domingo, fevereiro 19, 2017

Exposição de BD de Miguel Rocha em Viana do Castelo

 
Miguel Rocha: Liberdade em Legendas é o título de uma exposição de banda desenhada de que acabo de ter conhecimento (*) ter sido inaugurada no passado dia 21 de Janeiro na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo.

Apesar do atraso com que registo a notícia, não a poderia ignorar, pela consideração que me merece o talento  ímpar de Miguel Rocha.

Como a exposição estará montada até 8 de Julho de 2017, vale bem a pena chamar a atenção a todos os que apreciam a boa BD moderna portuguesa.
Diria mesmo mais: a qualidade da banda desenhada de Miguel Rocha justifica ir de propósito a Viana do Castelo, onde quer que resida quem ler este texto.

(*) Só soube do evento graças ao blogue Bandas Desenhadas, de Nuno Pereira de Sousa, um blogger competente e extremamente atento ao que se passa no buliçoso mundo da BD.
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MIGUEL ROCHA

Síntese biobibliográfica


Miguel João Pinheiro Soares Rocha, Lisboa, 1968

Miguel Rocha é um dos grandes talentos da BD portuguesa, autor de algumas obras singulares.
Da sua bibliografia de BD constam os seguintes títulos:
Hans, o Cavalo Inteligente (2010); A Noiva Que o Rio Disputa ao Mar (2009); Salazar - Agora na Hora da Sua Morte (2006); O Tempo das Papoilas (2005); Os Touros de Tartessos (2004); A Vida Numa Colher - Beterraba (2003); Malitska (2001); Março (2001); Eduarda (2009); As Pombinhas do Sr. Leitão (1999); Dédalo (1999); Borda d'Água (1999). 
  
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sábado, fevereiro 18, 2017

Exposição de BD de Mosi nas Caldas da Rainha



Nas Caldas da Rainha, há um espaço chamado Casa Antero (em tempos idos teve o nome de Taberna do Antero), cujos responsáveis gostam de apoiar as artes, daí que tenham decidido realizar uma exposição de BD, com catorze imagens de bandas desenhadas de Mosi (Joana Mosi) extraídas da trilogia Altemente, que Mosi fez para relembrar o tempo feliz que passou na aldeia de Alte.

A exposição, montada por Bruno Caetano e José Hartvig de Freitas, teve início a 14 de Fevereiro (só tive conhecimento do evento há dois dias) e estará visionável até ao dia 9 de Março de 2017.
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MOSI, JOANA

Autobiografia na 3ª pessoa


Mosi (Joana Simão) nasceu em 1994, em Lisboa.

Em 2014 ganhou o 1º prémio do Concurso de Banda Desenhada do FIBDA, escalão A, no mesmo ano em que foi selecionada para a categoria de banda desenhada na Mostra Nacional de Jovens Criadores, do CPAI - Clube Português de Artes e Ideias.

Para além da série “Altemente”, que foi premiada com o Galardão de Excelência na Execução de Curtas na Comic Con 2016, também participou na antologia “Sobressaltos”e publicou vários Fanzines. Desenvolveu vários trabalhos na área da ilustração, destacando a capa do nº10 da revista “Estante” da Fnac. Em Junho de 2016 foi Convidada Especial da Tertúlia BD de Lisboa.
 

Está a terminar a Licenciatura de Pintura em Belas Artes e é professora de desenho no curso de Concept Art na ETIC. Paralelamente é fundadora da associação cultural EriceiraBD, onde promove actividades relacionadas com banda desenhada, ilustração e afins. 
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sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Lançamento de livro de BD no Museu Bordalo Pinheiro


Penim Loureiro, após ter estado intensamente ligado à BD entre 1979 e 1984, dela esteve em seguida longos anos afastado, absorvido pela sua actividade de arquitecto e de professor universitário.

Regressado em 2014, com a obra Cidade Suspensa, de que foi autor completo, e em 2015, numa curta participação na BD colectiva Portugal 2055, Penim surge agora, dois anos depois, a assinar os desenhos de Reportagem Especial- Adaptação às Alterações Climáticas em Portugal, desta vez em equipa, de que fazem parte Bruno Pinto, argumentista/guionista, e Quico Nogueira, colorista.

A obra vai ser apresentada hoje, sexta-feira, 17 de Fevereiro, às 18h00, no Museu Bordalo Pinheiro, com a presença dos três autores.

Museu Bordalo Pinheiro
Campo Grande, 382
Lisboa

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PENIM LOUREIRO

Síntese biobibliográfica


Carlos Manuel Moura Penim Loureiro, 1963, Lisboa.
Assinando apenas por Penim, desenhou intensamente de 1979 (ano onde já era participante habitual nos concursos e exposições de BD em Portugal) a 1984, com bandas desenhadas publicadas em jornais como o Sete, Diário e Diário Popular, nas revistas Tintin e Jornal da BD, e nos fanzines Ruptura, Ritmo, Amargem, Boletim do CPBD e na revista espanhola Un Fanzine Llamado Camello
A partir desse ano interrompeu a banda desenhada para se dedicar à arquitectura, e mais tarde à arqueologia.

