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sexta-feira, junho 18, 2010

Banda Desenhada portuguesa em jornais (CXIX) Jornal Avenida Marginal - Autor: Ricardo Cabrita





A República Portuguesa celebra o centenário, sendo pois natural homenagear-se Manuel de Arriaga, o nosso primeiro presidente (1911 -1915).

Por se tratar de um açoriano, esse facto foi determinante para que Heitor Silva, também nativo dos Açores, decidisse publicar no seu jornal Avenida Marginal uma banda desenhada dedicada àquela personalidade.

O bloguista deste blogue - contactado por Heitor Silva para colaborar com ele na iniciativa - decidiu convidar Ricardo Cabrita, frequente colaborador do seu fanzine Efeméride, e este, com a habitual disponibilidade para a BD, mesmo quando sobrecarregado na actividade profissional enquanto arquitecto, de imediato se colocou à disposição do projecto, começando por investigar a biografia de Manuel de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue (1840-1917) e passando os elementos biográficos obtidos para o formato BD.

É precisamente essa banda desenhada, com o título "Manuel de Arriaga na Hora da Renúncia", título que por lapso na montagem não aparece na página, cuja reproduzo no topo do "post", extraída, com a devida vénia, das páginas do Avenida Marginal (Ano 3 - nº6 - 30 Abril 2010), bem como a fotografia de Manuel de Arriaga, divulgada no mesmo jornal pela Junta de Freguesia de Matriz, donde ele era natural.

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Para se verem os nomes dos autores que foram focados nesta etiqueta, nas 117 postagens já efectuadas, em baixo fica a respectiva lista:

(CXVIII)- Abril 29 - Autores: Rui Lacas, João Maio Pinto, Luís Leal Miranda
(CXVII) - Fev. 10 - Autor: Bruno Rafael

2010 (daqui para cima)

(CXVI) - Dez. 20 - Autor: Nuno Saraiva
(CXV) - Out. 22 - Autor: Richard Câmara
(CXIV) - Set. 25 - Autores: Jorge Coelho, Patrícia Furtado, Ricardo Venâncio, Nuno Duarte (arg.)
(CXIII) - Jun. 17 - Autor: Pilar
(CXII) - Abr. 19 - Autor: Nuno Saraiva
(CXI) - Março 6 - Autor: Nuno Saraiva

Nota: Os autores abaixo indicados colaboraram no jornal MU (Mundo Universitário) mas não tinham ficado aqui registados nas respectivas datas, em anos anteriores
Jun. 17 - A.Pilar
Abril 19 - Nuno Saraiva
Março 6 - Nuno Saraiva
Jan. 27 - Pedro Alves J. Mascarenhas Ricardo Cabral Algarvio Mota Zé Manel JCoelho Pepedelrey Carlos Marques e Sílvia Matos e Lemos Kalika (sob poema de Herberto Helder) Carlos Rocha José Lopes Francisco Sousa Lobo

(CX) - Jan. 27 - "post" com as bedês dos autores acima indicados, que foram publicadas no "Mundo Universitário" em 2004, início da minha coordenação da rubrica BD naquele jornal
2009 (daqui para cima)

Dez. 26 Ricardo Cabral
Out. 21 - Joana Sobrinho
" 14 - Nuno Duarte ("Outro Nuno")
" 8 - Diogo Carvalho e Phermad
Set. 23 - Jorge Mateus
" 16 - Paulo Marques
Ag. 15 - Derradé (3 tiras de BD), Álvaro (2 tiras), Pedro Alves (2 tiras)
" 17 - Nuno Sarabando (d) e Hugo Jesus (a)
" 12 - Miguel Marreiros (d) e André Oliveira (a)
" 10 - Derradé
" 4 - Marte
Maio 21 - Pedro Zamith
" 20 - Algarvio
" 12 - Pedro Alves
" 7 - Agonia Sampaio e André Amaral
Abril 29 -Pedro Massano
" 22 - Marco Mendes
" 15 - Luís Afonso
" 5 - A. Pilar
Março 28 - Luís Louro
" 10 - João Lam
" 8 - José Abrantes
Fev. 25 - GEvan
" 18 - Pedro Bürin (d.), Mário Freitas (a.)
" 11 - Mariana Perry (d.), André Oliveira (a.)
Jan. 28 - Antero Valério
" 27 - Rodrigo
" 21 - Hugo Teixeira
2008 (lista acima)

