quarta-feira, abril 17, 2013

Cinema e BD (II) e Banda Desenhada publicada em revistas não especializadas em BD (L)


Os interesses económicos e financeiros determinam, limitam e condicionam a criatividade dos autores cinematográficos, onde se incluem, fundamentalmente, os argumentistas e realizadores de Cinema.

Quantos filmes serão apontados pela crítica especializada com o aspecto negativo de lhes ter faltado o "golpe de asa", ou de terem falhado na previsível intencionalidade, e afinal esse facto ser devido a intromissão - abusiva e ditatorial - do produtor, movido apenas pela mira do êxito comercial, leia-se lucro.

Recorrendo à caricatura extrema - o produtor capitalista a acender o charuto com notas de dólar, supostamente -, o argumentista André Oliveira e a desenhadora Carla Rodrigues realizaram uma banda desenhada (*) em que são postos em destaque esses factores exógenos que deturpam e prejudicam, quantas vezes, a obra fílmica.

Apenas em duas pranchas, as palavras e as imagens de uma banda desenhada podem ter força crítica incomensurável.

(*) Publicada nas páginas da revista CAIS, nº 181 de Março 2013 

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Os visitantes do blogue interessados em ver a anterior postagem da rubrica Cinema e BD e as 49 postagens anteriores da rubrica Banda Desenhada portuguesa em revistas não especializadas em BD, poderão fazê-lo clicando no item respectivo, seleccionando-o dos dois visíveis no rodapé.

domingo, abril 14, 2013

Exposições BD Avulsas (XXXV)


A exposição - e venda de originais de banda desenhada - a que se refere o [excelente] cartaz (*) abrange três componentes:

1ª - Lançamento do livro de BD "Psicose", da autoria de João Sequeira (desenho) e de Miguel Costa Ferreira (argumento);

2ª - Exposição das respectivas pranchas de BD originais;

3ª - Venda de originais, previsivelmente as da própria obra exposta.

Este evento estará patente até 25 de Maio (inaugurou-se a 13 de Abril) nas instalações da Associação Cultural Ficar - Rua da Conceição, 20 - Portalegre.

(*) Nota deste blóguer: O cartaz não está assinado, mas conheço bem o estilo de João Sequeira - JAS, por isso não hesito em atribuir-lhe a autoria 
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Os visitantes deste blogue que, por mera curiosidade, queiram ver os restantes trinta e cinco "posts" sobre exposições, poderão fazê-lo clicando no item Exposições BD avulsas visível no rodapé


 

quinta-feira, abril 11, 2013

Improvisos na Toalha de Mesa








Não se pode dizer que os autores de banda desenhada sejam preguiçosos, quando eles até desenham enquanto jantam, e continuam a desenhar durante a sobremesa, e fazem mais umas ilustrações enquanto tomam café... Pelo menos é isso o que constato, todos os meses, na Tertúlia BD de Lisboa.

Como se depreende, os desenhos que ilustram o presente "post" (alguns deles cheios de nódoas, o que vale é que não se vêem...) foram por mim recortados das toalhas de mesa do restaurante "A Gina" durante o mais recente encontro da TBDL.

Há aqui trabalhos realizados pelos seguintes "tertulianos" (de cima para baixo):

1. Filipe Duarte
2. Bruno Casanova (ele desenhou a irmã, Bárbara Carvalho, no canto inferior direito) 
3. Bruno Casanova (auto-retrato, na parte de baixo); na parte de cima, com os desenhos de pernas para o ar, os autores são José Victor Carvalho e Bárbara Carvalho (o José Victor é o pai do Bruno e da Bárbara) 
4. Bárbara Carvalho
5. Rui Batalha
6. Falcato
7. Joana Completo (estudante de pintura, nada a ver com BD)  

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Para o caso de alguém querer ver outras ilustrações improvisadas reproduzidas nos 13 "posts" anteriores, poderá fazê-lo clicando sobre o item Improvisos na toalha de mesa, visível no rodapé 

sábado, abril 06, 2013

Críticas, Notícias e Comentários sobre BD na Imprensa (XXIX)



