domingo, junho 13, 2010

Fernando Pessoa na Banda Desenhada... e não só (XIV) - Imagens múltiplas desenhadas por Rui [Pimentel]





Num já longínquo 13 de Junho nascia Fernando Pessoa em Lisboa. Estava-se em 1888, perfazem-se hoje 122 anos. Nesse dia - e naquele quarto andar esquerdo do nº 4 do Largo de S. Carlos - estava o ponto de partida humano para alguém que viveria essencialmente para a poesia - sim, também para a prosa, mas menos - e que espantaria os vindouros com a pulverização da sua personalidade em múltiplas, cada uma delas adoptando um heterónimo e diferente estilo literário do ortónimo.

Rui Pimentel - cartunista, caricaturista e autor de BD, além de arquitecto - colaborou, nas duas primeiras facetas mencionadas, no semanário O Jornal e no Jornal Ilustrado, em seguida na revista Visão, perfazendo nestas duas publicações cerca de vinte anos, assinando simplesmente Rui.

As Edições O Jornal fizeram em 1989 uma recolha em livro, intitulado Desenhos de Escárnio e Mal-Dizer, totalmente dedicado a caricaturas da autoria de Rui, de onde retirei (com a anuência do meu amigo autor) a notável composição caricatural dedicada a Fernando Pessoa, que vai mencionando alguns dos seus heterónimos, designadamente Horace James Faber, Álvaro de Campos, Thomas Crosse, Barão de Teive, Abílio Quaresma, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, João Craveiro, Jean-Seul de Méluret, Bernardo Soares, Alexander Search, Raphael Baldaya, Vicente Guedes, António Mora...
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A ilustrar o poste estão, de cima para baixo, as imagens:
1 - A composição da autoria de Rui
2 - Retrato de Fernando Pessoa
3 - Largo de S. Carlos, vendo-se à esquerda, parcialmente, o prédio onde nasceu Fernando Pessoa
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Em baixo ficam visíveis os nomes dos desenhadores (autores de BD. ilustradores e 
cartunistas/caricaturistas) com imagens dedicadas ao poeta em postagens anteriores

(XIII) Jun.20 - Autor: Luís Manuel Gaspar
(XII) Maio 08 - Autor: Rui Pimentel
(XI) Abr. 22 - Autor: Mariana Capela
2009 - Daqui para cima

(X) Nov. 27 - Autores: [Luís] Alvoeiro e C. Martins
(IX) Novembro 22 - Autor: Jorge Colombo
(VIII) Agosto 08 - Autores: Miguel Moreira e Catarina Verdier
(VII) Julho 27 - Autor: Derradé
(VI) Julho 20 - Autores: Nuno Frias, Ricardo Reis, João Vasco Leal, Cristiano Baptista, André Oliveira
(V) Julho 12 - Autora: Ana Filomena Pacheco
(IV) Julho 6 - Autor: Laerte
(III) Junho 22 - Autor: João Chambel
(II) " 18 - Autor: Rafa Infantes
(I) " 13 - Autor: José Abrantes
2008 - Daqui para cima
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Para ver de imediato todas as postagens anteriores basta clicar na etiqueta Fernando Pessoa na Banda Desenhada indicada no rodapé

quarta-feira, junho 09, 2010

Festivais, Salões BD e afins - (Beja) Entrevista com Paulo Monteiro acerca do 6º Festival BD de Beja






Aproxima-se o último fim-de-semana do 6º Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja. Nas anteriores edições - em anos de menos vacas magras... -, estes derradeiros dias costumavam ainda apresentar motivos atraentes que justificavam um retorno ao Alentejo das dezenas de lisboetas (os mais numerosos forasteiros) e uns tantos bedéfilos que lá estiveram de outras zonas do país, nomeadamente Senhora da Hora, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Porto, Coimbra, Óbidos, Caldas da Rainha, Leiria, Almada, Faro, embora estranhamente não tenha estado ninguém da Amadora (leia-se: nenhum responsável do respectivo Festival BD...)
Porém, sabendo da diminuição dos apoios ao bonito, animado e bem organizado evento bejense, ocorreu-me fazer uma curta entrevista com Paulo Monteiro, criador do festival e seu principal dinamizador, a fim de poder esclarecer algumas interrogações que têm surgido em conversas entre gente da BD que lá esteve, além de divulgar neste blogue quais os pontos de interesse para os apreciadores de BD que se queiram ainda deslocar a Beja.
Eis as perguntas e respectivas respostas:


 

 
GL - Paulo Monteiro: na inauguração deste Festival BD de Beja - ou seja, no primeiro fim de semana, dias 29 e 30 de Maio - estiveram presentes vários autores estrangeiros, desde o consagrado belga Hermann até alguns novos valores, casos do britânico Rufus Dayglo, do francês Hippolyte, dos gémeos brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá, do canadiano Niko Henrichon, do esloveno Jakob Klemencic...
Podes explicar os motivos que te levaram a concentrar todos os autores no início, e não haver nenhum convidado estrangeiro posteriormente?


