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terça-feira, janeiro 17, 2017

Críticas e Notícias Sobre BD (XXXI) - Tintin no País dos Sovietes, agora a cores





Grande novidade, a que tem estado a ser badalada nos média - imprensa, blogosfera e redes sociais: a primeira aventura de Tintim, No País dos Sovietes, a única que ainda permanecia, teimosamente, impressa a preto e branco, acaba de ser editada em quadricromia!

Na imprensa, o matutino Diário de Notícias, na sua edição de sábado, dia 14.1.17, deu grande destaque ao assunto, puxando-o para a primeira página, sob o título: O Livro Em Que Nasceu Tintin Finalmente Ganhou Cor.

E no seu suplemento Mais Artes, o tema teve direito a duas páginas, com um interessante texto escrito em Bruxelas por João Francisco Guerreiro. Com a devida vénia a este jornalista, aparentemente tintinófilo, retirar-lhe-ei do artigo alguns excertos. Ei-los:

"(...) Tintin no País dos Sovietes é "o primeiro livro [de toda a série] Tintin" e nele é bem visível que não tem o mesmo traço de Hergé quando chegou ao décimo álbum", nota a directora do Museu da Banda Desenhada de Bruxelas, Carine Schmitz. Quando iniciou a série de As Aventuras de Tintin, Hergé "tinha apenas 21 anos" e, por essa razão, é normal que tenha defeitos".
O próprio autor chegou a classificar o seu primeiro trabalho como um "álbum mal desenhado" (...)
"(...) Do ponto de vista da narrativa encontram-se falhas (...) As bananas que aparecem numa das cenas do livro e um posto de combustível da Shell são elementos introduzidos pelo autor que não existiam na Rússia daquela época. (...)"
"(...) Uma aventura em que Tintin é enviado de Bruxelas em reportagem para Moscovo. (...) Neste livro, Tintin escapa a 22 tentativas de assassínio", comenta o director artístico dos Estúdios Hergé (...)
"(...) Hergé escreveu a história sem nunca ter estado na Rússia, sob as orientações da direcção do jornal católico, conservador, anticomunista Le Vingtième Siècle. Baseou-se no livro de um suposto cônsul belga, em Moscovo, naquela época. O conjunto de tiras de BD em que Tintin descobre que os bolcheviques ameaçavam o povo para conseguirem a vitória nas eleições tem sido apontado como uma transcrição quase integral dos relatos desse cônsul que "viveu em Moscovo".
Este pormenor é repetidamente escrito na imprensa e em blogues especializados na obra de Hergé. Mas uma descoberta recente vem apimentar a história. "Este cônsul nunca existiu", garante o director artístico dos Estúdios Hergé, com base nas investigações que desenvolveram para a reedição de Tintin no País dos Sovietes. (...)"
"(...) Tintin já vendeu 230 milhões de álbuns. É publicado em 77 línguas. O novo livro a cores tem uma primeira tiragem de 300 mil exemplares para o grande público e de 50 mil para coleccionadores. (...)"

A edição que acaba de ser posta à venda na Bélgica, Tintin au Pays des Soviets, apresenta-se num álbum cartonado, com 140 páginas, sob chancela Casterman, com o PVP de 14,95 euros.

Está prevista a sua edição em Portugal no decorrer deste ano. Não foi divulgado ainda o nome da editora. E fica-se com uma curiosidade: qual será o PVP em Portugal.    
  
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Os interessados em ver as 30 anteriores postagens deste tema "Imprensa - Críticas e Notícias sobre BD" (com início em 15 de Julho de 2005) poderão fazê-lo, bastando para isso clicar nesse item visível aqui por baixo no rodapé 

segunda-feira, setembro 07, 2015

Política e BD - Personagens das Aventuras de Tintim na Actualidade Portuguesa







Os heróis das célebres bandas desenhadas da autoria de Hergé foram aproveitadas pela jornalista Ana Sá Lopes de forma bastante criativa num artigo intitulado "Oliveira da Figueira, As Aventuras de Tintim na Política Nacional", que teve publicação no jornal i, de 2 de Setembro 2015.

Com a devida vénia à jornalista e ao jornal, reproduzo na presente postagem as cinco colagens das personagens dos episódios de Tintim a várias personalidades da política portuguesa, com a intromissão entre os políticos de um banqueiro actualmente muito focado pelos média por péssimas razões.