"Sou um órfão de boas revistas de banda desenhada em português. Não há Mundo de Aventuras, não há Tintin, não há Spirou, não há Flecha 2000 ou Jornal da BD, nem sequer há algo equivalente ao Falcão por que esperar todas as semanas no dia certo, à espera de histórias novas ou da continuação das que tinham ficado em suspenso.
Nem sequer vale a pena esperar pelo novo mês, pois não há revistas que satisfaçam uma sede que só é possível saciar com materiais do outro lado do Atlântico. Ou de França.
Há as revistas que servem para divulgar as novidades comerciais (DBD, Casemate), as que procuram renovar fórmulas de outrora (Fluide Glacial, L'Echo des Savanes), mas poucas nos oferecem as boas e quase anacrónicas histórias para ler de fio a pavio.
A L'Immanquable vai no nº 26 e todos os meses vai-nos trazendo quatro ou cinco longos capítulos de séries em continuação. Este mês começou a publicar o mais recente Alix e um paródico El Spectro. Vale a pena."
Fim de citação

Poderia ser eu a escrever as palavras acima citadas. Sinto-as como se fossem minhas.
Mas, na realidade, quem as escreveu foi o professor e blóguer, mas também bedéfilo, Paulo Guinote, no item "O Que Ando a Ler", um dos três itens (os outros são, "O Que Ando a Ver" e "O Que Ando a Ouvir") que preencheu o suplemento "QI - Coeficiente de Inteligência", em publicação às 6ªs feiras no matutino Diário de Notícias.

E fica-se assim a saber que, entre o que o prof. Paulo Guinote anda a ler,
- "Mortalidade", de Christopher Hitchens, "Not for Profit: Why Democracy Needs the Humanities", de Martha Nussbaum, "Allegro Ma Non Troppo", de Carlo M. Cipolla, "Toda a Mafalda", de Quino, e a revista "L'Immanquable" -, há duas obras de BD.

E vale muito a pena ler também o que ele escreveu na coluna dedicada à personagem criada por Quino:

"Fica bem apresentar como livro de cabeceira, livro de vida ou livro inspirador, um daqueles clássicos imorredoiros que todos conhecem de nome ou então um livro quase desconhecido, quiçá marginal, e que se destaca exatamente (*) pela sua obscuridade. 
Mas eu sou escasso em Tolstoi, o Dostoievski apela demasiado à depressão para o meu gosto, o Proust é imensamente comprido e para irlandês leio o McCourt com mais prazer do que o Joyce.
Bem como acho - sacrilégio, sacrilégio - que um Goscinny é tão intemporal quanto um Céline ou um Burroughs. 
Apesar da imensidão de "integrais" da escola franco-belga que fez as minhas delícias de adolescente, prefiro escolher o genial Quino e a sua sempre presente Mafalda, acompanhada do Filipe, do Manelito e da Susaninha. Nasceu meses antes de mim e desapareceu há quase 40 anos, mas continua com uma actualidade acutilante e a ela regresso com regularidade.
Porque, para nosso desgosto, os males do mundo são os mesmos."
Fim de citação

(*) O D.N. já adoptou o AO90

Desde há muitos anos que costumo expressar a seguinte opinião: as pessoas com mais cultura são as que melhor compreendem e respeitam a banda desenhada. 
Tenho confirmado este ponto de vista ao longo das décadas em que ando envolvido na BD, nos contactos com arquitectos, professores de universidades ou de escolas secundárias que se referem com conhecimento e admiração a grandes autores de BD e à banda desenhada em si mesma.

Paulo Guinote - que não conheço pessoalmente - é doutorado em História da Educação - tornou-se conhecido pelo seu blogue "A Educação do Meu Umbigo" (*) onde, como professor do 2ºciclo, releva essencialmente os problemas com que se debatem os docentes.

E como pessoa de cultura abrangente e descomplexada, ao colaborar no Diário de Notícias, pôs em destaque, as duas peças de BD acima citadas nos seus textos. 

(*) educar.wordpress.com

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Os interessados em ver as 28 anteriores postagens deste tema "Críticas e Notícias sobre BD na Imprensa (com início em 15 de Julho de 2005) do presente tema, poderão fazê-lo, bastando para isso clicar no item Imprensa - Críticas e notícias sobre BD, visível aqui por baixo no rodapé 

quarta-feira, abril 03, 2013

Comic Jam (nº 51)


No 346º encontro da Tertúlia BD de Lisboa houve seis autores - bem, um deles é blóguer e argumentista, não desenhador - que, mesmo no meio da confusão, do barulho e da pouco cómoda posição de desenhar com o prato da comidinha ao lado, conseguiram levar a cabo a banda desenhada tipo "cadáver esquisito".
Os suspeitos foram:

1. Nuno Amado - o bloguista "Convidado Especial", que também se iniciou já como argumentista, mas não é desenhador, mostrou ser capaz de desenhar um ovo (será que é capaz de fritar um ovo?)

