 - Pedro Morais (desenhador), Luís Almeida Martins (argumentista)
(V) - Jul. 7 - Augusto Trigo
(IV) - Jun. 26 - Nuno Saraiva
(III) - Maio, 5 - Robert Crumb
2006 (daqui para cima)
(II) - Nov. 16 - João Maio Pinto (desenhador), Esgar Acelerado (argumentista)
(I) - Out. 25 - Uderzo (desenhador), Goscinny (argumentista)
2005 (daqui para cima)

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Carnaval da Lousã com personagens de Hergé - Tintin e Hergé (XII)

Carlos "Haddock" Sêco








Em pleno Carnaval, recebi do amigo Carlos Sêco (cartunista e autor de BD CarloSêco) estas fotos onde se vê ele próprio mascarado de Capitão Haddock, mais umas tantas personagens Hergeanas, facilmente identificáveis.
Carlos Sêco é, além de autor, bloguista (procurar na minha listagem, o blogue "Jonas o Reguila", leitor/visionador compulsivo de BD, mas também ferrenho tintinófilo (sócio da associação belga "Les Amis de Hergé"). Daí que não me espante nada que tenha sido ele o fomentador desta presença de algumas das carismáticas personagens criadas por Hergé (sem sequer faltar o cão Milú) neste desfile carnavalesco na bonita Lousã.

sábado, fevereiro 14, 2009

Gatos na Banda Desenhada portuguesa (III) - Autores: Hugo Teixeira (desenho), Vidazinha (argumento)



O Gato, banda desenhada a cores, da autoria de Hugo Teixeira (desenho) e Vidazinha (argumento), publicada no fanzine Tertúlia BDzine em Junho 2008
Este pequeno episódio (três pranchas) apresenta-se com um fundo dramático invulgar, graças à capacidade ficcional da argumentista, talvez influenciada pela especialidade em que exerce actividade profissional, a medicina veterinária. Quanto ao desenhador, Hugo Teixeira, é já bem conhecido na área estilística da mangá, e também enquanto autor completo (argumento e desenho) no que se refere a ficções futuristas.
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Esta banda desenhada foi reproduzida na sua totalidade, ou seja, com uma ilustração inicial (a funcionar como capa do fanzine), no meu outro blogue "Fanzines de Banda Desenhada", no endereço
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No que se refere à possibilidade de visionamento das postagens anteriores relacionadas com este tema "Gatos na BD portuguesa", bastará clicar no rodapé, em cima deste título.
Se for só para saber quais os autores focados anteriormente, eis a curta lista:
(II) - Dez. 18, 2007 - Autor: Relvas
(I) - Jun. 18, 2007 - Autor: José Abrantes
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sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Banda Desenhada portuguesa em revistas não especializadas em BD (XXXIII) - Cais - Autor: Vasco Martins


 
Da autoria de Vasco Martins, uma bd autoconclusiva em duas pranchas, intitulada O Egoísta.
in revista Cais, nº 136 - Dezembro 2008

