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sexta-feira, abril 13, 2018
Um Dia na Praia
Em princípio parece estarmos a seguir um enredo linear, protagonizado por um jovem pai e o seu pequeno filho a gozarem um dia na praia. Mas de súbito, como se se tratasse de uma projecção, a aparição de imagens totalmente díspares e de épocas diferentes, desde o Infante D. Henrique no alto de uma caravela, passando por Fernando Pessoa até a um grupo de caretos, vem desconstruir a lógica aparente da narrativa.
Neste momento da leitura e visionamento da banda desenhada, tentamos perceber onde é que aquelas duas personagens estão, o que é que lhes está a acontecer.
Está bem engendrada a linha ficcional, que nos consegue enredar. Miguel Peres, argumentista/guionista, em apenas sete pranchas/páginas, é o autor da short story de contornos de ficção científica, que Bárbara Lopes transformou em imagens sequenciais de invulgar nível.
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Publicação:
Revista Gerador nº14 - Julho-Agosto 2017
Data: Julho-Agosto 2017
Quem ficar interessado em comprar este nº14, pode sempre contactar a editora da revista no endereço gerador.eu/loja
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terça-feira, dezembro 26, 2017
Baile de Máscaras, bd curta sem palavras
José Lopes tem talento para o desenho e imaginação para construir ficções, percebe-se pela banda desenhada curta (sete pranchas apenas) e sem palavras, excepto o título, "Baile de Máscaras". Aliás, uma hipótese de pista para a compreensão da narração figurativa muda.
Vejamos. Um baile de máscaras, duas figuras - masculina e feminina - que se atraem. Mas quando o homem tira a máscara, sente-se o súbito afastamento, triste e desiludido, da mulher, afinal uma extraterrestre. Está-se no possível início de uma narrativa de ficção científica, ou trata-se de uma metáfora da incomunicabilidade?
Publicação: Revista Gerador nº10
Data: Trimestre de Outubro a Dezembro de 2016
Quem ficar interessado em comprar este nº10, já com um ano de atraso, pode sempre contactar a editora da revista no endereço gerador.eu/loja
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Reproduzo (parcialmente) uma entrevista que fiz com José Lopes para o meu fanzine Ad Hoc (nº1 - Agosto de 1997), que se apresentava sob o seguinte título, a reproduzir uma frase do entrevistado.
Alexander Search foi um dos primeiros heterónimos de Fernando Pessoa.
Achei que era o nome ideal para a minha personagem.
- diz José Carlos Lopes
De seu nome completo José Carlos Moreira Lopes, este novel autor de banda desenhada nasceu em Nampula, Moçambique, a 15 de Março de 1977. Veio para Portugal aos quatro anos, tendo adoptado a nacionalidade portuguesa.
É autor da banda desenhada "As Aventuras de Alexander Search - O Arquitecto" incluída neste número do fanzine "ad hoc", a primeira que vê publicada. Trata-se ainda de um desconhecido, pois só há pouco tempo começou a contactar com pessoas ligadas aos meios bedéfilos.
- José Lopes, que habilitações literárias é que tem, e o que é que faz neste momento?
- Tenho o 12º ano de Técnicas Comerciais de Venda, e ando à procura de emprego. Só assim é que consegui terminar esta banda desenhada.
- Quer dizer que quando estiver empregado vai deixar de fazer bd...
- Vai ser mais difícil. O trabalho devora-nos os dias.
- Neste episódio inicial de "As Aventuras de Alexander Search" apenas aparece escrito o seu nome completo. Fica-se sem se saber qual é o seu nome artístico.
- Inicialmente estava a pensar em Carlitos, que é o nome por que ainda hoje alguns familiares me tratam. É um diminutivo simpático, e que ainda estou a pensar usar, talvez pelo contraste que possa causar entre o nome e o conteúdo das histórias.
- Quando é que começou a fazer bd?
- Foi na escola, no 5º ano. O professor de Educação Visual disse-nos para fazermos uma bd para ser posta na biblioteca. Eu e uns colegas fizemos um trabalho conjunto por quatro grupos. Cada grupo trabalhava uma prancha e passava-a a outro grupo para a desenvolver. O resultado era um bocado surrealista, absurdo (que é o que gosto), uma história sem significado nenhum, e o gozo vem de as pessoas tentarem tirar um significado daí.