Paulo Monteiro - Sim, e além desses, o italiano Fábio Civitelli, a norte-americana Dame Darcy, o croata Igor Hofbauer (e todos os autores portugueses representados nas exposições - cerca de 70 autores, no total)...
Para nós é muito importante que os autores possam estar presentes no dia da inauguração. Para nós é a inauguração do Festival, mas para os autores é a inauguração da sua própria exposição. Por uma questão de cortesia tentamos sempre que estejam presentes. Além disso, o facto de estarem reunidos na inauguração permite-nos potenciar a sua presença, criando um fim-de-semana verdadeiramente alucinante, com várias coisas a acontecer ao mesmo tempo (como aconteceu este ano), no meio de um ambiente descontraído que permita grande interacção com os visitantes. O facto de termos entre nós todos estes autores no primeiro fim-de-semana também nos permite chamar muitas centenas de pessoas a Beja (para além dos visitantes da cidade e da região) conferindo outra dinâmica ao evento. É apenas um fim-de-semana, mas a verdade é que grande parte dos festivais europeus dura 4 dias.
Após o primeiro fim-de-semana apostamos numa programação diária mais contida, virada essencialmente para o público local. Não é que não gostássemos de fazer de todos os dias do Festival uma enorme festa, mas a verdade é que Beja é uma pequena cidade, muito afastada dos grandes centros urbanos (Lisboa e Sevilha são as grandes cidades mais próximas).
Dificilmente as pessoas voltam a Beja depois de terem passado por cá no primeiro fim-de-semana. Só se a programação fosse tão fabulosa que se tornasse imperdível.
Ora nós trabalhamos no limite do nosso orçamento e das nossas forças. O núcleo duro do Festival sou eu, o Nuno Sousa e a Susa Monteiro - claro que contamos com o apoio dos nossos colegas da Câmara Municipal - do Parque de Materiais, do Serviço de Aprovisionamento, Gabinete de Informação e Relações Públicas, Tesouraria, etc., etc. (e com a colaboração de muitos amigos). Mas em termos de organização é uma equipa pequena, o que torna complicado fazer as coisas de outra maneira. Esta parece-nos a mais acertada e aquela que melhor funcionou. O primeiro fim-de-semana é, na verdade, fantástico! Nos dias restantes podem visitar-se as 21 exposições que compõem o Festival com outra calma e assistir à programação diária com outro ritmo. O que faz sentido, quando olhamos para as especificidades da própria região. As 5 edições do Festival mostraram-nos que este era o melhor caminho a seguir - e parece-nos o mais acertado. É complicado fazer um grande esforço financeiro no segundo ou no terceiro fim-de-semana para agregar à volta de uma iniciativa 100 ou 200 pessoas. Parece-nos mais lógico fazer isso logo no início. É melhor para o público (que não tem um minuto de aborrecimento) e melhor para os autores, que fazem destes dois dias uma verdadeira festa da banda desenhada (alguns dos autores estrangeiros chegaram a dizer-nos que nunca tinham estado num Festival com este ambiente e com esta dinâmica - ficámos muito felizes, claro). Por isso continuaremos a apostar nestes primeiros dias, juntando muitas centenas de pessoas.


GL - Hermann é um autor consagrado da BD europeia, indubitavelmente. Mas qual o critério que usaste para o escolheres para convidado do Festival, e não Moebius, ou Bilal, por exemplo?

 
Paulo Monteiro - É difícil estabelecer um critério, perante os nomes que apontas (poderiam estar muitos outros autores neste grupo), já tínhamos iniciado alguns contactos no sentido de convidar o Bilal e o Moebius a estarem presentes em Beja. O Hermann respondeu prontamente e ficámos muito felizes com a sua presença. Além disso é necessário não esquecer que é um autor com uma enorme dinâmica (continua a publicar com uma regularidade invejável) e tem uma verdadeira legião de fãs em Portugal (à qual não é alheia a divulgação do seu belo trabalho na revista Tintin, desde o final dos anos 60 até aos anos 80). O Hermann faz parte do imaginário de várias gerações e continua a criar novos leitores. Pensámos que seria interessante trazê-lo até Beja e proporcionar esse convívio com todos aqueles que apreciam a sua obra. Foi muito interessante, pois alguns leitores trouxeram as suas edições mais preciosas (algumas da extinta Íbis) para o Hermann autografar. Outros - principalmente os mais novos - compraram os seus livros pela primeira vez. É um verdadeiro "histórico" da banda desenhada europeia. Quanto ao Bilal, ao Moebius (e ao Manara, ao Frank Miller, etc.), quem sabe se no próximo ano ou nos seguintes não os teremos entre nós? Seria fantástico!

GL - Para dar uma ideia do festival a quem não pôde lá ir este ano, gostaria que após citares os títulos das exposições que o integram, esmiuçasses os motivos que te levaram a escolhê-las, que descrevesses algumas das pranchas originais que nelas se destacam, e falasses dos respectivos autores.

Paulo Monteiro - O Festival tem 21 exposições patentes ao público. Tentámos, como fazemos sempre, dar uma visão o mais abrangente possível da banda desenhada contemporânea nacional e internacional, trazendo a Beja autores que estão nos antípodas uns dos outros. O que terão em comum autores tão díspares como Fabio Civitelli (o autor do cowboy Tex) e Igor Hofbauer, com as suas pranchas intimistas? Tudo e ao mesmo tempo pouca coisa. Mas é isso que nos interessa: mostrar um bocadinho de tudo, independentemente de escolas, estilos ou até das "mensagens subliminares" de cada autor. Queremos fazer, antes de tudo, um Festival de autores. De todos os autores. Dai o facto de se encontrar uma variedade tão grande de propostas. E quando falo do Festival como um Festival de todos os autores é sempre nessa perspectiva: juntar autores consagrados com autores emergentes, sem fazer juizos de valor, sem separar águas... Não queremos ser um Festival "comercial" nem um Festival "alternativo", nem um Festival de "nomes incontornáveis" ou de "jovens promessas", mas sim um Festival de banda desenhada com tudo aquilo que ela tem em si de distinto. Essa heterogeneidade é, afinal, uma das suas maiores riquezas. Não faria sentido de outra forma. É claro que nos interessa ter grandes nomes da banda desenhada mundial entre nós. Mas isso não faria sentido se não mostrássemos os autores que estão agora a começar o seu percurso na difícil arte de contar histórias em imagens. É por isso que as escolhas que fazemos nunca são pessoais. Tentamos fazer uma escolha interessante dentro das diversas áreas, dando uma visão ecléctica da produção contemporânea: quem gosta apenas de mangá, fica a saber que existem muitíssimas outras propostas para lá da mangá. Quem aprecia os chamados "alternativos" pode eventualmente deparar-se com belas surpresas descobrindo outros autores. Interessa-nos que os estilos se contaminem, que se completem... Para o público menos informado, é uma oferta fantástica, que lhe dá a perfeita noção de que o universo da banda desenhada não se esgota em duas ou três referências. Temos conquistado alguns leitores com esta estratégia, o que nos parece fundamental. É urgente conquistar leitores. Isso só se consegue dando a ver tudo. Para que se possam fazer escolhas...

GL - Apresenta-me uma motivação suficientemente forte para convencer alguns dos visitantes do meu blogue a irem a Beja à ponta final (12 e 13 de Junho) desse Festival BD.

