sexta-feira, março 21, 2008

Banda Desenhada portuguesa nos fanzines (XXV) - Autores: David Soares e Mário Freitas

 
David Soares é já, hoje, um nome importante na literatura do fantástico, mas começou por ser um autor emergente na banda desenhada indígena. 

Todavia, há muito tempo que não trabalhava na BD, lamentavelmente, porque ele tem - julgo esta minha opinião, apesar de subjectiva, consensual - invulgar talento para o desenho.

O que se prova através do visionamento da prancha que ilustra este "post" e das restantes três que compõem o bem engendrado episódio intitulado "Tertúlia do Horror - O Sinistro Monstro do Pântano", de cujo argumento é igualmente sua a autoria.

Quem tiver pachorra para um pequeno passeio internético, poderá desfrutar da totalidade das quatro pranchas que ele compôs para esta paródia gráfica (com arte final de Mário Freitas, tarefa executada com competência e significativa dose de talento), no meu outro blogue Fanzines de Banda Desenhada, cujo endereço é:

http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/

quarta-feira, março 19, 2008

Exposição de revistas de banda desenhada em Beja


Não tão voláteis como os fanzines, mas também instáveis e efémeras, as revistas de banda desenhada profissionais/comerciais marcaram indelevelmente várias gerações de apreciadores de BD. Alguns títulos mantêm-se inesquecíveis em absoluto, e fazem parte do imaginário de legiões de bedéfilos.
Tendo em consideração esta premissa, a Bedeteca de Beja tomou a iniciativa de organizar, numa das suas áreas expositivas (por acaso, a cafetaria, nada como ir vendo uma atraente mostra enquanto se toma café...), uma exposição de revistas de BD que incluem exemplares dos seguintes títulos (lista que me foi enviada por e-mail pelo Paulo Monteiro, activa eminência parda da dita cuja Bedeteca):
ABCzinho, O Mosquito, O Papagaio, O Senhor Doutor, Pim Pam Pum (suplemento do extinto jornal O Século), Diabrete, Cavaleiro Andante e respectivo suplemento O Pajem, Mundo de Aventuras, Tintin, Jornal do Cuto, O Grilo, Visão (de BD, 1975/76, nada a ver com a actual publicação homónima), Jornal da BD, O Mosquito - 5ª série (última até agora), Selecções BD (esta revista teve duas séries, fui colaborador de ambas, sei bem do que estou a falar... qual delas estará representada?), Lx Comics, Mesinha de Cabeceira, Quadrado.
Obviamente que esta lista é bem curta, faltando nela alguns títulos muito sonantes, designadamente Tic-Tac, Camarada, Fagulha, Gafanhoto, Papagaio, Jacto, Faísca, Falcão, Flecha, Foguetão (agarrando no F...), Pisca-Pisca, Titã, Zorro, Spirou, Lobo Mau, e ainda vários outros.
Em tempos, há já uns anos (atrás, como agora está na moda dizer-se, influência dos brasileiros, parece-me), organizei uma exposição em Amora, sob o título "Preciosidades da Banda Desenhada", onde expus números um e volumes de muitas destas revistas, portanto também dentro do espírito da que está agora patente em Beja.
Felicito os responsáveis pela iniciativa, além de os louvar pelo muito e bom trabalho que têm desenvolvido na área da BD. Ou não se chamasse Bedeteca o equipamento cultural onde tem assento esta realização, intitulada "Da ABCzinho à Mesinha de Cabeceira".
Apenas uma pequena dúvida em relação a este título: aparentemente, nele se estabelece um espaço temporal entre uma das primeiras e uma das últimas. Mas como Mesinha de Cabeceira surgiu como fanzine em 1992, e a Quadrado em 1993, por que motivo não foi seleccionado o título Quadrado para representar o mais recente título (isto não falando já das revistas Comix e Métal Hurlant, começadas a publicar em data posterior)...

