quarta-feira, agosto 05, 2009

Comic Jam - 12ª prancha

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Os visitantes habituais deste blogue, mais os participantes - fixos e eventuais - da Tertúlia BD de Lisboa, todos eles tomaram já contacto com esta iniciativa, em que participam mensalmente seis autores/ilustradores de banda desenhada, que criam, aleatoriamente, uma sequência de acaso, visto não haver argumento prévio.

Nesta prancha, os participantes foram os seguintes:

1- Miguel Carneiro, Convidado Especial da Tertúlia BD de Lisboa, no seu 300º Encontro.
Como sempre tem acontecido, o Convidado Especial é quem inicia a sequência do Comic Jam, criando a primeira vinheta.

2 - José Abrantes
3 - Hugo Teixeira
4 - Machado-Dias
5 - Filipe Duarte
6 - Ricardo Cabrita
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O fanzine Comic Jam nº 1, após a sua edição mensal neste blogue, foi agora editado em papel, e pode ser visto na totalidade no meu outro blogue http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/
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Para ver as anteriores pranchas basta clicar no título Comic Jam visível no rodapé deste "post".

88 comentários:

Anónimo disse...

Uma prancha fantástica e um debate tertuliano como todos deveriam ser. Lino, queria-lhe dizer que compreendo a sua frustação pelo facto da discussão na Tertulia por vezes não resultar e muita gente estar desatento. Será porque o formato e os convidados não são apelativos? Acho que não. Sugiro também que, para além dos convidados, se pense em discutir um tema central, que neste mês acabou por ser a questão do Ensino de BD em Portugal, mas que noutro mês poderia ser a questão do Argumento na BD Portuguesa, como o nosso Tertulio mais recente, o Ruben de Carvalho, estava a tentar colocar.
Aliás, foi bastante bom um candidato à Câmara de Lisboa, indepentemente de ser da CDU, ter aparecido na Tertulia, num gesto genuino de querer conhecer a mesma, quanto mais não seja porque a Bedeteca de Lisboa, se não me engano, pertence à Câmara e o seu funcionamento, a meu ver, deixa muito a desejar.
Abraços e Continuação de Bom Trabalho.

João Figueiredo

Paulo Marques disse...

Sem dúvida uma prancha uma vez mais repleta de imaginação e qualidade artistica, que são dois dos aspectos que mais se destacam nesta forma de interacção entre artistas, com resultados sempre surpreendentes! É sempre muito interessante ver esse trabalho conjunto, que constitui também numa excelente oportunidade para nós, que frequentamos a Tertúlia BD de Lisboa, de ficarmos a conhecer um pouco melhor o trabalhos de outros autores e mesmo os próprios autores.

Relativamente à opinião do João Figueiredo, em penso que o problema maior na falta de atenção de alguns dos tertulianos, é provavelmente baseada numa falta de compreensão do que representa essa tertúlia, o que deveria ser corrigido talvez conversando individualmente com os próprios. O Problema não está na temática, que penso estar mt bem assim, não sendo benéfica qualquer adição de um tema central, pois o tempo em que decorre a tertúlia já é curto, mesmo sem essa tema, que deveria talvez ficar reservado para outras tertúlias! O que é sem dúvida fundamental, é que haja uma tomada de consciência de que a tertúlia, para além de um encontro de pessoas amigas, tem como seu princípio original, a homenagem de um autor, que se destacou pelo o seu trabalho e mesmo por respeito a esse autor, seria importante que houvesse uma maior colaboração de alguns ;)

Saudações bedéfilas!

Paulo Marques

João Figueiredo disse...

Sem dúvida, Paulo. De facto, a Tertúlia, como é projectada (Jantar + Recolha de Rifas + Sorteio + Convidado e Debate)será a forma ideal para este encontro mensal. Talvez outros espaços para discutir os temas "centrais" tenham que ser criados. Mas é um facto que há muita coisa a discutir na BD!
Abraços

Anónimo disse...

Um poste que escrevi no Facebook, depois de chegar a casa, vindo da Gertúlia BD, e passo a citar-me:

"Escrevi eu, aqui, esta manhã, que ia hoje à Tertúlia BD. E assim tanto foi, que fui! Mas não é que, uma vez lá chegado, que dou com as fauces sorridentes do Ruben de Carvalho, pulhítico de metier!? O que será de nós, incautos e bem-intencionados cidadãos, se essa corja de sanguessugas se imiscui nos nossos pequenos núcleos de cultura e lazer!? Ainda acabo agorafóbico, que sair de casa é cada vez mais assustador!"
Acrescento agora que, se eles não me vêm nos seus eventos - omícios, sessões de esclarecimentos, etc, porque terâo de empestar cenas de cidadãos comuns e idóneos, coisas que eles não são!?
Quanto ao resto concordo - e já o disse umas quantas vezes - que importante que isso me torna! - que devia, de facto, de serem debatidos alguns temas...

