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sexta-feira, setembro 14, 2018

Homenagem ao autor de BD Relvas




Hoje, 14 de Setembro, sexta-feira, Fernando Relvas vai ter uma placa toponímica com o seu nome, não em Lisboa, onde nasceu, mas sim na Amadora, onde morou na maior parte da sua vida.
Trata-se de justa homenagem prestada neste ano de 2018 ao talentoso autor de BD pela Câmara Municipal da Amadora, representada pela Presidente e pelo vereador da cultura, que irão descerrar a placa (*), pelas 18h00, no logradouro dos Recreios da Amadora.

Nota a posteriori: a placa toponímica, de excelente aspecto, tem os seguintes dizeres, em maiúsculas:
                                   ESPAÇO
                          FERNANDO RELVAS 
                                    AUTOR
                      DE BANDA DESENHADA
                                 1954 - 2017
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FERNANDO RELVAS

Síntese biobibliográfica (Versão Actualizada em 15 Set. 2018)
 
   

Fernando Carlos Nunes de Melo Relvas, 20 de Setembro de 1954, Lisboa, 21 de Novembro de 2017, Amadora.

Relvas iniciou-se na BD em 1975, colaborando nos fanzines O Estripador e O Gorgulho. Estreou-se em 1976 a fazer tiras de banda desenhada caricatural e de fundo político num jornal, o Gazeta da Semana, com a personagem 'Chico', material posteriormente compilado em livro com o título do jornal.

Voltaria mais tarde aos jornais, designadamente a: Pau de Canela, O Fiel Inimigo (depois apenas Inimigo), Sete, GrandAmadora, Diário de Notícias, Mundo Universitário
Entre todos destaca-se o semanário Sete, onde teve extensa produção bedística, de 1982 a 1987: Concerto Para Oito Infantes e Um Bastardo, Niuiork, Sabina, Ai Este Chavalo Seria Tão Baril Se..., Herbie de Best, Sangue Violeta, Karlos Starkiller Jornalista de Ponta, todas a preto e branco, e Nunca Beijes a Sombra do Teu Destino, A Noite das Estrelas, O Diabo à Beira da Piscina, O Atraente Estranho, estas quatro a cores.

Há bandas desenhadas suas em várias revistas de BD: Mundo de Aventuras, ("0-3-0 O Controlador Louco"), Fungagá da Bicharada, Mosquito (5ª série), no respectivo suplemento "O Insecticida", Lx Comics e especialmente na Tintin, onde teve considerável produção (Espião Acácio, Viagem ao Centro da Terra, Rosa Delta Sem Saída, L123, Cevadilha Speed, Slow Motion, Kriz 3). 
 

Fez também BD em revistas de temas diferentes, nomeadamente Pão Comanteiga e Sábado ("O Rei dos Búzios").

Em 1990 obteve o 1º prémio do concurso "Navegadores Portugueses", organizado pelo CNC-Centro Nacional de Cultura, com a obra "Em Desgraça - As Aventuras de Vaz Taborda".

Tem obras editadas em álbuns: colaboração no colectivo "Noites de Vidro", aavv (1991); "Em Desgraça - As Aventuras de Vaz Taborda" (1993), "As Aventuras de Piri-Lau O Nosso Primo em Bruxelas" (1995), "Karlos Starkiller Jornalista de Ponta" (1997) - recolha da série homónima publicada no semanário Sete; "Uma Revolução Desenhada: o 25 de Abril e a BD" (1999).

Enquanto profissional da BD e Ilustração, editou ele próprio os seus zines, aliás prozines (Ananaz Q Ri e Ménage à Trois), mas colaborou também nos fanzines Édito, Quadrado (2ª série) e Efeméride (2014).

Em Setembro de 1989, no V Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto participou numa exposição colectiva; em Março de 1997 foi-lhe dedicada uma exposição, pela Bedeteca de Lisboa,  intitulada "Relvas à Queima-Roupa", com edição de catálogo; em 1998 foi um dos vários autores portugueses incluídos na exposição "Perdidos no Oceano", organizada em França pelo Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême, na edição desse ano.