Temos portanto as equipas:

1) Dupond e Dupont & Passos Coelho e Paulo Portas
2) Capitão Haddock & Marinho e Pinto
3) Professor Tournesol & Professor Cavaco Silva
4) Bianca Castafiore & Ana Gomes
5) Serafim Lampião & Marcelo Ribeiro de Sousa
6) Nestor, o mordomo do Capitão Haddock & Durão Barroso
7) Rastapopoulos & Ricardo Salgado

Uma paródia de elevado nível irónico e de agudo sentido humorístico.
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Nota de rodapé

No texto introdutório, Ana Sá Lopes escreve:

"(...) Mas o lado Oliveira da Figueira de Paulo Portas está a ser escurecido nos últimos tempos pelo lado Dupont, os polícias gémeos - e trapalhões - que repetiam quase em simultâneo as mesmas frases. (...)"

Ora a jornalista, neste caso, limitou-se a repetir o que tradicionalmente se diz dos Dupondt.

Mas, contrariando essa habitual ideia, na minha opinião os Dupondt não são gémeos.
Vou reproduzir a argumentação que expus no meu fanzine Efeméride (nº4, Janeiro 2009) dedicado ao tema "Tintim no Século XXI", que foi a seguinte:

"(...) os aparentemente gémeos Dupond e Dupont nem sequer irmãos são. 
Como justificar a afirmativa? Porque as pessoas da mesma família têm apelidos iguais, tão simples quanto isso.
Nesse caso, qual a explicação para a incrível e rigorosa semelhança (excepto, claro, no bigode)?
Mera coincidência física, reforçada pelos fatos iguais - quiçá farda à paisana fornecida pela polícia belga, outra hipótese inédita - ou, em última análise, fruto da liberdade artística em prol do humor. (...)"

Mas reconheço que a ideia feita, habitual, de os Dupondt serem gémeos, deu jeito à jornalista para a comparação com Passos Coelho e Paulo Portas... 
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Os visitantes interessados em ver as anteriores postagens relacionadas com "Política e BD" poderão fazê-lo clicando no respectivo item, visível no rodapé     

sexta-feira, julho 18, 2014

Exposições BD Avulsas (Sátão) - Tintim na Casa da Cultura de Sátão



Por mera coincidência, amanhã, Sábado, dia 19 de Julho, há duas exposições com imagens de episódios de BD protagonizadas pela personagem Tintin, uma em Linda-a-Velha, de que falei na postagem anterior, e a que agora menciono, a realizar na Casa da Cultura de Sátão.

Esta de Sátão - que dá a conhecer o importante facto de haver lá uma Casa de Cultura que se interessa por BD, especificamente pelo herói criado por Hergé -, inaugura-se às 15h00.

As peças - livros, álbuns, revistas, publicações apócrifas, objectos de "merchandising" - pertencem à colecção do Arquitecto António Mata, também autor de BD e tintinófilo, e a exposição é organizada pelo Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu - Gicav.

A exposição sobre Tintim estará patente durante um mês, até 19 de Agosto, na Casa da Cultura, de terça a sexta feira das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, e sábados das 13h00 às 17h00.
 Para mais informações, consultar o "site":
 
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quinta-feira, julho 17, 2014

Exposições BD Avulsas (Linda-a-Velha) e Palestra - Hergé e Tintin




“Hergé – cronista do século XX” é o título do evento que se inaugura no próximo Sábado, dia 19 de Julho, e se encerra a 27 deste mesmo mês, no Palácio dos Aciprestes - Fundação Marquês de Pombal, em Linda-a-Velha (*) 

Haverá uma sessão de abertura, pelas 15h30, com apresentação de João Castanheira dos diversos pontos em foco, entre os quais se destaca uma palestra intitulada "Hergé - Cronista do Século XX", proferida por António Monteiro. especialista na obra de Hergé e conceituado tintinófilo. 

Seguir-se-á um momento muito especial: a interpretação da ária das jóias (a que Madame Castafiore repete à saciedade), mas desta feita pela soprano Patrícia Brandão acompanhada pela pianista Manuela Fonseca.

Será depois a vez de João Mascarenhas, que terá uma intervenção generalista centrada nas aventuras de Tintin.

O evento encerra com debate público sobre o mesmo tema.

