segunda-feira, dezembro 10, 2012

Críticas, Notícias e Comentários sobre BD na Imprensa (XXVIII) "Tintin e Hergé (XVIII)






Um futuro para além do destino do senhor Oliveira da Figueira, é o título de um artigo de página inteira, no jornal Público (7 Dez. 2012), que remete de imediato para a banda desenhada, mais concretamente para uma caricatural personagem portuguesa pertencente à extensa e rica galeria criada por Hergé.

José Manuel Fernandes (*), o jornalista autor do artigo (que chegou a ser director do acima citado jornal), vem engrossar a numerosa lista de figuras responsáveis em diversas áreas, profissionais e políticas, que conhecem BD, são ou foram leitores de BD, e que a ela recorrem quando consideram que nela se encontram personagens ou situações exemplares para comparações com figuras públicas ou casos concretos da vida sócio-política do nosso país.

Leiamos então o excerto do artigo em que é focado o nosso imaginário compatriota:

"Os árabes chamavam-lhe o 'branco-que-vende-tudo' e Tintin comprovou-o: comprou-lhe um par de esquis, um taco de golfe, um chapéu alto, uma gaiola com um periquito e um despertador, tudo absolutas inutilidades que o deixaram imensamente feliz.
A cena passa-se no livro Os Cigarros do Faraó e o senhor Oliveira da Figueira, que mais tarde reapareceria em No País do Ouro Negro e em Carvão no Porão, é o único português a ter um lugar de destaque nas aventuras criadas por Hergé (há também um cientista português a bordo do Aurora, em A Ilha Misteriosa, mas o seu papel é irrelevante). O histriónico vendedor de bugigangas corresponde a um certo cliché do ser-se português, da generosidade à capacidade de improvisação, da lábia à errância por terras distantes, tudo construído em torno da imagem de um comerciante que até na capacidade de aculturação se revela bem lusitano. Ninguém, nem mesmo Hergé, se lembraria de retratar um português como financeiro ou industrial. (...)"   

Claro que seria necessário contextualizar este excerto para se compreender o motivo de o senhor Oliveira da Figueira ter sido trazido à colação num artigo sobre política e economia. Todavia, não seria razoável nem compreensível reproduzir num blogue dedicado à BD a totalidade da análise sócio-política do jornalista.
Mas ainda se justificará a apresentação de mais dois curtos excertos onde a personagem Hergiana é mencionada:

"(...) Para já, tudo indica que os nossos Oliveira da Figueira voltaram a demandar o mundo. Boa parte da expansão das exportações portuguesas deve-se a muitos e muitos empresários que, tendo de enfrentar a contracção do mercado interno, se viraram para o exterior e conseguiram encontrar novos clientes (...)"

"(...) Por isso, numa altura em que começa a crescer a oposição aos cortes nas despesas do Estado, chamem-se ou não "refundação", o essencial é dizer que o que não podemos suportar são estes impostos, ou o que queremos não é um IRC de apenas 10 por cento para os novos investimentos, queremos esse IRC para toda a economia, porque é ela, como um todo, que tem de competir nos mercados abertos da União Europeia e do resto do mundo.
Mas será que seremos capazes de ser mais do que desenrascados e um pouco mais sofisticados Oliveiras da Figueira do século XXI?    


(*) Jornalista. Escreve à sexta-feira no jornal Público
jmf1957@gmail.com
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As imagens que ilustram o topo do "post" são da autoria de Antero Valério,
no episódio de bd curta, de prancha única, intitulado "A Mala Azul", que faz parte da obra de BD colectiva "Tintim no Século XXI", publicada no fanzine Efeméride, editado em Janeiro de 2009
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Os interessados em ver as 27 anteriores postagens deste tema "Críticas e Notícias sobre BD na Imprensa (com início em 15 de Julho de 2005) do presente tema, poderão fazê-lo, bastando para isso clicar no item Etiquetas: Críticas e notícias sobre BD na Imprensa, visível aqui por baixo no rodapé

Os tintinófilos que prefiram ver os 18 artigos relacionados com o tema "Tintin e Hergé" poderão optar por clicar na etiqueta seguinte, exactamente com este título

sábado, dezembro 08, 2012

Coleccionadores e Colecções de BD (V) - António Dias de Deus








No ano "orwelliano" e já bastante recuado de 1984, andava eu muito entusiasmado a colaborar com a revista Coleccionando, onde, quase logo no início, me ocorreu entrevistar coleccionadores de banda desenhada (revistas, álbuns, fanzines, livros sobre BD).