2. Osvaldo Medina (é tão rápido a desenhar que isso se nota perfeitamente no desenho).

3. Falcato, ou Miguel Falcato: claro que o ovo dele é bem mais artístico...

4. Álvaro - Como não podia deixar de ser, o ovo dele é muito gozão!

5. Rui Batalha: Vinda da trás a conversa, a meter ovo e bife, estava mesmo na calha a piada do cavalo...

6. Pedro Cruz: Resumiu o conteúdo das cinco vinhetas anteriores, desenhando um simpático cavalo e um cómico ovo.
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Os visitantes interessados em verem os 51"posts" anteriores deste tema, poderão fazê-lo com um simples clique no item Comic Jam visível no rodapé

sábado, março 30, 2013

Tertúlia BD de Lisboa - 346º Encontro - Abril 2013 - Ciclo: Blógueres (ou bloguistas) da Blogosfera BD - Nuno Amado






Na Tertúlia BD de Lisboa vai iniciar-se um ciclo dedicado aos blógueres que falam de banda desenhada nos respectivos blogues, escrevendo críticas, anunciando eventos, e descrevendo-os a par-e-passo, entrevistando autores, dando novidades editoriais, reproduzindo bandas desenhadas publicadas em jornais ou revistas não especializadas em BD, em suma, divulgando-a abrangentemente no espaço virtual da blogosfera.

Nesta nova iniciativa da tertúlia lisboeta, perfeitamente justa para premiar - mesmo que simbolicamente - quem trabalha esforçadamente em prol da BD no suporte virtual da internet, o primeiro blóguer a ser o "Convidado Especial" da TBDL é Nuno Amado, que iniciou o seu blogue Leituras de BD em 8 de Julho de 2007, e o tem mantido em bom ritmo de publicação, tendo obtido recentemente o 1º lugar no Concurso Nacional de Blogues (2012) - Categoria Banda Desenhada.

É do conhecimento geral de quem anda pela blogosfera, que há três aspectos cruciais para que um blogue se destaque pela positiva: regularidade na publicação de "posts", atraente critério na escolha de temas, e qualidade gráfica na apresentação do espaço.

O "Leituras de BD" tem correspondido às três componentes, mantendo um nível elevado de interesse, bem evidenciado pelo intenso caudal de comentários que algumas postagens têm provocado. Constituem, não raro, um autêntico fórum de discussão.

Endereços:

http://bongop-leituras-bd.blogspot.pt
http://leiturasbdpopporn.pt
http://zakarella.blogspot.pt
http://www.facebook.com/Leituras.de.BD

As imagens no topo do "post" são as seguintes, de cima para baixo:

1) Banner do blogue "Leituras de BD"
2 e 3) Pranchas da banda desenhada "Descida ao Inferno", com argumento de Nuno Amado e desenho de Pedro Nascimento, uma bd publicada no fanzine Zona (Zona Fantástica
4) Diploma atribuído ao bloguista
5) Caricatura de Nuno Amado, da autoria do autor de BD Santos Costa
6) Síntese biográfica de Nuno Amado (Este texto pode ficar visível clicando-lhe duas vezes em cima, espaçadamente) 
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Lista de presenças neste 346º Encontro da TBDL

(Lista elaborada "a posteriori" e susceptível de ter faltas de nomes; por isso agradeço que quem notar alguma, envie comentário):