José Abrantes

João Figueiredo disse...

Por ser político, não pode ir a uma iniciativa de BD?
Ainda por cima, a pessoa em questão foi convidada para ir, como tantas outras pessoas foram convidadas, nomeadamente eu, há já uns dois anos.
Eu, quando me convidaram para ir pela primeira vez à Tertúlia, não me perguntaram se era político, fuzileiro naval, arquitecto, taxista, jogador de futebol ou coisa que o valha. Perguntaram-me se gostava de BD. E, nessa qualidade, tenho ido à Tertúlia. E também foi nessa qualidade que o Ruben de Carvalho foi. Se não, perguntem ao Machado Dias porque é que o convidou.
E quando disse, "Aliás, foi bastante bom um candidato à Câmara de Lisboa, independemente de ser da CDU, ter aparecido na Tertulia, num gesto genuino de querer conhecer a mesma", para já, foi porque o Ruben de Carvalho (que podia ter sido perfeitamente o António Costa, ou o Santana Lopes ou outro qualquer) lá apareceu porque o convidaram e porque, como todos nós, deve gostar de BD (se não, não ía, que eu saiba as campanhas eleitorais fazem-se com bandeiras, gente a distribuir panfletos, etc, etc, coisa que não aconteceu na Gina, tirando os Panfletos do Lino, LOL). Depois, porque como eu próprio coloquei num post antigo, sobre Concursos de BD, é bastante importante nós, a gente da BD (Autores, Bedéfilos, Etc)reivindicarmos do poder político mais apoios e não nos fecharmos no nosso núcleo. Devemos sim discutir os nossos problemas (não necessáriamente na Tertúlia, devem-se então criar esses espaços próprios) e exigir de quem de direito o que precisamos. Se há políticos que, por terem sido convidados para participar na tertúlia, ficarem ganhos para as nossas questões, tanto melhor.
Mas pronto, se calhar nem devo defender isso, porque como sou Engenheiro do Ambiente, nem devo poder participar na Tertúlia, porque até defendo a redução nos gastos do papel impresso, e como nunca vi ninguém da esfera da BD a ter ido às Jornadas da Energia em Cascais, em Outubro passado, ou a preparar-se para o Congresso Luso-Brasileiro de Ambiente, não tenho o direito de vir aqui à Tertúlia, porque estou deslocado, se calhar!
Saibamos não confundir as coisas, para com seriedade discutirmos o que temos a discutir.
Abraços a todos, em especial ao José Abrantes (que não é por isso que não deixa de ser um dos meus autores de BD português que mais aprecio).

Geraldes Lino disse...

João Figueiredo
Tem razão quando menciona a minha frustração, resultante do facto de sentir que há muita gente desatenta - e, pior, a manterem-se a conversar - no momento mais importante da tertúlia, que é aquele em que o nosso Convidado Especial se auto-apresenta, fala da sua experiência, das suas esperanças, das suas frustrações...
Outro aspecto que me frustra é o de poucos, quase nenhuns presentes fazerem perguntas ao nosso convidado.
Como você muito bem disse, há muita coisa a discutir na BD portuguesa. E não será uma boa ocasião a de levantar essas dúvidas com alguém directamente interessado, como será o caso de um autor de BD, seja qual for a sua idade?
No caso desta mais recente tertúlia, por acaso o nosso Convidado Especial (C.E.) até tem exercido a função de professor no Curso Superior de Ilustração e BD, o que poderia ter suscitado a curiosidade de autores de BD presentes, o que não aconteceu.

Geraldes Lino disse...

João Figueiredo
Continuando a conversa consigo (estou a fazê-la aos bocados por segurança, pq já tinha escrito um comentário, bem mais extenso, e desapareceu!).
Você, Figueiredo, era para mim, até hoje, um quase desconhecido (não fazia ideia que você fosse engenheiro de ambiente, tal como o autor de BD José Carlos Fernandes), mas, em especial no que concerne ao conhecimento das suas opiniões, da sua maneira de ser.
Você apareceu na Tertúlia BD de Lisboa, levado lá ao nosso espaço habitual, e encontro mensal, por um "tertuliano" mais antigo, o Simões dos Santos. À semelhança, aliás, do que aconteceu agora, neste recente encontro da TBDL, com o político Rúben de Carvalho, levado pelo já antigo "tertuliano" Machado-Dias.
E confesso-lhe que fiquei muito bem impressionado com o desassombro das opiniões que você tem deixado patentes nesta espécie de "fórum" que se tem estado a estabelecer.
Abraço.
GL

Anónimo disse...

