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quinta-feira, abril 26, 2018

Lançamento de livros BD na Livraria Leituria




Pepedelrey é o autor do livro Apontamentos de Terror, um conjunto de bandas desenhadas que o talentoso Pepe tem andado a espalhar pelos preciosos fanzines. Mas tentando dar-lhes maior divulgação pública resolveu editá-los em livro, que será apresentado no próximo sábado, dia 28 de Abril.

MAF tem pela primeira vez um livro de BD editado, que já teve apresentação na Tertúlia BD de Lisboa. Eis como o autor apresentou a trama ficcional dessa sua banda desenhada que tem o título Terra 2.7:
"Num novo mundo uma equipa seleccionada para uma missão pouco clara. A ganância e a estupidez humana vão enfrentar um desafio diferente que colocará em causa tudo o que aprendemos sobre a história ancestral." 
(A edição é feita sob chancela da Escorpião Azul)

Local de apresentação de ambos os livros:

Livraria Leituria
Rua Dona Estefânia, 123 A
Lisboa

Data: 28 de Abril 2018

Horário: a partir das 16h00 
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Os interessados em ver posts anteriores dedicados ao tema Apresentações poderão fazê-lo clicando nesse item visível em rodapé

terça-feira, janeiro 10, 2017

Gerador, revista com BD - "Liphant e Lorpa", por Pepedelrey











A Revista Gerador mantém teimosamente, desde o primeiro número, a obrigatoriedade de todo o conteúdo focar-se num determinado tema.

No #9, referente ao trimestre de Julho a Setembro de 2016, tudo teve de girar em redor do conceito "Memória de Elefante". Não é por acaso que, mal se começa a folheá-la, nos deparamos com um Jogo da Memória, e lá mais para o meio do miolo da Gerador lemos uma crítica escrita por Márcia Balsas sobre a obra Memória de Elefante, o primeiro livro de António Lobo Antunes, escrito em 1979.

Mas o que me interessa em especial nesta revista a mim, blogger de um blogue dedicado à BD, é a banda desenhada Liphant e Lorpa, da autoria de Pepedelrey. Claro que, por uma questão de respeito pelos direitos de autor, vou reproduzi-la parcialmente, cinco de sete pranchas. (*)

Pepedelrey é um autor de duplo talento, tanto a criar tramas ficcionais como a desenhá-las (e a colori-las, pormenor nada despiciendo). A ideia base da banda desenhada tem a ver com uma personagem masculina, com duas cabeças, e dois rostos até não muito parecidos, que se detestam. Simplesmente hilariante.

"Está sempre a dizer mal de mim. Nunca se esquece de um erro meu", diz uma das cabeças. E acrescenta: "Lamento... Nem me lembro de nenhuma razão para me lamentar".

Ou seja: está bem implícita nestas frases a [falta de] memória de elefante. Pronto, o tema-base está respeitado... 
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(*) Quem ficar muito interessado em comprar este nº9 da revista para ver/ler toda a banda desenhada, pode sempre contactar a Loja Gerador, no endereço gerador.eu/loja

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Para os visitantes que quiserem ver postagens anteriores relacionadas com os temas BD Portuguesa em revistas não especializadas ou Gerador Revista bastar-lhes-á clicar nos respectivos itens visíveis em rodapé 

sexta-feira, julho 03, 2015

Exposições BD Avulsas - Pepedelrey


A Exposição Que Incomoda o País é o incomodativo título de uma exposição centrada em quatro bandas desenhadas de Pepedelrey, num incómodo preto e branco. 

As obras ficarão penduradas nas paredes da galeria do próprio autor, que as apresenta da seguinte forma:

Exposição de 4 bandas desenhadas de Pepedelrey, a preto e branco como convém nestes tempos de ditaduras, facilitando a leitura do que só falamos quando e onde sabemos ser seguro para não incomodar os donos disto tudo.
Tens coragem de aparecer?


Quem estiver interessado em corresponder a este convite provocatório pode dirigir-se amanhã, Sábado, 4 de Julho, pelas 18h00, à El Pep Store & Gallery

Onde é que isso fica, pode perguntar algum visitante deste blogue. Aqui está a morada:

El Pep Store & Gallery 
(localizada dentro da
Lx Factory)
Rua Rodrigues Sampaio, 103
Lisboa 

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PEPEDELREY

Síntese autobiográfica

 
Pepedelrey (Pedro Pereira) nasce no ano 1967 do conturbado século XX. 
Cedo demonstra a sua criatividade ao roubar canetas nas papelarias. Poderia ter sido um miúdo normal, ter roubado chocolates ou pastilhas, mas não. As canetas e os cadernos para poder desenhar, eram de facto mais excitantes. 
Depois da queda da ditadura saloia, entrou nos anos 80 para a então Escola de Artes Decorativas de António Arroio, para o curso de Imagem e Comunicação Audio-Visual. 
Em 1984 cria o seu primeiro fanzine, em parceria com mais quatro autores. A partir dai foi um estragar de papel e de máquinas de fotocópias, enchendo o estômago de quem adora consumir muita criatividade. 
Em 2002, já em plena ditadura, funda a editora independente El Pep e em 2005 é co-fundador do projecto The Lisbon Studio. 
Em 2014 abre a El Pep Store & Gallery com o objectivo de promover edições de autor e expor diversos criadores nas áreas da ilustração, banda desenhada, fotografia, pintura e outras formas de expressão.
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Os visitantes deste blogue que, por mera curiosidade, queiram ver os restantes "posts" sobre exposições avulsas (ou seja, não inseridas em festivais BD), poderão fazê-lo clicando no item Exposições BD Avulsas visível no rodapé.  

sexta-feira, dezembro 12, 2014

Festivais BD - Comic Con Portugal 2014 - Inquérito a autores, editores, livreiros e bloguistas (II) - Pepedelrey







Repito o que disse na postagem anterior: houve bastantes presenças de autores portugueses de BD, editores e bloguistas. 

