quarta-feira, março 24, 2010

Ecologia, Ambientalismo, Animais em risco (I) Albatroz e Lobo na revista Celacanto




















----------------------------------------------------------------------------------------------------















Ecologia, ambientalismo, espécies animais em risco de extinção, eis a trilogia que preocupa uma parte da humanidade, infelizmente exígua.

Haverá em Portugal vários movimentos - ecologistas, ambientalistas, defensores da vida selvagem - que, por definição, estão empenhados numa luta permanente em prol destes princípios altruístas. 
No que concerne ao terceiro tema, essa luta incide na constante chamada de atenção para o morticínio de espécies usadas pelo homem para satisfação das suas pequenas vaidades - ou, na melhor das hipóteses, para necessidades não vitais.

Desde 2009 que está visível entre nós um movimento de defesa de espécies em risco de extinção, que se expressa através de uma revista. Celacanto é o seu título - homenagem, desde logo, a um peixe pré-histórico, que se julgava extinto, até que, em 1938, foi descoberto um espécime vivo junto à Costa da África do Sul. E, ainda existem, embora não haja conhecimento quantitativo.

Pois esta revista - a que os editores chamam carinhosamente "ecozine" (*) - foi concretizada no tradicional suporte de papel, embora tenha apoio virtual no endereço da editora Qual Albatroz.

Na apresentação do número inicial da Celacanto, dedicado ao albatroz, o editorial tinha o esclarecedor título "Sobre Sonhadores".

De facto, Marc e Zé, assim simplesmente se apresentam os responsáveis da editora e, obviamente da iniciativa, Marc Parchow Figueiredo e José Carlos Dias, são pessoas que sonham um mundo onde todas as espécies sejam respeitadas, mesmo aquelas que, pelo Homem, sempre foram sistematicamente consideradas depredadoras, como acontece com o lobo, tema do segundo número da revista recentemente editado.
São então esses dois sonhadores os responsáveis por tal movimento, consubstanciado no bonito objecto de papel, a revista-ecozine Celacanto.

E têm por acompanhantes uns tantos - bastantes - idealistas, maioritariamente portugueses, mas também brasileiros, um espanhol, uma suiça, um polaco.

No número de estreia houve trinta e sete colaboradores, enquanto que, em visível contagem crescente, nesta segunda aparição constam oitenta e um nomes, uns tantos a assinar contos, crónicas e poesias, na componente literária, e muitos outros, na área das artes visuais, responsáveis pelas fotografias, ilustrações e bandas desenhadas.

É óbvio que, no meu blogue, será a Banda Desenhada quem ficará privilegiada, embora reconheça que há estupendas peças na Ilustração, na Ficção e na Arte Poética, que bloguistas dessas áreas poderão destacar. 
E mais uma vez está a Banda Desenhada privilegiada em relação às outras obras, visto que umas tantas pranchas de BD reproduzidas nas páginas deste Celacanto nº 2 estão visionáveis em exposição intitulada "Lobos para Todos", patente no Museu Nacional de História Natural (R. da Escola Politécnica, Lisboa) até 11 de Abril.
A dita exposição tem possibilidades de ser itinerante, pelo que os interessados podem obter autorização para a montar nas suas instalações, bastando para isso fazer o pedido ao Grupo Lobo (Associação não governamental e sem intuitos lucrativos).

Celacanto
Nº2
Capas (frente e verso) a cores, com ilustração de Miguel Rocha
Data da edição: Fevereiro 2010
Miolo: 114 páginas a preto e branco
Tiragem limitada a 750 exemplares numerados (por lapso, a ficha técnica indica 500 exemplares)
Preço: 5.00€ (Ao comprar este número da revista Celacanto o comprador contribui com 1.50€ para a protecção do lobo)
Editora Qual Albatroz - http://www.qualalbatroz.pt/
Massamá - Sintra

Apoios: Ordem dos Biólogos, Grupo Lobo, Museu Nacional de História Natural, Universidade de Lisboa, Grupo Entropia, Centro de Biologia Ambiental.
------------------------------------------------
Título das bandas desenhadas e nomes dos autores que colaboraram no nº 2, pela ordem (aleatória) em que estão reproduzidas aqui no blogue, de cima para baixo:
1 - "Direito de voto" - Autores: Miguel Marreiros (desenho), André Oliveira (argumento)
2 - "O Uivo do Passado" - Autores: Ana Saúde (desenho), Miguel Martins (argumento)
3 - "Vice-Versa" - Autor (desenho e argumento): Diogo Carvalho
4 - "Lobo e Cordeiro" - Autor (desenho e argumento (1) - Eric Ricardo
5 - "A outra história de Pedro e o Lobo" - Autor (desenho e argumento): Pedro Rodrigo Costa
6 - "O que se passa???" - Autor (desenho e argumento) - RoyZac
7 - "Lobo" - Autor (desenho e argumento): Luís Lourenço Lopes
8 - "Lobo: Predador ou Presa?" - Autor (desenho e argumento): Jhion
9 - "Lar" - Autores: António Orta (desenho), Rui Alex (argumento)
10 - "Uma vida a amar" - Autores: Bismark (desenho), António Orta (argumento), Cibeli Barone (cores) (2)
11 - "Resgatando" - Autora (desenho e argumento): Rita Cardoso
12 - "Dois Irmãos" - Autores: Paulo Marques (desenho), Adelina Menaia e João Figueiredo
13 - "O Uivo" - Autores: Ricardo Costa (desenho), Ricardo Carvalho (argumento)
14 - "O Lobo Voador..." - Autora (desenho e argumento): Ana Cardoso
15 - "Lobos das fábulas declaram greve" - Autores: Pedro Carvalho (desenho), André Oliveira (argumento)
16 - "Maria Jornalista - Licantropelias" - Autor (desenho e argumento): José Abrantes
17 - "Lobe e Lobi - 3 BDs em 1 com a participação especial do Capuchinho Vermelho" - Autor (desenho e argumento): Rui Alex
------------------------------------------------
Celacanto
Nº 1
Capas (frente e verso) a cores, com ilustração de José Carlos Fernandes
Data da edição: Fevereiro 2009
Miolo: 66 páginas a preto e branco
Tiragem limitada a 500 exemplares numerados
Preço: 3.00€ (Ao comprar este número da revista Celacanto o comprador contribui com 1.50€ para a protecção do habitat do albatroz)
Editora Qual Albatroz - http://www.qualalbatroz.pt/
Massamá - Sintra

