sábado, fevereiro 04, 2012

Fanzines, esses desconhecidos (XLIX)


Hoje, 4 de Fevereiro, sábado, pelas 17h30, inaugura-se em Coimbra, nas instalações da Associação Arte à Parte, situada no Arco do Almedina, uma fanzineteca, que vai ter o nome de "Fanzinoteca UzineFanzine".
Tive conhecimento da novidade através de uma notícia da Lusa, e reconheço que se trata de uma iniciativa notável.

Pelo que li, a ideia de criar este equipamento dedicado em exclusivo aos fanzines partiu de dois fãs de zines, Fernando Ferreira - responsável pelo blogue UzineFanzine, para o qual tenho um link no meu outro blogue, o http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com - e Nuno Loureiro, editor de um extinto fanzine, o Vortex., os quais cederam os respectivos acervos.

Curiosamente, embora o bloguista Fernando Ferreira saiba da minha existência, enquanto bloguista e fanzinista, visto que até já fez referências a fanzines meus no blogue UzineFanzine (Jazzbanda, em 2006, e Anãozine, em 2009) -, não fui contactado para fornecer exemplares de mais fanzines por mim editados (e já tenho a meu crédito catorze títulos, desde o Eros ao Efeméride) - destinados ao acervo da citada associação.

Estes dois entusiastas decidiram constituir um arquivo sob o formato de biblioteca, a que deram o nome de Fanzinoteca (*) - que será a primeira do seu género em Portugal -, localizada na sede da citada associação cultural, onde haverá espaço para a conservação de mais de mil exemplares, que faziam parte do acervo dos dois coleccionadores citados, e que abrange variadas temáticas, desde a banda desenhada à poesia, passando pela música, pela política e até pela culinária, não esquecendo decerto a ilustração.

O citado equipamento irá ser inaugurado com a presença de especialistas, editores e entusiastas - segundo reza a nota distribuída pela RTP Notícias -, e haverá também o lançamento de um novo fanzine, intitulado Ricardo, realizado durante um evento chamado "Risca, Corta e Cola", certamente levado a efeito em Coimbra.

(*) Se o Cinema tem uma Cinemateca, o fanzine deveria ter uma Fanzineteca (o livro, cujo vocábulo deriva de biblio, esse é que, naturalmente, deu azo à palavra Biblioteca). No Brasil até há uma Zineteca.

Não estou a inventar nada, o vocábulo correcto até já existe. Veja-se:

Twitter / fdacma: adelanto de la fanzineteca ...
  1. https://twitter.com/fdacma/status/96700623776530432Em cache
  2. adelanto de la fanzineteca en fbk http://t.co/ebfGSXd.
  3. Los origenes de la fanzineteca on Twitpic

    twitpic.com/6iu5l3Em cache - Traduzir esta página
    10 Sep 2011 – Los origenes de la fanzineteca. arrow. name. twitter username. @reply to tagged user. Hide map and return to photo. Los origenes de la ...
  4. fdacma : llego el fanzine Cabeza a la fanzineteca gentileza Ivan ...

    twicsy.com/i/dGCWQEm cache - Traduzir esta página
    RSS Feed · @fdacma llego el fanzine Cabeza a la fanzineteca gentileza Ivan Rosado http://t.co/sgARdh3a - 2011-10-07 22:01:07 ...
  5. ABC comemora Dia Mundial do Fanzine
    www.overmundo.com.br/.../abc-comemora-dia-mundial-do-fanzineEm cache
    28 abr. 2011 – Além de ser exposto no evento, o material recebido entrará para o acervo do Projeto OFICINATIVA e participará das andanças da fanzineteca ...
NOTA FINAL
É verdade que em França, em Poitiers, há um equipamento cultural dedicado aos fanzines e que se chama "fanzinothèque", e daí, muito provavvelmente, os dois fanzinistas de Coimbra terem-se baseado nesse precedente.
Mas quem criou esse equipamento ter-se-á baseado na palavra Bibliothèque (com origem em biblio), tendo-se esquecido, ou não tendo reparado, que para o Cinema têm a Cinemathèque. Ou seja: a última vogal é que determina a formação da palavra.
E, devido a só agora criarmos uma biblioteca para os fanzines, tínhamos a possibilidade de não repetir essa incorrecção.
Paciência, já é muito bom que haja um espaço dedicado aos fanzines. 

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A imagem (de origem brasileira) que ilustra o presente "post" foi escolhida por mim por dois motivos:
1) Não encontrei nenhuma imagem relacionada com a Fanzinoteca UzineFanzine.
Ou seja, a organização não editou nenhum cartaz, que eu tenha visto.
2) Porque fala numa Fanzineteca Central Zine  

Fanzines, esses desconhecidos (XLVIII)




Editado com a finalidade de ser oferecido a todos os participantes da Tertúlia BD de Lisboa, o Tertúlia BDzine é o fanzine português de banda desenhada com mais números publicados, 168, este último editado com data de 3 de Janeiro de 2012, dia em que se realizou a TBDL.
Ou seja: o TBDz terá sido, quase de certeza, o primeiro fanzine a "nascer" neste novo ano.

Sem periodicidade (*), sem fins lucrativos, editado por um editor-amador - três das especificidades que caracterizam e definem os fanzines -, o TBDzine é umas vezes editado a preto-e-branco, outras em policromia.

