domingo, março 29, 2015

Improvisos na Toalha de Mesa







Os visitantes habituais do blogue já conhecem há muito esta rubrica, na qual se expõem os desenhos traçados de improviso nas toalhas de mesa, na sua maioria por autores de banda desenhada nos encontros mensais da Tertúlia BD de Lisboa.

Desta vez estão reproduzidos no topo do presente post ilustrações de:

1 - Pedro Morais
2 - Filipe Duarte
3 - Filipe Duarte
4 - Machado-Dias
5 - Machado-Dias
6 - SérgioSantos

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Para o caso de alguém querer ver outras ilustrações improvisadas reproduzidas nos 27 "posts" anteriores, poderá fazê-lo clicando sobre o item Improvisos na Toalha de Mesa visível no rodapé  

quinta-feira, março 26, 2015

Comic Jam (2ª fase: nº21 - Total:74)


Carlos Pessoa foi homenageado na Tertúlia BD de Lisboa tendo em conta o apoio que sempre deu à banda desenhada, enquanto jornalista, nos jornais onde trabalhou, Diário de Lisboa e Público

No que se refere ao Comic Jam, é da tradição, desde 6 de Agosto de 2008, data do primeiro realizado nesta associação informal, que seja o Convidado Especial ou Homenageado a desenhar a primeira vinheta das seis que habitualmente compõem aquela espécie de cadavre exquis.

Ora o Carlos Pessoa, excelente jornalista, quando soube que lhe cabia desenhar a primeira vinheta, confessou-me a sua total  e irremediável inépcia no que ao desenho diz respeito.
Compreendi o problema, mas não deixei de o incitar: "Olha, podes desenhar a chuva a cair, é fácil...".

E ele assim fez, como se pode comprovar na imagem no topo do "post", onde está o "comic jam" em que colaboraram os seguintes participantes no convívio do dia 3 do corrente Março:

1 - Carlos Pessoa ---------- 2 - Machado-Dias
3 - Ana Saúde --------------- 4 - Sérgio Santos

5 - Filipe Duarte ------------- 6 - Pedro Morais  

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Os visitantes interessados em verem os "posts" anteriores que contêm todos os "comic jam" realizados na Tertúlia BD de Lisboa, mas também os que foram desenhados nos eventos AMADORABD e ANICOMICS, poderão fazê-lo com um simples clique no item Comic Jam visível aqui por baixo no rodapé.    

domingo, março 22, 2015

BD portuguesa em revistas não especializadas - Revista Gerador - Autor: Xico Santos




Um veterano apreciador de BD, como é o meu caso, sente a falta da existência de uma revista daquelas "à antiga", com várias bandas desenhadas autoconclusivas e mais umas tantas no género de "continua no próximo número".

Já não há. Por isso exulto quando encontro uma qualquer publicação que inclui espaço para algumas páginas de BD, embora essa publicação seja consagrada essencialmente a outros temas.

E encontrei mesmo. Título: Revista Gerador.

Apresentação: capa de grafismo moderno mas com elementos gráficos a remeter-nos para tempos idos, incluindo uma cercadura à base de figuras de ambos os sexos com vestuário regional. Quanto ao miolo: excepcional apresentação gráfica.

E, lá está, um espaço dedicado à BD!

Uma bd curta (sete pranchas/páginas) sob o título "Em Ti Vi Vida", com argumento e desenhos de Xico Santos, a tratar temas fortes: amor entre mulheres e adopção entre casais do mesmo sexo. 
Uma peça corajosa de conteúdo invulgar e bem desenhada, de que apenas mostro duas pranchas/páginas no topo do "post".

Esclareço que, entretanto, já sairam mais dois números da Revista Gerador. Com BD, como Zeus manda. Disso falarei aqui um dia desses. Pode demorar... (na BD há sempre muita coisa a divulgar, e ainda bem).

Mais um pormenor relacionado com BD: há colaboração de três personagens ligadas ao tema. Uma a desenhar, com uma ilustração (Fil) e duas no argumento: Gabriel Martins, a historiar em curta síntese a BD portuguesa, e Filipe Melo, este a remexer com conhecimento de causa em duas artes, Jazz e Cinema. 

