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terça-feira, março 17, 2015

BD Portuguesa em Revistas Não Especializadas - Revista Cais - Autores: Ricardo Drumond e André Oliveira





Ricardo Drumond é mais um talento emergente da BD portuguesa, que demonstra nesta banda desenhada, "Hora do Lanche", as suas potencialidades, já espalhadas por jornais e revistas, tratando-se, em ambos os casos, de publicações não especializadas em BD, como acontece com a CAIS, onde esta bd foi publicada há um ano. (*)

Quase uma banda desenhada sem palavras - apenas um balão de fala, na 2ª prancha, quebra o silêncio -, a "Hora do Lanche" está muito bem congeminada - mérito do argumentista André Oliveira - e muitíssimo bem transformada numa figuração narrativa aparentemente dedicada a violenta luta entre dois poderosos antagonistas, mas que não passam de personagens criadas pela imaginação de duas crianças, em última análise pela do adulto André Oliveira.

(*) Cais # 193 - Março 2014
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RICARDO DRUMOND 

Síntese biográfica

Ricardo Drumond nasceu no Porto a 13 de Agosto de 1984.

 
Cedo se entusiasmou pela BD graças à colecção dos pais, que se baseava maioritariamente na banda desenhada franco-belga.

Todavia, por ele próprio, pela sua curiosidade, acabou por se deslumbrar com o bem diferente estilo gráfico dos comics americanos.

Com uma tendência tão forte para a vertente artística, acabou por se formar em Artes Visuais e Arquitectura.

Tem participado em exposições individuais e colectivas e, no que se refere a concursos de BD foi distinguido com prémios em 1999 e 2008, no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, trabalhando em parceria com o argumentista Pedro Felizes.

Apareceu uma banda desenhada sua, em estilo figurativo com base fotográfica, no jornal Diário de Notícias, em Março de 2013, intitulada "10 Anos de Processo Casa Pia", e em Maio de 2014 surge de novo obra sua no mesmo jornal de Lisboa, dessa vez dedicada ao Sport Lisboa e Benfica, no mesmo estilo gráfico.

O seu talento polifacetado empurra-o para diferentes artes, caso da música. Começou neste quadrante artístico a tocar guitarra acústica, mas depois de ouvir o álbum Fragile, do Yes, foi atraído para um instrumento de som diferente, o baixo. Obviamente que o seu sonho passou a ser comprar um, e cedo o conseguiu, tinha apenas 14 anos, o que lhe permitiu integrar a banda de um amigo. Na banda desenhada ainda não tem nenhum álbum editado mas, ao invés, já editou dois discos.

Quanto à actividade na BD e na Ilustração, decidiu-se a entranhar-se ao máximo no ambiente artístico lisboeta nessas duas áreas, daí que tenha passado a fazer parte do colectivo The Lisbon Studio.
  

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ANDRÉ OLIVEIRA

Autobiobibliografia na 3ª pessoa


André Oliveira nasceu em Lisboa, em 1982, e começou a brincar com Banda Desenhada pouco tempo depois. Davam-lhe pequenos blocos agrafados que ele preenchia com gatafunhos e ditava mais tarde as legendas ao avô, que as redigia cuidadosamente. 

Licenciado em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, é hoje copywriter na agência Fuel Design. 

Foi co-editor da antologia de banda desenhada portuguesa Zona (que publicou mais de 100 autores nacionais e estrangeiros), editor de BD da Revista Freestyle, organizador/fundador dos Prémios Profissionais de BD e comissário da Trienal Movimento Desenho 2012, tendo organizado o evento BD ao Forte. 

Escreveu os livros de BD "HAWK" (ilustrado por Osvaldo Medina e publicado pela Kingpin Books), "Tiras do Baralho!" (ilustrado por Pedro Carvalho e publicado pela El Pep) e os três primeiros números da série "Living Will" (ilustrados por Joana Afonso e editados pela Ave Rara, a sua própria chancela editorial). 

