quinta-feira, julho 02, 2015

Clube Portuuês de Banda Desenhada - 39º Aniversário


Não é muito evidente, mas neste logótipo (*) estão as iniciais CPBD, ou seja, Clube Português de Banda Desenhada.

Como já aqui foi dito, há um grupo de sócios que estão a tentar reanimar a colectividade, que durante quase vinte anos tem estado numa espécie de hibernação, apenas ficando visível nos aniversários - o CPBD teve data oficial de início a 28 de Junho de 1976 - e através da publicação do seu fanzine, o Boletim do CPBD, o que tem sido feito com considerável persistência e assinalável qualidade.

E mais uma vez haverá um almoço de aniversário, a realizar-se no Restaurante Moisés (Av. Duque d'Ávila, 123 - Lisboa), com início às 13h00. 

Na lista de participantes previstos constam os seguintes nomes (que se indicam por ordem alfabética):

Américo Coelho
António Amaral
António Martinó
Aurélio Lousada
Carlos Gonçalves
Catherine Labey
Dâmaso Afonso
Fernanda Amaral
Geraldes Lino
João Mimoso
Joaquim Talhé
Joel Lima
Jorge Magalhães
José Pires
José Vilela
Leonardo De Sá
Machado-Dias
Mário Correia
Paulo Duarte
Ricardo Pinto Leite
Ricardo Leite
Valadas

Se houver algum visitante deste blogue interessado em participar neste almoço aniversariante poderá indicar esse interesse na caixa de comentários, deixando o endereço de e-mail, ou nº de telefone, ou de telemóvel.

(*) O autor do logótipo foi o consócio Franklin Ferreira da Silva, já falecido.  

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Quem quiser ver a postagem anterior também dedicada ao Clube Português de Banda Desenhada poderão fazê-lo clicando no respectivo item visível em rodapé

quarta-feira, julho 01, 2015

Comic Jam (2ª fase: nº 24 - Total:77)


A sequência de desenhos improvisados que no fim constituem uma curtíssima banda desenhada em apenas seis vinhetas, acaba por ser uma brincadeira cúmplice entre seis ilustradores/autores de BD, que por vezes até mal se conhecem, mas que estando presentes na Tertúlia BD de Lisboa, com ela participam.

Na tertúlia de Junho, o comic jam teve por autores:

1 - Gastão Travado -------- 2 - Sá-Chaves
3 - Susa Monteiro  --------- 4 - Zé Francisco
5 - Sérgio Chaves  --------- 6 - Cláudia Dias 

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Os visitantes interessados em verem os "posts" anteriores que contêm todos os "comic jam" realizados na Tertúlia BD de Lisboa, mas também os que foram desenhados nos eventos AMADORABD e ANICOMICS, poderão fazê-lo com um simples clique no item Comic Jam visível aqui por baixo no rodapé.     
 

domingo, junho 28, 2015

BD portuguesa em revistas não especializadas - Autor: Miguel Santos







No segundo número da revista "Gerador", de Outubro de 2014 (*) há, logo a abrir, uma frase manuscrita, desenhada, na qual se afirma que "ser segundo não é ser o primeiro dos últimos", assim contradizendo um chavão muito querido dos jornalistas e comentadores desportivos.

O texto ao lado, impresso normalmente, escrito por Pedro Saavedra, editor e director, começa por dizer que "(...) Uma revista sobre cultura portuguesa que sai para as bancas com 5000 exemplares, uma dúzia de cronistas, uma mão cheia de ilustradores e quatro obras inéditas não pode ser um sucesso imediato (...)".

Noutros parágrafos do citado texto editorial há frases que soaram como acordes melodiosos de música de Vivaldi a este bloguista. Leiamo-las:

"Ser número 1 não é o mais importante, há números dois muito mais inspiradores. Desde a estrada nacional 2, que liga todo o interior de Portugal, a uma BD inédita sobre as medalhas de prata (...)"

"(...) A nossa revista vai ter sempre uma história de BD. Mesmo que só sobrem duas páginas para publicar, vamos ter sempre histórias aos quadradinhos. Os egípcios e o tio patinhas nunca nos perdoariam essa falta (...)".

A sério, gostei desta conversa. E quanto à banda desenhada de Miguel Santos, tem dedicatória implícita aos segundos lugares - leitmotiv de toda revista -, no seu título "A Medalha de Prata".