Ficha técnica
Título: Revista Gerador
Nº 1 - Julho 2014
Periodicidade: Trimestral
Tiragem: 5000 exemplares
Proprietário e editor: Associação Cultural Gerador
Av. Infante Santo, 60L - 3ºA
1350-179 Lisboa 

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XICO SANTOS

Síntese biográfica

Francisco Santos nasceu em Faro há 33 anos.

Viveu em Lisboa durante o tempo de formação em Arquitectura. Regressou depois a Faro, mas no final de 2008 mudou-se para a Suécia.

Enquanto viveu em Portugal, e até data recente, o desenho e a ilustração foram os seus hobbies, tendo participado em exposições, em Faro e Lisboa. 

Nos últimos tempos pôs de parte, temporariamente, a Arquitectura, dedicando-se mais à ilustração e à banda desenhada (chegou a produzir uma webcomic). Na BD manteve colaboração com a Associação Tentáculo, no fanzine Zona - Nippon 2 (Maio 2013), com a bd "Foi Mais ou Menos Assim".

(Elementos biográficos baseados em texto publicado na Revista Gerador. Aqui fica a devida vénia.)

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Para os visitantes que quiserem ver postagens anteriores relacionadas com o tema BD Portuguesa em revistas não especializadas bastar-lhes-á clicar no respectivo item visível em rodapé

sexta-feira, março 20, 2015

Mesa Redonda - "Celebrar Bordalo, celebrar o desenho" - Bordalo, pioneiro da BD


Rafael Bordalo Pinheiro é considerado o primeiro autor de BD em Portugal, com a sua seminal obra "Apontamentos de Raphael Bordallo Pinheiro Sobre a  Picaresca Viagem do Imperador do Rasilb pela Europa".

Isso já foi escrito com frequência, mas nunca a data da publicação de tão importante obra terá sido comemorada. 

Em compensação, vai comemorar-se no Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa, no próximo dia 21 de Março, a data de nascimento (21 de Março de 1846), igualmente em Lisboa, do ecléctico artista - autor de banda desenhada, caricaturista (ou cartunista), ilustrador, decorador, figurinista e ceramista.

Serão oradores: Filipa Antunes, professora da Universidade Lusófona, e Penim Loureiro, arquitecto, autor de banda desenhada (tal como Raphael Bordallo Pinheiro), que participarão numa mesa redonda intitulada:
"Celebrar Bordalo, celebrar o desenho".



Autor do cartaz: Penim Loureiro

Local do evento: 
Museu Bordalo Pinheiro (na imagem acima)
Campo Grande, 382
Lisboa
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RAFAEL BORDALO PINHEIRO (1846-1905)

Síntese biobibliográfica

Raphael Bordallo Pinheiro - era assim que se grafava o seu nome na época -, nasceu em Lisboa a 21 de Março de 1846, filho de Manuel Maria Bordallo Pinheiro e Augusta Maria do Ó Carvalho Prostes, e foi baptizado com o nome de Raphael Augusto Prostes Bordallo Pinheiro.

Estreou-se como actor aos 14 anos, no Teatro Garrett, experiência que não teve seguimento, mas que muito o marcou.

Na sua juventude gozou, com excesso, a vida boémia de Lisboa, pelo que a sua carreira académica foi um fracasso, não por falta de se matricular em várias instituições de ensino, designadamente Academia de Belas Artes (desenho de arquitectura civil, desenho antigo e modelo vivo), Curso Superior de Letras, Escola de Arte Dramática, embora nunca tenha completado qualquer curso.

O seu primeiro emprego, conseguido por interferência de seu pai, foi num emprego público, a Câmara dos Pares, mantendo-se a seguir cursos de pintura a aguarela, e fazendo caricaturas, o que o levou a tentar ganhar a vida como artista plástico.

As suas obras iniciais intitulam-se "O Dente da Baronesa", e "O Calcanhar de Achiles", ambas dedicadas à caricatura, e no que se classifica de figuração narrativa, em "A Berlinda - Reproducções d'um Álbum Humorístico ao Correr do Lápis", todas datadas de 1870.