O terceiro que entrevistei, António Dias de Deus, era já considerado nessa altura um dos mais importantes estudiosos das Histórias aos Quadradinhos - expressão que ele muito preza. E, na verdade, as diversas colecções, algumas bem raras, do seu acervo pessoal, sempre lhe serviram para recolher elementos, detectar estilos e autores, enfim, preparar os artigos que ia escrevendo para ele próprio, mas que acabaram por ir parar às páginas do jornal A Capital e, mais tarde, compilados no muito importante livro "Os Comics em Portugal - Uma História da Banda Desenhada". 

Foi este médico, apaixonado pela Figuração Narrativa, como coleccionador e estudioso, o terceiro entrevistado desta primeira série (tenciono fazer, directamente aqui no blogue, uma segunda série.

Em seguida irei reproduzir integralmente o texto da entrevista, tal como apareceu nas páginas da revista Coleccionando (nº 6, Maio de 1984), de forma a facilitar a leitura.
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Coleccionar como quem ordena

cromos numa colecção

nunca foi coisa que me interessasse


- diz o Dr. Dias de Deus, estudioso da BD



Dias de Deus é, actualmente, um dos nomes de maior prestígio na Banda Desenhada, no campo ensaístico e historicista.

Pode dizer-se que foi graças ao surgimento do CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA que podemos apreciar hoje os seus bem documentados estudos sobre revistas e estilos, e aceradas críticas a autores e respectivas obras.

Com efeito, foi no fanzine do CPBD, o "Boletim", que apareceram os seus primeiros escritos sobre o assunto. Mais tarde, com o aparecimento da página semanal "QUADRADINHOS", no vespertino "A Capital" - criada por Ferreira da Silva, aparecido,ele também, com o CPBD, de que foi um dos fundadores - surgiu a oportunidade que Dias de Deus merecia: a divulgação pública dos seus estudos sobre as histórias aos quadradinhos. Não obstante um certo estilo polémico que imprime às suas opiniões, elas suscitam indiscutível interesse da parte dos estudiosos da especialidade.


António Emanuel Comprido Dias de Deus nasceu em Elvas, em 24 de Setembro de 1936. 
Quem convive com ele cedo se apercebe da sua vasta cultura, que abrange a Literatura, a Música, a Pintura, a História. Não lhe ocorrerá, com facilidade, estar perante um homem da Ciência. Mas, na realidade, Dias de Deus é médico. Mais propriamente: pediatra.
É esta invulgar personalidade que responde hoje a este questionário. Muito embora não seja um coleccionador paradigmático, a verdade é que possui uma vastíssima hemeroteca de banda desenhada.
Como habitualmente, surgiu a pergunta:

- Quando começou a coleccionar revistas de Banda Desenhada, ou de Histórias aos Quadradinhos, se preferir.
- Comecei a coleccionar desde sempre, isto é, desde que comecei a ter à mão revistas com histórias aos quadradinhos.
Nunca me considerei um coleccionador exemplar, porque nunca procurei tapar à viva força os buracos em falta, à maneira de quem ordena cromos ou senhas numa caderneta, para obter uma panela de pressão.
Comprava uma revista quando gostava dela; piorando a qualidade, largava-a. Deste modo tenho muito poucas colecções completas de forma absoluta.
Acrescento ainda que, a partir de 1957 - mais ou menos -, achei que o nível das H.Q. (argumentistas e desenhadores), tinha descido tanto que não valia a pena investir e investigar senão no passado.
- Quais as melhores colecções que tem, considerando a sua raridade e conteúdo?
- Excluo as revistas portuguesas, porque muitos outros coleccionadores as terão, tão boas ou melhores que as minhas. 
Penso que o melhor que possuo se encontra nas revistas inglesas e francesas do período de entre-guerras (1914 a 1940), "comic-books" americanos dos anos 30 e 40, e os primeiros exemplares da revista "Tintin" (belga e francesa).
- Qual o preço mais elevado que pagou por uma peça portuguesa e/ou estrangeira, quando e onde?
- Uma resposta em termos crematísticos não tem qualquer significado, pois pagamos hoje 4000$00 por álbuns que não valem nada, e em 1955 comprávamos 3 "Mosquitos" por $50.
Abstraindo, quanto possível, da taxa de inflação, a peça mais cara adquiri-a há uns quatro anos num alfarrabista (já falido) por 100$00. Era um suplemento grátis de "O Senhor Doutor".
- Colecciona mais alguma coisa?
- Em tempos coleccionava selos, enquanto eles não tinham o aspecto de embrulhar rebuçados. Abandonei essa colecção por completo.
Presentemente colecciono livros infantis e todo o tipo de ilustrações feitas por desenhadores de H.Q., como postais ilustrados e capas de livros.
- Está interessado, neste momento, em alguma revista actual de BD, com a finalidade de obter elementos de estudo?
- Como o meu horizonte de buscas se encerrou em 1957, apenas continuo a comprar o que não tenho até essa data. Abro excepção para revistas de estudos e informação como a "Phenix" e a "Nemo".
- Conte um episódio curioso que tenha acontecido no decorrer das suas pesquisas de revistas antigas nos alfarrabistas.
- Há muitos episódios curiosos.
Para escolher um, prefiro o seguinte: há uns oito anos, num alfarrabista meu fornecedor assíduo, foi-me apontado um maço de revistas, atadas a cordel, com um metro de altura.
Diz-me o vendedor: "Ou me leva isto daqui por 300$00 ou amanhã eu ponho-os no caixote do lixo".
Espreitei, com alguma hesitação, porque não tinha levado carro e a carga era pesada, mas decidi-me aceitar a imposição, desde que o monte de papeis fosse dividido em três embrulhos.
Depois de esperar meia hora por um táxi, e dum esforço incrível de levar aqueles trambolhos escada acima, placidamente pesquisei o que tinha comprado, quase às cegas.
Era uma colecção do "Pêle-Mêle", do "Épatant" e do "Intrépide", dos anos 20, que tinham pertencido a Cottinelli Telmo, e onde, por seu punho, se anotavam as novelas a traduzir, as ilustrações a aproveitar, as H.Q. a publicar no "ABCzinho".
Alguns anos dessas revistas estavam encadernadas pela própria mão de Cottinelli Telmo, detectável no grafismo das letras do fronstispício e lombadas, além do seu monograma - um escudete com letra T.
- Dentre as mais recentes (de 1960 em diante) colecções de revistas, nacionais ou estrangeiras, há alguma que considere com qualidade para ser coleccionável?
- Volto a dizer-lhe que depois de 1957 não me aparece nada digno de ser coleccionável. 
Comprei o "Jornal do Cuto" porque tinha boas reposições,e o "Mundo de Aventuras" (Especial) pelo mesmo motivo.
Quanto a revistas estrangeiras só me interessei pelo "Spirou" do início dos anos 60, onde apareceram os melhores "Gaston Lagaffe".
Ocasionalmente compro um álbum dum desenhador moderno, quando lhe reconheço qualidade estética. Até isso acontece cada vez menos...
- Concluo que,afinal, embora raramente, sempre vai encontrando alguma coisa que valha a pena na BD moderna.
Correndo embora o risco de sair do âmbito do coleccionismo, gostaria que me indicasse quais as obras, e autores, que o levaram a adquirir álbuns ultimamente.
- Bourgeon, Manara, Palacios.
Mas apenas reconheço o valor formal, talvez com algumas excepções para o François Bourgeon. De resto, para mim, comprar álbuns desses autores tem o mesmo significado que comprar livros de ilustradores não narrativos, como Bearsley, Kley, Norman Rockwell.
- Tem alguma recordação desagradável, em relação à perda, por qualquer motivo, de exemplares ou colecções que tenha possuído em tempos?
- Bastantes. A troca ou venda de exemplares actualmente fora do circuito, como a colecção "Grilo" dos anos 50 e os primeiros "Condores Populares".
- Qual a influência, para a BD, resultante da actividade dos coleccionadores?
- Se os novos desenhadores prestassem mais atenção aos trabalhos antigos, poderia haver o perigo dum servilismo oficinal. 
Mas, de uma maneira ou de outra, como eles desenham quase sempre mal, acho que a influência do coleccionador na futura génese criativa é inteiramente nula.

(Texto e foto por Geraldes Lino)

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quarta-feira, dezembro 05, 2012

Comic Jam (nº 47)



O Comic Jam - aliás Cadáver Esquisito - desenhado ontem, 4 de Dezembro, na Tertúlia BD de Lisboa teve, como habitualmente, seis vinhetas, constituindo uma banda desenhada improvisada (onde o Convidado Especial daTBDL aparece bem caricaturado na 5ª vinheta por José Lopes, que nunca o tinha visto e nem sequer estava sentado próximo dele. Uma faceta que eu não lhe conhecia).

Os seis autores da bd, escolhidos sem qualquer critério preconcebido, foram os seguintes:

1. Jorge Dauphinet Barros (autor de BD Convidado Especial)
2. Pepedelrey
3. J.Coelho
4. Paulo Marques
5. José Lopes
6. José Abrantes
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domingo, dezembro 02, 2012

Tertúlia BD de Lisboa - 341º Encontro - Dezembro 2012



Na próxima Terça-Feira, a primeira do mês, como sempre tem acontecido há vinte e seis anos, vai realizar-se a Tertúlia BD de Lisboa, no seu 341º encontro.
Há, como sempre, um Convidado Especial, desta vez é o desenhador/ilustrador Jorge Dauphinet Barros, que fez bastantes bandas desenhadas para o suplemento "Correio do Chico Omelete", do jornal Correio da Manhã. O autor já não se lembra do ano da publicação das bedês, e eu, que também colaborei a escrever artigos sobre BD - num estilo adequado ao escalão etário a que se destinava o suplemento -,  não posso ajudar, visto não encontrar os escassos exemplares que terei guardado dessa minha colaboração nos idos dos finais dos anos 1980.

