quinta-feira, maio 21, 2009

Gatos na Banda Desenhada portuguesa (V) - Autora: Teresa Câmara Pestana

A primeira aparição do gato Moli, sentado ao colo do dono (aliás, ele só não está presente nas primeira e última páginas da BD, não reproduzidas aqui).
Para se ver o pormenor, torna-se necessário clicar em cima da imagem - peço desculpa aos que sabem.










No seu regressado Gambuzine (nº1-2ª série -Nov.08), após longo interregno do então premiado fanzine, Teresa Câmara Pestana faz jus à sua dupla condição de editora e autora - editautora, como costumo classificar quem desempenha as duas funções - e inclui várias bandas desenhadas de sua autoria.
Uma delas, intitulada 1989. Hannover. O meu vizinho - Teresa viveu uns anos naquela cidade -, é a mais extensa, e mostra um relance da sua vivência, numa casa de trabalhadores do início do século XX, de rendas baratas. Estas casas, fica-se a saber pela descrição da autora, estavam, à época, "ocupadas por punks, revoluzzis, comunistas iranianos, casal gay, freaks, motards, anarcoesquerdistas, 2 famílias turcas, um escultor, 3 pintores, 7 músicos, e o meu vizinho (...)".
Mas o que aqui me interessa, por agora, é focar a sequência onde um gato - o Moli, diminutivo de Molotov - se mantém presente, a partir da 2ª página até à penúltima, com forte implicação psicológica e sentimental na vida do dono - o seu desaparecimento, por três meses, afecta-o profundamente, porque, como lamenta, "ele era o meu único e verdadeiro amigo". Esse abalo emocional terá uma consequência dramática, e ele já não verá o regresso do gato - que, aliás, terá uma reacção impressionante, descrita nas derradeiras e dramáticas páginas da crónica desenhada.
Trata-se de uma obra de figuração narrativa de grande qualidade gráfica, no registo de BD alternativa habitual na autora-artista.
Como curiosidade, na penúltima página figura um cão, pela mão de uma personagem a representar a própria Teresa, cujo pensamento, que se pode ler, em resposta ao dono do gato que desapareceu, é o seguinte: "o dono do gato estúpido pulguento".
De facto, a autora desta recordação gráfica é uma grande apreciadora de cães (tem mais do que um, e uma cadela já com muita idade e bastante afectada por maleitas), e julgo que o gato só surge aqui por ter existido na realidade, e ter dado azo à trama ficcional da graphic novel, pela ligação profunda entre ele e o dono (além das várias imagens do gato nas diversas vinhetas,veja-se ainda o pormenor, na penúltima prancha reproduzida, do gato em cima da cabeça do dono*).

*Tive um gato, o Godot, que também me costumava fazer o mesmo - era um prazer mútuo.
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Nota do blogger: A banda desenhada completa, incluindo a página do princípio e a final (únicas em que o gato não aparece), em falta neste "post", e necessárias para ler a totalidade do enredo, serão reproduzidas no meu outro blogue
http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/
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Para ver as postagens anteriores basta clicar no item indicado em rodapé
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Apenas para se poder ver quem já colaborou, fica a seguir uma listagem:

(IV) Abr. 17 - Autora: Tânia Guita
(III) Fev. 14 - Autores: Hugo Teixeira (desenho), Vidazinha (arg.)
2009 - daqui para cima
(II) - Dez. 18, 2007 - Autor: Relvas
(I) - Jun. 18, 2007 - Autor: José Abrantes
2007 - daqui para cima

sábado, maio 16, 2009

Álbuns de BD imprevisíveis e difíceis de obter (XI) - Fernando Lopes Graça. Andamentos de uma vida - Autor: Ricardo Cabrita

Edição imprevisível e improvável: assim considero o álbum intitulado Fernando Lopes-Graça. Andamentos de uma Vida, da autoria de Ricardo Cabrita, em edição da Câmara Municipal de Tomar. Trata-se daquele tipo de obras institucionais, cuja divulgação fica, naturalmente, muito restrita.
Com efeito, quantos amadores/leitores/coleccionadores de BD (estas três componentes andam habitualmente a par) terão tido conhecimento da edição deste álbum? Além dos residentes em Tomar - sejam tomarenses ou não -, assim como alguns visitantes mais atentos deste blogue (onde, a propósito da imagem do castelo de Tomar, aqui já falei do álbum, no "post" inserido no tema "Castelos na Banda Desenhada", com data do passado dia 1 de Maio), o mais que certo é de ser escassamente conhecida a obra dedicada ao categorizado músico português.
Fernando Lopes Graça nasceu em Tomar, a 17 de Dezembro de 1906, e cedo demonstrou aptidão invulgar para a música.
É o percurso pormenorizado da sua vida, enquanto compositor e intérprete musical, mas também como indivíduo preocupado com os aspectos sociais e políticos, que é transmitido ao leitor/visionador desta notável obra biográfica em figuração narrtaiva.
Ricardo Cabrita - arquitecto por profissão, autor de BD por devoção -, teve trabalho meritório nas duas componentes da realização da banda desenhada, ou seja, na pesquisa inicial de dados biográficos, recorrendo à análise de obras diversas, literárias e musicais, em livros e na Internet, e na transposição para imagens sequenciais, em registo figurativo, que descrevem em vários capítulos a vida intensa e muitas vezes atribulada, de Fernando Lopes-Graça.