Desde há uns tempos, a revista Cais - um projecto social cujos meritórios objectivos passam por, entre outros, dar trabalho a pessoas classficadas como "sem abrigo" - tem reproduzido bandas desenhadas de novos autores, alguns deles alunos do Centro de Arte e Comunicação - AR.CO.
Quanto a desenho, Vasco Martins traça com facilidade, num registo situado entre o estilo realista e a corrente alternativa, com resultados gráficos que prometem marcar posição, caso tenha onde continuar a publicar. 
Mas no que concerne ao argumento-guião, o autor (argumentista/desenhador) descamba num registo pretensamente humorístico, tendo escolhido como intérprete o chamado "macho latino", a demonstrar uma segunda intenção, diria que lúbrica, na prenda de Natal para a sua mulher (note-se que a bd demonstra clara intenção de se enquadrar na época natalícia passada, visto que o exemplar onde está editada a bedê data desse período).
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Para ver as postagens anteriores acerca deste tema, basta clicar no item indicado no rodapé. Todavia, para os visitantes poderem ter ideia do que foi mostrado anteriormente (bandas desenhadas e respectivos autores), reproduzo a listagem habitual.
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(XXXII) Jan. 18 - Jazz.pt - Autores: C Zingr (desenho), Teixeira Moita (argumento)
2009 - Daqui para cima
(XXXI) Nov.18 - Autor: Ricardo Machado
(XXX) Julho 16 - Elegy Ibérica - Autor: JCoelho e DJ Goldenshower
(XXIX) Julho 10 - Time Out - Autor: Ricardo Machado
(XXVIII) Junho 20 - Jazz.pt - Autor: C.Zngr
(XXVII) " 18 - Elegy Ibérica - Autores: JCoelho e DJ Goldenshower
(XXVI) " 13 - P'Almada - Autor: Serrano
(XXV) Maio 14 - GQ - Autora: Joana Sobrinho
(XXIV) Jan. 10 - Jazz.pt - Autor: Zngr
(XXIII) Jan. 8 - Motociclismo - Autor: Luís Pinto-Coelho
2008 (daqui para cima)
(XXII) Julho 6 - Underworld - Autores: João Monteiro (desenho), André Oliveira (arg.)
(XXI) Junho 29 - Gente Jovem - Autor: Algarvio
(XX) Junho 8 - Visão - Autores: Pedro Massano, José Carlos Fernandes, António Jorge Gonçalves
(XIX) Março 14 - P'Almada - Autor: Serrano
(XVIII) Março 10 - Underworld - Autores: Ricardo Reis (desenho), André Oliveira (argumento), Ana Maria Baptista (colorido)
(XVII) Março 6 - Motociclismo - Autor: Luís Pinto-Coelho
(XVI) Fev. 27 - Jazz.pt - Autor: C. Zingr (Corujo Zíngaro)
(XV) Jan. 23 - Visão Júnior - Autores: Pedro Morais e Luís Almeida Martins
2007 - Daqui para cima
(XIV) Dez. 27 - Dominium - Autores: Sub Verso e Bad Kitty
(XIII) Dez. 9 - Revista "C" - Autores: Miguel Rocha e José Carlos Fernandes
(XII) Set. 29 - Textos e Pretextos - Ricardo Pires Machado
(XI) Junho 17 - Ripa na Rapaqueca - Autor: João Ferreira
(X) Maio 6 - Motociclismo - Autor: Luís Pinto-Coelho
(IX) Abril 23 - Underworld - Autor: João Maio Pinto
(VIII) Abril 23 - Revista da Armada - Autor: Antunes
(VII) Abril 23 - Louletano - Autor: E.T.Coelho (reedição)
(VI) Abril 10 - Revista C - Autores: Miguel Rocha e José Carlos Fernandes
(V) Abril 2 - Megajogos - Autor: Algarvio
(IV) Março 13 - Kulto - Autores: Ana Freitas e Nuno Duarte
(III) Março 3 - Gente Jovem - Autor: Algarvio
(II) Fev.25 - Vega - Autor: Richard Câmara
(I) Fev. 18 - Periférica - Autores: Hugo Pena e Jorge Pedro Ferreira
2006 - Daqui para cima

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Convite para autores de BD - Querem colaborar num álbum de BD a cores?


Prancha de uma das bandas desenhadas realizadas por Fil, que estão visionáveis no seu blogue