Em Setembro de 2002 foi homenageado pela Tertúlia BD de Lisboa. 

Publicadas em língua inglesa tem as seguintes obras: Palmyra (2007), The Chinese Master Spy (2008), Li Moonface (2011), Ask a Palmyra: How Can Transgenic Fish Make You Sex Crazy? (2013).

Em 2012 realizou o seu primeiro filme de animação, "Fado na Noite", ambientado em Lisboa, nos meados do século XIX. O filme foi financiado pela RTP e Ministério da Cultura. 

Em 2013 foi-lhe atribuído um Prémio Nacional de BD/2012, na alínea "Clássicos da 9ª Arte", incidindo sobre o livro editado em 2012 "Sangue Violeta e Outros Contos", no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, onde, além disso, esteve representado na exposição "Relvas a Três Tempos". 


Durante 2014 realizou, mais uma vez como autor completo - argumento, desenho, legendagem e colorização -, a obra "Nau Negra", terminada em fins de Setembro, editada em Agosto de 2015, numa versão em inglês, redigida pelo próprio Relvas.


Em 2018 houve uma exposição de 22 autores portugueses, entre os quais Fernando Relvas, no Festival de BD de Bruxelas, a "Fête de la BD", patrocinada pela Embaixada de Portugal, Instituto Camões de Bruxelas e pela Bedeteca de Beja.
 
Como homenagem da Câmara Municipal da Amadora, em 14 de Setembro de 2018, no logradouro dos Recreios da Amadora, foi colocada uma placa toponímica com os seguintes dizeres: 
Espaço Fernando Relvas Autor de Banda Desenhada 1954-2017
Geraldes Lino

terça-feira, novembro 21, 2017

Fernando Relvas, adeus amigo (1954-2017)


 Relvas, Fernando Relvas, deixou-nos. Estou desolado, éramos amigos de longa data, andámos nos copos na noite do Bairro Alto, em tempos mais recentes fui várias vezes de propósito à Amadora, onde ele vivia, para tomarmos um café ou uma cerveja e conversarmos. Em anos longínquos estivemos no mesmo hotel e, por estar cheio, no mesmo quarto duplo em Angoulême, ele colaborou recentemente no Efeméride, um dos meus fanzines, enfim, tínhamos claras afinidades no que se refere à forma de encarar a vida e o mundo, com o leitmotiv da BD, e, claro, sempre o admirei enquanto talentoso autor de banda desenhada, ilustrador, caricaturista, até editor de fanzines, a minha paixão concomitante com a da BD.
Adeus Relvas, adeus meu amigo, partiste cedo de mais.

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FERNANDO RELVAS

- Síntese biobibliográfica (Versão Actualizada em 21 Nov.2017)
 

Fernando Carlos Nunes de Melo Relvas, 20 de Setembro de 1954, Lisboa, 21 de Novembro de 2017, Amadora.
 

Relvas iniciou-se na BD em 1975, colaborando
nos fanzines O Estripador e O Gorgulho. Estreou-se em 1976 a fazer tiras de banda desenhada caricatural e de fundo político num jornal, o Gazeta da Semana, com a personagem 'Chico', material posteriormente compilado em livro com o título do jornal.

Voltaria mais tarde aos jornais, designadamente a: Pau de Canela, O Fiel Inimigo (depois apenas Inimigo), Sete, GrandAmadora, Diário de Notícias, Mundo Universitário
Entre todos destaca-se o semanário Sete, onde teve extensa produção bedística, de 1982 a 1987: Concerto Para Oito Infantes e Um Bastardo, Niuiork, Sabina, Ai Este Chavalo Seria Tão Baril Se..., Herbie de Best, Sangue Violeta, Karlos Starkiller Jornalista de Ponta, todas a preto e branco, e Nunca Beijes a Sombra do Teu Destino, A Noite das Estrelas, O Diabo à Beira da Piscina, O Atraente Estranho, estas quatro a cores.