- Onde é que está essa banda desenhada?
- Na Biblioteca da Escola Preparatória de Monte Abraão.
- Já tem alguma bd publicada?
- Não.
- Como é que lhe surgiu a ideia para fazer a bd "As Aventuras de Alexander Search"?
- Através das Testemunhas de Jeová que me bateram à porta um belo dia.
Deram-me um livro que aceitei como prova da minha tolerância de ateu, e pus-me a ver as imagens do livro. Foi daí que surgiu numa das páginas, uma casa que foi como que uma revelação para mim.
A partir daí desenvolvi a história de "O Arquitecto".
- Foi intencional a escolha do nome Alexander Search, que tem implícito um duplo sentido?
- Foi. Esse nome deve-se a uma paixão que tenho por Fernando Pessoa, e ao pesquisar nomes para o meu herói, procurava um nome que tivesse um segundo sentido. Por acaso, um dos primeiros heterónimos de Fernando Pessoa chamava-s Alexander Search, e achei que era o nome ideal para a minha personagem.
- Alexander Search vai voltar a aparecer?
- Vai, numa história que se chamará "O Triângulo das Bermudas", onde será revelada a origem da personagem, se é que isso poderá vir a interessar alguém. (...)
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quinta-feira, agosto 31, 2017
Curta de BD na revista Gerador
Construção é o título da curta banda desenhada concebida, traçada e colorida por João Carola, publicada no nº 11 da revista Gerador, na sua edição bimestral relativa aos meses de Janeiro e Fevereiro de 2017.
A construção gráfica desta figuração narrativa afasta-a do esquema convencional embora, ao limite, ela corresponda ao conceito-base da arte sequencial. De facto, o intérprete do episódio mantém-se no mesmo local, mas a imagem do seu corpo movimenta-se, como se ele estivesse à janela de um comboio e do outro lado da janela se visse a ele próprio, horizontal, a deslizar lentamente até desaparecer do seu ângulo visual.
As imagens, valorizadas por uma colorização monocromática, criam um efeito estético subtil a esta obra que, em última análise, constitui uma construção metafórica.
O autor, João Carola (1993), dá a conhecer a sua arte na rede social behance.com/ocarola
Capa da revista Gerador onde está impressa esta banda desenhada.
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Etiquetas:
Curtas de BD (Autores portugueses),
Gerador Revista
terça-feira, janeiro 10, 2017
Gerador, revista com BD - "Liphant e Lorpa", por Pepedelrey
A Revista Gerador mantém teimosamente, desde o primeiro número, a obrigatoriedade de todo o conteúdo focar-se num determinado tema.
No #9, referente ao trimestre de Julho a Setembro de 2016, tudo teve de girar em redor do conceito "Memória de Elefante". Não é por acaso que, mal se começa a folheá-la, nos deparamos com um Jogo da Memória, e lá mais para o meio do miolo da Gerador lemos uma crítica escrita por Márcia Balsas sobre a obra Memória de Elefante, o primeiro livro de António Lobo Antunes, escrito em 1979.
Mas o que me interessa em especial nesta revista a mim, blogger de um blogue dedicado à BD, é a banda desenhada Liphant e Lorpa, da autoria de Pepedelrey. Claro que, por uma questão de respeito pelos direitos de autor, vou reproduzi-la parcialmente, cinco de sete pranchas. (*)
Pepedelrey é um autor de duplo talento, tanto a criar tramas ficcionais como a desenhá-las (e a colori-las, pormenor nada despiciendo). A ideia base da banda desenhada tem a ver com uma personagem masculina, com duas cabeças, e dois rostos até não muito parecidos, que se detestam. Simplesmente hilariante.
"Está sempre a dizer mal de mim. Nunca se esquece de um erro meu", diz uma das cabeças. E acrescenta: "Lamento... Nem me lembro de nenhuma razão para me lamentar".
Ou seja: está bem implícita nestas frases a [falta de] memória de elefante. Pronto, o tema-base está respeitado...
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(*) Quem ficar muito interessado em comprar este nº9 da revista para ver/ler toda a banda desenhada, pode sempre contactar a Loja Gerador, no endereço gerador.eu/loja
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