Dez. 23 - Sko Nihil Vo (desenho), Hugo Sousa (cor)
" 16 - Pepedelrey
" 8 - Relvas
" 1 - Phermad
Nov. 25 - Nuno Saraiva
" 23 - Algarvio (Alexandre Algarvio)
" 18 - José Pedro Costa e Arlindo Fagundes
" 11 - Derradé
Out. 31 - Agonia Sampaio
" 25 - Manaças (Pedro Manaças)
" 16 - Álvaro
" 12 - Pedro Alves
" 10 - Lam (João Lam)
" 3 - Autores: Ricardo Reis (d), Cristiano Baptista (cor), André Oliveira (arg.)
Set. 25 - Antero Valério
" 13 - Joba e ML
Jul. 12 - Luca
Junho 4 - Esgar Acelerado
Maio 31 - Algarvio
" 28 - Ricardo Cabral
" 14 - José Carlos Fernandes
" 12 - Filipe Andrade (desenho), Filipe Pina (argumento)
" 1 - Vasco Gargalo
Abril 24 - Zé Manel
" 18 - Arlindo Fagundes (arg. e desenho), José Pedro Costa (cor) Março 30 - Pedro Nogueira
" 23 - José Lopes
" 16 - Zé Paulo
" 7 - Lam
" 1 - Ricardo Correia (des.), André Oliveira (arg.), Ana Maria Baptista (colorido)
Fev.12 - Pedro Zamith
" 7 - Nazaré Álvares
" 7 - Marco Mendes
Jan. 23 - Ângela Gouveia
" 16 - Filipe Goulão
2007 - (lista acima)

Dez.6-A.Rechena
Nov.28-José Lopes
" 21-Pedro Alves
" 14-Nuno Saraiva
" 8-Pedro Morais
Out.31-Ricardo Ferrand
" 24-Algarvio
" 17-Ricardo Cabral
" 11-Álvaro
" 5-Pedro Massano
Set.27-Derradé
" 24-Nuno Saraiva
Ainda em 2006, mas após as "férias grandes" (entre 8Jun. e 24Set, lapso de tempo em que o MU não foi editado), a lista de colaboradores vê-se daqui para cima

Jun.8-Estrompa
Maio 31-António Valjean
" 24-Pedro Nogueira
" 20-Zé Manel
" 16-Ricardo Cabral e Jorge Cabral
" 12-Pepedelrey
" 4-J.Mascarenhas
Abril 5-Cheila
Março-29 -Pedro Morais
" 20-Joana Figueiredo
" 15-Pedro Nogueira
Fev.14-A.Rechena
" 8-Derradé
Jan.19-Pedro Alves
2006 (lista daqui para cima)
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Para ver os 117 textos anteriores basta clicar sobre a etiqueta "Banda Desenhada portuguesa nos jornais" inserida no rodapé

sexta-feira, julho 24, 2009

Lisboa na Banda Desenhada (X) - Vários edifícios de Lisboa, na obra "Fernando Lopes Graça - Andamentos de uma Vida" - Autor: Ricardo Cabrita

Largo do Chiado, na vinheta da esquerda, onde se vê a estátua do Poeta Chiado (peça esculpida em bronze, da autoria do escultor Costa Mota).

Edifício do Liceu Passos Manuel, actualmente Escola Secundária


Edifício do Conservatório Nacional, no Bairro Alto


Antigo Liceu Gil Vicente (actualmente Escola Secundária)



À esquerda, na 3ª vinheta, vê-se a antiga sede da ex- Polícia Imternacional e de Defesa do Estado -P.I.D.E., na rua António Maria Cardoso, nº 22 (ao Chiado), perto do Teatro São Luiz




Quatro ângulos de visão do antigo cinema Eden: três do interior, com as suas belas escadarias, e a fachada (como era originalmente) na última vinheta. Este edifício foi construído por um pouco conhecido arquitecto chamado Carlos Dias, e não por um outro bem conhecido, Cassiano Branco, como erroneamente já tem sido escrito, inclusive por uma responsável da C.M. de Lisboa, arqª Ana Tostões.
Em baixo, a página completa.


