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sexta-feira, abril 13, 2018
Um Dia na Praia
Em princípio parece estarmos a seguir um enredo linear, protagonizado por um jovem pai e o seu pequeno filho a gozarem um dia na praia. Mas de súbito, como se se tratasse de uma projecção, a aparição de imagens totalmente díspares e de épocas diferentes, desde o Infante D. Henrique no alto de uma caravela, passando por Fernando Pessoa até a um grupo de caretos, vem desconstruir a lógica aparente da narrativa.
Neste momento da leitura e visionamento da banda desenhada, tentamos perceber onde é que aquelas duas personagens estão, o que é que lhes está a acontecer.
Está bem engendrada a linha ficcional, que nos consegue enredar. Miguel Peres, argumentista/guionista, em apenas sete pranchas/páginas, é o autor da short story de contornos de ficção científica, que Bárbara Lopes transformou em imagens sequenciais de invulgar nível.
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Publicação:
Revista Gerador nº14 - Julho-Agosto 2017
Data: Julho-Agosto 2017
Quem ficar interessado em comprar este nº14, pode sempre contactar a editora da revista no endereço gerador.eu/loja
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sexta-feira, fevereiro 02, 2018
CAIS revista com BD - Autores: Luís Frasco (d.), Pedro Moura (a.)
A urgência com que tinha sido solicitada a sua presença leva a dita personagem, um indivíduo de aparência próspera, que aparentemente vive numa casa solarenga visível em fundo, a imaginar hipóteses, quase científicas, de como reduzir o tempo de viagem acelerando a velocidade da berlinda, e para tal atrelando-lhe mais pares de cavalos.
Uma ideia curiosa, intitulada A Carruagem, desenvolvida pelo argumentista/guionista Pedro Moura, ilustrada sequencialmente por Luís Frasco, que preenchia a rubrica Banda Desenhada da revista Cais.datada de Setembro
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LUÍS FRASCO
Autobiografia na 3ª pessoa
Nasce em Lisboa e cresce em Oeiras até aos 27 anos de onde sai para viver em Alfragide/Carnaxide e trabalhar em Lisboa.Desenha desde miúdo, mas a troca do sonho da banda desenhada pela formação em Arquitectura delegou o desenho para um plano utilitário, como instrumento processual da concepção no projecto de arquitectura.
Ao fim de 30 anos, só recentemente recuperou a prática regular e o prazer do desenho em vários trabalhos de ilustração, cartoon e, mais frequentemente, do registo descomprometido em cadernos (urban sketching).
Na sequência do regresso ao desenho, acedeu ao convite do Pedro Moura e voltou à banda desenhada passados 35 anos – só aos 17 anos fez uma banda desenhada com princípio, meio
(24 páginas) e fim, cujos originais foram roubados numa exposição na Faculdade de Arquitectura.
Partilha os desenhos de urban sketching no seu blog "A ver com as mãos"
(https://avercomasmaos.blogspot.pt/), em algumas exposições e publicações integrado em grupos de urban sketchers. É membro da direcção dos Urban Sketchers Portugal, em cujo blog (www.urbansketchers-portugal.blogspot.pt) contribui desde 2013.
Desenha para guardar a memória dos momentos que antes se desvaneciam. Em constante procura, gosta de testar vários materiais e registos diferentes, muitas vezes no mesmo dia.
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PEDRO MOURA
Síntese biográfica
Pedro Vieira Moura, Lisboa, 1973. Investigador e crítico de banda desenhada no blogue "lerbd" (1), curador de várias exposições, entre as quais Tinta nos Nervos - Banda Desenhada Portuguesa,
em 2011, no Museu Colecção Berardo (Centro Cultural de Belém),
co-responsável, com Paulo Seabra, do programa televisivo VerBD (2). Actual (2015, 2016) programador de exposições BD da Bedeteca da Amadora. Tradutor de BD (Sandman).Editor do fanzine Quireward.
Argumentista/guionista de BD (para os/as desenhistas com que tem feito equipa na sua colaboração com a revista Cais), Vasco Ruivo, Catarina Coroado, Mao, Sérgio Sequeira, André Coelho, Márcia dos Santos, Ana Martins, Nuno Fragata, Mariana Fernandes, Bárbara Fonseca, Eduardo Salavisa, Marco Gomes, Pedro Franz (brasileiro), João Catarino, Estrela Lourenço, Diogo Carvalho, Luís Frasco).
Acréscimo incluído a posteriori:
Pedro Moura escreve sobre banda desenhada nos seus blogues Lerbd e Yellow Fast & Crumble, igualmente trabalhando nesta área enquanto professor, comissário de exposições, investigador académico, documentarista e tradutor. É autor do livro de poemas em prosa ilustrados por Ilan Manouach,Variações Sobre o Anjo da História (2013), exibido no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja. Tem escrito histórias curtas em várias antologias, como a revista Cais e o seu fanzine Quireward.
Os Regressos, escrito por Pedro Moura e desenhado por Marta Teives.
Livros Polvo, Maio de 2018. 64 páginas, capa dura.