Tomar. Introitus: A descoberta de "La Mer" de Debussy
A página inicial já foi mostrada aqui no blogue, no citado "post" de 1 de Maio. Note-se que essa página, bem como as duas acima reproduzidas, estão coloridas num tom sépia, comum a todo este intróito, dando uma tonalidade propícia ao flashback pretendido, como se estivéssemos a visionar retratos antigos.

Conservatório. 1º andamento: Variações sobre um tema popular português
Desde a conclusão, em 1922, do ensino secundário no Liceu Gil Vicente, passando pelo Conservatório Nacional, ambos os estabelecimentos em Lisboa - onde foram seus mestres o padre Tomás Borba e o compositor Luís de Freitas Branco -, e pelo Liceu Passos Manuel, onde ingressou no curso complementar de letras, frequenta também a Faculdade de Letras de Lisboa, todos estes estudos intercalados por recitais, um deles no Cine-Teatro de Tomar, outro no Salão do Conservatório Nacional.
Toda esta fase da vida do músico é dada, ao nível do colorido, por cores que plasmam a realidade, a reproduzir o seu dia a dia, que passa pela sua entrada para professor da cadeira de piano do Conservatório, onde ficou classificado em primeiro lugar com 18 valores.

Prisão. 2º andamento: Jornada
Pintado em tons sombrios, este capítulo descreve uma das complicações políticas na vida de Lopes-Graça (que já não eram as primeiras), passada na sede da PIDE - Polícia Internacional e de Defesa do Estado, na rua António Maria Cardoso (Chiado, Lisboa), onde é interrogado e agredido, sob diversas acusações de carácter político

Exílio. 3º andamento: La Fièvre du Temps
Após ter sido libertado, Lopes-Graça parte para Paris, onde é acolhido pelo casal amigo, os pintores Vieira da Siva e Arpad Szenes.
De notar o tratamento pictórico e técnico deste capítulo, com predominância de desenho sobre fotografia.

Resistência. 4º andamento: História Trágico-Marítima
De novo em Lisboa, Lopes-Graça passa por êxitos como compositor e maestro (de orquestra e de coros), mas também por dificuldades económicas, devido à perseguição política de que era alvo, concretizada na proibição de as suas obras serem tocadas pelas orquestras nacionais.

Raízes. 5º andamento: Canto de Amor e Morte
Totalmente concretizado graficamente a preto e branco, este quinto andamento reproduz o estado de espírito do músico. Após ter colaborado com o etnólogo e musicólogo Michel Giacometti (que, na sua recolha em gravações do cancioneiro popular português, tinha tido o apoio da Fundação Gulbenkian, mais concretamente da Comissão de Etnomusicologia do serviço de música, de que Lopes-Graça era membro), o seu trabalho foi recusado, daí que ele tenha pedido a demissão.
Mas as dificuldades que teve de enfrentar continuaram: correspondência interceptada ou, quando recebida por ele, visivelmente violada, limitação de movimentos e deslocações, enfim, vigilância constante...



Liberdade. 6º andamento: Acordai
Com poema de José Gomes Ferreira, este sexto andamento gráfico e sequencial mostra as pautas com a música do compositor, em imagens relacionadas com o 25 de Abril de 1974, trabalhado cromaticamente tal como o autor da banda desenhada tinha feito no 3º capítulo (ou, na linguagem musical adoptada, 3ºandamento), e igualmente sobre base fotográfica.


Consagração. 7º andamento: Requiem pelas vítimas do fascismo em Portugal
Nos últimos anos da sua vida, a residir na avenida da República, Parede, Lopes-Graça é visitado por uma jovem desconhecida chamada Teresa Cascudo, vinda propositadamente de Espanha para conhecer o músico, compositor e maestro, e sobre ele fazer a sua tese de doutoramento.
A situação dá azo a vários enquadramentos de grande qualidade estilística, e neles se vê o maestro a mostrar à jovem vários locais que têm a ver com ele: a Casa Verdades de Faria, no Monte Estoril, doada à Câmara Municipal de Cascais, onde veio a ser instalado o Museu da Música Portuguesa, e a Academia de Amadores de Música (Lisboa), onde iria ficar o repertório do coro daquela instituição, exactamente na associação a que foi dado o nome do maestro.
As recordações transmitidas a Teresa Cascudo passam pela afirmação de que, graças à revolução de Abril, Lopes-Graça tinha finalmente podido viver da música.
Mas estava a chegar ao fim, o que se pressente nas derradeiras imagens/vinhetas, quando diz: "Sim, estou um pouco cansado, mas ainda assim quero ver se vou rever a partitura de uma música que tenho ali em cima do piano (...) a seguir ouvir um pouco de música (...) e então, sim, descansar... a ouvir o mar, aqui tão perto, e adormecer..."
Estava em sua casa, na Parede (Cascais), onde viveu o seu último dia, a 27 de Novembro de 1994.
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Título da obra: Fernando Lopes Graça. Andamentos de uma vida
Álbum brochado, com badanas na capa e contracapa
Miolo a cores e a preto e branco, 44 páginas (32 páginas da bd, mais 12 páginas onde se inclui a pagina de rosto e elementos indicativos das fontes de pesquisa usadas pelo autor)
Autor: Ricardo Cabrita
Data da edição: 2008 (data constante da badana do álbum. O autor informou-me que foi editado em Dezembro 2008, e ofereceu-me este exemplar em Abril 2009)
Tiragem não indicada [1500 ex.]
Editor: Câmara Municipal de Tomar
Tomar
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Para ter acesso imediato a todos os "posts" anteriores, basta clicar no item Álbuns BD imprevisíveis e difíceis de obter indicado no rodapé