Quem o quiser comprovar terá de vê-la/lê-la na revista, porque aqui no blogue apenas fica um aperitivo (a devida vénia aos editores e ao autor) com a reprodução de quatro das sete pranchas a cores que a compõem.

Quase que em nota de rodapé, não poderia deixar de referir que, para além da banda desenhada propriamente dita, há um texto crítico sobre BD, excelente, escrito pelo meu amigo bloguista Nuno Pereira de Sousa (quando o conheci, ele usava o pseudónimo "Enanenes", e assim o continuo a tratar) que afirma, peremptoriamente: "O segundo melhor livro de BD portuguesa 2014 é O Desenhador Defunto". 
Será que Francisco Sousa Lobo, o autor, se melindrará com a classificação?  


Ficha técnica
Título: Revista Gerador
Nº 2 - Outubro 2014
Periodicidade: Trimestral
Tiragem: 5000 exemplares
Proprietário e editor: Associação Cultural Gerador
Av. Infante Santo, 60L - 3ºA
1350-179 Lisboa 


(*) A "Gerador" vai no nº4, editado em meados de 2015
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MIGUEL SANTOS

Síntese biobibliográfica

Miguel Santos, Setembro de 1980, Luanda
Tem formação em História e Arqueologia, e cursou Ilustração e BD no AR.CO - Centro de Arte & Comunicação Visual.

Tem-se dedicado em especial a trabalhar para editoras americanas de jogos de tabuleiro e Role Playing Games.

Também tem realizado bandas desenhadas para várias publicações, entre elas o fanzine Zona, a revista Gerador (Out. 2014) e o álbum colectivo Portugal 2055, sendo que nesta mais recente obra (Junho 2015) a bd foi feita sob argumento de Bruno Pinto.

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Para os visitantes que quiserem ver postagens anteriores relacionadas com o tema BD Portuguesa em revistas não especializadas bastar-lhes-á clicar no respectivo item visível em rodapé

sexta-feira, junho 26, 2015

Colóquios sobre obras de BD - A Viagem do Elefante


No interessante casco histórico do Olivais Velho, onde se mantém vaidosamente erecto um vetusto coreto, encontra-se também em funcionamento um equipamento cultural que poucos lisboetas conhecerão - eu confesso que não conhecia -, a Casa da Cultura dos Olivais, localizada numa antiga e singela casa.

É exactamente nesse quase escondido local que se vai realizar um colóquio dedicado à obra em BD, "A Viagem do Elefante", realizada por João Amaral, numa adaptação da homónima obra literária de José Saramago.

O colóquio será realizado por Cristina Gouveia - antiga responsável do Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem-CNBDI (Amadora) -, com a óbvia participação do autor da BD. 

O evento tem lugar amanhã, 27 de Junho, pelas 17h00, na Casa da Cultura dos Olivais.

Contactos:
Rua Conselheiro Mariano de Carvalho, 68
Olivais Velho

cultura@jf-olivais.pt
 

quarta-feira, junho 24, 2015

Fanzines, esses desconhecidos



 Já tem sido escrito, com frequência, por estudiosos dos fanzines - nos quais me incluo, permito-me dizer - que o neologismo "fanzine", nascido nos Estados Unidos (o conhecido Frederic Wertham, no seu livro "The World of Fanzines", indica o ano de 1930 para o The Comet, de Ficção Científica, como iniciador do movimento fanzinístico, mas em fontes diferentes surge outro antes, em 1929, o Cosmic Stories, também de FC) e absorvido na Europa nos anos mil novecentos e sessenta, sob o género masculino pelo facto de, na génese do vocábulo, estar o objecto literário, com imagens, o magazine, também popularizado em Portugal nessa época.

Fanzine, neologismo, mas já com verbete em dicionário (pela primeira vez, na 8ª edição da Porto Editora,de 2008), é formado pela contracção da palavra fan (fã, em português) e as duas últimas sílaba de magazine.

Logo, um fanzine é um magazine, editado por um ou uma fã, ou por um grupo, ou até por uma entidade cultural sem fins lucrativos, dedicado a qualquer tema, sendo em Portugal a Banda Desenhada um dos mais frequentes.



 
Capa do fanzine "Aquinocanto", da autoria de João Rubim. 

Note-se que em Espanha se diz "el fanzine" (em castelhano) e "o fanzine" (em galego, igual ao português).