Alguém que se costuma apresentar como "Fil" (aliás, confidencialmente, posso revelar que ele se chama Luís Filipe Lopes) refere-se a um livro de BD - eu é que o cataloguei de álbum no título do "post" - como projecto que pretende concretizar com pequenas bandas desenhadas suas realizadas em recentes anos, completadas com outras, de autores que queiram aderir à iniciativa.
O "Fil" dá preferência a bedês a cores (de facto, ele costuma arte-finalizar as suas em policromia, como se vê na prancha visionável no topo deste "post"), mas também as aceitará se forem a preto e branco.
Contactado por ele, já falei pessoalmente com alguns dos autores que conheço, mas julgo que assim, através do meu blogue, atingirá mais rapidamente maior número de candidatos.
Para informações mais detalhadas, os interessados podem contactar o autor e futuro editor (passará à categoria de editautor, como costumo classificar quem acumula as duas funções), acessível no seguinte endereço:
projecto.livro.01@gmail.com
e o estilo de Fil pode ser observado no seu blogue Fil-bd, no endereço
Avisa-se desde já quem estiver interessado, que a participação não será remunerada, mas terá direito à oferta de um exemplar do livro (álbum? fanálbum?), como retribuição do editor (faneditor?).

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Comic Jam - 6ª prancha da brincadeira gráfica tipo "cadavre exquis"


6ª Prancha do "Comic Jam" realizada por:

1ª vinheta - Mário Freitas (Convidado Especial da Tertúlia BD de Lisboa em 3 Fev. 09)
2ª---"--- - Inês Ramos (designer e ilustradora, aqui a fazer uma "perninha" na BD)
3ª ---"--- - Carlos Pedro
4ª ---"--- - David Soares (sim, agora está dedicado à Literatura, mas não esquece a BD)
5ª ---"--- - Filipe Teixeira
6ª ---"--- - João Martins

Como tem sido habitual no decorrer da Tertúlia BD de Lisboa, aproveitando a presença de numerosos ilustradores ("designers" e autores de BD), pedi a seis que fizessem uma vinheta cada, criando um episódio, exactamente este que aparece no topo do "post".
Haverá mais uma prancha em Março, na próxima tertúlia, feita por seis diferentes autores-artistas.
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Para se verem as anteriores cinco pranchas, basta clicar no item "Comic Jam" no rodapé desta postagem.

sábado, janeiro 31, 2009

Tertúlia BD de Lisboa - 294º Encontro - Convidado Especial: Mário Freitas


Prancha do episódio Refundação (Super Pig nº 4) desenhada por Carlos Pedro e arte-finalizada por Mário Freitas.

Mais um encontro da associação informal Tertúlia BD de Lisboa, cujo programa, como sempre, é dividido em três partes:
1ª - Jantar (entre as 20h00 e as 21h30)
2ª - Sorteio interactivo de BD, onde se sorteiam peças (álbuns, revistas e fanzines) oferecidas pelos próprios "tertulianos", que assim permite não só uns momentos de entretenimento, como também permitir o contacto entre quem oferece a peça e quem a recebe.
3ª - Todos os presentes ficarem a conhecer, não só pessoalmente como através de auto-apresentação escrita e oral, o Convidado Especial do encontro. Que vai ser:

MÁRIO FREITAS
Mário Miguel Rocha de Freitas nasceu em Lisboa, a 9 de Maio de 1972. Licenciou-se em Gestão pelo I.S.E.C., mas, após ter trabalhado na especialidade relacionada com o seu curso superior, acabou por optar pela profissão de editor-livreiro, sendo proprietário da Livraria Kingpin of Comics, e responsável pela chancela editorial Kingpin Comics, acumulando isso com actividades criativas na BD, como argumentista, legendador e arte-finalista.
Criou argumentos para:
a) ... a Revista Super-Pig, do nº 1 ao nº 4, na totalidade do seu conteúdo bedístico;
b) ... uma bd em 3 horas com o título "Rivais";
c) ... uma bd em 2 horas com o título "Terror Artist";
d) ... a bd "Conveniências", numa só prancha autoconclusiva, a cores, no jornal Mundo Universitário;
e) ... o episódio "Ícone"(uma prancha autoconclusiva, a cores, em formato A3), publicado no nº 3 do zine Efeméride, integrado no título genérico "Super-Homem no Século XXI";
f) ... a bd em quatro pranchas "O Último Resistente do Parque Mayer", pulicada no fanzine Tertúlia BDzine;
g9 ... a bd "A Última História do Omnimaledicente" a publicar no fanzine Bizarro Especial 10 Anos".
Enquanto arte-finalista tem a seu crédito:
a) Revista Super-Pig nºs 1, 2 e 4;
b) C.A.O.S., livro 3;
c) A bd em 3 horas "Rivais";
d) A bd em 2 horas "Terror Artist";
e) No Tertúlia BDzine, a bd "Tertúlia do Horror apresenta 'O Monstro do Pântano";
f) O episódio "Ícone" no fanzine Efeméride nº3, dedicado ao tema "Super-Homem no Século XXI".
Como legendador, foi responsável pelas bedês em que fez argumentos e artes-finais antes mencionadas.