quarta-feira, maio 13, 2009

"Comic Jam" - 9ª prancha por aavv


Nove meses depois de se ter iniciado na Tertúlia BD de Lisboa, esta "Comic Jam" atingiu, naturalmente, a 9ª prancha, cada uma delas feita por seis desenhadores diferentes. Escusado será dizer que todos os participantes o fazem com evidente gozo, equivalente ao meu, visionador expectante da imagem da vinheta de cada um deles em particular, e do resultado final (normalmente conseguido ao fim do encontro da tertúlia).
Conforme a norma estabelecida sem grande rigidez, quem inicia o comic jam é o Convidado Especial ou o Homenageado (conforme o caso), e a folha vai passando, segundo o meu critério - que é a de, sempre que possível, convidar para colaborarem os/as desenhadores/as que ainda não tenham participado anteriormente. Ainda só não consegui inteiramente numa das vezes, em que houve dois desenhadores que já tinham participado numa das pranchas e o voltaram a fazer, por não haver apenas quatro autores/desenhadores neófitos na TBDL.
Nesta 9ª prancha colaboraram, pela primeira vez, os seguintes autores/desenhadores (indico os nomes pela norma habitual de leitura: da esquerda para a direita e de cima para baixo):
1 - João Lemos / 2 - RP (Raimundo Pousada)
3 - RV (Ricardo Venâncio) / 4 - Sara Coelho
5 - Carlos Páscoa / 6 - (Rui Alves)
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Um conselho: quem estiver interessado em ver as pranchas anteriores (todos os visitantes terão curiosidade nisso, digo eu...), bastar-lhe-á clicar no item Comic Jam indicada aqui por baixo em rodapé

sexta-feira, maio 08, 2009

Fernando Pessoa na Banda Desenhada... e não só (XII) - Autor: Rui Pimentel



Fernando Pessoa, acompanhado por Bernardo Soares, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, três dos seus múltiplos heterónimos, em notável retrato caricaturizado por Rui Pimentel autor de BD, caricaturista e cartunista, arquitecto de profissão (como cartunista sempre usou o nome artístico de Rui), impresso na folha relativa a este mês de Maio, num calendário editado pelo CNBDI - Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (Amadora).

Algo desconcertante à primeira vista (começa em Out. 08...), mas sem dúvida precioso, este calendário, que apresenta no título a indicação "Outubro 2008-Dezembro 2009", e o subtítulo "Personalidades da Cultura Portuguesa, por Rui Pimentel".

E quais foram as escolhidas?

Logo na capa, Rafael Bordalo Pinheiro.

Em 2008:
Outubro - Luís de Camões
Novembro - Eça de Queirós
Dezembro - Amadeu de Souza Cardoso

Em 2009:
Janeiro - Álvaro Siza Vieira
Fevereiro - Maria João Pires
Março - Almada Negreiros
Abril - José Afonso
Maio - Fernando Pessoa
Junho - Mariza
Julho - Paula Rego
Agosto - Maria João (Pires? apaguei sem querer, e agora terei de ir ver o calendário)
Setembro - Agustina Bessa Luís
Outubro - Carlos Paredes
Novembro - José Saramago
Dezembro - Amália Rodrigues

terça-feira, maio 05, 2009

Vasco Granja 1925-2009

Capa do derradeiro exemplar da revista Tintin (edição portuguesa), com o nº 21-15ºAno- 2.Out.1982

Umas vezes os textos eram do próprio Vasco Granja, outros eram-lhe cedidos pelos organizadores dos eventos, como se pode ler (ampliando a imagem).
Nessa ampliação também ficará visível a nota que escrevi a lápis no rodapé da página:
- Vasco Granja deu-me este nº em 9/2/83
- Posto à venda em ------------(esqueci-me de acrescentar a data)




Mantendo a tradição, a [revista] Tintin apresentava um espaço dedicado a responder às cartas dos leitores, aqui intitulada "Tu escreves... Tintin responde". Claro que as respostas eram, da autoria de Vasco Granja


