sexta-feira, novembro 12, 2010

Exposições BD avulsas (III)







A obra em álbum Odivelas em Banda Desenhada deu origem à exposição de BD sob o título "Odivelas Um Concelho Com História", patente num espaço baptizado, com originalidade, de Átrio de Exposições, no edifício da Junta de Freguesia da Pontinha.
Inaugurada no passado dia 2 do corrente Novembro, estará visitável até ao próximo dia 26, no citado espaço, com horário de funcionamento até às 17h30.
A exposição integra a banda desenhada completa, vinte e quatro pranchas originais - não cópias ou reproduções digitais, como agora começa a ser usual - pintadas a lápis de cor (algo pouco visto na BD portuguesa), tantas quantas compõem o álbum, editado em Novembro de 2000 pela Comissão Instaladora do Município de Odivelas.
A banda desenhada tem por autor gráfico Paulo Rijo (Paulo Jorge Ferreira Rijo), distinguido com o 1º Prémio do Concurso de Banda Desenhada do Festival Internacional de BD da Amadora/1999.
O argumento é da autoria de Maria Máxima Vaz, licenciada em História e com Mestrado em História Contemporânea, daí o rigor que emerge do texto. Com início na descrição dos povos nómadas que povoaram, há cerca de 500.000 anos, o território do actual concelho de Odivelas, acompanhamos pela banda desenhada a vida desses habitantes primevos que construiram dólmens ou antas, de que ainda existem vestígios, como acontece com a anta das Pedras Grandes (bairro do Casal Novo) e anta das Batalhas (próxima da Ponte da Bica) ambas monumentos nacionais por decreto-lei de 27 de Março de 1944 (a BD pode ter finalidades didácticas, é o caso).
As imagens e a leitura das legendas fazem-nos ir avançando no tempo: passamos pelas lutas das populações autóctones contra os romanos - de cuja presença na região há vestígios comprovativos -, encontramo-nos com a figura majestosa do rei D. Dinis, primeiro monarca nascido em Lisboa,visitamos o singular monumento do "Senhor Roubado", uma narrativa sequencial em doze painéis de azulejos, que conta a profanação e roubo na Igreja Matriz de Odivelas, pelo que o presumível autor foi supliciado e enforcado, cenas que igualmente constam da peça - muito danificada, infelizmente -, que existe ao fundo da calçada de Carriche, entrada do concelho de Odivelas.
Abarcando todos os episódios relatados, a banda desenhada e, por conseguinte, a exposição, isso faz com que o evento apresente motivos de interesse para a população local, mas também para aqueles bedéfilos que, tal como este escriba/bloguista, gostam de acompanhar e apoiar as iniciativas que tenham por fulcro a Banda Desenhada.
Um pormenor a finalizar: as pranchas da BD, pertença da Câmara Municipal de Odivelas, foram cedidas por esta autarquia à Junta de Freguesia da Pontinha, pertencente àquele concelho.
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Imagens no topo da postagem (de cima para baixo):
1 - A prancha inicial introduzindo o visionador no ambiente primitivo dos povos nómadas que viveram no território hoje constitutivo do Concelho de Odivelas
2 - Imagem idealizada e algo destoante das lutas dos povos autóctones que lutaram contra os romanos (aquele cavaleiro com franja à príncipe Valente, vale apenas pela dinâmica...)
3 - A figura imaginária do rei D. Diniz, e o mosteiro que mandou construir em Odivelas para as freiras da Ordem de Cister
4 - Recriação em desenho dos painéis em azulejo referentes ao monumento do "Senhor Roubado"
5 - Recriação em desenho dos painéis em azulejo referentes ao monumento do "Senhor Roubado"

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Os leitores da presente postagem interessados em ver as duas anteriores dedicadas ao mesmo tema podem fazê-lo clicando na etiqueta "Exposições BD avulsas" colocada no rodapé

terça-feira, novembro 09, 2010

Livros sobre BD - Os meus livros (VI)








Sociologia das Histórias aos Quadradinhos foi o primeiro livro a estudar a Banda Desenhada publicado em Portugal, em 1970.
Da autoria de Jacques Marny, o título original é Le Monde Étonnant des Bandes Dessinées, e a ficha técnica conta como editora no país de origem as Éditions du Centurion, Paris, sendo a obra datada de 1968.
Surpreendentemente, pouco tardou que fosse traduzida em Portugal, talvez graças ao interesse manifestado pela geração de entusiastas da BD na época, que quase tinha aprendido a ler com as revistas Mosquito, Diabrete, Cavaleiro Andante, Mundo de Aventuras, Jacto, Tintin e outras, que existiram nos espaços de tempo intercalares, ou até em simultâneo.
A existência, na tradução do livro, da expressão tradicional "Histórias aos Quadradinhos", deve-se talvez ao facto de a (então) novel definição "Banda Desenhada" ainda só ter sido introduzida recentemente - meados da anterior década de sessenta - no vocabulário português, pese embora o facto de a obra original relacionar o conteúdo com as "bandes dessinées".
Não faço ideia se a tradutora, Maria Fernanda Margarido Correia, seria uma conhecedora do assunto. O que me parece - mesmo não conhecendo a edição original - é de que se trata de uma razoável tradução (adaptação, em alguns casos, às expressões da língua portuguesa, como é o caso do título, ou liberdades linguísticas, como seja traduzir t-shirt por "camisa de golfe"), feita para a portuense Livraria Civilização.
Um pormenor que valoriza o livro, logo à entrada, é o prefácio de (imagine-se) René Goscinny. E que diz ele?
"Ah! O que se disse, o que se escreveu sobre as histórias aos quadradinhos! Defendida por uns, desdenhada por outros, atacada, respeitada, analisada, estudada, repudiada, admirada, vilipendiada, a história aos quadradinhos tornou-se suficientemente importante para ter as honras das iniciais: ela tornou-se a H.Q. (...)"
Se na tradução estivesse banda desenhada e BD, em vez de histórias aos quadradinhos e HQ (digo isto à revelia de amigos meus que respeitam essa antiga nomenclatura), o texto poderia ter sido escrito hoje, quarenta anos passados.
Também as referências a nomes sonantes de intelectuais franceses - Francis Lacassin, estudioso da BD, e Evelyne Sullerot, socióloga -, e aos primeiros eventos internacionais aqui apresentados como congressos, Bordighera em 1965, e Lucca em 1966 (ambos em Itália), como suportes de prestígio, poderiam ser hoje apresentadas como argumentos a favor da Banda Desenhada.
O livro divide-se em numerosos capítulos, de que destaco os seguintes:

As grandes etapas
Os subtítulos são esclarecedores: "A pré-história", "Os verdadeiros começos", "O período de adaptação", "A explosão das histórias aos quadradinhos", "A história aos quadradinhos reencontra a sua aspiração".
Em alguns destes capítulos há afirmações discutíveis, hoje em dia, comparando com os pontos de vista de outros investigadores. Por exemplo: nesta obra é dada como ponto de partida para a existência da BD as imagens de Épinal, datadas de 1820. Apesar de a discussão acerca da origem da banda desenhada ser infindável, é mais consensual considerar os álbuns editados pelo suiço Rodolphe Töpffer, com as suas próprias bandas desenhadas, sendo a Histoire de M. Jabot, publicada em 1833, forte concorrente a essa categoria.
Aliás, bastantes páginas mais à frente, é feita parcialmente justiça a Töpffer, mencionado como um dos antepassados da arte, que alguns franceses classificaram de nona.
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Incursão pela pré-história
"Os primórdios das histórias aos quadradinhos remontam à noite dos tempos... Não as faziam os homens das cavernas, quando se metiam nas entranhas da terra e cobriam as paredes com bisontes e renas a galope? Mais perto de nós, os hieróglifos retratavam, sobre os túmulos reais de Tebas, a vida dos faraós desaparecidos.
Não será a maior banda desenhada (*) do mundo a Tapeçaria de Bayeux, que conta, ao longo de setenta metros de sequências sucessivas, a epopeia dos cavaleiros normandos? E esquecemo-nos de mencionar a coluna de Trajano, dum imenso requinte, que inventou a banda desenhada(*) em espiral, cuja técnica parece nunca mais ter sido retomada! (..)"
Num pedaço de madeira gravada, de 1370 (a Tábua Protat), um centurião romano levanta um dedo na direcção da cruz (...) e curvado para a frente, declara: Vere filius Dei erat iste "sim, na verdade este homem era o filho de Deus". Da sua boca sai, qual graciosa voluta, um filactério, antepassado do "balão" das histórias aos quadradinhos modernas".
Deste modo, no decurso dos séculos, e a pouco e pouco, nasce uma nova forma de expressão. Com efeito, se juntarmos:
-a sucessão de sequências da Tapeçaria de Bayeux,
- o filactério da tábua Protat,
obteremos os dois componentes principais da banda desenhada (*).
A história da banda desenhada (*) provém do encontro destes dois elementos, ou, dizendo doutra maneira, é a relação dinâmica entre a imagem e o texto (...)"
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O perfume da terra ou a tradição francesa
"Entre 1934 e 1939 a França viu-se submersa por histórias aos quadradinhos americanas ou italianas.
A produção nacional esfalfava-se a imitar-lhes o ritmo, enquanto a organização americana, perfeitamente rodada, estava à altura de atacar os mercados estrangeiros. Cada história, já amortizada no país de origem graças a um sistema de revenda a cadeias de jornais, ficava por um preço sete ou oito vezes inferior ao das histórias francesas, como escreve Sadoul (...)".
O mesmo cenário se observa em Portugal, digo eu agora. Quando alguém barafusta pelo preço elevado a que se vendem os álbuns, desde há muitos anos que aponto este motivo, igualmente válido para as edições portuguesas.
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Os Estados Unidos atacam
Neste capítulo fala-se de várias séries que se notabilizaram em França (não esquecer que o livro foi lá editado e é de um autor francês), designadamente a série onírica Little Nemo, a surrealista Krazy Kat, a poética Gato Félix, a satírica La Famille Illico (como foi baptizada em francês a série americana Bringing up Father, de Geo Mc Manus).
As grandes agências estado-unidenses King Features Syndicate e United Features Syndicate (muitas vezes traduzidas no livro erroneamente por "sindicatos", como se fossem Unions, amenizado o erro comum da tradutora pelo facto de aparecer entre aspas) encarregam-se da difusão destas grandes séries, quer pelos jornais americanos, quer pelas revistas europeias, o que permite aos autores de BD auferirem boas remunerações.
Além das séries americanas acima mencionadas, várias outras tiveram sucesso contemporaneamente em França (e noutros países europeus, caso de Portugal, embora bem mais tarde) como aconteceu com Winnie Winkle, da autoria de Martin Michael Branner, naturalizada pelos editores franceses que a baptizaram com o nome de Bicot, apresentada a 6 de Janeiro de 1924 no jornal Dimanche Illustré.
E não poderia faltar referência a uma personagem do calibre de Popeye, célebre pelo seu "doping" vegetariano de espinafres, criado em 1929 por Elzie Segar.
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Tintin, Haddock e o seu pai
(Um aparte: todos os títulos dos capítulos deste livro estão em caixa baixa, o que voltou a estar na moda gráfica... Não há nada de novo sobre a Terra...)
Num livro de escritor europeu sobre banda desenhada não poderia faltar um capítulo dedicado às personagens de Hergé.
Os números citados por Jacques Marny, referentes a 1970, impressionam: "800 personagens, 20 milhões de álbuns vendidos: o mundo de Tintin continua a ser um dos domínios encantados da aventura".
Neste capítulo, o escritor reproduz conversas com Hergé, que responde a uma pergunta sua: "Como é que vejo Tintin? Como um rapaz de quinze anos. Pelo menos, desde o princípio que lhe dei oficialmente esta idade. Agora vejo-o como um adolescente de dezassete anos."
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Tarzan, senhor da selva
"1929. Nos Estados Unidos é o ano de grande depressão económica, que desfaz fortunas dum dia para o outro, lança na rua milhões de operários desempregados (...) 1929 é também o ano em que aparece, na história aos quadradinhos, uma personagem com a promessa de uma carreira brilhante: Tarzan (...)"
"Adventure strip", eis o nome que os americanos dão a esta faceta da BD, que valoriza o realismo, explorada por dois mestres do desenho e da composição gráfica: Harold Foster - o iniciador da ainda hoje famosa série - e Burne Hogarth, o sucessor imediato.
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Vários outros capítulos são dignos de análise: "Panorâmica dos heróis das histórias aos quadradinhos"; "Dois nomes com prestígio: Alex Raymond e Milton Caniff"; "Quando as histórias aos quadradinhos se põem a pensar"; "Quatro passos no erotismo"; "Literatura de elite ou de ilota?"; "A história aos quadradinhos, produto explosivo".
Aqui fica, muito resumidamente, uma síntese desta obra que, não sendo exepcional, merece leitura atenta.
GL
(*) Curiosamente, a tradutora usa várias vezes a expressão "banda desenhada", abandonando a de histórias aos quadradinhos. Por motivos estilísticos, para evitar a repetição cansativa?