Neste mais recente número do fanzine - a cores - surgiu a banda desenhada Reunião dos Seres Encantados, feita propositadamente para ele por um novo da BD, de seu nome artístico Claudino Monteiro - cuja biobibliografia pode ser lida na anterior postagem datada de 1 Janeiro 2012.
.
(*) Ou com periodicidade estabelecida mas não cumprida, ou ainda com uma periodicidade absurdamente alargada, tipo de ano a ano, são outros aspectos que caracterizam esta componente nos fanzines. Bem diferente, como é óbvio, das revistas comerciais.
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As anteriores postagens relacionadas com este tema podem ser vistas, basta para isso clicar no item Fanzines esses desconhecidos visível aqui no rodapé

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Festivais, Salões BD e afins - (Odemira) 6ª BDteca


A BDteca 2012 - 6ª Mostra de Banda Desenhada de Odemira abarca três componentes.

-  A realização de um concurso de BD, cujo início se deu a 16 de Janeiro - e assim, é essa a data que a entidade organizadora considera como início do evento BDteca 2012.

- Uma exposição com pranchas de BD de Paulo Monteiro, que será inaugurada a 11 de Fevereiro.

Por conseguinte, em conformidade com a organização do evento, a BDteca iniciou-se oficialmente a 16 de Janeiro, aquando da divulgação do concurso de BD (neste blogue foi divulgado o regulamento no "post" de 17 de Janeiro).

Mas, na realidade, enquanto acto público visitável, a Mostra começa a surgir com visibilidade no dia 11 de Fevereiro, quando se inaugurar a exposição com as pranchas da bd "O Amor infinito que te tenho e outras histórias", em simultâneo com a apresentação da obra a ser feita pelo próprio autor, Paulo Monteiro (director da Bedeteca de Beja).

A exposição estará visitável até 29 de Fevereiro.

- A 18 do mesmo mês terá início a terceira componente, a Feira do "Comic Book" e da BD, que se realiza com o apoio da livraria coimbrã Dr. Kartoon - especializada em BD, como sabem todos os bedéfilos. Esta feira estará a funcionar até 17 de Março.

Ainda nesta data de 17 de Março terá lugar a sessão de entrega de prémios aos vencedores do Concurso de BD, e a exposição com as bandas desenhadas participantes estará patente durante um mês, ou seja, até 17 de Abril.

Portanto, segundo o critério dos organizadores no que se refere à duração do evento, teremos: 16 de Janeiro a 17 de Abril.

A organização do evento assenta em três pilares:
Município de Odemira, Biblioteca Municipal José Saramago, e "A Sopa dos Artistas" - Associação Local de Artistas Plásticos.

sábado, janeiro 28, 2012

Webcomics (I) - Van Dog, por A. Pilar



O cão Van Dog, na sua tira VD245 (2012/01/23) que ilustra o presente post, menciona uma certa Agência Van & Dog's, e informa, com ar vitorioso, o dono (de que apenas se vêem as pernas e que, presume-se, representa António Pilar, o próprio autor da tira de banda desenhada) que aquela prestigiada agência - é a sua opinião, francamente suspeita - subiu o reitingue (sic) de Portugal para AAA!


A explicação para tão surpreendente notícia é impagável. Nada que surpreenda os visitantes habituais do blogue VAN DOG, já habituados ao humor certeiro que Pilar imprime a estas imperdíveis tiras.


"Olá pessoal, o meu nome é Van Dog, VD para os amigos...", assim diz ele, no post de apresentação datado de 24 de Julho de 2007.


Desde então até 23 de Janeiro de 2012, data da postagem mais recente, Van Dog já protagonizou 245 episódios semanais, compostos por tiras divididas habitualmente em quatro vinhetas (esporadicamente, apresentam menos), sempre com inquestionável humor.

Em todo o universo da world wide web têm proliferado os webcomics (há quem lhes dê o nome de online comics), quer em tiras  quer em pranchas, editados com maior ou menor regularidade.
Em Portugal também há uma considerável quantidade de autores a fazerem bandas desenhadas expressamente para a net, daí que, desde há dois ou três anos, me tenha surgido a ideia de criar uma rubrica específica. Só não o fiz no intuito de evitar dispersar-me ainda mais na já numerosa diversidade de temas que trato no blogue.
Mas o Van Dog reavivou-me essa intenção já antiga. Concluí que algum dia teria de a concretizar. Foi hoje.

Podem acompanhar o Van Dog e, implicitamente, o seu dono A.Pilar, no endereço
http://vdcartoons.blogspot.com

Nota do bloguista: caros visitantes: não se esqueçam de clicar em cima da imagem para a ampliar e tornar legíveis as legendas dos balões (peço desculpa aos iniciados, claro que esta conversa é apenas para os iniciantes) 
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PILAR, A.

Autobiobibliografia

Pilar autobiografa-se da seguinte forma (cito):

"António Pilar nasceu em Lisboa. Até à 4ª classe o seu desempenho deixava antever um futuro brilhante.
Mas, na realidade, esse foi o seu ponto alto, social e profissional.
Nada a assinalar desde então, se exceptuarmos um curto período (de Outubro a Dezembro de 1975) em que fez parte da gloriosa Junta Revolucionária que tomou o poder na revista de banda desenhada Visão.
Terminou a sua actividade de escravo ao mais baixo nível, como director criativo numa agência de publicidade.
Actualmente continua empenhado em fazer o menos possível. Uma canseira!
Ah! Quem estiver mesmo muito interessado em seguir as atribulações semanais de um rafeiro chamado Van Dog, pode fazê-lo em
www.vdcartoons.blogspot.com "

(fim de citação)

Nota do bloguista (ou bloguer, segundo outros)


