quarta-feira, junho 02, 2010

Autógrafos desenhados (XIII) - Rufus, Hippolyte, Fábio, Gabriel, Niko Henrichon, Jakob Klemencic, Hermann









Beja pode orgulhar-se de lá se realizar anualmente um festival de BD bem organizado (parabéns Paulo Monteiro e Susa Monteiro!), com múltiplos motivos de interesse, e onde o contacto com os autores convidados, portugueses e estrangeiros, acontece com invulgar informalidade. 

E porquê? 

Porque jantamos todos no mesmo restaurante, vamos quase todos beber um copo à Galeria do Desassossego... 

Há pequenas e, para mim, saborosas escapadelas como, por exemplo, ir jogar snooker com o consagrado Hermann, sendo os restantes parceiros Rui Brito (Edições Polvo), Regina Pessoa e Abi Feijó.

Bem, os dois últimos, não pertencem propriamente ao universo da BD, todavia são nomes sonantes do Cinema de Animação, mas também com passagem, embora fugaz, pela BD. 

Com efeito, Abi Feijó foi um dos editores do fanzine Belo Zebu, e Regina Pessoa surgiu o ano passado como autora do álbum RubyDum & TawnyDee in Nieportland).


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RUFUS DAYGLO (britânico)


HIPPOLYTE (francês)


FÁBIO MOON (brasileiro)


GABRIEL BÁ (brasileiro)


NIKO HENRICHON (canadiano)


JAKOB KLEMENCIC (esloveno)


HERMANN (belga)



Nestes múltiplos contactos surgem, muito naturalmente, ocasiões para solicitar desenhos e autógrafos aos autores com quem vamos conversando. 

Assim aconteceu entre mim e vários - o britânico Rufus Dayglo, o francês Hippolyte, os gémeos brasileiros Fábio Moon & Gabriel Bá, o canadiano Niko Henrichon, o esloveno Jakob Klemencic, e o belga Hermann, grande referência da banda desenhada europeia 

(Nota: os desenhos estão postados por esta ordem, de cima para baixo).

É deles que apresento no presente "post" os respectivos "autógrafos desenhados", como classifico estes improvisos gráficos, valorizados com pequenas mas simpáticas dedicatórias.

São sete ilustrações de sete autores (*), uma óptima colheita!

(*) Sete em seis folhas, porque os gémeos paulistanos desenharam no mesmo papel, como seria de esperar, mas de qualquer forma são dois desenhos de dois autores diferentes.
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Deste mesmo tema há vários textos anteriores, relacionados com desenhos e autógrafos dos autores indicados na lista abaixo indicada. 
Para quem quiser ver os respectivos desenhos, bastar-lhes-á clicar na etiqueta "Autógrafos Desenhados" mostrada no rodapé deste "post".
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(XII) Abr. 9 - Juan Cavia
(XI) Fev. 26 - Solano López
2010 - daqui para cima

(X) Dez. 9 - Neal Adams
(IX) Jun. 10 - Gary Erskine
2009 - daqui para cima

(VIII) Set. 26 - Enrique Breccia
(VII) Agosto 3 - Carlos Roque
(VI) Maio 19 - John Buscema
(V) Abril 13 - Mordillo
(IV) Março 25 - Moebius
(III) Fev. 11 - Quino
(II) Jan. 12 - Milo Manara
2006 - daqui para cima

(I) Dez. 26 - Aragonés
2005 - daqui para cima

16 comentários:

RuiR disse...

Belos exemplares!
Isto só para gente influente, mas sobretudo simpática e "entusiasmada" (plagiando os gémeos) :-)

Gostava de realçar o frase inicial deste post e fazer mais um plágio, "festival de BD bem organizado".
E termino, não plagiando, mas deixando o meu elogio a mais uma abertura de um Festival de referência.
Parabéns.

Ana C. Nunes disse...

Belas colheitas, sim senhor.
Gostava de ter ido a Beja, mas fica muito fora de mão, infelizmente. Quem sabe para o ano não dou lá um salto.

|R|eject disse...

fui observando o processo de alguns deste desenhos, foi muito fixe ;)

Diogo Semedo disse...

Ora se o festival se extende por 3 fins-de-semana, esta é sem dúvida uma decisão errada. Para muita gente o Fibda, por exemplo, também é muito longe e não deixam de ir aos 3/4 fins.de.semana.

Para mim esta decisão foi um tiro no pé. Ao invés de se justificar um festival de duração tão extensa, mete-se tudo num fim-de-semana só.