Nota: a muito boa e parecida caricatura de Pedro Moura é da autoria de David Pèrimony
(1) http://lerbd.blogspot.pt
(2) http://lerbd.blogspot.pt/2015/07/verbd-episodio-1.html
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CAIS
Revista mensal (excepto no Verão)
Editora: Associação Cais
Associação de Solidariedade Social sem fins lucrativos
Lisboa e Porto
Lisboa: Rua do Vale Formoso de Cima, 49-55
Porto: Rua Mártires da Liberdade, 150-152
Director: Amílcar Fidélis
#231 - Set. 2017
Formato 20,4x27,5
Nº de páginas - 166
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terça-feira, dezembro 26, 2017
Baile de Máscaras, bd curta sem palavras
José Lopes tem talento para o desenho e imaginação para construir ficções, percebe-se pela banda desenhada curta (sete pranchas apenas) e sem palavras, excepto o título, "Baile de Máscaras". Aliás, uma hipótese de pista para a compreensão da narração figurativa muda.
Vejamos. Um baile de máscaras, duas figuras - masculina e feminina - que se atraem. Mas quando o homem tira a máscara, sente-se o súbito afastamento, triste e desiludido, da mulher, afinal uma extraterrestre. Está-se no possível início de uma narrativa de ficção científica, ou trata-se de uma metáfora da incomunicabilidade?
Publicação: Revista Gerador nº10
Data: Trimestre de Outubro a Dezembro de 2016
Quem ficar interessado em comprar este nº10, já com um ano de atraso, pode sempre contactar a editora da revista no endereço gerador.eu/loja
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Reproduzo (parcialmente) uma entrevista que fiz com José Lopes para o meu fanzine Ad Hoc (nº1 - Agosto de 1997), que se apresentava sob o seguinte título, a reproduzir uma frase do entrevistado.
Alexander Search foi um dos primeiros heterónimos de Fernando Pessoa.
Achei que era o nome ideal para a minha personagem.
- diz José Carlos Lopes
De seu nome completo José Carlos Moreira Lopes, este novel autor de banda desenhada nasceu em Nampula, Moçambique, a 15 de Março de 1977. Veio para Portugal aos quatro anos, tendo adoptado a nacionalidade portuguesa.
É autor da banda desenhada "As Aventuras de Alexander Search - O Arquitecto" incluída neste número do fanzine "ad hoc", a primeira que vê publicada. Trata-se ainda de um desconhecido, pois só há pouco tempo começou a contactar com pessoas ligadas aos meios bedéfilos.
- José Lopes, que habilitações literárias é que tem, e o que é que faz neste momento?
- Tenho o 12º ano de Técnicas Comerciais de Venda, e ando à procura de emprego. Só assim é que consegui terminar esta banda desenhada.
- Quer dizer que quando estiver empregado vai deixar de fazer bd...
- Vai ser mais difícil. O trabalho devora-nos os dias.
- Neste episódio inicial de "As Aventuras de Alexander Search" apenas aparece escrito o seu nome completo. Fica-se sem se saber qual é o seu nome artístico.
- Inicialmente estava a pensar em Carlitos, que é o nome por que ainda hoje alguns familiares me tratam. É um diminutivo simpático, e que ainda estou a pensar usar, talvez pelo contraste que possa causar entre o nome e o conteúdo das histórias.
- Quando é que começou a fazer bd?
- Foi na escola, no 5º ano. O professor de Educação Visual disse-nos para fazermos uma bd para ser posta na biblioteca. Eu e uns colegas fizemos um trabalho conjunto por quatro grupos. Cada grupo trabalhava uma prancha e passava-a a outro grupo para a desenvolver. O resultado era um bocado surrealista, absurdo (que é o que gosto), uma história sem significado nenhum, e o gozo vem de as pessoas tentarem tirar um significado daí.
- Onde é que está essa banda desenhada?
- Na Biblioteca da Escola Preparatória de Monte Abraão.
- Já tem alguma bd publicada?
- Não.
- Como é que lhe surgiu a ideia para fazer a bd "As Aventuras de Alexander Search"?
- Através das Testemunhas de Jeová que me bateram à porta um belo dia.
Deram-me um livro que aceitei como prova da minha tolerância de ateu, e pus-me a ver as imagens do livro. Foi daí que surgiu numa das páginas, uma casa que foi como que uma revelação para mim.
A partir daí desenvolvi a história de "O Arquitecto".
- Foi intencional a escolha do nome Alexander Search, que tem implícito um duplo sentido?
- Foi. Esse nome deve-se a uma paixão que tenho por Fernando Pessoa, e ao pesquisar nomes para o meu herói, procurava um nome que tivesse um segundo sentido. Por acaso, um dos primeiros heterónimos de Fernando Pessoa chamava-s Alexander Search, e achei que era o nome ideal para a minha personagem.
- Alexander Search vai voltar a aparecer?
- Vai, numa história que se chamará "O Triângulo das Bermudas", onde será revelada a origem da personagem, se é que isso poderá vir a interessar alguém. (...)
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