quarta-feira, dezembro 23, 2015

BD portuguesa em jornais - Luís Diferr




"As minhas histórias [de BD] são semiscarúnfias", uma frase de Luís Diferr já no fim da entrevista (*) que lhe fiz em Dezembro de 1985 para o suplemento "Tablóide" do extinto jornal Diário Popular.

Era uma palavra desconhecida para mim, mas que depois de ter visto o significado num dicionário, reconheci que se aplicava às suas bandas desenhadas. 

Exemplo concreto são estas "Breves Aventuras do Sr. Sansão", um curto mas angustiante episódio, localizado num cenário claustrofóbico, em que nós, leitores/visionadores, solidários com a personagem, nos sentimos impotentes para o ajudar a escapar àquele espaço impiedosa e irremediavelmente fechado. 

(*) Aos interessados em ler a entrevista bastar-lhes-á clicar no link  http://divulgandobd.blogspot.pt/2015/12/entrevistas-anttigas-autores-de-bd-luis.html

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 LUÍS DIFERR (ou apenas Diferr) 

Síntese biográfica

 






















NOME COMPLETO: Luís Filipe Torres Dias Ferreira. NACIONALIDADE: Portuguesa. LOCAL e DATA DE NASCIMENTO: Lobito (Angola), 26 de Maio de 1956

  • Profissionalização em serviço no Ensino de Educação Visual e Geometria Descritiva (Básico e Secundário), nos anos letivos de 1997/98 e 1998/99, pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação. 
  • BANDA DESENHADA (publicações mais relevantes): 

    Diversas publicações, em jornais, fanzines, revistas e álbuns, desde a 1ª publicação, com 15 anos: 1971/2 - “O Urso”, 24 bandas no suplemento dominical de O SÉCULO; 

    Nov./1991 (Salão de BD da Amadora) - Álbum “O Homem de Neandertal” (54 pranchas a cores), Edições ASA, 1º volume de “As Aventuras de Herb Krox” 

    Março/1997 - Álbum “O Lago Iluminado - 1ª parte”, primeiro volume das “Aventuras de DAKAR, o minossauro”, com argumento meu e desenhos de José Abrantes (46 pranchas a cores), Edições Baleiazul;   

    Março/1998 - Álbum “O Lago Iluminado - 2ª parte”, das “Aventuras de DAKAR, o minossauro” (54 pranchas a cores), Edições Baleiazul; 

    Dezembro/1998 - Álbum “Os Deuses de Altair - I” (52 pr. a cores), Edições Baleiazul, coleção Alboom, 2º volume de “As Aventuras de Herb Krox”.    

    Maio/2003 - “Corina Alpina Bonina” no álbum coletivo “Vasco Granja, uma vida... 1000 imagens” (8 pranchas a preto e branco), Edições ASA;  

    Outubro/2013 – “Blueberry em Por um monte de ferro-velho” (uma prancha a cores), homenagem ao herói de Charlier e Giraud no fanzine Efeméride dedicado aos “Heróis de BD no Século XXI”. 

ILUSTRAÇÃO - Diversos trabalhos, o mais relevante dos quais é:


  • Abril/2010 - Álbum “Les Voyages de Loïs – Le Portugal”, Éditions CASTERMAN (França/Bélgica, 56 páginas a cores) ; edição portuguesa, de Junho/2010, pela ASA.

ARQUITECTURA:
De 1986 a 1988 - Arquiteto projetista num atelier de Arquitetura (Da Cunha Paredes Lda.).

ACTIVIDADE DOCENTE:
Desde Setembro de 1993 - professor de Educação Visual e de Geometria Descritiva no Colégio Valsassina (Lisboa); Coordenador dessas disciplinas a partir de 1999.

(Texto consoante o actual Acordo Ortográfico - AO90 - que me foi fornecido pelo arquitecto/professor Luís Dias Ferreira)

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LUÍS DIFERR (ou apenas Diferr) 

(Outro texto biográfico, este da autoria do presente blogger)


Nascido em Angola (Lobito) em 1956, Luís Filipe Torres Dias Ferreira veio para Lisboa quando ainda só tinha um ano. Foi com os pais viver para o Brasil após o 25 de Abril, onde se formou em Arquitectura na Universidade de São Paulo. Regressou a Portugal em 1985.