Há bandas desenhadas suas em várias revistas de BD: Mundo de Aventuras, ("0-3-0 O Controlador Louco"), Fungagá da Bicharada, Mosquito (5ª série), no respectivo suplemento "O Insecticida", Lx Comics e especialmente na Tintin, onde teve considerável produção (Espião Acácio, Viagem ao Centro da Terra, Rosa Delta Sem Saída, L123, Cevadilha Speed, Slow Motion, Kriz 3). 
 

Fez também BD em revistas de temas diferentes, nomeadamente Pão Comanteiga e Sábado ("O Rei dos Búzios").

Em 1990 obteve o 1º prémio do concurso "Navegadores Portugueses", organizado pelo CNC-Centro Nacional de Cultura, com a obra "Em Desgraça - As Aventuras de Vaz Taborda".

Tem obras editadas em álbuns: colaboração no colectivo "Noites de Vidro", aavv (1991); "Em Desgraça - As Aventuras de Vaz Taborda" (1993), "As Aventuras de Piri-Lau O Nosso Primo em Bruxelas" (1995), "Karlos Starkiller Jornalista de Ponta" (1997) - recolha da série homónima publicada no semanário Sete; "Uma Revolução Desenhada: o 25 de Abril e a BD" (1999).

Enquanto profissional da BD e Ilustração, editou ele próprio os seus zines, aliás prozines (Ananaz Q Ri e Ménage à Trois), mas colaborou também nos fanzines Édito, Quadrado (2ª série) e Efeméride (2014).

Em Setembro de 1989, no V Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto participou numa exposição colectiva; em Março de 1997 foi-lhe dedicada uma exposição, pela Bedeteca de Lisboa,  intitulada "Relvas à Queima-Roupa", com edição de catálogo; em 1998 foi um dos vários autores portugueses incluídos na exposição "Perdidos no Oceano", organizada em França pelo Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême, na edição desse ano.


Em Setembro de 2002 foi homenageado pela Tertúlia BD de Lisboa. 

Publicadas em língua inglesa tem as seguintes obras: Palmyra (2007), The Chinese Master Spy (2008), Li Moonface (2011), Ask a Palmyra: How Can Transgenic Fish Make You Sex Crazy? (2013).

Em 2012 realizou o seu primeiro filme de animação, "Fado na Noite", ambientado em Lisboa, nos meados do século XIX. O filme foi financiado pela RTP e Ministério da Cultura. 

Em 2013 foi-lhe atribuído um Prémio Nacional de BD/2012, na alínea "Clássicos da 9ª Arte", incidindo sobre o livro editado em 2012 "Sangue Violeta e Outros Contos", no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, onde, além disso, esteve representado na exposição "Relvas a Três Tempos". 


Durante 2014 realizou, mais uma vez como autor completo - argumento, desenho, legendagem e colorização -, a obra "Nau Negra", terminada em fins de Setembro, editada em Agosto de 2015, numa versão em inglês, redigida pelo próprio Relvas.

Geraldes Lino 


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Informação
O velório será efectuado no dia 23, 5ª feira, depois das 16h, no espaço da Galeria da própria Câmara Municipal da Amadora.
Relvas faleceu no Hospital Amadora-Sintra na madrugada de 21 do corrente mês.  
O funeral realiza-se na 6ª feira, a partir das 11h00 para o crematório de Barcarena.  

sexta-feira, janeiro 13, 2017

Relvas em exposição retrospectiva


Relvas, Fernando Relvas, bem merece ser conhecido pela actual geração de apreciadores de banda desenhada. Trata-se inquestionavelmente de um dos mais importantes autores da moderna BD portuguesa. 

Organizar uma retrospectiva da vasta obra de Relvas - embora ele tenha continuado a produzir BD em tempos recentes - foi uma justa ideia do estudioso e activo curador Pedro Vieira de Moura, que tem encontrado total  acolhimento pela Bedeteca da Amadora. 

Horizonte Azul-Tranquilo é o título da exposição, que se inaugura amanhã, sábado, dia 14 de Janeiro, pelas 16h00, na Sala de Exposições da Bedeteca da Amadora.
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FERNANDO RELVAS

Síntese biobibliográfica (Versão Actualizada em Jan.'17)

Fernando Carlos Nunes de Melo Relvas, 20 de Setembro de 1954, Lisboa. 
 