Apoios: SPEA Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves
e Bird Life International
---------------------------------------------
Título das bandas desenhadas e nomes dos autores que colaboraram no nº 1, pela ordem (aleatória) em que estão reproduzidas aqui no blogue, de cima para baixo:
1 - "Eliminado o que está errado" - Autores: Rui Alex, desenho e cores (2); António Orta, argumento e legendagem (3)
2 - "Paraíso" - Autor (desenho e argumento): Paulo Marques
3 - "O Ataque" - Rui Alex, desenho; Antonio Orta, argumento e legendagem;
4 - "Albatroz-Patinegro" - Bismark, desenho; Antonio Orta, argumento
5 - "Albatroz em pão" - Autor (desenho e argumento): Jakub Jankowski
6 - (tira sem título) - Autor (desenho e argumento): Marc
7 - "Albatroz" - Autor (desenho e argumento): Luís Lourenço Lopes
8 - "Memórias de um albatroz" - Autor (desenho e argumento): André Oliveira
9 - "Efémero" - Autor (desenho e argumento): Diogo Carvalho
10 - "O Velho e o Albatroz" - Autores: Bismark, desenho; Antonio Orta (argumento); Cibelli Barone, cores (1)
11 - "Consciência" - Autora (desenho e argumento): Ana Saúde
12 - "Era uma vez um albatroz" - Autor (desenho e argumento): José Abrantes
13 - "Asas" - Autor (desenho e argumento): Manuel Alves
14 - (tira sem título) - Autor (desenho e argumento): Marc
----------------------------------------------------------
Notas referentes aos nºs 1 e 2:
(1) O autor brasileiro escreveu "roteiro", eu escrevi "argumento", que é o conceito correcto em português de Portugal (roteiro para nós é o guia das ruas duma cidade). Para os autores brasileiros que lerem este texto, esclareço: temos ainda o vocábulo "guião", que se refere à planificação e pormenorização do argumento, em diálogos e todo o tipo de indicações, quer sobre as personagens, quer sobre a descrição dos locais da acção
(2) A indicação de "cores" tem a ver com o facto de as bandas desenhadas originais terem sido feitas a cores, mas a revista foi impressa apenas a preto, branco e cinzento;
(3) Balonagem, escrevem os brasileiros (e há quem os copie por cá). Contudo, isso só faria algum sentido se apenas houvesse textos dentro dos balões, mas há os que ficam sob os desenhos, cuja definição técnica em português é "legendas didascálicas".
Portanto, em correcto português deverá ser "legendas", "legendagem".
--------------------------------------------------------
(*)
Como a edição de Celacanto está a cargo de uma editora comercial, a publicação não se pode considerar um fanzine, mas sim uma revista.
Repetindo o que tenho dito em vários textos acerca do assunto, a definição de fanzine parte do facto de ser um magazine editado por um fã, na condição de amador, ou uma associação cultural, em qualquer dos casos sem intuitos de lucro.
Pese embora às boas intenções da Qual Albatroz, trata-se de editora comercial/profissional, portanto fora da definição internacional do objecto fanzine. Como empresa que é, terá sempre a finalidade de obter algum lucro, mesmo que, neste caso específico, parte do PVP tenha a finalidade altruísta de ser dedicada à defesa das espécies eleitas para tema da revista.
Outra hipótese é a de classificar-se a publicação como "revista alternativa", considerando que é publicada sob chancela de uma pequena editora identificável como independente, por não estar ligada a qualquer grande grupo editorial.