Ok, tudo bem. Como diz quem sabe, "quem está mal, muda-se!"
Não gosto de pulhíticos, seja a cor ou tara de cada um!"
Assim sendo, deixo definitivamente de por os pés na Tertúlia BD.

José Abrantes

João Figueiredo disse...

José Abrantes, tenho pena que se vá embora, um tão grande e excelente autor de BD. Respeito o facto de se sentir incomodado por esta ou aquela pessoa frequentar a Tertúlia, mas, convinhamos que não tem muito cabimento, cada um é livre de frequentar o espaço que quiser, desde que devidamente convidado. Eu não conhecia o Geraldes Lino, até o Sr. Simões (eu raramente uso o nome dele completo, lá na rua é o Sr. Simões e nada mais) me levar a uma Tertúlia. Nunca pensei é que existisse um incómodo assim tão grande em que políticos frequentassem a tertúlia. O Ruben de Carvalho não se infiltrou, convidaram-no. Eu não me infiltrei, convidaram-me. Sinceramente não sei como surgiu a ideia do Geraldes Lino em organizar a tertúlia, mas não creio que tenha dito "São proibidos todos aqueles que sejam políticos ou amoladores de tesouras.". E, que eu saiba, não foi a primeira vez que um político frequentou a tertúlia. Portanto, 35anos depois do 25 de Abril, a política não é benvinda? É isso que querem passar à minha geração (eu tenho 25 anos)? É que, mal ou bem, os políticos vão sendo eleitos e as políticas vão sendo feitas, pelos vistos contra a BD em Portugal, como se verifica nas dificuldades em editar, etc, etc, dificuldades essas com causas directas no rumo que o país tem levado. Ora, eu acho que, para além de discutirmos os problemas e criarmos propostas e soluções para a BD em Portugal, as devemos fazer chegar a quem de direito, já que nos tempos do fascismo isso não era permitido (de maneira nenhuma um forum destes existiria).

João Figueiredo disse...

Geraldes Lino
Sim, sou Engenheiro do Ambiente, tal como o José Carlos. Aliás, sempre achei engraçado esse facto, porque quando conheci o trabalho dele, em 99 na extinta Selecções BD segunda série (tinha apenas 14/15 anos), fiquei fascinado pelo trabalho dele, e depois quando fui para a faculdade, ter descoberto o facto de ele ser meu "colega" foi interessante e engraçado.
E o meu gosto pela BD vem desde os tempos do meu pai me oferecer albuns do Tintim (O meu pai no seu tempo também foi um grande coleccionador...qualquer dia levo-o a uma tertúlia, mas aviso já que ele é Técnico de Informática e nos tempos da Ditadura organizava o jornal da escola e organizou um concerto com o Zeca Afonso. Poderá o meu pai ir?). Depois, o Sr. Simões levou-me à tertúlia, o que me deu o impulso que faltava para pôr de pé um projecto de BD (e não só) que tenho, que futuramente (um futuro a médio prazo) dar-lhe-ei notícias (eu não desenho, faço argumentos).
Mais o facto de trabalhar com o Marc Figueiredo (da QualAlbatroz), na empresa de consultoria em ambiente, fez-me a cada dia que passa, interessar-me por este assunto.
Longe de mim ter criado uma polémica, mas acho absurdo que haja alguém que ache que não somos todos benvindos à tertúlia. Sei que o Geraldes não pensa assim.
Quanto à questão essencial, a de se discutir os problemas da BD, tem toda a razão, todos os que participam devem, pelo menos, prestar atenção ao que se fala sobre o convidado e intervir, pôr questões ao mesmo. E acho que os convidados têm sido apropriados.
Abraço Fraterno e lá nos veremos em Setembro!

João Figueiredo disse...

Ah, eu e o Marc Figueiredo não somos irmãos, nem primos, nem familia, apesar do mesmo Sobrenome. Muita gente é que pensa que sim, LOL!

Anónimo disse...