Da ABCzinho à Mesinha de Cabeceira
Exposição de revistas de banda desenhada
Comics magazines in exhibition
De 29 de Fevereiro a 28 de Março
Bedeteca de Beja/Cafetaria da Casa da Cultura de Beja
de 2ª a 6ª feira, das 9h00 às 20h00

segunda-feira, março 17, 2008

Estética e convenções gráficas da BD - Picado e Contrapicado (XII) - Desenho de Carlos Pacheco e Jesus Merino

Um picado (*) fascinante, de enorme amplitude, dá-nos a medida do enorme trabalho e não menor talento que necessita um autor de banda desenhada para criar um breve momento, rapidamente ultrapassado pelo inexorável virar de página.
Superman, um super-herói que seduz autores e apreciadores, foi quem deu azo a este belíssimo picado no episódio The Big Picture, criado graficamente por Carlos Pacheco e Jesus Merino, os desenhadores, e Alex Sinclair, colorista, sob argumento de Kurt Busiek.

(*) Perguntaram-me se picado é o equivalente a "plongée". É sim, senhor, mas há muitos anos que, em português, existe a palavra equivalente que é "picado"; e "contre-plongée" deu contrapicado.
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Índice remissivo para os "posts" anteriores, visíveis/legíveis nas datas abaixo indicadas
(X) Abr. 20 - Frank Miller e Lynn Varley
(IX) Fev. 25 - Kája Saudek
2007 Daqui para cima
(VIII) Agosto 27 - Bill Watterson
(VII) Jun.11 - Joe Sacco
(VI) Maio 13 - Victor Mesquita
(V) Maio 9 - Moebius
(IV) Maio 7 - Rui Lacas
(III) Abr.11 - Gibrat
(II) Abril 11Gibrat
(I) Março 17 - Autores: Phil Gimenez e Andy Lanning
2006 Daqui para cima

quarta-feira, março 12, 2008

Festivais, Salões BD e afins - (Leiria) - "Vírus" - 1ª Mostra de Banda Desenhada, Ilustração e Cinema de Animação de Leiria/2008

Leiria promete passar a ser mais um dos fulcros em Portugal da Banda Desenhada - e não só -, através do evento prestes a iniciar-se sob o título Vírus - 1ª Mostra de Banda Desenhada, Ilustração e Cinema de Animação de Leiria (eu completaria, acrescentando no fim, /2008, para facilitar localização temporal futura).

Por que motivo faço esta afirmação, tão optimista? Porque tive o prazer de conhecer os principais elementos da organização, que são jovens e entusiastas, e porque vejo que o programa estabelecido, a decorrer entre 14 de Março e 11 de Abril, é variado e com múltiplos motivos de interesse, como se pode avaliar pela síntese dos acontecimentos programados para o primeiro fim-de-semana:

Abertura oficial - dia 14, 6ª feira, às 16h
Com as seguintes inaugurações:

1 - Exposição da BD "Intuições", de José Carlos Fernandes
Local: Galeria da Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira
2 - Exposição de Ilustração e Caricatura de André Carrilho
Local: Galeria da Livraria Arquivo
3 - Exposição Colectiva Vírus, de 8 artistas leirienses
Pranchas de BD, Ilustração e Cartune da autoria de Alex Gaspar, Ana Barateiro, Miguel Carvalho, Paulo Moreiras, Sandrine Vieira, Rui Pedro Lourenço, Rui Cardoso, Zé Oliveira
Local: Divisão da Cultura - Edifício do Banco de Portugal
4 - Mostra das obras participantes ao Concurso Vírus 2008 - "Vilões, Vilanias e Outras Ironias", que abarcou as especialidades de Banda Desenhada, Ilustração e Cinema de Animação.
Local: Divisão da Cultura - Edifício do Banco de Portugal

Horários: 2ª a 6ª, das 10h às 17h; Sábado, das 14h às 17h; Domingo,dia 16 - das 10h30 às 17h
Pintura mural, uma forma sofisticada de "graffiti" com algo de figuração narrativa, da autoria de Sara Franco, uma "performance" pictórica integrada na edição seminal da "Vírus"
(Nota: Esta imagem é a do "layout" que serviu de modelo à artista para fazer a pintura mural)