Estava próxima a realização da sua obra mais importante, representativa do que se pode considerar como a génese da banda desenhada portuguesa, e que data de 1872. Trata-se de um álbum, em imagens sequenciais, com o título "Apontamentos de Raphael Bordallo Pinheiro Sobre a Picaresca Viagem do Imperador de Rasilb pela Europa", uma sátira tendo por personagem central o Imperador Pedro II do Brasil.

Em 1875 publica a "Lanterna Mágica", onde irá surgir a sua personagem icónica, o Zé Povinho, com o seu popular "manguito".

Neste mesmo ano, a 19 de Agosto, partiu para o Brasil, onde colaborou em jornais e revistas, designadamente O Mosquito, Psit!!!, O Besouro.

Regressa a Portugal em Maio de 1879, onde trabalha na importante revista António Maria (1879), no "Álbum das Glórias" (1880), e no álbum de BD "No Lazareto de Lisboa" (1881).

Em 1882 e 1883 publicou-se o "Almanach do António Maria". 

Em 1884 experimenta trabalhar em barro nas oficinas de Gomes de Avelar e em seguida na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, onde se manteve durante vinte e um anos.

Em 1885 a revista "Pontos nos ii" substitui "O António Maria". Nesse ano homenageia os seus amigos do Grupo do Leão num painel que ficará no Café Leão de Ouro, em Lisboa, e participa com os seus irmãos Columbano e Maria Augusta na redecoração do interior do Palácio do Beau Séjour, também em Lisboa.

Em 1889 realiza a decoração do Pavilhão de Portugal na Exposição de Paris, desse ano, pelo que é agraciado com a Legião de Honra.

Devido a uma lesão no coração, morre a 23 de Janeiro de 1905, no nº 28 da Rua da Abegoaria, actual Largo Rafael Bordalo Pinheiro.

Obras consultadas:
Os Comics em Portugal. Uma História da Banda Desenhada, de António Dias de Deus
Uma Nova Forma de Estar no Humor, de Osvaldo Macedo de Sousa  

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Os interessados em ler textos anteriores das rubricas Mesas Redondas podem fazê-lo clicando nesse item visível em rodapé.

terça-feira, março 17, 2015

BD Portuguesa em Revistas Não Especializadas - Revista Cais - Autores: Ricardo Drumond e André Oliveira





Ricardo Drumond é mais  um talento emergente da BD portuguesa, que demonstra nesta banda desenhada, "Hora do Lanche", as suas potencialidades, já espalhadas por jornais e revistas, tratando-se, em ambos os casos, de publicações não especializadas em BD, como acontece com a CAIS, onde esta bd foi publicada há um ano. (*)

Quase uma banda desenhada sem palavras - apenas um balão de fala, na 2ª prancha, quebra o silêncio -, a "Hora do Lanche" está muito bem congeminada - mérito do argumentista André Oliveira - e muitíssimo bem transformada numa figuração narrativa aparentemente dedicada a violenta luta entre dois poderosos antagonistas, mas que não passam de personagens criadas pela imaginação de duas crianças, em última análise pela do adulto André Oliveira.

(*) Cais # 193 - Março 2014
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RICARDO DRUMOND 

Síntese biográfica

Ricardo Drumond nasceu no Porto a 13 de Agosto de 1984.

 
Cedo se entusiasmou pela BD graças à colecção dos pais, que se baseava maioritariamente na banda desenhada franco-belga.

Todavia, por ele próprio, pela sua curiosidade, acabou por se deslumbrar com o bem diferente estilo gráfico dos comics americanos.

Com uma tendência tão forte para a vertente artística, acabou por se formar em Artes Visuais e Arquitectura.

Tem participado em exposições individuais e colectivas e, no que se refere a concursos de BD foi distinguido com prémios em 1999 e 2008, no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, trabalhando em parceria com o argumentista Pedro Felizes.

