sexta-feira, outubro 03, 2014

Relvas, autor de BD, e o "crowdfunding"


Como acontece à maior parte dos autores portugueses de BD, Relvas, Fernando Relvas, tem dificuldade em ser editado pelas editoras nacionais e, cumulativamente, a sua capacidade económica é insuficiente para ser ele próprio a auto-editar-se.

Mas existe o sistema chamado crowdfunding - que noutros países tem sido bastante utilizado, consta que com bons resultados - a que Fernando Relvas também recorreu agora para conseguir editar uma nova obra. 

Apesar dessas experiências positivas no estrangeiro, o nosso compatriota está algo desapontado com a escassa adesão dos aficionados portugueses ao sistema. 

Daí que, para divulgar a situação, este bloguista lhe tenha apresentado algumas questões.

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Entrevista com

FERNANDO RELVAS


Geraldes Lino - Depois de teres publicado, entre 2007 e 2011, com base no sistema usado pela editora Lulu, as bandas desenhadas "Palmyra", "The Chinese Master Spy", e "Li Moonface", decidiste largar esse sistema de "print on demand". Porquê? Não funcionou bem?

Fernando Relvas - Não larguei o sistema de print-on-demand por muito tempo. Em 2013 saiu uma nova versão de Palmyra pela CCB Publishing que está disponível online em vários sítios. 
Mas é certo que até agora não tem funcionado muito bem. 

G.L. - Estás agora a elaborar outra obra de BD, a "Nau Negra. One Boatman, Two Ships", também a cores. Podes dizer-me quantas pranchas já tens feitas, e também descrever, em síntese, o tema?

Fernando Relvas - O título em português é só "Nau Negra", e a versão inglesa está prevista para ser publicada em print-on-demand.
A história tem cerca de 100 páginas, com 50% já feito (cerca de 70 páginas com interrupções. 
A trama passa-se junto ao porto de Nagasaki no início do século XVII. Há material da história que pode ser visto nos blogues "Urso do Relvas"
http://urso-relvas.blogspot.com

mas posso adiantar que tem de tudo, portugueses, japoneses, ingleses, italianos, a bordo de um navio que anda às voltas no mesmo sítio.

G.L. - Desta vez decidiste recorrer à plataforma crowdfunding, ainda pouco divulgada em Portugal, penso eu, para a edição da "Nau Negra".
Podes dar uma ideia sucinta da forma como é que funciona esse sistema?

Fernando Relvas - E obviamente há a apresentação, muito completa, na página da campanha de fundos

no Indiegogo, que é uma plataforma onde se podem iniciar campanhas de angariação de fundos. Não é assim tão recente quanto isso, só que nos primeiros anos só funcionava para os Estados Unidos, onde neste momento já é um sistema comum. 
O próximo filme de Martin Scorsese foi financiado através de crowdfunding
Em Portugal, onde o "pedir esmola" faz parte da estrutura social, o conceito custa a entrar e causa, no mínimo, confusão às pessoas.
A campanha destina-se a financiar o acabamento da história em português e a edição em inglês. A publicação da edição em poruguês ainda está em aberto.

G.L. - A campanha de crowdfunding começou em 2 de Setembro e terminará a 1 de Novembro de 2014. 
Sendo tu um autor de BD de elevado prestígio, como está a decorrer a participação do público interessado em banda desenhada?
 


Fernando Relvas - Não parece haver ninguém da BD no horizonte, nem discutindo, nem contribuindo, nem sequer rabujando.
Alguns passaram pela página da campanha e nem bom dia disseram, ou aconselharam a outros mas não participaram. Será timidez? Tirando raros e corajosos membros da tripulação que avançaram logo no início.

Entretanto, quando estava a acabar as respostas à tua entrevista, recebi uma boa notícia: o Centro Cultural de Portugal em Tóquio aceitou divulgar a campanha na página do facebook.
Se fores ao meu blogue "Urso do Relvas" tens lá uma nova animação sobre a campanha.


G.L.- Faço votos para que esse teu pequeno filme (fui agora mesmo vê-lo, está bem feito e com muita piada!) anime o crowdfunding...


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FERNANDO RELVAS

Síntese biobibliográfica

Fernando Carlos Nunes de Melo Relvas, 20 de Setembro de 1954, Lisboa. 
 

Relvas iniciou-se na BD em 1975, colaborando nos fanzines O Estripador e O Gorgulho. Estreou-se em 1976 a colaborar num jornal, o Gazeta da Semana, com a personagem 'Chico'. 