Faleceu ontem Vasco Granja, alguém que teve acção muito importante em duas áreas artísticas, a Banda Desenhada e o Cinema de Animação.
De seu nome completo Vasco Oliveira Granja, era natural de Lisboa, onde nascera a 10 de Julho de 1925.
Ligado à Livraria [ e editora] Bertrand, começou a representar o nosso país em meados da década de 1970, no Salone Internazionale dei Comics, del Cinema d'Animazione e dell'Illustrazione, evento que decorria em Lucca (Itália, próximo de Pisa e Florença), precursor dos eventos congéneres, e para o qual convidava vários elementos para o acompanharem nessa representação nacional, entre os quais os autores de BD José Garcês e Carlos Barradas, o cartunista Sam, e alguns divulgadores, casos de António Alfaiate e deste escriba e actual bloguista.
Graças a Vasco Granja, ali tive a honra de apresentar, a partir de 1978, através da projecção de diapositivos, panoramas sobre a BD portuguesa (por exemplo, "Os Visionários da Visão, com fotografias dos autores e imagens das respectivas bedês, mas também de Nelson Dias e da sua "Wania, Escala em Orongo").
Esse e outros trabalhos tive oportunidade de voltar a fazer em Angoulême, onde Granja passou a ser, igualmente, o representante de Portugal, graças ao facto de pertencer a uma grande editora de BD (na época), a Bertrand, e ter também o prestígio de ser um apresentador importante da Televisão portuguesa, onde teve a seu cargo, durante anos, nas décadas de 1970 (a partir de 1974) e toda a de 1980, a tarefa de seleccionar e dar a conhecer filmes de desenhos animados de várias origens, dando preponderância ao cinema do Leste europeu, embora não deixando de mostrar também séries animadas canadianas (de Norman McLaren) e americanas, (em especial de Tex Avery e a Pantera Cor-de-Rosa), tendo ficado associado, para algumas gerações de crianças e adolescentes, à figura inesquecível da Pink Panther, e à respectiva música, dela indissociável.
Vasco Granja teve acção diversificada, chegando a ser director da edição portuguesa da revista Tintin, e foi um dos pioneiros portugueses em duas áreas: como crítico de banda desenhada no jornal República, e enquanto editor, logo em 1972 (Ano I dos fanzines em Portugal), de um dos primeiros zines portugueses, o "Quadrinhos". Acerca deste tema, ver mais pormenores no meu outro blogue, o http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/
Ainda na área da BD, foi ele quem adaptou, em 1966, para a língua portuguesa, a expressão francesa "bande dessinée", passando a escrever "banda desenhada", provocando o gradual desaparecimento da nomenclatura tradicional "histórias aos quadradinhos" (ou "histórias em quadradinhos"), embora no seu fanzine acima mencionado tenha optado por um vocábulo muito usado no Brasil, "Quadrinhos", pormenor que nunca explicou muito claramente.
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Numerosos amigos, familiares e admiradores de Vasco Granja, estiveram na noite de ontem, 4 de Maio, no velório que teve lugar na Igreja da Damaia, partindo hoje o funeral, daquela igreja, para o cemitério de Rio de Mouro.
Adeus, amigo Vasco Granja.

segunda-feira, maio 04, 2009

Tertúlia BD de Lisboa - 297º Encontro (Ano XXIII) - Convidado Especial: João Lemos

Prancha de Avenger Fairy Tales #o1, da autoria de João Lemos

Ciclo: Nova BD Portuguesa (*)
Convidado Especial
JOÃO LEMOS

João Miguel Pereira Lemos nasceu em Cascais, em 1977, e desde sempre se lembra de sentir vontade de desenhar, talvez porque, ao lado dos livros de História Natural, Geografia e Antropologia que havia em casa dos pais, ele encontrava álbuns de banda desenhada com Astérix, os Schtroumpfs, comic-books da Marvel e da DC, obras de Bilal, Hugo Pratt (Corto Maltese, naturalmente), Moebius, e também uma revista portuguesa, Selecções BD.
Estudou na Escola António Arroio, participou nos cursos de BD e Animação no CITEN (afecto à Gulbenkian), sendo o de BD dirigido por Diniz Conefrey, e o de Cinema de Animação por Fernando Galrito e Isabel Aboim.
Já exerceu actividades em diversas áreas, designadamente no Departamento de Pedagogia do Museu Nacional de Arqueologia, e como livreiro.
Numa ida a Angoulême, em 2005, estabeleceu ligação com o mercado americano de BD, graças a um portfólio entregue a Joe Quesada.
Em 2008 foi-lhe publicada nos EUA a história curta Dance, pela Hero Initiative, bem como o primeiro número de Avengers Fairy Tales, com argumento de C.B.Cebulski.
Está actualmente envolvido em vários projectos, sendo Shiki o de maior envergadura, em que o argumento é feito numa parceria entre ele próprio e o conceituado argumentista americano C.B.Cebulski. Aliás, a sua experiência como argumentista já vem de longe: a banda desenhada SIMUM, publicada no meu fanzine Ad Hoc (nº 2 - Agosto 99) teve argumento e guião em co-autoria sua e de Filipe Goulão, sendo este último a realizar a componente gráfica.
Noutra área de actividade artística tem feito ilustrações para romances, e antologias de Poesia de Frederico Mira George.
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Para ver postagens anteriores dedicadas a este tema, basta clicar na categoria Tertúlia BD de Lisboa, indicada em rodapé