terça-feira, janeiro 27, 2009

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (CX) - Mundo Universitário - Vários autores

Autor: Pedro Alves
Autor: J. Mascarenhas
Autor: Ricardo Cabral
Autor: Algarvio
Autor: Mota
Autor: Zé Manel
Autor: JCoelho
Autor: Pepedelrey
Autores: Carlos Marques (desenho), Sílvia Matos Lemos (argumento)

Autor: Kalika (banda desenhada baseada em poema de Herberto Helder)

Autor: Carlos Rocha

Autor: José Lopes

Autor: Francisco Sousa Lobo
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Maldita crise. O semanário gratuito Mundo Universitário não lhe escapou. 
Voltou a ser quinzenário, como tinha sido no início, e reduziu o número de páginas. Ora aqui é que está o busílis: com o corte nas páginas, alguma coisa teria de ser sacrificada. 
Adivinha-se o resto: a Banda Desenhada, que estava ali por acaso, foi uma dessas "coisas"
.
Ainda há pouco tempo, em Dezembro, tinha festejado aqui no blogue a chegada à centésima bedê. 
Mal sabia eu que iria receber tão triste notícia, dada precisamente pela pessoa que tinha aceite a minha proposta, há quatro anos, de publicar uma bd em cada número: a actual directora do jornal, a jornalista Raquel Louçã Silva.
.
Acabou o espaço privilegiado que a BD ocupou nas páginas do MU: a cores e no bom formato tablóide.
Com a reprodução destas bandas desenhadas, as únicas que tinham ficado de fora, por terem sido as primeiras a serem publicadas no jornal, fica visível a totalidade da colaboração, a que os visitantes do blogue terão acesso ao clicar no item "Banda Desenhada portuguesa nos jornais" colocado no rodapé desta postagem.

Exposição 80 Anos de Tintim na Lousã - Tintin e Hergé (XI)



A notícia diz tudo. É só clicar em cima, para ampliar e facilitar a leitura (como sabem todos os habituais, os chamados navegadores da Net).
Aproveito para aconselhar aos tintinófilos (e bedéfilos em geral) uma ida ao Museu Dr. Louzã Henriques, na Lousã, apreciar a excelentíssima exposição 8o Anos de Tintim, organizada por Carlos Sêco.
Ou CarloSêco, assinatura artística deste cartunista, professor, director do semanário Trevim e, o que mais nos interessa neste caso, dono de invejável colecção de álbuns, revistas, livros e peças diversas, tudo isso relacionado com Tintin e Hergé.
A exposição está visitável até ao próximo mês de Fevereiro, dia 15.
E é, perdoe-se-me o chavão, uma exposição "a não perder". Ou ainda, outro chavão muito em voga, "incontornável"!

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Concurso Europeu BD sem limite máximo de idade!


