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terça-feira, setembro 18, 2018

Autógrafos desenhados (XXVIII) -Trina Robbins



Em 1986 estava eu bem feliz  em Lucca, Itália, a participar no respectivo evento de BD, o Salone Internazionale dei Comics, del Cinema d'Animazione e dell'Illustrazione, primeiro festival europeu de grandes dimensões da especialidade, que nesse ano ia já na sua 20ª edição.
Numa das minhas deambulações pela pequena vila de características medievais, dei com o casal Trina Robbins e Steve Leialoha sentados numa esplanada. Meti conversa com eles e, claro, pedi um desenho a cada. O do Steve já o mostrei num post datado de 16 de Abril de 2017 (*), mostro hoje o de Trina.
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TRINA ROBBINS

Síntese biobibliográfica

Trina Robbins nasceu em Brooklin, Nova Iorque, a 17 de Agosto de 1938. É autora de BD e escritora de obras dedicadas à história da mulher como personagem de bandas desenhadas.
Enquanto autora, iniciou-se no fandom da ficção científica nos anos 1950, tendo colaborado no fanzine Habakuk, e tem participação na BD como desenhadora e argumentista, com destaque para Girl Fight Comics, 1972,1974; Dope, 1981-1983; The Silver Metal Lover, 1985; Misty,1985-1986; Gay Comix,1985,1986,1998; Wonder Woman (como argumentista),1986; California Girls, 1987, 1988; Wonder Woman: The Once and Future Story (argumentista), 1998; GoGirl (argumentista), 2000,2001); Honey West (argumentista). 2010; Honey West and the Cat (arguentista), 2013.
Como escritora de obras sobre BD, a sua bibliografia é importante:
- Women and the Comics, escrito em co-autoria com Catherine Yronwode (1983);

 
- A Century of Women Cartoonist (1993)
- The Great Superheroines (1996)


Fontes consultadas: The World Encyclopedia of Comics, editada por Maurice Horn (1998) e Wikipedia

(*) http://divulgandobd.blogspot.com/2017/04/autografos-desenhados-leialoha-steve.html 
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Os interessados em ver as 26 postagens anteriores deste tema (onde se incluem grandes nomes da BD, tais como Joe Kubert, Aragonés, John Buscema, Manara, Mordillo, Moebius, Neal Adams, Quino, Solano López, Juan Zanotto, Rick Veitch, Victor de la Fuente, Mézières (entre vários outros), poderão fazê-lo clicando no item:  Autógrafos desenhados inserido no rodapé.

domingo, abril 16, 2017

Autógrafos desenhados (XXVII) - Leialoha, Steve


Tive o prazer de conhecer Steve Leialoha em 1986 (*), no pioneiro evento internacional de banda desenhada, o Salone Internazionale dei Comics, del Cinema d'Animazione e dell'Illustrazione de Lucca, em Itália. Estava-se nesse ano de 1986, já na sua 20ª edição, com data de realização entre 26 de Outubro e 2 de Novembro.

Eu tinha ido lá, pela primeira vez, em 1978. Para mim, um apaixonado pela BD que nunca tinha conhecido nada do género, foi um deslumbramento. E depressa me apercebi deste tipo de possibilidade - o de conseguir desenhos autografados.

Tenho mostrado aqui, espaçadamente, os primeiros "troféus" que "cacei" em Lucca, Barcelona e Angoulême, mas também já exibi alguns dos que obtive em dois dos nossos principais eventos "domésticos" - Amadora e Beja.
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STEVE LEIALOHA