Ilustrações no topo, de cima para baixo:
1. Capa, por A. Baganha
2. Tapeçaria da rainha Matilde, em Bayeux
3. idem, idem
4. Popeye, criado em 1929
5. Personagens criadas por Hergé
6. Tarzan, de Burne Hogarth
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Título português: Sociologia das Histórias aos Quadradinhos
Título original: Le Monde Étonnant des Bandes Dessinées
Autor: Jacques Marny
Capa de cartolina a três cores, com dobras na capa e contracapa
Dim. 13x19cm
Nº de páginas: 128
Data da edição francesa: 1968
Data da edição portuguesa: 1970
Editora: Livraria Civilização
Rua Alberto Aires de Gouveia, 27
Porto
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Quem estiver interessado em ver as cinco postagens anteriores, consegue-o com facilidade, bastando para isso clicar sobre a etiqueta "Livros sobre Banda Desenhada - Os meus livros" que está visível no rodapé

sexta-feira, novembro 05, 2010

Autógrafos desenhados (XIV) - Azpiri

Nos festivais de banda desenhada, um dos aspectos que mais entusiasmam os apreciadores é a obtenção de desenhos autografados ou, no mínimo, de autógrafos nos álbuns, com dedicatória (daí que no Festival Internacional de Bande Déssinée de Angoulême essas sessões sejam chamadas de "dédicaces").

Como poderia eu resistir a esse entusiasmante apelo? Não resisti, obviamente, e desde há um pouco mais de trinta anos tenho-me mantido a aumentar essa preciosa colecção, o que levou o primeiro director da Bedeteca de Lisboa, João Paulo Cotrim, a convidar-me para eu comissariar uma exposição baseada nesse numeroso acervo. 

Recusei, por achar que, pelo facto de todos os desenhos terem dedicatórias dirigidas ao meu nome, daria azo a que os habituais maldizentes falassem em exibicionismo ou narcisismo...

Como estamos ainda no período de permanência do 21º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, vem a propósito mostrar o desenho autografado (ou "autógrafo desenhado", expressão que criei para esta rubrica) que me foi oferecido naquele evento amadorense por um autor cujo nome e obra me são familiares desde há muito, Azpiri.
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Azpiri, Alfonso

Azpiri, de nome completo Alfonso Azpiri Mejia, autor de banda desenhada, nasceu em Espanha, Madrid, em 1947.
O início do agora consagrado autor espanhol deu-se na revista Trinca em 1971, e no seu currículo constam colaborações em várias publicações espanholas da especialidade, designadamente Cimoc, 1984 e Comix Internacional; na italiana L'Eternauta; e nas americanas Heavy Metal e Penthouse Comix.
Nestas suas diversas participações ressalta a sua essencial tendência para três tipos de BD: a de temas fantásticos, a infanto-juvenil, e a que se dedica à vertente erótica.
Ao longo destes quase quarenta anos de actividade, Azpiri tem a seu crédito uma vasta produção:


1971 - "Dos fugitivos en Malasia" (revista Trinca, sob argumento de Sesén);
1978 - "Zephyd" (revista Cimoc, sob argumento de Cidoncha);
1979 - "Lorna y su robot", uma heroína a fazer lembrar "Barbarella", aparecida na revista Mastia, e mais tarde, 1981, na Cimoc. Apesar do título mencionar um robô, afinal eram dois, R2D2 e C3PO.
1980 - "Los Vagabundos del Infinito";
1982 - "Pesadillas" (revista 1984, sob argumento dele próprio);
1983 - "El Cómic Vivo" (na revista Comix Internacional, sob argumento próprio);
1984 - "Las Nuevas aventuras de Lorna y su robot" (Cimoc Extra Color);
1988 - "Mot" (bd destinada ao público jovem, publicada no El Pequeño País, suplemento do jornal espanhol El País;
1989 - "Storia d'Amore" (in L'Eternauta)
1991 - "Otros Sueños", a trabalhar sob textos de vários argumentistas;
1992 - "Reflejos" (in Cimoc, sob argumento de Juan Antonio de Blas);
1994 - "El bosque de Lump" (bd infantil no El Pequeño País, suplemento do jornal El País);
1994 - "Bethlehem Steele" (na revista Penthouse Comix), sob argumento de George Caragonne, Mark McClellan e Thornton;
1994 - "Reflejos" (revista Cimoc Extra Color, desta vez sob argumento próprio).
 


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As treze postagens anteriores dedicadas a este tema podem ser vistas através de um simples clique sobre a etiqueta "Autógrafos desenhados", que se vê no rodapé.
Se o fizerem terão oportunidade de ver desenhos improvisados de (por ordem alfabética):
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1. Aragonés
2. Carlos Roque
3. Enrique Breccia
4. Gary Erskine
5. John Buscema
6. Juan Cavia
7. Milo Manara
8. Moebius
9. Mordillo
10.Neal Adams
11.Quino
12. Solano López

quarta-feira, novembro 03, 2010

Comic Jam (26ª prancha)

Na Tertúlia BD de Lisboa improvisa-se banda desenhada, todos os meses.
Com alguma incomodidade, em cima da mesa onde acabam de jantar e lado a lado com prato e talheres, seis autores criam uma prancha, entre o início do encontro (20h) e o seu término (23h).
Aí está, no topo do "post", mais um Comic Jam, versão anglófona do bem conhecido "cadáver esquisito". O título inicial mantém-se, "O dia em que", apenas muda o nome do autor, que é sempre o Convidado Especial da TBDL.