Capa de "O Fanzine das Xornadas", editado aquando da realização das "VIII Xornadas de Banda Deseñada de Ourense" (na Galiza). 

O género masculino é também usado em França, visível no excerto de uma crítica extraída da revista "Vécu"





... ou no Brasil, como se pode ver na imagem seguinte

Livro da autoria do estudioso brasileiro Henrique Magalhães
 

ou em Portugal, num livro escrito por dois estudiosos portugueses do fenómeno fanzinístico (capa aqui por baixo)


Custa-me dizer isto - sou português... - mas nós, que somos um dos países europeus com maior índice de analfabetismo, e com elevada percentagem de iliteracia, tínhamos de ser os criadores desse absurdo linguístico que é mudar o género a um substantivo.

E o que é pior: quando pergunto a algum desses fanzinistas recentes, que dizem "a minha fanzine", por que motivo não dizem "o meu fanzine", respondem-me que é por ser uma revista (*), e como revista é uma palavra feminina...


E eu costumo objectar: então, como um pinheiro é uma árvore, temos de passar a dizer "uma pinheiro"?!


 Uma engraçada tira de banda desenhada da autoria de Laerte (in Diário de Notícias, 5 Jan. 2006)

Um universitário da Escola Superior de Design-ESAD, nas Caldas da Rainha - cidade onde há um buliçoso movimento fanzinístico -, reagindo à minha habitual discordância no uso do feminino para o fanzine dele, ripostou, com aquilo que começa a ser um chavão - já não é a primeira vez que oiço justificar asneiras com aquela frase -, "a língua portuguesa está sempre em evolução".

Eu sei isso, sou um estudioso da matéria. A componente mais visível dessa modificação é a constante absorção de vocábulos estrangeiros, aportuguesando-os por vezes, criando-se assim neologismos - blóguer ("blogger") ou bloguista, blogosfera, por exemplo.

Mas não há memória de, na língua portuguesa, ter havido mudança de género em algum substantivo. Estou a referir-me a mudanças correctas.

Porque, por iliteracia ou pura ignorância, há quem mude o género da palavra grama (peso).


Uma vez, uma funcionária dos correios, aqui em Lisboa, disse-me que a minha carta - com um fanzine dentro - pesava "vinte e duas gramas". Eu perguntei-lhe se ela também diria, para uma encomenda pesada, "vinte e duas quilogramas"...

Outro erro do género: há quem diga "o síndrome", quando o correcto, respeitando a etimologia, é "a síndrome". 

(*) Diferença entre fanzine e revista

Vigora ainda entre nós o erróneo conceito de que o termo fanzine apenas se aplica a publicações de pouca qualidade gráfica, compostas por fotocópias ou, na melhor das hipóteses - mais actualizada - em cópias digitais, diferentemente do que se entende por revista, publicação impressa em offset, de qualidade superior. 

Ora sempre houve fanzines impressos em offset, de excelente aspecto gráfico, mesmo em Portugal - esta expressão "mesmo em Portugal" não pretende ser depreciativa em relação ao nosso país, apenas realça o facto de haver grande desconhecimento do que se fez entre nós, desde 1972, Ano I do fanzinato português, com o aparecimento em Janeiro desse ano do nosso primeiro fanzine, o Argon. e de alguns impressos em offset, entre os oito editados nesse ano.

Mas quem já esteve em Angoulême, no grande festival francês de BD, indubitavelmente o maior evento europeu do género, pôde ver, no pavilhão dos fanzines, dezenas deles impressos em offset e até vários com lombada quando mais volumosos, exibindo uma apresentação gráfica a rivalizar com quaisquer publicações profissionais.

Ora à conta do fanzine Efeméride - um dos quinze títulos que já editei - tenho ouvido com frequência o comentário: "isto é uma publicação luxuosa, é uma revista, já não é um fanzine!".

Mantém-se ainda hoje, portanto - julgo que só em Portugal - este preconceito em relação aos fanzines.


Insisto: uma qualquer publicação pode ter ISSN, depósito legal, até código de barras, e uma impressão gráfica de nível equivalente a qualquer revista comercial/profissional. Mas se não for publicada por uma editora legalizada, mesmo de pequena dimensão, se quem a edita não o fizer para beneficiar dos lucros das vendas, se o seu editor e respectivos colaboradores colaborarem pro bono, isto é, não lhes seja paga a colaboração, se não tiver periodicidade, se a sua tiragem for pequena, e por isso não poder ter distribuição a nível nacional, ou, como acontece em alguns outros casos, tenha uma concepção gráfica irregular - por exemplo, mudar repentinamente de formato -, então, por uma questão conceptual e de diferenciação de géneros, deverá ser-lhe aplicada a classificação de fanzine .