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JORGE BARROS

Autobiografia

Breve Curriculum Vitae ao correr da pena, e sem dar caso a datas precisas como mandam as regras da boa convivência.

Jorge Emanuel Dauphinet Barros (Lisboa, 1971), este que redige para vocês, iniciou a sua actividade de desenhador a tempo inteiro e com intenções de se bastar economicamente (!), em 1987, no Suplemento do Correio da Manhã "Chico Omelete", na companhia de alguns ilustres e mais ou menos conhecidos desenhadores como Vasco Cordovil, um talento perdido para outras lides (casou-se e não havia tempo a perder com palermices, segundo a namorada cheia de razão), e José Bandeira, que agora goza o seu pratinho e ainda bem, a desenhar "Cravo e Ferradura" para o DN.
Depois disto, e sem cura à vista, foi sempre a aviar pãezinhos, sobretudo a fazer story boards para produtoras e algumas vezes, contam-se pelos dedos das mãos, para cinema com uma ou outra breve passagem pela BD, participando durante algum tempo nas tiras (*)  para o "Pantufa", um sucesso claro, nas páginas de outro suplemento, agora no jornal DN.



O futuro a Deus pertence, mas a ideia é fazer mesmo a tal bd que o mundo vai acolher e aclamar como a quinta essência, finalmente dada à luz para júbilo de todos...
... continuamos uma criança...

Na imagem do topo do "post":
Prancha da bd "Rakam"
A ilustrar a auto-biografia
1. Caricatura de Jorge Barros, por Vasco Cordovil
2. Prancha de "As Aventuras do Pantufa"


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Post scriptum deste bloguista

a) Quando Jorge Dauphinet Barros fazia bandas desenhadas para o suplemento "Chico Omelete", assinava Jorge Dauphinet - pelo menos, por vezes, como se pode verificar na imagem da prancha da bd "Rakam" que ilustra o topo do "post".
Mas fez outras séries, coloridas, em estilo de "continua no próximo número": "A Estrela Cadente", com a personagem "Chico Omolete" (que, correctamente, seria "Omelete"...), e "Tenis vs Super-Tenis" (aparecia assim, sem acento em "ténis").

b) Jorge Barros diz que fazia tiras do "Pantufa", para o jornal Diário de Notícias. A imagem que me enviou de "As Aventuras do Pantufa", foi uma prancha. Confusão na linguagem da BD? Ou também terá feito tiras? Uma pergunta a fazer na conversa com o autor Convidado Especial, quando chegar a vez de ele se apresentar aos "tertulianos". 

c) Por troca de e-mails com Jorge Dauphinet, soube que a banda desenhada "Rakam" teve um total de trinta pranchas. Daria para um álbum...   
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Lista de presenças neste 341º Encontro da TBDL

(Lista elaborada a posteriori e susceptível de ter falhas; por isso agradeço que quem notar alguma, envie comentário):


1.Afonso
2.Álvaro
3.Amorim, Paulo
4.Ana Saúde
5.Ana Sena



6.António Isidro

7.Cátia Alves
8.Clara Queiroz
9.Falcato
10.Gastão Travado
11.Geraldes Lino
12.Helder Jotta
13.Hugo Moreira
14.Inês Ramos
15.Isabel Viçoso
16.Joana Coelho
17.João Sequeira
18.Jorge Dauphinet Barros - Convidado Especial
19.Jorge Coelho
20.José Abrantes
21.José Lopes
22.Machado-Dias
23.Miguel Ferreira
24.Moreno
25.Milhano
26.Nuno Amado "Bongop"
27.Nuno Duarte "Outro Nuno"
28.Olivier
29. Paulo Marques
30.Pedro Bouça "Hunter"
31.Rechena "Dona Zarzanga"
32.Rui Domingues
33.Sá-Chaves, João Paulo
34.Sandra Oliveira
35.Sónia Oliveira

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No dia 21 Dezembro,
dia previsto pelo calendário Maia para o FIM DO MUNDO
(não foi bem isso, mas tem piada assim)   
vou organizar uma tertúlia especial,

a TERTÚLIA DO FIM DO MUNDO

no sítio do costume,  a começar às 21h e a acabar à meia-noite (ou à meia-noite e cinco minutos, depende se o mundo acabar ou não...:-)
Os "tertulianos" podem levar bebidas para fazermos um brinde cinco minutos antes da meia noite, e outro brinde depois da meia noite (se o mundo não acabar, repito :-). Se o céu nos cair em cima da cabeça, acaba o mundo. Se não acabar, continua no próximo número (sempre ligados à BD, de uma maneira ou de outra.