Outras actividades:
1) Intervenção de "Street Art", pela artista Sara Franco, na fachada da antiga casa do tenente Miranda
2) Oficina "Riscos e Rabiscos - A Arte na Pré-História"
Coordenação de Vânia Carvalho (arqueóloga) e Luís da Silva (ilustrador)
Local: Castelo de Leiria
Data e hora: 14 de Março - 10h00
3) Oficina "Faz Fanzines"
Coordenação: Geraldes Lino (editor de fanzines)
Local: Livraria Arquivo
Data e hora: 14 de Março, às 15h00

No dia seguinte, Sábado, 15 de Março, haverá três locais diferentes com actividades variadas, a saber:
Na Praça Rodrigues Lobo, das 10h às 22h
Área comercial, a partir das 10h, com a participação:

Livrarias: Americana, Arquivo, Letras e Livros, Shop Suey Comics e Rastilho;
Banca de fanzines - coordenada e participada por este bloguista que aqui está a escrever, coadjuvado por vários entusiásticos colaboradores da ECO (Associação Culural de Leiria, entidade não lucrativa, organizadora do evento)
Às 10h - Actividades infantis: Mural colectivo, Hora do Conto, Pinturas Faciais
Às 15h - Concurso Vírus 2008 - Cerimónia de entrega de prémios aos vencedores
Às 16h30 - Sessões de autógrafos, com André Carrilho, Luís da Silva, José Carlos Fernandes
Auditório Miguel Franco
Sessão de curtas metragens de Animação (Selecção de Fernando Galrito)

Domingo, 16 de Março
Praça Rodrigues Lobo (10h - 18h)
A partir das 10h - Área Comercial (programa idêntico ao dia anterior)
Realização de actividades infantis
Às 16h - Homenagem a Nelson Dias
Apresentação do livro Wanya - Escala em Orongo, 2ª edição, pelas seguintes individualidades: Rui Zink, Geraldes Lino, José de Matos-Cruz, Guilherme Valente (Gradiva), Maria João Franco (artista plástica e viúva de Nelson Dias, em sua representação) e o autor do argumento, Augusto Mota.
Às 17h - Auditório Miguel Franco
Sessão de curtas metragens de Animação
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Nota "a posteriori"
Tendo em vista a curiosidade e o interesse que o evento despertou na população leiriense, e o entusiasmo visível na equipa organizadora e numerosos colaboradores, é de aguardar a continuidade da Mostra de BD, Ilustração e Cinema de Animação de Leiria. Que o vírus se propague e seja resistente aos diversos anti-vírus: falta de apoio financeiro, dispersão dos colaboradores ou fuga às tarefas mais ingratas, etc.

segunda-feira, março 10, 2008

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (LXXXVIII) - Mundo Universitário - Autor: João Lam


As tunas universitárias já antes tinham sido tema para uma banda desenhada reproduzida neste blogue. João Lam, por mera coincidência, imaginou um engraçado episódio focando-as também como fundo temático.
Não é fácil aos autores corresponderem ao pedido que sempre lhes faço de, na medida do possível, criarem argumentos que tenham a ver com a vida universitária. Por uma razão óbvia: o jornal Mundo Universitário, onde umas dezenas de bedês têm vindo a ser publicadas, destina-se em exclusivo a ser distribuído nos estabelecimentos de ensino superior...

domingo, março 09, 2008

Banda Desenhada infantil portuguesa (VII) - Autores: Gui & Joca


As surpresas na BD portuguesa podem surgir onde menos se espera. Por exemplo. num modesto jornal paroquial da zona de Sintra, o Cruz Alta, todos os meses é publicada uma prancha de BD, umas vezes a preto e branco, outras a cores. 
O principal "suspeito" desta imprevisível façanha chama-se João Amaral (com o pseudónimo de Joca), sob argumento de uma mulher, que usa o pseudónimo Gui (mas que se chama Isabel Afonso, sei que posso dizer o nome, já o disse numa anterior postagem datada de 14 Agosto 2007).