João Figueiredo:
Com a idade, vou otmando consciencia das coisas do mundo e chego a um ponto que seinto convictamente que não posso pactuar com canalhas que por aí existem. Pior, que se reunem como que num sindicato do crime e que por isso se tornam intocáveis! Não há mal que se conte na história da humanidade que não tenha um ou mais pulhíticos por detrás - ou pela frente mesmo, que pudor e descaramento não lhes falta. Eles vivem exclusivamente à nossa custa, e de útil ou prestável, nunca houve memória de terem feito um pentelho de útil que fosse, a não ser impelidos por força de ciscunstãncias ou por interesse em ganho de votos.
Não admira, aliás, que a abstenção aumente como aumenta. É a única forma de uma pessoa mostrar o desprezo e desencanto que vota a essa corja!
Assumidamente, não tenho nada contra amoladores de tesouas, mas contra pulhiticos, comerciantes de droga, violadores e gente do género tenho tudo! E não posso, por consciencia, sentir que comer com um ao meu ladoé indiferente, porque não é! O Lino, que me acha um facho de primeira, acha que é por esse canalha ser comunista! Os comunistas têm de facto uma história negra! mas mesmo que lá passasse um Paulo Portas ou uma Nogueira Pinto mereceria outra atenção da minha parte.
Fica bem e até à próxima, que suponho que não te vais ficar por esta missiva!

João Figueiredo disse...

Claro que não me fico com essa, porque também sou Comunista e não é por alguém te achar fascista (Eu não sei se és nem me interessa) que és proibido de lá ir (pelo menos, para mim, não me interessa). Para te ser sincero só conheco a tua obra de BD, que não me canso de repetir que é do melhor que há cá, não me interessam as tuas opiniões políticas e o que achas deste ou daquele partido, gosto do teu trabalho pelo que ele é, não por aquilo que tu, como cidadão, defendes. Foi uma coisa que me ficou da minha educação. Separar sempre as coisas. Estou lá para falar e conviver sobre BD, independentemente da cor política dos meus companheiros de tertulia!
Tu consideras o Ruben de Carvalho, o Paulo Portas, provavelmente o António Costa canalhas. Não obstante eu também achar que este ou aquele político é um traste, não me oponho que apareça na Tertúlia. Se ainda por cima fôr um possivel presidente da câmara, tanto melhor, há uma oportunidade para conhecer os nossos problemas e saber que existimos e temos reivindicações. Não foi propriamente uma pessoa que chegou, fez alarido da sua vinda, distribuiu panfletos (para isso, está lá o Geraldes Lino, para distribuir o que de melhor se faz em BD), vem com a comitiva de galifões a empunhar bandeiras, vem com as televisões, etc, etc, muito pelo contrátrio, chegou sozinho, trouxe uma oferta (que não lhe souberam indicar que era uma BD e não uma garrafa de vinho), comeu o seu prato, pagou-o, comprou rifas, interveio no debate, comprou BD's ao convidado, como todos os restantes. Acredita José, se a CDU aparecesse embandeirada e se aproveitasse, eu era o primeiro a não concordar e a exigir a sua retirada da Gina. Agora, se para o mês que vem, o António Costa, o Santana Lopes ou o lider do Partido Nacional Renovador vierem à Tertúlia, porque gostam de BD e forem convidados, qual é o mal?
Não percebo qual o alarido, sinceramente.
Fico triste que queiras deixar de ir à Tertúlia, mas se te dita isso a tua consciência e as tuas convicções, força! Aceito a tua posição, mostras coerência e frontalidade e não deixas de ser um bom desenhador por causa disso. Só tenho pena, apenas, porque tu és dos que faz falta, por tudo o que já fizeste pela BD.

Anónimo disse...

A minha obra-ou ex-obra, que já não produzo, não é afectada por ir ou não ir à Tertúlia do Lino, pessoa que considero uma pessoa de bem; As minhas opiniões políticas estão bem guardadinhas e não sou de quadrante nenhum - isso da dicotomia direita/esquerda é uma invenção dessa corja patifória para meter na liça os mais simplórios, vale menos que o Benfica/Sporting, por exemplo! - mas tens alguma razão: este mês apareceu lá o ínvio Ruben de carvalho! Os restantes patifes devem estar a preparar-se para invadir os próximos eventos, que nunca há um que faça uma coisa que os outros não vão a seguir imitar!
Daqui a nada tenho a Carla a dizer:
- "Já não tenho azeitonas que o senhor Louçã nacionalizou-as, Queijinhos também não, que o Sócrates mandou cá a ASAE surripiá-las, e a Senhora ferreria Leite açambarcou os choquinhos e fecou-se na casa de banho a come-los, com tinta, crus e tudo!
Não: brincadeira à parte, é gente do pior, e deviam ter todos cadastro! Enquanto isso não acontecer, não me aproximo deles, tal como não ponho um braço dentro da jaula dos tigres, no nosso Zoo!

José Abrantes

Jorge Machado-Dias disse...