sexta-feira, março 19, 2010

Lisboa na Banda Desenhada (XIII) - Vistas da cidade pelo argentino Juan Cavia







Lisboa vista pela BD tem sempre interesse estético, e suscita especial curiosidade quando o artista que a recria é estrangeiro. É o caso do argentino Juan Cavia, que pela primeira vez na vida fez banda desenhada - e com muita categoria, diga-se desde já -, por teimosia de um português chamado Filipe Melo - conhecido nos meios do Jazz e do Cinema. Ambos a estrearem-se na BD, o argentino a desenhar, o português a escrever o argumento, através da novela gráfica As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy.
Pormenor curioso: Juan Cavia, quando desenhou as vistas de Lisboa, nunca cá tinha vindo. Foi graças a fotografias, enviadas por email por Filipe Melo, que ele pôde recriá-las. E gostou agora de as visitar, fisicamente, conforme disse, no momento de conversa na Tertúlia BD de Lisboa, no passado dia 9.
--------------------------------------------------------------
Em cima, as imagens que ilustram o "post", são bem conhecidas dos lisboetas. Mas, para o caso de algum visitante que nunca tenha vindo a Lisboa, ou estrangeiro (brasileiro, por exemplo), indico os nomes dos locais.
De cima para baixo:
1) Elevador da Bica, mais propriamente uma vista da Rua da Bica de Duarte Belo, no popular bairro da Bica, onde, nas noites de 5ª, 6ª, sábado e domingo, quando o elevador já não funciona, centenas de noctívagos se juntam a tagarelar, de copo na mão;
2) A Sé Catedral de Lisboa, ao fundo de uma rua (de que não sei, ou se calhar, apenas não me lembro do nome), que parte das Portas de Sol, no topo do Bairro de Alfama, passa pelo largo do Limoeiro, a seguir pela Sé, e vai desembocar na rua da Madalena;
3 e 4) A estátua de D. José, no Terreiro do Paço (como nós lisboetas chamamos à vastíssima Praça do Comércio);
5 e 6) Lisboa localizada num mapa 

------------------------------------------------------------------------------
Desta mesma obra já aqui falei, e dela mostrei imagens, em dois temas diferentes:
Ponto Um: referindo-me à Tertúlia BD de Lisboa que, pela primeira vez, teve um quarteto de Convidados Especiais, no seu 309º Encontro (1º Extra), em que se fez o lançamento (mais um, em seguida ao efectuado no Fantasporto) do citado álbum, como se pode ver no "post" de Março, 6, 2010;
Ponto Dois: quando acrescentei um "post", relacionado com a referida obra, mostrando uma impressionante cena de tortura, englobada na rubrica "Estética e Convenções Gráficas - Tortura na BD" ("post" de Março, 10, 2010).
--------------------------------------------------------------------------------

Para ver as postagens anteriores relacionadas com o presente tema "Lisboa na Banda Desenhada", basta clicar neste mesmo item indicado em rodapé.
----------------------------------------------------------------------------------
Mas se os caros amigos visitantes do blogue quiserem saber primeiro quais as vistas de Lisboa já focadas nas diversas postagens, e os nomes dos autores referenciados, basta ver a lista abaixo:

(XII) Jan. 24 - Obra: ; Lady S - Capítulo: Salade Portugaise; Desenhos de Philippe Aymond, sob argumento de Jean Van Hamme
2010 daqui para cima

(XI) Nov. 19 - Monumentos e edifícios na obra "História e estórias do ACP" - Autores: Luís Correia (desenho), Carlos Morgado (argumento/guião)
(X) Julho 24 - Vários edifícios de Lisboa, na obra "Fernando Lopes Graça. Andamentos de uma Vida" - Autor: Ricardo Cabrita
(IX) Março 19 - Telhados da Baixa de Lisboa à noite - Autores: Filipe Alves (desenho), Álvaro Áspera (argumento)
(VIII) Março 13 - Parque Mayer: vista da entrada parcialmente submersa - Autores: Ana Saúde (desenho), João Veiga (arg.)
2009 daqui para cima

(VII) Junho 14 - Arco da Rua Augusta e Parque Mayer - Autor: C. Moreno
(VI) Abril, 14 - Sé Catedral de Lisboa, a cores diurnas e nocturnas - Autor: António Jorge Gonçalves
(V) Março, 11 - Alfama, recantos do bairro lisboeta - Autor: Filipe Andrade
(IV) Fev. 9 - Bairro dos Olivais com espaços verdes à vista - Autor: Ricardo Cabral
2007 daqui para cima

(III) Julho, 18 - Terreiro do Paço submerso - Autor: António Jorge Gonçalves
(II) Junho, 19 - Elevador de Santa Justa - Autor: Zé Paulo
(I) Maio, 21 - Torre de Belém e Convento do Carmo vistos em picado - Autor: Victor Mesquita
2006 daqui para cima

============================
Isto agora não tem nada a ver com o "post", é apenas um aspecto curioso em que estou a reparar há algum tempo:
Tenho, a 19 de Março, 97 seguidores do meu blogue, como se pode ver na coluna da esquerda.
E a curiosidade é: quem virá a ser o seguidor nº 100?
 

