quinta-feira, julho 30, 2015

Feiras de Banda Desenhada





Inês  Ramos é uma designer apaixonada pela poesia e igualmente muito interessada em banda desenhada e em fanzines.

A Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada que criou em Cabo Verde, quando lá esteve a trabalhar, foi por ela transplantada em 2012 para Lisboa, mais precisamente para o Palácio Laguares, em Campolide, onde tem estado aberta ao público todos os Sábados.

Quem já por lá passou teve ocasião de apreciar a organização impecável da feira, com os livros de poesia de um lado, os álbuns de BD de outro, as obras de autores africanos ainda noutro, os fanzines num quarto espaço, e, numa ideia altruísta, um expositor, junto à porta, com livros (escolares e de ficção) para oferta.

Inês vai emigrar para Cabo Verde, a feira vai acabar (*). Custa a crer que vamos deixar de ter aquele espaço de convívio semanal.

Aqui fica o texto que distribuiu relacionado com esta derradeira edição da feira: 


Última Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada, em Campolide, em que os livros vão estar em promoção.

São mais de 1000 livros com baixa de preços.

Sábado 1 de Agosto, das 10H00 às 19H00, no Palácio de Laguares: Rua Professor Sousa da Câmara, nº 56, em Lisboa (Campolide, perto das Amoreiras).

Livros em primeira e segunda mão, peças raras de alfarrabista, livros de artista, edições de autor, livros de editoras independentes, fanzines, revistas literárias, livros que cruzam a poesia e banda desenhada…

Mas mais importante é o texto de despedida da Inês, em que perpassa uma sentida emoção. Ei-lo:

A Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada aconteceu todos os sábados, em Campolide, desde Setembro de 2012.

Por ali passaram amigos, leitores, autores, curiosos, coleccionadores, ao longo destes últimos 3 anos.
 

Ali acorreram pessoas de todo o país, do Porto ao Algarve.
 

Ali se realizaram tertúlias, lançamentos, leituras de poesia, encontros com autores, enchendo os sábados de Campolide de animação cultural.
 

Ali se encontraram autores, quase todos os sábados, em visita, a meio da tarde, que ficavam à conversa entre os livros.
 

Ali se divulgaram os livros de artista, as edições de autor, os livros de editoras independentes, os fanzines, as revistas literárias... a poesia e a banda desenhada.
 

Ali se divulgaram os autores africanos com uma banca totalmente dedicada a eles.
 

Ali existiu uma banca de livros grátis, onde as pessoas puderam entregar ou levar livros livremente.
 

Porque estou de partida para Cabo Verde, em breve esta Feira do Livro, no espaço de Campolide, vai acabar.
 

Estará aberta todos os sábados até 1 de Agosto (inclusive). Venham enquanto é tempo.
 

Das 10H00 às 19H00, no Palácio de Laguares: 
Rua Professor Sousa da Câmara, nº 56, em Lisboa (Campolide, perto das Amoreiras).
 

Agradeço à Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul e à Junta de Freguesia de Campolide a disponibilização do espaço, no Palácio de Laguares, para a realização da Feira durante estes 3 anos.
 

Inês Ramos   
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(*) Vai acabar em Lisboa, mas talvez volte a ser feita no seu local de origem, Cabo Verde, Cidade da Praia.

quarta-feira, julho 29, 2015

Cadavre Exquis - Desenhar em cima da Conserveira

Prancha de Susana Carvalhinhos


Prancha de Nuno Saraiva 
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"Desenhar em Cima da Conserveira" é o título duma iniciativa inédita começada no passado mês de Junho, em que Nuno Saraiva teve a primazia.

A dita iniciativa consta do seguinte: mensalmente, um autor desenha ao vivo uma sequência figurativa em quatro pranchas, sob a curiosidade da clientela ocasional da loja da Conserveira de Lisboa.

Amanhã, 5ª feira, 30 de Julho, será a vez de Susana Carvalhinhos, que irá sequenciar a trama de quatro pranchas idealizada e desenhada por Nuno Saraiva na anterior sessão.

Um pormenor muito importante: a Conserveira de Lisboa oferece um folheto (dim.: 21x9,5cm) com quatro páginas, contendo a bd de cada autor, que corresponderá, no final, aos vários capítulos de um "cadáver esquisito" a ser editado em livro no mês de Junho de 2016, ou seja, um ano depois de ter sido começado.

