Os interesses económicos e financeiros determinam, limitam e condicionam a criatividade dos autores cinematográficos, onde se incluem, fundamentalmente, os argumentistas e realizadores de Cinema.
Quantos filmes serão apontados pela crítica especializada com o aspecto negativo de lhes ter faltado o "golpe de asa", ou de terem falhado na previsível intencionalidade, e afinal esse facto ser devido a intromissão - abusiva e ditatorial - do produtor, movido apenas pela mira do êxito comercial, leia-se lucro.
Recorrendo à caricatura extrema - o produtor capitalista a acender o charuto com notas de dólar, supostamente -, o argumentista André Oliveira e a desenhadora Carla Rodrigues realizaram uma banda desenhada (*) em que são postos em destaque esses factores exógenos que deturpam e prejudicam, quantas vezes, a obra fílmica.
Apenas em duas pranchas, as palavras e as imagens de uma banda desenhada podem ter força crítica incomensurável.
(*) Publicada nas páginas da revista CAIS, nº 181 de Março 2013
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