Paulo Monteiro - Podemos apresentar não uma, mas 21 motivações, que é o exacto número das exposições que estão patentes ao público. Muito diferentes umas das outras, cada qual a merecer uma visita demorada. E depois temos o Mercado do Livro (este ano já vendemos muitas centenas de títulos), o maior que realizámos até agora. Tem um pouco de tudo: desde as histórias monográficas acerca de várias cidades de Portugal (em banda desenhada, claro), até aos mais arrojados e "alternativos" artistas europeus. No que concerne à programação paralela, chamava a atenção para a passagem do filme "Twilight Zone", sexta-feira, à meia-noite, na Bedeteca, com apresentação (sempre fabulosa) de José Carlos Oliveira, e para o concerto que terá lugar na Galeria do Desassossego, no Sábado, onde se recriam vários ambientes ligados à Banda Desenhada. No Domingo faremos a Festa de encerramento, onde serão todos bem-vindos, e onde terão lugar várias surpresas (leilão de revistas e fanzines, sorteios, muita conversa, etc.). Hoje terá lugar a conferência/conversa sobre a relação entre o jazz e a banda desenhada, com muitas imagens à mistura, na Bedeteca, a partir das 21h30... Sei que gostarias de estar por cá (além disso vamos falar no teu fanzine Jazzbanda). Mas isso, para dar um mero exemplo, ia obrigar-te a fazer cerca de 400 quilómetros (ida e volta). Mais um motivo para a tal aposta no primeiro fim-de-semana... É bem certo que não descuramos os visitantes da cidade e da região. Mas um evento como este tem de ser pensado à escala nacional. É um dos nossos maiores desafios... Este ano correu muito bem. Para o ano repetiremos a fórmula, mas com outros atractivos, claro...
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Nota do bloguista
As três imagens no topo do "post" representam publicações editadas propositadamente para este festival.
Trata-se de duas revistas, Splaft! e Venham +5, e o mini-álbum Colecção Toupeira. Nestes mini-álbuns foram publicados, até agora, os seguintes autores: Véte (nº1, em 2005), Lam (nº2, 2006), Pedro Rocha Nogueira (nº3, 2007), Susa Monteiro (nº 4, 2008), Carlos Rocha (nº5, 2009) e agora Maria João Careto, desenho, e André Oliveira, argumento (nº6, 2010).
As três publicações têm coordenação de Paulo Monteiro, e a edição apresenta chancela dupla: Câmara Municipal de Beja - Bedeteca de Beja. Por esse facto, dificilmente poderão ser adquiridas fora da Feira do Livro inserida no festival.
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Vários festivais, salões e eventos afins foram anteriormente divulgados neste blogue. Para ter um panorama do que neles tem acontecido, ou qualquer outra finalidade, convirá visitar as respectivas postagens, que podem ser vistas com um simples clique na etiqueta inserida em rodapé

quarta-feira, junho 02, 2010

Autógrafos desenhados (XIII) - Rufus, Hippolyte, Fábio, Gabriel, Niko Henrichon, Jakob Klemencic, Hermann









Beja pode orgulhar-se de lá se realizar anualmente um festival de BD bem organizado (parabéns Paulo Monteiro e Susa Monteiro!), com múltiplos motivos de interesse, e onde o contacto com os autores convidados, portugueses e estrangeiros, acontece com invulgar informalidade. 

E porquê? 

Porque jantamos todos no mesmo restaurante, vamos quase todos beber um copo à Galeria do Desassossego... 

Há pequenas e, para mim, saborosas escapadelas como, por exemplo, ir jogar snooker com o consagrado Hermann, sendo os restantes parceiros Rui Brito (Edições Polvo), Regina Pessoa e Abi Feijó.

Bem, os dois últimos, não pertencem propriamente ao universo da BD, todavia são nomes sonantes do Cinema de Animação, mas também com passagem, embora fugaz, pela BD. 

Com efeito, Abi Feijó foi um dos editores do fanzine Belo Zebu, e Regina Pessoa surgiu o ano passado como autora do álbum RubyDum & TawnyDee in Nieportland).


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RUFUS DAYGLO (britânico)


HIPPOLYTE (francês)


FÁBIO MOON (brasileiro)


GABRIEL BÁ (brasileiro)


NIKO HENRICHON (canadiano)


JAKOB KLEMENCIC (esloveno)


HERMANN (belga)



Nestes múltiplos contactos surgem, muito naturalmente, ocasiões para solicitar desenhos e autógrafos aos autores com quem vamos conversando. 

Assim aconteceu entre mim e vários - o britânico Rufus Dayglo, o francês Hippolyte, os gémeos brasileiros Fábio Moon & Gabriel Bá, o canadiano Niko Henrichon, o esloveno Jakob Klemencic, e o belga Hermann, grande referência da banda desenhada europeia 

(Nota: os desenhos estão postados por esta ordem, de cima para baixo).

É deles que apresento no presente "post" os respectivos "autógrafos desenhados", como classifico estes improvisos gráficos, valorizados com pequenas mas simpáticas dedicatórias.

São sete ilustrações de sete autores (*), uma óptima colheita!

(*) Sete em seis folhas, porque os gémeos paulistanos desenharam no mesmo papel, como seria de esperar, mas de qualquer forma são dois desenhos de dois autores diferentes.
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Deste mesmo tema há vários textos anteriores, relacionados com desenhos e autógrafos dos autores indicados na lista abaixo indicada. 
Para quem quiser ver os respectivos desenhos, bastar-lhes-á clicar na etiqueta "Autógrafos Desenhados" mostrada no rodapé deste "post".
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(XII) Abr. 9 - Juan Cavia
(XI) Fev. 26 - Solano López
2010 - daqui para cima

(X) Dez. 9 - Neal Adams
(IX) Jun. 10 - Gary Erskine
2009 - daqui para cima

(VIII) Set. 26 - Enrique Breccia
(VII) Agosto 3 - Carlos Roque
(VI) Maio 19 - John Buscema
(V) Abril 13 - Mordillo
(IV) Março 25 - Moebius
(III) Fev. 11 - Quino
(II) Jan. 12 - Milo Manara
2006 - daqui para cima

(I) Dez. 26 - Aragonés
2005 - daqui para cima

terça-feira, junho 01, 2010

Tertúlia BD de Lisboa - Ano XXV - 311º Encontro

TERTÚLIA BD DE LISBOA
ANO XXV
311º ENCONTRO
1 JUNHO 2010
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ENCONTRO ESPECIAL
do
25º ANIVERSÁRIO
da
TERTÚLIA BD DE LISBOA
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Neste mês, para comemorar o aniversário
da Associação Informal Tertúlia BD de Lisboa
há o Encontro Especial, chamado "encontro vadio"
por se efectuar sempre em restaurante diferente do habitual no resto do ano (*)

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Como é da tradição, no encontro de aniversário da tertúlia
não há Homenageado nem Convidado Especial.
Corta-se assim no programa, a habitual 3ª parte da TBDL, que consta do seu
momento-chave, a auto-apresentação do autor convidado,
seguida de questões colocadas pelos "tertulianos".
Mantêm-se as duas partes iniciais:

1 - Jantar; 2 - Sorteio interactivo de peças de banda desenhada
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Graças às potencialidades da blogosfera, é possível inserir na presente postagem, "a posteriori", os nomes dos participantes neste encontro aniversariante.
Ei-los (63) por ordem alfabética:
1.Adelina Menaia; 2. Álvaro; 3. Amorim; 4. Ana Maria Baptista; 5. Ana Saúde; 6. André Oliveira; 7. António Isidro; 8. Bruno Martins; 9. Carlos Páscoa; 10. Clara Botelho; 11. David Ribeiro; 12. Elisa Canário; 13. Falcato; 14. Fernando Andrade; 15. Gastão Travado; 16. Geraldes Lino; 17. Helder Jotta; 18. Hugo Teixeira; 19. Inês Mendes; 20. Inês Ramos; 21. Isabel Viçoso; 22. João Antunes; 23. João Figueiredo; 24. João Paulo Batista; 25. João Vasco Leal; 26. Jorge Coelho; 27. José Abrantes; 28. Leonor Iglésias; 29. Luís Graça; 30. Luís Salvado; 31. Machado-Dias; 32. Manuel Canário; 33. Manuel Valente; 34. Marc Figueiredo; 35. Mariana Perry; 36. Miguel Gabriel; 37. Miguel Marreiros; 38. Milhano; 39. Moreno; 40. Nelson Martins; 41. Nuno Amado "Bongop"; 42. Nuno Duarte (o desenhador, não o argumentista); 43. Nuno Leal "Untxura"; 44. Paula Carichas; 45. Paulo Marques; 46. Pedro Bouça; 47. Pedro Mota; 48. Petra; 49. Ricardo Correia; 50. Ricardo Leite; 51. Ricardo Reis; 52. Rui Domingues; 53. Rui Moura; 54. Sandra Rosa; 55. Simões dos Santos; 56. Sofia Mota; 57. Sónia Carmo; 58. Teresa Cardia; 59. Tiago Pimentel; 60. Victor Jesus; 61. Vidazinha; 62. Virgínia Soares; 63. Zé Manel.

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(*) Nos encontros "vadios" anteriores, iniciados apenas em 1992, a tertúlia efectuou-se nos seguintes restaurantes de Lisboa:

Quebra-Bilhas (1992 e 1993) (era no Campo Grande, fechou o ano passado)
Tatu (1994)
João do Grão (1995)
Real Fábrica (1996)
Sesimbrense - Feira Popular (1997) (já fechou)
República (1998) (já fechou)
O Trigueirinho (1999)
Dois Mil (2000) (já fechou)
Ti Lurdes (2001)
A Valenciana (2002)
O da Manecas - Parque Mayer (2003) (já fechou)
O Manel - Parque Mayer (2004) (já fechou)
Fragata - no rio Tejo, doca de Santos (2005)
5 Chaves (2006)
A Berlenga (2007)
Moinho Vermelho (2008)
Rodízio Grill - no Campo Pequeno (2009)
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Para se verem as numerosas postagens anteriores relacionadas com este tema, basta clicar no item Tertúlia BD de Lisboa, inscrito no rodapé

quinta-feira, maio 27, 2010

Festivais, Salões BD e afins - (Beja )Festival Internacional- 6ª edição - Maio/Jun 2010


A capital da Banda Desenhada em Portugal desloca-se da Amadora para Beja já no próximo dia 29 de Maio, e por lá ficará até 13 de Junho, publicitado por toda a cidade, e aqui na blogosfera, através do cartaz (que ilustra este "post") realizado por Susa Monteiro.


Vão ser dezasseis dias! Parece muito tempo, mas só para ver todas as bandas desenhadas expostas, até é curto (então para quem vai de Lisboa, e só lá está durante o fim de semana, é curtíssimo, hélas!).
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Na Casa da Cultura, por exemplo, haverá exposições imperdíveis de Dame Darcy (Estados Unidos), Hippolyte (França), Rufus Dayglo (Reino Unido), Igor Hofbauer (Croácia), Niko Henrichon (Canadá), e para os compulsivos apreciadores do impoluto e destemido caubói Tex, vão estar patentes pranchas originais de Fabio Civitelli, vindas expressamente de Itália.
Claro que também estarão representados alguns autores portugueses:
JCoelho ( a trabalhar cada vez mais para os Estados Unidos), Miguel Rocha, e uma artista que se divide pela BD e Cinema de Animação, Regina Pessoa.
Além das individuais, há três exposições colectivas:
Aldeia das Amoreiras e Zona, ambas de Portugal; e Fábio Moon & Gabriel Bá, os gémeos que vêm do Brasil mostrar os seus "10 pãezinhos, quase nada".
Mas Beja - ou, mais assertivamente, Paulo Monteiro -, nestas alturas em que há quadradinhos sequenciais para mostrar, vai desencantar espaços que, se calhar, poucos alentejanos bejenses imaginariam visitar à pala da BD...
Por exemplo:

Conservatório Regional do Baixo Alentejo - Há lá imagens seleccionadas pela livraria Kingpin Books, (corporizada no Mário Freitas), que seleccionou pranchas de autores que tem editado (Osvaldo Medina, Carlos Pedro, Filipe Teixeira)

