domingo, abril 19, 2009

Banda Desenhada portuguesa nos jornais (CXII) - Sol/revista-suplemento Tabu - Autor: Nuno Saraiva


Duas pranchas do episódio autoconclusivo A Abstinência, da série Na Terra Como no Céu, realizada semanalmente por Nuno Saraiva
in semanário Sol, no seu suplemento-revista Tabu nº 134, de 4 Abril 09
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O Cardeal Patriarca de Lisboa, Policarpo da Silva (para quem estranhar eu não escrever "Dom Policarpo da Silva", também ninguém escreve "Dr. Cavaco Silva", porquê essa subserviência em relação a estes senhores da igreja?). 

Mas dizia eu que Policarpo da Silva, cardeal, passou agora a concordar com o Papa ao dizer que. de facto, o preservativo não resolve o problema da sida.

Quer dizer que perfilha a teoria do papa e da igreja, a qual aconselha que a solução é a estrita monogamia, para os casados, enquanto que para os solteiros, viuvos e divorciados, exige a abstinência sexual... 
Aliás, esta teoria já teve há uns anos um seguidor, deputado do CDS-PP, que defendeu na Assembleia da República a ideia peregrina que só se deveria ter relações sexuais para efeitos de procriação...

Nuno Saraiva mostra, em excelente banda desenhada, a sua opinião relativamente à posição do Papa (e agora, por extensão, ao cardeal português, sr. Silva, como diria o tonitruante Alberto João Jardim), em que satiriza a posição da Igreja em relação ao sexo.

2 comentários:

teresa disse...

que a igreja e o papa só teem ideias de merda näo é novidade para ninguem eu nao esperaria ouvir da boca da nada que nao fosse castrador ou ridiculo
que o papa ande pelo mundo a dizer baboseiras aos católicos e a quem o quiser ouvir é lá com ele
o que nao está certo é que o estado laico portugues cada vez que tem temas a discutir na tv com implicacoes éticas eutanasia aborto etc
que convidem sempre um padreco para lá meter a sua mostarda que toda a gente sabe o que é , porque é que tem de ser um padre católico? porque nao é um pastor evangelhista ? ou um mormom ou um krshna ? nao que eles sejam muito diferentes no seu" direito á vida "mas há diferencas e o estado laico nao tem nada que estar a impingir mais padres ,mais atraso na cultura portuguesa
padres fora da tv ou entäo em pé de igualdade com as outras religioes
já tiramos o crucifixo das escolas falta mandar os padres lecionar leprosos no desrto

Alvaro disse...

Acho que se dá demasiada importância e exposição mediática ao que essa gente larga pela boca fora.
Já chegámos ao século XXI. Penso que todos demos por isso. Há já até quem faça fanzines A3, a cores e a 15 euros abordando esta época.

Parte da responsabilidade é da comunicação social que até parece que anda de microfone atrás dos religiosos, dos dirigentes desportivos, dos políticos, dos parasitas sociais e de outros capados mentais unicamente preocupados com o seu atrofiado, fechado e pequenino mundo, que dizem o ques lhes dá mais jeito no momento.

Os jornalistas dão mais espaço e tempo às bacoradas desta gente, aumenta a audiência e as vendas, do que à divulgação dos respectivos desmentidos e protestos de cientistas, de clínicos e de profissionais competentes que compreendem o mundo em que todos vivemos e tentam fazer alguma coisa por ele. Por todos nós.

Nos anos 80, quando a Sida apareceu e ainda assustava muita gente, os media abordavam o assunto constantemente, entrando em pleno na pedagogia e informação. Aumentava as audiências.

Hoje o problema continua e o que é notícia é a mais que repisada posição anacrónica de um gajo de saias que, vá-se lá saber porquê, acha que pode dar indicações a milhões de pessoas sobre o que podem ou não fazer na cama.
Ou no carro.
Ou no sofá...

Dizer aberrações como aquelas com que o Pastor Alemão de saias ditou a milhões de angolanos dos quais muito nem ler sabem, é um atentado.
É completamente irresponsável e duvido que exista por ali naquela santa cabecinha qualquer ingenuidade ou ignorância.

Um tipo destes está-se nas tintas para as pessoas e para a sua saúde. Está mais preocupado, peranto outras religiões em ascensão, em consolidadar o Cristianismo com doutrinas cegas à realidade.

Por muito menos do que isto prendem e executam indivíduos acusados de actos terroristas.