Síntese biobibliográfica


Steve Leialoha, San Francisco (?), 27 de Janeiro de 1952.
A carreira deste artista americano iniciou-se na década de 1960, a colaborar em fanzines.
Em 1970, na San Diego Comic Con, quiçá a mais antiga convenção americana de BD, Leialoha travou conhecimento com Mark Evanier, que o encorajou a desenhar um dos seus argumentos, do que resultou a sua primeira banda desenhada com o título High Adventure, numa edição de Dennis Kitchen, publicada em 1973.
Trabalhou para a Marvel entre 1976 e 1988, participando nas séries Warlock, Star Wars, Spider Woman, New Mutants e Howard the Duck, entre outras. 
Em colaboração com o argumentista/guionista J.M. DeMatteis foi co-criador de Greenberg the Vampire em Bizarre Adventures nº29 (Dez. 1981). 
Encontra-se referência ao seu nome (aliás grafado erroneamente Leiahoha) no Dictionnaire Mondial de la Bande Dessinée, de Patrick Gaumer e Claude Moliterni (ed. de 1998), num verbete sobre a revista Epic Illustrated, lançada pela Marvel em 1980, onde é citado o episódio Coyotte, de Steve Englehart e Steve Leialoha.
Outra citação está na obra Five Fabulous Decades of the World's Greatest Comics - Special Colectors Issue, Vol.1 (aqui o apelido está bem escrito), onde é mencionada a obra Secret Wars II (1985), com layout de Al Migrom e arte-final de Steve Leialoha.
Na década de 1990 começou a trabalhar para a DC na área dos super-heróis, entre eles Batman, na Harris Comics colaborou em Vampirella, e na Claypool Comics participou em Soulsearchers and Company. Também fez artes-finais no arco World's End, na obra de Neil Gaiman The Sandman. Já nos anos 2000 passou a ser o habitual arte-finalista da série Fables, da DC/Vertigo, com desenho inicial a lápis de Mark Buckingham, pelo qual foram galardoados com o troféuEisner, na categoria Best Penciller/Inker Team, em 2007.

(*) Conheci-o numa esplanada de Lucca, onde estava com a sua companheira Trina Robbins, autora de BD e co-autora, com Catherine Yronwod do livro Women and the Comics. Trina e Steve continuam a viver em San Francisco.

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quarta-feira, maio 06, 2015

Autógrafos desenhados (XXVI) - Tex visto pelo desenhador português Lança-Guerreiro


Lança-Guerreiro é um nome praticamente desconhecido na área da banda desenhada, sendo, ao invés, bem conhecido entre o numeroso grupo de portugueses entusiastas de Tex, herói de BD que motivou a criação do Clube Tex Portugal.

Num dos vários contactos que tivemos, em Viseu por causa do respectivo Salão de Banda Desenhada, e na Grande Lisboa (no Cacém) no decorrer do jantar-convívio organizado em 29 de Novembro de 2014 pela direcção do citado clube, 
Lança-Guerreiro mostrou-me um volumoso portfólio com pranchas originais suas, incluindo tiras de banda desenhada, e ofereceu-me o desenho que ilustra a presente postagem, feita a propósito da próxima realização da 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, já nos dias 9 e 10 do corrente mês de Maio. 
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LANÇA-GUERREIRO

Síntese autobiográfica


António Lança-Guerreiro, nascido numa pequena vila debruçada sobre o Tejo, no distrito de Santarém. 

Sempre tive uma ligação com as imagens que ilustravam os livros da escola ou da biblioteca escolar, mais tarde a municipal, que frequentava assiduamente para devorar páginas de aventuras, umas ilustradas, outras somente imaginadas e recriadas em imagens enquanto saboreava a leitura dos “júlio verne” ou dos “salgaris”. 

Mas o meu encontro com as bandas desenhadas das revistas, que então podia ler na escola primária, com autorização especial da professora, foi o momento mais fascinante e o despertar do meu gosto pela 9ª arte, que desde então passei a ler e a colecionar. 

Para minha felicidade, nessa altura da minha infância, banda desenhada e revistas de BD era coisa que abundava, graças à Agência Portuguesa de Revistas e ao amor incondicional que o editor Roussado Pinto teve na divulgação de todos aqueles heróis de papel que preencheram esta fase da minha existência e foram o motivo de grandes aventuras imitativas, e também alguns ralhetes dos progenitores, quando a banda desenhada era ainda vista como uma arte menor e desviante do reto caminho a que um jovem tinha de se dedicar para ser homem. Eram outros tempos. 

Tomei contacto com muitos heróis de papel, dos mais diversos: os personagens da Disney da Abril, os clássicos americanos do “Mundo de Aventuras” e de “O Grilo”, a escola franco-belga com  a revista “Tintin” e “Spirou”, os comics da Marvel e da DC, e também com os fumetti, que na altura não sabia que se chamavam assim, com o Tex, o Zagor e o Mister No, que se destacavam de entre aqueles a que chamávamos “os livros de Cowboys”, dos muitos que então havia.