Voltaria mais tarde aos jornais, designadamente a: Pau de Canela, O Fiel Inimigo (depois apenas Inimigo), Sete, GrandAmadora, Diário de Notícias, Mundo Universitário
Entre todos destaca-se o semanário Sete, onde teve extensa produção bedística, de 1982 a 1987: Concerto Para Oito Infantes e Um Bastardo, Niuiork, Sabina, Ai Este Chavalo Seria Tão Baril Se..., Herbie de Best, Sangue Violeta, Karlos Starkiller Jornalista de Ponta, todas a preto e branco, e Nunca Beijes a Sombra do Teu Destino, A Noite das Estrelas, O Diabo à Beira da Piscina, O Atraente Estranho, estas quatro a cores.

Há bandas desenhadas suas em várias revistas de BD: Mundo de Aventuras, ("0-3-0 O Controlador Louco"), Fungagá da Bicharada, Mosquito (5ª série), no respectivo suplemento "O Insecticida", Lx Comics e especialmente na Tintin, onde teve considerável produção (Espião Acácio, Viagem ao Centro da Terra, Rosa Delta Sem Saída, L123, Cevadilha Speed, Slow Motion, Kriz 3). 
Fez também BD em revistas de temas diferentes, nomeadamente Pão Comanteiga e Sábado ("O Rei dos Búzios").

Em 1990 obteve o 1º prémio do concurso "Navegadores Portugueses", organizado pelo CNC-Centro Nacional de Cultura, com a obra "Em Desgraça - As Aventuras de Vaz Taborda".

Tem obras editadas em álbuns: colaboração no colectivo "Noites de Vidro", aavv (1991); "Em Desgraça - As Aventuras de Vaz Taborda" (1993), "As Aventuras de Piri-Lau O Nosso Primo em Bruxelas" (1995), "Karlos Starkiller Jornalista de Ponta" (1997) - recolha da série homónima publicada no semanário Sete; "Uma Revolução Desenhada: o 25 de Abril e a BD" (1999).

Enquanto profissional da BD e Ilustração, editou ele próprio os seus prozines (Ananaz Q Ri e Ménage à Trois), mas colaborou também nos fanzines Édito e Quadrado (2ª série).

Em Setembro de 1989, no V Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto participou numa exposição colectiva; em Março de 1997 foi-lhe dedicada uma exposição, pela Bedeteca de Lisboa,  intitulada "Relvas à Queima-Roupa", com edição de catálogo; em 1998 foi um dos vários autores portugueses incluídos na exposição "Perdidos no Oceano", organizada em França pelo Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême, na edição desse ano.


Em Setembro de 2002 foi homenageado pela Tertúlia BD de Lisboa. 

Publicadas em língua inglesa tem as seguintes obras: Palmyra (2007), The Chinese Master Spy (2008), Li Moonface (2011), Ask a Palmyra: How Can Transgenic Fish Make You Sex Crazy? (2013).

Em 2012 realizou o seu primeiro filme de animação, "Fado na Noite", ambientado em Lisboa, nos meados do século XIX. O filme foi financiado pela RTP e Ministério da Cultura.

Em 2013 foi-lhe atribuído o Prémio Nacional de BD/2012 pelo Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, onde esteve representado na exposição "Relvas a Três Tempos". 


Esteve parte do corrente ano de 2014 a preparar, mais uma vez como autor completo - argumento, desenho, legendagem e colorização -, a obra "Nau Negra", quase terminada em fins de Setembro.

segunda-feira, setembro 29, 2014

Catálogos BD (II) - Catálogo da Exposição "Comics Unmasked"







Comics Unmasked Art and Anarchy in the UK é o título do notável catálogo de cuja edição aqui fica notícia "a posteriori", e foi com ele que também se apresentou uma singular e muito importante exposição de banda desenhada, em Londres, na British Library, entre 2 de Maio e 19 de Agosto do corrente ano de 2014, tendo como curadores Paul Gravett e John Harris Dunning.

