sexta-feira, Setembro 19, 2014

Mafalda - Palestra de Pedro Cleto





Mafalda, enquanto famosa personagem de BD tem uma história algo estranha: foi criada por Quino (Joaquin Salvador Lavado) em 1964, obteve enorme sucesso em todos os países onde foi publicada - também em Portugal, claro -, mas viveu apenas dez anos no universo da banda desenhada, visto que Quino  decidiu deixar de criar novas cenas para a contestatária heroína de papel, decisão que manteve inabalavelmente.

Tal não impediu que Mafalda continuasse a gozar de um prestígio intocável ao longo dos cinquenta anos que agora se comemoram, após o seu aparecimento no semanário argentino Primera Plana, em Buenos Aires.

É sobre Mafalda e Quino, e acerca da efeméride registada este ano, que Pedro Cleto, crítico, divulgador e bloguista (*) irá falar na FNAC do Norte Shopping - dia 21 de Setembro, às 17 horas -, e também na FNAC do Gaia Shopping, dia 26 de Setembro, às 22 horas.  

(*) http://asleiturasdopedro.blogspot.pt

-----------------------------------------------------
Quem estiver interessado em ver notícias sobre palestras tratadas anteriormente, basta clicar no item Palestras visível no rodapé
------------------------------------------------------

sexta-feira, Setembro 12, 2014

Porto na BD (II) - Autor: Paulo Pinto










Paulo Pinto é portuense e, quando faz BD - o que tem acontecido com frequência -, surgem naturalmente vistas da cidade do Porto como cenário das suas bandas desenhadas, nos periódicos onde tem colaborado, designadamente no Expresso, no caderno "Vidas", mas mais assiduamente, no jornal regional de que é colaborador desde há longo tempo, A Voz de Ermesinde, mais precisamente na sua rubrica "Arte Nona" (1).

Pelo que toca ao presente bloguista/divulgador, o primeiro contacto que teve com este autor deu-se no seu blogue "Alguns Desenhos Com Histórias (e o Contrário)" (2)

Posteriormente, por mero acaso e devido à sua insaciável curiosidade, este bloguista teve conhecimento do acima citado espaço dedicado à BD, de que aqui no blogue já deu conhecimento na etiqueta "Críticas e Notícias sobre BD na Imprensa", em 23 de Agosto de 2012 (3).

Informações acerca das imagens que ilustram o presente "post":
1. Pormenor (duas vinhetas imbricadas) da bd "O Observador de Impossíveis";
2. A prancha a que pertencem as vinhetas, nº 25/26 (de um total de 30), publicada em Junho de 2014;
3. Prancha da bd "À Noite", editada em A Voz de Ermesinde
4. Primeira página do jornal A Voz de Ermesinde (nº 917 - Junho 2014)
5. Prancha da bd "Dizer Pouco ou Mesmo Nada" (Edição de A Voz de Ermesinde, Abril 2011)
6. Prancha da bd "Paixão" (editada em A Voz de Ermesinde, Julho de 2005)

 
(1) - A interessante rubrica "Arte Nona", a ocupar duas páginas do jornal A Voz de Ermesinde, tem coordenação e redacção do jornalista Luís Chambel, desde há muitos anos divulgador de BD, tendo iniciado esse nicho da sua actividade jornalística lá pelos idos de 1990, no jornal nortenho O Primeiro de Janeiro;

(2) - www.paulopintoeescrevo.blogspot.pt

(3) - divulgandobd.blogspot.pt/2012/08/criticas-e-noticias-sobre-bd-na-imprensa.html  


--------------------------------------------------------
PAULO PINTO

Autobiografia 

Nasci no Porto algures na segunda metade do século passado, possuo o Curso Complementar de Artes Gráficas, obtido na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, e sou autor acidental de BD (já produzi mais de 200 pranchas), digo acidental porque a minha actividade profissional não tem nada a ver com esta área (felizmente tenho encontrado sempre onde publicar as coisitas que vou fazendo por pura paixão).


Participação esporádica no fanzine Terminal do Phermad e em vários números do Succedâneo do João Bragança. Colaboração em várias edições do fanzine Wilk+Wodka. Publiquei no caderno "Vidas" do Expresso e desde há alguns anos que colaboro no jornal A Voz de Ermesinde. Hoje, no regresso de férias, tinha um e-mail do Luís Chambel sobre a situação do jornal e ainda não sei se a BD vai continuar a ter espaço, veremos...