Desta vez, os colaboradores foram (da esquerda para a direita, e de cima para baixo):

1. Miguel Mocho -------- 2. Nélson Martins
3. Pedro Alves ----------  4. Hugo Teixeira
5. José Abrantes -------  6. João Sequeira-JAS

Para uma primeira ampliação, todos os visitantes sabem que basta clicar em cima da imagem.
Talvez alguns não saibam é que, para aumentar essa ampliação inicial, tem de se passar outra vez por cima da imagem com o cursor que, desta vez, apresenta um ícone em forma de lente com o sinal + no interior, e clicar de novo
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Quem estiver interessado em ver as 25 pranchas anteriores poderá fazê-lo clicando no item "Comic Jam" visível no rodapé

segunda-feira, novembro 01, 2010

Tertúlia BD de Lisboa - 316º Encontro - 2 Nov.









Em cima:
Imagens de capas de bandas desenhadas sob argumento de Rachel Pollack
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Em baixo:
Imagens de banda desenhada sob argumento de Miguel Mocho








A americana Rachel Pollack é argumentista de banda desenhada, por isso pode considerar-se uma avis rara (mulheres a escreverem argumentos para desenhadores de BD podem contar-se pelos dedos...).
Como veio a Portugal por motivos profissionais - ganha a vida como especialista de Tarot - e só regressa a Nova Iorque na quarta-feira, tê-la-emos como Homenageada na Tertúlia BD de Lisboa.
No mesmo dia, e como Convidado Especial, estará presente Miguel Mocho, também na qualidade de argumentista - mera coincidência.
As regras que estabeleci para destrinçar entre Homenageados e Convidados Especiais baseiam-se na quantidade e importância editorial das bandas desenhadas realizadas, e da idade dos autores, visto que, com idades superiores a cinquenta anos
Aqui ficam sínteses biográficas de ambos, embora, como sabem os habituais tertulianos, será distribuida por todos uma folha A4 com a autobiografia respectiva.

RACHEL POLLACK
Rachel Pollack nasceu nos Estados Unidos da América, Brooklin, Nova Iorque, a 17 Agosto 1945.
Possui um grau académico em Inglês pela New York University, um mestrado em Inglês pela Claremont Graduate School, e deu cursos de língua inglesa na New York University.
Na Banda Desenhada tem colaborado como argumentista com vários desenhadores, sendo portanto co-autora de diversas obras de BD, designadamente:
Doom Patrol, fascículos nºs 64, 65, 66 e 67 para a Vertigo (1993-1995);
Brother Power de Geek, uma bd tipo "one shot" ;
Time Breakers ("limited series") - 2 of 6 (Feb.97) , 3 of 5 (Mar.97)
The New Gods, onze fascículos para a DC Comics, os primeiros cinco em co-autoria com Tom Peyer (1995/1996);
Tomahawk (Vertigo, 1998);
Genius, uma nova série que está actualmente a escrever.
Como ilustradora e taróloga (especialista em Tarot) fez ilustrações para as seguintes obras sobre esse tema: "Shining Woman Tarot Desk" (1992), e "Shining Tribe Tarot Desk" (1997).
Como escritora de ficção foi agraciada com várias Menções Honrosas e prémios de prestígio, entre eles o famoso "Arthur C. Clarke Award" de Ficção Científica (pela obra "Unquenchable Fire"), e o "World Fantasy Award" (por "Godmother Night", livro publicado em 1996), mas escreveu outros em datas posteriores, nomeadamente "A Secret Woman", em 2002.
Rachel Pollack veio a Lisboa como profissional de Tarot. Mas acabou por se ver inserida no meio da banda desenhada, onde também pertence, e estará na Tertúlia BD de Lisboa para ser a Homenageada de Novembro, enquanto argumentista de banda desenhada.

MIGUEL MOCHO
Miguel Mocho nasceu em Lisboa, a 19 Setembro 1971.
Obteve licenciatura em Arquitectura e exerce a profissão de arquitecto em Évora, onde reside. Além disso actua como músico e faz cenografias em peças teatrais.
Possui também habilitações em áreas ligadas ao Cinema.
Relativamente à realização de Banda Desenhada como argumentista ou eventualmente como desenhador, e edição de fanzines, Miguel Mocho tem a seu crédito o seguinte:
2003 - Co-edição (com João Sequeira-JAS) do fanzine "Apalpalhão Comix". Nele constam dois "cadáveres esquisitos", um intitulado Milu e Toni, Uma história de Amor, o outro, Sargonauta, sendo os desenhos de ambos, bem como o argumento.
Ainda neste ano fez o argumento e o "layout" para a bd Western a Cores, com desenhos de JAS.
2005 - Co-autoria, com JAS a desenhar e ele a argumentar, da bd Metamorfina, editada pela Bedeteca de Lisboa, que obteve a classificação de 4º melhor álbum nacional e 4º melhor argumento nacional, nos prémios Central Comics.
2007 - Fez argumento para Cátia Serrão e em 2008 para Richar Câmara, ambas as bedês para o magazine "Alçapão" (edição da Ordem dos Arquitectos - Delegação de Portalegre.
2009 - Co-editou com João Sequeira o fanzine "38special", sendo as bedês com argumento dele e desenhos de JAS.
2010 - Está a editar o "Sandes de Cebola", fanzine de artes visuais e de música. A bd Western a Cores feita em 2000 com argumento seu, é publicada em 2 de Novembro deste ano no fanzine "Tertúlia BDzine" (nº duplo 155-156).
Na mesma data foi o Convidado Especial da Tertúlia BD de Lisboa.
No que concerne a exposições, tem já um extenso currículo, iniciado em 1996 com a participação em eventos ligados à Pintura, ao Cinema e ao Teatro. Destaco apenas um que teve a ver com BD.
"Live Act" de banda desenhada e desenho (colectiva) na Feira do Livro de Lisboa, 1996.
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As imagens que ilustram esta postagem são as seguintes, de cima para baixo:

Parte respeitante a Rachel Pollack

1. Doom Patrol - Rachel Pollack, Richard Case, Stan Woch - nº 64 - Mar.93 DC Vertigo
2. Time Breakers - Rachel Pollack, Cris Weston - nº 1-Jan.97 DC Comics
3. Doom Patrol - Rachel Pollack, Richard Case, Linda Madley, Stan Woch - nº65-Apr.93 DC Vertigo
4. Doom Patrol - Rachel Pollack, Richard Case, Stan Woch - nº66-May 93 DC Vertigo
5. Doom Patrol - Rachel Pollack, Linda Medley, Graham Higgins - nº67-Jun.93 DC Vertigo
6. Capa de "Time Breakers", Rachel Pollack, Chris Weston - 2 of 6, Feb. 97
7. Capa de "Time Breakers", Rachel Pollack, Chris Weston - 3 of 5, Mar. 97

Parte respeitante a Miguel Mocho
(...e vale a pena ler as legendas, para as ampliar basta clicar sobre as vinhetas/prancha)
8. Capa do álbum Metamorfina (desenhada por Joõ Sequeira) nº 17 da colecção LX Comics
9. Página inicial (Esta manhã acordei e, ao sair da cama, verifiquei que arrastava ligeiramente o pé esquerdo (...)
10. Eram já horas de sair, mas toda aquela nova situação (...)
11. Não poderia aparecer assim no escritório (....)
12. Foi então que, ao passar pela cozinha, para o habitual café da manhã, se me prendeu o pé no armário (...)
13. Aquilo estava a enervar-me e, ao tentar reaver o meu pé, parti uma das três últimas sobreviventes de Brunello di Montalcino de 71 (...)
14. Quando a ira se afastou, a razão narrava-me o sucedido: o cutelo jazia no chão, junto a um resto de tecido das minhas calças e ao sapato ensopado em sangue (...)
Nota: Estes textos (incompletos) pertencem às primeiras cinco páginas de um álbum com vinte e nove.
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Lista do total de participantes neste encontro (28) e
respectivos nomes (informação adicionada "a posteriori"):
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1.Adelina Menaia; 2.Álvaro; 3.Ana Saúde; 4.Ana Vidazinha; 5.António Isidro; 6.Gastão Travado; 7.Geraldes Lino; 8.Helder Jota; 9.Hugo Teixeira; 10.Isabel Viçoso;
11.João Figueiredo; 12.João Monsanto;
13.João Sequeira "JAS"; 14. José Abrantes;
15.Manuel Valente; 16.Miguel Ferreira; 17.Miguel Mocho; 18.Milhano; 19.Moreno; 20.Nélson Martins;
21.Patrícia Freire; 22.Paulo Marques; 23.Pedro Alves;
24. Pedro Bouça; 25.Rachel Pollack; 26.Rui Domingues; 27.Sá-Chaves; 28.Simões dos Santos
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Quem estiver interessado em ver "posts" anteriores pode fazê-lo, para o que bastará clicar na etiqueta com o item Tertúlia BD de Lisboa que se vê no rodapé

domingo, outubro 31, 2010

Festivais, Salões BD e afins - (Amadora) 21º Festival Internacional - Prémios e Premiados










Obras e autores de banda desenhada que obtiveram os Prémios Nacionais de BD, outorgados no 21º FIBDA, anunciados na noite de sábado passado na sessão que decorreu nos Recreios da Amadora.
Troféu de Honra
António Gomes de Almeida
Argumentista, autor de várias obras (designadamente "O País dos Cágados", de que mostro a capa) em colaboração com diversos desenhadores, sendo Artur Correia o seu parceiro mais habitual, exactamente o desenhador da capa que se vê no topo deste "post"

Clássicos da 9ª Arte
Título: Mü. A Cidade Perdida - Personagem: Corto Maltese
Autor: Hugo Pratt
Edições ASA
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Os nomeados para este prémio foram escolhidos pelo júri, tendo em conta que as bandas desenhadas neles apresentadas foram originalmente editadas há mais de 10 anos, ainda que algumas só recentemente tenham sido recolhidas em álbum.
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Obras nomeadas (além da vencedora):
1. Astroboy; 2. Gaston 1 - Os Arquivos do Lagaffe; 3. História da Humanidade em Banda Desenhada - vol. II; 4. Lucky Luke - Tortilhas para os Dalton

Prémio Juventude
Título: Hans O Cavalo Inteligente
Autor: Miguel Rocha
Edições Polvo
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O resultado deste prémio é obtido através de votação feita entre os alunos da turma de Artes da Escola Secundária Seomara da Costa Primo, Amadora

Melhor Álbum Português
Título: Asteroid Fighters - O Início (tomo 1)
Autor: Rui Lacas
Edições ASA
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Álbuns nomeados (além do vencedor):
1. A Fórmula da Felicidade (Vol. 2); 2. BRK (Tomo 1); 3. Hans - O Cavalo Inteligente; 4. Mucha

Melhor Argumento para Álbum Português
Argumentista: Filipe Melo
Título: As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy
Editor: Tinta da China
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Argumentistas nomeados e respectivas obras (além do vencedor):
1. David Soares em "Mucha"; 2. Filipe Pina em "BRK" (tomo 1); 3. Nuno Duarte em "A Fórmula da Felicidade" (Vol. 2); 4. Rui Lacas em "Asteroid Fighters" (Tomo 1 - O Início)


Melhor Desenho de Autor Português
Desenhador: Filipe Andrade
Obra: BRK (tomo 1)
Edições ASA
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Desenhadores nomeados, além do vencedor:
1. Miguel Rocha ("Hans-O Cavalo Inteligente"); 2. Osvaldo Medina ("A Fórmula da Felicidade" - Vol.2); 3. Ricardo Cabral ("Israel - Sketchbook"); 4. Rui Lacas ("Asteroid Fihters" - T.1 - O Início)

Melhor Álbum Estrangeiro
Título: Os Passageiros do Vento (tomo 6) - A Menina de Bois-Caïman (livro 2)
Autor: François Bourgeon
Edições ASA (co-edição com o jornal Público)
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Álbuns nomeados, além do vencedor:
1. A Teoria do Grão de Areia (Tomo 2); 2. Animal Z; 3. Bórgia - T.3: "As Chamas da Pira"; 4. Bouncer - Tomo 5 - "O Fascínio das Lobas"