Galeria do Desassossego (grande nome para um bar-restaurante-galeria de arte, de que muitos noctívagos lisboetas se tornariam adictos se a conhecessem) - Vai lá ter pranchas do Ateliê Toupeira, um colectivo artístico-bedéfilo maioritariamente composto por nativos de Beja, ou residentes; e também lá irá cantar Dame Darcy, porque, além de autora de BD alternativa, ela tem mais essa valência, e será apresentada por Manuel Espírito Santo (dono da novel livraria portuense Invicta Indie Arts, que é essencialmente de BD).
na Galeria dos Escudeiros vai estar aquele numeroso e activo grupo de grafistas/artistas portugueses - tudo gente nova - que se reúne no amplíssimo espaço do The Lisbon Studio, que por este título se está a tornar conhecido de Portugal aos United States of America ;
no Instituto Politécnico de Beja, estará representado um jornal gratuito açoriano, o Avenida Marginal, com bandas desenhadas relativas ao concurso organizado por aquele activo medium trimestral da cidade da Horta, Ilha do Faial, e também, suponho, pelas duas meias pranchas dedicadas ao primeiro presidente de Portugal, Manuel de Arriaga (nascido exactamente na cidade da Horta, a 8 de Julho de 1840).
Esta banda desenhada, a cores, é um notável trabalho gráfico e de composição de Ricardo Cabrita.
Para se visitar o Museu Jorge Vieira - Casa das Artes há duas razões visuais: Greetings from Cartoonia, integrada por representantes de vários países, e NCreatures de Portugal, que integra n autores lusos, como se depreende.
No Museu Regional de Beja, bonito e categorizado espaço, poderão ser apreciadas pranchas de dois portugueses, um da BD, Jorge Miguel, e um da Ilustração, João Vaz de Carvalho (que também já fez BD).
Apesar de ser um autor de elevado gabarito, Hermann não está representado em nenhum destes locais. O que terá acontecido? Vou perguntar ao Paulo Monteiro e acrescentarei aqui logo à noite (a blogosfera é um espanto, não há fronteiras de tempo ou espaço!).
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LANÇAMENTOS
Logo no dia da abertura, 29 de Maio, haverá vários lançamentos na Casa da Cultura, vai ser um vê-se-te-avias!
Às 15h00 há o do SPLAFT!, o imperdível catálogo do Festival (costuma ter curtas mas boas biografias, geralmente escritas pelo Paulo Monteiro, quem mais haveria de ser?).
Às 16h00 será a vez da revista Venham + 5 (nº7), e da colecção Toupeira (nº6), um mini-álbum com bd de Maria João Careto (desenho) e André Oliveira (argumento).
Às 16h15, Dog Mondonça e Pizzaboy verão mais uma vez (uma delas foi na Tertúlia BD de Lisboa) apresentadas publicamente as suas aventuras, com a presença de músico, professor, cineasta e argumentista Filipe Melo.
A editora Polvo estende de novo os seus tentáculos (volta, Rui Brito, estás perdoado em Beja, mas não em Viseu, onde aquele livro de BD "As Mulheres Não Gostam de Foder", do Alvarez Rabo, por ti editado, te tornou odiado pelos viseenses).
Vamos ter agora pela Polvo mais um Miguel Rocha - sempre surpreendente - agora com Hans, o Cavalo Inteligente.
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Na Sala de Ateliês I vai haver vários momentos de "Dois Dedos de Conversa":
16h - Marcos Farrajota com Igor Hofbauer;
16h45 - Dame Darcy e Regina Pessoa - Banda Desenhada e Cinema de Animação - Exibição de curtas das duas autoras.
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Na Sala de Ateliês II:
Haverá diversas actividades inesperadas e valorizadoras da abrangência das valências da BD, neste sempre dinâmico festival alentejano.
Por exemplo:
I) Workshop de Mangá - A grande popularidade da mangá (ou seja, a banda desenhada japonesa), tornam mais do que justificado este workshop, que será dirigido por "mangakas", a saber:
Bárbara Lourenço, Catarina Guerreiro, Tânia Guita, Telma Guita e Hugo Teixeira.
Por aqui se vê que na mangá as mulheres estão em superioridade numérica sobre os homens, um fenómeno invulgar na BD ocidental.
II) Maratona de Argumento para BD
Contrariando inteligentemente a tendência para se falar em guião (por influência dos brasileiros9, aqui diz-se argumento, e é disso que tratará esta original iniciativa, a ser levada a efeito a partir das 15h30 no jardim da Casa da Cultura (espantosa ideia, saravá Paulo Monteiro).
A coordenação da tarefa estará a cargo de David Silva.
(III) Desenho ao Vivo
A partir das 16h00, com Niko Henrichon (autor da "Fábula de Bagdad");
A partir das 16h45, entra Rufus Dayglo (autor de "Tank Girl")
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Tudo isto é tão-somente uma descrição de pontos fulcrais do programa, assim ao estilo de "vol d'oiseau".
A sobreposição de motivos de interesse neste evento ecléctico (atenção: na página inicial da apresentação do programa na net, alguém escreveu "eclético") chega a provocar-me o desejo intenso de ter o dom da ubiquidade (ainda não há nenhum super-herói com este poder, pois não?).
Eu ando a treinar: estou aqui estou lá (amanhã).



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Vários festivais, salões e eventos afins foram anteriormente divulgados neste blogue.
Para ter um panorama do que neles tem acontecido, ou qualquer outra finalidade, convirá visitar as respectivas postagens, que podem ser vistas com um simples clique na etiqueta inserida em rodapé

domingo, maio 23, 2010

Autor de BD como personagem ou figurante na sua banda desenhada (XII) - JCoelho




Meter-se sorrateiramente na sua própria banda desenhada equivale, em termos psicológicos - mesmo que apenas como mero figurante numa única vinheta - entrar num universo paralelo, e lá ficar plasmado para sempre.

Ou seja: JCoelho (*) introduziu-se na imagem, passou a fazer parte do universo ficcional do episódio Below the Fold - parcialmente reproduzido no topo deste "post" -, e não mais poderá de lá sair, aprisionado nas páginas do mini-comic editado por Eric Skillman (**).

Claro que os leitores americanos sequer imaginarão que aquela figura de jovem de óculos e barbicha a prolongar o queixo será o próprio grafista. 
Mas por cá ele será facilmente reconhecido por quem o conheça bem.

E todos ficaremos a saber que o talentoso Jorge Coelho se perpetuou nesse universo de papel e tinta, graças à sua participação naquela estupenda vinheta de Egg.Hard-boiled Stories (# 1 - Jan. 09) , visível no topo do "post", e por baixo a página completa, a que adicionei uma pequena "moldura" para os visitantes poderem facilmente localizá-lo. 
(Dedicadas a este episódio haverá três postagens. Esta é a 2ª de 3)

(*) http://www.almirantefujimore.blogspot.com/
(**) http://www.ericskillman.com/

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Para os interessados em visionar as postagens anteriores do tema "Autor de BD como personagem ou figurante da sua banda desenhada", basta clicarem nesse item que aparece escrito em rodapé.
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Entretanto, para se ver a lista de autores e personagens anteriormente focados, aqui a ponho visível:

(XI) - Fev. 25 - Pedro Manaças
2009 (daqui para cima)

(X) - Fev. 10 - Moebius
2008 (daqui para cima)

(IX) - Fev. 27 - C. Cngr (Carlos Corujo "Zíngaro")
2007 (daqui para cima)

(VIII)-Set. 11 - Art Spiegelman
(VII) - Ag. 29 - Nuno Markl
(VI) - Ag. 20 - Pedro Morais (desenhador), Luís Almeida Martins (argumentista)
(V) - Jul. 7 - Augusto Trigo
(IV) - Jun. 26 - Nuno Saraiva
(III) - Maio, 5 - Robert Crumb
2006 (daqui para cima)