sexta-feira, maio 01, 2009

Castelos na Banda Desenhada - XXV - Tomar

Tomar, 17 de Dezembro de 1906: local e data de nascimento de Fernando Lopes-Graça, cuja biografia, dada através da banda desenhada, se deve ao desenhador, ilustrador, argumentista/guionista (e arquitecto), Ricardo Cabrita. Embora isso não seja do conhecimento da generalidade das pessoas, acredito que até nem mesmo de muitos melómanos,Tomar foi onde nasceu o insigne músico e compositor. Daí aparecer, sobranceiro a Tomar, o Castelo dos Templários, logo na vinheta inicial da primeira prancha de um álbum de BD, dedicado a Fernando Lopes-Graça – Andamentos de uma vida. Umas vezes através do narrador, outras pelas palavras do próprio biografado, o leitor/visionador desta obra de Figuração Narrativa vai sabendo pormenores, cronologicamente descritos, da vida de Lopes-Graça. Nesta primeira prancha, é-nos apresentado seu pai, Silvério Lopes da Graça, assistimos ao seu nascimento, tomamos contacto com a mãe e seus irmãos, José e Aline, e ficamos a saber, em recordação transmitida através de palavras do próprio músico, que iria ser, anos mais tarde, num café de Tomar (situado talvez numa artéria por aqueles anos chamada rua Nova, que em tempos recuados tinha sido a rua da Judiaria, actualmente rua Dr. Joaquim Jacinto) que ele ouviria, pela primeira vez, "La Mer" de Debussy, sob a direcção de Toscanini, sensação naturalmente indelével para alguém que, desde muito cedo, se sentia atraído pela música. Trata-se de uma obra consistente, de que por agora apenas lhe foco o pormenor do castelo, para acrescentar à categoria de "Castelos na Banda Desenhada", em edição de muito boa qualidade a creditar à Câmara Municipal de Tomar (data de edição não indicada, mas que o próprio autor me ofereceu em meados do passado mês de Abril 09). Outros quadrantes desta biografia desenhada, relativos a categorias diferentes, focarei aqui em textos posteriores. ........................................................................... "Post" remissivo Castelos na Banda Desenhada é um tema criado em Novembro de 2005. Os 24 "posts" anteriores podem ser vistos clicando no título indicado no rodapé deste poste.

terça-feira, abril 28, 2009

Banda Desenhada portuguesa nos fanzines (XXX) - Autor: André Oliveira


Reprodução parcial (2ª e 3ª pranchas) da bd O Reis Vai Louco, estando as restantes (1ª e 4ª) no blogue http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com

Muito provavelmente, o autor desta banda desenhada "O Reis Vai Louco" (o trocadilho perturba, à primeira vista, parecendo quase uma gralha), que usa como nome artístico André Oliveira, não prosseguirá hipotética carreira na BD como desenhador. 

Com efeito, o seu pendor mais visível é o de argumentista (e, consequentemente, guionista, ambas as tarefas são complementares), e tem sido a escrever ficções para outros (Ricardo Correia, Mariana Perry, Ricardo Reis, Miguel Marreiros, que me lembre assim de repente) que ele tem sobressaído, não só pela fértil imaginação que demonstra, como também pela versatilidade nos temas que trata.
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Para ver todas as postagens anteriores bastará clicar na alínea "Etiquetas" indicada em baixo, no rodapé

quarta-feira, abril 22, 2009

Fernando Pessoa na Banda Desenhada... e não só (XI) - Autora: Mariana Capela



Haverá quem não aceite como BD esta mescla de desenho/fotografia... Eu costumo classificar o género, de que Claeys terá sido um precursor (e há quantos anos o conheci num álbum, nunca editado em Portugal, de desenho sobre fotografia), costumo classificar, dizia, como "banda desenhada-fotografada".

O que interessa para aqui é o invulgar resultado estético obtido por Mariana Capela, admiradora de Fernando Pessoa, que inseriu esta curta peça sequencial figurativa num site com o titulo "Fernando Pessoa Poeta e Fingidor" (*) feito por professores/as, mas assinado por alguém que usa o pseudónimo "weteam".

Como esclarece a citada bloguista, "existe um texto escrito por Bernardo Soares, semi-heterónimo de Fernando Pessoa, que explica muito bem esta BD"
E logo de seguida reproduz o citado texto, de que apenas mostro aqui um excerto:
"Não tenho sentimento nenhum político ou social, tenho porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa (...)"
Bernardo Soares, Livro do Desassossego, vol.I

Este alter-ego de Fernando Pessoa, o "poeta-núcleo-central", teve direito ao seguinte comentário:
"O meu semi-heterónimo Bernardo Soares, que aliás em muitas coisas se parece com Álvaro de Campos, aparece sempre que estou cansado ou sonolento, de sorte que tenha um pouco suspensas as qualidades de raciocínio e de inibição, aquela prosa é um constante devaneio. É um semi-heterónimo porque, não sendo a personalidade a minha, é, não diferente da minha, mas uma simples mutilação dela. Sou eu menos o raciocínio e a afectividade".