Mantenho uma página no Facebook onde publico, com alguma regularidade, BD e cartoons, alguns sobre personagens da banda desenhada.
Em 2003 publiquei um livrinho (formato A6, 16 páginas fotocopiadas, 50 exemplares) intitulado "Malaquias o esqueleto" com argumento da minhas filhas, que na altura tinham 6 e 12 anos.

Entre outras, A Voz de Ermesinde publicou uma BD intitulada "Dizer pouco ou mesmo nada". Acho que os desenhos sairam bem, quero com isto dizer que há personagens que saem por sua livre iniciativa das minhas canetas e depois ficam por ali a conversar uns com os outros.
Esta estória fala de... nem sei bem o quê. Se alguém descobrir algum sentido para tudo aquilo, agradeço que me informe.


Esqueci desta (e é tão recente, Junho 2014), está em publicação no A Voz de Ermesinde, chama-se "O Observador de Impossíveis" e trata-se de uma série de 30 pranchas com identidade própria que abordam temas que me tocam, quer pela positiva quer pela negativa.

www.paulopintoeescrevo.blogspot.pt 

https://www.facebook.com/profile.php?id=100000102857655


http://www.avozdeermesinde.com/noticia.asp?idEdicao=210&id=6977&idSeccao=2203&Action=noticia


---------------------------------------------------------  
Aos visitantes deste blogue, interessados em ver o "post" anterior relacionado com o tema, bastar-lhes-á clicar sobre o item "Porto na Banda Desenhada" visível no rodapé

domingo, Setembro 07, 2014

Comic Jam (2ª fase -Nº 15 - Total: 68)

Há todos os meses uma diferente brincadeira gráfica na Tertúlia BD de Lisboa, realizada de forma espontânea por seis desenhadores e/ou autores de banda desenhada, entre os vários grafistas e "graphic designers" que frequentam aquela tertúlia mensal.

Umas vezes mais conseguido, outras nem por isso, o improviso sequencial denominado comic jam tem sempre uma certa dose de imaginação e imprevisibilidade. 

É o que acontece com o que  ilustra o topo desta postagem, cuja punch line da última vinheta é de grande comicidade (a impassibilidade do André Caetano - uma boa caricatura - perante o olho do parceiro a rolar em cima da mesa, é impagável).

Participaram na bd improvisada:

1 - André Caetano ---------------------- 2 - Ana Oliveira
3 - Bruno Caetano ---------------------- 4 - Sá-Chaves
5 - Falcato --------------------------------- 6 - Álvaro


 -------------------------------------------------------
Os visitantes interessados em verem os "posts" anteriores que contêm todos os "comic jam" realizados na Tertúlia BD de Lisboa, mas também os muito diferentes feitos nos eventos AMADORABD e ANICOMICS, poderão fazê-lo com um simples clique no item Comic Jam visível aqui por baixo no rodapé.  

quarta-feira, Setembro 03, 2014

Improvisos na Toalha de Mesa (XXIII)










Sete desenhos improvisados na toalha de mesa por cinco ilustradores no decurso do 363º Encontro da Tertúlia BD de Lisboa, ontem, dia 2 de Setembro. 

Fizeram o gosto ao dedo - passe o lugar comum -, e as toalhas de papel do restaurante da Casa do Alentejo ficariam totalmente riscadas, se eu não tivesse tido o árduo trabalho de as "limpar".

É dessa limpeza que aqui ficam os desenhos improvisados por (de cima para baixo):

1 - André Caetano
2 - Falcato
3 - Falcato
4 - Ana Oliveira
5 - André Oliveira
6 - Filipe Duarte
7 - Falcato
-----------------------------------------------------
Para o caso de alguém querer ver outras ilustrações improvisadas reproduzidas nos 22 "posts" anteriores, poderá fazê-lo clicando sobre o item Improvisos na toalha de mesa, visível no rodapé

sábado, Agosto 30, 2014

Tertúlia BD de Lisboa






Cumpre-se de novo uma das finalidades que desde o seu início, em Junho de 1985, tem norteado a Tertúlia BD de Lisboa: dar incentivo a um novo da banda desenhada portuguesa (1), neste caso o novel autor André Caetano.

Enquanto novo que é, este nome pouco dirá a muita gente interessada pela BD, até mesmo aos mais atentos. 
Como habitualmente, complementa a presente postagem  elementos biobibliográficos facultados pelo próprio.
-----------------------------------------------------

Foto da tertúlia (fotógrafo: Álvaro), inserida aqui "a posteriori". Este bloguista está de costas, na mesa que se vê em primeiro plano)
------------------------------------------------------------------------------------

(1) Ciclo: Nova BD portuguesa

Este ciclo (Nova BD Portuguesa), a decorrer permanentemente desde Junho de 1985, tem a finalidade de distinguir, com DIPLOMA DE INCENTIVO, gente da BD a vários níveis:

1) Autores jovens em princípio de carreira, mas com obra publicada - não importa se ainda escassa - quer em fanzines, jornais, revistas ou, eventualmente, em álbum (por edição alternativa, seja com apoio autárquico ou de empresa privada, até mesmo em edição de autor).