De quando em vez lá surge um concurso que permite a participação de todos, sem a terrível e convencional barreira da idade, estamos a falar da máxima, aquela que mais afecta os autores de banda desenhada, que muito barafustam por serem considerados velhos discriminados e votados ao ostracismo depois dos 30.
De maneira diferente pensa a União Europeia, que, em Portugal, promove a iniciativa através da Oikos. Temos assim uma entidade a nível europeu que olha para o talento dos autores-artistas de BD e não para os respectivos B.I.s, e encara a BD com a clarividente noção de como esta arte pode ser veículo importante para passar determinada mensagem. Cuja aparece explícita no título do concurso:
UNIÃO EUROPEIA E CIDADANIA (2009)
Regulamento (síntese) deste Concurso Europeu de Banda Desenhada:
Idade e data limite
1) Idade autorizada para os concorrentes: a partir dos 10 anos, sem limite máximo de idade;
2) Data limite para entrega das obras a concurso: 27 Fevereiro 2009 (ou seja: as bandas desenhadas participantes têm de chegar à sede da "Oikos - Cooperação e Desenvolvimento", impreterivelmente, até àquela data.
3) Os candidatos devem participar individualmente.
Importante:
Este concurso permite a todos os cidadãos da União Europeia, ou cidadãos de país terceiro que residam na U.E., exprimirem-se sobre a sua própria experiência de vida enquanto cidadãos integrados num dos seus 27 Estados Membros .
Prémios
1º prémio Europeu = 6.000€
2º " " = 4.000€
3º " " = 2.000€
Além destes prémios pecuniários, os três vencedores terão direito a uma viagem a Bruxelas, com início num sábado, 9 de Maio (Dia da Europa), até 11 de Maio (2ª fª), inclusive, dia em que decorrerá a cerimónia de atribuição dos prémios.
Os vencedores serão seleccionados de acordo com os seguintes critérios:
- adequação da mensagem ao objectivo
- qualidade gráfica
- clareza da mensagem
- originalidade da obra
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REGRAS ACERCA DA REALIZAÇÃO DA BD
a) Os participantes têm de criar uma banda desenhada de uma só prancha, sem texto (a chamada "bd muda" ou "bd sem palavras"), que transmita a ideia-tema, "a cidadania na União Europeia".
Notas -
1) Se a banda desenhada não for criada por computador, deverá sê-lo numa folha de papel A4. Esta folha deve ser enviada por correio ou entregue pessoalmente ao coordenador nacional, e não deve ser dobrada, pois poderá vir a ser reutilizada no futuro.
2) Se a banda desenhada for criada por computador, deverá sê-lo em formato PostScript.
Se se utilizar um outro formato, a banda desenhada deverá ser, em seguida, executada para o dito formato PostScript, de modo a que seja entregue ao coordenador nacional em CD/DVD.
Neste último caso, a fim de se facilitar uma reutilização da bd, o CD/DVD deverá conter as duas versões (a PostScript e a versão do formato do software utilizado para a sua criação).
Finalmente, e para facilitar a avaliação da obra concorrente, esta deverá ser impressa numa folha de papel A4, que se juntará ao CD/DVD
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As inscrições podem ser feitas no "site"
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Para mais informações, contactar:
Joana Dias
OIKOS - Cooperação e Desenvolvimento
Rua Visconde Moreira de Rey, 37
Linda-a-Pastora
2790~447 Queijas
Portugal
Tel.: 21 882 36 30
Fax: 21 882 36 35

domingo, janeiro 18, 2009

Banda Desenhada portuguesa nas revistas não especializadas em BD (XXXII) - Jazz.pt - Autor: C. Zingr


Prancha de bd autoconclusiva (*), componente da série Carne Viva, desenhada por C. Zngr, desta vez sob argumento e guião de Teixeira Moita
(*) O título da rubrica é "Cartoon", o que não impede que a consideremos "BD"


