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quinta-feira, novembro 27, 2014

Pintura e BD - Galeria Novo Século, Lisboa



A eventual contaminação da Pintura pela BD tem raízes que vêm de longe no tempo. William Hogarth, no Século XVIII pintava cenas com sequencialidade e até usava filacteras, antepassadas dos balões de fala da banda desenhada moderna.

Picasso chegou a pintar uma prancha com várias vinhetas, tal como Goya tem pinturas em jeito de figuração narrativa; e tanto Roy Lichtenstein como Andy Wharol, dois artistas integrados na cena pop, fascinaram-se notoriamente pela banda desenhada nas suas pinturas.

Em Portugal, é bem conhecido o pendor banda-desenhístico de Eduardo Batarda, e até há sete quadros de Paula Rego onde é visível propositada sequencialidade.

Vem isto a propósito de Carlos Barroco, um pintor que, lá pelos fins dos anos 1970, andou envolvido na BD e participou em fanzines BD, e que nunca esqueceu esses amores, fascínio bem visível na pintura que ilustra a presente postagem.

Esta e mais umas outras vão estar numa exposição e na Feira "Ludus" (que entre outras coisas, inclui banda desenhada, e é também por isso que a menciono) com inauguração marcada para Sábado, dia 22 do corrente mês de Novembro, pelas 19h00, na Galeria Novo Século. (*)

A exposição estará patente ao público de 29 de Novembro a 30 de Dezembro 2014.
De Terça a Sábado, das 14 às 19 horas.

(*) Rua de O Século, 23A
Lisboa   

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Pintura e Pintores na Banda Desenhada (I) - "Banda Pintada":e Paula Rego

PAULA REGO
Possessão I -VII, 2004. Pastel sobre papel montado em alumínio (políptico, 7 elementos) 150 x 100cm (cada)


Claro que Possessão I - VII não é banda desenhada, no sentido tradicional da expressão.
Mas do que não restam dúvidas - digo eu -, ao visionar este conjunto de quadros da esquerda para a direita (melhor seria, ainda, se aqui estivessem reproduzidas as sete telas, quais vinhetas-gigantes, numa única fila horizontal), é de que estamos em presença de imagens sequenciais, que plasmam um corpo de mulher numa sucessão contínua de posições, criando um ritmo visual evidente.

E quando falamos de imagens sequenciais, do que é que estamos a falar, se não de banda desenhada? Digamos que, neste caso, tecnicamente, será mais pertinente a expressão "banda pintada".

De resto, é do conhecimento comum que há mais pintores, portugueses e estrangeiros, que se têm deixado seduzir pelo fascínio plástico do movimento sugerido.

Entre os portugueses, Eduardo Batarda é talvez o mais representativo, de que me ocorreu agora mostrar (num futuro "post") uma peça dele, que possuo, e que é uma assumida banda desenhada.

Dos estrangeiros, Goya e Picasso têm telas que têm a ver com o espírito e a linguagem da Figuração Narrativa, não esquecendo Andy Warhol e Roy Lichtenstein, ambos aproveitadores dos grafismos dos "comics".

Todas estas ideias me ocorreram ontem, na inauguração da mostra O Poder da Arte - Serralves na Assembleia da República.

Entre muitas outras obras, lá estavam estas impressionantes pinturas de Paula Rego, num conjunto de sete quadros, todos seguidos, numa linha horizontal. A possibilidade de os mostrar, aqui no blogue, deve-se ao facto de, também ontem, 12 de janeiro, ter sido editado, pelo jornal Público, um encarte dedicado ao evento, encarte esse que foi igualmente distribuído na inauguração a todos os convidados.
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PAULA REGO

Paula Rego, Lisboa, 1935. 
Estudou em Londres. Tem vivido entre Portugal e Inglaterra. Em 1976 acabou por fixar residência em Londres.
A sua primeira exposição teve lugar na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa, em 1965.
A qualidade excepcional da sua obra foi reconhecida no Reino Unido onde foi realizada uma retrospectiva, em 1988, na Serpentine Gallery.
Infelizmente, emPortugal ainda há quem se sinta chocado/a com a liberdade artística desta pintora que, compreende-se cada vez melhor as razões, optou por se fixar em Londres para continuar a pintar.