2) Autores já com obra significativa, mas demasiado novos para serem homenageados.

3) Autores que fizeram banda desenhada, de forma esporádica, há uns tantos anos, tendo desistido da BD e optado por diferente actividade (incentivo de tipo retroactivo).

4) Desenhadores adultos que só tardiamente tiveram BD editada, sendo-lhes dado este incentivo pela TBDL, independentemente da sua idade.

-------------------------------------------------------------
ANDRÉ CAETANO

Autobiobibliografia 

André Caetano, Coimbra, 1983

É licenciado em Design de Comunicação pela Escola Universitária de Artes de Coimbra.
Desde Setembro de 2008 trabalha como freelancer em Ilustração e Design Gráfico.

Tem ilustrado para editoras como a Porto Editora, Edições ASA, GATAfunho, Calendário de Letras, Minerva Coimbra e Lápis de Memórias, destacando a obra Versos de Respirar, de José António Franco, uma edição da Calendário de Letras, por ser um dos títulos seleccionados pela Casa da Leitura e constar no Plano Nacional de Leitura. Bem como a obra "Sem Palavras", de Eugénio Roda, publicada pela Porto Editora, seleccionada para fazer parte dos "100 Livros para o Futuro", no stand de Portugal na Feira de Bolonha do Livro Infantil, sendo Portugal o país convidado.

Na área da Banda Desenhada ilustrou, conjuntamente com Pedro Pires, uma bd integrada na colecção Pop Rock Português, sobre a banda musical Trabalhadores do Comércio, cujo argumento ficou a cargo de Hugo Jesus. 

Em 2013 ilustra a obra "Uma Aventura Estaminal", escrita por João Ramalho-Santos, pblicada pela Imprensa da Universidade de Coimbra. Pelo trabalho desenvolvido recebe o prémio de "Colorista do Ano", e é nomeado para Desenhista e Legendador do Ano, nos PPBD-Prémios Profissionais de BD de 2014.

Participou também na Zona Gráfica, Zona Monstra e Zona Desenha, com três histórias curtas e, com argumento de André Oliveira, ilustra as histórias: "Milagreiro", publicada na revista brasileira Café Espacial, e "Regresso a Casa" na revista Cais #197, edição de Julho/Agosto 2014. (*)

Tem sido convidado a falar do seu trabalho de ilustração em várias escolas e bibliotecas do país, e na ESAP em Guimarães, no Mestrado de Ilustração.

Participou em várias exposições com trabalhos de desenho e pintura, onde se destaca a exposição individual na Casa de Artes e Cultura do Tejo, em Vila Velha de Ródão, e a exposição na Casa dos Açores, no Porto, e também na Bedeteca de Beja, em Março de 2012.

Faz parte da organização e é membro activo do projecto de encontros de desenho SketchcrawlCoimbra.

Podem ver o seu trabalho em
http://www.andrecaetano.com
http://www.andrecaetano.com/wp
https://www.facebook.com/AndreCaetano.Illustrations
https://twitter.com/AndreIllustrate

(*) Esta última colaboração é um pormenor acrescentado por GL
----------------------------------------------------------------- 

Lista de participantes fornecida por Inês Ramos - elemento do quarteto [fantástico] que desde Julho de 2013 dirige a TBDL - aqui acrescentada "a posteriori"

1. Álvaro
2. Ana Oliveira
3. Ana Saúde
4. André Caetano (Convidado Especial)
5. André Oliveira
6. Bruno Caetano
7. Falcato
8. Filipe Duarte
9. Geraldes Lino
10.Inês Ramos
11.João Lameiras
12.João Monsanto
13.João Vidigal 
14.José Freitas
15.Moreno
16.Paulo Costa
17.Pedro Vieira
18.Rui Domingues
19.Sá-Chaves 
20.Victor Jesus
-----------------------------------------------------------------
Os visitantes interessados em ver as anteriores postagens deste tema poderão fazê-lo clicando no item Tertúlia BD de Lisboa incluído em rodapé

quarta-feira, Agosto 27, 2014

Jim del Monaco - A 1ª bd - Autores: Luís Louro e Tozé Simões






Jim del Monaco foi o nome de um herói de BD que prometia animar a banda desenhada portuguesa, criado pela dupla Luís Louro, desenhador, e Tozé Simões (ou António Simões), argumentista, com legendagem de Carlos Dias.