De qualquer forma, os amantes da BD iniciarão o período de Boas Festas com esta festa de fim do mundo!   
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Os visitantes interessados em ver as anteriores postagens deste tema poderão fazê-lo clicando no item Tertúlia BD de Lisboa, incluído em rodapé  

sexta-feira, novembro 30, 2012

Colóquios sobre BD; Exposições BD avulsas (XXXIV)



Mensageiros das Estrelas, título pelo qual se apresentou o evento "Colóquio de Ficção Científica & Fantasia, realizado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa ao longo de quatro dias, de 27 de Novembro até hoje, Sexta Feira, dia 30, e onde se incluiram dois módulos focando a banda desenhada.

Pela extensão - em dias e horas -, pela soma de temas tratados e pela numerosa participação de especialistas a apresentarem as específicas comunicações, este evento poderia ter-se apresentado sob a denominação de congresso.

Sendo talvez despiciendo o pormenor, para quem se situa dentro da área da Figuração Narrativa, o importante mesmo foi a inclusão do módulo "O Mundo Fantástico Através de Livros e B.D., moderado por Alcinda Pinheiro de Sousa, e uma Mesa Redonda, intitulada "O Universo em Quadradinhos" que incluía os ilustradores/ autores de BD Victor Mesquita, Miguel Montenegro e Fil, tendo como moderador o crítico e pedagogo Pedro Vieira Moura.

Tão invulgar evento, levado a efeito ao nível universitário, centrou-se portanto na Ficção Científica, na Fantasia e na Banda Desenhada, temas tratados por vezes, por uma numerosa faixa de público, com displicência quando não depreciativamente.

Exposições BD Avulsas

Para além das comunicações efectuadas nas salas de aula, foi montada uma exposição de BD, num local de passagem ao lado do átrio de entrada. As pranchas expostas pertenciam aos seguintes autores:




1. Victor Mesquita (em cima: a primeira prancha da sua obra "Eternus 9", aqui colorida por aerógrafo)
2. Juan Cavia (desenhador), Santiago Villa (colorista), Filipe Melo (argumentista)
3. André Caetano
4. André Lima Araújo
5. António Valjean
6. Pedro Carvalho
7. Carlos Páscoa
8. Fil
9. Filipe Andrade
10. Joana Afonso
11. Jorge Coelho
12. Luís Figueiredo
13. Manuel Alves
14. Miguel Santos
15. Osvaldo Medina
16. Carla Rodrigues
17. Richard Câmara
18. Rui Alex
19. Rui Lacas
20. Xico Santos
21. Ricardo Reis
22. Ricardo Venâncio
23. Pedro Serpa
24. Miguel Montenegro

Nota: Coloquei os nomes dos autores pela ordem pela qual fui vendo as pranchas.

Para se ter uma ideia do interesse das comunicações, registam-se os títulos constantes do programa:

Dia 27 Novembro, Terça-Feira

Sessão Plenária
"O Carro de Deus: Metáforas Cosmológicas de Deus"

Espaços Alternativos, Ficção e História
a) "Todos Embalados por Máquinas de Amorosa Graça - A Ecologia Cibernética de Richard Brauligan"
b) "Para uma Genealogia dos Espaços Alternativos antes do Cyberpunk"
c) Vagamente um Deserto Egípcio

Sala de Vídeo
Filosofia e Mundos Fantásticos
a) "A Anestesia do Corpo no Sentir da Técnica"
b) "O Cântico da Montanha na Vacuidade do Desejo"
c) "Fantasmas do Desassossego: Dimensões Improváveis do Fantástico em António Tabucchi"

Mistério, Fantasia e Ficção Científica
a) "Ana Teresa Pereira e os filmes (d)escritos: Nightmare (1947), de Alfred Hitchcock e The Double (1982), de David Cronenberg"
b) "O Sentido Latente entre Ficção Científica e a Detectivesca"
c) "Porque gosto tanto do Blade Runner? Uma Abordagem Sinestésica"   

Vampiros, Horror e Os Outros
a) "Volúpia Vampírica - O Vampiro Enquanto Revelador da Sexualidade "Desviante" "
b) "De Woman a Alien: O Papel e a Função da Mulher na Exploração no Espaço"
c) "From Earth to Space and Back Again" (recon) Figurações da Imagem do Extraterrestre Enquanto Vampiro (ou vice-versa) na Literatura e no Cinema de F.C."