Para além de se tratar de um panorama gráfico essencialmente baseado na produção bedística inglesa, qual o ponto de vista que ressalta das obras expostas? Uma resposta parcial pode ser extrapolada do seguinte excerto que serve de introdução ao citado catálogo (*) sob análise:

"Surely everyone knows what comics are, right? Wrong! An apparently simple word, it covers a multitude of stories in all manner of styles and genres, forms and formats. Comics Unmasked lifts the lid on the underappreciated diversity of comics made in Britain.
"(...) In particular we have sought out comics that question conventions,challenge acceptability provoke debates and sometimes court controversy. For this can be a subversive genre. We should not forget that only 40 years or so ago, issues of Oz and Nasty Tales, underground magazines for adults, available on newsstands and containing comics, were put on trial for obscenity (...)
"(...) Looking back further still to the early 1950s, a moral panic about the dangerous effects of 'horror comics', such as "Tales from the Crypt" and "Black Magic" on children, reached such a pitch that the unlikely, unacknowledged alliance of the British Communist Party and the Church of England joined teachers, parents and others to pressurise the Government into banning them. The resulting Children and Young Persons (Harmful Publications) Act of 1955 was made permanent 10 years later and is still in force today. (...)"

Como seria de esperar do trabalho de pesquisa e selecção de dois especialistas do gabarito de Gravett e Harris Dunning, a mostra, classificada como sendo a maior realizada no Reino Unido com obras de BD underground e mainstream, apresentava desde obras seminais, de que é exemplo a prancha da autoria de George Cruikshank, datada de 1849 - portanto um respeitável precursor da figuração narrativa -, até alcançar os tempos actuais incluindo imagens de "Watchmen", 2005, escrito por Alan Moore e ilustrado por Dave Gibbons, ou de "Kick Ass", 2010, da autoria do argumentista britânico Mark Millar e desenhado pelo americano John Romita Jr.

A selecção de pranchas para a exposição, que o catálogo, apenas reproduz parcialmente, como é compreensível, foi planificada dividida nos seguintes seis grandes temas:

1. Mischief and Mayhem
2. To See Ourselves
3. Politics, Power and the People
4. Let's Talk about Sex
5. Hero With a Thousand Faces
6. Breakdowns: The Outer Limits of Comics

Pena é que não tenha havido entendimento entre a Biblioteca Nacional do Reino Unido e a Biblioteca Nacional de Portugal, para que tão importante mostra fosse exposta na instituição congénere portuguesa.

Numa forçosamente escassa selecção de imagens efectuada entre as que se espalham pelas quase duzentas páginas do catálogo, ilustram o presente "post" as seguintes:

1. Capa do catálogo (As imagens da capa e contracapa foram criadas por Jamie Hewlett)
2. Mr. Punch, 1921
3. 'The Preparatory School for Fast Men', George Cruikshank, 1849
4. 'Tygers', de Alan Moore e Kevin O'Neill, 1986
5. 'Ally Sloper's Summer Number', 1882
6. 'Miss Pettifer's Memories', The Illustrated London News, 1884
7. 'Punk Memories', Escape (nº 9, 1987) 
8. 'You Are Ronald Reagan', por Pat Mils e Hunt Emerson, 1986
9.'Adventures of Sweet Gwendoline', de John Willie (aka John Alexander Acott Coutts), obra publicada originalmente em 1946, prancha em exposição extraida da edição de 1974
10.'Zenith' nº 5, Steve Yeowell, desenho, Grant Morrison, argumento
11.Contracapa 


Ficha técnica 
Comics Unmasked
Art and Anarchy in the UK
John Harris Dunning and Paul Gravett
192 páginas/120 ilustrações a cores e a preto e branco
Brochado (Paperback) 25 Libras
Cartonado (Hardback) 35 Libras
Dim.: 25x29cm
1ª edição em 2014
Catálogo editado por
The British Library
96 Euston Road
London NW1 2DB
United Kingdom

www.bl.uk/comics-unmasked

(*) Este catálogo, valiosa peça de colecção, foi obtida pelo meu amigo e autor de BD Ricardo Ferrand, que se encontra a trabalhar no Reino Unido, e que teve a possibilidade de visitar a exposição 

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PAUL GRAVETT

Síntese biobibliográfica

De nacionalidade inglesa, residente em Londres, Paul Gravett é escritor, comissário de exposições, fanzinista, especialista em banda desenhada.

Em 1983 foi co-fundador, com Peter Stanbury, do Escape Magazine - um categorizado fanzine - com a finalidade de promover uma nova geração de talentos britânicos, finalidade alcançada com o surgimento de Eddie Campbell, Jamie Hewlett, Neil Gaiman e Dave McKean. 

Tem comissariado variadas exposições dedicadas à BD no Reino Unido bem como no estrangeiro, designadamente as intituladas 'God Save The Comics!', 'Strip Search  and Hypercomics', 'The Shapes of Comics to Come', e retrospectivas da obra de Tove Jansson, Jack Kirby e Posy Simmonds.

