quarta-feira, maio 24, 2017

Exposição Spray Works - BD e Ilustração no Porto


Xavier Almeida tem editado o fanzine Violência Electro-Doméstica preenchendo-o com bandas desenhadas de que é o autor gráfico, sob argumento de um amigo que usa o pseudónimo "Pato Bravo", por trás do qual está o músico B-Fachada, também pseudónimo, claro.

Entretanto, o ilustrador/autor de BD (e arquitecto, já agora) Xavier Almeida tem feito inusitadas experiências gráficas relacionadas com ilustração e BD usando sprays, daí o título da exposição prestes a inaugurar, Spray Works.

Com a devida vénia, reproduzo o texto do autor (escrito na 3ª pessoa): 

Spray Works surgiram primeiramente para resolver um problema: rapidez e identidade na produção dos cartazes das sessões semanais Estrela Decadente (Graça, Lisboa). Isso foi no início de 2016 e até agora foram desenhados mais de 60 cartazes (com dimensões aproximadas do A0). 
Contudo essa investida rapidamente se ramificou para outras áreas e de repente passou a ser uma das técnicas favoritas de Xavier Almeida, que começou a explorá-la em trabalhos de desenho, de banda desenhada e acção/instalação. 
O resultado são trabalhos densos e espontâneos; onde o spray passou a ser personagem secundária; existe apenas para um fim, uma imagem. Spray Works.
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Exposição individual de  Xavier Almeida
Inauguração: Sábado, 27 de Maio, 18h
Encerramento: 10 de Junho
Galeria Sol
Rua Duque de Loulé, 206/208
Porto
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XAVIER ALMEIDA

Autobiografia na 3ªpessoa

Xavier Almeida (1980, Ovar) vive e trabalha actualmente em Lisboa. 
Em 2008 foi nomeado para o Young Illustrator Award e, consequentemente, expôs no Illustrative em Zurich; ganhou o Prémio Design Briefing na categoria de Multimédia, com o separador de animação para a MTV Portugal. 
Entre 2007 e 2010, realizou o mestrado clássico com o tema "Arquitectura e manifestações artísticas não-institucionais no espaço público urbano", sob orientação de Pedro Bandeira e Joana Pimentel e com a participação de Álvaro Siza, Pedro Gadanho e Pieter Bannenberg (NL Architects). 

É seleccionado para os Jovens Criadores ’09 onde obtém o prémio na área de ilustração. Ainda em 2009 recebe o 1º prémio na categoria Motion Graphics, no Festival Internacional de Cinema de Animação Digital de Beja (Animatu) com o videoclip "At the dance"; e trabalha como assistente de artista no Atelier Van Lieshout em Roterdão, Holanda. 
Colaborou com a artista Fernanda Fragateiro entre 2010 e 2014. Em Março de 2011 publicou o artigo "I Love Espaço Público" na revista Arq/A e em Agosto foi artista residente em Copenhaga - Christiania Researcher In Residence (CRIR). 
Desde 2012 que colabora em ilustração com a revista online The Rumpus com base em São Francisco, EUA.
Expõe regularmente desde 2010, principalmente em Lisboa, com passagens pelo Porto, Aveiro, Évora, Faro, Sevilha, Zurique e Londres. Conta com uma exposição censurada pela Casa Independente (Lisboa) em 2013 relativa à Novela Pornográfica. 
Realizou video-clipes para B Fachada, Carlos Bica, LAMA e Hint (UK).


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terça-feira, maio 23, 2017

Lançamento do álbum Cockman na Biblioteca Municipal da Amadora




Cockman - As Aventuras de Alves Ramos e do Príncipe Qem-Éq, o Super-Herói do Quebec é o título do álbum de banda desenhada, da autoria de John River, cuja apresentação pública vai ter lugar hoje, 23 de Maio, pelas 18h00, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, na Amadora.(*)
Se não estou em erro, é a primeira vez que acontece este tipo de evento naquela biblioteca, dando-se assim início a um novo género de iniciativas, embora me cause alguma estranheza que a apresentação de uma obra de BD não seja feita na Bedeteca da Amadora, que funciona no mesmo edifício.

Dois pormenores: John River é o pseudónimo de João Ribeiro, e o lançamento refere-se ao Episódio I, sabendo-se já que o próximo terá por título "Spartalves".

(*) Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos
Av. Conde Castro Guimarães, nº6
Amadora
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domingo, maio 21, 2017

Webcomic editado em Inglaterra - Autor: Carlos Páscoa







Carlos Páscoa é um ilustrador autor português de BD que tentou trabalhar em Inglaterra, onde esteve a partir de 2013, naquilo que ama fazer: banda desenhada. Em certa medida, conseguiu: trabalhou ao lado de David Lloyd e colaborou em dois webzines, o Reads (nº4) e no Aces Weekly, volumes 7 e 17.