O texto autobiográfico acima é, obviamente, brincalhão e deliberadamente vago. Pela minha parte, tomo a liberdade de acrescentar uns indispensáveis elementos relacionados com a colaboração deste autor, realizada para a tal revista Visão por ele citada, de que se publicaram doze números, entre Abril de 1975 e Maio de 1976.
Existência curta mas suficiente para revolucionar o panorama da BD em Portugal. Ele foi um dos colaboradores, aparecendo pela primeira vez no nº 2 (15 de Abril 75, o que contraria a data de Outubro que indica na sua autobiografia) sob o simples nome Pilar, na banda desenhada  Booz ave d'arribação, em seis pranchas (coloridas por Marieanne), volta a participar no nº7 (10 Out.75) com o episódio Conto de Fadas em 3 Quadros Um Prólogo e Um Epílogo, também em seis pranchas a cores, sendo desta vez de sua autoria desenho e colorização; faz mais um episódio de Booz, ave de arribação, em apenas uma prancha, a preto e branco (nº 8, 10 Nov. 75), mas que assina como "anton". E finaliza a sua colaboração nesta revista com uma bd sem título, em quatro pranchas a cores, assinadas da seguinte forma: dessin, Jeremiah (pseudónimo ocasional de A. Pilar), couleur Marieanne - artista belga casada na época com o parceiro desenhador (Visão nº 9, 20 Jan.76).

Saindo da Visão, acrescento ainda: com um interregno de muitos anos, deparou-se-me o nome A. Pilar num blogue dedicado ao divertido e muito crítico cão Van Dog (um rafeiro, como o classifica, depreciativamente - ou ternurentamente? - o seu dono/criador gráfico), sempre desenhado a preto e branco.

Que, a meu pedido, ganhou cores para sair do espaço virtual e poder entrar no clássico suporte de papel de um jornal - por acaso todo impresso em policromia -, o semanário gratuito Mundo Universitário, onde se apresentou numa banda desenhada que teve por título o seu nome, na respectiva rubrica BD, ocupando o espaço total de uma página em formato tablóide, no dia 31 de Março de 2008.

Pilar voltou a colaborar comigo no fanzine Efeméride (nº4, Jan.2009) em obra colectiva dedicada ao tema "Tintim no Século XXI", com a bd paródica A Última Escala do Sirius.
G.L.

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Coleccionadores e Colecções de BD (II)




Na década de 1980, o editor da revista Coleccionando convidou-me para escrever algo que tivesse a ver com coleccionadores e colecções de banda desenhada.

O primeiro texto com que colaborei já aqui está postado no blogue, na rubrica homónima do título deste "post", na data de 22 de Junho de 2010, em que falei de várias invulgares colecções, mas o texto aparece truncado - falta uma considerável parte, terá sido algum vírus? -, só agora que vim ver o que tinha escrito dei por isso, e terei de o reescrever.

Neste segundo artigo que escrevi para a revista (nº3-Jan./Fev.1984), falei de álbuns de BD - género de publicação que tinha ganho grande força entre nós, em especial na década anterior.

É esse texto que em seguida reproduzirei, para facilitar a leitura, visto que os caracteres usados na revista eram de pequeno tamanho. Chamo a atenção para o facto de que esta narração já muito pouco tem a ver com a situação actual, mas não deixa de ser um exercício mental atraente cotejar situações editoriais, preços...
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COLECCIONANDO BANDA DESENHADA

Álbuns de BD, novo tipo de coleccionismo

Poucos serão aqueles que nunca tenham coleccionado uma qualquer revista de Banda Desenhada - pelo menos enquanto jovens.
Passados quinze, vinte, trinta anos, as pessoas lembram-se dessas revistas com saudade. Elas ficaram para sempre ligadas a acontecimentos da juventude - essa uma das razões que faz com que as nossas revistas antigas sejam cada vez mais procuradas.
O mesmo já não acontece com as actuais revistas de BD, que há muito sofrem uma tremenda concorrência da televisão (1). As pessoas, desde muito jovens, habituam-se ao género de episódios televisivos que duram o curto espaço de uma hora. Logicamente, deixaram de ter pachorra para seguir, semanalmente, as histórias de banda desenhada ao antigo estilo do "continua no próximo número".
Esta modificação, não extinguindo o gosto pela BD, muito generalizado em todas as camadas sociais e escalões etários, veio, contudo, beneficiar uma outra forma de publicação: os álbuns.
Com efeito, tem-se assistido nestes anos mais recentes, a um autêntico "boom" no que se refere a este tipo de edições (2). O que levará o público juvenil - e cada vez mais, também os adultos - a optarem pelos álbuns em detrimento das revistas periódicas?
Além da razão já apontada anteriormente - o hábito criado pelo visionamento das séries de televisão -, poder-se-á apontar para o atraente aspecto gráfico dos álbuns e a sua fácil arrumação nas estantes.
Este hábito ainda novo, mas cada vez com mais adeptos, faz com que tenham surgido editoras que apostam unicamente na edição de BD em álbuns. E assim vai renascendo o gosto pelas Histórias aos Quadradinhos, agora apresentadas em figurino porventura mais atraente para as novas gerações. E assim, também, vai nascendo um novo tipo de coleccionismo, o dos álbuns de banda desenhada. Que até já se pode subdividir em dois temas: BD Portuguesa e BD estrangeira.
Há ainda outro tipo de publicações que começa a ter muitos adeptos, em especial entre aquela camada de pessoas que gosta de aprofundar os conhecimentos: são os livros de estudo, análise e historiografia da Banda Desenhada.
No que se refere aos álbuns, estes últimos meses foram particularmente profícuos, e deles se traça, em seguida, um breve panorama.