A prancha aqui postada foi extraída (com a devida vénia, como é de uso dizer-se na circunstância) da revista bimestral Jazz.pt, categorizada revista dedicada ao tema implícito no título.
Como nem só de BD vive qualquer bedéfilo (há, além de apreciadores de várias outras artes, os melómanos que dão preferência ao jazz), informa-se a quem comprar a revista que nela se fica a saber que, em Seia, irá decorrer o 5º Festival Internacional Jazz & Blues, na respectiva Casa Municipal de Cultura. 
Para os apreciadores de jazz e do blues, a informação de que o evento terá lugar em 27/28 de Fevereiro, e 6/7 de Março 2009. 
E na área dos eventos jazísticos, pode ler-se extensa notícia acerca de "Portugal Jazz", um festival itinerante que inclui o septeto do Hot Clube de Portugal. Merece destaque, igualmente, uma entrevista com Maria João e Mário Laginha.
No que se refere à BD, sempre do músico e autor de BD Carlos "Zíngaro", há outras pranchas desta mesma série (e, obviamente, da citada publicação) , que foram reproduzidas na rubrica indicada no título da presente postagem, na sua maioria da autoria completa (desenho e argumento do citado autor/artista, que assina C.Zngr). Para as ver basta clicar no título inserido na caixa "Etiqueta para esta mensagem", localizada no rodapé do "post".
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Quem não o conhecer minimamente, pode passar a conhecê-lo, também minimamente... mas com fotografia, numa muito curta entrevista que lhe fiz em 2006, basta ir à coluna da esquerda na "home page", e localizar na rubrica "Categorias", a alínea "Visão - Revista portuguesa de banda desenhada (1975-76)" e clicar nela, claro.
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Em seguida, para ver mais BD portuguesa em revistas que nada têm a ver com o assunto, basta voltar à coluna da esquerda, às "Categorias", e clicar no item "Banda Desenhada portuguesa nas revistas não especializadas em BD"

sábado, janeiro 10, 2009

Tintim "nasceu" há 80 anos - Tintin e Hergé (X)

Capa do primeiro álbum das aventuras de Tintin, publicado em 1930, um ano após a criação da personagem