Melhor Álbum de Autor Português em Língua Estrangeira
Título: Célibataires
Autor: Nélson Martins
Editora: Joker Editions
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Este álbum foi o único nomeado
Melhor Álbum de Tiras Humorísticas
Zits - Paixão e Outros Usos para Hormonas em Excesso
Autores: Jim Borgman (desenho), Jerry Scott (argumento)
Editora: Gradiva Publicações
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Outro álbum nomeado além do vencedor:
1- Dilbert - "Cumprir Objectivos Vagos"

Melhor Fanzine
Título: Cadernos Moura BD (Tema: Fernando Bento)
Coordenadores: Carlos Rico e Luiz Beira
Editora: Câmara Municipal de Moura
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Fanzines nomeados, além do vencedor:
1. All-Girlz Banzai!; 2. Gambuzine (nº2); 3. Reject (nº3)

Melhor Ilustração para Livro Infantil
Título: O Homem que ia contra as Portas
Ilustrador: Richard Câmara
Everest Editora
.
Autores nomeados além do vencedor:
1. Kork Paul; 2. Nik; 3. Raquel Pinheiro
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Imagens no topo da postagem, de cima para baixo

Capas de:

.1. O País dos Cágados

2. Mü, A Cidade Perdida
.


3. Hans O Cavalo Inteligente

4. Asteroid Fighters

5. As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy

6. BRK - tomo 1

7. Os Passageiros do Vento (tomo 6) - A Menina de Bois-Caïman (livro 2)


8. Celibataires
.

9. Zits
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Numerosas postagens anteriores dedicadas a este tema podem ser vistas ao clicar na etiqueta "Festivais de Banda Desenhada e Prémios respectivos" visível no rodapé

terça-feira, outubro 26, 2010

Lisboa na Banda Desenhada (XIV)









Lisboa, enquanto cenário urbano, é um permanente desafio para os autores de banda desenhada. 

A francesa Aude Samama - que esteve no passado fim de semana no 21º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora - vem acrescentar uma desenhadora, o que é caso quase inédito, a essa extensa lista de autores que focam a capital portuguesa nas suas obras.

Lisbonne Dernier Tour, com desenhos de Samama e argumento do argentino Jorge Zentner, traça a biografia de um prestidigitador chamado Tosechi, que após atingir o zénite da fama acaba por resvalar para uma situação decadente. A concretização gráfica serve-se de um estilo pictórico próximo da pintura, atingindo grande beleza plástica.

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Aude Samama
.
Síntese biobibliográfica

 
Aude Samama, 1977, Paris.


Diplomou-se pela Escola Superior de Imagem, em Angoulême.
Em Portugal foi editado, em 2008, um álbum intitulado Amália Rodrigues, onde se incluiam dois cd's com fados complementados por uma bd em vinte pranchas, a cores, de género biográfico incidindo sobre a fadista, sendo texto e desenhos de sua autoria.
Bibliografia
"Lisbonne Dernier Tour" - edição de Les Impressions Nouvelles-2010
"Amália Rodrigues" - edição portuguesa de BDFado, pertencente à colecção BDWorld da editora francesa Nocturne-2008
"L'Intrusion" - Editora Rackham-2008
"Pasteur" - Editora Le Seuil Jeunesse-2007
"Bessie Smith" - Editora Nocturne, álbum com cd's, incluído na colecção BDJazz-2006
"En série" - Editora Frémok-2002

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Os interessados em verem as 13 postagens anteriores podem fazê-lo clicando sobre a etiqueta em rodapé que indica o item 
 Lisboa na Banda Desenhada

sexta-feira, outubro 22, 2010

Festivais, salões BD e afins - (Amadora) 21º Festival Internacional /2010









François Schuiten, Benoit Peeters, Alfonso Azpiri (europeus), Sean Gordon Murphy (norte-americano), autores de prestígio, Juan Cavia (*), o argentino desenhador de Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy, e Aude Samama (francesa, autora de Amália Rodrigues, uma bd em vinte pranchas a cores editada originalmente em França, com edição portuguesa em 2008)) são os autores estrangeiros de BD anunciados para o 21º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, que se realizará entre 22 de Outubro e 7 de Novembro.

Claro que haverá mais autores a participar no grupo dos forasteiros. Mas vamos por ordem de entrada em cena... :

Neste fim de semana, além dos mencionados) estarão ainda Seri Aoi (Japão) e Toshiki Nonaka (também Japão).
.No 2º fim de semana (30 e 31 de Outubro) poderão ser contactados os seguintes:

Angelos Pavlidis (Grécia), Juan Cavia (Argentina), Sean Gordon Murphy (EUA).

No 3º fim de semana, e último (6 e 7 de Novembro, dia em que termina o festival), teremos cinco autores de três países lusófonos:

Jô Oliveira (Brasil)

João Machado da Graça (Moçambique)
Zorito (Moçambique)

Olímpio Sousa (Angola)
Lindomar Sousa (Angola)
(Os irmãos Sousa têm em comum o Estúdio Olindomar e são os responsáveis pela organização do Festival Internacional de Banda Desenhada de Luanda)

Korky Paul (Zimbabwe)

Ao longo do período do festival haverá ocasião para contactar com estes, mas igualmente com bastantes portugueses, que registo em segundo lugar, não por menos consideração, mas porque estão sempre connosco, e também porque, no momento em que estou a escrever este "post", não possuo nenhuma lista elaborada pela organização e fornecida aos "bloggers", tenho apenas conhecimento dos autores representados em exposições.

Por esse motivo, descriminarei algumas dessas exposições que têm a ver com obras de autores portugueses, partindo do princípio que a maioria deles estará nos respectivos locais, ou a dar autógrafos no local reservado para o efeito.

Vejamos então os títulos das exposições e os autores participantes:

"É de noite que faço as perguntas"

Trata-se das imagens do making of do livro sobre a "História da 1ª República em BD" - narrativa ficcionada baseada em factos reais - por 6 autores de BD portuguesa contemporânea:

David Soares (autor do argumento),
e desenhos de

Richard Câmara,

Jorge Coelho,

João Maio Pinto,

André Coelho

Daniel Silvestre Silva


Richard Câmara
Não é BD, mas sim desenhos de mascotes da autoria do autor mencionado, a partir das personagens Quim e Manecas, de Stuart Carvalhais.