Diferr - uma espécie de pseudónimo formado pelos seus apelidos Dias Ferreira - é actualmente professor. 
As obras de BD O Homem de Neandertal (1991) e Os Deuses de Altair (1998), de que talvez venha a haver uma segunda parte, são de sua total autoria (argumento, desenho, cor e legendagem). 
Ainda como autor total colaborou com uma bd curta, a preto e branco, no fanzine Eros, na década de 1980.
Mas também já participou apenas como argumentista, na obra Dakar o Dinossauro - no episódio "O Lago Iluminado" (Vol. I-1997, Vol. II-1998), em equipa com José Abrantes, que se encarregou da componente desenhada sequencialmente.

Como se percebe, Diferr é ecléctico, dominando com mestria o desenho e a escrita. Por isso mesmo, os textos bem documentados e literariamente correctos da obra Portugal (Le Portugal, na edição francesa), são igualmente de sua autoria, embora sob supervisão de Jacques Martin, que idealizou esta obra lançada sob o título genérico Les Voyages de Loïs, cujo primeiro volume foi Versailles, realizado por J. Presti e O. Pâques.


Encontra-se em fase de construção a obra Kallilea L'Amazone (ver pormenor acima reproduzido), cuja concretização está dependente de um projecto de crowdfunding apoiado pela editora Sandawe.

Luís Diferr foi o Autor Homenageado do Amadora BD - 1998. Mas muito antes, em Julho de 1986, tinha sido o Convidado Especial da Tertúlia BD de Lisboa.

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Os visitantes interessados em ver as anteriores postagens poderão fazê-lo clicando no item BD portuguesa em jornais, incluído em rodapé. 

domingo, dezembro 20, 2015

BD portuguesa em revistas não especializadas - Autor: Rui Lacas



Rui Lacas (ou apenas Lacas) é um autor de BD já de créditos firmados, com obra publicada em Portugal e no estrangeiro. Mas para um público não especialmente interessado em banda desenhada, este nome (metade verdadeiro, metade pseudónimo) pode ser praticamente desconhecido.

Ora nos leitores da excelente revista Gerador cabe, como é natural, uma faixa de interessados em BD, mas é óbvio que a maioria dos compradores será atraída pela variedade de temas que a Gerador sempre apresenta, começando (no nº5 aqui sob análise) por um artigo dedicado ao mirandês - a segunda língua de Portugal -, continuando num romance colectivo publicado capítulo a capítulo em cada edição, passando por uma crónica gulosa após a degustação de um inesquecível pastel de nata num café da Costa Nova, e quase terminando numa bem informada agenda de eventos culturais: exposições, peças teatrais, festivais de música, encontro de diários gráficos, projectos variados (exemplo, o de Querença, "Do Barro da Terra às Peças de Olaria") cobrindo todo o país. 

Daí que seja natural alguma estranheza para uns tantos leitores da Gerador ao depararem-se com uma banda desenhada, tendo por cenário a aldeia de Valada, sob argumento/guião congeminado por Rui Lacas, ele também o autor dos extraordinários desenhos sequenciais que concretizam em registo figurativo a curta bd de sete pranchas, colorizada com sensibilidade em matizes de sépia, também pelo ecléctico Lacas.

Imagens que ilustram a postagem (de cima para baixo):
1. 1ª prancha da banda desenhada
2. 2ª      idem, aspas
3. 5ª      idem, aspas
4. 7ª      idem, aspas
5. Capa da revista Gerador (nº5, Julho 2015) 
 
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RUI LACAS

Síntese biográfica (extraída da própria revista, com a devida vénia)

Nasceu autor de BD. Aos 19 anos viu o seu primeiro trabalho ser publicado, e desde  1989 que não pára de trabalhar.

Não se considera um artista, mas é um dos autores de BD mais premiados em Portugal. Recebeu o 1º prémio do concurso de BD na II edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora [FIBDA] quando tinha apenas dezasseis anos.

O seu livro Obrigado Patrão já arrecadou cinco distinções, duas das quais no estrangeiro. Trabalhou com Jorge Magalhães em Maldita Cocaína, e com Pedro Baptista-Bastos em A Cauda do Tigre.

A solo publicou A Filha do Caranguejo, Que é Feito do Meu Natal?, Obrigado Patrão (primeiro lançado em França com o título Merci Patron), Han Solo, A Ermida, e mais recentemente Asteroid Fighters, onde desenha um futuro apocalíptico para a humanidade, num planeta ameaçado por asteróides que são combatidos por heróis muito especiais. Foi o melhor álbum do ano no FIBDA de 2010. 

Rui Lacas explica que a BD não dá para viver e garante que os autores portugueses "fazem BD por amor". 