Faltou-me mencionar leitores e coleccionadores, os principais compradores de álbuns, revistas, pranchas originais, merchandising... Corrijo o lapso agora, mas esta minha opinião já a expressei muitas vezes. Costumo dizer que, na "cadeia de montagem" da banda desenhada, os elos mais importantes são os autores numa ponta, e os leitores/compradores no outro extremo.

Mas não será justo esquecer o papel positivo dos editores, em especial o das pequenas editoras independentes, como é o caso da El Pep. 

Pepedelrey, está desde há uns anos a esta parte, integrado nessa área, com a sua editora El Pep. Pepe (toda a gente simplesmente o trata assim, mas poucos sabem o verdadeiro nome dele), é também livreiro e galerista no espaço que ocupa no Imaviz Underground, em Lisboa. 
É ele quem hoje entrevisto/ausculto, porque foi um dos participantes na edição pioneira da Comic Con Portugal, e porque tem várias valências: autor (argumentista e desenhador), editor, livreiro, galerista. E demonstra talento e qualidade em todas elas.
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G.Lino Pepe:
Gostaria que fizesses a comparação entre este tipo de evento, com características americanas, e os festivais europeus que conheces.
 

PepedelreyNão são comparáveis.
Indústrias com métodos opostos e inseridas em mercados com necessidades muito diferentes.

 

G.L. - Pensas que este evento multidisciplinar - onde coexistem banda desenhada, cosplay, videojogos, cinema, televisão, espaços comerciais com BD e diversos tipos de "merchandising"  - fazia falta em Portugal? 

Pepedelrey - Sim, como se comprovou nos três dias.
É necessário um evento desta dimensão para criar e ao longo do tempo manter, o que já não existia em Portugal desde os anos 90 do século passado - um mercado de bd.
Este modelo comercial é positivo enquanto criador de novos consumidores.
 


G.L. - Surprendeu-te o facto de ter havido uma autêntica avalanche de público - a Comic Con Portugal teve mais de 32.000 visitantes -, apesar de a Exponor, local do evento, se localizar em Matosinhos, a razoável distância do Porto, e as entradas terem um preço algo elevado?

Pepedelrey - Não.
É natural essa avalanche.
O evento levou actores de séries de culto norte-americanas, ao contacto próximo do público.
Por isso é perfeitamente normal que as pessoas se deslocassem de grandes distâncias e pagassem valores altos só para esse momento extremamente curto.
São os pequenos prazeres dos fãs.
O que se tornou como positivo para as outras áreas: esse mesmo público, pela proximidade dos espaços, circulou pela Comic Con com alguma curiosidade e descobriu novas coisas que de outra forma não iria conhecer. E estou a referir-me à bd e aos autores em particular. 

Tive reacções de descoberta de que em Portugal existem criadores e produtores culturais na bd de elevada qualidade. E que em alguns casos, só são conhecidos fora do seu país.
Para além disso, o público do norte do país esteve carente destes eventos durante demasiado tempo.
 

G.L.- Como autor de BD, editor e livreiro, achas que tiveste vantagem em participar? Em qual das tuas três actividades sentiste que lucraste mais com esta participação?


Pepedelrey - Nessas três e também enquanto galerista.
Como disse anteriormente, graças a este evento, o grande público, mais generalista, voltou a aproximar-se da produção nacional, tanto dos jogos como da bd de produção nacional. E isso em si já é lucrativo.


G.L.- O que achaste de mais interessante no evento? E que aspectos consideras terem sido menos bem conseguidos?

PepedelreyBom, o mais interessante foi de facto a quantidade brutal de público que se aproximou e interagiu com os diversos agentes culturais e entretenimento lá presentes, seja nos jogos, bd ou ilustração. 
Relativamente aos aspectos menos conseguidos, é normal existirem numa primeira edição de um evento desta envergadura, mas como deves entender, não vou-me pronunciar sobre esse assunto publicamente. A minha opinião fica reservada até os apresentar à organização da Comic Con. 
Mas deixo aqui bem claro que considero muito positivo o evento, e que se continuarem a existir condições, estarei sempre presente na Comic Con.
É muito importante a existência do evento.

G.L. - Muito obrigado pela disponibilidade que mostraste em colaborar neste trabalho.
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PEPEDELREY



Síntese autobiográfica

Pepedelrey nasce no ano 1967 do conturbado século XX. 
Cedo demonstra a sua criatividade ao roubar canetas nas papelarias. Poderia ter sido um miúdo normal, ter roubado chocolates ou pastilhas, mas não. As canetas e os cadernos para poder desenhar, eram de facto mais excitantes. 
Depois da queda da ditadura saloia, entrou nos anos 80 para a então Escola de Artes Decorativas de António Arroio, para o curso de Imagem e Comunicação Audio-Visual. 
Em 1984 cria o seu primeiro fanzine, em parceria com mais quatro autores. A partir dai foi um estragar de papel e de máquinas de fotocópias, enchendo o estômago de quem adora consumir muita criatividade. 
Em 2002, já em plena ditadura, funda a editora independente El Pep e em 2005 é co-fundador do projecto The Lisbon Studio. 
Em 2014 abre a El Pep Store & Gallery com o objectivo de promover edições de autor e expor diversos criadores nas áreas da ilustração, banda desenhada, fotografia, pintura e outras formas de expressão.
             
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Nota do bloguista destinada a quem não conheça pessoalmente o entrevistado
A foto que me foi fornecida por Pepedelrey é bastante antiga, como se depreende pela cabeleira tipo african look, que corresponde a uma moda dos anos oitenta
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