Luís Henriques e José Carlos Fernandes
Autores de "A Metrópole Feérica" (o primeiro a desenhar, o segundo a argumentar).
É muito provável que Luís Henriques esteja presente, mas quanto a J.C.Fernandes não acredito que venha à Amadora.

Cristina Sampaio
Já fez banda desenhada, iniciou-se bem na revista Visão (de BD, 1975/76), mas posteriormente dedicou-se em exclusivo a ilustrar nas páginas de jornais e agora estará representada na mostra "Canta o Galo Gordo", porque foi distinguido com o "Prémio Melhor Ilustração para Livro Infantil 2009"

Paulo Monteiro
"O Amor Infinito que te tenho e outras histórias"
Exposição homónima da obra em figuração narrativa, da autoria do autor mencionado

Os Caretos da República
Exposição de imagens criadas pelos caricaturistas/cartunistas
Pê (Pedro Ferreira)
Carlos Laranjeira
Ricardo Galvão
.

Punk Redux com O Menino Triste
J. Mascarenhas e a sua personagem tipo alter-ego estão representados numa exposição, onde se podem apreciar imagens para um novo episódio
.

Luís Diferr
Na Galeria Municipal Artur Bual, em plena sede da Câmara Municipal da Amadora, estará patente a exposição das notáveis ilustrações da obra "Portugal", da autoria do acima citado autor.
Contrariamente ao que já vi escrito, esta obra não pode ser considerada banda desenhada (não há a mínima sequencialidade entre as imagens), e também é erróneo que se afirme ser o texto escrito por Jacques Martin (mais grave ainda é classificar-se de argumento aqueles textos entre as ilustrações, e atribuir esse "argumento" a Jacques Martin, como alguém escreveu no "site" http://www.cm-amadora.pt/. Martin apenas escreveu o prefácio. Tal como as ilustrações, a componente literária é exclusivamente da autoria de Luís Diferr.

Bernardo Carvalho
Tendo sido distinguido com o Prémio Nacional de Ilustração 2009, este autor tem direito a uma mostra individual com poiso na Casa Roque Gameiro.

Roque Gameiro e Alberto de Sousa
Dois nomes grandes da Ilustração portuguesa estarão representados, no mesmo local acima citado, com obras classificadas como "Os Quadros da História de Portugal"

***
Falando ainda de exposições, note-se que a mostra central do evento, no Fórum Luís de Camões, é dedicada ao tema:

A I República na Génese da Banda Desenhada e no Olhar do Século XXI
constituída por BD, Caricatura, Cinema de Animação, em que se podem apreciar factos históricos que incluem a Amadora, na época importante núcleo republicano.
***
Em homenagem (digo eu) à vasta lusofonia, estará patente a mostra

A Nona Arte em Língua Portuguesa
onde estará representado o quarteto
Portugal, Brasil, Angola, Moçambique
com um autor por país. Quais?

Portugal - Nuno Saraiva
Brasil - Jô Oliveira
Angola - Lindomar Sousa
Moçambique - Zorito (desenhador), Machado da Graça (argumentista, velho conhecido dos leitores portugueses de BD, visto que foi quem escreveu o argumento da bd "Matei-o a 24", desenhada por Victor Mesquita, bd publicada incompletamente na revista de BD Visão, 1975/1976)

e pretende-se:

"(...) cujo trabalho seja revelador das particularidades da língua portuguesa falada em cada um deles (linguagem coloquial, termos e expressões locais, diferentes significados das mesmas palavras; etc.)

fim de citação do texto originado pelos responsáveis do CNBDI.
***
Como sempre acontece, haverá Cartoon no espaço Recreios da Amadora, dedicado aos temas:

-O 5 de Outubro na Imprensa Satírica Espanhola

e mostras dos seguintes cartunistas:

.Augusto Cid
.Vangelis Pavlidis
.Jean Plantu
.
O CNBDI, núcleo organizador, estará activo com a:
Exposição Comemorativa dos 10 Anos

Ao nível de contactos e conhecimentos com individualidades ligadas a eventos e instituições congéneres, convirá estar atento aos seguintes convidados:

Adam Rádon e Ewa Stepien
são apresentados no folheto distribuído pelo CNBDI na conferência de Imprensa como "director do Festival Internacional de BD de Lodz - Polónia"; não me parece muito claro, mas presumo que se estejam a referir a Adam Rádon

Kei Suyama - Profª de Animê (Japão)
(a representar o cinema de animação japonês),
mais os seguintes elementos (que não têm qualquer indicação acerca das suas funções):
Kim Hakhyum (Japão)
Naoki Shimaya (Japão)

Pili Muñoz (directora da Maison des Auteurs - França (Angoulême)

Sonia Luyten (investigadora brasileira, autora de um estudo sobre mangá)

Alamberg (presidente da Fundação Casa Grande - Cariri - Brasil)

Claudio Curcio (director em Itália do Festival Internacional de BD de Nápoles, como indica no folheto).
Na realidade, intitula-se "Napoli Comicon - Salone Internazionale del Fumetto", e a sua XIII edição terá lugar entre 29 de Abril e 1 Maio de 2011. Virão cá espreitar alguma exposição de autor(es) português(portugueses)?