Actualmente, André Oliveira edita curtas de Banda Desenhada na revista CAIS, de que "Hora do Lanche" é exemplar na forma como o argumentista dá a ideia ao desenhador e não faz qualquer texto (Stan Lee é o paradigma deste conceito), faz parte do colectivo The Lisbon Studio e está a trabalhar em diversos projectos editoriais com vários ilustradores diferentes.  ---------------------------------------------------

Para os visitantes que quiserem ver postagens anteriores relacionadas com o tema BD Portuguesa em revistas não especializadas ou Curtas de BD bastar-lhes-á clicar nos respectivos itens visíveis em rodapé

sexta-feira, março 01, 2013

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (CXXXIV), Pedofilia e Prostituição Infantil na BD (I) Casa Pia (I) - Ricardo Drumond









Pedofilia e Casa Pia, tara sexual e instituição, respectivamente, já estão indissoluvelmente ligadas para todo o sempre, mesmo que isso possa ser injusto para muitas das pessoas que por lá passaram, tanto ao nível de responsáveis administrativos e professores, como as de quem lá permaneceu na qualidade de aluno, da infância à adolescência.

Essa espécie de anátema foi ampliado pelos média - jornais, rádio e televisão. Se isso, por um lado, teve apenas a ver com a actual tendência sensacionalista da comunicação social, também é verdade que serviu para chamar a atenção dos portugueses para esse flagelo que vem de longe, que está infiltrado até em instituições poderosas - a Igreja católica, por exemplo - e que se pode resumir na pulsão sexual de abuso de menores.

Enquanto fracturante, esse tema nunca tinha sido tratado na BD portuguesa. Surpreendentemente, hoje, o matutino lisboeta Diário de Notícias abalançou-se a publicar uma banda desenhada de seis páginas, intitulada "10 Anos de Processo Casa Pia" (de que reproduzi inicialmente as primeira e última prancha, mas que, "a posteriori" - em 21/3 -, acrescentei as quatro intermédias), uma surpreendente obra, quer pelo elevado nível estilístico, quer pelo rigor dos retratos dos envolvidos no caso, tanto os presumíveis culpados, como os que participaram no complexo processo, da autoria de Ricardo Drumond (*), ilustrador-autor de BD que domina talentosamente um estilo figurativo fotográfico, além da notável qualidade em duas das outras componentes da BD, a colorização e a legendagem.

A banda desenhada não apresenta a palavra fim, na última vinheta, e com isso sugere, subtilmente, que a retorcida "história" ainda não acabou. A derradeira frase, inserida no último cartucho, é a seguinte: "A sentença fica adiada para 25 de Março". É, de certa forma, o equivalente à expressão, popularizada nas revistas portuguesas de BD, "continua no próximo número". Ou à das publicações anglófonas, "to be continued".
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(*) A anteceder a banda desenhada, há uma nota de apresentação (não assinada) acerca do autor da bd. Reproduzo-a parcialmente, com a devida vénia ao Diário de Notícias, respeitando até a nova ortografia do AO90 que o DN já usa.

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Ricardo Drumond

Síntese biográfica

Ricardo Drumond, Porto, 13 de Agosto de 1984, mas vive actualmente em Lisboa.
Cedo se entusiasmou-se pela BD graças à colecção dos pais, que se baseava maioritariamente na banda desenhada franco-belga.

Mas por ele próprio, pela sua curiosidade, acabou por se deslumbrar com o bem diferente estilo gráfico dos comics americanos.

Com uma tendência tão forte para as artes, acabou por se formar em Artes Visuais e Arquitectura.

Tem participado em exposições individuais e colectivas e, no que se refere a concursos de BD foi distinguido com prémios em 1999 e 2008, no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, trabalhando em parceria com o argumentista Pedro Felizes.

Apareceu uma banda desenhada sua, em estilo figurativo com base fotográfica, no jornal Diário de Notícias, em Março de 2013, intitulada "10 Anos de Processo Casa Pia", e em Maio de 2014 surge de novo obra sua no mesmo jornal de Lisboa, dessa vez dedicada ao Sport Lisboa e Benfica, no mesmo estilo gráfico.

O seu talento polifacetado empurra-o para diferentes artes, caso da música. Começou neste quadrante artístico a tocar guitarra acústica, mas depois de ouvir o álbum Fragile, do Yes, foi atraído para um instrumento de som diferente, o baixo. Obviamente que o seu sonho passou a ser comprar um, e cedo o conseguiu, tinha apenas 14 anos, o que lhe permitiu integrar a banda de um amigo. Na banda desenhada ainda não tem nenhum álbum editado mas, ao invés, já editou dois discos.

Quanto à actividade na BD e na Ilustração, decidiu-se a entranhar-se ao máximo no ambiente artístico lisboeta nessas duas áreas, daí que tenha passado a fazer parte do colectivo The Lisbon Studio.

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