1. Álvaro
2. AnaSaúde
3. António Páscoa "Vespa"
4. Bárbara Carvalho
5. Bruno Casanova
6. Cátia Alves
7. Cristina Leite "Tinucha"
8. Falcato 
9. Filipe Duarte
10. Filipe Pinho
11. Gabriel Martins
12. Geraldes Lino
13. Helder Jotta
14. Hugo Silva
15. Hugo Tiago
16. Inês Ramos
17. Joana Completo
18. João Paulo Sá-Chaves
19. João Vidigal
20. José Abrantes
21. José Victor [Carvalho]
22. Machado-Dias
23. Maria de Fátima Magalhães
24. Maria Helena Almeida
25. Maria José Pereira
26. Mário Freitas 
27. Miguel Ferreira
28. Moreno
29. Nuno Amado - Convidado Especial
30. Nuno Duarte "Outro Nuno"
31. Nuno Neves
32. Osvaldo Medina
33. Paulo Costa
34. Patrícia Maia 
36. Pedro Bouça
37. Pedro Cruz
38. Ricardo Leite
39. Rui Batalha
40. Rui Domingues
41. SérgioSantos
42. Susana Marinho       

Os visitantes interessados em ver as anteriores postagens destes temas poderão fazê-lo clicando nos itens Tertúlia BD de Lisboa, Blogosfera da BD, incluídos em rodapé 


quinta-feira, março 28, 2013

Webcomics (VII) - Lusitano, por Bruno Matos





Há super-heróis de BD que nascem não se sabe bem onde, mas sempre com origens importantes, entre eles há até um milionário. Ao invés, um super-herói português - nascido num pequeno e pobre país - só poderia ter por berço um fanzine, editado por um amador, como é norma.
Assim aconteceu com o Lusitano, surgido no Luso Comix Fanzine (nº1 - Dezembro de 1995), editado em Almeirim por dois jovens amigos - o desenhador Bruno Matos e o argumentista Nuno Duarte

Ambos organizaram uma exposição, nesse mesmo ano, com as pranchas da banda desenhada onde surgia o luso super-herói. Fui de propósito a Almeirim, terra que não conhecia, a convite já não sei de quem, para conhecer "Os Bons, os Maus e os Vilãos - 60 Anos da B.D. Norte Americana", título com que se apresentava a mostra de BD ao estilo dos "comics" yankees. Tenho a ideia que foi nessa altura que conheci o Nuno Duarte, mas não me recordo de Bruno Matos.

Voltando ao Lusitano: no Luso Comix Fanzine ele surgia a protagonizar dois episódios, intitulados "A Verdade do Lagarto" e "Um Conto de Natal", a propósito da época em que era editado o zine.

O episódio "A Verdade do Lagarto" até teve direito a preencher uma pequena publicação independente, editada pela Câmara Municipal de Almeirim, e oferecida aos visitantes da exposição. Devido a isso, tenho um precioso exemplar, ao lado do Luso Comix, na minha colecção fanzinística.

Em relação ao então muito jovem argumentista Nuno Duarte, ele é, desde longa data, um amigo que vejo com alguma frequência. As suas aptidões levaram-no para a empresa "Produções Fictícias", além de ter continuado a escrever argumentos para BD - e quase poderei afirmar que o do Lusitano terá sido a sua estreia como argumentista.

Do Bruno Matos só me restava a imagem da sua assinatura nos desenhos, por estranho que isso pareça. 
Posso acrescentar, para justificar este pormenor, que tenho de memória o aspecto gráfico de dezenas de assinaturas de autores de BD, portugueses e estrangeiros, e o Bruno escrevia o "o" final em tamanho grande, como o prestigiado Fernando Bento fazia com o "o" final de Bento, pormenor que me chamou a atenção. 

Foi portanto com surpresa que, em meados de 2012, se me depararam algumas pranchas de um webcomic que então se iniciava, sob o título "Lusitano", um nome de que bem me recordava ainda. Era o regresso do nosso super-herói, o primeiro do seu género de origem portuguesa.

Acompanhei as pranchas que iam aparecendo semanalmente. A primeira, a 5 de Setembro desse ano de 2012, localizava a acção em Calecute, no ano de 1498, e as imagens mostravam caravelas pertencentes à armada de Vasco da Gama, um início algo insólito e desajustado para uma história em que actua um super-herói, por muito lusitano que seja. Mas com o decorrer da trama entende-se a aparente desconexão.
 
Quanto ao autor, lá estava, logo na vinheta inicial, a respectiva indicação - argumento e arte: Bruno Matos.

Reencontrava-me assim com o improvável super-herói, "nascido" em Almeirim,  e com o autor, que apenas conhecia de nome.