Pasme-se! Há muito poucos argumentistas que escrevam para a Banda Desenhada, costumo chamar-lhes as avis rara, e não é que, longe dos circuitos habituais, está a formar-se uma argumentista? Registo a invulgaridade com muita satisfação.

De resto, já neste blogue tinha referenciado esta divertida série (no citado"post"), e dessa vez tinha lamentado que, usando o jornal o cromatismo, a banda desenhada protagonizada pela dupla Gui e Nô não tivesse esse privilégio. Mas desta vez, na prancha reproduzida no topo deste "post", eis que foi usada a quadricromia. Pela minha parte, como bedéfilo, agradeço. E também como bloguista, pois o "post" ilustrado policromaticamente fica mais bonito.
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Para ver postagens anteriores relacionadas com o tema Banda Desenhada infantil portuguesa, agradeço que visitem as seguintes datas:

(VI) Março 4 - Autores: Agonia Sampaio e André Gomes
(V) Fev. 14 - Autor: Agonia Sampaio
2008

(IV) Agosto 14 - Gui & Joca
(III) Julho, 19 - José Abrantes
2007

(II) Agosto 5 - Carlos Roque
(I) Maio 22 - Pedro Morais e Luís Almeida Martins
2006

sábado, março 08, 2008

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (LXXXVII) - Mundo Universitário - Autor: José Abrantes

Capitão Marselha, este nome diz-lhe alguma coisa? Mas Capitão Haddock, esse sim, claro que sim. E não lhe parece que há semelhanças físicas, até de vestuário, entre um e outro? É perfeitamente natural, visto que o criador do Capitão Marselha, José Abrantes, é um indefectível entusiasta da obra de Hergé e respectivas personagens...
Blind Date constitui um episódio de cariz caricatural relacionado com os conhecimentos amorosos com desconhecidos(as), originados nas "chats" da net. E, apesar das imagens serem desenhadas num estilo não muito distante do que se convenciona classificar de "infantil", o tema não está longe da realidade.
Mais uma banda desenhada reproduzida no Mundo Universitário, outro nome de topo da BD Portuguesa que colabora na rubrica BD deste semanário gratuito, distribuido por todo o espaço universitário luso.

quarta-feira, março 05, 2008

Banda Desenhada infantil portuguesa (VI) - Autores: Agonia Sampaio e André Gomes





Sugerir às crianças que criem o argumento para imagens sequenciais que lhes são propostas, é uma forma inteligente de criar nelas o gosto pela banda desenhada e, ao mesmo tempo, de as pôr a escrever e a fazer trabalhar a imaginação. 
Aconteceu esta boa ideia n'O Janeirinho, suplemento do jornal nortenho O Primeiro de Janeiro, na edição de 8 de Fevereiro 08, tendo a banda desenhada por autores Agonia Sampaio, argumentista e desenhador, e André Gomes arte-finalista.
Um pormenor curioso: esta bedê é versão actual de uma semelhante, feita dessa vez "a solo" por Agonia Sampaio, que tinha sido publicada em 1987 no extinto jornal O Comércio do Porto.
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"Post" remissivo
Mais textos acerca deste tema estão postados nas seguintes datas:

(IV) Fev. 14 - Autor: Agonia Sampaio
2008 (daqui para cima)

(III) Julho, 19 - Autor: José Abrantes
2007 (daqui para cima)

(II) Agosto, 5 - Autor: Carlos Roque
(I) Maio, 22 - Autores: Pedro Morais (desenho), Luís Almeida Martins (argumento)
2006 (daqui para cima)

segunda-feira, março 03, 2008

Tertúlia BD de Lisboa - XXII Ano - 282º Encontro


Mário Cesariny e Luiz Pacheco, ambos escritores, são duas das personagens que se reconhecem nestas duas vinhetas sequenciais, desenhadas por Daniel Lopes para o livro Heróis da Literatura Portuguesa