Não há nesta classificação qualquer intenção depreciativa, porque, afinal de contas, um fanzine é um campo de liberdade para a criatividade, é a permissividade total para que a imaginação se expanda sem limites, a todos os níveis: desde o conteúdo e a forma das obras publicadas, até à diferenciação dos títulos: enquanto que os das revistas são geralmente formais (Visão, Sábado, Nova Gente) para serem bem aceites, ao invés dos dos fanzines, que são provocatórios, brincam com a ortografia e com as cacofonias (KBD, Nuxcuro, Carneiro Mal Morto, Nova Gina, Kaganiço). 
 

E na forma, um fanzine tanto pode ser modesto como luxuoso, depende da disponibilidade do faneditor, ou até de uma qualquer associação sem fins lucrativos - que também as há a editar publicações que se inserem na categoria de fanzines -, visto que essas associações não vivem das vendas, mas sim de apoios de beneméritos ou de associados. 

Em suma: um fanzine (ou um zine) pode apresentar-se sob o modo gráfico de revista, mas por todas as circunstâncias antes descritas, um fanzine não é uma revista, um fanzine é um fanzine é um fanzine.       

segunda-feira, junho 22, 2015

Loja das Colecções, um templo da BD prestes a fechar





Haverá algum coleccionador de banda desenhada que não conheça a Loja das Colecções, em Lisboa?

Pois aqui fica a péssima notícia que muitos ainda não saberão: a categorizada loja vai fechar no próximo dia 30 de Junho.(*)

A maior livraria/alfarrabista da cidade tinha-se tornado um local incontornável durante anos, graças à dinâmica do seu falecido dono, Castanheira da Silveira. E Isabel Silveira, sua filha, conseguira aguentar sozinha a enorme casa. 

Mas a situação tornou-se-lhe insustentável, e irá ter de entregar a loja no dia 1 de Julho. 
Até lá, está a vender todo o acervo da livraria com 50% de desconto!

Loja das Colecções
Rua da Misericórdia, 115
1200 Lisboa
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(*) ÚLTIMA HORA

Fui-me despedir hoje, 3ªfeira, da Loja e da Isabel Silveira. 
Por informação dela, que transmito aos visitantes deste blogue, a loja terá amanhã, 4ª feira, dia 24 de Junho de 2015, o seu derradeiro dia de existência.

domingo, junho 21, 2015

Curso sobre BD de Super-Heróis


De vez em quando há notícias que surpreendem pela invulgaridade. Por exemplo esta: vai realizar-se um curso de Verão intitulado Universos Partilhados no Cinema e na Banda Desenhada de Super-Heróis.

O título é sugestivo, inquestionavelmente. Mas quem são os responsáveis por este curso?

Tudo está esclarecido no texto divulgatório que me enviaram, e que em seguida reproduzo:  

Estão abertas as inscrições para o curso de Verão “Universos Partilhados no Cinema e Banda Desenhada de Super-Heróis.” 

Realizar-se-á de 6 a 15 de Julho, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), da Universidade Nova de Lisboa. 

As inscrições podem ser feitas online ou no secretariado da Escola de Verão FCSH/NOVA.

Organizado pelos investigadores Ana Cabral Martins da FCSH e Hugo Almeida da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, este curso tem a duração de 23h (com uma hora de avaliação adicional optativa), dividido em sessões de 3h.  

O curso abordará os universos ficcionais de super-heróis. Em particular, discutiremos o desenvolvimento de universos partilhados, ou seja, constelações de personagens e eventos que participam ou que têm consequências para múltiplas obras de ficção, e que são geridas em colaboração por vários autores. 

Este modelo de produção tornou-se canónico na indústria de banda desenhada norte-americana, e a sua introdução recente no cinema de Hollywood teve consequências dramáticas do ponto de vista industrial, narrativo e criativo. 