Lindomar Sousa - Editor (juntamente com seu irmão Odílio) da revista Cabetula, autor de BD, director do "Festival Internacional de Banda Desenhada de Luanda"
***
Last but not the least
O autor do divertido cartaz do festival (a utilizar a linguagem sinalética das bandeiras, não sei se o sistema tem algum nome especial) é:
Richard Câmara
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Autógrafos
Fórum Luís de Camões
.
23/10 Sáb.
15h00
Benoit Peeters, François Schuiten, Fil, J. Mascarenhas, Kim Hakhyun, Paulo Monteiro, Richard Camara, Seri Aoj
16h00
Alfonso Azpiri, Benoit Peeters, François Schuiten, Fil, J. Mascarenhas, Kim Hakhyun, Paulo Monteiro, Richard Câmara
17h00
Alfonso Azpiri, Aude Samama, David Soares, Fernando Dordio (arg.), François Schuiten, J. Mascarenhas, Kim Hakhyun, Mário Freitas (arg.), Nuno Duarte (arg.), Osvaldo Medina, Paulo Monteiro,
Pedro Leitão
18h00
Alfonso Azpiri, Aude Samama, Fernando Dordio (arg.), Mário Freitas (arg.), Nuno Duarte (arg.), Osvaldo Medina, Pedro Leitão
.
24/10 Domingo
15h00
Alfonso Azpiri, Aude Samama, Carlos Páscoa, Fil, François Schuiten, Joana Afonso, Ricardo Cabral, Richard Câmara
16h00
Alfonso Azpiri, Aude Samama, Carlos Páscoa, Fil, François Schuiten, Joana Afonso, Luís Diferr, Ricardo Cabral, Richard Câmara, Rui Lacas
17h00
Aude Samama, Fernando Dordio (arg.), Filipe Teixeira, Joana Afonso, Mário Freitas (arg.), Luís Diferr, Ricardo Cabral, Rui Lacas
18h00
Fernando Dordio (arg.), Filipe Teixeira, Luís Diferr, Mário Freitas (arg.), Nuno Duarte (arg.), Osvaldo Medina
.
30/10 Sáb.
15h00
Carla Rodrigues, Filipe Melo (arg.), Filipe Pina (arg.), Hugo Teixeira, João Raz, José Garcês, José Ruy, Pedro Carvalho, Ricardo Cabral.
16h00
Carla Rodrigues, Fernando Dordio (arg.), Filipe Pina (arg.), Filipe Melo (arg.), Filipe Teixeira, Hugo Teixeira, João Raz, José Garcês, José Ruy, Mário Freitas (arg.), Nuno Duarte (arg.), Osvaldo Medina, Pedro Carvalho, Ricardo Cabral, Sean Gordon Murphy.
17h00
Fernando Dordio (arg.), Filipe Melo (arg.), Filipe Pina (arg.), Filipe Teixeira, José Garcês, Mário Freitas (arg.), Nuno Duarte (arg.), Osvaldo Medina, Pedro Leitão, Ricardo Cabral, Sean Gordon Murphy
.
31/10 Dom.
15h00
António Valjean, Carlos Páscoa, Filipe Melo (arg.), Hugo Teixeira, Miguel Rocha, Paulo Marques
16h00
Carla Rodrigues, António Valjean, Carlos Páscoa, Filipe Melo (arg.), Hugo Teixeira, Miguel Rocha, Paulo Marques, Pedro Carvalho, Rui Lacas, Sean Gordon Murphy
17h00
Fernando Dordio (arg.), Filipe Melo (arg.), Filipe Teixeira, Mário Freitas (arg.), Miguel Rocha, Nuno Duarte (arg.), Osvaldo Medina, Pedro Carvalho, ui Lacas, Sean Gordon Murphy
18h00
Fernando Dordio (arg.), Filipe Teixeira, Mário Freitas (arg.), Nuno Duarte (arg.), Osvaldo Medina
.
6/11 Sáb.
15h00
Cristina Dias, Hugo Teixeira, Joana Fernandes, J. Mascarenhas, Miguel Santos, Paulo Monteiro, Sónia Oliveira
16h00
Cristina Dias, Fernando Dordio (arg.), Filipe Teixeira, Hugo Teixeira, Joana Fernandes, J. Mascarenhas, Korky Paul, Mário Freitas (arg.), Miguel Santos, Nuno Duarte (arg.), Osvaldo Medina, Paulo Monteiro, Sónia Oliveira
17h00
Cristina Dias, David Soares, Fernando Dordio (arg.), Filipe Teixeira, Joana Afonso, Joana Fernandes, J. Mascarenhas, Luís Diferr, Mário Freitas (arg.), Miguel Santos, Nuno Duarte (arg), Osvaldo Medina, Paulo Monteiro, Pedro Leitão, Sónia Oliveira
18h00
Joana Afonso, Luís Diferr, Pedro Leitão
.
7/11 Domingo
15h00
Joana Afonso, Jô Oliveira, José Ruy, Machado da Graça (arg.), Nuno Saraiva, Olímpio Sousa, Ricardo Cabral, Zorito
16h00
Fernando Dordio (arg.), Filipe Teixeira, Jô Oliveira, Joana Afonso, José Ruy, Korky Paul, Machado da Graça (arg.), Mário Freitas (arg.), Nuno Duarte (arg.), Nuno Saraiva, Olímpio Sousa, Osvaldo Medina, Ricardo Cabral, Rui Lacas, Zorito
17h00
Fernando Dordio (arg.), Filipe Teixeira, Joana Afonso, Jô Oliveira, Korky Paul, Machado da Graça (arg.), Mário Freitas (arg.), Nuno Duarte (arg.), Nuno Saraiva, Olímpio Sousa, Osvaldo Medina, Ricardo Cabral, Rui Lacas, Zorito
.
Esta programação de autógrafos deve ter sido feita pelo CNBDI com alguma antecedência, porque nela ainda constava o nome do desenhador argentino Juan Cavia.
Mas apenas obtive esta publicação muito tardiamente, pelo que a coloquei aqui "a posteriori".
Espero que para o próximo ano possa divulgar estes elementos atempadamente.
.
Prémios e Troféus
No dia 30 de Outubro, pelas 18h30, nos Recreios da Amadora, terá lugar a cerimónia (habitualmente complementada por acto teatral ou musical) da entrega dos prémios aos vencedores do concurso de BD, e dos troféus atribuídos às obras e autores, ambos os quadrantes seleccionados inicialmente por um júri e em seguida colocados à votação de um vasto núcleo de conhecedores incluídos no "mailing" do CNBDI,
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Horário do
Núcleo Central,
situado no Fórum Luís de Camões - Brandoa
2ª, 3ª, 4ª, 5ª, domingo e feriado - das 10h às 20h
6ª feira e sábado - das 10h às 23h
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(*) ÚLTIMA HORA ÚLTIMA HORA ÚLTIMA
.


Acabo de ser informado (são 21h15 de 4ª feira, dia 27) por Filipe Melo, argumentista da obra "As Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy", do seguinte:
.

Juan Cavia não virá ao Festival,
contrariamente ao que estava anunciado.

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É fácil ver postagens anteriores deste mesmo tema "Festivais", para o que bastará clicar no item "Festivais de Banda Desenhada e Prémios respectivos" que está inscrito no rodapé da presente postagem