Já aqui falei da obra (em BD, claro), recentemente editada pela Câmara Municipal de Tomar, Fernando Lopes Graça - Andamentos de uma vida, da autoria de Ricardo Cabrita, e dela reproduzi umas tantas páginas, visionáveis na categoria "Álbuns de BD imprevisíveis e difíceis de obter".
Volto agora às páginas do álbum para mostrar umas tantas vinhetas que têm a ver com Lisboa, seguramente uma das cidades portuguesas mais focadas na banda desenhada portuguesa (e até, esporadicamente, em obras de autores estrangeiros), graças à inquestionável beleza de muitos dos seus monumentos, edifícios e paisagens urbanas.
Ricardo Cabrita enquanto escritor (um argumentista é um ficcionista, logo, um escritor), fez trabalho meritório no texto biográfico dedicado ao insigne músico (compositor e maestro) Lopes-Graça, e enquanto desenhador (para mais, arquitecto de formação e profissão) encheu a obra de vistas sobre Lisboa - edifícios, monumentos, panorâmicas - por ter sido aqui que o artista passou grande parte da sua vida, e é de desenhos (aliás, vinhetas) extraídos da banda desenhada que se compõe o presente "post".
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Para visionar os "posts" anteriores desta rubrica, bastará clicar no item Lisboa na Banda Desenhada que aparece no rodapé.

sábado, maio 16, 2009

Álbuns de BD imprevisíveis e difíceis de obter (XI) - Fernando Lopes Graça. Andamentos de uma vida - Autor: Ricardo Cabrita

Edição imprevisível e improvável: assim considero o álbum intitulado Fernando Lopes-Graça. Andamentos de uma Vida, da autoria de Ricardo Cabrita, em edição da Câmara Municipal de Tomar. Trata-se daquele tipo de obras institucionais, cuja divulgação fica, naturalmente, muito restrita.
Com efeito, quantos amadores/leitores/coleccionadores de BD (estas três componentes andam habitualmente a par) terão tido conhecimento da edição deste álbum? Além dos residentes em Tomar - sejam tomarenses ou não -, assim como alguns visitantes mais atentos deste blogue (onde, a propósito da imagem do castelo de Tomar, aqui já falei do álbum, no "post" inserido no tema "Castelos na Banda Desenhada", com data do passado dia 1 de Maio), o mais que certo é de ser escassamente conhecida a obra dedicada ao categorizado músico português.
Fernando Lopes Graça nasceu em Tomar, a 17 de Dezembro de 1906, e cedo demonstrou aptidão invulgar para a música.
É o percurso pormenorizado da sua vida, enquanto compositor e intérprete musical, mas também como indivíduo preocupado com os aspectos sociais e políticos, que é transmitido ao leitor/visionador desta notável obra biográfica em figuração narrtaiva.
Ricardo Cabrita - arquitecto por profissão, autor de BD por devoção -, teve trabalho meritório nas duas componentes da realização da banda desenhada, ou seja, na pesquisa inicial de dados biográficos, recorrendo à análise de obras diversas, literárias e musicais, em livros e na Internet, e na transposição para imagens sequenciais, em registo figurativo, que descrevem em vários capítulos a vida intensa e muitas vezes atribulada, de Fernando Lopes-Graça.


Tomar. Introitus: A descoberta de "La Mer" de Debussy
A página inicial já foi mostrada aqui no blogue, no citado "post" de 1 de Maio. Note-se que essa página, bem como as duas acima reproduzidas, estão coloridas num tom sépia, comum a todo este intróito, dando uma tonalidade propícia ao flashback pretendido, como se estivéssemos a visionar retratos antigos.

Conservatório. 1º andamento: Variações sobre um tema popular português
Desde a conclusão, em 1922, do ensino secundário no Liceu Gil Vicente, passando pelo Conservatório Nacional, ambos os estabelecimentos em Lisboa - onde foram seus mestres o padre Tomás Borba e o compositor Luís de Freitas Branco -, e pelo Liceu Passos Manuel, onde ingressou no curso complementar de letras, frequenta também a Faculdade de Letras de Lisboa, todos estes estudos intercalados por recitais, um deles no Cine-Teatro de Tomar, outro no Salão do Conservatório Nacional.
Toda esta fase da vida do músico é dada, ao nível do colorido, por cores que plasmam a realidade, a reproduzir o seu dia a dia, que passa pela sua entrada para professor da cadeira de piano do Conservatório, onde ficou classificado em primeiro lugar com 18 valores.