(*) Se o interesse pelo mencionado site foi suficientemente forte, o respectivo endereço e o meu comentário estão visíveis através de um simples clic na categoria/etiqueta "Banda Desenhada na Internet (Portugal) - Blogues, sítios e portais de BD - de A a Z", que dará acesso a uma extensa listagem por ordem alfabética de blogues, sítios e portais de BD (e alguns mistos na Parte II), estando este "Fernando Pessoa Poeta e Fingidor" exactamente na mencionada segunda parte, visto tratar-se de espaço internético de diferente tema, todavia com focagem na BD, embora esporádica.
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As postagens anteriores podem ser vistas de imediato, na totalidade, clicando no item Fernando Pessoa na Banda Desenhada inserido no rodapé deste "post".

domingo, abril 19, 2009

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (CXII) - Sol/revista-suplemento Tabu - Autor: Nuno Saraiva


Duas pranchas do episódio autoconclusivo A Abstinência, da série Na Terra Como no Céu, realizada semanalmente por Nuno Saraiva
in semanário Sol, no seu suplemento-revista Tabu nº 134, de 4 Abril 09
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O Cardeal Patriarca de Lisboa, Policarpo da Silva (para quem estranhar eu não escrever "Dom Policarpo da Silva", também ninguém escreve "Dr. Cavaco Silva", porquê essa subserviência em relação a estes senhores da igreja?). 

Mas dizia eu que Policarpo da Silva, cardeal, passou agora a concordar com o Papa ao dizer que. de facto, o preservativo não resolve o problema da sida.

Quer dizer que perfilha a teoria do papa e da igreja, a qual aconselha que a solução é a estrita monogamia, para os casados, enquanto que para os solteiros, viuvos e divorciados, exige a abstinência sexual... 
Aliás, esta teoria já teve há uns anos um seguidor, deputado do CDS-PP, que defendeu na Assembleia da República a ideia peregrina que só se deveria ter relações sexuais para efeitos de procriação...

Nuno Saraiva mostra, em excelente banda desenhada, a sua opinião relativamente à posição do Papa (e agora, por extensão, ao cardeal português, sr. Silva, como diria o tonitruante Alberto João Jardim), em que satiriza a posição da Igreja em relação ao sexo.

sexta-feira, abril 17, 2009

Gatos na banda desenhada portuguesa (IV) - Autora: Tânia Guita



Procurando a Luz, por Tânia Guita
in fanzine Luminus Fantasia

Tânia Guita faz banda desenhada ao estilo japonês, ou seja, com as características formais da mangá. Mas não deixa de ser banda desenhada portuguesa, porque feita em Portugal por desenhadora lusa, tanto quanto o é uma bd de super-heróis feita cá por compatriotas nossos, como, em épocas anteriores, estavam na moda as histórias aos quadradinhos de "cowboys" (geralmente em luta com os "peles-vermelhas", que eram sempre apresentados como sendo os maus da fita), afinal de contas um tema tão estranho à realidade portuguesa como são hoje essas histórias contadas nas mangás.
A mangá apresenta, como se sabe, uma estética muito específica. Mas o mais original desta pequena narrativa em forma de bd é o facto de o principal intérprete ser um gato, e ele apresentar as características (quase) sempre presentes nas imagens da mangá: boca muito grande e muito aberta, olhos enormes. Mas tudo isso com uma elegãncia estilística que fazem aguardar com curiosidade mais mangás desta novel mangaka.
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Para ver mais imagens de mangás publicadas neste fanzine, é favor visitar o seguinte endereço:
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Para ver as postagens anteriores basta clicar no item indicado em rodapé

quarta-feira, abril 15, 2009

Mangá "made in" Portugal (IX) - Mangaka: Catarina Guerreiro






Catarina Guerreiro tem, inquestionavelmente, talento para o desenho, sendo uma das várias jovens a realizar bandas desenhadas ao estilo da banda desenhada japonesa, a chamada mangá. 
Além disso, tem aquela capacidade invulgar de meter-se em realizações que dão trabalho, como seja a de editar um fanzine, o Luminus Fantasia, onde funciona como editautora - ou seja, além de editora é autora.

Nesta área da BD estilo mangá, ela é classificável como "mangaka". Sei que está já a preparar mais um número do seu fanzine, onde colaboram mais duas "mangakas".

A mangá é um estilo gráfico, mas também o conteúdo dessas bandas desenhadas - influenciadas nas congéneres nipónicas - tem uma linha ficcional bem característica, que a Catarina Guerreiro assimilou de forma invulgar.