Em complemento do livro editado, será montada uma exposição incluindo todas as pranchas realizadas ao longo desses doze meses.

A original iniciativa tem concepção e coordenação de 
João Paulo Cotrim. 

Local onde decorre o evento: 
Loja da Conserveira de Lisboa
Mercado da Ribeira

Data e hora: 30 de Julho, 18h30

terça-feira, julho 28, 2015

Entrevistas Antigas a Autores de BD - António Jorge Gonçalves




Dando seguimento à intenção de divulgar entrevistas feitas há alguns anos no suplemento "Tablóide" do jornal Diário Popular, apresento hoje a que tem como entrevistado António Jorge Gonçalves, na altura jovem de vinte e um anos, mas já valor emergente da BD.

Mais uma vez se comprova que, em relação à banda desenhada, há certos factores que pouco se modificaram, algumas opiniões do entrevistado poderiam ter sido apresentadas agora, em 2015, e não há quase trinta anos.

Reproduzo em seguida esse trabalho publicado no jornal Diário Popular datado de 23 de Novembro de 1985.
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O Design Gráfico, ramo das Belas Artes, tem muito a ver com a BD


- opinião de António Jorge Gonçalves, aluno da ESBAL

"A actividade do Design, do Design Gráfico em particular, está intimamente ligado com a Banda Desenhada. Isto porque ela é também uma forma privilegiada de comunicar com eficácia uma ideia, uma acção, uma interpretação. O designer recorre múltiplas vezes a linguagens próximas da BD, por esta se prestar a um contacto fácil e dinâmico com o receptor.
Para além disso, qualquer investigação e estudo relacionado com linguagens visuais oferece ao desenhador a possibilidade de alargar os seus horizontes, permitindo-lhe assim maior criatividade no trabalho específico a que se dedica."

Esta a opinião de um aluno da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Esse aluno, que frequenta actualmente o 3º ano de Design de Comunicação, é António Jorge Gonçalves, uma das promessas da BD portuguesa.

Bastante jovem ainda - nasceu (em Lisboa) há vinte e um anos, feitos a dez do passado Outubro - o seu interesse pela BD começou cedo. Em 1978 já ele fazia - enchia de bandas desenhadas, editava, vendia - o fanzine «Graphic».

Porquê este interesse pela BD?

"Porque é uma forma de comunicar ideias que, pela sua natureza, permite chegar a um largo número de pessoas de uma maneira eficaz."

Uma definição rápida, de improviso, mas que, por isso mesmo, reflecte uma cuidadosa análise já levada a cabo anteriormente.
Quem conheça este jovem achará natural tal cuidado na escolha das palavras: para além de falar com fluência, vê-se que pensa bem no que diz.

Vejamos, por exemplo, como é que ele considera o momento actual: no seu entender, haverá agora mais interesse em relação à banda desenhada?

"Desde há uns anos para cá, as pessoas começaram a habituar-se à ideia de que também em Portugal existiam jovens - e não só - capazes de transmitir valores sociais e plásticos através deste meio de comunicação, inicialmente rotulado «só para crianças» e, mais do que isso, subproduto para débeis mentais. A existência de secções de jornais que se debruçam especificamente sobre as H.Q. demonstra que a população em geral precisa de encontrar uma informação sobre esta forma de fazer Arte."

Essa necessidade que António Jorge Gonçalves detecta nas pessoas significará que já existe um ambiente propício ao desenvolvimento da BD?

"Em Portugal ainda falta um bocado para lá chegar. Essencialmente ao nível da mentalidade dominante dos pais portugueses, a BD continua a ser considerada a última forma de ocupar os escassos tempos livres. Por outro lado, os editores portugueses continuam persistentemente a optar pelo produto estrangeiro que tem saída garantida e, logicamente, lucros também assegurados."

Vamos por partes. Para começar: os seus pais também têm esse tipo de mentalidade? - quis eu saber, dividindo a afirmação anterior ao meio.

"Não. Os meus pais consideram a BD uma forma de comunicar com os outros, uma parte da minha pessoa e da minha sensibilidade."

Agora o resto da sua afirmação. Ela corresponde a uma realidade, infelizmente indiscutível. Em todo o caso, pode considerar-se que os responsáveis dos jornais, quando publicam banda desenhada, também estão a fazer o papel de editores, no mesmo plano dos das revistas ou dos álbuns. Nesta perspectivas, você até não é dos que mais se poderão queixar. Por exemplo no "Sete"...

