Agarrar em poesia de Paul Verlaine e ilustrá-la por imagens sequenciais de grande beleza, eis a tarefa conseguida de Sko Nihil Vo, pseudónimo de jovem autor português, que contou com o apoio de Hugo de Sousa, na sensível mancha cromática.O resultado pode ter chegado às mãos de alguns milhares de leitores do 90º número do semanário Mundo Universitário, editado a 17 de Dezembro. A próxima banda desenhada, da autoria de Hugo Teixeira, só irá sair em 7 de Janeiro de 2008, isto porque o MU suspende a publicação durante as férias de Natal e Ano Novo. De facto, para que se publicaria um jornal, com distribuição gratuita nas universidades, se elas estão vazias?
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Por trás do pseudónimo Sko Nihil Vo esconde-se o talentoso André Gomes (aliás, André Francisco Amaral Gomes), nascido em Vila do Conde a 8 de Novembro de 1979, residente em Póvoa de Varzim. Possui o curso de caracter geral - Artes (1998), curso técnico-profissional de teatro de formas animadas e conservação do património (2002).
No que se refere a distinções obtidas na BD, teve menção honrosa num concurso realizado em Matosinhos (1998) com a bd "Necrófilo vacuofóbico-Cefalagia", publicada depois no fanzine The Gates of Ur (1999). Ainda no capítulo dos fanzines, foi co-editor de um estranho "Fósforo", e teve duas ilustrações, em 1998, num outro chamado Bode (os fanzines são espaços de liberdade que permitem a imaginação sem peias dos seus editores...). Foi galardoado com o prémio Concelho no Concurso Internacional de BD da Póvoa de Varzim (1995).
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A montra da banda desenhada portuguesa que tem sido o semanário Mundo Universitário corre as persianas por um breve lapso de tempo. Vale a pena ver o que nele foi mostrado nestes três anos de publicação ininterrupta, assim como se fosse folheado um álbum colectivo. Para tal basta clicar na coluna Arquivo do blogue, nas datas abaixo indicadas.
Dez. 16 - Pepedelrey
" 8 - Relvas
" 1 - Phermad
Nov. 25 - Nuno Saraiva
" 23 - Algarvio (Alexandre Algarvio)
" 18 - José Pedro Costa e Arlindo Fagundes
" 11 - Derradé
Out. 31 - Agonia Sampaio
" 25 - Manaças (Pedro Manaças);
" 16 - Álvaro
" 12 - Pedro Alves
" 10 - Lam (João Lam)
" 3 - Autores: Ricardo Reis, Cristiano Baptista e André Oliveira
Set. 25 - Autor: Antero Valério
Agosto, 14 - Gui e Joca
" 13 - Joba e ML
Julho 12 - Luca
Junho 4 - Esgar Acelerado
Maio 31 - Algarvio
" 28 - Ricardo Cabral
" 14 - José Carlos Fernandes
" 12 - Filipe Andrade (desenho), Filipe Pina (argumento)
" 1 - Vasco Gargalo
Abril 24 - Zé Manel
" 18 - Arlindo Fagundes (arg. e desenho), José Pedro Costa (cor)
Março 30 - Pedro Nogueira
" 23 - José Lopes
" 16 - Zé Paulo (MU nº 60)
" 7 - Lam (MU nº 59)
" 1 - Ricardo Correia (desenho), André Oliveira (arg.), Ana Maria Baptista (colorido)
Fev.12 - Pedro Zamith
" 7 - Nazaré Álvares
" 7 - Marco Mendes
Jan. 23 - Ângela Gouveia
" 16 - Filipe Goulão
2007 - (lista acima)
Dez.6- A.Rechena
Nov.28 - José Lopes
" 21 - Pedro Alves
" 14 - Nuno Saraiva
" 8 - Pedro Morais
Out.31 - Ricardo Ferrand
" 24 - Algarvio
" 17 - Ricardo Cabral
" 11 - Álvaro
" 5 - Pedro Massano
Set.27 - Derradé
" 24 - Nuno Saraiva
Ainda em 2006, mas após as "férias grandes" (entre 8Jun. e 24Set, lapso de tempo em que o MU não foi editado), a lista de colaboradores vê-se daqui para cima
Jun.8 - Estrompa
Maio 31 - António Valjean
" 24 - Pedro Nogueira
" 20 - Zé Manel
" 16 - Ricardo Cabral e Jorge Cabral
" 12 - Pepedelrey
" 4 - J.Mascarenhas
Abril 5 - Cheila
Março 29 - Pedro Manaças
" 20 - Júcifer (Joana Figueiredo)
" 15 - Pedro Nogueira
Fev.14 - A.Rechena
" 8 - Derradé
Jan.19 - Pedro Alves
2006 (lista acima)
Dez.12 - Álvaro
Nov.24 - Luís Valente
" 15 - Paulo Marques e Bruno Silva
Out.28 - Fritz
" 13 - Francisco Sousa Lobo
2005 (Lista acima).
Neste ano houve mais autores publicados no MU, mas cujas pranchas não foram reproduzidas aqui no blogue)

E, pela primeira vez, a forma de arte escolhida foi a da Banda Desenhada, pese embora à opinião expendida por Teresa Machado, vereadora da Cultura da autarquia figueirense, que defende a ideia de que a BD não é um género literário. Sim, de facto trata-se de uma forma de expressão artística que comporta um tipo de linguagem mista, verbo-icónica, ou seja, expressa-se pela simbiose da componente literária com a da imagem.
















Inicia-se aqui uma banda desenhada em apenas duas pranchas, cada uma delas ocupada por imagem única (vinheta-prancha), em que o autor (Marco Mendes), usa uma das usuais e inteligentes convenções da BD, que é a de indicar que o falante está fora do campo visual. Percebe-se isso pelo facto de o apêndice do balão-fala apontar para fora da vinheta.
Termina a curta banda desenhada com esta segunda vinheta-prancha, em que a personagem feminina (a também ilustradora Lígia Paz, muito bem retratada), sem tirar os olhos do écrã, termina o diálogo com uma ironia cúmplice, retorquindo:


Mais imagens da obra inédita Le trésor du vice-roi, elaboradas para a editora Glénat, após a publicação, por aquela editora francesa, de dois tomos da obra Le deuil impossible, dedicados ao rei D.Sebastião.