Ficamos a aguardar novas provas, tanto como faneditora, como autora. 
O que parece estar para breve, dado que a Catarina (residente no Algarve) está a projectar o lançamento do Luminus Fantasia nº 2 na inauguração do V Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, no último fim de semana de Maio (mais propriamente, aqui ficam as datas: 30 de Maio a 14 de Junho.
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Para ver outras vinhetas desta mangá, bem como a capa do fanzine Luminus Fantasia onde se pode apreciar uma excelente ilustração a cores da própria editora, basta ir ao blogue Fanzines de Banda Desenhada, no endereço:
http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/
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Para ver mais postagens anteriores, basta clicar no item Mangá made in Portugal indicado no rodapé
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Apenas para ver quem já colaborou neste tema, aqui fica uma lista de nomes:

(VIII) Nov. 15 - Autora: Inês Freitas
(VII) Out. 29 - Autora: Inês Freitas
(VI) Set. 8 - Autores: Hugo Teixeira (desenho), Vidazinha (argumento)
(V) Março 11 - Autor: Hugo Teixeira
2007 - Daqui para cima

(IV) Dez. 8 - Autora: Vanessa Nobre
(III) Dez., 8 - Autor: João Paulo Baptista
(II) Julho, 8 - Autores: Pedro Roxo Nogueira (desenho), Paula Cunha (argumento)
(I) Junho, 28 - Autores: Ana Freitas (desenho), Nuno Duarte (argumento)
2006 - Daqui para cima

domingo, abril 12, 2009

Banda Desenhada portuguesa em revistas não especializadas em BD (XXXVI) - "Playboy" - Autor: Nuno Saraiva



Palm! Os desatinos de Palmela Andrade é o título desta banda desenhada, autoconclusiva, em duas pranchas, da autoria de Nuno Saraiva
(O que terá Pamela Anderson a ver com esta personagem, além da semelhança de nomes próprios?)

E aí está um apoio, imprevisível e impensável, à banda desenhada nacional, num corpo de papel especializado em mostrar corpos bonitos femininos nus, como é apanágio desta revista. Qual?

Estou a falar da Playboy, que passou a marcar presença em edição portuguesa, cujo Nº 1 saíu no princípio deste mês de Abril, incluindo uma bd de duas pranchas, a cores, da autoria de Nuno Saraiva, que é, neste momento, o mais activo banda-desenhista português no que concerne à publicação periódica de BD.
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Para ver postagens anteriores deste mesmo tema, basta clicar no item indicado em rodapé

quarta-feira, abril 08, 2009

Comic Jam - 8ª prancha

A presente prancha, 8ª da série "Comic Jam", teve, como sempre, aa.vv, ou seja, autores vários participantes da 276ª edição da Tertúlia BD de Lisboa. 
Eis os nomes:

1ª vinheta - Sá-Chaves (o próprio Convidado Especial da TBDL, João Paulo Sá-Chaves)
2ª vinheta - André Reis
3ª vinheta - Filipe Duarte [Gonçalves]
4ª vinheta - Fil [Luís Filipe Lopes]
5ª vinheta - Falcato [Miguel Falcato Alves]
6ª vinheta - Nuno Duarte (o "Outro Nuno", como às vezes ele se identifica, visto haver um homónimo argumentista de BD, já muito conhecido, além de colaborador das Produções Fictícias.

Já descrevi, em postagens anteriores relacionados com este tema (para as ver, basta clicar no título "Comic Jam", no rodapé sob esta prosa) qual o "modus faciendi" e a finalidade deste divertimento gráfico levado a efeito mensalmente na Tertúlia BD de Lisboa.
Como os caros amigos visitantes compreenderão, as imagens constantes destas pranchas não têm uma sequencialidade muito visível, já que cada vinheta é realizada por um autor diferente, que a concebe a seu bel-prazer.
Para agravar a possibilidade de compreensão, a maior parte das pranchas entretanto realizadas (a presente é a 8ª) centram-se, por vezes, em pessoas ou factos apenas conhecidos dos participantes na TBDL (factor muito bem definido na língua inglesa como "private joke").
É o caso flagrante da prancha reproduzida no topo deste poste: há referências visuais ao auto-retrato do Convidado Especial (constante da folha distribuída a todos os presentes, que aqui se mostra), e à informação contida na sua autobiografia acerca da colaboração com que participou na publicação libanesa Blue Steel (o que constituiu uma surpresa para a "tertuliana" Safaa Dib, nascida no Líbano), que teve oportunidade de constatar os bons conhecimentos de Sá-Chaves acerca do seu (dela) país de origem.

segunda-feira, abril 06, 2009

Tertúlia BD de Lisboa - 296º Encontro - Convidado Especial: Sá-Chaves





Nos Montes da Lua, por Sá-Chaves (aqui, com J.P. a anteceder o apelido de família)
in Tertúlia BD de Lisboa Boletim - edição comemorativa dos 20 anos da Tertúlia BD de Lisboa - Junho 2005