(II) - Nov. 16 - João Maio Pinto (desenhador), Esgar Acelerado (argumentista)
(I) - Out. 25 - Uderzo (desenhador), Goscinny (argumentista)
2005 (daqui para cima)

sábado, maio 22, 2010

Estética e Convenções Gráficas da BD (XX) - Picado e Contrapicado (XIV) - JCoelho

Olha-se para as imagens iniciais de Egg. Hard-boiled Stories, e o nosso olhar fica de imediato imóvel, preso ao magnífico picado ("plongée", para os francófonos irredutíveis) das duas vinhetas com que JCoelho (sob argumento de Eric Skillman) inicia a sua quota parte naquela obra colectiva (ampliem-nas, please, vale bem a pena!).
O episódio ilustrado por ele intitula-se Below the Fold, e numa das postagens seguintes, debruçadas igualmente sobre a presente colaboração de Jorge Coelho para um editor dos United States of America, veremos mais imagens de sua autoria, que ele bem merece.
(Portanto, esta postagem é 1 de 3)

Mas entretanto, para @ car@ amig@ visitante não dar por mal empregado ter vindo até este blogue, queira fazer o favor de clicar na etiqueta indicada no rodapé, "Estética e Convenções Gráficas na Banda Desenhada", e irá ver os treze "posts" anteriores.
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Índice remissivo para os "posts" anteriores nas datas abaixo indicadas, onde, além deste item "Picado e Contrapicado", estão incluídos mais dois temas:
"Panorâmicas"
"Zoom" ,
todos visíveis através dum simples clic.
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(XII) - Carlos Pacheco e Jesus Merino
2008

(XI) Ag.10 - Reg Perrott
(X) Abr. 20 - Frank Miller e Lynn Varley
(IX) Fev. 25 - Kája Saudek
2007

(VIII) Agosto 27 - Bill Watterson
(VII) Jun.11 - Joe Sacco
(VI) Maio 13 - Victor Mesquita
(V) Maio 9 - Moebius
(IV) Maio 7 - Rui Lacas
(III) Abr.11 - Gibrat
(II) Abril 11 - Gibrat
(I) Março 17 - Autores: Phil Gimenez e Andy Lanning
2006 Daqui para cima -Tema: Picado e Contrapicado
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(I) Maio 28 - Jim Lee
2008 Daqui para cima - Tema: Violência
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(I) Jan. 18 - Joe Quesada
2008 Daqui para cima - Tema: Zoom
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(I) Agosto 21 - Reg Perrott
2007 Daqui para cima - Tema: Tortura

domingo, maio 16, 2010

Banda Desenhada portuguesa em revistas não especializadas em BD (XLIII) - Playboy (edição portuguesa) - Autor: Fernando Lucas



A Banda Desenhada erótica tem os seus cultores de referência na actualidade: Manara, Serpieri, Altuna, Giardino... 
E entre os autores portugueses há algum especialista? Bem, há esporádicos, que a fazem de vez em quando, como está a acontecer agora com Fernando Lucas, autor (desenho e argumento) do episódio O Calor Aperta que ilustra o presente "post".

Trata-se de uma imaginativa bd, onde surge a mão de enigmática personagem, a aumentar substancialmente a temperatura (para 90º!) da máquina de lavar e secar roupa...

A loura protagonista não tem outro remédio que não seja o de vestir tão exíguas peças, sofrendo assim os resultados da estranha actividade de tipo voyeuriste dos Seguidores da Ordem do Paraíso.

Depreende-se que eles continuarão a actuar na revista Playboy, edição portuguesa.
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O presente episódio foi publicado em Maio, no nº 14 da citada revista erótica, exactamente a que traz as fotografias da professora de Mirandela (mais propriamente da freguesia com o bonito nome de Torre de Dona Chama) que, para as suas páginas ousou posar nua! Como castigo, já foi forçada a deixar de ser professora, porque a população ficou escandalizada, e com receio de isso traumatizar as crianças da escola. Inacreditável!
Até parece que em Mirandela há muita gente a comprar a Playboy, ainda por cima fica-se com a ideia de que costumam mostrá-la às crianças, depreendendo-se que, neste caso, terão ficado escandalizadas e traumatizados ao ver tão arrojada atitude da sua querida professora de Expressão Musical, Bruna Real (nome verdadeiro, mas na revista é apresentada pelo pseudónimo de Xana Ferreira) que já foi transferida da Escola Básica de Torre de Dona Chama para o Arquivo Municipal, onde ficará longe dos olhares pudicos e escandalizados da população, incluindo as crianças...
Parece que na província voltámos ao tempo do Estado Novo. 

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O meu amigo Fernando Lucas, que colaborou no fanzine Tertúlia BDzine (de que sou o faneditor) com um episódio apócrifo dedicado ao Tintin, vive agora na Maia, mas trabalha ao lado, no Porto, numa agência de publicidade com o curioso nome de "Sardinha Comunicação", cuja conseguiu passar a participar na revista, em substituição de Nuno Saraiva, anterior colaborador em BD.
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O presente tema tem 42 "posts" anteriores, que podem ser vistos facilmente clicando na etiqueta visível lá em baixo no rodapé. Entretanto, para o caro visitante ter uma ideia de quantas e quais as revistas, e os nomes dos autores colaboradores neste tema, mostro em seguida uma listagem com esses pormenores:

(XLII) - Abril 15 - Revista Aula Magna - António Brandão e João Martins (desenho), Marisa (argumento), Joana Hartmann (legendagem)
(XLI) - Março 03 - Revista Jazz.pt - Autor: C. Zingr
2010 - daqui para cima