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Para os visitantes que quiserem ver postagens anteriores relacionadas com o tema BD Portuguesa em revistas não especializadas ou Gerador Revista bastar-lhes-á clicar nos respectivos itens visíveis em rodapé

sexta-feira, dezembro 18, 2015

Palestra de José Ruy no Clube Português de Banda Desenhada







Com a inauguração da sua nova sede, agora na Amadora (foto acima), e após as exposições de BD que lá se realizaram, o Clube Português de Banda Desenhada-CPBD volta a dar sinal positivo de actividade com uma palestra inserida no ciclo 
"Um Autor-Uma Obra", intitulada "José Ruy e a Peregrinação" que José Ruy vai efectuar, com apoio em power point, no dia 19 de Dezembro, sábado, pelas 15h30.

Local: Sede do Clube Português de Banda Desenhada
Av. do Brasil, 52A
Falagueira
Amadora

Entrada livre   

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A foto de José Ruy durante a palestra e o aspecto da assistência (onde falta Dâmaso Afonso, autor da fotografia), bem como a lista de presenças abaixo descriminada, são elementos registados nesta postagem a posteriori

1. Cambraia
2. Carlos Gonçalves
3. Carlos Moreno
4. Catherine Labey
5. Dâmaso Afonso
6. Geraldes Lino
7. Jorge Magalhães
8. José Eduardo Monteiro
9. José Lopes
10.José Ruy (Conferencista)
11.Paulo Duarte
12.Pedro Bouça
13.Pedro Mota
14.Valadas
15.Vidigal
16.Vilela

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Os interessados em ver postagens anteriores relacionadas com o Clube Português de Banda Desenhada-CPBD poderão fazê-lo clicando no respectivo item visível em rodapé

quinta-feira, dezembro 17, 2015

Fanzines Esses Desconhecidos - "O Dia Em Que... Comic Jam"


























 
                                     contracapa

No Dia Em Que...

... um ocasional participante no encontro de Agosto de 2008 da TBDL - Tertúlia BD de Lisboa, Mário Teixeira, antigo emigrante em Toronto, Canadá, propôs que se fizesse uma coisa a que ele chamou comic jam, ou seja, uma banda desenhada improvisada por vários ilustradores/autores de BD, cada um a desenhar uma vinheta, e que ele próprio iniciou.

Achei curiosa a ideia, que era, afinal, a velha brincadeira gráfica intitulada cadavre exquis criada pelos surrealistas franceses.  A expressão francófona, já livremente adaptada à língua portuguesa por "cadáver esquisito" tornara-se bem conhecida, enquanto que aquela diferente versão anglófona era uma novidade para mim.

Enquanto organizador da associação informal TBDL, decidi que, a partir daí, continuar-se-ia a fazer mensalmente um comic jam, mantendo-se a expressão inglesa, bem como o título "No dia em que..." com que Mário Teixeira (amigo do homenageado do mês, Zé Oliveira) o tinha baptizado, e igualmente o esquema dessa primeira banda desenhada feita de improviso numa folha A4 em seis vinhetas com a colaboração de seis desenhadores.

Apenas com a regra, a cumprir daí em diante, de que o autor da primeira vinheta seria sempre o Convidado Especial ou o Homenageado desta tertúlia lisboeta.

Assim se tem feito sempre.

Tendo a TBDL sido criada em Junho de 1985, atingindo portanto o 30º aniversário em Junho de 2015, surgiu a ideia de se comemorar a efeméride editando um fanzine com todos os comic jam realizados entre Agosto de 2008 e o mês do aniversário, inclusive.

Assim se fez.

Geraldes Lino

(Texto de apresentação constante do fanzine)
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Reproduzem-se nesta postagem, além da capa e contracapa, apenas 16 comic jam.
Os nomes dos autores de cada comic jam (maioritariamente portugueses, mas também alguns estrangeiros) estão assinalados no rodapé de cada prancha. 
Para a sua identificação e melhor visionamento bastará aumentar o post, técnica bem conhecida dos visitantes deste blogue. 

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Ficha técnica
Título: O Dia Em Que... - Comic Jam
Improvisos em banda desenhada,
através de vinhetas desenhadas por 161 autores,
formando 77 BD's, 78 pranchas
cada uma delas realizada mensalmente 
entre Agosto de 2008 e Junho de 2015
na Tertúlia BD de Lisboa.

Ilustração na capa da autoria de Nuno Duarte (o Outro Nuno)

Volume #1
Tiragem: 50 exemplares
Editores: Álvaro / Geraldes Lino