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terça-feira, agosto 11, 2015

A Vida Oculta de Fernando Pessoa






André Morgado, argumentista/guionista português, e Alexandre Leoni, ilustrador e autor de BD virtual no seu site, travaram conhecimento em 2014 através da internet. O português, admirador confesso de Fernando Pessoa, apresentou ao brasileiro o projecto de realizarem uma novela gráfica dedicada ao celebrado poeta, tão admirado em Portugal como no Brasil.

Inicialmente, Alexandre Leoni, achou que aquela não era a sua praia. Mas, de acordo com a frase criada por Pessoa na actividade de publicitário, na mente do desenhador o projecto "primeiro estranhou-se, depois entranhou-se". E aí esteve a génese de cooperação luso-brasileira dos dois parceiros, que se assumem, segundo palavras de Morgado, "amantes da criatividade e da cultura".

Está, pois, iniciada a tarefa de realizar uma banda desenhada onde se esmiúcem alguns dos aspectos mais ocultos da sua vida, num mundo sobrenatural idealizado pelo novel argumentista/escritor, que cria uma trama ficcional onde Fernando Pessoa surge como membro de uma sociedade secreta que luta para salvaguardar os portugueses de uma catástrofe. A fim de melhor o conseguir, o poeta recorre à sua extensa heteronimia. E daí em diante vê-se envolvido em peripécias que, por agora, apenas são conhecidas pela dupla de autores.

Mas para concretizarem o projecto gráfico-literário de uma obra em banda desenhada com grande envergadura, os dois cúmplices precisariam de verbas que nem um nem outro poderiam disponibilizar. Daí que tenham decidido recorrer ao sistema de crowdfunding.

Os interessados em participar na concretização da obra podem consultar o endereço:

https://www.catarse.me/pt/avidaocultadefernandopessoa

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Os visitantes deste blogue que, por curiosidade, queiram ver os restantes "posts" do presente tema, poderão fazê-lo clicando no item Fernando Pessoa na banda desenhada visível no rodapé

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Luís Diferr, autor de KALLILEA, e o CROWDFUNDING


Depois de "O Homem de Neandertal" e "Os Deuses de Altair", duas obras de grande qualidade em BD, e "As Viagens de Loïs - Portugal", excepcional estreia na área da Ilustração, Luís Diferr está de novo a trabalhar numa banda desenhada de fôlego, Kallilea L'Amazone. Este título indicia que a edição inicial será em língua francesa (tal como aconteceu com "Les Voyages de Loïs - Le Portugal"), mas também já está prevista edição do álbum em português.

No que concerne à concretização editorial do projecto, Diferr encontrou apoio na editora Sandawe (*), que recorre integralmente ao sistema de crowdfunding.

Tanto os desenhos como o argumento (e a colorização) desta obra em construção têm a marca do talento polifacetado - ficcional, gráfico, cromático - de Luís Diferr, que se lançou na realização de uma reconstituição para-histórica, sem abdicar da indispensável componente imaginária, onde tem lugar um rasto erótico de que Diferr nunca abdica nas suas obras de BD.
Vejamos os textos de lançamento do projecto KALLILEA:      

ESTÁ DADA A PARTIDA PARA OS FÃS DE KALLILEA !

« Todos os fãs de Kallilea são iguais mas alguns são mais iguais do que outros. »

Para tal basta:

Inscrever-se gratuitamente em Sandawe éditeur, AQUI [Prénom = nome próprio; Nom = apelido (Pt); sobrenome (Br). Introduzir e reintroduzir e-mail e palavra-passe].


Em cima: Apreciem-se duas pranchas da bd, e a capa provisória.


Em cima: Veja-se a descrição do projecto, à esquerda, e a listagem de contrapartidas, à direita, que dependem dos montantes investidos.

Os leitores poderão investir no projecto em troca das contrapartidas citadas na margem direita da página de apresentação do mesmo; transformar-se-ão então em "edinautas".

Página do Facebook dedicada a Kallilea:  


 Atenção: KALLILEA está na categoria "PROJET LIBRE"


(*) sandawe.com
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LUÍS DIFERR

(ou apenas Diferr) 

NOME COMPLETO: LUÍS FILIPE TORRES DIAS FERREIRA

 NACIONALIDADE: Portuguesa 

  • LOCAL e DATA DE NASCIMENTO: Lobito (Angola), 26 de Maio de 1956

    Profissionalização em serviço no Ensino de Educação Visual e Geometria Descritiva (Básico e Secundário), nos anos letivos de 1997/98 e 1998/99, pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação. 
  • BANDA DESENHADA (publicações mais relevantes): 

    Diversas publicações, em jornais, fanzines, revistas e álbuns, desde a 1ª publicação, com 15 anos: 1971/2 - “O Urso”, 24 bandas no suplemento dominical de O SÉCULO;

    Nov./1991 (Salão de BD da Amadora) - Álbum “O Homem de Neandertal” (54 pranchas a cores), Edições ASA, 1º volume de “As Aventuras de Herb Krox” 

    Março/1997 - Álbum “O Lago Iluminado - 1ª parte”, primeiro volume das Aventuras de DAKAR, o minossauro”, com argumento meu e desenhos de José Abrantes (46 pranchas a cores), Edições Baleiazul;   

    Março/1998 - Álbum “O Lago Iluminado - 2ª parte, das Aventuras de DAKAR, o minossauro” (54 pranchas a cores), Edições Baleiazul; 

    Dezembro/1998 - Álbum “Os Deuses de Altair - I” (52 pr. a cores), Edições Baleiazul, coleção Alboom, 2º volume de “As Aventuras de Herb Krox”.    