Sala de Vídeo
Fantasia e Teoria
a) "Towards a Post-Gender World: Transcending the Gender Binary in Science Fiction"
b) "Reading Books as Spaces - Heterotopias Against Techno-scientific Determinism"
c) "Flights of The Fantastic: Mark Strand and the Engendering of Belatedness "

Sessão Plenária
"Dystopia: Denunciation of Sci-Fi Original Sin"

Filme
"White Scripts and Black Masculinities"

Dia 28, Quarta-Feira

Sessão Plenária 
"Space and Chronological Time: Do They Really Exist? (As Fundamental Categories of Our Understanding"

Heróis Fantásticos no Ecrã
"She Saved the World. A Lot: The Medieval Hero-Knight in Buffy the Vampire Slayer"

Universos Fantásticos
a) "Do Chaos e do Cosmos. Para uma Ideia de Continuum Civilizacional na Guerra das Estrelas"
b) "A Civilização Maia em Vários Formatos. A História Revisitada ou Inventada?
c) "Knock, Knock! / Who's There? / I's the Doctor / Doctor Who? A Apresentação de Um Herói"

Ficção e Identidade em Mundos Alternativos
a) "Doubling in the Fantasy Works of Patricia McKilip"
b) "The Tale of the Three Brothers by J.K.Rowling - Conquering Death and Lusting For Power"
c) "A Little White Bird (1902) by J.M.Barrie of the Impossible Birth of Peter Pan"

Hubris, Nemesis, Catharsis - The Road to Redemption
a) "Paul Auster's In The Country of Last Things. Hubris Before the Fall"
b) "In the Country of Void and Shadows. Cormac McCarthy's The Road Nemesis Before Hope"
c) "The Tree of Life. Art as a Road to Catharsis and Hope"

FC, Emoções e Tecnologia
a) "Being Techno-human : Rosa Montero's Lagrimas en la Lluvia"
b) "Paul Scheebart: Cooling Down Emotions On Foreign Planets"
c) "Aliens for Friends"

Sessão Plenária
"Performance and Fantasy Cinema"

Mesa Redonda
"Lisboa Pela Máquina do Tempo"

Dia 29, Quinta-Feira

Sessão Plenária
"Al Goes To The Movies"

Ciência e FC
a) "Is Science Nearing its Limits?" An Old Question in a New Society"
b) "From Fantasy to Really: From Dystopia to Utopia - A Reading of A Piece of Wood by Ray Bradbury"
c) "Blurring Boundaries Between Gothic and Science Fiction: Ray Bradbury "The Veldt" and "Zero Hour"

Cinema e FC
a) "Some Notes on the Nature of Images - Chris Market. La Jetée (1962)
b) "Mars Attacks?: The War of the Worlds (1952) after Wells and Welles"

Mundos Fantásticos no Cinema
a) "Tim Burton no País das Maravilhas"
b) "A Herança Romântica de Nosferatu"
c) "Harry Potter e As Crónicas de Nárnia: Heróis Fantásticos na Tela"

O Mundo Fantástico Através de Livros e B.D.
a) "What If Donald Had Never Existed? An Alternative Fantasy World in Don Rosa's Comic "The Duck Who Never Was"
b) "When Reality Fails: Questions of Space and Place in C.L. Moore's "Scarlet Dream"
c) "Anglo-Saxon Death Rituals in Comics"

Fantasia na Literatura e Cinema
a) "Condensing an Entire Universe: Cinematic Trailers for J.R.R. Tolkien's Adaptations"
b) "Abducted Vilainesses - The Amalgation of Dercei Lannister in The Song of Ice and Fire"
c) "Walking the Wildlands of the Mind: High Fantasy's Dual Journeys"

Mito, História e Fantasia
a) "De Reis e Reinos. A Espada Medieval: Símbolo, Poder e Mito"
b) "As Espadas de Westeros: O Legado das Espadas e Medievais em As Crónicas de Gelo e Fogo"
c) "E Tolkien Criou o Mundo..."

Sessão Plenária
a) "Letting the Djinni out of the Bottle: Writing Fantasy for Children"

Mesa Redonda
"O Universo aos Quadradinhos"

Dia 30, Sexta-Feira
Sessão Plenária
"SF and Laughts"

 FC e Ecologia
a) "No Longer of Woman Born. Early Vision of Ectogenesis"
b) "Nature Abused - Monstrosity in Ecological Perspective in Dawn Land by Joseph Bruchac (1993-2010)"
c) "Ecological Emphasis in Risto Isomaki's" Science Fiction"

Portugal Fantástico e Ficção Científica
a) "As Quatro Mensagens das Minhas Estrelas"
b) "O Espelho Diabólico: Incidência do Fantástico n'O Físico Prodigioso, de Jorge de Sena"
c) "Portugal Pertence ao Futuro / O Futuro Inclui Portugal? Breves Visões Sobre Portugais Futuristas Ditados Pela Ficção Científica Portuguesa"