(*) Av. Tomás Ribeiro, nº 18 - Linda-a-Velha
(Contactos:tlf 214158160 // tlm 966921925)

O programa completo está legível no topo do "post".

Para mais informações, escrever para info@thinkers.pt
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segunda-feira, dezembro 10, 2012

Críticas, Notícias e Comentários sobre BD na Imprensa (XXVIII) "Tintin e Hergé (XVIII)






Um futuro para além do destino do senhor Oliveira da Figueira, é o título de um artigo de página inteira, no jornal Público (7 Dez. 2012), que remete de imediato para a banda desenhada, mais concretamente para uma caricatural personagem portuguesa pertencente à extensa e rica galeria criada por Hergé.

José Manuel Fernandes (*), o jornalista autor do artigo (que chegou a ser director do acima citado jornal), vem engrossar a numerosa lista de figuras responsáveis em diversas áreas, profissionais e políticas, que conhecem BD, são ou foram leitores de BD, e que a ela recorrem quando consideram que nela se encontram personagens ou situações exemplares para comparações com figuras públicas ou casos concretos da vida sócio-política do nosso país.

Leiamos então o excerto do artigo em que é focado o nosso imaginário compatriota:

"Os árabes chamavam-lhe o 'branco-que-vende-tudo' e Tintin comprovou-o: comprou-lhe um par de esquis, um taco de golfe, um chapéu alto, uma gaiola com um periquito e um despertador, tudo absolutas inutilidades que o deixaram imensamente feliz.
A cena passa-se no livro Os Cigarros do Faraó e o senhor Oliveira da Figueira, que mais tarde reapareceria em No País do Ouro Negro e em Carvão no Porão, é o único português a ter um lugar de destaque nas aventuras criadas por Hergé (há também um cientista português a bordo do Aurora, em A Ilha Misteriosa, mas o seu papel é irrelevante). O histriónico vendedor de bugigangas corresponde a um certo cliché do ser-se português, da generosidade à capacidade de improvisação, da lábia à errância por terras distantes, tudo construído em torno da imagem de um comerciante que até na capacidade de aculturação se revela bem lusitano. Ninguém, nem mesmo Hergé, se lembraria de retratar um português como financeiro ou industrial. (...)"   

Claro que seria necessário contextualizar este excerto para se compreender o motivo de o senhor Oliveira da Figueira ter sido trazido à colação num artigo sobre política e economia. Todavia, não seria razoável nem compreensível reproduzir num blogue dedicado à BD a totalidade da análise sócio-política do jornalista.
Mas ainda se justificará a apresentação de mais dois curtos excertos onde a personagem Hergiana é mencionada:

"(...) Para já, tudo indica que os nossos Oliveira da Figueira voltaram a demandar o mundo. Boa parte da expansão das exportações portuguesas deve-se a muitos e muitos empresários que, tendo de enfrentar a contracção do mercado interno, se viraram para o exterior e conseguiram encontrar novos clientes (...)"

"(...) Por isso, numa altura em que começa a crescer a oposição aos cortes nas despesas do Estado, chamem-se ou não "refundação", o essencial é dizer que o que não podemos suportar são estes impostos, ou o que queremos não é um IRC de apenas 10 por cento para os novos investimentos, queremos esse IRC para toda a economia, porque é ela, como um todo, que tem de competir nos mercados abertos da União Europeia e do resto do mundo.
Mas será que seremos capazes de ser mais do que desenrascados e um pouco mais sofisticados Oliveiras da Figueira do século XXI?    


(*) Jornalista. Escreve à sexta-feira no jornal Público
jmf1957@gmail.com
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As imagens que ilustram o topo do "post" são da autoria de Antero Valério,
no episódio de bd curta, de prancha única, intitulado "A Mala Azul", que faz parte da obra de BD colectiva "Tintim no Século XXI", publicada no fanzine Efeméride, editado em Janeiro de 2009
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Os interessados em ver as 27 anteriores postagens deste tema "Críticas e Notícias sobre BD na Imprensa (com início em 15 de Julho de 2005) do presente tema, poderão fazê-lo, bastando para isso clicar no item Etiquetas: Críticas e notícias sobre BD na Imprensa, visível aqui por baixo no rodapé