Devo dizer aqui que, apesar de concordar desde sempre com a fórmula da Tertúlia, é preciso vincar melhor o início da intervenção do Convidado Especial (ou do Homenageado, quando o há). Isto porque nem sempre as conversas entre os tertulianos, que tanto enervam o Geraldes Lino quando o CE começa a falar, são sobre futebol, ou politica, ou outra coisa qualquer senão sobre banda desenhada - e é para isso mesmo que serve uma Tertúlia: para conversar sobre o tema que nos leva a ela. Ouvir um Convidado, Especial ou não, é um momento que devia ser sublinhado "a tempo", de modo a que as pessoas tivessem tempo de terminar, pelo menos, o que estavam a dizer. Faço-me entender?

Anónimo disse...

Desta vez não concordo com a "irritação" do Lino por haver poucas pessoas a fazer perguntas sobre o trabalho do convidado enquanto professor de um curso de BD, quando o próprio convidado respondeu a uma pergunta dizendo que não estava ali para falar sobre isso, reiterou várias vezes o facto e foi ficando progressiva e visivelmente incomodado com a insistência no assunto. Nunca tinha visto um convidado acabar a intervenção numa tertúlia com um ar tão desolado e arrependido de lá ter ido.

Ana Vidazinha

Anónimo disse...

A Vidazinha tem razão: o rapaz estava totalmente isolado - o Lino devia ter pedido a algumas pessoas para o rodearem, por exemplo. A insistencia do pulhitico convidado sempre a bater na mesma pergunta causou igualmente irritação, foi uma noite penosa.

José Abrantes

Jorge Machado-Dias disse...

Meu caro Zé, a tua irritação com os "pulhiticos" é também um bocado penosa, porque irracional para qualquer tipo racional e informado, porque toda a gente sabe que quando nasceste já eras marquês e, ipso facto, não fizeste nada por isso! Eu até nem discordo muito do que tu dizes (porque sou anarquista, graças a deus), mas eu ao menos digo-o com a racionalidade de um qualquer pé descalço. Isto tudo, a menos que detestes apenas o políticos da Res Publica (no que não acredito), porque os da Mono Arquia não os conheceste.

Anónimo disse...

Não percebi nada do que disseste, Jorge. Não percebo o que tem o titulo a ver com seja o que for - alías, continuo a observar que toda a gente fala dele menos eu...!

Jorge Machado-Dias disse...

... desculpem lá voltar ao assunto, mas tenho que acabar de responder ao Zé Abrantes: quando conheço uma pessoa, não a ligo nunca à ideologia que ela perfilha. Posso vir a discuti-la, mas não condeno nem vitupero as pessoas por isso. Condenar as pessoas pelo que pensam e pelo que fazem com convicção, cheira-me sempre à Santa Inquisição! Conheço políticos de todos os quadrantes e, se queres saber, nunca discuti política nem ideologia com nenhum deles, a não ser com os que tentam emprenhar os outros com a ideologia católica-cristã. Porque esses são os fundadores do socialmente (e por via disso) também politicamente correcto - a Inquisição iniciou a formatação forçada da sociedade e foi muitíssimo pior que a ASAE ou a ERCS - Entidade Reguladora da Comunicação Social - ou até mesmo (blasfemia das blasfemias) que a própria PIDE. E é essa a ideologia que eu neste momento abomino ferozmente! Agora, se um político gosta de BD e quer conhecer a Tertúlia da BD, não tenho rigorosamente nada contra, porque não sou polícia das ideias e das mentalidades.

Jorge Machado-Dias disse...

... desculpa lá aquela do título que foi um bocado parva, reconheço e não tem nada a ver com o assunto.
Mas o que eu te gostava de fazer perceber é que penso mais ou menos como tu acerca da camarilha dos políticos que nos governam, mas consigo separar as pessoas das ideias delas e até quando são as que nos roubam (o que não é o caso). Mas não deixo nunca de pensar o que penso sobre alguns deles e nunca generalizo as coisas.

Anónimo disse...

EAu sei que há políticos e pulhíticos, mas os primeiros contam-se pelos dedos; Normalmente, roubam, expoliam, corrompem-se om uma facilidade estonteante. É abrir seja que jornal for, em qualquer página, e é ve-los todos em cheque (careca!), seja de que cor ou quadrante for!
É claro que nazis é pior, e comunistas pior ainda porque a esquerda os branquia ou tolera (o Miguel Sousa Tavares já o apontou brilhantemente, uma vez, o que não deixa sde ser interessante, visto ser ele mesmo de esquerda!)
Geralmente os pulhiticos são de uma estupidez onde a ausencia de humanidade é total ou quase, só os move a ambição - seja de poder ou dinheiro.
Reconheço que por vezes um ou outro se sobressai com nivel, mas é pontual, e pouco mais.
Por idealista que seja, gosto de imaginar que o mundo passaria bem sem eles! Eu, pelo menos, passo!

Vidazinha disse...