Talvez este meu fascínio pela banda desenhada me tenha levado ao gosto de desenhar “os meus bonecos”, que carinhosamente ainda guardo como lembrança desses tempos idos de juventude. Estranhamente, um dos meus primeiros desenhos foi um cowboy num saloon. Seria influência de Tex Willer? Já não me lembro, mas ainda tenho esse desenho, algures… 

Mais tarde, quando andava no liceu, fiz alguns desenhos, ilustrações  e BD que publiquei em jornais escolares e regionais, os “lá da terra”. Já na faculdade, em Coimbra, para além das caricaturas que fiz para os livros de curso dos finalistas, também participei na aventura da publicação do fanzine BDMIX, do qual acho que só saiu um número, em colaboração com os então também estudantes de faculdade Fernando Correia e João Lameiras. 

Fui participando em algumas exposições coletivas de pintura e criando as minhas BD que, ou por falta de tempo ou dispersão por outras atividades, foram ficando no fundo do baú, umas completas, outras inacabadas. Às vezes penso que se por ventura as tivesse divulgado, talvez pudesse ter feito algo no campo da BD. Mas não foi esse o caminho trilhado para a aventura da vida. No entanto, sou um viciado consumidor de BD e colecionador inveterado e, por isso, dói-me a alma quando vejo alguma revista de quadradinhos desaparecer da vida dos seus leitores. E, infelizmente, ao longo dos anos é o que mais tem acontecido. Mas enquanto na nossa memória durar a lembrança desses inúmeros heróis e das suas extraordinárias façanhas e verosímeis aventuras, eles e os seus criadores nunca morrerão para nós.
Acabei por falar mais dos personagens de BD do que de mim? Talvez… porque, enquanto leitor, eles serão sempre mais importantes do que eu; e, enquanto “fazedor de bonecos”, talvez os meus desenhos falem por mim melhor do que eu.
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Os visitantes do blogue que estejam interessados em ver a postagem anterior poderão fazê-lo clicando no item Tex em Portugal, visível em rodapé 

domingo, fevereiro 23, 2014

Autógrafos Desenhados (XXV) - José Ortiz

Em continuação desta rubrica que iniciei com o "post" de 26 de Dezembro de 2005, mostro hoje um desenho original de José Ortiz, nome de primeira grandeza na BD internacional.
Obtive este autógrafo desenhado, como eu lhe chamo - ou desenho autografado, como é mais vulgarmente conhecido - na década de 1980, numa fase em que colaborava com o semanário O País, coordenando e redigindo uma rubrica, de página inteira, intitulada inicialmente "O País na Banda Desenhada" (mais tarde simplificada para "Banda Desenhada").
É por esse motivo que o excelente desenho de Ortiz apresenta a dedicatória "Especial para el periódico O País", visto que o informei de que, apesar de ser para mim, o desenho se destinava inicialmente a ilustrar um artigo meu naquele jornal dedicado ao Salon Internacional del Cómic de Barcelona, onde, além de ter estado presente na inauguração, em 1981, voltei a participar nas cinco edições seguintes.
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JOSÉ ORTIZ (1932-2013)
Síntese biobibliográfica

O espanhol José Ortiz Moya nasceu em Cartagena (Murcia) a 1 de Novembro de 1932
 Iniciou-se a desenhar séries de BD para formatos de bolso, mas logo em 1959 começa a realizar uma das suas séries mais famosas, a saga "Sigur el Viking".
Passa depois a trabalhar para o estrangeiro. Em Inglaterra dedica-se a colaborar nas prestigiosas revistas Eagle e 2000AD, fazendo para esta última a famosa personagem Judge Dredd , e para os Estados Unidos trabalha em 1974 para a editora Warren, especializando-se no género de horror, em que assina, por exemplo, o episódio "Coffin", na revista Eerie, e "Pantha", na revista Vampirella, personagem que ele próprio chegou a desenhar.

A sua carreira em Espanha, onde voltou a trabalhar, fica marcada em 1975 pela obra "O Pequeno Selvagem". Em 1981 inicia a série "Hombre", sob argumento de Antonio Segura, e para este mesmo argumentista faz "Morgan", além da série de ficção científica de cariz humorístico "Burton & Cyb".