Relvas iniciou-se na BD em 1975, colaborando
nos fanzines O Estripador e O Gorgulho. Estreou-se em 1976 a fazer tiras de banda desenhada caricatural e de fundo político num jornal, o Gazeta da Semana, com a personagem 'Chico', material posteriormente compilado em livro com o título do jornal.

Voltaria mais tarde aos jornais, designadamente a: Pau de Canela, O Fiel Inimigo (depois apenas Inimigo), Sete, GrandAmadora, Diário de Notícias, Mundo Universitário
Entre todos destaca-se o semanário Sete, onde teve extensa produção bedística, de 1982 a 1987: Concerto Para Oito Infantes e Um Bastardo, Niuiork, Sabina, Ai Este Chavalo Seria Tão Baril Se..., Herbie de Best, Sangue Violeta, Karlos Starkiller Jornalista de Ponta, todas a preto e branco, e Nunca Beijes a Sombra do Teu Destino, A Noite das Estrelas, O Diabo à Beira da Piscina, O Atraente Estranho, estas quatro a cores.

Há bandas desenhadas suas em várias revistas de BD: Mundo de Aventuras, ("0-3-0 O Controlador Louco"), Fungagá da Bicharada, Mosquito (5ª série), no respectivo suplemento "O Insecticida", Lx Comics e especialmente na Tintin, onde teve considerável produção (Espião Acácio, Viagem ao Centro da Terra, Rosa Delta Sem Saída, L123, Cevadilha Speed, Slow Motion, Kriz 3). 
 

Fez também BD em revistas de temas diferentes, nomeadamente Pão Comanteiga e Sábado ("O Rei dos Búzios").

Em 1990 obteve o 1º prémio do concurso "Navegadores Portugueses", organizado pelo CNC-Centro Nacional de Cultura, com a obra "Em Desgraça - As Aventuras de Vaz Taborda".

Tem obras editadas em álbuns: colaboração no colectivo "Noites de Vidro", aavv (1991); "Em Desgraça - As Aventuras de Vaz Taborda" (1993), "As Aventuras de Piri-Lau O Nosso Primo em Bruxelas" (1995), "Karlos Starkiller Jornalista de Ponta" (1997) - recolha da série homónima publicada no semanário Sete; "Uma Revolução Desenhada: o 25 de Abril e a BD" (1999).

Enquanto profissional da BD e Ilustração, editou ele próprio os seus prozines (Ananaz Q Ri e Ménage à Trois), mas colaborou também nos fanzines Édito e Quadrado (2ª série).

Em Setembro de 1989, no V Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto participou numa exposição colectiva; em Março de 1997 foi-lhe dedicada uma exposição, pela Bedeteca de Lisboa,  intitulada "Relvas à Queima-Roupa", com edição de catálogo; em 1998 foi um dos vários autores portugueses incluídos na exposição "Perdidos no Oceano", organizada em França pelo Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême, na edição desse ano.


Em Setembro de 2002 foi homenageado pela Tertúlia BD de Lisboa. 

Publicadas em língua inglesa tem as seguintes obras: Palmyra (2007), The Chinese Master Spy (2008), Li Moonface (2011), Ask a Palmyra: How Can Transgenic Fish Make You Sex Crazy? (2013).

Em 2012 realizou o seu primeiro filme de animação, "Fado na Noite", ambientado em Lisboa, nos meados do século XIX. O filme foi financiado pela RTP e Ministério da Cultura. 

Em 2013 foi-lhe atribuído um Prémio Nacional de BD/2012, na alínea "Clássicos da 9ª Arte", incidindo sobre o livro editado em 2012 "Sangue Violeta e Outros Contos", no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, onde, além disso, esteve representado na exposição "Relvas a Três Tempos". 


Durante 2014 realizou, mais uma vez como autor completo - argumento, desenho, legendagem e colorização -, a obra "Nau Negra", terminada em fins de Setembro, que é editada em Agosto de 2015, numa versão em inglês, redigida pelo próprio Relvas.

Geraldes Lino 

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