"A insistencia do pulhitico convidado sempre a bater na mesma pergunta causou igualmente irritação, foi uma noite penosa."
José Abrantes

A insistência não foi do político, foi do anfitrião da Tertúlia. E para mais não me parece que tenha lá estado um político mas um apreciador de BD como qualquer outro. E sendo que as intervenções, dos vários intervenientes, foram sobre BD e não sobre política, parece-me um pouco exagerada a reacção de prima-dona: "Oh, eu nunca mais lá ponho os pés...!". Curiosamente foi uma das poucas tertúlias (recentes obviamente que pelas menos recentes eu não posso falar) em que de facto se chegou a debater banda desenhada e se para isso acontecer é preciso o contributo de novos tertulianos apreciadores de banda desenhada, venham eles.

Paulo Marques disse...

Bem, estando eu numas muito esperadas férias, é com alguma surpresa que venho encontrar aqui no "DivulgandoBD", um debate tão aguerrido sobre diversos assuntos, o que acho sem dúvida muito positivo, pois debates de ideias são sempre de grande importância, para romper com uma certa apatia que ronda por vezes o panorama nacional!

Em relação aos vários assuntos abordados, não tendo estado presente nesta última tertúlia, não posso fazer uma apreciação plena, mas tendo como base os vários comentários aqui publicados, inclino-me no sentido de não encontrar mal nenhum, que qualquer indivíduo, sendo de qualquer quadrante da sociedade portuguesa, deva não ser bem vindo à Tertúlia BD de Lisboa, isso é claro, se os seus objectivos forem semelhantes aos dos outros tertulianos, ou seja, que esteja lá pela paixão pela Banda Desenhada, sem que exista uma intenção por detrás, que seja, neste caso, o aproveitamento da tertúlia para campanha política. Eu pessoalmente, no que diz respeito à minha pessoa, não irei certamente ter maior simpatia por este ou por aquele político, ou cidadão, apenas por partilhar comigo um gosto pessoal, pela BD, e não acredito que isso possa acontecer com outros dos participantes da tertúlia.

Existe também os aspecto de que, segundo me lembro, o José Abrantes tem ficado na mesma mesa do que o Machado Dias, durante as tertúlias, e não sei se o Abrantes não terá assistido a qualquer situação, por parte do Ruben de carvalho, que tenha achado menos própria, e que tenha escapado aos outros tertuliantes...

Em relação à sugestão do Machado Dias, em vincar melhor o início da intervenção do Convidado Especial ou homenageado, penso que esse seria também um bom modo para se evitarem as conversas que se prolongam, pelo período em que o convidado começa a discursar.

Deixo um abraço a todos, que vou até ali, dar um mergulho na praia ;)


Paulo Marques

Anónimo disse...

Não é uma questão de prima-dona, Vidazinha, e quem me conhece sabe que não tenho atitudes dessas com ligeireza. Tu, sim, não me conheces, nem pela rama.
Há profissões pouco sérias, desonestas, mesmo, e a do pulhítico é uma delas.
Quanto ao pulhitico, sim, perguntou insistentemente se o convidado ensinava "estrutura narrativa", ou lá o que era, umas vezes sem conto.
Não retomo o assunto, que por mim já disse tudo o que havia a dizer.
Fica bem.

Anónimo disse...

Ainda bem que só um Tertuliano é que se sentiu incomodado pela presença de outro Tertuliano membro de um partido político (que por acaso naquela noite não usou bandeiras nem cores, nem sequer mencionou partidos ou ideologias, FALOU SOBRE BD).

Caso contrário a democracia estava em risco.

Não vejo assunto nenhum, só vejo barbaridades aqui ditas, só faltou dizer que os comunistas comem criancinhas, o velho cliché.

RT

teresa disse...

eh eh eh eh eh eh eh he
quem tem medo dos comunistas?
aqui em portugal eles säo e sempre foram inofensivos (já outros países näo podem dizer o mesmo),as marteladas deles säo mais leves que qualquer martelo de säo joäo , ninguem ve estrelas , as foices näo cortam gargantas nem palha , enfeitam tabernas ....ruben de carvalho um gaijo da camara ...se ele conseguir desratizar a bedeteca seria um grande apoio à comunidade bedefila

teresa disse...

dá-me um grande gozo ver esta falta de toleräncia ,parece que as pessoas teem falta de problemas a sério ,täo sérios que tanto faz que o outro seja benfiquista ou colecionador de joaninhas ,que goste de mangá ou bd freak.geraldes lino convida o tipo que está preso há mais tempo em portugal,junta-lhe umas beatas, um autor de bd porno,um satanista, um jeová que eu vou tambem e levo-te o tal queijinho da serra que te prometi há 3 anos
eh tens de convidar mais politicos pode ser que a tertúlia ainda acabe no parlamento
boa machado dias( esse homem percebe de agitacäo )

Hugo Teixeira disse...