Bem, hoje, dia 20 de Março, apareceu mais um seguidor, o 98º, chamado João Soares (não é o político em que estão a pensar, digo isto porque, embora nunca antes tivesse visto este, na foto em que aparece no painel de seguidores vê-se que usa bigode). E, conforme a velha frase popular, há muitas Marias na Terra, só que há umas que têm bigode, e outras não :-)

Grande surpresa! Hoje estamos a 22, é 2ª feira, e cá está o "seguidor" nº 100. E, para um número especial, alguém especial (na área da BD, claro): Nuno Saraiva, grande ilustrador de BD!
Saravá, caro Nuno, fico honrado com a tua presença! Conta-me: estavas a seguir esta minha conversa acerca de ter quase 100 seguidores, ou foi por acaso? Grande abraço!

quarta-feira, março 17, 2010

Publicidade (Didáctica, Política, Comercial) em Banda Desenhada (I)





Entre muitos dos temas que sempre me interessaram e que tenho imaginado tratar aqui no blogue, a publicidade através da banda desenhada é um deles.
Possuo, na minha vasta e heterogénea colecção de BD, bastantes publicações (tipo folhetos e revistas, portuguesas e estrangeiras), com bons exemplos de arte sequencial ao serviço da publicidade em diversos quadrantes: didáctico, artístico, comercial, político, e outros menos facilmente classificáveis.
Há muitos anos que tenho ido guardando exemplos desta especialidade com poucos interessados (digo eu...) e até tentei convencer um amigo chamado Carlos Pinheiro - o qual tinha estabelecido contacto com a entidade que superintende na publicidade - a fazermos uma exposição sobre o tema na respectiva sede, isto quando ele me disse também se interessar pelo assunto, e ter algum material antigo.
A ideia nunca se concretizou, e reconheço que não é fácil uma iniciativa do género, porque mexe com pormenores que têm de ser salvaguardados.
Pela parte que me toca, e de há uns anos a esta parte, como bloguista, ainda não me tinha decidido a começar, exactamente preocupado com os melindres vários. Até que me ocorreu tapar os elementos publicitários.
Pondo em prática a solução, calhou serem estas três bedês autoconclusivas a inaugurarem mais uma categoria (ou etiqueta) bloguística.
Graças à amabilidade de Raquel Louçã Silva - a quem aqui publicamente agradeço -, directora do jornal gratuito Mundo Universitário, foram-me enviados os respectivos exemplares do MU onde se mostram as bandas desenhadas que reproduzo neste "post", da autoria do desconhecido na BD, Pedro Lourenço. (*)
Peço desculpa aos visionadores do blogue e à empresa cervejeira que teve a ideia de utilizar a BD - a quem faço uma vénia - pelo facto de tapar a marca. Isto porque mostrar publicidade alheia, ostensivamente sem esta precaução, seria susceptível de más interpretações.
"À mulher de César não basta ser séria, é preciso que o pareça"...
----------------------------------------------------------
As imagens reproduzidas no topo a ilustrar o "post" tiveram publicação inicial (de cima para baixo):
in jornal MundoUniversitário, 11 Jan.10
in jornal Mundo Universitário, edição de 22 Fev. 10
in jornal Mundo Universitário, edição de 22 Fev. 10
--------------------------------------------------
(*) O autor não assinou as pranchas, por modéstia ou, mais provavelmente, porque se calhar trabalha para uma agência que não autoriza os colaboradores a assinarem as peças publicitárias. Tive conhecimento do nome do ilustrador, autor da bd, por "portas travessas"...
Mas não o conheço. Dão-se alvíssaras a quem o conhecer e me dê o contacto!

quarta-feira, março 10, 2010

Violência/Tortura na BD (IV) - Autores: Juan Cavia, Filipe Melo, Santiago Villa, Martin Tejada

Relembro que, para ampliar, basta um clic em cima da imagem (e vale a pena)
Pormenor da prancha seguinte






As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy
(Excerto da novela gráfica onde se visionam imagens de tortura)

Da página 73 à 78, da obra indicada no título deste "post", deparam-se-nos os monstros de características nazis criados pelo Dr. Menguele, através de experiências em seres sobrenaturais.


Estas criaturas, que, durante cinquenta anos, cavaram um túnel até Lisboa, entram em acção: prendem Dog Mendonça e Pizzaboy, torturam-nos, e metem-nos numa câmara de gás.


Felizmente que a amiga gárgula - a mais insólita personagem que se pode imaginar - os consegue libertar, embora no rosto de Dog Mendonça fiquem bem visíveis os efeitos da tortura - ter sido pendurado de cabeça para baixo, atado, e injectado nos olhos com misterioso líquido.

É essa sequência, bem descrita e desenhada com intensidade, que aqui se mostra em seis páginas, excerto de uma obra inicialmente destinada ao Cinema, no pensamento de quem a imaginou - Filipe Melo, músico e cineasta, realizador do primeiro filme português de zombies, I'll See You In My Dreams.
Dog Mendonça e Pizzaboy iria ser, por conseguinte, uma nova experiência cinematográfica de Filipe Melo, projecto que acabou por não se concretizar no celulóide.
Mas graças ao encontro do português com alguns argentinos interessados em Cinema e em Banda Desenhada, o argumento inicial começou a ser transformado em guião por Martin Tejada, depois desenhado (excelentemente) por Juan Cavia, e colorido por Santiago Villa.
E aí temos nós uma novela gráfica, extensa e singular, que, apesar da participação marcante dos autores argentinos, pode considerar-se como peça da BD portuguesa, por ter tido edição em Portugal.
..............................................................................................
Índice remissivo para os "posts" anteriores nas datas abaixo indicadas, cuja forma mais expedita de os ver é simplesmente clicar no item indicado em rodapé, e terão acesso aos restantes postes

"Panorâmicas"
" Picado e Contrapicado"

"Violência/Tortura na BD"