Os tintinófilos que prefiram ver os 18 artigos relacionados com o tema "Tintin e Hergé" poderão optar por clicar na etiqueta seguinte, exactamente com este título

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Tintin e Hergé (XVII)

Tintim e Capitão Haddock tornaram-se famosos como "heróis" de banda desenhada, entre outros criados por Hergé. O curioso é que o cartunista Cid recriou três dessas personagens -Tintim, Professor Girassol e Milú - e meteu-as a contracenar com Angela Merkel (na pele de Madame Castafiore) num cartune, humorístico como é apanágio do género, mas num contexto de crítica política - o que também é muito comum no cartunismo.
Este engraçado cartune foi publicado no semanário Sol (9 Dezembro 2011), onde  Augusto Cid colabora na rubrica Cartoon.

Aliás, aproveito para explanar aqui uma ideia que desde sempre tenho defendido: o verdadeiro cartune é exactamente assim, numa imagem única. Quando o gag visual é desenvolvido em três ou quatro vinhetas, já se está em presença de um compromisso entre a banda desenhada e o cartune, muito próxima de uma banda desenhada curta, embora mantenha, de facto, o espírito do cartune, que é o de caricaturar situações na sua maioria de cariz político, ou personalidades também geralmente ligadas à política.
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segunda-feira, outubro 24, 2011

Exposições BD avulsas (X)

Tintim e as suas aventuras no universo imaginário da banda desenhada, sempre acompanhado pelos restantes comparsas, com destaque merecido para o tonitruante Capitão Haddock, são temas recorrentes para manifestações artísticas de índole diversa, desde exposições a filmes - e é já na semana corrente que se estreia a tão esperada fita cinematográfica de Spielberg.

Mas, no meu caso, estou a afixar o presente "post" não para falar do filme - a blogosfera é vasta, e blogues sobre Cinema é o que não falta -, mas sim para focar a exposição Tintim em Lisboa, que hoje, 24 de Outubro, se inaugura às 18h00 no C.C. Saldanha Residence/Ristorante Valentino, sob a égide da loja "Cool People", e lá ficará patente ao público, gratuitamente, até 5 de Novembro.

Para além do visionamento das numerosas peças dedicadas às obras e personagens de Hergé - álbuns apócrifos, edições raras, variado merchandising -, haverá também momentos diversificados, como sejam os que constam da Tarde Cultural que decorrerá no dia 29, ainda em Outubro, com o seguinte alinhamento:

15h30 - Hora do Conto - Uma acção conduzida pela escritora e jornalista Maria Inês Almeida, que apresentará um dos episódios de Tintim ao público juvenil;

17h00 - Tertúlia Tintinófila - Apresentação de temáticas relacionadas com o universo "Tintim e BD", que serão desenvolvidas por dois especialistas tintinófilos, António Monteiro e Jorge Macieira.

Em nota final e justa para com os/as coleccionadores/as tintinófilos/as que cederam peças (livros, álbuns, fanzines, figuras, e até um 2CV) para a exposição, aqui se registam os seus nomes (por simples ordem alfabética):

Carlos Bretes
Carlos Carvalho
Christina Reboço
Daniel Sasportes
Estrela Mandilla
Fernando Taborda
Geraldes Lino
João Castanheira
João Miguel Pereira
João Paulo Sá Menezes
Jorge Macieira
José Vítor Silva
Nuno Roby
Pedro Almeida
Pedro Macieira
Vítor Ribeiro

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segunda-feira, agosto 29, 2011

Ilustração por autor de BD (II) - Nuno Saraiva





O artista Nuno Saraiva, essencialmente autor de BD, está cada vez mais em foco, devido à sua intensa e bem visível actividade. Isto porque, para além da banda desenhada em duas pranchas que faz semanalmente para a revista/suplemento "Tabu" (semanário Sol) assina com frequência ilustrações para outros sítios.



É o caso, por exemplo, do jornal Público, para cujo suplemento "Ípsilon" realizou um estupendo conjunto de ilustrações dedicadas à rentrée (a influência francófona ainda não foi totalmente submersa pela anglófona) e que constituem forte motivo de interesse para os apreciadores de BD na generalidade, e para tintinófilos, na especialidade.



"As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne", filme tão longamente anunciado, de Steven Spielberg, eis o dito motivo de interesse. E é Tintin, lui même, que surge em grande plano, tanto na capa do "Ípsilon" como na ilustração de página dupla no interior daquela publicação.