"Bem, esse foi um caso especial. Criei lá uma série intitulada «Disco na Prancheta». Começou em 1981 (apareceu em três números) e, no ano seguinte, entre os nºs 187 e 220, foi publicada onze vezes!"

Houve ainda outros jornais...

"No «Correio da Manhã» (Correio da BD) fiz «Trajectórias de Campeão» em 1981. E n'«A Capital» (Suplemento Quadradinhos/2ª Série) colaborei em 1980 com «O(s) Homem(s) da Selva», e com «Bandeira Preta» (1982), que ficou incompleta, por ter deixado de existir aquele suplemento."

Mas, claro, à falta de editores profissionais de revistas que acolham as entusiásticas experiências dos novos, há sempre um fanzine à espreita. António Jorge colaborou em vários.

"Sim. No «Graphic» colaborei nos treze números publicados entre 1978 e 79. Fiz também BD para o «Boletim» (CPBD), para o fanzine chamado «Jornal da BD», e ainda nos «Ponta & Mola», «Stylus», «Videograma», «Dossier BD», «Cábula» e «Crocão», isto entre 1978 e 1982."

Um bom «curriculum» banda-desenhístico. Aqui está um grafista que já experimentou muitos géneros, desde os fantásticos aos realistas.
O que pensará ele de um dos aspectos mais representativos da BD: as personagens fixas, isto é, os heróis.

"Do ponto de vista do meu trabalho, considero que cada narrativa tem o seu objectivo, as suas características, tanto a nível de texto como a nível estético. Actualmente cada BD significa para mim uma experiência vivencial originada por toda uma série de condicionamentos que me rodearam num determinado momento. A existência de uma personagem fixa seria para mim um espartilho ao potencial criativo, limitando o meu trabalho de concepção a uma temática definida e a uma estética «coerente».

Temas ou heróis portugueses, paradoxalmente, um aspecto pouco menos que ignorado entre essa camada de novos autores. Que justificação para isso?

"Acima de tudo,o carácter lusitano de um trabalho não é marcado pela existência de sinais explícitos e declaradamente identificáveis do povo português. Nada impede que uma história de ficção científica possa deixar transparecer, por muitas e variadas formas, a «maneira» de um português fazer qualquer coisa na vida. Assim, a chave desta questão não está «naquilo que se faz», mas sim «na maneira como se faz»".

Naquilo que fez, e na maneira como o fez, quem, entre nós, merece a admiração do futuro «designer» António Jorge de Almeida Gonçalves?

"Existem dois que me impressionam favoravelmente pela sua capacidade de inovar: Victor Mesquita que, conjuntamente com a «Visão» trouxe um tipo de narração figurativa desconhecida até então nos autores portugueses, e Jorge Colombo que, apesar de toda a polémica que tem criado à volta do seu trabalho, deixa transparecer uma firme vontade de «mudar» o rumo das HQ portuguesas."

Entre os jovens que por cá vão fazendo BD, detectam-se sempre pontos de contacto estilístico com um qualquer desenhista estrangeiro. No seu caso, quais os que pode citar como tendo sido os seus pontos de referência?

"Muitos autores franco-belgas influenciaram os meus primeiros passos na BD. No entanto, as suas influências ficaram para trás, sendo Giraud/Moebius, Loustal e, principalmente, Didier Comès aqueles que indirectamente marcam mais o meu estilo actual."

Para além dos desenhadores, há algum herói da BD estrangeira que admire, quer pela sua realização gráfica, quer pela sua consistência humana?

"Aquilo que influencia um desenhador de banda desenhada não é forçosamente um qualquer autor de BD ou um seu trabalho. Existem criadores de outros veículos de comunicação plástica que, pela sua sensibilidade, me influenciam tanto ou mais do que os autores e heróis de BD. De qualquer modo, posso dizer que embora Cosey não seja dos meus autores preferidos, a sua série «Jonathan» é-me extraordinariamente cara, por oferecer uma visão muito humana e real da banda desenhada em geral e do «herói» em particular."

Haverá algum tema que, no futuro, o seduza especialmente para transformar em BD?

"Neste momento estou a estudar a hipótese de fazer uma banda desenhada que caracterize a estética e a psicologia da zona Norte do nosso país, particularmente de Trás-os-Montes.
Fiquei bastante impressionado com os dois filmes de António Reis («Trás-os-Montes» e «Ana») e tomei consciência de que será um bom ponto de partida para um novo trabalho."