Neste episódio inicial, em seis pranchas, publicadas no suplemento Tablóide editado em 12, 19 e 26 de Outubro, e 2 de Novembro de 1985, no jornal Diário Popular, Jim del Monaco era tratado de uma forma divertida. Os seus autores gozavam com a sua indecisão amorosa, e com os ataques muito directos que lhe fazia a atraente Gina.

Jim del Monaco teve posteriormente vários episódios publicados em álbum, mas não sobreviveria ao abandono da BD por parte do argumentista. Luís Louro continuaria a fazer BD, quer "a solo", quer desenhando sob argumentos de Rui Zink ou Nuno Markl.
-------------------------------------------------------
Luís Louro   

Síntese biobibliográfica 

Luís Alexandre Santos Louro, 14 de Junho de 1965, Lisboa.
Curso  de Técnico de Meios Audiovisuais da Escola de Artes Decorativas António Arroio (Lisboa).
Foi galardoado com os troféus: Mosquito (do Clube Português de Banda Desenhada-CPBD) em 1985, como Revelação da BD Portuguesa de 1984; Zé Pacóvio e Grilinho, para Melhor Álbum Português de 1995, e o mesmo troféu, atribuído pelo Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, dedicado ao Prémio Juventude 1995.

Jim del Monaco foi o primeiro herói desenhado por Luís Louro, sob argumento de António Simões (ou Tozé Simões), que protagonizou várias aventuras editadas em álbum com os seguintes títulos: Jim del Monaco (1986), Menatek Hara (1987), O Dragão Vermelho (1988), Em Busca das Minas de Salomão (1989), A Criatura da Lagoa Negra (1991), A Grande Ópera Sideral (1992), O Elixir do Amor (1992), Baja África (1994).
 

Roques e Folques foi outra série criada pela mesma dupla Louro e Simões, e que teve os seguintes álbuns: O Império das Almas (1989), e A Herança dos Templários, em dois tomos (I-1990 e II-1992, respectivamente).
 

Vieram a seguir as Estórias de Lisboa, em que se incluiram os episódios O Corvo (1994), Alice (1995) e Coração de Papel (1997), criados a solo por Luís Louro, autor dos argumentos e desenhos, assim como Cogito Ego Sum (2000).
 

Nesse mesmo ano de 2000, agora de novo com um argumentista, Rui Zink, surge O Halo Casto. 

Em 2002, a transformar em imagens sequenciais um argumento escrito por João Miguel Lameiras e João Ramalho Santos, foi a vez de Eden 2.0.
 

De novo "a solo", em 2003, retomou uma das suas personagens favoritas, em O Regresso do Corvo. 

Tem colaborações dispersas em vários tipos de publicações, designadamente em revistas de BD - Mundo de Aventuras (1985), O Mosquito - 5ª série (1985/86), Selecções BD (1989/90, 1999 e 2001), Lx Comics (1991) em revistas de temas diferentes (Valor, 91 a 94; Visão, 95 a 2000; Ego, 1998), e em fanzines: Protótipo (1985), Hyena (1986), um zine espanhol intitulado Un fanzine llamado Camello (1986), Max (1986), Banda (1989/90), e Shock (1989/91). 
Colaborou também num jornal, o Diário Popular, no suplemento semanal Tablóide, em Outubro de 1985.
Participou, com outros autores portugueses de BD, na exposição colectiva "Perdidos no Oceano", organizada pelo Festival International de la Bande Dessinée de Angoulême, em 1998.

G.L. 
--------------------------------------------------
Os visitantes interessados em ver as anteriores postagens poderão fazê-lo clicando no item Banda Desenhada portuguesa nos jornais, incluído em rodapé       

domingo, Agosto 24, 2014

Anuário Brasileiro de Fanzines









3ADFZPAO é a sigla que se pode ver em destaque na capa desta estupenda edição brasileira, e significa Terceiro Anuário de Fanzines, Zines e Publicações Alternativas.

Douglas Utescher, seu editor, usa a primeira página para apresentação da obra. Pelo texto fica a saber-se que a primeira edição teve data de 2011, ano coincidente com uma vaga de opiniões derrotistas em relação às publicações independentes impressas - com especial incidência nos fanzines -, em que se considerava chegado o seu fim, substituído pelas novas tecnologias, os média digitais.