Como tinha visto no blogue um comentário do meu bem conhecido Dan Maia, dele obtive o contacto emailístico de Bruno Matos, a quem pedi autorização para mostrar algumas pranchas do seu webcomic

E aqui ficam elas, como teaser destinado a suscitar o interesse dos bedéfilos, para as irem ver na totalidade, ao blogue

http://www.lusitanobd.blogspot.pt


As imagens que ilustram o presente "post" são as seguintes (de cima para baixo):
Prancha 22 (última) - 30 Janeiro 2013
         "      21                - 23 Janeiro 2013
         "       7                 - 17 Outubro 2012     
         "        5                -   3 Outubro 2012
         "        4                - 26 Setembro 2012
         "        2                -12 Setembro 2012
         "        1                -   1 Setembro 2012
Última  imagem (em baixo) - "Capa da primeira aventura do Lusitano, um super-herói 100% português" (assim faz a apresentação o próprio autor Bruno Matos).

Comentário deste bloguer: Será, de facto, a primeira aventura, mas apenas no universo virtual da internet.

Porque, na realidade palpável do objecto de papel, a primeira aventura foi "A Verdade do Lagarto", reproduzida nas páginas do fanzine Luso Comix

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Bruno Matos  
Fausto Bruno Oliveira de Matos, nascido em Benguela, Angola, a 29 de Agosto de 1975, é formado em Relações Públicas e Publicidade pelo Instituto Superior de Novas Profissões, com uma pós-graduação em Produção de Televisão no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. 
Trabalha actualmente na RTP, tendo mudado em data recente da área das auto-promoções para a redacção de programas diários.

Bibliografia

 Agosto/2009 – Autor do livro Illusya – O Reino Encantado,
   Saída de Emergência. Lisboa
                                                                                                                                         -Julho/2007 – Autor do livro O Campo Fénix, da colecção “Estranhos Visitantes”,
   Editorial Presença. Lisboa;
- Agosto/2005 – Autor do livro Heróis e Monstros, da colecção “Estranhos Visitantes”,
   Editorial Presença. Lisboa;
 Junho/2005 – Autor do livro O Poder Interior, da colecção “Estranhos Visitantes”,
               Editorial Presença. Lisboa;
 - Novembro/2002 – Autor do livro O Legado Final, da trilogia “Os 5 Moklins”,
               Editorial Presença. Lisboa;
- Março/2002 – Autor do livro O Herdeiro Perdido, da trilogia “Os 5 Moklins”,
  Editorial Presença. Lisboa;
– Novembro/2001 – Autor do livro A Herança Moklin, da trilogia “Os 5 Moklins”,
               Editorial Presença. Lisboa;
- Março/2001 – Ilustrador do livro Histórias que apanharam bicho, de Alexandre Honrado, Editora Terramar. Lisboa;
- Outubro/2000 – Ilustrador do livro A Gesta do Magriço, de Alexandre Honrado, Câmara Municipal do Barreiro. 

página oficial:

facebook:

e_book:
http://www.myebook.com/index.php?option=ebook&id=170114

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Os visitantes interessados neste tema, iniciado em 28 Janeiro 2012, e que queiram ver os seis "posts" anteriores, poderão fazê-lo clicando na etiqueta Webcomics visível em rodapé

quinta-feira, março 21, 2013

Curtas de BD - Autores Estrangeiros (III) - Manfred Sommer, Pedofilia e Prostituição Infantil na BD (II)




Prostituição infantil e pedofilia, dois temas com algumas dramáticas afinidades, de grande melindre social e humano, escassamente surgem na BD.

Nas minhas (des)arrumações, em desesperadas (e vãs) tentativas de arranjar espaço para as novas aquisições, sou forçado a remexer - e com que agrado - nas antigas colecções, e nesse afã acabo por folhear fascículos ao acaso, e a relembrar bandas desenhadas que especialmente me impressionaram. 
E ao fazê-lo, deparou-se-me esta bd de apenas quatro pranchas, intitulada " A Cidade dos Três Mil Prazeres", na revista O Mosquito (Nº 7 - V Série - Maio de 1985), que considerei encaixar na enxurrada de impressionantes notícias deste teor que surgem com frequência nos nossos média jornalísticos.