Quem sabe se essa obra, que já está a germinar no seu espírito, não se irá estrear aqui no Tablóide? A propósito: o que pensa António Jorge deste pequeno suplemento dedicado, em exclusivo, à BD portuguesa?

"É uma iniciativa corajosa, esta, de publicar em grande formato os novos autores portugueses. Principalmente se pensarmos que a maior parte dos jornais continua a apresentar somente as estafadas tiras norte-americanas (com excepção do «Sete» e, agora, do «Diário Popular»). Isto significa mais um passo que o CPBD dá na promoção da nova BD portuguesa. Por outro lado, é uma perspectiva diferente, mais aberta, e para nós - desenhadores - mais animadora.
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Imagens que ilustram a postagem:

1) Primeira página do suplemento "Tablóide"
2) Prancha inicial da bd "Balas Perdidas" de António Jorge Gonçalves. 
A bd completa será aqui publicada posteriormente.
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ANTÓNIO JORGE GONÇALVES

Síntese biográfica

 

António Jorge de Almeida Gonçalves, 19 de Outubro de 1964, Lisboa.

Licenciado em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, e Mestre em Design para Teatro pela SLADE - School of Fine Arts, em Inglaterra.

Iniciou-se a fazer BD em publicações amadoras, a primeira das quais foi o fanzine Graphic, de que foi editautor dos treze números publicados entre 1978 e 1979. 

Colaborou em vários outros fanzines, entre 1978 e 1985, designadamente no Boletim do Clube Português de Banda Desenhada, Jornal da BD (num zine assim intitulado, não na revista homónima editada entre 1982 e 1987), Aqui Banda, Ponta &Mola, Stylus, Dossier BD, Cábula, Crocão, Ritmo, Eros, Videograma, Azul BD Três.

Publicou bedês curtas em vários jornais, em especial no semanário Sete, onde criou a rubrica "Disco na Prancheta", também colaborou nos jornais A Capital e Correio da Manhã, e no suplemento "Tablóide" do Diário Popular.

Em 1987 participou na Bienal de Jovens Criadores da Europa Mediterrânica, realizada dessa vez em Barcelona.


Em 1989, para a editora italiana Mondatori, realizou a bd de oito páginas "Lisboa de Táxi" num projecto internacional da Comuna de Milão intitulado "Eurovisioni - Viaggio a Fumetti Tra le Cittá d'Europa", obra colectiva que teve igualmente a participação de Buzzelli, Mattotti, Crepax e Manara, entre outros.

Sob argumentos de Nuno Artur Silva, A.J.Gonçalves fez a bd de grande fôlego "As Aventuras de Filipe Seems, Detective Particular", cujo início se verificou no semanário Sete em 1992, e que acabou englobada em dois álbuns, "Ana" (1993) e "A História do Tesouro Perdido" (1994).


Naquele mesmo ano de 1994 foi-lhe publicada, sob a égide de "Lisboa 94 Capital Europeia da Cultura", a obra "À Procura do F.I.M.". 

Com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa - Departamento de Plano Estratégico de Lisboa" realiza a bd "Plano Estratégico de Lisboa", editada em 1995 num álbum de grandes dimensões, com 24 páginas e uma separata desdobrável em quatro partes, com um mapa de Lisboa também desenhado por ele.


Em 1997, a fazer equipa com o argumentista Rui Zink, concretiza a novela gráfica "A Arte Suprema".

É numa revista da Portugal Telecom que cria, "a solo", ainda em 1997, a série "O Sr. Abílio", que viria a ser editada em livro, em 1999.


Entretanto participou, englobado num conjunto de 17 autores portugueses, na exposição "Perdidos no Oceano", montada no Festival International de la Bande Dessinée d'Angoulême/1998.

"A Tribo dos Sonhos Cruzados - Uma Investigação de Filipe Seems", álbum editado em 2003, constitui o terceiro tomo do percurso do detective criado graficamente por A,J,Gonçalves, sob ficção da autoria de Nuno Artur Silva.

Em Dezembro de 2010, numa edição do Instituto dos Museus e da Conservação/MNAC - Museu do Chiado, surge a obra "O Grupo do Leão", sob sua criação gráfica e texto do escritor/argumentista/guionista Rui Zink, num estupendo álbum de grandes dimensões (25x34cm) luxuosamente encadernado, com o miolo em papel couché de elevada gramagem.