Polémicas à parte.

Achei perfeitamente normal que a conversa desse para outros lados, uma vez que o convidado dá aulas num curso de BD. E quer queiramos quer não as pessoas mostraram-se interessadas em saber mais sobre isso... Porquê? Talvez porque todos nós os presentes temos pelo menos um gosto em comum.

O que realmente de admirou foi a surpresa de algumas pessoas que desconheciam completamente o curso (ou porque não veio no diário da republica ou coisa que o valha).

Fiz a pergunta a mim mesmo, será que só eu é que conheço este curso desde que ele começou porque sou do norte? (Recebo emails deles sempre que abrem novas inscrições porque a dada altura interessei-me por um certo curso).

Foi também colocada a questão se a existência de um curso de BD estraga ou não a essência da arte bedéfila, achei esta questão um absurdo.

Para terminar quando o convidado disse que não há muito interesse por parte dos alunos que frequentam o curso fiquem realmente intrigado. O que concordei com o que a Maria José Pereira disse, em Portugal os artistas de BD querem fazer tudo sozinhos são muito individualistas ou egoístas talvez, não discutem abertamente sem bocas e sem polémicas os trabalhos uns dos outros.

Pena que só vi os fanzines do convidado mesmo no final, quando toda a conversação tinha terminado pois teria uma questão a colocar-lhe acerca disso.


Abraço a todos e paz!

PS: Não te zangues Lino com calma, continua a fazer o excelente trabalho que tens vindo a fazer há algumas décadas ;)

Anónimo disse...

O facto de alguem ser comunista em portugalk não atrasa nem adianta: é o mesmo que se ser nazi em portugal!
Repito, mesmo assim, que me choca sobretudo haver conivencia com um politico, ou seja, com um bandido descarado. Podia ser do PP, do CDS ou do BE.
De qualquer maneira, nãop vou á Tertúlia muitas vezes e, como já disse um pouco acima, já não faço BD nem sequer desenho, por isso não se perde muito.
Bom fim de semana.

José Abrantes

Bongop disse...

Agora sim, tou com muita vontade de ir até à Tertúlia.
LoL
Infelizmente esse dia pré marcada calha sempre na semana em trabalho no turno da noite. Tenho de ver no calendário quando calha a próxima!
:)

Geraldes Lino disse...

Machado-Dias
Se bem estarás recordado, quando chega o momento de "tertúlia" propriamente dito, ou seja, quando chega o momento de o autor se apresentar e de nós falarmos com ele, eu costumo bater com um copo noutro (infelizmente não tenho o teu vozeirão) de forma a chamar a atenção dos "tertulianos" para prestarem atenção às palavras do nosso Convidado Especial, isto é, do C.E. da Tertúlia BD de Lisboa.
Obviamente que às vezes peço a quem continua a falar o favor de se calar - embora as conversas sejam, maioritariamente sobre BD, e não sobre futebol, quero acreditar - não é compreensível que haja quem continue a falar por que o som dessa conversa incomoda e dificulta ouvir-se o autor de BD a falar, não focando já a pouca consideração pelo orador.
E acho que fica bem claro para toda a gente - visto que o Convidado ou Homenageado se levanta para se apresentar -, fica bem claro, repito, que se vai iniciar o momento mais importante da tertúlia, ou seja, aquele para o qual eu criei a TBDL há 24 anos, que é a de ficarmos a conhecer melhor um autor, tanto no aspecto artístico - sabermos quais as suas ideias e os seus projectos - como até de o ficarmos a conhecer como pessoa.
É de facto esse momento - e já por lá passaram cerca de duas centenas de autores mais novos ou com obra mais escassa (os Convidados Especiais) e outras duas centenas de Homenageados (os consagrados da BD portuguesa, designadamente Fernando Bento, Vítor Péon, José Garcês, José Ruy, António Barata, Bixa (Maria Antónia Roque Gameiro), Eugénio Silva, Baptista Mendes, José Manuel Soares, Jorge Magalhães (argumentista),Isabel Lobinho, José Antunes, José Pires, Pedro Massano, Zé Paulo, e tantos outros, além de editores que preencheram um extenso ciclo.
E quanto a discutirem-se os problemas da BD, como diz o João Figueiredo, parece-me que nada melhor do que aproveitar o momento de troca de impressões e de ideias, para esse efeito, através de diálogo com tantos autores, de diferentes gerações, de múltiplas experiências, argumentistas e editores que têm passado por esta associação informal e despretenciosa.
Em tempo: tenciono responder a outros comentários.