Fantasia, FC, Identidade e História
a) "A.S. Byatt in Wonderland. "The Djinn in the Nightingale's Eye", or The Female Aladdin"
b) "Reframing the Cold War: Indiana Jones in the 21th Century"
c) "Running on Blades - On Film Adaptation. Through the Lens of Translation Studies"

Sessão Plenária
"Videogames as Science Fiction and Fantasy. A Place for Synthetic Characters"

Lugar, Fantasia e FC
a) "Searching for the Stars: Is There a Place for SciFi in the Collections of the FLUL Library?"
b) "Wounded Worlds Within Our World"

Mundos (Pós-) Apocalípticos
a) "You Guys Getting Hungry" On Leviathans, Consumption and American Politics in Supernatural"
b) "They're Heading West (Post) Apocalyptic Visions On the Road"

Ficção Vampírica
a) "It's Dracula Nightout"
b) "Who's Afraid of Vampire Wolf? Unearthing the Blood-sucking, Shape-Shitting "Serbian Brand"     

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A Comissão Organizadora integrou Adelaide Serras, Ana Daniela Coelho, Ana Rita Martins, Angélica Varandas, Catarina Xavier, Duarte Patarra, José Duarte, Luísa Azuaga e Mónica Paiva

Autor do cartaz do evento - Miguel Santos

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Nota do bloguista: Lamento só ontem ter tido conhecimento da iniciativa, por informação de última hora (que agradeço ao Miguel Montenegro) ainda a tempo de assistir à mesa redonda "O Universo em Quadradinhos). Mas só hoje me foi possível focá-la, com o único fito de que um evento desta dimensão, em que a BD esteve presente, fique devidamente registado. 
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Os visitantes deste blogue que, por mera curiosidade, queiram ver os restantes trinta e quatro "posts" do presente tema, poderão fazê-lo clicando no item Exposições BD avulsas visível no rodapé



   

quarta-feira, novembro 28, 2012

Livros Sobre BD - Os Meus Livros (XI)


Continuo a mostrar, fascinado eu próprio mais uma vez, algumas das bandas desenhadas que compõem o conteúdo do livro de grandes proporções (35,5x25,5cm e 336 páginas), The Smithsonian Collection of Newspapers Comics. Suponho que, na sua maioria, as "Sunday Pages" que se visionam no livro terão sido fornecidas pelo ilustre coleccionador e estudioso americano de BD, Bill Blackbeard, cujo nome aparece na capa, juntamente com Martin Williams.

Apresento hoje personagens da BD americana que, sendo tão célebres como a legião de super-heróis - mas mais destinados a um público essencialmente leitor de jornais, e não necessariamente leitor de comic books -, não terão tido a mesma possibilidade de resistir à mudança de gerações como tiveram os super-heróis, e serão praticamente desconhecidos dos mais jovens apreciadores actuais da Figuração Narrativa. 



É o caso de Krazy Kat - uma obra-prima da arte sequencial - da autoria de George Herriman, de que se podem ver acima duas pranchas publicadas entre 1936 e 1939.




Não tão conceituada entre a crítica, mas que, pessoalmente, considero uma das bandas desenhadas satíricas mais geniais da História da Figuração Narrativa, é a obra Li'l Abner, de Al Capp, (as duas pranchas acima são exemplos da excepcional arte de Alfred Caplin aka Al Capp) e foi famosa também no Brasil sob o título Ferdinando (publicada em pequenas revistas que chegavam a Portugal), e através das quais conheci aquele naipe de personagens, mais tarde publicadas no jornal matutino Diário de Lisboa (ou antes talvez no vespertino A Capital, já não me recordo). 
   


Claro que os animais antropomórficos começaram cedo a serem apreciados pelos autores de BD como fáceis personagens para transmitirem subrepticiamente mensagens de sátira social. Pogo, de Walt Kelly (imagem acima) é uma obra carismática do género.
Infelizmente, esta e outras séries, centradas em figuras divertidas de animais, acarretaram para a banda desenhada, injusta e infundadamente, a fama - que ainda hoje perdura em algumas pessoas - de se tratar de uma superficial e infantilizada forma de entretenimento.

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Os visitantes deste blogue que estiverem interessados em ver os dez "posts" anteriores deste tema (inclusive os três dedicados à obra The Smithsonian Collection of Newspapers Comics - 1ª e 2ª fracção (a 1ª inclui a capa do livro), poderão fazê-lo clicando sobre o item Livros sobre Banda Desenhada-Os meus Livros visível no rodapé
      

domingo, novembro 25, 2012

Autógrafos desenhados (XX) - Sama



Foi em Itália, "no Lucca 14" Salone Internazionale dei Comics, Illustrazione e Cinema d'Animazione, em 1980, que tive o prazer de conseguir, pela primeira vez, desenhos acompanhados de autógrafos. Ando a mostrá-los nesta rubrica desde Dezembro de 2005.