Apareceu uma banda desenhada sua, em estilo figurativo com base fotográfica, no jornal Diário de Notícias, em Março de 2013, intitulada "10 Anos de Processo Casa Pia", e em Maio de 2014 surge de novo obra sua no mesmo jornal de Lisboa, dessa vez dedicada ao Sport Lisboa e Benfica, no mesmo estilo gráfico.

O seu talento polifacetado empurra-o para diferentes artes, caso da música. Começou neste quadrante artístico a tocar guitarra acústica, mas depois de ouvir o álbum Fragile, do Yes, foi atraído para um instrumento de som diferente, o baixo. Obviamente que o seu sonho passou a ser comprar um, e cedo o conseguiu, tinha apenas 14 anos, o que lhe permitiu integrar a banda de um amigo. Na banda desenhada ainda não tem nenhum álbum editado mas, ao invés, já editou dois discos.

Quanto à actividade na BD e na Ilustração, decidiu-se a entranhar-se ao máximo no ambiente artístico lisboeta nessas duas áreas, daí que tenha passado a fazer parte do colectivo The Lisbon Studio.
  

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ANDRÉ OLIVEIRA

Autobiobibliografia na 3ª pessoa


André Oliveira nasceu em Lisboa, em 1982, e começou a brincar com Banda Desenhada pouco tempo depois. Davam-lhe pequenos blocos agrafados que ele preenchia com gatafunhos e ditava mais tarde as legendas ao avô, que as redigia cuidadosamente. 

Licenciado em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, é hoje copywriter na agência Fuel Design. 

Foi co-editor da antologia de banda desenhada portuguesa Zona (que publicou mais de 100 autores nacionais e estrangeiros), editor de BD da Revista Freestyle, organizador/fundador dos Prémios Profissionais de BD e comissário da Trienal Movimento Desenho 2012, tendo organizado o evento BD ao Forte. 

Escreveu os livros de BD "HAWK" (ilustrado por Osvaldo Medina e publicado pela Kingpin Books), "Tiras do Baralho!" (ilustrado por Pedro Carvalho e publicado pela El Pep) e os três primeiros números da série "Living Will" (ilustrados por Joana Afonso e editados pela Ave Rara, a sua própria chancela editorial). 

Actualmente, André Oliveira edita curtas de Banda Desenhada na revista CAIS, de que "Hora do Lanche" é exemplar na forma como o argumentista dá a ideia ao desenhador e não faz qualquer texto (Stan Lee é o paradigma deste conceito), faz parte do colectivo The Lisbon Studio e está a trabalhar em diversos projectos editoriais com vários ilustradores diferentes.  ---------------------------------------------------

Para os visitantes que quiserem ver postagens anteriores relacionadas com o tema BD Portuguesa em revistas não especializadas bastar-lhes-á clicar no respectivo item visível em rodapé

sábado, março 14, 2015

Cientistas e BD - João Ramalho-Santos, cientista, crítico e argumentista de BD


Antes de falar da sua ligação à BD, convém esclarecer que João Ramalho-Santos é, sobretudo, cientista e professor universitário.

É exactamente na vertente de cientista que o seu nome aparece no extenso artigo do jornal Público (suplemento 2, de 8 de Março de 2015) intitulado "O País em 2040 e Onze Portugueses à Frente do Tempo", incluído em tão curta elite pelo ilustre físico Carlos Fiolhais.

Nesse grupo restrito há representantes de Matemática (Margarida Melo), Astrobiologia (Zita Martins), Física (Nuno Peres), Biologia Marinha (José Xavier), Biomedecina (Sónia Melo), no cruzamento da Biomedecina e da Ciência de Materiais (Manuel Coelho), nas Ciências Sociais e Humanas (Sofia Aboim), na actividade económica (João Pires da Cruz), gastronomia molecular (Joana Moura), design e tecnologia (Miguel Rios) e, last but not the least, Biologia da Reprodução (João Ramalho-Santos).

Perante esta notícia, pedi a Ramalho Santos - com quem mantenho contacto há bastantes anos na área da BD - que me fornecesse uma biografia para completar o presente post onde daria relevo ao texto do Público e o complementaria obviamente com elementos acerca da sua actividade enquanto crítico e argumentista de banda desenhada.