A sua mais recente aparição na BD foi numa composição de cariz político reproduzida em seis páginas do jornal Público, nos dias 21 e 28 de Maio, e 3 de Junho de 2011 (sempre aos Sábados), ao ritmo de duas páginas em cada número. 
Essa banda desenhada foi também reproduzida neste blogue. Ver em http://divulgandobd.blogspot.pt/2011/06/politica-e-bd-ii.html     

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Os visitantes interessados em ver as anteriores postagens poderão fazê-lo clicando no item BD portuguesa (antiga) em jornais, incluído em rodapé.
Caso queiram ler a entrevista com António Jorge Gonçalves, podem fazê-lo clicando no respectivo item.

domingo, julho 26, 2015

Comic Jam (2ª fase: nº 25 - Total 78)


Aqui está o comic jam feito no dia 7 do corrente mês de Julho no 373º encontro mensal da Tertúlia BD de Lisboa.

Desta vez os seis participantes foram os seguintes:

1 - André Pereira (*) ------- 2 - Dileydi Florez
3 - Sá-Chaves --------------- 4 - Pedro Correia
5 - Miguel Falcato --------- 6 - Álvaro 

(*) André Pereira foi o Convidado Especial deste 373º encontro da TBDL


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Os visitantes interessados em verem os "posts" anteriores que contêm todos os "comic jam" realizados na Tertúlia BD de Lisboa, mas também os que foram desenhados nos eventos AMADORABD e ANICOMICS, poderão fazê-lo com um simples clique no item Comic Jam visível aqui por baixo no rodapé.      

sexta-feira, julho 24, 2015

Exposições BD Avulsas - Rui Gamito


É já amanhã. 25 de Julho, Sábado, pelas 18h00, que se inaugura na El Pep Store & Gallery uma exposição com pranchas de banda desenhada da autoria de Rui Gamito.

A exposição estará patente ao público entre 25 de Julho e 7 de Agosto de 2015.

Local: 

El Pep Store & Gallery 
(localizada dentro da
Lx Factory)
Rua Rodrigues Sampaio, 103
Lisboa 


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RUI GAMITO

Síntese biográfica 

Rui Gamito, Lisboa, 17 Novembro de 1974.

Tem frequência da Escola Secundária António Arroio, esteve alguns anos na Sociedade Nacional de Belas Artes, e fez cursos de Adobe Flash e HTML no Morley College of London.  

Entre os apreciadores de BD mais novos, Rui Gamito não é um nome muito conhecido, visto que iniciou a sua actividade na década de noventa, com colaborações em fanzines, tendo sido inclusive co-editor do Vertigens.

Em data posterior, 2005, foi um dos autores do álbum "The Virgin's Trip", sendo os outros Jorge Coelho, Pepedelrey e Rui Lacas. Foi também autor da obra "O Símbolo", com a personagem "Fato de Macaco, o Símbolo".

Também a partir de 2005 publicou ilustrações no jornal Independente, e nas revistas Exame, FHM e Visão, tendo sido nesta última onde teve colaboração mais significativa.

Emigrou para Londres em 2009. Aí obteve experiência em edição de vídeo e Animação digital, Adobe Flash, After Effects e Cinema 4D.

No corrente ano de 2015 realizou a banda desenhada "Tornado" em 14 pranchas a preto e branco, publicada no livro intitulado "Shock", e o vídeo com o idêntico título Tornado, em ambos os casos de homenagem ao falecido autor de BD e cartunista Estrompa.


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Os visitantes interessados em ver notícias sobre exposições anteriores poderão fazê-lo clicando no item Exposições BD Avulsas

quinta-feira, julho 23, 2015

Exposições BD Avulsas - Francisco Sousa Lobo


Sob o título Quarto Interior (*) vai realizar-se, a partir de amanhã, dia 24 de Julho, com a presença do autor, uma exposição que inclui algumas dezenas de pranchas de arte original de obras de Francisco Sousa Lobo, que tem a seu crédito alguns títulos importantes da moderna BD portuguesa, designadamente "O Desenhador Defunto".

Esta exposição integra-se numa nova programação da Bedeteca da Amadora intitulada "Os 5 sentidos da banda desenhada", a qual incluirá grupos de leitura, acções de formação, exposições e debates, sob a responsabilidade de Pedro Moura, crítico, bloguista e especialista de BD.