Ciclo: Nova BD portuguesa (*)
Convidado Especial
SÁ-CHAVES

"João Paulo de Azevedo Gomes Sá-Chaves, nasci em Lisboa, em 1973, onde (ainda) resido e trabalho."
Assim faz a sua apresentação o Convidado Especial da Tertúlia BD de Lisboa do encontro deste mês, a 7 de Abril, que, na BD, usa assinar Sá-Chaves (no início assinava J.P.Sá-Chaves).
Como habilitações literárias possui o Curso Técnico-Profissional de artes Gráficas e Comunicação.
Entre as actividades que já exerceu conta-se a de ilustrador free-lancer, tendo atingido nível elevado ao colaborar com a publicação libanesa Blue Steel, título de uma série de livros sobre veículos blindados, visto ser a ilustração militar uma das suas paixões (as restantes são: História, Arqueologia e BD).
Em relação a esta última, talvez devido à sua dispersão pelas outras, os resultados são ainda escassos (espera-se que o Diploma da TBDL lhe sirva de incentivo). Ei-los:
- BD sem título (pecha habitual nos principiantes), em prancha única a preto e branco, na revista Selecções BD (nº 20-2ª série-Jan.2000);
- "Call Me", bd com 4 p. a p/b, no fanzine Funzip (nº 1 - Dez. 2004);
- "Nos Montes da Lua", bd a p/b em 5 pranchas, publicada no fanzine Tertúlia BD de Lisboa Boletim, edição comemorativa dos 20 anos da Tertúlia BD de Lisboa - Junho 2005;
- "Empusa", extensa bd, ainda incompleta, de que foram publicadas 8 pranchas no fanzine Funzip (nºs 3 e 4, de Abril e Dezembro 2006, 4 pranchas em cada número).
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Para se verem postagens anteriores, basta clicar na etiqueta Tertúlia BD de Lisboa, inscrita no rodapé

sexta-feira, abril 03, 2009

Castelos na Banda Desenhada (XXIV) - Fictício

Não perco uma ocasião para me deixar deslumbrar pela imagem de qualquer castelo, isto sem ser sócio da Associação Portuguesa Amigos dos Castelos. Ainda na semana passada conheci mais um, o de Melgaço, gostei de ver aquele resto de muralha arredondada, de subir à sua Torre de menagem, sentir-me um pouco em viagem no tempo. Claro que esse gosto profundo tem algumas raízes precisamente em bandas desenhadas - os castelos medievais, desenhados por mestre Harold Foster na saga do Príncipe Valente, tiveram contribuição importante. Ao dar uma volta ao acaso por peças da minha colecção, folheei a obra de muito boa qualidade intitulada Passeio ao Fim do Mundo, desenhada por Vicomte, sob argumento de Makyo. Há bastante tempo que não mexia neste tema (de hoje a oito dias fará precisamente um ano, constatei agora ao ver o "post" anterior). Mas, ao reler (na diagonal, confesso) os dois primeiros tomos, encontrei no segundo, "O Grande País", o bem imaginado (e excelentemente desenhado, num bem conseguido contrapicado) castelo que Arthis, personagem fulcral da obra, encontra, ao conseguir escapar-se da estranha prisão.

quarta-feira, abril 01, 2009

Concurso de Banda Desenhada - GICAV 09 - Viseu

"Se eu fosse um super-herói"
Eis o tema obrigatório para uma banda desenhada que qualquer autor,
com mais de 6 anos e menos de 30
(divididos em 3 escalões - o 1º dos 6 aos 12, o 2º dos 13 aos 16, e o 3º dos 18 aos 30),
queira realizar para o 4º Concurso de Banda Desenhada
integrado no XVI Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu - GICAV -2009
(O Salão BD deste ano, que será realizado entre o final de Setembro e início de Outubro, terá dois temas: "Universo dos Super-heróis" e "Mangá").

Além do tema para o concurso, há mais regras que os participantes terão de ter em atenção:

1) Os concorrentes deverão usar como argumento uma história obrigatoriamente inédita;
2) A banda desenhada será feita numa única prancha, formato A3 ou A4, a cores ou a preto e branco;
3) A data limite de entrega é 15 de Maio (de 2009, obviamente)

As obras participantes deverão ser enviados por correio ao GICAV (ou entregues pessoalmente), utilizando a seguinte morada:
GICAV
Rua João Mendes (vulgo rua das bocas) nº 51 - 2º andar
3500-142 VISEU
(para qualquer esclarecimento adicional, pode ser contactado o GICAV pelo nº 968844772)

Atenção às exigências habituais dos concursos:
1) As pranchas só podem ser assinadas por pseudónimo;
2) A identidade do autor (nome verdadeiro, data de nascimento, morada completa, telefone) deverá ser colocada dentro de envelope fechado, com o registo do pseudónimo no exterior.

Prémios
1º Prémio (em cada escalão): 50€ + 2 álbuns BD + diploma + publicação da bd
2º Prémio (em cada escalão): 25€ + 1 álbum BD + diploma + publicação da bd

Nota do bloguista: Só agora divulgo o regulamento do presente concurso porque, pessoalmente, considero ser mais actuante fazer divulgação deste tipo de iniciativas com maior proximidade da data limite estabelecido para entrega das bedês participantes.
Parto do princípio de que o anúncio do concurso feito com demasiada antecedência pode facilmente cair no esquecimento por parte dos interessados.
Agora, a faltar apenas mês e meio para a data limite de entrega, tenho a convicção (baseada em larga experiência e conhecimento dos autores de BD), que os interessados em concorrer se sentirão mais facilmente pressionados. Além de que é tempo mais do que suficiente para fazerem uma prancha, mas já não se podem desleixar...