Os méritos das duas ilustrações são inquestionáveis, demonstrando, ainda outra vez, uma já antiga afirmação minha, que tenho comprovado ao longo de muitos anos: qualquer autor de BD faz facilmente uma ilustração, em contrapartida raros são os especializados apenas em Ilustração que são capazes de fazer com facilidade uma banda desenhada (pode ser discutível, mas não posso deixar de dizer o que penso e tenho observado, é portanto a minha opinião muito pessoal, visto que nunca a vi ser defendida por mais ninguém).

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Para ver a postagem anterior deste mesmo tema bastará clicar no item Ilustração por autor de BD inserido no rodapé

terça-feira, outubro 19, 2010

Tintim no no Século XXI - Tintim e Hergé (XVI)


Tintin e alguns dos seus comparsas vistos por Alex Gaspar no fanzine Efeméride (nº4-Jan.2009), na obra colectiva Tintim no Século XXI, sendo também dele a contracapa, composta por uma visão humorística de todas as capas dos álbuns das Aventuras de Tintin. (Imagens 1 e 2, de cima para baixo)

Tintin a contracenar com Super-Homem e Batman, no episódio S.O.S. Tinto (Efeméride nº 3-Junho 2008), é a 3ª imagem a contar de cima.

As três composições são da autoria de Alex Gaspar.
(Ver a biografia deste autor no "post" deste mesmo dia intitulado Alex Gaspar -1965/2010)
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Para ver as postagens anteriores dedicadas ao mesmo tema basta clicar na etiqueta Tintin e Hergé inserida no rodapé

sexta-feira, abril 02, 2010

Tintin, aliás Tin-Tin por Tin-Tin - Tintin e Hergé (XV)


Há 1001 maneiras de parodiar Tintin/Tintim, quer mostrando-o como ancião de noventa e oito anos (é fazer as contas: foi criado, por obra e graça de Hergé em 1929, mas já com dezoito anos de idade), ou, antes pelo contrário, transformando-o num fogoso adolescente em cena amorosa com uma jovem mulher (só graças às paródias é que isso acontece, haja Zeus!).
É óbvio que apenas nos "pastiches" (há quem lhes chame, sabe-se lá com que estranhos desígnios, edições piratas) essas variantes são possíveis, e, afinal de contas, elas enriquecem a personagem, tornam-na humana.
Como sabem os tintinófilos - alguns fortemente escandalizados -, Tintin vive experiências únicas nesses episódios apócrifos, de que é exemplo o meu fanzine Efeméride nº 4, Jan. 2009, onde a obra colectiva "Tintim no Século XXI", é composta por vinte e nove aventuras, realizadas por vinte e nove desenhadores portugueses, localizadas temporalmente já no presente século.
Estas edições enfurecem sobremaneira os herdeiros de Hergé, ou seja, a sua viúva alegre Fanny Vlamynck e respectivo consorte, o irascível Nick Rodwell, sem se aperceberem como são importantes - na minha opinião muito pessoal - estas constantes aparições que ajudam a manter viva e atraente, para as novas gerações, a personagem da poupa e seus comparsas.
Vem isto a propósito da brincadeira banda-desenhística imaginada pelo talentoso e ecléctico autor de BD - argumentista/guionista, colorista, legendador e desenhador - Nuno Saraiva, sob o título Tin-Tin por Tin-Tin em África, mais um episódio de duas pranchas a cores para a série Na Terra como no Céu, sua criação exclusiva, que mantém desde 16 Setembro de 2007 na revista/suplemento Tabu do semanário Sol (o presente episódio reproduzido no topo do "post" foi publicado na edição do passado dia 12 de Março).
Agora algures em África, nesta paródia, tal como tinha sido em Angola na revista Papagaio, e antes no Congo (ex-Congo Belga, actual República Democrática do Congo, ex-Zaire), na versão original, desde sempre Tintin tem atitudes ou comentários classificáveis como racistas, não há volta a dar-lhe...