Prisão. 2º andamento: Jornada
Pintado em tons sombrios, este capítulo descreve uma das complicações políticas na vida de Lopes-Graça (que já não eram as primeiras), passada na sede da PIDE - Polícia Internacional e de Defesa do Estado, na rua António Maria Cardoso (Chiado, Lisboa), onde é interrogado e agredido, sob diversas acusações de carácter político

Exílio. 3º andamento: La Fièvre du Temps
Após ter sido libertado, Lopes-Graça parte para Paris, onde é acolhido pelo casal amigo, os pintores Vieira da Siva e Arpad Szenes.
De notar o tratamento pictórico e técnico deste capítulo, com predominância de desenho sobre fotografia.

Resistência. 4º andamento: História Trágico-Marítima
De novo em Lisboa, Lopes-Graça passa por êxitos como compositor e maestro (de orquestra e de coros), mas também por dificuldades económicas, devido à perseguição política de que era alvo, concretizada na proibição de as suas obras serem tocadas pelas orquestras nacionais.

Raízes. 5º andamento: Canto de Amor e Morte
Totalmente concretizado graficamente a preto e branco, este quinto andamento reproduz o estado de espírito do músico. Após ter colaborado com o etnólogo e musicólogo Michel Giacometti (que, na sua recolha em gravações do cancioneiro popular português, tinha tido o apoio da Fundação Gulbenkian, mais concretamente da Comissão de Etnomusicologia do serviço de música, de que Lopes-Graça era membro), o seu trabalho foi recusado, daí que ele tenha pedido a demissão.
Mas as dificuldades que teve de enfrentar continuaram: correspondência interceptada ou, quando recebida por ele, visivelmente violada, limitação de movimentos e deslocações, enfim, vigilância constante...



Liberdade. 6º andamento: Acordai
Com poema de José Gomes Ferreira, este sexto andamento gráfico e sequencial mostra as pautas com a música do compositor, em imagens relacionadas com o 25 de Abril de 1974, trabalhado cromaticamente tal como o autor da banda desenhada tinha feito no 3º capítulo (ou, na linguagem musical adoptada, 3ºandamento), e igualmente sobre base fotográfica.


Consagração. 7º andamento: Requiem pelas vítimas do fascismo em Portugal
Nos últimos anos da sua vida, a residir na avenida da República, Parede, Lopes-Graça é visitado por uma jovem desconhecida chamada Teresa Cascudo, vinda propositadamente de Espanha para conhecer o músico, compositor e maestro, e sobre ele fazer a sua tese de doutoramento.
A situação dá azo a vários enquadramentos de grande qualidade estilística, e neles se vê o maestro a mostrar à jovem vários locais que têm a ver com ele: a Casa Verdades de Faria, no Monte Estoril, doada à Câmara Municipal de Cascais, onde veio a ser instalado o Museu da Música Portuguesa, e a Academia de Amadores de Música (Lisboa), onde iria ficar o repertório do coro daquela instituição, exactamente na associação a que foi dado o nome do maestro.
As recordações transmitidas a Teresa Cascudo passam pela afirmação de que, graças à revolução de Abril, Lopes-Graça tinha finalmente podido viver da música.
Mas estava a chegar ao fim, o que se pressente nas derradeiras imagens/vinhetas, quando diz: "Sim, estou um pouco cansado, mas ainda assim quero ver se vou rever a partitura de uma música que tenho ali em cima do piano (...) a seguir ouvir um pouco de música (...) e então, sim, descansar... a ouvir o mar, aqui tão perto, e adormecer..."
Estava em sua casa, na Parede (Cascais), onde viveu o seu último dia, a 27 de Novembro de 1994.
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Título da obra: Fernando Lopes Graça. Andamentos de uma vida
Álbum brochado, com badanas na capa e contracapa
Miolo a cores e a preto e branco, 44 páginas (32 páginas da bd, mais 12 páginas onde se inclui a pagina de rosto e elementos indicativos das fontes de pesquisa usadas pelo autor)
Autor: Ricardo Cabrita
Data da edição: 2008 (data constante da badana do álbum. O autor informou-me que foi editado em Dezembro 2008, e ofereceu-me este exemplar em Abril 2009)
Tiragem não indicada [1500 ex.]
Editor: Câmara Municipal de Tomar
Tomar
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Para ter acesso imediato a todos os "posts" anteriores, basta clicar no item Álbuns BD imprevisíveis e difíceis de obter indicado no rodapé