 A partir de 1993 passa a colaborar com os "fumetti" italianos, como, por exemplo, na popular série italiana "Tex Willer", para a qual, sob argumento de Claudio Nizzi, desenhou o episódio "La Grande Rapina", publicado em Itália num "Tex Albo Speziale", traduzido para o português do Brasil por "O Grande Roubo", englobado num Álbum Gigante, ou "Texone", como lhes chamam os fãs. (Aqui por cima reproduzo uma edição rara dessa citada obra, uma peça oposta aos "texones", um mini-álbum).

Colaborou ainda com outras duas séries populares (em Itália e no Brasil), "Ken Parker" e "Mágico Vento". 

O categorizado autor espanhol foi distinguido nos Estados Unidos da América com o galardão "Best All Around Artist", e obteve também um troféu atribuído pela "Expocómic 2010", como prémio a toda uma vida dedicada à BD. 

José Ortiz Moya faleceu a 23 de Dezembro de 2013, em Espanha, Valencia. 

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Imagens que ilustram a postagem:

1 - Desenho autografado de José Ortiz

2 - Retrato recente do autor

3 -  Mini-álbum editado sob chancela de Sergio Bonelli Editore,
que se apresenta como "Albo Speciale in Miniatura - 230 pagine", 
com as medidas 10,5x8x1,8cm (altura, largura, espessura). 
Nele se inclui a obra "La Grande Rapina", com desenhos de José Ortiz
e argumento de Claudio Nizzi, editado em Setembro de 2009.

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sábado, julho 27, 2013

Autógrafos Desenhados (XXIV) - Paolo Ongaro


Conheci Paolo Ongaro, autor italiano de banda desenhada, no Salone Internazionale dei Comics, del Cinema d'Animazione e dell'Illustrazione de Lucca, em Itália, na sua 14ªedição, entre 26 Outubro e 2 de Novembro de 1980. E, obviamente, pedi-lhe um desenho, que aqui mostro, passados mais de trinta anos.

Embora não se tratasse de um autor muito conhecido, ele era anunciado em Lucca como sendo, nessa época, um dos desenhadores do anti-herói Diabolik.

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PAOLO ONGARO

Síntese biobibliográfica

Nascido a 22 de Junho de 1946 em Mestre (Veneza), Itália, o início de Paolo Ongaro na BD deu-se com o trabalho de arte-finalização aos desenhos de Vladimiro Missaglia, a que se seguiu a realização a solo de bandas desenhadas no género de horror. 

Foi em 1970 que deu início à sua colaboração em "Diabolik", personagem criada, ao nível do argumento, pelas irmãs italianas Guissani, Angela e Luciana, e desenhado inicialmente por Luigi Marchesi.

Colaborou também com as revistas L'Intrepido, Il Giornalino (onde desenhou histórias de Larry Yuma), Il Corriere dei Ragazzi, entre outras. Em meados desses anos setenta, Ongaro encarregou-se de desenhar a personagem Tarzan. 
Fez igualmente histórias de guerra para a agência inglesa Fleetway, e para a revista Audax da editora italiana Mondadori, desenhou o Agente Speciale Magnum.

Para essa mesma editora teve a seu cargo o desenho de histórias de espionagem, entre 1976 e 1977, e colaborou na série "Uomini e Guerra", bem como na "Storia d'Italia a Fumetti", além de realizar a componente gráfica da "Storia delle Olimpiade", editada em 1996, numa outra iniciativa da editora Mondadori.

Fez a experiência de desenhar personagens da Disney editadas em Itália pela Mondadori, e a partir de 1990 começou a participar na conhecida série de origem italiana "Martin Mystère".
Também chegou a trabalhar em França, onde colaborou nas revistas L'Écho des Savanes e Pif.

(Ignoro se faz actualmente alguma coisa na BD. Espero que haja quem, entre os visitantes deste blogue, me possa dar qualquer novidade).

Fontes consultadas: 

1) The World Encyclopedia of Comics, edited by Maurice Horn - Chelsea House, 1999
2) Dictionnaire Mondial de la Banda Dessinée, de Patrick Gaumer, avec la collaboration de Claude Moliterni - Larousse, 1998
3) Lambiek Comiclopedia

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segunda-feira, maio 27, 2013

Autógrafos Desenhados (XXIII) - Mézières



Jean-Claude Mézières, como grande nome que é da BD europeia, irá constituir um inesperado foco valorizador do 9º Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, onde vai estar presente a 1 e 2 de Junho, dias de arranque do já renomado evento bedéfilo nacional (que se prolongará até dia 16 do mesmo mês).