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Aviso aos eventuais visitantes interessados no tema Tintin e Hergé, há a hipótese de verem as postagens anteriores com a facilidade de um clique sobre o item homónimo indicado na rubrica "Etiquetas", inserida no rodapé

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Exposição de BD dedicada a Tintim, por imagens da autoria de autores espanhóis, em Punta Umbria (Huelva) - Tintim e Hergé (XIV)

Ilustração de Miguel Porto

Num blogue pertencente a um ilustrador/autor de BD e bloguista espanhol, chamado Miguel Porto, pode ler-se a informação de, a 6 de Agosto (estava-se em 2009) ir ser inaugurada, na sala de exposições do Ayuntamiento de Punta Umbria (Huelva), uma mostra colectiva em que diversos artistas profissionais da Banda Desenhada (entre eles o próprio Miguel Porto) homenageavam com bedês "pastiches" os oitenta anos de Tintim, a mais famosa personagem das várias criadas por Hergé.
Só agora faço este comentário porque foi hoje que me apercebi, por mero acaso, dos dois espaços internéticos do Miguel Porto: Blog, um deles, Portfolio, o outro, que já incluí na minha listagem BD na Net - "Blogs" e "sites" estrangeiros de Comics (ver na coluna "Categorias") sendo no blogue dele que está a notícia e também a imagem que reproduzo no topo do "post".
Mas o que me importa frisar é o facto de os organizadores desta exposição não terem tido problemas (ainda bem!) com os herdeiros dos direitos autorais de Hergé, Fanny Vlamynck e Nick Rodwell.
Isto porque na Lousã, uma simples exposição organizada pelo professor, jornalista e cartunista CarloSêco, tintinófilo compulsivo, foi mandada desmontar exactamente pela Fondation des Studios Hergé, por alguém, que faz parte do grupo de portugueses pertencente ao clube belga Amis d'Hergé, ter tido o "descaramento" de a ter montado, e ainda por cima, inocentemente, lhes ter dado conhecimento.
A exposição estava bonita, incluía livros sobre o autor e respectiva personagem, pertencente à colecção pessoal de Carlos Sêco, uns objectos de merchandising do mesmo coleccionador, e umas tantas imagens, entre as quais uma cópia digital do episódio criado para o meu fanzine Efeméride (nº4 - Jan.09), também publicada no jornal Trevim, da Lousã, e houve pessoas (eu incluído) a apresentar trabalhos relacionados com o tema.
Foi uma situação desgostante para o entusiasta organizador, de que me lembrei agora, igualmente algo entristecido, pelo desagradável acontecimento, e ao aperceber-me (satisfeito, atenção!) da, aparentemente (não há nenhum comentário posterior a informar o contrário), diferente sorte da já citada exposição em Punta Umbria. A menos que algo tenha falhado na organização lousanense...
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sexta-feira, janeiro 15, 2010

Dingding é o nome de Tintim na China - Tintim e Hergé (XIII)

O recorte é pequeno mas, já se sabe, basta clicar-lhe em cima para possibilitar a leitura (peço desculpa aos que sabem isto há anos...)

"As aventuras de Dingding, de Hergé, chegam à China", assim é o título da notícia (como se pode ver na gravura anexa) publicada na rubrica "Culto" do jornal gratuito Metro, na sua edição de hoje, que reproduzo, com a devida vénia.
Em texto de redacção, lê-se:
"pela primeira vez, os álbuns de banda desenhada de Hergé, protagonizados pelo intrépido repórter Tintin, vão ter na China uma tradução autorizada e mais fiel ao original."
Quer dizer que as traduções anteriores não eram fieis ao original? Parece que não, conforme se depreende pelo resto da notícia:
"As aventuras de Tintin - ou Dingding em mandarim - serão publicadas este ano no mercado chinês com uma nova tradução, directamente do francês, e não do inglês, como acontecia até aqui. A nova tradução ficou por conta de Wang Bingdong, um professor de francês na Universidade de Pequim."
Lamento bastante não saber mandarim, para ler as aventuras do Bingdong, perdão, do Dingding, mais uma vez, mas tentando dar-lhe nesta releitura, mentalmente, aquela entoação cantante da fala chinesa...
E daqui peço a algum chinês residente em Portugal (ou alguém que tenha convivência com um cidadão que saiba mandarim) que me possa ajudar a escrever Dingding em caracteres chineses. Lembrei-me agora: o cartunista Rodrigo está a viver em Macau (Viva, Rodrigo! quando ler isto, diga-me algo), e agora mesmo veio-me também à lembrança o meu amigo e ilustrador/autor de BD João Pedro Lam, que tem pai chinês e viveu em Macau (viva, Lam, vou enviar-te um sms a chamar-te a atenção para leres este "post" e deixares uma resposta nos comentários).
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E não é que o meu amigo João Lam deu-se conta do meu pedido? E, claro, com a sua amabilidade, deixou-me esta resposta em comentário, por acaso num outro "post" semelhante que afixei na rubrica "Críticas e comentários sobre BD na Imprensa".
Muito grato, Lam, pela muito clara explicação.
Grande abraço.
GL
Viva Geraldes!
Tin Tin em chinês escreve-se 錫錫 (Ding Ding) que resulta da duplicação do caracter 錫 que significa "lata".
Julgo ser uma espécie de onomatopeia relativamente ao som da lata, ou então uma apropriação do termo Tin que em inglês como sabes, quer dizer lata.
Não é invulgar em chinês traduzirem-se nomes estrangeiros a partir do som sem que haja um significado preciso nos caracteres.
Não sei se ajudou, mas foi o que consegui saber acerca do assunto...
Grande abraço
Lam