É o autor do livro 'Manga: Sixty Years of Japanese Comics' (2004), 'Graphic Novels: Stories to Change Your Life' (2005), e 'Comics Art' (2013); é co-autor de 'Great British Comics' (2006), e 'The Leather Nun and Other Incredibily Strange Comics' (2008); é editor de 'The Mammoth Book of Best Crime Comics' (2008), e '1001 Comics You Must Read Before You Die' (2011 e 2014).

Desde 2003 que é co-director do evento Comica, The London International Comics Festival. 

Os seus textos de crítica e divulgação de BD têm sido publicados em jornais e revistas, nomeadamente The Guardian, The Independent, The Times Literary Supplement, Art Review, Comic Heroes e no seu website www.paulgravett.com

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JOHN HARRIS DUNNING

Síntese biobibliográfica

É essencialmente um curator, eventualmente comissário de exposições, jornalista e autor da novela gráfica 'Salem Brownstone: All Along the Watchtowers' (2009).

Já escreveu textos no jornal The Guardian e Metro, e colaborou nos magazines GQ, Esquire, Dazed & Confused, Port e ID.

A obra de BD de Dunning esteve representada no London's Institute of Contemporary Arts enquanto extensão do Comica The London International Comics Festival em 2003, e 'Salem
Brownstone: All Along the Watchtowers' teve destaque na premiada antologia inglesa 'Sturgeon White Moss' e no livro 'Pictures and Words'.

 
(Ambas as biobibliografias são traduções livres do texto constante da badana do catálogo) 
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Os interessados em ver postagens anteriores do mesmo tema Catálogos BD poderão fazê-lo clicando nesse item visível em rodapé

segunda-feira, setembro 22, 2014

Exposições BD Avulsas (Treviso) - Quadradinho: Sguardi sul Fumetto Portoghese - Treviso Comic Book Festival






Em Itália, o Treviso Comic Book Festival é um evento de prestígio, considerando que já existe há onze anos. A presente edição de 2014 abrange cinco dias, de 24 a 28 de Setembro, sendo que o festival comporta uma "Mostra Mercato" nos dois últimos dias (27 e 28), e teve uma invulgar "Preview" no dia 20.

"Vou Viver em Treviso" é o tema-fulcro do evento, que comporta 12 workshops, 20 exposições de pranchas originais, e a presença de 80 "fumettisti", italianos e estrangeiros. Ora o que interessa em especial a este bloguista é o facto de Portugal ser o país convidado, e por esse facto, entre os participantes estrangeiros, estar prevista a presença de um pequeno grupo de autores portugueses composto por Filipe Abranches, João Fazenda, Pedro Brito e Pedro Burgos. Faz parte da comitiva Marcos Farrajota, representante institucional (Bedeteca de Lisboa), organizador da iniciativa e também autor de BD, e a designer Joana Pires.


Da autoria de Filipe Abranches será lançado a obra "War is Hoover", uma edição da Imprensa Canalha.



Além da presença pessoal dos citados autores, a BD portuguesa estará igualmente representada numa exposição de pranchas de BD, intitulada "Quadradinho: sguardi sul fumetto portoghese" entre 27 de Setembro e 12 de Outubro, no Spazi Bomben/Fondazione Benetton. Nessa mostra estarão patentes originais pertencentes aos seguintes 14 autores:

Filipe Abranches, Joana Afonso, Ana Biscaia, André Coelho, Jorge Coelho, João Fazenda, Afonso Ferreira, Francisco Sousa Lobo, Pedro Burgos, Pepedelrey, Miguel Rocha, Rudolfo, Nuno Saraiva e José Smith Vargas

Complementando a exposição está prevista uma outra excelente iniciativa: a edição de um catálogo bilingue (italiano e inglês), co-editado pela dupla editorial MiMiSol (italiana) e a portuguesa CCC-Chili Com Carne, que inclui um prefácio de Marcos Farrajota, um estudo do italiano Alberto Corradi sobre a História da BD Portuguesa, além de bedês dos autores participantes nas exposições.

De realçar que a edição do catálogo tem o apoio da Direcção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, e do Instituto Português da Juventude e Desporto.

Por informação de André Azevedo, obtida "a posteriori" e por via indirecta (comentário no blogue "Leituras do Pedro"), fica-se a saber mais o seguinte:
 
O colectivo Stripburger leva a Treviso a exposição "Attention, work!" onde se poderá encontrar o trabalho dos seguintes autores portugueses: 

Ana Tórrie, André Lemos, Bruno Borges, Carlos Pinheiro, Daniela Duarte, David Ferreira, Dayana Lucas, Francisco Queimadela & Mariana Caló, Marco Mendes, Miguel Carneiro, Nuno Sousa, Pedro Nora, Ruca/Dr.Urânio e Teresa Câmara Pestana.

