Pedro Burgos é arquitecto, daí que, na Ordem dos Arquitectos, em Lisboa, se inaugure hoje uma exposição, intitulada "Crónicas de Arquitectura", com trabalhos seus. Momento: Não são projectos de arquitectura que, desta vez, constam na galeria da O.A., mas sim pranchas de banda desenhada.


Acontecia isso no nº 7 (Dezembro de 1989), e era a primeira parte do pseudónimo que passou a ser usado pelo arquitecto Pedro Miguel Alves Cabrito.
É curiosa tão frequente participação de arquitectos/as na BD portuguesa, que já vem de longe. De memória, ocorrem-me nomes de gerações passadas: Cottinelli Telmo, Júlio Gil, Marcelo de Morais, "Bixa" (Maria Antónia Roque Gameiro Martins Barata), entre outros.
Vindo para tempos mais próximos, nomeio, também ao acaso, e de cor, Pedro Castro e José Morim, que têm colaborado em fanzines meus.
E chegando à época actual, a lista que consigo elaborar de memória abarca os nomes de arquitectos/autores de BD - também meus colaboradores esporádicos em regime "pro bono": Álvaro, Ana Cortesão, Ricardo Cabrita, Sónia Oliveira, João Sequeira, Rui Cabral, Carlos Páscoa, Pedro Cruz, André Lima Araújo e, claro, Pedro Burgos (o único que não usa o nome verdadeiro)...
Uma galeria bem representativa de um facto concreto: os arquitectos gostam de fazer BD.
Nota prática:
Endereço da O.A. - Travessa Carvalho, 23
1249-003 Lisboa
Tlf. 21 324 1140
Horário da O.A.
9h30 às 18h00
2ª a 6ª Feira
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PEDRO BURGOS
Autobiografia
Pedro Burgos (1968) vive e trabalha em Lisboa.
Começou a desenhar e publicar banda desenhada na década de 1990, inicialmente em fanzines e na revista portuguesa LX Comics e posteriormente em inúmeras publicações nacionais e estrangeiras com destaque para as emblemáticas Le Cheval Sans Tête e Strapazin.
A sua obra tem sido feita sobretudo de pequenas histórias, participações pontuais em diferentes antologias ou a contribuição regular sob a forma de crónicas para jornais ou revistas.
Com formação em arquitectura, Pedro Burgos tem encontrado na banda desenhada um meio de expressão artística que permanece aliciante e com potencialidade de experimentação, tanto na exploração crítica das suas convenções como na expansão dos parâmetros da sua linguagem.
Por enquanto, a sua bibliografia conta com dois álbuns publicados em 2003 - “airbag e outras histórias” e “à esquina” – e, recentemente, o pequeno álbum “crónicas de arquitectura” publicado pela editora Turbina em Março de 2013, e a versão italiana “airbag e altre storie” pela editora Maledizioni.
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