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Para ver todas as anteriores postagens deste tema, basta clicar no rodapé, sobre o item "Tintin e Hergé"
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Entretanto, para os visitantes se aperceberem da significativa quantidade de textos, acerca do tema, já existentes neste blogue, aqui fica uma listagem:

(XI) Fev. 23 - Carnaval da Lousã com personagens de Hergé
(X) Jan. 27 - Exposição 80 anos de Tintim na Lousã
(IX) Jan. 10 - Tintin "nasceu" há 80 anos
2009 - daqui para cima

(VIII) Set. 27 - Centenário de Hergé (VII)
(VII) Jul. 13 - Hergé e suas personagens em exposição na C.M.Odivelas - Cent. de Hergé (VI)
(VI) Jun. 19 - Tintin em edições piratas - A minha colecção (I) "Tintin en el Salvador"
(V) Jun. 16 - Selos e Banda Desenhada - Centenário de Hergé (V)
(IV) Jun. 13 - Tintim no fanzine Tertúlia BDzine - Centenário de Hergé (IV)
(III) Jun. 12 - Tintim, herói de muitas Artes - Centenário de Hergé (III)
(II) Jun. 8 - Tintin por Pedro Massano, José Carlos Fernandes e António Jorge Gonçalves - Centenário de Hergé (II)
(I) Maio 22 - Hergé (1907/1989) Centenário de Hergé
2007 - daqui para cima

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Carnaval da Lousã com personagens de Hergé - Tintin e Hergé (XII)

Carlos "Haddock" Sêco








Em pleno Carnaval, recebi do amigo Carlos Sêco (cartunista e autor de BD CarloSêco) estas fotos onde se vê ele próprio mascarado de Capitão Haddock, mais umas tantas personagens Hergeanas, facilmente identificáveis.
Carlos Sêco é, além de autor, bloguista (procurar na minha listagem, o blogue "Jonas o Reguila", leitor/visionador compulsivo de BD, mas também ferrenho tintinófilo (sócio da associação belga "Les Amis de Hergé"). Daí que não me espante nada que tenha sido ele o fomentador desta presença de algumas das carismáticas personagens criadas por Hergé (sem sequer faltar o cão Milú) neste desfile carnavalesco na bonita Lousã.

terça-feira, janeiro 27, 2009

Exposição 80 Anos de Tintim na Lousã - Tintin e Hergé (XI)



A notícia diz tudo. É só clicar em cima, para ampliar e facilitar a leitura (como sabem todos os habituais, os chamados navegadores da Net).
Aproveito para aconselhar aos tintinófilos (e bedéfilos em geral) uma ida ao Museu Dr. Louzã Henriques, na Lousã, apreciar a excelentíssima exposição 8o Anos de Tintim, organizada por Carlos Sêco.
Ou CarloSêco, assinatura artística deste cartunista, professor, director do semanário Trevim e, o que mais nos interessa neste caso, dono de invejável colecção de álbuns, revistas, livros e peças diversas, tudo isso relacionado com Tintin e Hergé.
A exposição está visitável até ao próximo mês de Fevereiro, dia 15.
E é, perdoe-se-me o chavão, uma exposição "a não perder". Ou ainda, outro chavão muito em voga, "incontornável"!