Tintim, a personagem
A 10 de janeiro de 1929 "nasceu" Tintim (aportuguesamento de Tintin, nome original, como sabem todos os bedéfilos que aqui estiverem a ler), no episódio Les Aventures de Tintin, Reporter au pays des soviets.
Perfazem-se hoje 80 anos, conta redonda propícia a considerar-se efeméride. E é devido a esse hoje tão badalado acontecimento nos média - até na SIC, viva! -, que estou aqui a postar o presente texto, a que se seguirão mais alguns (ainda não sei quantos, mas o título que dei ao "post" é esclarecedor: 2009, Ano Tintim.
Mas convém acrescentar já (a paciência dos leitores na internet é escassa) que a 16 de Abril de 1936, tínhamos em Portugal a presença da iniciante personagem, na revista O Papagaio. E vem "a talhe de foice" (esta "frase feita", ou "chavão" da língua portuguesa, parece ter sido criada de propósito para se encaixar no episódio) dizer que a publicação entre nós foi feita a cores, coisa inédita em toda a Europa. Fruto da circunstância que, num posterior "post" (no próximo dia 16 de Abril, espero não me esquecer) , esclarecerei. O facto é que aconteceu.
Vamos lá então por partes:
1) Les Aventures de Tintin, Reporter au Pays des Soviets é, apenas assim, o título do primeiro episódio - impresso a preto e branco -protagonizado pelo jovem repórter.
2) Em 1930 é editado o primeiro álbum, de capa colorida, mas igualmente com o episódio impresso a preto e branco, com o título (ligeiramente diferente do que tinha sido escrito por Hergé) Les Aventures de Tintin, reporter du "Petit Vingtième" au Pays des Soviets, sob chancela de Les Editions du Petit "Vingtième" , e assim se percebe a alteração feita ao título com que o episódio tinha sido originalmente publicado naquele suplemento editado pelo jornal Le XXe Siècle, editado em Bruxelas.
Ainda mais um pormenor: como se pode ver, ao ampliar-se a imagem da capa, sob o nome da editora (criada, quiçá, de propósito para a edição do álbum...), aparece o respectivo endereço: 11, Boulevard Bischoffsheim, Bruxelles, local que suscitará romaria obrigatória aos tintinófilos ferrenhos e amantes desse tipo de folclore; até não estranharia que a associação Les Amis de Hergé já lá tivesse afixado uma placa...
3) Em 1973, a editora Casterman cria a colecção Archives Hergé, em cujo volume de estreia é feita a reedição deste episódio inicial das aventuras de Tintim.
4) Em 1981, a mesma Casterman começa a editar uma colecção de álbuns em fac-simile, igualmente iniciada pela aventura de estreia do "herói" localizada no país dos sovietes (embora dele pouco se visse, o que seria impensável anos mais tarde, quando o autor-artista se documentava exaustivamente, por fotografias, acerca dos locais da acção das posteriores aventuras).
5) Registe-se, por mera curiosidade, que este episódio foi o único que manteve sempre a impressão a preto e branco. Isto porque Hergé nunca o redesenhou, contrariamente ao que fez com os outros vinte e dois completos (fica de fora o "Alph'Art"), a que além disso acrescentou cor aos que, inicialmente, também tinham sido impressos apenas a preto e branco.
6) A 31 de Julho de 1982, a edição portuguesa da revista Tintin iniciava a publicação desse episódio no seu nº 12 (15º Ano), em versão fiel à original - obviamente a preto e branco. Todavia, não seria ainda dessa vez que os bedéfilos portugueses iriam conhecer a história na totalidade, visto que a citada revista deixaria de ser editada, em definitivo, no seu nº 21 - 15º Ano, a 2 de Outubro de 1982.
Ficaram publicadas apenas 20 páginas, de um total de 138, tantas quantas tem a edição original.
Hergé, o autor
1) Hergé, como sabem todos os amantes da BD, é um pseudónimo baseado no som das letras iniciais do nome do autor belga Georges Remi, por ordem inversa (R, G).
Também já há muitos bedéfilos que sabem da existência do intercalar apelido Prosper.
Todavia, graças ao estudo editado em Abril de 1999, intitulado Tracé RG - Le Phenomène HERGÉ, da autoria de H. van Opstal, ficou a saber-se o que o autor belga sempre tinha calado: o seu nome completo, Georges Prosper Remi Remi.
Assim mesmo, com o apelido final duplicado.
2) Georges Remi fez os seus estudos secundários num colégio religioso. Enquanto adolescente, fez algumas histórias para a revista Le Boy-Scout belge. Foi aí que, em Dezembro de 1924, apareceu pela primeira vez o seu pseudónimo, o tal Hergé que para sempre passaria a usar.
3) Georges Remi, aliás Hergé, nasceu a 22 de Maio de 1907 em Etterbeek, e faleceu a 3 de Maio de 1983.
Geraldes Lino
(GL)
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Nota 1 - Para ficarem visíveis todos as postagens anteriores acerca deste mesmo tema, basta clicar-se no item "Tintin e Hergé" que aparece no rodapé deste "post".
Nota 2 - Há ainda outro "post" que tem a ver com este tema, mas que está incluído numa outra categoria intitulada "Autor de BD em contacto pessoal com o seu herói" [(II) - Hergé e Tintin], afixado em 18 Abril 2006.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Comic Jam - 3ª, 4ª e 5ª pranchas


5ª prancha do "Comic Jam"
Data da realização: 6 Janeiro 2009

Autores:
1ª vinheta: Artur Varela (Homenageado neste dia, ele mesmo a iniciar o "jam" com uma das personagens recorrentes nas suas bandas desenhadas, o burro (1), retratando-se ele próprio, e dizendo: "hoje vou ser ó menageado" (2)
2ª vinheta: Ricardo Cabral
3ª vinheta: Ana Maria Baptista
4ª vinheta: Ricardo Correia
5ª vinheta: Nelson Martins
6ª vinheta: J. Mascarenhas
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4ª prancha do "Comic Jam"
Data da realização: 4 Novembro (291º encontro da tertúlia)

Autores:
1ª vinheta: Diogo Carvalho (Convidado Especial da TBDL neste dia)
2ª " : Sónia Carmo
3ª " : João Leal
4ª " : José Lopes
5ª " : Paulo Marques
6ª " : Miguel Marreiros
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3ª prancha do "Comic Jam"
Data da realização: 7 Outubro (290º encontro da tertúlia)