Após todos estes anos passados, sinto ainda autêntica pulsão quando vejo desenhadores, autores de banda desenhada, a darem autógrafos acompanhados de rápidas imagens dos seus heróis de BD. E aí vou eu para as extensas filas, à espera da minha vez...

Este ano, ocupado em algumas ocasiões a acompanhar a venda do meu fanzine Efeméride, na banca da editora Pedranocharco do meu amigo Machado-Dias, outras vezes a ver exposições, mas também a assistir a colóquios, palestras e mesas redondas, obtive poucos. E entre esses, houve um que me cativou em especial, tanto pelo grafismo como pela maliciosa frase.
Nome - melhor, pseudónimo - do autor: Sama.
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SAMA

Síntese biobibliográfica

Eduardo Filipe, aka "Sama", autor brasileiro de BD, está publicado em diversas revistas do seu país, com bandas desenhadas e cartunes, designadamente na Piaui.

Tem colaborado com BD no jornal francês La Gazette. Tratando-se de um artista ecléctico, a sua actividade artística estende-se ao Cinema, onde já actuou como actor e realizador.

A sua obra mais importante, até agora, na Banda Desenhada, é a novela gráfica "A Balada de Johnny Furacão", editada no seu país em 2011.

Esteve este ano de 2012 como convidado do Festival Internacional de Banda Desenhada - AMADORA BD, para o qual expressamente realizou uma colectânea de curtas de BD, de teor autobiográfico, em consonância com o tema central do evento bedéfilo português. Essa sua recente obra, intitulada "Cadernos do Sama - Vol. I", inclui também episódios de cariz erótico. 

Nota do bloguista: Esta curta biografia resultou de uma síntese efectuada, com a devida vénia, do texto de Manassés Filho, no blogue "Comic House". Os nomes próprios Eduardo Filipe foram-me indicados pelo meu amigo Pedro Bouça.
O texto foi adaptado à fraseologia específica portuguesa de Portugal, e não do Brasil, além de ter sido escrito respeitando o Acordo Ortográfico anterior, o AO45.

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Os interessados em ver as 19 postagens anteriores deste tema (onde se incluem grandes nomes da BD, tais como Joe Kubert, Aragonés, John Buscema, Manara, Mordillo, Moebius, Neal Adams, Quino, Solano López, Juan Zanotto, Rick Veitch,  entre vários outros), poderão fazê-lo clicando no item Etiquetas: Autógrafos desenhados inserido no rodapé.

sábado, novembro 24, 2012

Feiras BD (IV)



Para os visitantes habituais deste blogue, o cartaz afixado aqui por cima já lhes é familiar. E têm razão: de facto, a Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada - uma conjugação mais harmoniosa do que à primeira vista pode parecer - foi aqui anunciada há algum tempo, a primeira vez reportando-me à realização do evento na cidade da Praia, Cabo Verde, mais recentemente já depois de o evento se ter trasladado para Lisboa, trazido pela mão e pelo entusiasmo da sua criadora, a designer Inês Ramos.

Apesar do nome algo estranho onde se realiza o evento - Palácio de Laguares -, a verdade e que se trata de um edifício bem lisboeta (funcionou anteriormente como escola primária, actualmente é lá que funciona a Sociedade Guilherme Cossul), localizado no bairro de Campolide (Rua Professor Sousa da Câmara. E tem uma fascinante pâtine ligada a um certo ar aristocrático. 

Pois é ali que se realiza, semanalmente (aos Sábados) a citada feira, com um "stock" de numerosos livros de poesia e de banda desenhada. Neste item, nada mal servido, encontram-se álbuns raros, fanzines improváveis e, num precioso quadrante semelhante a espaço de alfarrabistas, um lote de revistas antigas (de BD, claro). 

Esta feira bivalente funciona das 10h00 às 18h00 (e se há quem seja pontual a abrir uma feira, a lisboeta Inês Ramos é uma delas). Para fechar, é que não tem esse rigor: às vezes já são oito horas da noite, e ela e amigos ainda lá estão a confraternizar...









Este Sábado haverá uma sessão de autógrafos com os autores do livro para a infância
"As Histórias do Coelhinho Bolinha - O Berbicacho".

São eles: o escritor e actor,
Álvaro Faria,
e os ilustradores
Inês Ramos e
Álvaro





Para mais informações há o blogue: 

http://feiradolivrodepoesia.blogspot.com

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Os interessados em ver os "posts" anteriores poderão fazê-lo clicando no item Feiras BD visível no rodapé.