Imagens que ilustram o "post":

1. Cartaz do Treviso Comic Book Festival
2. Ilustração de Pedro Burgos
3. Capa da mais recente obra de Filipe Abranches, "War is Hoover"

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Termina hoje o Treviso Comic Book Festival. 
Mantive o presente "post" até ao último dia, festejando assim o facto de a BD portuguesa estar presente de forma bem significativa.
Façamos votos para que tenha sido a primeira de próximas representações neste festival italiano.

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Para ver postagens anteriores relacionados com os temas Festivais e Exposições BD Avulsas bastará clicar nesses itens visíveis no rodapé

sexta-feira, setembro 19, 2014

Mafalda - Palestra de Pedro Cleto





Mafalda, enquanto famosa personagem de BD tem uma história algo estranha: foi criada por Quino (Joaquin Salvador Lavado) em 1964, obteve enorme sucesso em todos os países onde foi publicada - também em Portugal, claro -, mas viveu apenas dez anos no universo da banda desenhada, visto que Quino  decidiu deixar de criar novas cenas para a contestatária heroína de papel, decisão que manteve inabalavelmente.

Tal não impediu que Mafalda continuasse a gozar de um prestígio intocável ao longo dos cinquenta anos que agora se comemoram, após o seu aparecimento no semanário argentino Primera Plana, em Buenos Aires.

É sobre Mafalda e Quino, e acerca da efeméride registada este ano, que Pedro Cleto, crítico, divulgador e bloguista (*) irá falar na FNAC do Norte Shopping - dia 21 de Setembro, às 17 horas -, e também na FNAC do Gaia Shopping, dia 26 de Setembro, às 22 horas.  

(*) http://asleiturasdopedro.blogspot.pt

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Quem estiver interessado em ver notícias sobre palestras tratadas anteriormente, basta clicar no item Palestras visível no rodapé
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sexta-feira, setembro 12, 2014

Porto na BD (II) - Autor: Paulo Pinto










Paulo Pinto é portuense e, quando faz BD - o que tem acontecido com frequência -, surgem naturalmente vistas da cidade do Porto como cenário das suas bandas desenhadas, nos periódicos onde tem colaborado, designadamente no Expresso, no caderno "Vidas", mas mais assiduamente, no jornal regional de que é colaborador desde há longo tempo, A Voz de Ermesinde, mais precisamente na sua rubrica "Arte Nona" (1).

Pelo que toca ao presente bloguista/divulgador, o primeiro contacto que teve com este autor deu-se no seu blogue "Alguns Desenhos Com Histórias (e o Contrário)" (2)

Posteriormente, por mero acaso e devido à sua insaciável curiosidade, este bloguista teve conhecimento do acima citado espaço jornalístico dedicado à BD, de que aqui no blogue já deu conhecimento na etiqueta "Críticas e Notícias sobre BD na Imprensa", em 23 de Agosto de 2012 (3).

Informações acerca das imagens que ilustram o presente "post":
1. Pormenor (duas vinhetas imbricadas) da bd "O Observador de Impossíveis";
2. A prancha a que pertencem as vinhetas, nº 25/26 (de um total de 30), publicada em Junho de 2014;
3. Prancha da bd "À Noite", editada em A Voz de Ermesinde
4. Primeira página do jornal A Voz de Ermesinde (nº 917 - Junho 2014)
5. Prancha da bd "Dizer Pouco ou Mesmo Nada" (Edição de A Voz de Ermesinde, Abril 2011)
6. Prancha da bd "Paixão" (editada em A Voz de Ermesinde, Julho de 2005)

 
(1) - A interessante rubrica "Arte Nona", a ocupar duas páginas do jornal A Voz de Ermesinde, tem coordenação e redacção do jornalista Luís Chambel, desde há muitos anos divulgador de BD, tendo iniciado esse nicho da sua actividade jornalística lá pelos idos de 1990, no jornal nortenho O Primeiro de Janeiro;

(2) - www.paulopintoeescrevo.blogspot.pt

(3) - divulgandobd.blogspot.pt/2012/08/criticas-e-noticias-sobre-bd-na-imprensa.html  


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PAULO PINTO

Autobiografia 

Nasci no Porto algures na segunda metade do século passado, possuo o Curso Complementar de Artes Gráficas, obtido na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, e sou autor acidental de BD (já produzi mais de 200 pranchas), digo acidental porque a minha actividade profissional não tem nada a ver com esta área (felizmente tenho encontrado sempre onde publicar as coisitas que vou fazendo por pura paixão).