Para se aquilatar do talento de Carlos Páscoa, basta analisar as pranchas reproduzidas no topo do post. Veja-se também a foto em que ele aparece ao lado de David Lloyd, famoso desenhador britânico que com o argumentista Alan Moore, foi, como se sabe, co-autor da conceituada obra V for Vendetta (V de Vingança).
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CARLOS PÁSCOA

Síntese autobiobibliográfica na 3ª pessoa


Nasceu em Beja, em 1977, e descobriu muito cedo que gostava de desenhar. Desenhou sempre peças soltas, ilustrações de heróis e vilões imaginários, até ao ano de 1995, quando integrou o Atelier de Verão de Ilustração e Banda Desenhada da Casa da Cultura de Beja (na altura já coordenado por Paulo Monteiro), onde fez a sua primeira história para um fanzine. No ano seguinte, integraria o Atelier Permanente de Ilustração e Banda Desenhada, que posteriormente viria dar origem ao Colectivo Toupeira.  Participou em muitos dos fanzines do Colectivo, bem como em numerosas exposições, e também nos festivais de BD de Beja, Moura e Amadora.
Integrou também o Colectivo Zona, e colaborou em algumas das suas revistas, nomeadamente na Zona Gráfica, Zona Gráfica 2, Zona Negra 2 e Zona Nippon. Teve, também, uma participação fugaz na revista Cais, em conjunto com André Oliveira.
Em 2013 mudou-se para Londres, e durante o tempo em que lá residiu, publicou pela Avery Hill Publishing na revista Reads#4, e na Aces Weekly, volumes 7 e 17.
Actualmente encontra-se de regresso a Portugal, onde trabalha como freelancer nas áreas de ilustração e design gráfico, e continua a produzir BD.
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O presente blogger permite-se acrescentar duas colaborações em fanzines não mencionados nesta autobiobibliografia de Carlos Páscoa : "O Temporal" (in Tertúlia BDzine, fanzine da Tertúlia BD de Lisboa, nº duplo 144-145, Dez.2009) e Corto Maltese no Século XXI  - "O Vazio" (in fanzine Efeméride nº5, Julho de 2012).

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sexta-feira, maio 19, 2017

Santo António em Portalegre


Apesar de poucas vezes se relacionar Portalegre com a BD, aí está, repentinamente, um evento bedéfilo que vai ter lugar no dia 21 de Maio, no Centro de Artes do Espectáculos daquela cidade alentejana: a vida de Santo António, passada a banda desenhada por José Garcês, editada recentemente em álbum.

A obra vai ter um lançamento com a dignidade que merece, e será apresentada pelo ilustre portalegrense Professor António Martinó, grande especialista de BD.

Local: Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre
Praça da República, nº39
Portalegre
Dia e hora: 21 de Maio de 2017, às 18hoo 
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terça-feira, maio 16, 2017

Porto na BD - Port-The Adventure of a Great Wine // Porto - A Aventura de um Grande Vinho


 
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Mostrar a história do vinho do Porto através da banda desenhada é com certeza uma boa ideia, concretizada num álbum em língua inglesa, e simultaneamente noutro igual no nosso próprio idioma.

Esta iniciativa editorial aconteceu em 1997, ou seja, há vinte anos, com texto de António Luís Ferronha passado a BD por Júlio Gil

Como sempre acontece neste género de banda desenhada, não há vestígios de trama ficcional, e as legendas didascálias são meramente descritivas, complementadas com imagens a maior parte das vezes apenas vagamente sequenciais. Mas indubitavelmente constituem obras úteis na divulgação de diversos temas, neste caso a actividade vitivinícola do Douro, que tem início em tempos imemoriais, muito antes da romanização. Em época posterior, "na Idade Média, os conventos da Ordem de Cister, como Salzedas, Tarouca e S. Pedro das Águias, cultivam a vinha em grandes propriedades no Vale do Douro".

Através da leitura/visionamento desta obra de cariz didáctico, fica a saber-se que o Tratado de Methuen, assinado em 1703, consolida a posição deste vinho de Portugal nos mercados de Inglaterra. Mas em 1754, os ingleses decidem não comprar vinhos na região do Douro, a qual entra em crise. Para a solucionar, os mais importantes agricultores durienses propõem ao primeiro ministro Sebastião José de Carvalho e Melo a criação de uma companhia reguladora. O futuro Marquês de Pombal aceita a ideia, e em 10 de Setembro de 1756 institui a Companhia Geral da Agricultura dos Vinhos do Alto Douro.

A banda desenhada tem vinte e oito pranchas, realizadas com o traço elegante que caracterizou aquele ilustrador/autor de BD, constituindo uma obra muito interessante, completada por uma breve cronologia que se inicia no Séc. XX a.C., com vestígios de graínhas de vitis em estações arqueológicas na região duriense, e continua no Séc. IV d.C., como se deduz pelos vestígios de um lagar («torcularium»), fragmentos de recipientes («dolia») e outros vestígios do «castellum» da Fonte do Milho (Concelho da Régua), atestando o cultivo da vinha e a vinificação na época romana.    
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JÚLIO GIL 

Síntese biobibliográfica

Júlio Coelho da Silva Gil, 1924, Lisboa. Arquitecto de formação, fez bandas desenhadas para Jornal da MP (2ª série), Camarada, Lusitas, Fagulha, e em livros didácticos para o ensino técnico, designadamente um intitulado Leituras.
Num panorama pouco fértil no que respeita a heróis de BD, Julio Gil criou o herói Chico, para o qual escreveu os argumentos e realizou os desenhos sequenciais dedicados a cinco episódios: Chico e o Castelo Espanhol, Chico e as Jóias Roubadas, Chico e o Campeão Desaparecido, Chico e o Tesouro de Brés, Chico e o Ídolo. 


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