    Maio/2003 - “Corina Alpina Bonina” no álbum coletivo “Vasco Granja, uma vida... 1000 imagens” (8 pranchas a preto e branco), Edições ASA;  

    Outubro/2013 – “Blueberry em Por um monte de ferro-velho” (uma prancha a cores), homenagem ao herói de Charlier e Giraud no fanzine Efeméride dedicado aos “Heróis de BD no Século XXI”. 

    ILUSTRAÇÃO:

    Diversos trabalhos, o mais relevante dos quais é:

    • Abril/2010 - Álbum “Les Voyages de Loïs – Le Portugal”, Éditions CASTERMAN (França/Bélgica, 56 páginas a cores) ; edição portuguesa, de Junho/2010, pela ASA.

    ARQUITETURA:
    De 1986 a 1988 - Arquiteto projetista num atelier de Arquitetura (Da Cunha Paredes Lda.).

    ACTIVIDADE DOCENTE:
    Desde Setembro de 1993 - professor de Educação Visual e de Geometria Descritiva no Colégio Valsassina (Lisboa); Coordenador dessas disciplinas a partir de 1999. 

    (Texto consoante o actual Acordo Ortográfico - AO90 - que me foi fornecido pelo arquitecto/professor Luís Dias Ferreira)

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    Os interessados em ver postagens anteriores relacionados com algum dos temas desta postagem poderão fazê-lo clicando sobre o item desejado, visível em rodapé

    sexta-feira, outubro 03, 2014

    Relvas, autor de BD, e o "crowdfunding"


    Como acontece à maior parte dos autores portugueses de BD, Relvas, Fernando Relvas, tem dificuldade em ser editado pelas editoras nacionais e, cumulativamente, a sua capacidade económica é insuficiente para ser ele próprio a auto-editar-se.

    Mas existe o sistema chamado crowdfunding - que noutros países tem sido bastante utilizado, consta que com bons resultados - a que Fernando Relvas também recorreu agora para conseguir editar uma nova obra. 

    Apesar dessas experiências positivas no estrangeiro, o nosso compatriota está algo desapontado com a escassa adesão dos aficionados portugueses ao sistema. 

    Daí que, para divulgar a situação, este bloguista lhe tenha apresentado algumas questões.

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    Entrevista com

    FERNANDO RELVAS


    Geraldes Lino - Depois de teres publicado, entre 2007 e 2011, com base no sistema usado pela editora Lulu, as bandas desenhadas "Palmyra", "The Chinese Master Spy", e "Li Moonface", decidiste largar esse sistema de "print on demand". Porquê? Não funcionou bem?

    Fernando Relvas - Não larguei o sistema de print-on-demand por muito tempo. Em 2013 saiu uma nova versão de Palmyra pela CCB Publishing que está disponível online em vários sítios. 
    Mas é certo que até agora não tem funcionado muito bem. 

    G.L. - Estás agora a elaborar outra obra de BD, a "Nau Negra. One Boatman, Two Ships", também a cores. Podes dizer-me quantas pranchas já tens feitas, e também descrever, em síntese, o tema?

    Fernando Relvas - O título em português é só "Nau Negra", e a versão inglesa está prevista para ser publicada em print-on-demand.
    A história tem cerca de 100 páginas, com 50% já feito (cerca de 70 páginas com interrupções. 
    A trama passa-se junto ao porto de Nagasaki no início do século XVII. Há material da história que pode ser visto nos blogues "Urso do Relvas"
    http://urso-relvas.blogspot.com

    mas posso adiantar que tem de tudo, portugueses, japoneses, ingleses, italianos, a bordo de um navio que anda às voltas no mesmo sítio.

    G.L. - Desta vez decidiste recorrer à plataforma crowdfunding, ainda pouco divulgada em Portugal, penso eu, para a edição da "Nau Negra".
    Podes dar uma ideia sucinta da forma como é que funciona esse sistema?

    Fernando Relvas - E obviamente há a apresentação, muito completa, na página da campanha de fundos

    no Indiegogo, que é uma plataforma onde se podem iniciar campanhas de angariação de fundos. Não é assim tão recente quanto isso, só que nos primeiros anos só funcionava para os Estados Unidos, onde neste momento já é um sistema comum. 
    O próximo filme de Martin Scorsese foi financiado através de crowdfunding
    Em Portugal, onde o "pedir esmola" faz parte da estrutura social, o conceito custa a entrar e causa, no mínimo, confusão às pessoas.
    A campanha destina-se a financiar o acabamento da história em português e a edição em inglês. A publicação da edição em poruguês ainda está em aberto.