Lembro-me que em anos anteriores cada fim-de-semana tinha uma temática e isso sim permite chamar muito mais gente a um evento remoto (remoto só para os 'turistas' Lisboetas que para o resto do país e para os Espanhois fica apenas a umas horas).

É por estas e por outras que os festivais de BD continuam a ser visitados só e apenas pelos 'do costume'.

Há um mês atrás estava esperançoso em relação à edição deste ano (nonoexpress.wordpress.com), perante isto tenho a dizer que 'faltou-lhe um bocadinho assim'.

Paulo Monteiro disse...

Olá Diogo Semedo!

Antes de mais queremos agradecer a sua crítica. Para nós é muito importante saber das reacções dos visitantes para podermos tentar corrigir o que está mal.

No entanto é importante referir que a programação paralela do Festival não está concentrada no primeiro fim-de-semana.

Todos os dias temos várias ofertas para vários tipos de público. Não deixa de ser verdade que a programação do primeiro fim-de-semana, pela quantidade e diversidade das ofertas, é muito distinta da restante programação (o primeiro fim-de-semana é, na verdade, fantástico, com muitas coisa a acontecer ao mesmo tempo). Isto porque tentamos potenciar ao máximo a vinda dos autores a Beja, para a inauguração do Festival (é importante que estejam todos presentes na inauguração).

Por outro lado, e uma vez que este é o fim-de-semana mais “concorrido”, tentamos agendar uma programação variada e atractiva que vá de encontro a todos os públicos (incluindo, naturalmente, os visitantes da cidade e da região).

Será um fim-de-semana que peca pelo excesso, se comparado com a programação posterior. Mas se reparar, verá que a maior parte deste tipo de eventos na Europa dura cerca de 4 dias. É um pouco nesse sentido que queremos caminhar: concentrar a maior parte das ofertas nesses primeiros dias, atraindo a Beja muitas centenas de visitantes.

Foi por este motivo que decidimos concentrar a maior parte das coisas e acho que funcionou muito bem. Foi um fim-de-semana mágico que nos deixou a todos muito felizes. Não sei se o Diogo esteve cá, mas se esteve deve ter sentido essa atmosfera…

A ideia de estender o Festival por um período tão longo (15 dias) tem a ver com as especificidades da própria região, permitindo que os visitantes (nomeadamente as escolas) o possam visitar com outro ritmo.

Tal como afirmou – e tem razão - nas edições anteriores tivemos vários fins-de-semana temáticos. Em termos de afluência de público não eram – nem de longe – comparáveis ao primeiro fim-de-semana. Como sabe Beja é uma cidade pequena, a cerca de 50 quilómetros da fronteira espanhola. Os centros urbanos mais próximos são Lisboa e Sevilha, a cerca de 200 quilómetros, e Faro, a cerca de 150 quilómetros.

Não é fácil captar público (na ordem das centenas, claro) para todos os fins-de-semana quando lidamos com este tipo de condicionantes.

A não ser que pudéssemos agendar uma programação verdadeiramente fabulosa. Para isso não nos faltam ideias. Mas como trabalhamos no limite do nosso orçamento (e das nossas forças), agendar fins-de-semana temáticos seria um esforço humano e financeiro que já não conseguiríamos suportar (pelo menos este ano).

Em todo o caso teremos em devida linha de conta as suas críticas. Na verdade também sentimos falta dos tais fins-de-semana temáticos, que são sempre muito divertidos e interessantes. Talvez para o ano possamos voltar a apostar nesse tipo de ofertas.

Já não nos parece justo o facto de dizer que “É por estas e por outras que os festivais de BD continuam a ser visitados só e apenas pelos do costume” - os tais “200 cromos da BD”, como referiu, aqui há uns anos, o José Carlos Fernandes. Bom, o ano passado tivemos perto de 8.000 visitantes, o que significa que, se retirarmos os tais “200 cromos” de que falava o José Carlos, ficamos com 7.800 pessoas que ficaram certamente com uma visão mais completa acerca da banda desenhada contemporânea, em muitas das suas vertentes.
Apesar de tudo criou-se algum movimento, deram-se a conhecer dezenas de autores com sensibilidades muito diferentes, abriram-se portas para vários públicos (alguns dos quais arredados da banda desenhada há muito tempo) e venderam-se livros – muitas centenas de títulos – o que não deixa de ser relevante.

Mas tem razão quando diz que nos faltou “um bocadinho assim”. Todos os anos falta! E todos os anos tentamos fazer melhor, como faremos certamente para o ano, sabendo de antemão que é difícil preencher o tal ”bocadinho”.