ÁLBUNS DE BD
EM AVALANCHE

Natal e Fim-de-Ano - uma época que as editoras escolhem para o lançamento em força das suas edições. A Banda Desenhada teve largo quinhão nesta avalanche, que se tornou flagrante em algumas livrarias. Cite-se, como exemplo, a "Castil" (3) do Centro Comercial de Alvalade, que está a tornar-se num caso sério no que se refere à quantidade e qualidade das obras expostas.
No lote de peças importadas, destaca-se o "The Smithsonian Collection of Newspapers Comics". Não se trata, neste caso, de um álbum. Mas seria grave omissão não se mencionar aqui esta fabulosa recolha de "Sunday pages" dos jornais americanos, reproduzidas em tonalidades que não andarão muito longe das originais. Esta magnífica peça tem, como é fatal, um preço pouco acessível à maioria das bolsas: 4560$00! (4) O felizardo que escreve estas linhas teve a sorte de adquiri-la em Londres, há cerca de quatro anos, por oito libras e meia...
Passando às recentes edições nacionais, que apareceram em razoável abundância - em certa medida, superior às disponibilidades monetárias dos interessados -, podem citar-se alguns dos títulos expostos nos escaparates:
Barbarella - "A obra-prima"; Barba Ruiva - "O Demónio das Caraíbas"; Valérian - "Metro Chatelet, Direcção Cassiopeia" e "Pelos Caminhos do Espaço", na colecção 16/22; Blueberry - "Forte Navajo"; de Bilal, mais um título: "Memórias d'Além-Espaço"; Floc'h, que teve a sua estreia em Portugal no Jornal da BD, aparece agora também em álbum com o interessante "Encontro em Sevenoaks"; Corin, o grumete - "Rumo ao Ouro"; Léonard - "Génio a tempo inteiro"; Michel Vaillant, o popular herói, carrega no acelerador no percurso "Paris-Dakar!". Todos estes títulos pertencem à fornada natalícia de Meribérica/Líber, que fornece assim BD para todos os gostos.
A Editorial Presença, que teve boas tradições na BD, editou agora um álbum que explora a voga de ficção científica nas séries televisivas. Intitula-se "Esquadrão das Estrelas", e parece tentar assemelhar-se graficamente - com fracos resultados... - à famosa série inglesa Dan Dare. Desta mesma editora vê-se também uma série de livros dedicados ao ensino das técnicas de desenho, esses sim, de muito boa qualidade. Deles voltaremos a falar.
Das Publicações Dom Quixote saiu mais um volume, o décimo sexto da colecção A Descoberta do Mundo. Nele se podem ver/ler os episódios Mungo Park, com desenhos de Eduardo Teixeira Coelho, e Tombuctu, cidade proibida ilustrada por Enric Sió; da "História do Far-West", apareceu o 3ºvolume.
Da Editorial Futura, que teve magnífica actividade este ano, está ainda fresco O Incal Luminoso, de Moebius; também da "Antologia da BD Clássica" apareceu mais um volume, o oitavo, que engloba tiras diárias de Johnny Hazard, um excelente Frank Robbins dos anos cinquenta; quanto à Antologia da BD Portuguesa, estão à venda os dois primeiros volumes do Caminho do Oriente, de Raul Correia e E.T.Coelho.
Os Escorpiões do Deserto, de Hugo Pratt, e mais um Alix, no episódio "O Deus Selvagem", foram os títulos lançados em Dezembro pelas Edições 70.
Comès e Silêncio. Um autor e uma obra, ambos de qualidade. A surpresa veio da Bertrand. Desta mesma editora, actualmente com escassa produção na área da BD, vimos ainda um álbum de Thorgal, sob o título "A feiticeira traída"; mais um Astérix, ou melhor, o filho do dito; e ainda, estreia de dois autores: Jean-C. Denis, com um novo herói: Rup Bonchemin, no episódio "O chalé perdido", e Carlos Gimenez com Koolau o leproso.
Da Distri Editora surgiram, nos últimos meses do ano que findou, um conjunto de álbuns que apostam em três heróis de grande popularidade: Bernard Prince ("Aventura em Manhatan" e "O Porto dos Loucos"); Comanche ("O Dedo do Diabo" e "O Diabo Gritou de Alegria"); Michel Vaillant ("Óleo na Pista" e "O Circo de S. Francisco"). As nossas preferências vão para as duas séries citadas em primeiro lugar, quer pela qualidade dos argumentos, a nível de emoção, quer pelo excelente estilo do respectivo artista gráfico - Hermann, em ambos os casos.
Da Editora Vega -uma novidade que surpreendeu cá o escriba: um álbum que inclui três bandas desenhadas de E.T.Coelho: "O Tesouro", "Suave Milagre" e "O Defunto", todas baseadas em contos de Eça de Queirós. A apresentação é de muito bom gosto. Será para continuar?
...
Deste ramalhete de álbuns extrai-se facilmente uma conclusão: havendo dinheiro, não faltam álbuns para enriquecer os acervos dos coleccionadores.

(1) (2) Relembro que este artigo foi publicado em 1984 (por acaso até houve uma revista espanhola com este ano por título, que coleccionei.
(3) Já fechou
(4) Ainda não tinha sido criado o euro.

sábado, janeiro 21, 2012

Violência/Tortura na BD (VI) - Autores: Joe Kubert e Adam Kubert


A violência e a tortura atingiram níveis inimagináveis durante a 2ª Guerra Mundial, apesar de mostrados à saciedade em imagens do cinema e da banda desenhada.

Sgt Rock é um militar americano que se move no cenário daquela guerra, e embora seja um herói dos "comics" americanos, não ostenta as características que mais distinguem as figuras que preenchem a galeria heróica da BD americana.