(*) Título extraído de um poema de Fiama Hasse Pais Brandão

Data e hora da inauguração da exposição: 
24 de Julho, 6ª Feira, 18h00
Data do fecho da exposição: 26 de Setembro de 2015
Local: Bedeteca da Amadora/Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos
Av. Conde Castro Guimarães, 6
Reboleira
Amadora

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Os visitantes interessados em ver notícias sobre exposições anteriores poderão fazê-lo clicando no item Exposições BD Avulsas

terça-feira, julho 21, 2015

Inéditas de BD (II) - Padre Motard e os Cães do Asfalto


Estamos perante um super-herói único em toda a BD portuguesa e até mesmo mundial: um padre. E pelos incríveis acasos da criatividade, o autor usa apenas o seu apelido Santo.

Ora um tal super-padre motociclista - o autor prefere apresentá-lo por motard - teria de estar inserido numa qualquer trama ficcional. Daí que ele surja envolvido na investigação do desaparecimento de uma "bela e casta jovem de boas famílias". 

E logo no início surgem as complicações: vê-se cercado por uma alcateia de lobisomens!
Claro que este herói improvável usa como arma um objecto também improvável, uma Bíblia Sagrada, qual martelo de Thor...

Vejamos, leiamos então a banda desenhada, num prólogo e onze pranchas, que o Ricardo Santo tinha feito há uns tempos e se mantinha inédita, até à sua estreia hoje neste blogue.





 
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SANTO

Síntese biográfica

Ricardo Santo Encarnação Machado, que usa assinar as suas bandas desenhadas pelo apelido Santo, nasceu em Leiria a 21 de Dezembro de 1976, licenciou-se em Design Industrial em 2000.

Ainda muito pequeno começou a escrever e a desenhar, a criar as primeiras bandas desenhadas.

Em 1991 participou num concurso organizado pelo Salão de BD de Amora, onde obteve uma Menção Honrosa. Importante para ele foi ter adquirido lá, na feira do livro de BD, uma obra intitulada "Sob o Signo do Capricórnio", o seu primeiro álbum de Corto Maltese.

A partir daquele concurso tomou o gosto por esse tipo de desafios, e pelos respectivos prémios. Entre eles: um 3º no Concurso de BD de Loulé, em 1995, um 2º no Concurso de BD e Cartoon "Zé Povinho" da Livraria 107,  das Caldas da Rainha, em 1996, neste mesmo ano mais uma Menção Honrosa, dessa vez na Sobreda BD, ainda outra M.H. em 1997, no concurso do 8º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, subindo no ano seguinte, no mesmo evento, para o 3º prémio.
Foi desclassificado em 2003, por entrega tardia da sua peça à organização, apesar da elevada qualidade reconhecida pelos elementos do júri que analisaram a bd recusada, voltando Ricardo Santo a obter menção honrosa no concurso relativo ao festival amadorense de 2005.

Tem algumas bandas desenhadas publicadas em zines: no Fanzine para Machos - que ele próprio editou em 1999 -, no Tertúlia BDzine, no Bactéria, e repetidamente no Efeméride (no nº3-Junho 2008, nº4-Janeiro 2009, nº5-Julho 2012, nº6 (Parte 1 de 4) - Outubro 2014, e (Parte 3 de 4) - Maio 2015. Noutro género,não de BD, era o fanzine Desgraçadinho, de que foi um dos principais mentores.

Profissionalmente tem feito ilustrações de cariz comercial em colaboração com vários ateliês de Design, entre eles o Surphace Design, Púrpura Design e Zona Design. Nesta área da ilustração já foi agenciado pelo Re-Searcher, mas acabou por optar em trabalhar como independente.

Ao nível de banda desenhada e ilustração está envolvido em dois projectos: "Museu, Espelho Meu", para o Instituto Português de Museus, é um deles; o outro, de iniciativa pessoal, tem a ver com a realização do seu primeiro álbum de BD, cujo argumento bebe inspiração e influências nas lendas tradicionais e contos populares de cariz fantástico, bem como no Portugal dos anos sessenta.

Na internet também tem alguma BD. Ver em:
www.flickr.com/photos/ricardosanto 

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Esta banda desenhada insere-se na etiqueta Inéditas de BD. Para ver a anterior basta clicar naquele item visível em rodapé