Um abraço

Paulo Monteiro

Diogo Semedo disse...

Só tenho a dizer depois desta extensissima explicação, que o público Português tem mesmo de deixar de achar que Beja fica longe de tudo e que não vale a pena passar por Beja.

É isso o que me custa verdadeiramente, saber que se trabalha bem em Beja e continuarem a achar que não vale a pena passarem por lá em mais do que um fim-de-semana.

Somos cada vez mais um povo comodista, já era tempo desse povo seguir o exemplo da equipa de Beja e mexer-se para ir ver o vosso trabalho.

http://kuentro.blogspot.com disse...

É extremamente interessante a explicação do Paulo Monteiro. Não pela explicação em si (que pessoalmente já conheço) mas pelo tom. Repararm na mudança do tom na resposta do "crítico"? Quem estuda estas coisas devia dar uma olhada neste "diálogo"!!!
Um abraço, Paulo.

Ana Vidazinha disse...

Eu há uma coisa que ainda não percebi, Diogo Semedo (se preferires Mr. Diogo, avisa). Inicialmente, com aquilo do "faltou-lhe um bocadinho assim", pensei que tinhas ido ao festival e que tinhas ficado desiludido.

Depois li o blog e fiquei com a sensação que afinal nem sequer tinhas ido.

Depois vejo a resposta a seguir, a falar "desse povo" comodista que continua a achar que não vale a pena ir lá os três fins de semana e começo a ficar baralhada.

Afinal, foste, não foste, não és povo, os Açores não são Portugal ou as tuas justificações (sejam elas profissionais, pessoais ou económicas) para não ires os três fins de semana são simplesmente mais válidas que as justificações das outras pessoas?

Diogo Semedo disse...

As razões de não ter ido são mesmo geográficas. Já lá estive em 2006 e gostei muito do que se fez naquele ano e da maneira como tinha sido organizado (três ou quatro semanas sempre com actividades).

O meu reparo inicial deveu-se ao report que a user 'vidazinha' fez num outro blog e do relato que algumas pessoas que se deslocaram a Beja nos fins-de-semana posteriores ao primeiro me fizeram.

Se se quer fazer um festival extenso não concordo com a inexistência de actividades nos fins-de-semana seguintes em que se poderia continuar a chamar esses 'milhares' que o organizador do festival refere.

Quando digo que 'lhes faltou um bocadinho assim', refiro-me a isso mesmo, a terem feito um evento de arromba no primeiro fim-de-semana e a deixarem o seguinte um bocado ao abandono (e aqui baseio-me no desagrado de quem visitou o festival no fim-de-semana que se seguiu e que se sentiu um bocado'abandonado').

Na minha opinião os festivais não deviam durar mais de uma semana, mas já que o fazem, pelo menos que mantenham sempre o mesmo ritmo ao longo de todo o evento.

Quandot ao povo comodista, refiro-me aos visitantes (principalmente os Lisboetas) que continuam a carregar na tecla "o festival é muito remoto, senão até ia".

Não acho que ele seja remoto, Lisboa sim está desenquadrada do resto do pais, porque muita coisa boa se faz fora das suas muralhas e continua a ser ignorada.

Respondi a todos? Hope so.

E caro, Geraldes, a mudança de tom enquadra-se de acordo com a resposta que nos é escrita. O meu primeiro comentário era geral,não tinha um destinatário específico, a partir do momento em que alguém me responde em particular, adapto o meu discurso ao registo de quem comigo comunica.

Tem razão, isto merecia um estudo.

Ana Vidazinha disse...

A "user 'vidazinha'" chama-se de facto Vidazinha, Ana Vidazinha. Sem aspas.

O facto de Beja ser remoto ou não (e lembro-te que há visitantes de todo o país, não só de Lisboa), muitas vezes não é só uma questão geográfica, mas também de questões económicas, de compromissos pessoais e profissionais. Mas pegando no teu alvo preferencial (os lisboetas) não é a mesma coisa comprar um bilhete de metro para a Amadora e fazer a viagem para Beja, com portagens, gasóleo, tempo de viagem...

Ana Vidazinha disse...

Isto para dizer, que as tuas razões são geográficas e as dos outros também o são. Cada um de nós que tem dificuldade em ir um, dois ou três (como foi o teu caso) tem as suas razões e os seus impedimentos e não quer dizer que por isso esteja a desprezar o trabalho da equipa de Beja.

Vidazinha disse...

Um, dois ou três fins de semana. Era o que eu queria dizer.

A ver se é desta que eu me calo. :P

Geraldes Lino disse...