Esta singularidade fica bem provada no episódio incluído na revista Wednesday Comics, contado entre os números 1 e 12 (de 8 de Julho a 23 Setembro 2009), onde o sargento Rock é torturado pelos nazis, resiste estoicamente aos violentos interrogatórios, e acaba por ser salvo pelos seus soldados, guiados por uma partisan, neste caso uma combatente judaica.

O episódio teve argumento de Adam Kubert e desenhos de Joe Kubert - autor acerca do qual escrevi uma breve biobibliografia no post de 27 Nov.2011 - graças a um desenho e respectivo autógrafo (ver na coluna "Categorias" da home page, e clicar no item "Autógrafos desenhados")..
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Para ver as cinco postagens anteriores bastará clicar na etiqueta "Violência/Tortura na BD" visível no rodapé

terça-feira, janeiro 17, 2012

Concursos de BD



Participar num concurso de BD constitui boa experiência para quem gosta de fazer banda desenhada, mas não sabe como há-de fazer para divulgar as tentativas que vai fazendo e guardando na gaveta.

Ora por falar em concursos de banda desenhada - e não é por mero acaso que o faço mais uma vez, obviamente - venho divulgar que recebi há três dias o texto do regulamento do concurso que se realiza anualmente em Odemira.
Ei-lo:

REGULAMENTO

1. TEMA LIVRE!

2. Quem pode concorrer?
Toda a gente, desde que tenha pelo menos 16 anos e daí para cima não há limite de idade!

3 - Prémios
1º - 300€
2º - 150€
3º - 75€3

4. As bandas desenhadas participantes terão de ser inéditas.

5. As pranchas terão de ser apresentadas em folhas de formato A3

6 - Cada concorrente poderá participar com mais do que uma bd, desde que as envie separadamente e com pseudónimos diferentes

Pela segunda vez este bloguista faz o seguinte comentário:
O regulamento é omisso no que se refere ao número mínimo e máximo de pranchas para cada banda desenhada.


O que parece significar que as obras podem ter a quantidade de pranchas que o autor quiser.
O regulamento é igualmente omisso no que se refere à execução das bandas desenhadas poderem ser a preto e branco ou a cores, pelo que, presume-se, também isso ficará ao critério dos autores concorrentes.

7 - Nas pranchas das bedês não pode constar nada que identifique o autor, sob pena de ser excluído.

8 - Juntamente com cada obra, o concorrente deverá enviar um envelope com o seu pseudónimo no exterior, enquanto que no interior terão de constar, bem legíveis, os seguintes elementos identificativos:
a) nome completo
b) morada
c) nº de telefone

9 - As pranchas têm de ser numeradas e assinadas com o pseudónimo no canto inferior direito.

Comentário deste bloguista
Mais uma vez chamo a atenção dos organizadores para que:
apenas exijam a colocação do pseudónimo no verso das pranchas, para que estas não sejam danificadas com um pseudónimo que o autor não poderá voltar a usar em concurso.

Como o item se mantém inalterado, volto a deduzir que:
a) Ou não leram o comentário que fiz neste blogue
b) Ou não concordaram....
O que o regulamento deveria aconselhar (e não obrigar) seria que os autores das bedês deixassem um espaço em branco, no canto inferior direito, onde, posteriormente, poderiam assinar com o seu nome artístico.


10. Deverão ser entregues 3 cópias de cada prancha A3 das bandas desenhadas a concurso.

11. As bandas desenhadas poderão ser entregues directamente no Balcão Único (BU), ou por correio, em carta fechada (neste caso, através de registo com aviso de recepção)
até ao dia 20 de Fevereiro.

A morada é a seguinte:

Município de Odemira
Praça da República
7630-139 ODEMIRA


Nota - Em 17 de Março será inaugurada a exposição com as bandas desenhadas participantes no concurso
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A imagem que ilustra o presente "post" é de uma banda desenhada vencedora de um dos concursos anteriores de Odemira
Autoria: José Joaquim Vaz Ferreira - Porto

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Comic Jam - 36ª prancha

Claudino Monteiro, na sua qualidade de Convidado Especial da Tertúlia BD de Lisboa, no encontro de 3 de Janeiro, inventou a vinheta inicial do "comic jam", a bem conhecida forma de improvisar uma banda desenhada, habitualmente feita nesta tertúlia por seis autores de BD.
A ilustrar o presente "post" fica o resultado final, em que participaram:

1. Claudino Monteiro
2. Pepedelrey
3. Álvaro
4. João Sequeira
5. Paulo Marques
6. Nuno Duarte "Outro Nuno"

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Os interessados em apreciar umas dezenas de peças gráficas deste género, poderão fazê-lo clicando no item Comic Jam inscrito no rodapé

domingo, janeiro 01, 2012

Tertúlia BD de Lisboa - 330º Encontro - Janeiro 2012


Uma das mais importantes finalidades da Tertúlia BD de Lisboa é a de proporcionar a oportunidade aos novos autores de banda desenhada de se darem a conhecer aos numerosos participantes daquela associação informal.

Assim acontecerá em 3 de Janeiro de 2012, com Claudino Monteiro como Convidado Especial da TBDL, no seu 330º encontro, o que funcionará como incentivo,
Trata-se de um autor praticamente desconhecido, que falará de si próprio, da sua ainda curta obra, e dos seus projectos nas áreas em que desenvolve a sua actividade, designadamente na BD.