"Zoom",
todos visíveis através desse simples clic.
 ------------------------------------------------
Picado e Contrapicado
(XII) - Carlos Pacheco e Jesus Merino
2008 - Daqui para cima

(XI) Ag.10 - Reg Perrott
(X) Abr. 20 - Frank Miller e Lynn Varley
(IX) Fev. 25 - Kája Saudek
2007 Daqui para cima

(VIII) Agosto 27 - Bill Watterson
(VII) Jun.11 - Joe Sacco
(VI) Maio 13 - Victor Mesquita
(V) Maio 9 - Moebius
(IV) Maio 7 - Rui Lacas
(III) Abr.11 - Gibrat
(II) Abril 11 - Gibrat
(I) Março 17 - Autores: Phil Gimenez e Andy Lanning
2006 daqui para cima - Tema: Picado e Contrapicado
---------------------------------------------------
(I) Maio 28 - Jim Lee
2008 Daqui para cima - Tema: Violência/Tortura na BD
---------------------------------------------------
(I) Jan. 18 - Joe Quesada
2008 Daqui para cima - Tema: Zoom
---------------------------------------------------
(II) Jun. 15 - Ulli Lust
2009 Daqui para cima
(I) Agosto 21 - Reg Perrott
2007 Daqui para cima - Tema: Violência/Tortura na BD 
---------------------------------------------------
(I) Ag. 26 . - Katsuhiro Otomo
2006 Daqui para cima - Tema: Panorâmicas

sábado, março 06, 2010

Tertúlia BD de Lisboa (Ano XXIV) - Lançamento do álbum "Dog Mendonça e Pizzaboy" com a presença dos autores - 1º Encontro Extra (Encontro Nº 308)



Em cima: três surpreendentes pranchas, tanto pela composição como pelos desenhos, bem como pelo impressionante trabalho da colorização (páginas 67, 93 e 95).
Também digno de menção é a qualidade da legendagem, executado pela desconhecida nesta área da BD, a Pixel Reply.

Uma página dedicada ao making of, coisa muito comum nos filmes, um pouco menos na banda desenhada.
Neste plano de conjunto estão retratados personagens e autores, em imaginativa convivência.
Paula Diogo, figura feminina não autora nem personagem da bd, faz parte do staff de "O Pato Profissional Produções", e foi responsável pela produção.
(Ampliando a imagem, com o simples clic habitual, os meus amigos visitantes poderão ver os nomes, relacionados com números junto das figuras)

O texto de apresentação na badana escrito pelo realizador cinematográfico John Landis
Página de rosto

Capa do livro brochado (ou softcover)

AS INCRÍVEIS AVENTURAS DE DOG MENDONÇA E PIZZABOY é uma invulgar novela gráfica, realizada pela equipa luso-argentina formada pelo português FILIPE MELO - criador do argumento original, com a colaboração de PABLO PARÈS -, trabalho literário e ficcional finalizado por MARTIN TEJADA, que planificou o argumento na forma de guião, transformado por JUAN CAVIA em imagens sequenciais, finalmente coloridas por SANTIAGO VILLA, quatro cidadãos argentinos.
É por isso natural que Filipe Melo apresente a obra com as seguintes palavras:
"O livro que têm nas mãos é o resultado do trabalho intenso de uma pequena equipa ao longo de um período de cinco anos (...)"
Sob chancela de Tinta da China Edições, o invulgar livro de 120 páginas (em edições portuguesas de BD isto é uma raridade), todo em quadricromia, impresso em papel couché de elevada gramagem, com as medidas 16,5x24cm, num formato próximo do comic book, é uma surpreendente e inesperada peça de elevado nível gráfico.
O categorizado Fantasporto, festival portuense - ou melhor: nacional - de cinema fantástico e "gore" teve as primícias do lançamento do livro BD no dia 5 deste mês de Março.
Seguir-se-ão novas apresentações públicas, mas o que por agora me interessa focar (por razões óbvias:-) é a do dia 9, na Tertúlia BD de Lisboa.
Estarão presentes os autores mencionados (excepto Pablo Parès) para serem CONVIDADOS ESPECIAIS desta já antiga associação informal.
Como habitualmente, o Encontro iniciar-se-á pelo jantar, entre as 20h e as 21h30, tendo depois o seguinte alinhamento:

- Início, às 21h30 do Sorteio interactivo de BD, com peças de banda desenhada oferecidas pelos "tertulianos" e a eles atribuídos, portanto em circuito fechado. Como já tenho dito em vezes anteriores, uma das finalidades deste sorteio é a de permitir o contacto dos participantes, no momento da entrega da peça pelo ofertante ao bedéfilo bafejado pelo acaso do sorteio.
Entre as peças sorteadas há sempre um desenho original do Convidado Especial, e desta vez haverá um de Juan Cavia, e outro de Santiago Villa, que também é desenhador, além de ser colorista, desta vez.

- Às 22h30 haverá o momento de tertúlia, através da auto-apresentação dos autores e respostas às perguntas dos presentes, momento que será antecedido pela entrega de um DIPLOMA a cada um dos autores.