Caro desconhecido (para mim) Diogo Semedo: antes de mais, agradeço-lhe a interventiva visita ao meu blogue.
A complementar a extensa resposta que Paulo Monteiro lhe deu, julgo que ficará ainda mais esclarecido, e encontrará respostas a alguns dos seus reparos, se ler a entrevista que fiz neste mesmo blogue ao activíssimo e incansável organizador do Festival BD de Beja no "post" de 9 de Junho.
Já agora: um dos seus reparos, feito com maior agressividade, é dirigido aos lisboetas (eu sou um deles) porque não se deslocam a Beja com a frequência que você lhes exige.
Bom, no primeiro fim-de-semana - o tal que concentrava todos os autores de BD, nacionais e estrangeiros, uma estratégia que Paulo Monteiro justifica na tal entrevista que lhe fiz -, nesse primeiro fim-de-semana, repito, tenho a ideia que era de Lisboa o maior contingente de visitantes. E se não voltaram nos fins-de-semana seguintes, não foram diferentes dos oriundos de outras cidades. Que raiva é essa contra os lisboetas?
E com o muito bem disse a Ana Vidazinha, os lisboetas vão todos os fins-de-semana ao Festival BD da Amadora porque, de carro ou de metro, é aqui mesmo ao lado...
Quanto à observação expressa na frase "Repararam na mudança de tom na resposta do crítico", você está a laborar num erro ao pensar que fui eu quem a fez. Por acaso até concordo com ela, mas o autor ("o seu a seu dono", repetindo a conhecida frase popular) foi o responsável do excelente blogue "Kuentro" (está lá o endereço).
Será que por lá haver frequentemente reportagens fotográficas da minha Tertúlia BD de Lisboa, você pensa que sou eu o bloguista do Kuentro? Visite novamente o http://kuentro.blogspot.com e veja que está lá o retrato do meu amigo Machado-Dias, assíduo "tertuliano".

Geraldes Lino disse...

Diogo Semedo
Já depois de escrever a resposta aos seus comentários, num dos quais expressa evidente azedume ("evento remoto só para os 'turistas' lisboetas"), ao reler o comentário da visitante (que julgo também não conhecer) Ana C. Nunes, reparei que talvez a frase dela tenha sido uma das que estão implicitamente englobadas na acusação que o Diogo Semedo faz aos "turistas" lisboetas.
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Ana C. Nunes: gostaria que participasse nesta "tertúlia virtual", esclarecendo se é de Lisboa, e quais os motivos que justificam a sua frase "Gostaria de ter ido a Beja, mas fica muito fora de mão, infelizmente".
Desde já lhe agradeço uma resposta.

Geraldes Lino disse...

Ana C. Nunes
Incluí uma pergunta dirigida à Ana numa resposta ao visitante Diogo Semedo. Mas temendo que por não lhe estar endereçada directamente, não lhe chegue ao conhecimento, respondo aqui ao seu comentário.
Há alguns anos conheci uma Ana Nunes que estava a trabalhar no ateliê de um ilustrador meu amigo chamado Miguel Braga. Será a mesma pessoa?

Diogo Semedo disse...

Meus caros, não há azedume em relação a ninguém. O meu comentário começou no blog da livraria Asa Negra e por acaso achei por bem comentar da mesma forma no Divulgando BD.

A critica nunca foi a quem lá esteve apenas no primeiro fim-de-semana e sim a quem nunca vai com a desculpa que Beja fica longe de tudo.

Agora, com toda esta conversa desviou-se sim o foco do meu principal reparo: o facto de só o primeiro fim-de-semana de Beja ter tido direito a ‘animação’.

Respeitei a resposta do Sr. Paulo Monteiro, mas continuo a achar que não se devem colocar todos os ‘ovos na mesma cesta’.

Isto é, se havia tantos autores, há que dividi-los pelos três fins-de-semana chamando a atenção do mesmo número de visitantes em cada parte do festival ou então faz-se o que o Sr.Pedro Silva referia numa entrevista ao BD Jornal, quanto menos tempo levar o evento, melhor.

Para finalizar, caro Sr.Geraldes, realmente enganei-me no reparo que fiz; não tinha reparado que o comentário não tinha vindo do ‘dono’ do blog, mas sim de um outro comentador (isto já parece o Mundial de Futebol com tantos comentadores ^_^ ). E atenção que essa parte da minha resposta era de concordância e não de critica.

Quanto à ligação à outra utilizadora, não precisa de a procurar pois o meu comentário inicial nada teve a ver com o que estava a ser dito no inicio por ela na já extensa lista de comentários.