Participação esporádica no fanzine Terminal do Phermad e em vários números do Succedâneo do João Bragança. Colaboração em várias edições do fanzine Wilk+Wodka. Publiquei no caderno "Vidas" do Expresso e desde há alguns anos que colaboro no jornal A Voz de Ermesinde. Hoje, no regresso de férias, tinha um e-mail do Luís Chambel sobre a situação do jornal e ainda não sei se a BD vai continuar a ter espaço, veremos...

Mantenho uma página no Facebook onde publico, com alguma regularidade, BD e cartoons, alguns sobre personagens da banda desenhada.
Em 2003 publiquei um livrinho (formato A6, 16 páginas fotocopiadas, 50 exemplares) intitulado "Malaquias o esqueleto" com argumento da minhas filhas, que na altura tinham 6 e 12 anos.

Entre outras, A Voz de Ermesinde publicou uma BD intitulada "Dizer pouco ou mesmo nada". Acho que os desenhos saíram bem, quero com isto dizer que há personagens que saem por sua livre iniciativa das minhas canetas e depois ficam por ali a conversar uns com os outros.
Esta estória fala de... nem sei bem o quê. Se alguém descobrir algum sentido para tudo aquilo, agradeço que me informe.


Esqueci desta (e é tão recente, Junho 2014), está em publicação no A Voz de Ermesinde, chama-se "O Observador de Impossíveis" e trata-se de uma série de 30 pranchas com identidade própria que abordam temas que me tocam, quer pela positiva quer pela negativa.

www.paulopintoeescrevo.blogspot.pt 

https://www.facebook.com/profile.php?id=100000102857655


http://www.avozdeermesinde.com/noticia.asp?idEdicao=210&id=6977&idSeccao=2203&Action=noticia


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Aos visitantes deste blogue, interessados em ver o "post" anterior relacionado com o tema, bastar-lhes-á clicar sobre o item "Porto na Banda Desenhada" visível no rodapé

domingo, setembro 07, 2014

Comic Jam (2ª fase -Nº 15 - Total: 68)


Há todos os meses uma diferente brincadeira gráfica na Tertúlia BD de Lisboa, realizada de forma espontânea por seis desenhadores e/ou autores de banda desenhada, entre os vários grafistas e "graphic designers" que frequentam aquela tertúlia mensal.

Umas vezes mais conseguido, outras nem por isso, o improviso sequencial denominado comic jam tem sempre uma certa dose de imaginação e imprevisibilidade. 

É o que acontece com o que  ilustra o topo desta postagem, cuja punch line da última vinheta é de grande comicidade (a impassibilidade do André Caetano - uma boa caricatura - perante o olho do parceiro a rolar em cima da mesa, é impagável).

Participaram na bd improvisada:

1 - André Caetano ---------------2 - Ana Oliveira
3 - Bruno Caetano ---------------4 - Sá-Chaves
5 - Falcato -------------------------6 - Álvaro


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Os visitantes interessados em verem os "posts" anteriores que contêm todos os "comic jam" realizados na Tertúlia BD de Lisboa, mas também os muito diferentes feitos nos eventos AMADORABD e ANICOMICS, poderão fazê-lo com um simples clique no item Comic Jam visível aqui por baixo no rodapé.  

quarta-feira, setembro 03, 2014

Improvisos na Toalha de Mesa (XXIII)










Sete desenhos improvisados na toalha de mesa por cinco ilustradores no decurso do 363º Encontro da Tertúlia BD de Lisboa, ontem, dia 2 de Setembro. 

Fizeram o gosto ao dedo - passe o lugar comum -, e as toalhas de papel do restaurante da Casa do Alentejo ficariam totalmente riscadas, se eu não tivesse tido o árduo trabalho de as "limpar".

É dessa limpeza que aqui ficam os desenhos improvisados por (de cima para baixo):

1 - André Caetano
2 - Falcato
3 - Falcato
4 - Ana Oliveira
5 - André Oliveira
6 - Filipe Duarte
7 - Falcato
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Para o caso de alguém querer ver outras ilustrações improvisadas reproduzidas nos 22 "posts" anteriores, poderá fazê-lo clicando sobre o item Improvisos na toalha de mesa, visível no rodapé