- Entretanto, estará à venda o álbum, pela presença do representante da livraria coimbrã Dr. Kartoon (o crítico, argumentista e divulgador João Miguel Lameiras)

- A decorrer desde o início estará o Comic Jam, que contará com a participação de seis desenhadores entre os muitos presentes (Juan Cavia, quase de certeza), cada um a traçar uma vinheta;

- Também em simultâneo, serão distribuídos os fanzines gratuitos Tertúlia BDzine (desta vez com uma bd de José Abrantes) e Folha Volante.

- Com início às 23h haverá uma sessão de autógrafos, que terminará cerca da meia noite (a tertúlia costuma finalizar às 23h, mas desta vez haverá um agradável prolongamento!).
-------------------------------------------------
Brevíssimas sínteses biográficas

Filipe Melo, nascido em Lisboa há trinta e dois anos, foi detido, ainda muito novo (aos quinze!) por pirataria informática, o que abona em favor da sua precoce perícia nas novas tecnologias. A injustiça da lei - há coisas que ela não autoriza que se seja bom, pronto ... - fez com que, em seguida, se dedicasse a algo mais bem aceite pela sociedade, a de pianista, embora tenha optado pelo jazz, tipo musical ainda olhado de soslaio.
Fazendo profissão dessa música, jazzística, demonstrou o seu eclectismo iniciando-se também na actividade cinematográfica, tendo fundado O Pato Profissional, produtora independente dedicada ao género fantástico, para a qual produziu, escreveu e realizou I'll See You in My Dreams, fita vencedora do Fantasporto 2004, e na área da televisão realizou Um Mundo Catita, protagonizado brilhantemente pelo nosso comum amigo, o cantor, pintor e entertainer Manuel João Vieira.
Noutra faceta, e em resultado da sua contínua movimentação, Filipe Melo está integrado na direcção do Hot Clube de Portugal, frequenta um mestrado na Escola Superior de Música, lecciona Piano e Harmonia em dois locais distantes entre si, Universidade de Évora e Universidade Lusíada.
Por conseguinte, os quadrantes em que anteriormente podíamos encontrá-lo - Jazz, Cinema e Ensino - ficaram agora ainda mais diversificados, com a sua estreia como argumentista na Banda Desenhada (na obra As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy, acabada de ser editada em álbum de 120 página) ainda suficientemente novo, o que permite esperar dele muita produção nesta área, e tal irá acontecer com a passagem da sua trama ficcional para um próximo livro de BD, já com título escrito na cabeça do Filipe: Dog Mendonça e Pizzaboy - Apocalipse.
---------------------------------------------------
Juan Cavia, argentino, tem talento inato para desenhar, o que não impediu que tivesse frequentado aulas de desenho, em especial de anatomia humana e perspectiva, duas componentes fundamentais para quem sonha fazer banda desenhada.
Durante onze anos, Juan Cavia desenvolve aas suas aptidões naturais em pintura, desenho, composição, dinâmica, e diversas técnicas de representação.
Depois do ensino secundário decidiu estudar Cinema, mas entretanto foi trabalhando como "storyboarder" e "concept designer" para produtoras de publicidade.
Desde 2005 que exerce a função de director de arte para Cinema, Publicidade e Teatro, e agora, pela primeira vez, entrou na Banda Desenhada - As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy - logo com trabalho de singular qualidade.
---------------------------------------------------
Santiago Villa, nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1986.
Fez estudos de Artes Visuais no Instituto Nacional de las Artes, na sua cidade natal. Logo após terminado o curso, lançou-se num de Cinema de Animação, no Image Campus.
Trabalha actualmente como ilustrador, artista conceptual, storyboarder e animador para cinema e vídeojogos.
Colaborou recentemente no filme El Secreto de Sus Ojos, nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. E, last but not the least, acaba de participar pela primeira vez numa banda desenhada como colorista da novela gráfica - As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy -, fazendo uma notável colorização.
--------------------------------------------------
Martin Tejada, Buenos Aires, Argentina, 1983.
Tem-se notabilizado em diferentes áreas artísticas, designadamente no campo dos vídeos, o que faz desde os 23 anos.
Também no Cinema o seu nome já ganhou visibilidade ao fazer o script para o filme Vengador, que foi distinguido com um prémio pela Embaixada de França na Argentina.
Como argumentista/guionista, Tejada tem escrito para a publicidade, para séries de TV e para filmes, tendo agora alargado o seu campo de actividade literária para a Banda Desenhada - uma antiga paixão nunca antes concretizada - ao fazer a adaptação para guião do argumento da novela gráfica luso-argentina (embora seja classificável como portuguesa por ter sido editada em Portugal), As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy.
------------------------------------------------
Participantes neste encontro da TBDL (por ordem alfabética):
.
1. Adelina Menaia; 2. André Conceição; 3. André Oliveira;
4. António Carichas; 5. António Isidro; 6. Cláudia Pinto;
7. Elisa Canário; 8. Fernando Martins; 9. Filipe Melo;
10. Frederico Carvalho; 11. Gabriel Martins; 12. Gastão Travado;
13. Geraldes Lino; 14. Hugo Teixeira; 15. Inês Mendes;
16. João Figueiredo; 17. João Miguel Lameiras; 18. João Vasco Leal; 19. José Abrantes; 20. Juan Cavia; 21. Luís Filipe Lopes;
22. Luís Salvado; 23. Manuel Canário; 24. Manuel Valente;
25. Marc Figueiredo; 26. Martin Tejada; 27. Miguel Marreiros;
28. Miguel Velez; 29. Milhano; 30. Moreno;
31. Nuno Amado "Bongop"; 32. Pedro Bouça; 33. Pedro Passaporte; 34. Rui Domingues; 35. Santiago Villa; 36. Sílvia Ribeiro;
37. Sónia Fragoso; 38. Vidazinha

quarta-feira, março 03, 2010

Banda Desenhada portuguesa nas revistas não especializadas em BD (XLI) - Jazz.pt - Autor: C. Zingr