É dele o autógrafo desenhado - ou desenho autografado - que ilustra o topo do "post", o qual obtive de Mézières na edição de 1987 do grande Festival International de la Bande Dessinée de Angoulême. 

Pelo facto de termos o ilustre banda-desenhista em Portugal, ocorreu-me mostrar este desenho autografado inédito, já com mais de vinte e cinco anos de existência no meu acervo da especialidade. Está na hora de obter uma nova versão...

Mézières, é reconhecido como autor europeu de grande prestígio, conseguido este basicamente na co-autoria da extensa saga de ficção científica "Valerian Agente Espácio-Temporal" centrada na personagem homónima - sem desprimor para Laureline, sua parceira de aventuras -, uma obra criada ficcionalmente pelo prolífico argumentista - escritor Pierre Christin.    

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MÉZIÈRES

Síntese biobibliográfica 

Jean-Claude Mézières nasceu em Paris, a 23 de Setembro de 1938. O seu pendor natural para o desenho manifestou-se cedo, aos treze anos, ou seja, ainda antes de terminar o curso liceal, tinham sido publicados desenhos seus no Le Journal des Jeunes, em 1952 fez uma banda desenhada tipo pastiche em onze pranchas, que intitulou "Tintin en Californie". 

Por essa altura, em 1953, começou a frequência de um curso de quatro anos no Institut des Arts Appliqués, em Paris.

Enquanto estudava arranjou tempo, a meio do curso, fez a uma bd de aventuras (como o título indica), "Robin des Bois", publicada na revista Bonjour Philipine, iniciada em 1955 e terminada em 1957. 

Estava definitivamente lançado na especialidade, tanto assim que para outra revista, a Fripounet, fez uma bd incidindo sobre um tema que o apaixonava, o western, cujo título não consegui localizar (ora aí está uma pergunta que farei agora a Mézières).

Após o serviço militar - iniciado em 1959, terminado em meados de 1961 - trabalhou numa agência de publicidade, para a qual fez uma banda desenhada publicitária , sob argumento do seu amigo de infância Pierre Christin.

Em 1965 foi até aos Estados Unidos a fim de estagiar com autores de comics e poder observar os seus métodos de trabalho. Lá, em Salt Lake City, encontrou-se de novo com Pierre Christin, que na altura estava como professor na Universidade de Utah. Ambos, em mais uma colaboração, fizeram uma banda desenhada de seis pranchas intitulada "Le Rhum du Punch", e enviaram uma cópia para Jean Giraud que, por sua vez, a mostrou a René Goscinny, na altura editor da revista Pilote, e este publicou-a (Pilote nº 335, de 24 Março 1966).

De regresso a França, em meados de 1967, colaborou de novo na Pilote, com a bd "L'Extraordinaire et Troublante Aventure de Monsieur Auguste Faust", sob argumento de Fred.

Ainda nesse ano de 1967, de novo sob argumento de Pierre Christin (então a usar o pseudónimo "Linus"), iniciou-se a obra de ficção científica "Valérian", também para a Pilote. Essa obra foi publicada em Portugal sob o título "Valérian - Agente Espácio-Temporal", em revista e em álbum.

Em 1987 e 1990 fez duas histórias completas para a revista Métal Hurlant. Em 1991, de novo com o seu argumentista de sempre, faz as ilustrações para a obra "Les Habitants du Ciel", com o subtítulo "Atlas Cosmique de Valérian et Laureline".

Mézières recebeu em 1984 o Grande Prémio da Cidade de Angoulême. Já esteve duas vezes em Portugal, uma delas em Lisboa, no evento BDBOOM, outra na Amadora, integrado no respectivo IX Festival Internacional de BD, e, pela terceira vez de visita a Portugal, estará em Beja, a participar no IX Festival de Banda Desenhada daquela cidade alentejana.

Alguns dos elementos constantes deste texto foram extraídos de três fontes:

1) The World Encyclopedia of Comics, de Maurice Horn, edição de 1998
2) Dictionnaire Mondial de la Bande Dessinée, de Patrick Gaumer e Claude Moliterni, edição de 1998
3) Wikipedia  
  
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