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quarta-feira, agosto 03, 2016

Francisco Sousa Lobo na Galeria Municipal




Francisco Sousa Lobo começou a revelar o seu talento para construir narrativas através da arte sequencial em 2003, com a obra Câmara Escura.

Passados dez anos, confirmou-se como autor de BD com a obra bilingue The Dying Draughtsman/O Desenhador Defunto, uma obra estranha em termos ficcionais, desenhada num estilo singular.

Demonstrando notável capacidade criativa, Sousa Lobo tem voltado aos escaparates com regularidade, mantendo um estilo e uma pulsão ficcional invulgares na BD portuguesa.

É este autor que merece, da portuense Galeria Mundo Fantasma (da Livraria homónima) a realização de uma representativa mostra individual, sob o título "Já Não Sou Eu Que Vivo", com inauguração às 17h00 do dia 6 (Sábado), no corrente mês de Agosto.

Galeria da Livraria Mundo Fantasma
Shopping Center Brasília
Avenida da Boavista, 267 - 1º andar - loja 509/510
Porto

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FRANCISCO SOUSA LOBO 

Síntese biobibliográfica

Francisco Sousa Lobo nasceu em 1973, em Moçambique, e vive entre Londres e Falmouth, no Reino Unido. 

Estudou primeiro arquitectura, depois arte. Em Londres acabou recentemente um doutoramento em arte, em Goldsmiths. 

Em Falmouth University ensina na licenciatura de Ilustração. Publicou banda desenhada em livros e num jornal: 

Câmara Escura (Bedeteca de Lisboa; 2003), Relato de Um Sonho Que Me Visitou em 2 de Abril de 2005, uma bd de prancha única, a cores, publicada no semanário gratuito Mundo Universitário de 10 Outubro de 2005; O Desenhador Defunto / The Dying Draughtsman (Chili Com Carne; 2013), O Andar de Cima (Ar.Co + Chili Com Carne; 2014), I Like Your Art Much (ed. de Autor; 2015), The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros (Chili Com Carne; 2015) e O Problema Francisco (Gulbenkian; 2015), também publicado em Espanha pela Ediciones Valientes. 

Prepara agora dois novos livros: Os Quarenta Ladrões (inquérito a artistas e críticos sobre a questão da influência) e Nuvem (sobre a Cartuxa de Évora).

sexta-feira, junho 17, 2016

Os Quarenta Ladrões - Expo BD em Londres



Francisco Sousa Lobo é um ilustrador/autor de BD cujo talento está consolidado em Portugal nos meios mais atentos aos novos valores da moderna banda desenhada portuguesa, e que também já obteve reconhecimento no Reino Unido.

A prova concreta é o facto de estar programada, para o próximo dia 22 do corrente mês de Junho, a abertura de uma exposição de obras suas, intitulada The Forty Thieves, na 12 Star Gallery, em Londres

A exposição estará patente ao público até 1 de Julho de 2016.

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FRANCISCO SOUSA LOBO

Autobiobibliografia e auto-retrato a pedido de Geraldes Lino


Nasci em Lourenço Marques, cresci em Paris e depois Oeiras. Sempre desenhei, desde que me conheço, acho que descobri esse pequeno mundo aos quatro anos, em Paris, quando não tinha mais lado nenhum por onde fugir.

Depois descobri a literatura juvenil, adaptava enormes romances de Júlio Verne, transformava-os em bandas desenhadas num sótão pouco arejado, e mostrava à família, que me apontava lá para fora. Eram dias de verão, mas havia um sol mais luminoso nessa coisa de ser parte de uma história, de viver as aventuras por dentro.

Depois chegou a altura de escolher uma profissão e a família insistiu que eu desistisse daquelas ideias de seguir pintura ou lá o que era, e fiz-me, dificilmente, arquitecto, e estudei e pratiquei arquitectura durante treze anos. Mais tarde esgotei todas as desculpas que me tinham emprestado e deixei o hábito de arquitecto e segui para Londres para estudar arte. Na arte encontrei muita coisa boa, mas nenhum lugar para o desenho e escrita. Vendi bastantes trabalhos durante dois anos, e depois deixei de vender por aí além. Tive um esgotamento nervoso, como se dizia antigamente.

Ao começar um doutoramento em Goldsmiths comecei a fazer uma banda desenhada sobre o esgotamento, O Desenhador Defunto. Mostrei ao Marcos Farrajota e ele publicou, com a Chili Com Carne. Depois veio um trabalho com o Hugo Canoilas, uma pequena história que eu fiz sobre ele para a Art Review, que correu bem. No seguimento disso fiz um livro sobre o trabalho do Hugo Canoilas, uma espécie de carta aberta a um amigo em forma de banda desenhada – I Like Your Art Much. Para o jornal do programa Próximo Futuro da Gulbenkian e Ediciones Valientes fiz O Problema Francisco, um pequeno opúsculo autobiográfico que relata a minha relação com o desenho e a saúde mental. Mais tarde fiz uma banda desenhada ficcional chamada O Cuidado dos Pássaros, sobre Peter Hickey, um observador de aves e crianças.

Também tenho publicado várias histórias curtas em antologias (Zona de Desconforto, Quadradinhos, Desassossego), fanzines (Preto no Branco, Durty Cat).
 
Actualmente estou a trabalhar em três novos livros. Um chama-se Os Quarenta Ladrões, e será composto por quarenta entrevistas a artistas e críticos sobre a questão da influência. Outro é sobre a Cartuxa de Évora, e outro ainda sobre um rapaz niilista de treze anos, e também se passa em Évora

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