(XL) - Dez. 02 - Revista Cais - Autor: Luís Belerique
(XXXIX) - Nov. 24 - Biologia & Sociedade - Autor: J.Mascarenhas
(XXXVIII) - Set. 8 - Cais - Autor: Vasco Martins
(XXXVII) - Julho 18 - Ler - Autor: André Carrilho
(XXXVI) - Abril 12 - Playboy - Autor: Nuno Saraiva
(XXXV) - Março 29 - Cais - Autor: Vasco Martins
(XXXIV) - Março 21 - Aula Magna - Autores: Filipe Alves, Ana Afonso, Álvaro Áspera
(XXXIII) Fev. 13 - Cais - Autor: Vasco Martins
(XXXII) Jan. 18 - Jazz.pt - Autores: C Zingr (desenho), Teixeira Moita (argumento)
2009 - daqui para cima
(XXXI) Nov.18 - Revista Dif - Autor: Ricardo Machado
(XXX) Julho 16 - Elegy Ibérica - Autor: JCoelho e DJ Goldenshower
(XXIX) Julho 10 - Time Out - Autor: Ricardo Machado
(XXVIII) Junho 20 - Jazz.pt - Autor: C.Zngr
(XXVII) " 18 - Elegy Ibérica - Autores: JCoelho e DJ Goldenshower
(XXVI) " 13 - P'Almada - Autor: Serrano
(XXV) Maio 14 - GQ Gentlemen's Quarterly- Autora: Joana Sobrinho
(XXIV) Jan. 10 - Jazz.pt - Autor: Zngr
(XXIII) Jan. 8 - Motociclismo - Autor: Luís Pinto-Coelho
2008 - daqui para cima
(XXII) Julho 6 - Revista Underworld - Autores: João Monteiro (desenho), André Oliveira (arg.)
(XXI) Junho 29 - Gente Jovem - Autor: Algarvio
(XX) Junho 8 - Visão - Autores: Pedro Massano, José Carlos Fernandes, António Jorge Gonçalves
(XIX) Março 14 - P'Almada - Autor: Serrano
(XVIII) Março 10 - Underworld - Autores: Ricardo Reis (desenho), André Oliveira (argumento), Ana Maria Baptista (colorido) (XVII) Março 6 - Motociclismo - Autor: Luís Pinto-Coelho
(XVI) Fev. 27 - Jazz.pt - Autor: C. Zingr (Corujo Zíngaro)
(XV) Jan. 23 - Visão Júnior - Autores: Pedro Morais e Luís Almeida Martins 2007 - daqui para cima
(XIV) Dez. 27 - Revista Dominium - Autores: Sub Verso e Bad Kitty
(XIII) Dez. 9 - Revista "C" - Autores: Miguel Rocha e José Carlos Fernandes (XII) Set. 29 - Textos e Pretextos - Ricardo Pires Machado
(XI) Junho 17 - Ripa na Rapaqueca - Autor: João Ferreira
(X) Maio 6 - Motociclismo - Autor: Luís Pinto-Coelho
(IX) Abril 23 - Underworld - Autor: João Maio Pinto
(VIII) Abril 23 - Revista da Armada - Autor: Antunes
(VII) Abril 23 - Louletano - Autor: E.T.Coelho (reedição)
(VI) Abril 10 - Revista C - Autores: Miguel Rocha e José Carlos Fernandes
(V) Abril 2 - Megajogos - Autor: Algarvio
(IV) Março 13 - Kulto - Autores: Ana Freitas e Nuno Duarte
(III) Março 3 - Gente Jovem - Autor: Algarvio
(II) Fev.25 - Vega - Autor: Richard Câmara
(I) Fev. 18 - Periférica - Autores: Hugo Pena e Jorge Pedro Ferreira
2006 - daqui para cima

terça-feira, maio 11, 2010

Publicidade (Didáctica, Política, Comercial) em BD (II)




Publicidade, tanto didáctica como política ou até mesmo comercial, feita à base de banda desenhada, não é nada frequente, em especial na Imprensa, daí a surpresa que me têm causado os vários episódios que, recentemente, foram publicados no jornal Mundo Universitário (MU).
Para maior agrado de qualquer apreciador de BD, a presente publicidade está a integrar características muito sui generis bem conhecidas da Banda Desenhada tradicional, como mais adiante pormenorizarei quando falar da que é reproduzida na metade inferior deste "post".
Quanto às que coloquei no topo, desenvolvem os temas "Este senhor apresenta o poster do efeito velcro" (título da primeira bd, reproduzida no MU nº 160 - 12 a 25 de Abril) e "Este senhor não se cansa de apresentar o poster do efeito velcro" (2ª bd, no MU nº 161 - 26 Abril a 9 Maio), com a originalidade, nesta última, de a prancha inicial da bd ser a primeira página do jornal!
Como se depreende, ambos os episódios estão centrados em tema idêntico, bem esgalhados nas duas componentes: ideia/argumento e concretização gráfica, tudo da autoria de Pedro Lourenço.







As duas primeiras pranchas sobre fundo alaranjado (no papel de jornal é a cor que ressalta) constituem uma mesma banda desenhada, com um intérprete (a fazer lembrar um prostituto algarvio, que deu brado por se apresentar como consolador de senhoras turistas carentes) que se mantém como "pivot" em ambos os episódios, ao género de uma história em continuação, publicada em números seguidos, em tempos diferentes (uma quinzena de permeio).
Isto constitui uma ideia inédita em publicidade inserida em jornais, e não me canso de elogiar o autor. E seria injusto não dar um aceno de simpatia à agência publicitária (não indicada) pela ideia de convidar um ilustrador/autor de BD a realizar tão inédita publicidade.
Repare-se que os episódios "Este senhor apresenta o poster taikondu" e o seguinte, "Este senhor não se cansa de apresentar o poster taikondu" foram publicados no jornal MU nos nºs 158 (8 a 21 de Março) e 159, de 22 de Março a 4 de Abril), respectivamente, e, embora separados por duas semanas, a cor de base manteve-se a mesma, o que consegue dar evidente unidade aos dois episódios, constituindo duas partes duma mesma situação, que também ressalta dos títulos.
Pessoalmente nunca tinha visto nada no género, ou seja, uma campanha publicitária em que há uma banda desenhada do estilo "continua no próximo número", ainda por cima já com várias séries (as anteriores estão visíveis no "post" de 17 Março), unificadas pelos títulos e pela personagem principal.
Notável!

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Para quem quiser ver a postagem anterior deste tema (em 17 Março) bastar-lhe-á clicar no item "Publicidade em BD" indicado no rodapé.
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O jornal Mundo Universitário - quinzenário no início, tal como actualmente, depois de um período intermédio em que foi semanário, e onde tive o prazer de coordenar uma página de BD -, surgiu a 11 de Maio de 2004, faz hoje seis anos.
À sua directora, Drª Raquel Louçã Silva e respectiva equipa, os meus parabéns.

quarta-feira, maio 05, 2010

Comic Jam - 22ª prancha


O título do episódio deste cadáver esquisito é: "O dia em que a Mariana Perry foi..." e ela acrescentou: "Rainha por 1 tertúlia", assim incutindo, nesta brincadeira gráfica imprevisível, o espírito brincalhão, o humor e a fantasia que haveria de perpassar ao longo das seis vinhetas, realizadas por outros tantos ilustradores.