Para apreciar devidamente a qualidade singular destas composições gráficas sequenciais, já se sabe que convém clicar em cima das imagens para as ampliar

Reprodução de mais dois episódio da série Carne Viva, com a devida vénia à revista Jazz.pt #27 (Nov./Dez. 09, a prancha de baixo, e de Jan./Fev. 2010, a de cima), e ao autor C."Zingr".

Carlos "Corujo" Zíngaro é músico, desde há muitos anos, aliás foi a sua tendência inicial, desde criança. Na área da BD tornou-se notado no fanzine Evaristo, mas principalmente na revista Visão (de BD, 1975/76) e assinou várias excelentes bandas desenhadas como Corujo Zíngaro.

A sua vida profissional tem-se realizado na área conhecida por "Novas Músicas", também definida como música contemporânea experimental.

Sem, obviamente, deixar a música, regressou à BD nas páginas da revista Jazz.pt, onde tem feito episódios curtos, autoconclusivos, de prancha única (de que aqui já mostrei algumas nesta rubrica), sob o nome artístico actual, para a BD, de C."Zingr".

O título genérico que apresentam estas suas bedês curtas é Carne Viva, e apresentam-se sob um grafismo límpido, tipo linha clara, muito expressivo e de muito bom nível estilístico, que envolvem argumentos críticos frontais, com tonalidades satíricas explícitas, por vezes a denotar alguma ferocidade (a sequência do topo é disso exemplo).
--------------------------------------------------
Para ver as numerosas postagens anteriores deste mesmo tema, basta clicar no item indicado em rodapé.
Entretanto, a fim de saber quais os autores incluídos nesta categoria, ver lista em baixo
 ................................................................................

(XL) - Dez. 02 - Cais - Autor: Luís Belerique
(XXXIX) - Nov. 24 - Biologia & Sociedade - Autor: J.Mascarenhas
(XXXVIII) - Set. 8 - Cais - Autor: Vasco Martins
(XXXVII) - Julho 18 - Ler - Autor: André Carrilho
(XXXVI) - Abril 12 - Playboy - Autor: Nuno Saraiva
(XXXV) - Março 29 - Cais - Autor: Vasco Martins
(XXXIV) - Março 21 - Aula Magna - Autores: Filipe Alves, Ana Afonso, Álvaro Áspera
(XXXIII) Fev. 13 - Cais - Autor: Vasco Martins
(XXXII) Jan. 18 - Jazz.pt - Autores: C Zingr (desenho), Teixeira Moita (argumento)
2009 - Daqui para cima

(XXXI) Nov.18 - Dif - Autor: Ricardo Machado
(XXX) Julho 16 - Elegy Ibérica - Autor: JCoelho e DJ Goldenshower
(XXIX) Julho 10 - Time Out - Autor: Ricardo Machado
(XXVIII) Junho 20 - Jazz.pt - Autor: C.Zngr
(XXVII) " 18 - Elegy Ibérica - Autores: JCoelho e DJ Goldenshower
(XXVI) " 13 - P'Almada - Autor: Serrano
(XXV) Maio 14 - GQ Gentlemen's Quarterly- Autora: Joana Sobrinho
(XXIV) Jan. 10 - Jazz.pt - Autor: Zngr
(XXIII) Jan. 8 - Motociclismo - Autor: Luís Pinto-Coelho
2008 (daqui para cima)

(XXII) Julho 6 - Underworld - Autores: João Monteiro (desenho), André Oliveira (arg.)
(XXI) Junho 29 - Gente Jovem - Autor: Algarvio
(XX) Junho 8 - Visão - Autores: Pedro Massano, José Carlos Fernandes, António Jorge Gonçalves
(XIX) Março 14 - P'Almada - Autor: Serrano
(XVIII) Março 10 - Underworld - Autores: Ricardo Reis (desenho), André Oliveira (argumento), Ana Maria Baptista (colorido)
(XVII) Março 6 - Motociclismo - Autor: Luís Pinto-Coelho
(XVI) Fev. 27 - Jazz.pt - Autor: C. Zingr (Corujo Zíngaro)
(XV) Jan. 23 - Visão Júnior - Autores: Pedro Morais e Luís Almeida Martins
2007 - Daqui para cima