Regressado à BD, criou a solo a obra “A Cidade Suspensa”, com um fundo autobiográfico, que teve lançamento em 2014.

Em 2015 participou em "Portugal 2055", obra colectiva de BD com dez episódios, realizados por outros tantos desenhadores, sob argumento do biólogo Bruno Pinto, em que Penim foi autor da curta de BD "Jantar de Amigos".  
Em Fevereiro de 2017 é lançada a obra "Reportagem Especial - Adaptação às Alterações Climáticas em Portugal", de que Penim é autor dos desenhos, Bruno Pinto do argumento/guião, e de Quico Nogueira a colorização.   
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BRUNO PINTO

Síntese autobiobibliográfica


Biólogo com experiência profissional no estudo da ecologia e conservação de mamíferos, tendo feito um mestrado em Inglaterra nesta área e o doutoramento em história ambiental portuguesa. Desde 2009 que centra a sua actividade na comunicação de ciência, estando actualmente a fazer um pós-doutoramento nessa área no MARE- Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (Faculdade Ciências da Universidade de Lisboa).


Anteriormente, foi pós-doutorando no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (Universidade de Lisboa) durante seis anos, tendo realizado diversos projetos: por exemplo, fez parte da Comissão Organizadora do programa “Bioeventos 2010” (Ano Internacional da Biodiversidade) e foi comissário da exposição "Linces, Lobos e Águias-Reais". Foi, também, autor de duas peças de teatro sobre ciência, co-autor do livro “Guia de Campo do Dia B” (2010) e de duas Bandas Desenhadas sobre ambiente. Para além disso, foi co-coordenador da Noite dos Investigadores entre 2012 e 2014 nesse museu, e também colaborou com o CCViva de Sintra (por exemplo na exposição “Resistir” sobre resistência bacteriana a antibióticos- 2015) e com o projeto “ClimAdapt. Local” (livro de banda desenhada sobre adaptação às alterações climáticas em Portugal- 2016).

Entre 2011 e 2015, publicou regularmente crónicas online sobre ambiente (sites da Visão Verde e Wilder) e pertenceu ao grupo "Cientistas de Pé” (Stand-Up Comedy sobre Ciência), sendo co-autor do livro "Toda a ciência (menos as partes chatas)" (Gradiva, 2013). Também tem experiência anterior na investigação na área da comunicação e educação da ciência. 

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QUICO NOGUEIRA

Síntese autobiobibliográfica

QUICO - Relatos confirmam que desde sempre foi observado à volta de lápis, canetas,  papel, e bastantes livros. Após alguns anos de trabalho na sua área de formação, Engenharia Civil, optou por ir à aventura e dar vazão à sua paixão pela banda desenhada, ilustração e animação.
Após a publicação uma tira de Banda Desenhada no BDJornal em 2006, começou em 2009 a sua experiência profissional no campo da Ilustração.
Dados mais relevantes desta sua curta carreira:
Desenvolvimento gráfico das personagens da série Capitão Falcão para a produtora Indivídeos (2010); Trabalho de traçagem para o filme de animação “M” de Joana Bartolomeu, vencedor do prémio do público, no galardão Vasco Granja, na Monstra de 2013 (2011); Terceiro lugar no concurso de Banda Desenhada Avenida Marginal com “O Homem mais Inteligente do Planeta”; Primeiro lugar no concurso de Banda Desenhada de Odemira com “Titanic – A verdadeira história”; Vencedor do prémio de Ilustração Fantástica Speccall da Specweek com “Um conto de Março”. Primeiro lugar no concurso de Banda Desenhada do Salão de Moura com “O Talhante e o Ilusionista” (2013).”Ratchemaster” a publicar pela Editora Arcana Comics em 2015 (2014).
Locais onde encontrar o seu trabalho:

- No Facebook : Quico’s Illustration And Comics
-No Behance : www.behance.net/quiconogueira
- No seu blog: www.producoesquico.blogspot.com
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quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Lançamento de Livro de BD e exposição




António Jorge Gonçalves teve já vários períodos de actividade intensa na BD, a primeira na década de 1980, quando colaborou em diversos fanzines. Uma década depois foi o tempo de realizar novelas gráficas, editadas em livro: As Aventuras de Filipe Seems, Ana, e A História do Tesouro Perdido, sob argumento de Nuno Artur Silva.
Ainda nos anos noventa (1997), em co-autoria com o argumentista/guionista Rui Zink, concretizou mais uma novela gráfica, A Arte Suprema.
Nesse mesmo ano, em trabalho a solo, cria a personagem "O Sr. Abílio".
Três anos depois,no início de 2000, de novo com Nuno Artur Silva, desenhou o terceiro tomo das aventuras detectivescas de Filipe Seems. 
Entre várias outras obras - registadas quase exaustivamente na biobibliografia apresentada sob este texto - e após interregno a seguir a 2011, António Jorge Gonçalves apresenta agora, Fevereiro de 2017, A Minha Casa Não Tem Dentro, outra obra de sua autoria total - argumento/guião, desenhos, legendagem e colorização. 

