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sábado, julho 15, 2017

SCI-FI LX/2017 com BD


"A Ficção Científica de hoje são os factos científicos do amanhã ". É a frase de Isaac Asimov escolhida pela organização do evento SCI-FI LX/2017 para lhe servir de slogan publicitário.

É bem sabido que a ficção científica sempre teve fortes ligações à banda desenhada, não sendo de estranhar que na 4ª edição do Sci-Fi Lx - Encontro Internacional de Ficção Científica de Lisboa/2017 apareçam três componentes que têm a ver com a BD.

1. Exposição Antologia de BD Sci-fi Lx no átrio principal.

2. Painel sobre formação na BD por Miguel Montenegro e Nimesh Moraji -  
Miguel Montenegro vai narrar o percurso da BD desde o conceito ao produto final.
Nimeshi Morarji ensinará as técnicas de coloração de uma banda desenhada. 

Inscrições em 
voluntarios@scifilx.com

Este painel decorrerá no auditório principal - Sábado, dia 15 de Julho às 19h

3. Painel sobre duas antologias de BD - H-alt e Apocryphus 

Por conseguinte, três focos com interesse suficiente para atrair o pessoal aficionado da BD a este evento Sci-Fi Lx, a maior convenção nacional dedicada à ficção científica.

Local do evento: 
Instituto Superior Técnico (Pavilhão Central, 1º andar)

Lisboa (Alameda D. Afonso Henriques)
Dias: 15 e 16 de Julho (sábado e domingo)
Horas: das 10h às 22h


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Os visitantes interessados em ver um post anterior sobre o evento Sci-Fi Lx poderão fazê-lo clicando nesse item visível em rodapé

quarta-feira, junho 07, 2017

Lisboa na BD em Ficção Científica Satírica






Houve uma época em que, durante largos anos, vários jornais, em especial semanários, publicavam sistematicamente banda desenhada. Um deles foi o Independente onde, ocupando todo o espaço da página, foram reproduzidas pranchas a cores de bandas desenhadas em estilo de continuação, uma das quais era dedicada a um herói improvável chamado Alverquinha, criado na sua totalidade por Manuel João Ramos, que já antes colaborara com o argumentista Rui Zink na criação da personagem Major Alverca, obviamente um divertido sucedâneo do popular herói aviador luso-britânico quase homónimo.

No caso concreto das imagens que ilustram o presente post, está visível uma prancha do episódio "Alverquinha: À Descoberta de Novos Mundos", em que o ficcionista e  ilustrador, dando rédea solta à imaginação, mostra monumentos portugueses, de que se destaca a Torre de Belém, em vertiginoso movimento ascendente, propulsionados como se fossem simples foguetões, com partida do astroporto do Restelo, levando no seu bojo alguns portukeses (sic) para longe do CCB. Um delírio de ficção científica satírica!

No topo do post:
Prancha de BD publicada no suplemento Vida 3 do extinto semanário Independente (nº254, de 4 de Junho de 1993), mais a capa do citado suplemento. 
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MANUEL JOÃO RAMOS

Síntese autobiográfica na 3ª pessoa

 
Manuel João Ramos, nascido em 1960 em Lisboa, Portugal, é Professor Associado com agregação no Dept. de Antropologia e pesquisador sénior do Centro de Estudos Internacionais, no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. É actualmente director da Biblioteca Central de Estudos Africanos. 
Em 1982, completou a licenciatura em Antropologia (na FCSH-UNL), produzindo uma monografia sobre uma comunidade de pescadores no sul de Portugal. 
Em 1987, completou o mestrado em Estudos Literários Comparados (na FCSH-UNL), com uma dissertação sobre literatura de viagem. Em 1995, defendeu uma tese de doutoramento em Antropologia do simbólico (no ISCTE-IUL), sobre mitologia e visões do Oriente cristão.
Tem desenvolvido uma carreira paralela em artes gráficas e tem militado pela redução do risco rodoviário. 
É presidente da ACA-M, delegado da FEVR (Federação Europeia de Vítimas da Estrada) na Colaboração das Nações Unidas para a Segurança Rodoviária, e é membro da direcção da Aliança Global das ONGs para a Segurança Rodoviária. É ainda o representante da Sociedade Hakluyt em Portugal.

Aditamento, no que concerne à BD, escrito pelo presente blogger:

Na década de noventa, Manuel João Ramos colaborou no semanário Independente, fazendo dupla como desenhador com o argumentista Rui Zink na realização de bandas desenhadas dedicadas ao anti-herói Major Alverca (um conto gráfico, de 32 páginas, nunca publicado em livro intitulado "O V Império Contra-Ataca"), criando mais tarde, mas ainda nos anos noventa, a solo, a personagem Alverquinha.
Colaborou também no fanzine Efeméride (nº1- 15 de Outubro de 2005) dedicado ao tema "Sonhos de Nemo no Século XXI", com o episódio de prancha única, a cores, "Um Século Tão Estranho".
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Os visitantes interessados em ver as anteriores postagens deste tema  poderão fazê-lo clicando no item Lisboa na Banda Desenhada, incluído em rodapé 

terça-feira, maio 23, 2017

Lançamento do álbum Cockman na Biblioteca Municipal da Amadora




Cockman - As Aventuras de Alves Ramos e do Príncipe Qem-Éq, o Super-Herói do Quebec é o título do álbum de banda desenhada, da autoria de John River, cuja apresentação pública vai ter lugar hoje, 23 de Maio, pelas 18h00, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, na Amadora.(*)
Se não estou em erro, é a primeira vez que acontece este tipo de evento naquela biblioteca, dando-se assim início a um novo género de iniciativas, embora me cause alguma estranheza que a apresentação de uma obra de BD não seja feita na Bedeteca da Amadora, que funciona no mesmo edifício.