(XIV) Dez. 27 - Dominium - Autores: Sub Verso e Bad Kitty
(XIII) Dez. 9 - Revista "C" - Autores: Miguel Rocha e José Carlos Fernandes
(XII) Set. 29 - Textos e Pretextos - Ricardo Pires Machado
(XI) Junho 17 - Ripa na Rapaqueca - Autor: João Ferreira
(X) Maio 6 - Motociclismo - Autor: Luís Pinto-Coelho
(IX) Abril 23 - Underworld - Autor: João Maio Pinto
(VIII) Abril 23 - Revista da Armada - Autor: Antunes
(VII) Abril 23 - Louletano - Autor: E.T.Coelho (reedição)
(VI) Abril 10 - Revista C - Autores: Miguel Rocha e José Carlos Fernandes
(V) Abril 2 - Megajogos - Autor: Algarvio
(IV) Março 13 - Kulto - Autores: Ana Freitas e Nuno Duarte
(III) Março 3 - Gente Jovem - Autor: Algarvio
(II) Fev.25 - Vega - Autor: Richard Câmara
(I) Fev. 18 - Periférica - Autores: Hugo Pena e Jorge Pedro Ferreira
2006 - Daqui para cima

segunda-feira, março 01, 2010

C. Moreno - Síntese biográfica do Convidado Especial da Tertúlia BD de Lisboa - Ano XXIV - 307º Encontro


No Reino das praias foi a primeira banda desenhada a cores da autoria de CMoreno, título do episódio concebido e realizado (argumento, guião, desenho, colorização e legendagem) por ele para a obra colectiva Sonhos de Nemo no Século XXI, publicada no fanzine Efeméride (nº 1- Outubro de 2005)


Em cima: as duas pranchas iniciais do "pastiche" Astérix e Obélix em Lisboa, também publicado no Tertúlia BDzine, fanzine gratuito distribuido na Tertúlia BD de Lisboa.


Capa da paródia Tintim Missão em Lisboa
(Aqui que ninguém nos ouve, Moreno, tens a certeza que o eléctrico nº 18 vai mesmo para a Ajuda, ou é pormenor imaginário?)
 (Vale a pena clicar em cima para ampliar, e poder apreciar melhor os 
pormenores)


A última de quatro pranchas dedicadas ao "pastiche" Tintim Missão em Lisboa, em 1999, ano em que na Tertúlia BD de Lisboa foram publicados doze episódios apócrifos, um cada mês, no fanzine gratuito Tertúlia BDzine, com distribuição restrita aos participantes naquela associação informal.


Um gag em duas tiras, sob o título Mecânicos à força, foi a primeira bd publicada, sob a assinatura C.Moreno (ou CMoreno, como na realidade o autor assina).

Como habitualmente, sempre na primeira 3ª feira de cada mês, realiza-se mais um encontro da Tertúlia BD de Lisboa. A componente mais importante é a auto-apresentação do autor de BD que está na posição de Convidado Especial (*), e o diálogo que os participantes estabelecem com ele.
Neste encontro teremos como

CONVIDADO ESPECIAL,
C. MORENO

Carlos Alberto Moreno Martins, Março de 1950, Louriçal do Campo (Beira Baixa).
Possui o Curso Industrial, e fez a Secção ao Instituto Industrial. É desenhador de construção.
Iniciou-se tardiamente
na BD, fazendo a paródia em quatro pranchas a preto e branco, Tintim Missão em Lisboa, para o fanzine Tertúlia BDzine (nº 28 - Dezembro de 1999).


Três anos mais tarde, em Dezembro de 2002, faz o episódio Mecânicos à força, um gag em duas tiras, a preto e branco, para o fanálbum Novas 'fitas' de Juca & Zeca.

Em Outubro de 2005 executa a sua terceira bd (numa prancha em formato A3 e a cores) intitulada No Reino das praias, incluída na obra colectiva Sonhos de Nemo no Século XXI, no nº1 do fanzine Efeméride.
Esta prancha, tal como todas as restantes da obra paródica, estiveram em exposição no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, na edição de 2005.

Numa segunda colaboração para o Tertúlia BDzine (nº 121, Janeiro 2008), C. Moreno desenha, sob argumento de G. Lino, a paródia Astérix e Obélix em Lisboa.

Em mais uma colaboração no fanzine Efeméride (nº4 - Janeiro 2009), é de novo autor completo (fez argumento, guião, desenhos, legendagem e colorização) do episódio O Convite, de prancha única, para a obra paródica colectiva Tintim no Século XXI.

(C. Moreno integra-se no 4º parágrafo das normas estabelecidas para os Convidados Especiais).

---------------------------------------
(*) Este ciclo de CONVIDADOS ESPECIAIS, a decorrer permanentemente desde Junho de 1985, tem a finalidade de distinguir, com DIPLOMA DE INCENTIVO, gente da BD, a vários níveis:

1) Autores jovens em princípio de carreira, mas com obra publicada - embora porventura escassa - quer em fanzines, jornais, revistas ou, eventualmente, em álbum (por edição alternativa, seja com apoio autárquico ou de empresa privada, até mesmo em edição de autor).

2) Autores já com obra significativa, mas demasiado novos para serem homenageados.

3) Autores que fizeram banda desenhada, de forma esporádica, há uns tantos anos, tendo desistido da BD e optado por diferente actividade (incentivo de tipo retroactivo).

4) Desenhadores adultos que só tardiamente tiveram BD editada, sendo-lhes dado este incentivo pela TBDL, independentemente da sua idade.

--------------------------------------------------------------------------------------
Para se verem as numerosas postagens relacionadas com este tema, basta clicar no item Tertúlia BD de Lisboa, inscrito no rodapé