A obra terá lançamento amanhã, dia 16 de Fevereiro, pelas 19h00, e será complementada com uma exposição de imagens da banda desenhada, na Abysmo Galeria - Rua da Horta Seca, 40 r/c, Lisboa.      

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ANTÓNIO JORGE GONÇALVES

Biobibliografia

 

 

António Jorge de Almeida Gonçalves, 19 de Outubro de 1964, Lisboa.
 

Licenciado em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, e Mestre em Design para Teatro pela SLADE - School of Fine Arts, em Inglaterra.

Iniciou-se a fazer BD em publicações amadoras, a primeira das quais foi o fanzine Graphic, de que foi editautor dos treze números publicados entre 1978 e 1979. 

Colaborou em vários outros fanzines, entre 1978 e 1985, designadamente no Boletim do Clube Português de Banda Desenhada, Jornal da BD (num zine assim intitulado, não na revista homónima editada entre 1982 e 1987), Aqui Banda, Ponta &Mola, Stylus, Dossier BD, Cábula, Crocão, Ritmo, Eros, Videograma, Azul BD Três.

Publicou bedês curtas em vários jornais, em especial no semanário Sete, onde criou a rubrica "Disco na Prancheta", também colaborou nos jornais A Capital e Correio da Manhã, e no suplemento "Tablóide" do Diário Popular.

Em 1987 participou na Bienal de Jovens Criadores da Europa Mediterrânica, realizada dessa vez em Barcelona.


Em 1989, para a editora italiana Mondatori, realizou a bd de oito páginas "Lisboa de Táxi" num projecto internacional da Comuna de Milão intitulado "Eurovisioni - Viaggio a Fumetti Tra le Cittá d'Europa", obra colectiva que teve igualmente a participação de Buzzelli, Mattotti, Crepax e Manara, entre outros.

Sob argumentos de Nuno Artur Silva, A.J.Gonçalves fez a bd de grande fôlego "As Aventuras de Filipe Seems, Detective Particular", cujo início se verificou no semanário Sete em 1992, e que acabou englobada em dois álbuns, "Ana" (1993) e "A História do Tesouro Perdido" (1994).


Naquele mesmo ano de 1994 foi-lhe publicada, sob a égide de "Lisboa 94 Capital Europeia da Cultura", a obra "À Procura do F.I.M.". 

Com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa - Departamento de Plano Estratégico de Lisboa" realiza a bd "Plano Estratégico de Lisboa", editada em 1995 num álbum de grandes dimensões, com 24 páginas e uma separata desdobrável em quatro partes, com um mapa de Lisboa também desenhado por ele.


Em 1997, a fazer equipa com o argumentista Rui Zink, concretiza a novela gráfica "A Arte Suprema".

É numa revista da Portugal Telecom que cria, "a solo", ainda em 1997, a série "O Sr. Abílio", que viria a ser editada em livro, em 1999.


Entretanto participou, englobado num conjunto de 17 autores portugueses, na exposição "Perdidos no Oceano", montada no Festival International de la Bande Dessinée d'Angoulême/1998.

"A Tribo dos Sonhos Cruzados - Uma Investigação de Filipe Seems", álbum editado em 2003, constitui o terceiro tomo do percurso do detective criado graficamente por A.J.Gonçalves, sob ficção da autoria de Nuno Artur Silva.


Em 2007, de novo sob argumento/guião de Rui Zink, Gonçalves produz a novela gráfica "Rei", obra com que foi distinguido com o prémio Melhor Desenhador Português no Festival Internacional de Banda Desenhada/Amadora 2008

Em Dezembro de 2010, numa edição do Instituto dos Museus e da Conservação/MNAC - Museu do Chiado, surge a obra "O Grupo do Leão", sob sua criação gráfica e texto do escritor/argumentista/guionista Rui Zink, num estupendo álbum de grandes dimensões (25x34cm) luxuosamente encadernado, com o miolo em papel couché de elevada gramagem.

Em 2011 teve nova aparição na BD, numa composição de cariz político reproduzida em seis páginas do jornal Público, nos dias 21 e 28 de Maio, e 3 de Junho de 2011 (sempre aos Sábados), ao ritmo de duas páginas em cada número. 
Essa banda desenhada foi também reproduzida neste blogue. Ver em http://divulgandobd.blogspot.pt/2011/06/politica-e-bd-ii.html     

Agora, Fevereiro de 2017, volta a ser editada obra sua de BD em livro, intitulada A Minha Casa Não Tem Dentro, complementada com exposição.

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