Mais informações:

Inscrições no campus: Secretariado da Escola de Verão FCSH/NOVA - Torre B, 1º andar, Divisão Académica
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Universos Partilhados no Cinema e Banda Desenhada de Super-Heróis

Início: 6 de julho
Datas: 6 a 15 de julho | dias úteis das 14h00 às 17h00
Docente Responsável: Margarida Medeiros
Professores: Ana Cabral Martins e Hugo Almeida*
Áreas: Artes

Objetivos
a) Objetivos de Aprendizagem:
- Obter e aprofundar capacidades analíticas acerca do significado dos processos de convergência na indústria dos média e o modo como a indústria cinematográfica foi, e é, afetada.
- Observar e examinar novas estruturas narrativas dos média e o modo como estas se confrontam com as estruturas narrativas do paradigma anterior.
- Examinar a intertextualidade e translinearidade das narrativas de super-heróis, e compreender como se negoceiam a estética e as narrativas de diferentes autores e personagens.
- Obter e aprofundar capacidades de análise e crítica do processo de adaptação narrativa intra-media e inter-media.
b) Competências Específicas:
- Estudo e discussão de textos de referência relativos a cada seminário que compõe a estrutura curricular do curso.
- Aplicação crítica dos conhecimentos teóricos adquiridos na elaboração de um ensaio cujo tema e modo de realização sejam discutidos em aula.
- Apresentação oral do trabalho realizado no âmbito do curso.

Programa
Neste programa de trabalhos, pretendemos abordar o conceito de “universo partilhado” como estratégia narrativa e industrial. Entende-se por universo partilhado o conjunto de personagens, locais e situações que são comuns a múltiplas obras de ficção—de um ou mais autores—, por via de entrosamentos vários entre estas. Serão discutidos dois exemplos em concreto pelo seu nível de desenvolvimento e relevância mediática: o género dos super-heróis na banda desenhada e no cinema. Abordaremos as condições históricas e os intervenientes que conduziram ao desenvolvimento de universos partilhados na BD e filmes de super-heróis; o diálogo transmedia que permitiu este desenvolvimento; as consequências para as duas indústrias, do ponto de vista industrial e do ponto de vista criativo; e as diferentes formas de intertextualidade que mantêm a integridade destes universos partilhados.
As aulas focar-se-ão sobre os seguintes pontos em particular:
- A cultura de convergência e a conglomeração de Hollywood;
- A era “heróica” de Hollywood: a emergência de filmes de super-heróis;
- A transposição do género dos super-heróis da banda desenhada para o cinema americano: a estética da adaptação, especificidades do meio e audiência, e a suas consequências ideológicas;
- A intertextualidade radical na banda-desenhada de super-heróis: universos partilhados, pastiche, desconstrução e recriação;
- Da banda-desenhada ao filme: adaptações de Spider-Man, X-Men, Fantastic Four (Marvel);
- Da banda-desenhada ao filme: adaptações de Batman, Superman, Green Lantern (DC Comics);
- Narrativas transmedia e modelos de universos partilhados;
- A adaptação do modelo do “universo partilhado” da banda-desenhada de super-heróis para o cinema;
- Como a Marvel Studios mudou o paradigma do blockbuster americano: os filmes e as adaptações da fase 1 e 2 do Universo Cinematográfico da Marvel.

Pré-requisitos
Leitura aconselhada:
MILLAR, Mark; Yu, Leinil - Civil War. Marvel Comics, 2007.
MILLAR, Mark; HITCH, Brian. The Ultimates: Ultimate Collection. Marvel Comics, 2010.
KIRBY, Jack - Jack Kirby’s Fourth World Omnibus, vols. 1, 2, 3 e 4. DC Comics, 2007.
ELLIS, Warren; CASSADAY, John - The Planetary Omnibus. DC Comics, 2014.
MOORE, Alan; GIBBONS, Dave. Watchmen. DC Comics, 2014.
DARIUS, Julian. Watchmen and Intertextuality: How Watchmen Interrogates the Comics Tradition. Sequart Organization. 21 de Março de 2005. Acedido em 19 de Fevereiro de 2015 http://sequart.org/magazine/2664/watchmen-and-intertextualiy-how-watchmen-interrogates-the-comics-tradition/