Aliás, de uma forma bem pragmática, ele será apresentado aos tertulianos por uma bd de quatro pranchas totalmente de sua autoria (argumento, desenho e colorização) feita propositadamente para o fanzine Tertúlia BDzine (nº 168), que será distribuído a todos os participantes em mais este encontro bedéfilo, que, tal como sempre, terá lugar no Parque Mayer, no único restaurante que ainda lá funciona.

As imagens que ilustram este "post" pertencem a:
1ª) "Decoração Urbana. Quotidiano de uma fabulosa" (Desenho de Claudino Monteiro, argumento de Eduardo d'Orey)
2ª) "Revisionismo. Desencontro de culturas" (Desenho de Claudino Monteiro, argumento de Eduardo d'Orey)
3ª) "Cigarro" (Desenho e argumento de Claudino Monteiro)
4ª) Capa de A Peste nº7 (Ilustração de Claudino Monteiro)

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CLAUDINO MONTEIRO

Biobibliografia

Claudino Mendes Brito Monteiro é filho de cabo-verdianos, mas nasceu em Lisboa, a 15 de Abril de 1981, tendo a nacionalidade portuguesa.

Completou o 12º ano na área de Artes e Ofícios na Escola Secundária António Gedeão (concelho de Almada).
Frequentou depois a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa - FBAUL, no curso de Artes Plásticas/Pintura, até ao 3ºano, que ficou incompleto.
Em Dezembro de 2011 terminou um curso de Técnico de Multimédia (nível 4), o que lhe possibilita trabalhar actualmente como web designer.

Aos onze anos ganhou um prémio num concurso cujo tema era "retratos dos pais pelos filhos", para o qual fez o seu primeiro retrato realista, tendo por modelo o próprio pai.

Ainda no período escolar ganhou três prémios na área da Ilustração, para campanhas publicitárias de produtos alimentares.

Em 2003, já depois de ter desistido da faculdade, participou num concurso de banda desenhada promovido pelo Centro Comercial Almada Fórum, tendo obtido o 2º lugar.

Após ter estado a trabalhar na Escócia, entre 2003 e 2005, voltou para Portugal, tendo concorrido com a bd O Último Cigarro (quatro pranchas a preto e branco) ao concurso de 2006 do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora. Não obteve qualquer prémio, mas foi com ela - embora com o título alterado para Cigarro - que iniciou a sua colaboração em A Peste (nº5 - 2007), onde também foi reproduzida a bd Revisionismo. Desencontro de Culturas sob argumento de Eduardo d'Orey, e fez também a ilustração da capa, tarefa que voltou a executar nos nºs 6 e 7.

Na mesma publicação, além das duas bedês citadas, tem mais as seguintes: Decoração Urbana. Quotidiano de uma fabulosa (nº6 - 2009), de novo a colaborar com o mesmo argumentista (e editor de A Peste), e a bd Revolta Torta, desta feita "a solo", no fascículo editado em 2010,com o nº7, último publicado até ver. Nesse mesmo número, outra vez como autor completo, realizou as curtas (2 pranchas cada), O Motorista que queria ser porteiro de discoteca e Porque não se vende BD em Portugal.
No que se refere à bd intitulada Revolta Torta, feita em quatro pranchas a preto e branco, Claudino diz que ela já cresceu para muitas mais páginas que talvez em 2012 vejam a luz do dia.

O que de certeza vai já ser publicada no início de 2012, no dia 3 de Janeiro, é a sua primeira banda desenhada a cores, em quatro pranchas, a Reunião dos Seres Encantados, no Tertúlia BDzine nº 168, um fanzine que é oferecido a todos os participantes na Tertúlia BD de Lisboa.

Claudino Monteiro tem talento diversificado, o que lhe permite abarcar vários quadrantes artísticos. Além de trabalhar essencialmente como Web-Designer, e de realizar BD de forma esporádica, faz caricaturas em casamentos, baptizados e outros eventos, retratos por encomenda (neste caso, com frequência), e também executa "design" para tatuagens.

Podem ver-se alguns exemplos destes seus trabalhos em:
http://www.klaw.hourb.com/
http://www.wix.com/klawdyno/klaw

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Lista de presenças na TBDL (elaborada "a posteriori")

1. Adelina Menaia
2. Afonso Oliveira
3. Álvaro
4. Ana Saúde
5. António Isidro
6. Cátia Alves
7. Clara Queiroz Pourbaix
8. Claudino Monteiro (Convidado Especial)
9. Eduardo d'Orey
10. Geraldes Lino
11. Helder Jotta
12. Isabel Viçoso
13. João Alves
14. João Antunes
15. João Figueiredo
16. João Sequeira a.k.a. JAS
17. Manuel Valente
18. Miguel Ferreira
19. Milhano
20. Moreno
21. Nuno Duarte "Outro Nuno"
22. Nuno Fonseca
23. Olivier Pourbaix
24. Paulo Marques
25. Pedro Bouça a.k.a. Hunter
26. Pedro Faria
27. Pepedelrey
28. Petra Marcos
29. Rechena
30. Rui Domingues
31. Sá-Chaves, João Paulo
32. Sandra Oliveira
33. Simões dos Santos
34. Vasco Câmara Pestana
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Os visitantes do blogue interessados em ver postagens anteriores relacionadas com este tema poderão fazê-lo clicando no item Tertúlia BD de Lisboa, visível no rodapé

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Biografias e entrevistas BD


 
Ao longo deste blogue há muitas biobibliografias de autores de banda desenhada por ele espalhadas, quer de portugueses, consagrados, novos e novíssimos, quer de estrangeiros. 
Esta lista está em constante modificação, visto que lhe vou acrescentando elementos biográficos, por ordem alfabética - independentemente das nacionalidades, das diferenças de idade e de prestígio - de todos os autores sobre quem escrevo.