    G.L. - A campanha de crowdfunding começou em 2 de Setembro e terminará a 1 de Novembro de 2014. 
    Sendo tu um autor de BD de elevado prestígio, como está a decorrer a participação do público interessado em banda desenhada?
     


    Fernando Relvas - Não parece haver ninguém da BD no horizonte, nem discutindo, nem contribuindo, nem sequer rabujando.
    Alguns passaram pela página da campanha e nem bom dia disseram, ou aconselharam a outros mas não participaram. Será timidez? Tirando raros e corajosos membros da tripulação que avançaram logo no início.

    Entretanto, quando estava a acabar as respostas à tua entrevista, recebi uma boa notícia: o Centro Cultural de Portugal em Tóquio aceitou divulgar a campanha na página do facebook.
    Se fores ao meu blogue "Urso do Relvas" tens lá uma nova animação sobre a campanha.


    G.L.- Faço votos para que esse teu pequeno filme (fui agora mesmo vê-lo, está bem feito e com muita piada!) anime o crowdfunding...


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    FERNANDO RELVAS

    Síntese biobibliográfica

    Fernando Carlos Nunes de Melo Relvas, 20 de Setembro de 1954, Lisboa. 
     

    Relvas iniciou-se na BD em 1975, colaborando nos fanzines O Estripador e O Gorgulho. Estreou-se em 1976 a colaborar num jornal, o Gazeta da Semana, com a personagem 'Chico'. 

    Voltaria mais tarde aos jornais, designadamente a: Pau de Canela, O Fiel Inimigo (depois apenas Inimigo), Sete, GrandAmadora, Diário de Notícias, Mundo Universitário
    Entre todos destaca-se o semanário Sete, onde teve extensa produção bedística, de 1982 a 1987: Concerto Para Oito Infantes e Um Bastardo, Niuiork, Sabina, Ai Este Chavalo Seria Tão Baril Se..., Herbie de Best, Sangue Violeta, Karlos Starkiller Jornalista de Ponta, todas a preto e branco, e Nunca Beijes a Sombra do Teu Destino, A Noite das Estrelas, O Diabo à Beira da Piscina, O Atraente Estranho, estas quatro a cores.

    Há bandas desenhadas suas em várias revistas de BD: Mundo de Aventuras, ("0-3-0 O Controlador Louco"), Fungagá da Bicharada, Mosquito (5ª série), no respectivo suplemento "O Insecticida", Lx Comics e especialmente na Tintin, onde teve considerável produção (Espião Acácio, Viagem ao Centro da Terra, Rosa Delta Sem Saída, L123, Cevadilha Speed, Slow Motion, Kriz 3). 
    Fez também BD em revistas de temas diferentes, nomeadamente Pão Comanteiga e Sábado ("O Rei dos Búzios").

    Em 1990 obteve o 1º prémio do concurso "Navegadores Portugueses", organizado pelo CNC-Centro Nacional de Cultura, com a obra "Em Desgraça - As Aventuras de Vaz Taborda".

    Tem obras editadas em álbuns: colaboração no colectivo "Noites de Vidro", aavv (1991); "Em Desgraça - As Aventuras de Vaz Taborda" (1993), "As Aventuras de Piri-Lau O Nosso Primo em Bruxelas" (1995), "Karlos Starkiller Jornalista de Ponta" (1997) - recolha da série homónima publicada no semanário Sete; "Uma Revolução Desenhada: o 25 de Abril e a BD" (1999).

    Enquanto profissional da BD e Ilustração, editou ele próprio os seus prozines (Ananaz Q Ri e Ménage à Trois), mas colaborou também nos fanzines Édito e Quadrado (2ª série).

    Em Setembro de 1989, no V Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto participou numa exposição colectiva; em Março de 1997 foi-lhe dedicada uma exposição, pela Bedeteca de Lisboa,  intitulada "Relvas à Queima-Roupa", com edição de catálogo; em 1998 foi um dos vários autores portugueses incluídos na exposição "Perdidos no Oceano", organizada em França pelo Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême, na edição desse ano.


    Em Setembro de 2002 foi homenageado pela Tertúlia BD de Lisboa. 

    Publicadas em língua inglesa tem as seguintes obras: Palmyra (2007), The Chinese Master Spy (2008), Li Moonface (2011), Ask a Palmyra: How Can Transgenic Fish Make You Sex Crazy? (2013).

    Em 2012 realizou o seu primeiro filme de animação, "Fado na Noite", ambientado em Lisboa, nos meados do século XIX. O filme foi financiado pela RTP e Ministério da Cultura.

    Em 2013 foi-lhe atribuído o Prémio Nacional de BD/2012 pelo Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, onde esteve representado na exposição "Relvas a Três Tempos". 


    Esteve parte do corrente ano de 2014 a preparar, mais uma vez como autor completo - argumento, desenho, legendagem e colorização -, a obra "Nau Negra", quase terminada em fins de Setembro.