Ora é esta componente da sua autobiografia que coloco aqui logo no princípio. 
Ou seja: mantenho, contrariado, o texto escrito sob o AO90, mas altero a ordem existente no original, dando prioridade à parte referente à BD. 
Como acho ser compreensível, considerando que é desta matéria que este blogue se alimenta. 
Ei-lo:



[João Ramalho-Santos] Para além da sua atividade científica escreve regularmente sobre banda desenhada no JL- Jornal de Letras, Artes e Ideias e no blogue As Sequências Rebeldes (*)

Colaborou na Revista Ler, nas revistas Vértice, Comix e Quadrado, no fanzine NEMO
Participou em vários Festivais de BD (Amadora, Porto, Lisboa), sendo responsável ou co-responsável pela organização de exposições e elaboração de textos para catálogo. 
É autor dos textos de apresentação de livros de BD como “A pior banda do mundo” de José Carlos Fernandes (Devir, edição compilada) ou “Mr Natural” de R. Crumb (coleção Levoir/Público). 
É co-proprietário da livraria Dr Kartoon em Coimbra.

É co-autor das seguintes obras relacionadas com Banda Desenhada:



As Cidades Visíveis (Ficção/Ensaio)

João Miguel Lameiras & João Ramalho Santos

Livros Cotovia/Bedeteca de Lisboa, 1998. 222 pp.



Uma Revolução Desenhada: O 25 de Abril e a Banda Desenhada (Investigação e Ensaio)

João Miguel Lameiras, João Paulo Paiva Boléo & João Ramalho Santos

Edições Afrontamento/Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra/Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra/Bedeteca de Lisboa, 1999. 239 pp.



CrossRoads (Livro Ilustrado)

João Ramalho Santos, João Miguel Lameiras & José Carlos Fernandes (desenhos)

Edições BaleiAzul/Bedeteca de Lisboa, 1999. 90 pp.



A Revolução Interior (Banda Desenhada)

João Ramalho Santos, João Miguel Lameiras & José Carlos Fernandes (desenhos)

Edições Afrontamento/Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra, 2000. 52 pp.



EDEN 2.0 (Banda Desenhada)

Luís Louro (desenhos), João Miguel Lameiras & João Ramalho Santos
 Edições BookTree, 2002. 54 pp.



Células Estaminais (o que são, onde estão, para que servem), livro ilustrado/Uma Aventura Estaminal, banda desenhada (Livro Duplo)


Projecto COMPETE, Fundação para a Ciência e Tecnologia, Centro de Neurociências e Biologia Celular, Imprensa da Universidade de Coimbra. 2013.


Banda Desenhada: Argumento de João Ramalho-Santos, desenhos de André Caetano. 36 pp. ISBN: 978-989-26-0591-3.


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JOÃO RAMALHO SANTOS

Autobiobibliografia


João Ramalho-Santos

Nascido em Coimbra, a 4 de Julho de 1966.



Licenciado em Biologia pela Universidade de Coimbra em 1988, e Doutorado em Biologia Celular pela mesma Universidade em 1997.

Atualmente é Professor Associado do Departamento de Ciências da Vida, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade de Coimbra e Investigador no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, ao qual preside. Foi Investigador Convidado da Oregon Health & Sciences University, University of Pittsburgh e University of California San Francisco, E.U.A..  Faz investigação na área da Biologia da Reprodução e Células Estaminais, tendo publicado cerca de 100 artigos em revistas internacionais da especialidade.






É editor das revistas Human Reproduction e Reproduction. Na revista “Nature” publicou, quer artigos de investigação, quer histórias de Ficção Científica na secção “Futures”, tendo uma das suas histórias sido selecionada para a segunda Antologia desta secção (2014). Publicou ainda várias histórias de ficção sobre a atividade científica em LabLit.com.