Para os visitantes poderá ter algum interesse, esporadicamente, poderem ler esses elementos biográficos e bibliográficos acerca de um qualquer autor. Eis a lista:

1. Alex Gaspar - (postagem de 2010, Out. 19)
2. Alex Gozblau - (post de 2011, Maio 17)
3. Algarvio - (p. de 2006, Março 3)
4. Álvaro -  (p. de 2012, Out. 30), (p. de 2005, Dez. 12)
5. Ana Freitas - (p. de 2006, Março 13)
6. Ana Saúde - (p. de 2011, Setembro 4)
7. António Jorge Gonçalves - (p. de 2011, Junho 19)
8. Aragonés - (p. de 2005, Dezembro 26)
9. Aude Samama - (p. de 2010, Out. 26)
10. Azpiri, Alfonso - (p. de 2010, Nov. 5)
11. Breccia, Enrique - (p. de 2006, Set. 26)
12. Bruno Silva - (p. de 2005, Nov. 15)
13. Buscema, John - (p. 2006, Maio 19)
14. Carlos Barradas - (p.2011, Jul.15), (p. 2006, Jul. 9)
15. Carlos Pedro - (p. 2010, Jul.5)
16. Carlos Roque - (p. 2006, Ag. 02)
17. Claudino Monteiro (p. de 2012, Jan. 1)
18. Derradé - (p.2006, Fev. 08)
19. Diniz Conefrey - (p. 2011, Set.19), (p. 2010, Out. 16)
20. Duarte, José Luís - (p. 2006, Set. 12)
21. Francisco Sousa Lobo - (p. 2005, Out. 13)
22. Filipe Frade - (p. 2011, Out. 3)
23. Filipe Melo - argumentista (p. 2010, Mar. 6)
24. Fritz (Ricardo Olivera Almozara) - (p. 2005, Out, 28)
25. Gianni Di Luca - (p. 2006, Março 26)
26. Gary Erskine - (p. 2009, Jun. 10)
27. Hergé (p. Set. 27, 2007)
28. Hugo Pratt - (p. 2005, Agosto 20)
29. Hugo Teixeira - (2011, Novembro 17)
30. Isabel Lobinho - (p. 2006, Jun. 15)
31. Joana Figueiredo (actual "Júcifer") - (p. 2006, Março 20)
32. João Sequeira "JAS" - (p. 2010, Ag. 1)
33. João Vasco Leal - (p. 2010, Abr. 5)
34. Joe Kubert - (p. 2011, Nov. 27)
35. José Abrantes - (p. 2011, Jun. 5)
36. José Carlos Fernandes - (p. 2006, Abril 10)
37. José Lopes - (2005, Dez. 31)
38. Juan Cavia - (p. 2010, Mar. 6)
39. Lam, João - (p. 2006, Abril 24)
40. Liam Sharp - (p. 2011, Maio 30)
41. Luís Pinto-Coelho - (p. 2011, Set. 1)
42. Luiz Gê - (p. 2011, Nov. 3)
43. Luís Valente - (p. 2005, Nov. 24)
44. Manaças, Pedro - (p. 2006, Março 29)
45. Mariana Perry - (p. 2010, Maio 4)
46. Markl, Nuno - (p. 2005, Nov. 30)
47. Martin Tejada - argumentista (p. 2010, Mar. 6)
48. Miguel Braga - (p. 2006, Abril 5)
49. Miguel Mocho - (p. 2010, Nov. 1)
50. Miguel Rocha - (p. 2006, Abril 10)
51. Milo Manara - (p. 2006, Janeiro 12)
52. Moebius - (p. 2006, Março, 25)
53. Mordillo - (p. 2006, Abril 13)
54. Neal Adams - (p. 2009, Dez. 9)
55. Nelson Martins - (p. 2011, Julho 4)
56. Nuno Amorim - (p. 2006, Nov. 26)
57. Nuno Duarte - argumentista (p. 2006, Março 13)
58. Nuno Duarte - "Outro Nuno" - (p. 2011, Maio 2)
59. Nuno Nunes - (p. 2005, Dez. 14)
60. Nuno "Plati" Alves - (p. 2010, Set. 4)
61. Nuno Saraiva - (p. 2011, 12 Jun.)
62. Onofre Varella - (p. 2005, Out. 28)
63. Paulo Marques - (p. 2005, Nov. 15)
64. Paulo Monteiro - (p. 2011, Maio 21)
65. Pedro Alves - (p. 2006, Jan. 19)
66. Pedro Brito - (p.2012, Out. 21)
67. Pedro Massano - (p. com entrevista, 2006, Maio 31)
68. Pepedelrey - (p. 2006, Maio 12)
69. Quino - (p. 2006, Fevereiro 11)
70. Rachel Pollack - (p. 2010, Nov. 1)
71. Rechena, Andreia - (p. 2006, Fev. 14)
72. Ricardo Cabral - (2006, Maio 16)
73. Ricardo Reis - (p. 2009, Ag. 3)
74. Richard Câmara - (p. 2006, Fev. 25)
75. Rosinski, Grzegorz
76. Rui Cardoso - (p. 2006, Fev. 4)
77. Rui Pimentel ou Rui - (p. 2011, Dez. 19)
78. Rui Zink - (p. 2012, Abr. 30)
79. Santos Costa - (p. 2005, Nov. 17)
80. Solano López, Francisco - (p. 2010, Fev. 26)
81. Tito, aliás Tiburcio De La Llave - (p. 2011, Maio 8)
82. Victor Mesquita - (p. com biografia, 2011, Set. 28), (p. com entrevista, 2006, Maio 30)
83. Winsor McCay - (p. 2005, Out. 15)
84. Zé Manel - (p. 2011, Out. 30), (p. 2006, Maio 8)
85. Zé Paulo, ou ZEPAULO - (p. 2008, Dez. 24), (p. 2006, Jun. 30)
86. Zepe - (p. 2006, Dez. 31)
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A ilustrar esta postagem estão as fotos de:
1º - Winsor McCay
2º - Victor Mesquita (foto por G.Lino)

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Fanzines, esses desconhecidos (XLVII)









Dos fanzines, tudo se pode esperar, em termos de aspecto gráfico, de conteúdo, de temas tratados. Neste último capítulo, é bem visível que, em Portugal, a banda desenhada atrai as preferências de maior número de faneditores.