Manfred Sommer, autor completo da bd (argumento e desenho), demonstrou, na presente curta, um agudo sentido crítico, apontando com clareza para o flagelo. No caso que Sommer descreve em imagens sequenciais,  percebe-se que se tratar de um facto aceite socialmente -  com múltiplas cumplicidades e apoio tácito - no eufemisticamente chamado "turismo sexual", praticado às claras em países do Oriente. 
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Os visitantes interessados em ver postagens anteriores destes dois temas poderão fazê-lo clicando nos itens Curtas de BD (Autores Estrangeiros) e "Pedofilia e Prostituição Infantil", visíveis no rodapé.  

quinta-feira, março 14, 2013

Livros Sobre Banda Desenhada - Os Meus Livros (XIII)



 

 
 
 


 


Ao referenciar e reproduzir imagens de The World Encyclopedia of Comics, uma importante enciclopédia dedicada em exclusivo ao tema da banda desenhada, não é minha intenção, nem poderia ser, copiar para este blogue todas as pranchas de BD que ilustram a volumosa obra. Por razões óbvias. 

Todavia, dada a fascinante selecção efectuada pelo autor-coordenador da obra, Maurice Horn, não consigo resistir a mostrar um número considerável de excertos gráficos a ela pertencentes, distribuídas por três "posts", de que este é o segundo.

Na postagem anterior desta etiqueta, descrevi o local e a época em que tive a grande alegria de comprar a peça em análise. Disse, e repito para quem não leu nem está para ir ler o texto anterior, que se trata de uma obra pioneira do género.

Mas não é apenas por esse facto que a considero importante, e sim pela extensa componente imagética. É de arregalar os olhos e sentir-se a observar com minúcia e deslumbramento uma extensa galeria que se inicia, desta vez, pela magnífica adaptação à BD da notável obra "Il Dottor Faust" pelo talentoso ilustrador Rino Albertarelli, sob adaptação literária de Federico Pedrocchi, passando em seguida às imagens de Dan Dare (de Frank Bellamy), "Felix the Cat" (de Otto Messmer), "The Heart of Juliet Jones" (de Stan Drake), "Gasoline Alley" (de Frank  King), até às três pranchas de BD japonesa - uma de Tatsuhiko Yamagami, intitulada "Gaki Deka" - claramente no género de banda desenhada juvenil, outra de Hiroshi Hirata, "Katame no Gunshi", aqui criando a  expectativa, com grande dinâmica, para uma cena de batalha, e outra, já em registo estilístico da mangá, intitulada "Kasure Okami", de Goseki Kojima, situada no Japão feudal.

Voltarei a esta obra. Merece um olhar múltiplo, atento e demorado, daí ter direito a três postagens.    

A presente postagem é (PARTE 2 DE 3)  
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Os visitantes deste blogue que estiverem interessados em ver os doze "posts" anteriores deste tema, inclusive o anterior dedicado à obra The World Encyclopedia of Comics - 1ª fracção que inclui a capa do livro), poderão fazê-lo clicando sobre o item Livros sobre Banda Desenhada-Os meus Livros visível no rodapé

quarta-feira, março 13, 2013

Uma tertúlia com autores de BD



Será que estão a renascer das cinzas as antigas e saudosas tertúlias que se realizavam em Lisboa (e não só) dedicadas a vários temas? Parece que sim. Concretamente, têm estado a ser realizadas, num amplo espaço do Cinema City (antigo cinema Alvalade, no bairro homónimo) várias, de temas diversos, entre os quais a banda desenhada. E é por isso que as estou aqui a postar, obviamente.

Portanto, amanhã, é mais uma. E, como o organizador João Passeiro já disse tudo no cartaz que elaborou, e que fica reproduzido no topo da postagem, nada mais tenho a acrescentar. Ou melhor: quando o entusiasta e dinâmico organizador me fornecer o historial do que já se passou até agora, quase confidencialmente (pelo menos eu não sabia de nada, e habito cá no bairro), acrescentá-lo-ei "a posteriori". 

quarta-feira, março 06, 2013

Comic Jam (nº 50)


A brincadeira gráfica "cadáver esquisito" em forma de prancha de banda desenhada continua, sempre imprevista, a ser realizada mensalmente na Tertúlia BD de Lisboa.

Claro que as condições em que é efectuado este "comic jam" não é confortável para os seus participantes, de forma alguma, visto que o bloco de desenho formato A4 é, a maior parte das vezes, colocado entre pratos, o que não representa, notoriamente, um exemplo de facilidade para os respectivos colaboradores.