Para além da sua atividade científica escreve regularmente sobre banda desenhada no JL- Jornal de Letras, Artes e Ideias e no blogue As Sequências Rebeldes (http://visao.sapo.pt/as-sequencias-rebeldes=s25251). Colaborou na Revista Ler, nas revistas Vértice, Comix e Quadrado, no fanzine NEMO, e participou em vários Festivais de BD (Amadora, Porto, Lisboa), sendo responsável ou co-responsável pela organização de exposições e elaboração de textos para catálogo. É autor dos textos de apresentação de livros de BD como “A pior banda do mundo” de José Carlos Fernandes (Devir, edição compilada) ou “Mr Natural” de R. Crumb (coleção Levoir/Público). É co-proprietário da livraria Dr Kartoon em Coimbra.



É co-autor das seguintes obras relacionadas com Banda Desenhada:


          As Cidades Visíveis (Ficção/Ensaio)

João Miguel Lameiras & João Ramalho Santos

Livros Cotovia/Bedeteca de Lisboa, 1998. 222 pp.



Uma Revolução Desenhada: O 25 de Abril e a Banda Desenhada (Investigação e Ensaio)

João Miguel Lameiras, João Paulo Paiva Boléo & João Ramalho Santos

Edições Afrontamento/Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra/Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra/Bedeteca de Lisboa, 1999. 239 pp.


CrossRoads (Livro Ilustrado)
João Ramalho Santos, João Miguel Lameiras & José Carlos Fernandes (desenhos)
Edições BaleiAzul/Bedeteca de Lisboa, 1999. 90 pp.

A Revolução Interior (Banda Desenhada)
João Ramalho Santos, João Miguel Lameiras & José Carlos Fernandes (desenhos)
Edições Afrontamento/Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra, 2000. 52 pp.

EDEN 2.0 (Banda Desenhada)
Luís Louro (desenhos), João Miguel Lameiras & João Ramalho Santos
Edições BookTree, 2002. 54 pp.

Células Estaminais (o que são, onde estão, para que servem), livro ilustrado/Uma Aventura Estaminal, banda desenhada (Livro Duplo)
Projecto COMPETE, Fundação para a Ciência e Tecnologia, Centro de Neurociências e Biologia Celular, Imprensa da Universidade de Coimbra. 2013.

Livro Ilustrado: Textos de João Ramalho-Santos, Inês Araújo, Lino Ferreira, Luís Pereira de Almeida, Cláudia Cavadas. Ilustrações de Fernando Correia. 11 pp. ISBN: 978-989-26-0592-0.

Banda Desenhada: Argumento de João Ramalho-Santos, desenhos de André Caetano. 36 pp. ISBN: 978-989-26-0591-3.

A Stem Cell Adventure (Banda Desenhada)
Argumento de João Ramalho-Santos, desenhos de André Caetano. Imprensa da Universidade de Coimbra. 36 pp. 2015.

É ainda autor das seguintes obras de Ficção
Portland-Portugal, Um Voo Doméstico
João Ramalho Santos
Edições Afrontamento, 2007. 286 pp.

Manifesto
João Ramalho Santos
Nature (secção Nature Futures), 458:796. 2009

Variants
João Ramalho Santos
Nature (secção Nature Futures), 474:536. 2011.

Invisible
João Ramalho Santos
Nature, (secção Nature Futures), 483:642, 2012.
(selecconada para a colectânea “Nature Futures 2”, Tor/McMillan, 2014).

Emancipation
João Ramalho Santos
Nature, (secção Nature Futures), 510:436, 2014

João Ramalho-Santos

Is Principal Investigator and President of the Center for Neuroscience and Cell Biology, and Associate Professor at the Department of Life Sciences, University of Coimbra, Portugal. He has been a visiting researcher at the Oregon Health & Sciences University, University of Pittsburgh, and the University of California San Francisco. He carries out research in reproductive and stem cell biology, has over 100 publications, and serves as an editor for the journals Human Reproduction and Reproduction. His interest in fiction has led to the publication of a novel (Portland, Portugal; 2007), stories about science in the site LabLit.com, and several contributions to the Nature Futures science fiction section of the journal Nature. One of his stories was selected for the Nature Futures 2 Anthology (2014). He is a part owner of the Comic Book Store Dr Kartoon in Coimbra, and previously co-authored three comic books, and three books about comics.
 

(*) http://visao.sapo.pt/as-sequencias-rebeldes=s25251