Autores:
1ª vinheta: André Oliveira (Convidado Especial da TBDL neste dia)
2ª " : Ricardo Reis
3ª " : Mariana Perry
4ª " : Vasco Gargalo
5ª " : Ana Saúde
6ª " : Pedro Alves
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(1) Como se pode ver na ilustração da autoria de Artur Varela para a capa do álbum "Piolheira Blues", reproduzida na postagem do dia 6 de Janeiro, o burro é uma personagem omnipresente nas suas bandas desenhadas, apresentando-se ele próprio, neste "comic jam", sob esse aspecto asinino;
(2) Sei que tenho fama de rigoroso no que se refere à ortografia dos textos das bandas desenhadas, e não só. Por isso, calculo a estranheza de quem ler esta frase "hoje vou ser ó menageado". Mas brincar com a língua portuguesa, num contexto humorístico, é diferente de cometer erros ortográficos graves e repetidamente, em textos sérios.
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Além do encontro e troca de impressões com autores de banda desenhada, consagrados e novos, na Tertúlia BD de Lisboa há também tempo e imaginação para que os participantes colaborem em iniciativas que têm a ver com a BD.
É o que está a acontecer com o "Comic Jam" (improviso gráfico, ao estilo da BD, realizado por vários autores sem argumento prévio, algo como o célebre "cadavre exquis" criado pelos surrealistas), iniciado em Agosto (1ª prancha), em Setembro a 2ª, em Outubro a 3ª, e que acaba de ter mais duas realizadas em Novembro de 2008 (a 4ª) e em Janeiro de 2009 (a 5ª).
Em Dezembro não houve, porque a minha ideia é a de que a primeira vinheta de cada prancha deva ser realizada pelo Homenageado ou Convidado Especial, conforme o que estiver a acontecer nesse mês.
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As duas pranchas anteriores estão facilmente visíveis, basta clicar no item "Comic Jam" visível no rodapé deste "post".

domingo, janeiro 04, 2009

Tertúlia BD de Lisboa - Ano XXIII - 293º Encontro - Homenageado: Artur Varela



Capa e vinheta do álbum The Piolheira Blues, da autoria de Artur Varela

Tertúlia BD de Lisboa - Programa do dia 6 de Janeiro 2009
Homenageado: ARTUR VARELA
Como sempre acontece, desde há vinte e três anos e uns tantos meses, haverá mais uma edição desta tertúlia lisboeta.
Síntese biográfica do homenageado:
Artur António Varela nasceu em Almodôvar, em 1937.
A sua formação inclui curso na Escola de Artes Decorativas António Arroio e curso de Escultura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Em Paris frequentou a École des Beaux Arts durante um ano. Em seguida foi para a Holanda, onde participou nos "Ateliers 63", na cidade de Haarlem. Viveu também em Amesterdão, e ali trabalhou em escultura e pintura até finais dos anos 80, altura em que voltou para Lisboa.
A sua primeira incursão na Banda Desenhada foi na António Arroio, onde fez a história de um "cow-boy", Jim do Deserto, que entra num bar e em vez de uísque pede um copo de leite, mas ameaçando que quem fizesse algum comentário levaria um tiro. Criava assim uma espécie de anti-herói de "western" à portuguesa, gozando com os preconceitos da época.
Só muito mais tarde (Nov. 2002) volta à BD, criando Zé Messias, Deputado para o [fanzine] Zundap, personagem caricatural que iria dar título à sua primeira obra de fôlego, em 2005, num álbum de 36 páginas a preto e branco, em formato A5.
Reincidindo com a mesma personagem, Artur Varela faz outra novela gráfica sob o título The Piolheira Blues-Memórias dum Povo Extinto, com o subtítulo Deputado Zé Messias Presidente i Doutor, também editado em álbum, desta vez com capa em cartolina de cor e formato A4, que viria a ter uma 2ª edição, ainda em 2005, sempre sob chancela de Edição Zundap, dirigida por José Feitor.