Um recente exemplo é o fanzine BDLP que, à primeira vista, se encaixa no género de zine preenchido por diversos autores. Mas após leitura/visionamento, surge a faceta que o distingue na fanedição portuguesa: a de englobar bandas desenhadas de autores lusófonos pertencentes a três países diferentes: Portugal (obviamente, visto ser cá editado), Brasil e Angola.

Aliás, a sigla BDLP que constitui o título, dá o significado da intenção motivadora do seu lançamento: Banda Desenhada de Língua Portuguesa.

O projecto nasceu em 2010, durante o Festival Internacional de Banda Desenhada - Luanda Cartoon, e a intenção é a de editar um número anual, aumentando gradualmente a colaboração de autores de mais países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP).

Isto porque, como se pode ler na Nota de Abertura, "o Português é uma das seis línguas mais faladas no Mundo. Isso poderá fazer com que as bandas desenhadas em português sejam, também elas umas das seis mais lidas no planeta". Teoricamente, tem a sua lógica.

As imagens no topo do "post" são da autoria de:
1. GEvan a.k.a. Gabriel Evangelista - Portugal (Ilustração da capa)
2. Joana Afonso - Portugal
3. Marcelo d'Salete - Brasil
4. Júlio Pinto (desenho) - Angola, Rita Vilela (argumento) - Portugal
5. Álvaro - Portugal
6 e 7. Bocolo Daniel & Hermenegildo Pimentel (desenho) - Angola, Rita Vilela (arg.) - Portugal
(Veja-se a notória influência da mangá nestes dois desenhadores angolanos, significando isso que a presença da BD japonesa já começa a ficar visível em Angola) 
8. Nelo Tumbula - Angola
9. João Mascarenhas - Portugal

Ficha técnica
BDLP #1
Formato: A5
Capa e contracapa, de cartolina, impressa a duas cores
72 páginas
Tiragem: 100 exemplares
Data da edição: Novembro 2011
Preço: 5€
Editor: Extractus (Lisboa/Portugal) e Olindomar (Luanda/Angola)
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Pedidos de compra podem ser enviados para o próprio endereço do fanzine...
... que foi criado, lê-se na nota de abertura, "para servir de contacto mais imediato com os leitores do fanzine (...) já que é sabido existirem cerca de 34 milhões de internautas de língua portuguesa em todo o mundo" (...).
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Os visitantes interessados em ver as 46 postagens anteriores, poderão fazê-lo clicando no item Fanzines esses desconhecidos visível no rodapé.

sábado, dezembro 24, 2011

Livros sobre BD - Os meus livros (VII)

Era hábito, pelo Natal, as revistas de banda desenhada antigas - concretamente, as que tinham existência estável entre as décadas de 1920 e 1960 do século passado - ilustrar as capas com alegorias à quadra natalícia.

Esta constatação aplica-se essencialmente a revistas infanto-juvenis de BD, publicadas com profusão na Europa.
Em Portugal podem encontrar-se numerosos exemplos em O Papagaio, O Mosquito, Camarada, Fagulha, Diabrete, Cavaleiro Andante, Zorro, Mundo de Aventuras, entre outras.

Mas, enquanto que em Portugal nunca foi feita uma recolha dessas capas com imagens natalícias, em Inglaterra houve um coleccionador e estudioso chamado Denis Gifford que, entre os vários livros que escreveu sobre "Comics", dedicou um deles em exclusivo a este tema. Intitulou-o Christmas Comic Posters, e nele se podem admirar capas de várias revistas inglesas, designadamente Puck, Ally Sloper, The Dandy Comic, The Beano, Chips, com frases dedicadas ao Natal como, por exemplo, "Christmas Number", "Grand Xmas Number", "Double Christmas Number", acompanhadas de bandas desenhadas dentro do mesmo registo.

Grandes autores de BD britânicos estão representados nas quarenta e quatro capas que compõem o livro, entre os quais Roy Wilson e Percy Cocking - os mais divulgados em revistas portuguesas.
A ilustrar o presente "post" podem admirar-se umas tantas imagens relativas a capas de populares revistas inglesas infanto-juvenis, sendo que várias das séries nelas reproduzidas foram divulgadas em algumas das congéneres portuguesas acima mencionadas.

Christmas Comic Posters
Livro com as dim. 29,8x24cms
Volume brochado
Miolo: 48 páginas de elevada gramagem, com reproduções a cores
Texto e compilação de Denis Gifford
Editora: H.C. Blossom - London - UK
Data da edição: 1991
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Agradeço a quem visita este meu blogue com assiduidade, e desejo-lhes Boas Festas e um Ano Novo com saúde, fecundas realizações artísticas e estabilidade profissional.
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Aproveito para lhes sugerir que vejam os "posts" anteriores deste tema, clicando sobre o item Livros sobre Banda Desenhada visível no rodapé