Mas os autores de BD, sempre presentes em grande número nesta tertúlia bedéfila, nunca se esquivam a colaborar.  O meu problema, por vezes, é não ferir susceptibilidades na escolha que faço, a qual, incidindo apenas sobre seis dos ilustradores participantes, deixa de fora, forçosamente pelo menos outros tantos.

Desta vez, a colaboração esteve a cargo dos seguintes:

Machado-Dias .............................................................................. Álvaro (2 vinhetas)
Horácio .......................................................................................... Pepedelrey
João Sequeira .............................................................................. Pedro Cruz

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Os visitantes interessados em verem os 50 "posts" anteriores deste tema, poderão fazê-lo com um simples clique no item Comic Jam visível no rodapé

domingo, março 03, 2013

Tertúlia BD de Lisboa - Ano XXVII - 345º Encontro - Março 2013




Vai ser homenageado pela Tertúlia BD de Lisboa, na sua edição nº 345, de 5 de Março, um homem que tem tido uma actividade multifacetada na BD, e que se chama: Jorge Machado-Dias.

Começou por escrever argumentos para serem transformadas em banda desenhada por Victor Borges, mais tarde começou ele mesmo a realizá-las sozinho, executando "a solo" as duas componentes principais da BD,  argumento e desenhos. A certa altura editou fanzines, depois criou uma editora e passou a editar revistas de estudos e crítica de BD, e actualmente tem uma livraria online. Mas o que ele quer mesmo é voltar a ser autor completo de BD, e em breve o fará.

Mas nada melhor do que ser ele próprio a a fazer a sua biografia. Ei-la:




 
Nota: Na realidade, estas duas páginas (1ª e última) fazem parte de um caderno de quatro, que serão distribuídas durante o encontro da tertúlia.
O texto completo, pela correcta ordem, está aqui por baixo.



E, agora eu, bloguer e organizador da Tertúlia BD de Lisboa, sublinho que as últimas linhas da autobiografia de Machado-Dias representam uma autêntica confissão pública: 

A razão porque digo acima que o BDjornal nº 30 pode ser o último (mas não levem isto muito a sério), é porque quase a completar 60anos de vida, quero voltar ao início, à banda desenhada ela própria. Quero voltar a construir histórias e desenhos.
Jorge Machado-Dias
...................................................................
As imagens que ilustram a presente  postagem representam partes de bandas desenhadas de Machado-Dias (de cima para baixo, conforme as indicações do próprio autor):

1 - Única prancha de Valeria Messalina
2 - Página de "O Regresso de Valentina - Um tributo a Guido Crepax", fanzine Eros nº 10, edição de Geraldes Lino, Dezembro de 2007
3 - Página de "Corpo a Corpo", BDVoyeur # 1, Pedranocharco Publicações, Outubro de 2006.
.................................................................
Lista de presenças neste 345º Encontro da TBDL

(Lista elaborada a posteriori e susceptível de ter faltas de nomes; por isso agradeço que quem notar alguma, envie comentário):


1. Afonso"Delrey"
2. Álvaro
3. Ana Vidazinha
4. Bárbara Carvalho
5. Catarina Cruz
6. Filipe Duarte
7. Geraldes Lino
8. Helder Jotta
9. Hugo Teixeira
10. Hugo Tiago
11. Inês Ramos
12. João Leal
13. João Sequeira "JAS"
14. João Vidigal
15. José Abrantes
16. José Pinto Carneiro
17. José Victor
18. Machado-Dias (Homenageado)
19. Margarida Marcos Moura (nascida a 7 Dez. 2012, a mais nova "tertuliana" de sempre, filha da Petra)
20. Miguel Ferreira
21. Moreno
22. Nuno Duarte "Outro Nuno"
23. Pedro Bouça
24. Pedro Cruz
25. Pedro Ribeiro Ferreira
26. Pepedelrey
27. Petra
28. Rechena
29. Rui Domingues
30. Sá-Chaves
31. Sandra Oliveira
32. Susana Marinho       

Os visitantes interessados em ver as anteriores postagens deste tema poderão fazê-lo clicando no item Tertúlia BD de Lisboa, incluído em rodapé