Nela, Mariana Perry, Convidada Especial da Tertúlia BD de Lisboa no encontro realizado ontem, é colocada como personagem principal.
Primeiro, por ela própria, autora da vinheta inicial. em seguida por:

Pedro Santos, que faz um compasso de espera, entretendo-se a brincar graficamente com os cabelos da Mariana


João Batista continua no mesmo tom inicial da rainha, ao colocar-lhe no balão de fala, o irónico discurso:
"Muito obrigada! Queria agradecer à minha família, aos meus amigos, à tertúlia, ao Geraldes, ao D. Afonso Henriques, ao Benfica, ao..."


João Vasco Leal introduz o elemento de mistério e engrenagem policial, através de mensagem codificada:
"Favo 1 para Favo 2. A Abelha Rainha saiu da colmeia".


João Ataíde acrescenta a intriga, através de misterioso protagonista que segreda (*), a uma estupefacta Mariana, um pormenor inesperado: "Um tal de Obama está a tentar entrar no recinto. Não está na lista..".


(*) Neste caso, o "balão-sussurro" deveria ser tracejado, faz parte da aprendizagem dos códigos da BD que se consegue com muita leitura/visionamento de bandas desenhadas, ou, para facilitar, em cursos de BD.


Joana Afonso termina o episódio introduzindo na trama um animalejo pré-histórico mas de ar suplicante, que simplesmente pretende participar em algo que se presume ser a tertúlia, localizada numa imaginária Ginawood... (um cruzamento entre o simpático espaço restaurativo da Gina no Parque Mayer, e um hipotético Hollywood, ou pelo menos Bollywood, vá, à portuguesa?).


Um delírio de gozo, criado pelos meus amigos autores de BD!


Em resumo, eis a lista dos autores das vinhetas, da esquerda para a direita e de cima para baixo:

Mariana Perry - Pedro Santos
João Batista - João Vasco Leal
João Ataíde - Joana Afonso
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Para ver todas as pranchas anteriores deste "cadáver esquisito", basta clicar no item comic jam inserido aqui por baixo no rodapé

terça-feira, maio 04, 2010

Mariana Perry - Síntese biográfica da Convidada Especial da Tertúlia BD de Lisboa - Ano XXIV - 310º Encontro


À Espera dos Castores, uma alegoria dedicada à Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, de que se vê a vetusta fachada na vinheta inicial desta prancha a cores, da autoria de Mariana Perry (desenho) e André Oliveira (argumento).
Esta bd foi reproduzida na rubrica BD, por mim coordenada durante quatro anos no jornal Mundo Universitário, neste caso na edição de 11 Fev. 2008


Programa de hoje, 4 de Maio de 2010

Ciclo: Nova BD Portuguesa (*)

Convidada Especial
MARIANA PERRY

Mariana Perry da Câmara Vieira nasceu em Macau a 10 de Janeiro de 1984 (Alô, George Orwell), filha de portugueses, neta de espanhola, bisneta de irlandeses, italianos e angolanos. Uma caldeirada genética.

Com uma bedeteca privada em casa alimentada pelos pais, Mariana não podia fugir ao fascínio da BD. O seu talento inato revelou-se cedo: em 1994 ganhou o Concurso Internacional de Desenho de Juniors Sakuro, realizado por uma entidde japonesa, e aos quinze anos criou a sua primeira banda desenhada, Big Brother is Watching numa só prancha, para a aula de Português na Escola Portuguesa de Macau.

Em 2002, já na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e a fazer parte do respectivo núcleo de BD, onde pontificavam Ricardo Cabral e Álvaro Áspera, editores do Blast Magazine, no qual Mariana colaborou com a bd Ictiofobia, em quatro pranchas.

Só cinco anos mais tarde voltaria à BD: foi com Um Sentir Só, uma prancha a preto e branco, sob argumento de André Oliveira, bd publicada no fanzine Tertúlia BDzine nº 118 - Out. 2007 (um número que incluiu mais três episódios, cada um desenhado por autor diferente, todos em colaboração ficcional com o mesmo argumentista).

E de novo em dupla com o prolífico André Oliveira, desenhou o episódio autoconclusivo, numa só prancha, A Espera dos Castores, uma bd a cores publicada no semanário Mundo Universitário (nº 94 - 11 Fev. 08)
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(*) Este ciclo de NOVA BD PORTUGUESA,
a decorrer permanentemente desde Junho de 1985, tem a finalidade de distinguir, com DIPLOMA DE INCENTIVO, gente da BD, a vários níveis:

1) Autores jovens em princípio de carreira, mas com obra publicada - embora porventura escassa - quer em fanzines, jornais, revistas ou, eventualmente, em álbum (por edição alternativa, seja com apoio autárquico ou de empresa privada, até mesmo em edição de autor).

2) Autores já com obra significativa, mas demasiado novos para serem homenageados.

3) Autores que fizeram banda desenhada, de forma esporádica, há uns tantos anos, tendo desistido da BD e optado por diferente actividade (incentivo de tipo retroactivo).

4) Desenhadores adultos que só tardiamente tiveram BD editada, sendo-lhes dado este incentivo pela TBDL, independentemente da sua idade.
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"A posteriori", coisa só possível no território virtual bloguístico, decidi fazer, pela primeira vez, uma lista dos participantes (45) por ordem alfabética, neste 310º Encontro da TBDL:

1.Adelina Menaia; 2.Álvaro; 3.Amorim; 4.Ana Saúde; 5.André Oliveira; 6.António Isidro; 7.Bruno Martins; 8.Carlos Páscoa; 9.Falcato; 10.Fernando Andrade; 11.Geraldes Lino; 12.Helder Jotta; 13.Hugo Teixeira; 14.Isabel Viçoso; 15.Joana Afonso; 16.João Antunes; 17.João Ataíde; 18.João Figueiredo; 19.João Paulo Batista; 20.João Paulo Sá-Chaves; 21.João Vasco Leal; 22.Luís Bacharel; 23.Machado-Dias; 24.Mariana Perry (Convidada Especial); 25.Marisa Falcón; 26.Miguel Ferreira; 27.Miguel Marreiros; 28.Milhano; 29.Moreno; 30.Nelson Martins; 31.Nuno Amado "Bongop"; 32.Nuno Duarte (é o desenhador, não o homónimo argumentista); 33.Paulo Marques; 34.Pedro Bouça; 35.Pedro Data; 36.Pedro Santos; 37.Pepedelrey; 38.Rui Domingues; 39.Sandra Rosa; 40.Simões dos Santos; 41.Teresa Cardia; 42.Tiago Pimentel; 43.Vasco Câmara Pestana; 44.Vidazinha; 45.Virgínia Soares

Para se verem as numerosas postagens anteriores relacionadas com este tema, basta clicar no item Tertúlia BD de Lisboa, inscrito no rodapé