Bibliografia
GORDON, Ian; MARK, Jancovich & ,MCALLISTER, Matthew - Film and Comic Books. 1st edition. Jackson: University Press of Mississippi, 2007.
GRAY, Richard & KAKLAMANIDOU, Betty - The 21st Century Superhero: Essays on Gender, Genre and Globalization in Film. Jefferson, N.C: McFarland, 2011.
JENKINS, Henry - Convergence Culture: Where Old and New Media Collide. Revised edition. New York: NYU Press, 2008.
HATFIELD, James - Hand of Fire: The Comics Art of Jack Kirby, Jackson: University Press of Mississippi, 2012.
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*Ana Cabral Martins
Experiência:
Assistente de Produção, Ambar Filmes, Lisboa — Abril 2008 a Setembro 2009
Assistente de Produção; Anotadora (“Perdida Mente”, 2010); Assistente de Montagem (“O Espelho Lento”, 2010).
Estagiária, Cinemateca Portuguesa — Centro de Conservação (ANIM), Bucelas — Outubro 2007 a Janeiro 200. Assistente na secção de Identificação de materiais fílmicos. Assistente no arquivo do sector dedicado a Novos Suportes.
Estagiária, Filmes do Tejo, Lisboa — Julho 2007 a Setembro 2007
Preparação de materiais de divulgação de filmes produzidos pela Filmes do Tejo para festivais internacionais. Compilação de bases de dados e de contactos. Tradução e transcrição de conteúdos. Breve assistência na pós-produção do filme “Cristóvão Colombo — O Enigma” (2007).
Educação:
Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas — Doutoramento em Media Digitais do Programa UTAustin|Portugal (em associação com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL, a Universidade do Porto e a Universidade do Texas em Austin), 2014
Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas — Mestrado em Ciências da Comunicação, Especialização em Cinema e Televisão, 2009
Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas — Licenciatura em Ciências da Comunicação, Especialização em Cinema e Televisão, 2007
WORKSHOPS. Digital Hollywood Workshop — UT/Portugal 2008 Digital Media Summer Institute (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas).
Technology and Culture Workshop — UT/Portugal 2009 Digital Media Summer Institute (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas).
Convergent Hollywood Workshop — UT/Portugal 2009 Digital Media Summer Institute (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas).
Intro to Digital Documentary Workshop — UT/Portugal 2009 Digital Media Summer Institute (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas).
Documentary Mash Up Workshop — UT/Portugal 2010 Digital Media Summer Institute (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas).
Digital Cinema Workshop — UT/Portugal 2010 Digital Media Summer Institute (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas).
Cinematography Workshop — UT/Portugal 2012 Digital Media Summer Institute (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas).


*Hugo Almeida
Formação:
2013-corrente: Investigador pós-doc em comunicação visual e estudos de Banda Desenhada, na Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa.
2014:Anthropocene Campus –programa académico multidisciplinar entre investigadores e artistas, Haus der Kulturen der Welt, Berlim, Alemanha.
2014:Laboratório de Ilustração e Banda Desenhada (curso de 100 horas de Banda Desenhada), leccionado na Faculdade Belas-Artes, Universidade de Lisboa.
2013:Desenho I (cadeira semestral de Licenciatura frequentada em regime livre), na Faculdade de Belas-Artes Universidade de Lisboa.
2013:Doutoramento em Biologia Molecular, pelo trabalho desenvolvido no Instituto Gulbenkian de Ciência (título da tese: Measuring chromosome-end fusions in fission yeast). Grau conferido pela Universidade Nova de Lisboa.
2012:Membro fundador do selo editorial de banda desenhada e pesquisa “Clube do Inferno” (http://clubedoinferno.tumblr.com).
2006: Licenciatura em Biologia Microbiana e Genética, na Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa
Publicações académicas:
Almeida H. (2014) From comics to biology diagrams: structure and inference in visual narratives of transformation. Em revisão.
Almeida, H., (2013) Measuring Chromosome-end fusions in fission yeast. tese de Doutoramento.
Almeida, H. and Godinho Ferreira, M. (2013) Spontaneous telomere to telomere fusions occur in unperturbed fission yeast cells. Nucleic Acids Research, 41, 3056-3067.
Publicações de banda desenhada:
Almeida, H. (2014) 3 Stories. Edição de autor sob o selo editorial Clube do Inferno
Almeida, H. (2014) Radiation #2. Edição de autor sob o selo editorial Clube do Inferno
Almeida, H. (2013) Radiation #1. Edição de autor sob o selo editorial Clube do Inferno
Almeida, H. (2012), Ghostspeaker. Edição de autor sob o selo editorial Clube do Inferno.
Almeida, H., (2005) Eléctrica Cadente. BLAZT — Antologia de Banda Desenhada, 1, 14-17.
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