Dois pormenores: John River é o pseudónimo de João Ribeiro, e o lançamento refere-se ao Episódio I, sabendo-se já que o próximo terá por título "Spartalves".

(*) Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos
Av. Conde Castro Guimarães, nº6
Amadora
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Os interessados em ver posts anteriores dedicados ao tema Apresentações poderão fazê-lo clicando nesse item visível em rodapé

domingo, março 19, 2017

Urtiga O Último Elemento - Álbum BD editado nos Açores


 
Urtiga - O Último Elemento é o título de uma banda desenhada de ficção científica, da autoria de Vítor Boga, editada em álbum nos Açores, em 2003, por Faialentejo - Capelo - Horta.

Trata-se de uma peça que classifico de raridade, obtida no ano da edição por pedido à entidade cultural que a editou. (1)  

Não conheço o autor, e tanto quanto consegui apurar através da sapiente internet, parece que esta banda desenhada seja a sua única obra na arte sequencial. Interessa salientar, desde já, a assinalável qualidade da realização gráfica, na vertente realista, bem como o pouco explorado tema da ficção científica na BD portuguesa, tratado por um autor sem quaisquer antecedentes no género, pelo menos ao nível de obra publicada e de que haja conhecimento, mesmo nos Açores.

A personagem fulcral da narrativa chama-se All, é autor de banda desenhada - como se fica a saber durante um interrogatório a que é sujeito -, e quando está prestes a partir para a Ilha do Faial, com destino final para o vulcão dos Capelinhos (2), é avisado pela sua editora que está interessada na criação de um herói urbano para a BD.
"Estas editoras não pensam noutra coisa, o que elas querem é que se invente o mal para justificar o herói", lê-se no balão-pensamento.

O enredo criado pelo próprio Vítor Boga - além de desenhador também é argumentista - tem os ingredientes característicos da ficção científica: encontram-se na Terra seres alienígenas, e porque vindos do planeta Basil, são chamados de basiliscos, apresentam o aspecto de grandes lagartos verdes, com membranas sob os braços e providos de caudas, mas ao mesmo tempo têm semelhanças na aparência com os vulgares terráqueos, são portanto uma espécie de homens-lagartos. 

Os dois basiliscos, chamados Zoi e Zili falam com All, sossegam-no em relação às suas intenções, são pacíficos, apesar das suas capacidades de matar à distância com o olhar.

A trama começa então a evoluir, quando os basiliscos se encaminham ao longo da gruta, juntamente com All, até se depararem com uma enorme nave estacionada em vastíssima câmara subterrânea localizada sob uma lagoa.

All fica a saber que os basiliscos possuem o segredo da energia económica e inofensiva, com ela todos os seres de Basil se tornam livres, enquanto que na Terra o povo é escravo da energia, todos trabalham para ela, e no entanto a energia existente é perigosa, precária e em extinção. 

"Quando chegámos ao Globo contactámos organizações espaciais ufológicas, ovnilogistas, telecomunicações e outras, tivemos encontros com representantes do vosso povo durante vários dias... mas quando revelámos o segredo da nossa energia, começaram a matar todos os basiliscos..."
Esta descrição que o alienígena Zoi faz a All é, de certa maneira, o prólogo do enredo, o qual se desenvolve com a perseguição levada a efeito por forças militares, ferozmente decididas a sabotar o segredo da energia possuída pelos basiliscos. 
Uma metáfora acerca dos interesses económicos das potências petrolíferas a sobreporem-se à tentativa de solução dos problemas ecológicos que a humanidade enfrenta.

(1)
Faialentejo
Lugar de Cultura Elisa Cabral da Silva
Norte Pequeno - Capelo
9900-305 Capelo HRT
Tel. 292 392 449
e-mail: faialentejo@mail.telepac.pt

(2)
Para além da banda desenhada, o álbum inclui na última parte um texto intitulado "Resumo da história do vulcão dos Capelinhos" 
(Síntese feita a partir do livro de Victor Hugo Forjaz, Vulcão dos Capelinhos, retrospectivas Vol. I, Observatório vulcanológico e geotérmico dos Açores, Ponta Delgada, 1997) 

Ficha técnica
Título: Urtiga - O Último Elemento
Capa em cartolina, a cores
Fomato: 20,8x29cm
Total de páginas: 48
Edição de Faialentejo
Capelo - Faial, 2003-07-03
Autor Vítor Boga
Impressão - Gráfica "O Telegrapho"
Tiragem: 1000
Depósito Legal: 198595/03

#CPBD    

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VÍTOR BOGA

Pequena síntese biobibliográfica

Vítor Boga nasceu em 1950 no Alentejo, viveu em Setúbal e no Pico (Açores).  
Em 2008 regressou ao Alentejo, e em 2010 emigrou para Londres.
Realizou a banda desenhada Urtiga - O Último Elemento, editada em álbum em 2003. Ilustrou o livro infantil A Terra dos Biosótis, de Fátima Madruga, e vários livros de poesia, entre os quais o intitulado Estar por Fora, de Victor Serra. 
Tem participado em exposições de pintura, colectivas e individuais, desde 1970, em Setúbal, Lisboa, Faro, Batalha.  

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