Radicalmente contra deprimentes pessimismos, Douglas Utescher insurgiu-se, e congratula-se agora por a realidade lhe estar a dar razão: dois anos passados (note-se que a edição é de 2013) pululam eventos dedicados ao assunto, de que se destaca em São Paulo a Feira Plana (similarmente, tivemos durante anos em Portugal, maioritariamente em Lisboa e por vezes no Porto, a Feira Laica, substituida a certa altura pela Feira Morta), qualquer delas dedicada fundamentalmente às publicações auto-editadas (ou seja, os fanzines e outras edições alternativas) e às micro-editoras independentes.

Por aqui se vê que, tendo em conta a desproporção populacional que separa Portugal do Brasil - só a cidade de São Paulo tem população equivalente à de Portugal -, a realidade fanzinística e da fanedição bem como a da editorial independente dos dois países lusófonos tem pontos de contacto.

Todavia, este anuário marca uma diferença gritante: na actualidade não se publica nada do género entre nós, desaparecido que foi o catálogo de zines editado pela organização do Encontro Internacional de Fanzines realizado durante anos no Ponto de Encontro de Cacilhas (Cidade de Almada).

O ADFZPAO, surge pela terceira vez como corolário do evento anual Ugra Zine Fest, constituindo portanto uma realização diversificada em prol da produção independente, que se consubstancia em 240 títulos lançados por editores ibero-americanos, abrangendo fanzines (incluindo fanzines-objecto, slimzines, splitzines, etc.), jornais alternativos, livros autoeditados de carácter artesanal, em fotocópia ou impressão digital.

O anuário apresenta os fanzines por ordem alfabética (na realidade inicia-se pelo sinal cardinal, visto que o primeiro tem o título #1), e nele cabem publicações dedicadas a todos os tipos de manifestações culturais, artísticas, sociológicas, literárias, esotéricas, lúdicas, sexuais, que se diversificam pelos temas de banda desenhada (ou histórias aos quadradinhos, como se dizia antigamente em Portugal, e histórias em quadrinhos, como se diz no Brasil, ou comic books americanos ou mangá japonesa), fotografia, fotonovela, ilustração, grafitos, redes sociais, anime, rock, colagens, cartunes, resenhas de discos e zines de música, erotismo, pornografia, poesia, prosa, horror, ecologia, letras de canções de bandas punk e outras, resenhas de filmes independentes brasileiros, política, cadavre exquis, educação física (atletismo, jogos paralímpicos), transgéneros (GLBT), cultura punk, bandas hardware straight edge, entrevistas com bandas de vários países. Chega para amostra...

De duas em duas páginas, em rodapé, aparece a rubrica "3 perguntas para..." a que respondem fanzinistas (ou fanzineiros, como preferem os brasileiros) representados no anuário, nomeadamente Roberto Hollanda, Julie Albuquerque, Geraldes Lino (peço desculpa pelo uso da 3ª pessoa), Guilherme Gonçalves, André Escobar, Ricelle Sullivan, Hamilton Tadeu, e vários outros, mas também equipas, designadamente Mapachestúdios, Livrinho de Papel Finíssimo, etc.

Estão registados e devidamente analisados mais de duas centenas de fanzines, todos eles complementados por análises críticas e/ou descritivas de muito bom nível, assinadas pelas simples siglas DU, MS e FG, correspondentes a Douglas Utescher, Márcio Sno e Flávio Grão, a quem se tem de creditar esse trabalho.

O anuário tem na parte final duas rubricas muito úteis: Guia de Eventos e Guia de Acervos.
Tanto um guia como o outro têm as respectivas informações divididas por países. 

No Guia de Eventos encontram-se representados os seguintes:
Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha e México.

No Guia de Acervos a lista contempla fanzinetecas (ou simplesmente Zineteca, caso da existente em Fortaleza), da Argentina, do Brasil, de Espanha e de Portugal (Viva, pessoal da Uzine Fanzine Fanzineteca de Coimbra).

Um pormenor que me intrigou: No Guia de Eventos não descortinava o Ugra Zine Fest de São Paulo. Douglas Utescher, com inquestionável honestidade, assumiu que tal se deveu a falha pessoal. "Quem diz a verdade não merece castigo", é um antigo e sábio provérbio português...  


Contactos com Douglas Utescher:
Caixa Postal 777
São Paulo SP
CEP 01031-970 
Brasil

www.ugrapress.com.b

------------------------------------------------------ 
Os interessados em ver/ler os anteriores "posts" dedicados a este tema, poderão fazê-lo clicando no item "Fanzines Esses Desconhecidos" visível no rodapé