Há vinte e dois anos que se realiza esta tertúlia dedicada à banda desenhada, reunindo mensalmente uma média de quarenta apreciadores de BD num modesto restaurante lisboeta, num local que já foi tão carismáticodo que chegou a ser conhecido como "a Broadway portuguesa", que dá pelo nome de Parque Mayer.
Tertúlia BD de Lisboa é o nome pelo qual baptizei esta associação informal (informal porque não tem organização formalizada, nem corpos sociais, nem sócios, nem quotas) e que, desde Junho de 1985 tem reuniões mensais, sempre na primeira 3ª feira de cada mês, entre as 20h e as 23h. Que se passa neste encontro para lhe chamar tertúlia? Ora é exactamente por haver sempre um momento de tertúlia, ou seja, a auto-apresentação de um autor de banda desenhada, ainda novo ou já consagrado, e o sequente debate entre os presentes e o homenageado (quando autor já veterano e consagrado, ou convidado especial (quando autor relativamente novo e não consagrado, ou até ainda muito jovem).
Amanhã, dia 4 de Março, teremos um convidado especial, que se chama Daniel Lopes, e esse momento público servirá para se conhecer pessoalmente um autor ainda novo, e conhecê-lo melhor quer através de uma autobiografia escrita que será, como sempre acontece, distribuída por todos os presentes, e pormenorizar aspectos da vida e obra através do debate que se estabelece a finalizar.
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TERTÚLIA BD DE LISBOA - ANO XXII - 282º ENCONTRO
Ciclo: Nova BD portuguesa (*)
Convidado Especial: DANIEL LOPES
Daniel Alexandre Seabra Lopes (Lisboa, 1970) é licenciado em Antropologia. Logicamente, tem como profissão Investigador de Antropologia.
O seu interesse pela BD manifestou-se entre os dez e os doze anos, ao fazer as suas primeiras bandas desenhadas, e aos vinte e dois iniciou-se como fanzinista e editautor: ele, João Chambel e Diogo Lopes desenharam e editaram o "slipzine" Novos Panoramas do Globo/Baladas de Hollywood (1992) e Beijos, Sonhos, Vertigens, Amnésia (1994) e ainda na década de 1990 colaborou no fanzine Espanta Pardais. Estas actividades fanzinísticas fascinaram-no de tal forma que a sua tese de licenciatura teve por tema os fanzines, caso bastante invulgar. A tese teve por título A Produção de Fanzines. Elementos para a Compreensão do Significado Cultural da Experiência Artística (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, 1994).
Recentemente (2002) fez bandas desenhadas de carácter biográfico para o livro Heróis da Literatura Portuguesa, de novo em trabalho conjunto com João Chambel e Diogo Lopes, obra que retrata, em imagens sequenciais. a preto e branco, aspectos biográficos dos escritores portugueses (poetas e ficionistas), Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Álvaro Carvalhal, António Ferro, Mário Cesariny e Teixeira de Pascoaes (estes últimos três desenhados por ele).
Participou em exposições de BD no Estaleiro Cultural Branca-a-Velha (Braga), no bar Espaço (Lisboa) e na Bedeteca de Lisboa.
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(*) Este ciclo Nova BD portuguesa, a decorrer permanentemente desde Junho de 1985, tem a finalidade de distinguir, com DIPLOMA DE INCENTIVO, gente mais nova da BD, a vários níveis:
1) Autores jovens em princípio de carreira, mas com obra publicada - embora porventura escassa - quer em fanzines, jornais, revistas ou, eventualmente, em álbum (por edição alternativa, seja com apoio autárquico ou de empresa privada, até mesmo em edição de autor).
2) Autores que, independentemente da sua idade, só começaram a fazer BD em data recente.
3) Autores que fizeram banda desenhada, de forma esporádica, há uns tantos anos, tendo desistido da BD e optado por diferente actividade (incentivo de tipo retroactivo).
4) Autores já com obra significativa, mas demasiado novos para serem homenageados.