quinta-feira, novembro 03, 2011

Tertúlia BD de Lisboa - 328º Encontro (2 de 2)





Luiz Gê, um nome de referência nas "Histórias em Quadrinhos" do Brasil, honrou a Tertúlia BD de Lisboa com a sua presença.

É certo que foi uma situação imprevista, de última hora. Nelson Dona, o Director do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, telefonou-me, na tarde do próprio dia da realização da tertúlia (1 de Novembro, primeira 3ª feira do mês, como sempre), perguntando-me se seria possível ele e Luiz Gê irem jantar à tertúlia.

Claro que anuí de imediato, e ainda preenchi o Diploma de Honra para entregar ao autor brasileiro em nome da TBDL.
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LUIZ GÊ
Breve síntese biobibliográfica

Luiz Geraldo Ferrari Martins, aka Luiz Gê, nasceu em 2 de Julho de 1951 (o portal Lambiek indica 1953), em São Paulo, Brasil.
Começou por ser um dos editores da revista Balão (1972-1975), assim iniciando a sua actividade na Banda Desenhada (ou nas Histórias em Quadrinhos, como dizem no Brasil, expressão talvez originada na antiga portuguesa Histórias aos Quadradinhos ou Histórias em Quadradinhos, esta variante mais usada no Norte), foi editor de arte da revista Status, e foi também editor da revista Circo (1986-1987). Em tiras diárias criou a série "Presidente Reis" (1985-1986), e realizou o livro Quadrinhos em Fúria, uma compilação de grande parte das suas bandas desenhadas.

Luiz Gê foi o primeiro artista brasileiro a assimilar o estilo europeu de autores de nomeada, como Crepax e Moebius, e, após essas influências, criar o seu próprio estilo, "a elevar - no Brasil - a HQ à categoria de Arte" (como diz Goida na sua Enciclopédia dos Quadrinhos). E é de Ziraldo, nome importante da Arte Sequencial brasileira, a seguinte frase: "Luiz Gê é o nosso Astor Piazzola", dita aquando do lançamento do álbum Quadrinhos em Fúria, em 1984.

Luiz Gê, arquitecto e professor de Quadrinhos na Faculdade de Arquitectura e Urbanismo em São Paulo, foi distinguido com o prémio "Melhor Desenhista e Produção Gráfica de 1991", da HQ MIX, e com o "Prémio Angelo Agostini" como "Mestre do Quadrinho Nacional", em 2005, concedido pelo SENAC - Centro Universitário.

"Forma, com Laerte, Angeli e Glauco, o melhor que os quadrinhos nacionais produziram na década de 80", afirmou Hirou Cardoso Goidanich - "Goida", brasileiro nascido em Porto Alegre, importante estudioso e enciclopedista.
De facto, consultando outras fontes, verifica-se unanimidade em considerar Luiz Gê um dos nomes principais da BD brasileira, dos anos 1970 e 1980.

Posteriormente, em 2009, surgiu o seu álbum intitulado Guarani (de que se anexa uma prancha no topo do "post"), adaptado da obra homónima de José Alencar (1829-1877), regresso à BD de Luiz Gê, de que estava afastado desde o início da década de 1990.

As imagens que ilustram o presente "post" pertencem a bandas desenhadas de Luiz Gê, sendo as fotos dele próprio.
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Elaborada "a posteriori", eis a lista das presenças neste encontro:

1. Abílio Pereira
2. Adelina Menaia
3. Álvaro
4. Ana Saúde
5. Ana Taipas
6. Ana Túlia
7. Ana Vidazinha
8. António Isidro
9. Bruno Ma
10. Cristina Amaral
11. Cláudia Pinto
12. Diogo Carvalho
13. Filipe Melo
14. Gabriel Martins "Loot"
15. Geraldes Lino
16. Guilherme Mendes
17. Helder Jotta
18. Hugo Teixeira
19. João Alves
20. João Amaral
21. João Antunes
22. João Figueiredo
23. João Pereira
24. Jorge Alves
25. Juan Cavia
26. Lameiras, João
27. Lúcia Ferreyra
28. Lucila Masera
29. Luiz Gê - Homenageado (brasileiro)
30. Maria Augusta Alves
31. Maria José Pereira
32. Mascarenhas, João
33. Miguel Ferreira
34. Milhano
35. Moreno
36. M. Souto
37. Nelson Dona
38. Nuno Amado "Bongop"
39. Nuno Duarte "Outro Nuno"
40. Nuno Neves aka "Verbal"
41. Paulo Marques
42. Pedro Bouça
43. Rechena
44. Rui Domingues
45. Rui Rôlo
46. Sá-Chaves, João Paulo
47. Santiago Villa (argentino)
48. Simões dos Santos
49. Vítor Hugo Nascimento

3 comentários:

Paulo Marques disse...

Ei! O meu nome não está incluído nessa lista de pessoas presentes na Tertúlia! Que injustiça! Eu estive presente e até comprei rifas! Tenho fotos que o provam! ;)

À parte deste meu desabafo de profunda indignação, esta foi sem dúvida mais uma grande Tertúlia e só posso desejar vida longa a este momento mensal em que a Banda Desenhada ganha um sabor ainda mais especial na minha vida (e penso que também na vida de todos os participantes da Tertúlia BD de Lisboa)!

Um Grande Abraço do sempre presente,

Paulo Marques

Geraldes Lino disse...

Pronto, Paulo Marques, já acrescentei o teu nome na lista dos participantes da TBDL, peço desculpa pela omissão(involuntária).

TomWaiting disse...

Correcção: A foto da esquerda é de um músico brasileiro, Arrigo Barnabé (que muito admiro), que tem um álbum chamado "Tubarões voadores" inspirado na bd deste autor.

http://hqmemoria.quadrinho.com/?p=15