Luís Graça disse...

Se há tertúlias em que o homenageado é mais discreto, outras há em que fala bastante.
Relembro algumas em que a função de descobrir mais do homenageado foi totalmente cumprida:
Onofre Varela; Calvet de Magalhães, José Oliveira.
Apenas três exemplos que me vieram à memória de repente.

Jorge Machado-Dias disse...

Ora bem… tudo isto tem uma série de ligações em cadeia. 1º, A questão do “político” que o Zé Abrantes lançou, parece-me que de um modo infeliz. Julgo que ele não entende muito bem o mundo em que vivemos, enfim, mas também acho que não é este o espaço para falarmos melhor dessas questões. E isto não tem nada a ver com a amizade (é com os meus amigos que eu discuto mais) que tenho pelo Zé Abrantes e o respeito que tenho por ele como autor de BD. Que isto fique bem claro!
2º, O mais importante foi ter-se falado da Tertúlia em si mesma. Eu sei, Geraldes Lino, que a “entrada em discurso/debate” com o Convidado Especial é marcada pelo bater dos copos e até pelo “Oiçam, oiçam… OIÇAM” que te é já característico e motivo de brincadeira. Eu sei que é a parte cumular da Tertúlia, mas às vezes as pessoas estão de tal modo embrenhadas numa qualquer discussão (de um assunto que até pode ser importante ou não, não interessa) e não conseguem parar abruptamente o que estão a discutir. É, penso eu, por isso que a cavaqueira por vezes continua. Aquilo que eu queria dizer com o “marcar melhor” o momento será talvez chamar a atenção de que a coisa vai ter início “daí a cinco minutos”, por exemplo. E até me proponho fazer a experiência de ser eu próprio a tomar essa iniciativa na próxima Tertúlia. A ver vamos se resulta. Pode ser que sim, pode ser que não…
3º, E esta é de novo para o Zé Abrantes (desculpa lá, ó Zé), a questão que o Ruben de Carvalho levantou e com muita pertinência foi a questão da aprendizagem de escrita de argumentos, ou seja, da narrativa. Eu tenho batido nessa tecla desde à mais de 20 anos, como toda a gente se lembrará. As bandas desenhadas portuguesas são na sua maioria de uma pobreza confrangedora (por muito bom que seja o desenho, mas não é só isso que faz uma boa BD) e por isso mesmo catastrófica para a questão das vendas. Os textos são paupérrimos na maioria dos casos, mal escritos e muitas vezes até sem qualquer história com cabeça tronco e membros para contar, sem fio narrativo. Não é por acaso que o José Carlos Fernandes (e até mesmo o Miguel Rocha, por exemplo) tem o sucesso de vendas que tem. Saber desenhar, não chega! Repito: Desenhar, não chega!!!

João Figueiredo disse...

Em relação a esta questão da Narrativa, saber desenhar de facto não chega. Mas por exemplo para mim, é o que mais me aflige. Desenhar! Em miudo tinha (entre outros) o sonho de fazer BD e ainda hei-de levar à Tertúlia uma revista editada por mim (10 exemplares) e impingida ao pessoal do prédio. Que desenhos horriveis (também tinha 14 anos). Por isso, depois de mil e uma desilusões com o facto de não conseguir desenhar, deixei-me disso. Até que pensei...e porgue não Argumentos?
É um facto que desenhar não chega, mas em Portugal também é um facto que há poucos argumentistas. Acho eu (posso estar enganado), existirem relativamente poucas duplas de Desenhador / Argumentista. Se calhar deveria-se explorar essa faceta, encontrar bons desenhadores que façam "parelha" com bons argumentistas.
Abraços

teresa disse...

machado dias, essa do sucesso de vendas é treta porque o próprio josé carlos fernandes me disse que näo dá para viver da bd e o que ele recebe por ano pelos seus livros é mais frustrante que animador.

o maior problema da bd portuguesa é näo vender , os festivais nesse ponto näo teem conseguido ajudar,e os portugueses teem a irritante mania do que o que é portugues é mau ou é imitacäo , näo acho que seja mau, mas há de facto demasiados imitadores,nem vale a pena citar nomes, a minha teoria é que ninguem valoriza o esforco dos lusos artistas de serem eles próprios por isso talvez se achem mais dignos de valor se conseguirem mostrar que podem fazer como este ou aquele autor conhecido

o que é uma pena a única coisa que devemos ser nesta vida é nós mesmos

a nossa critica é que é amadora e provinciana louvando só o que vem de fora em detrimento do que cá se faz armados em papas do conhecimento bedéfilo abusam do poder destruindo as expectativas dos autores locais,
(como eu sempre digo é preciso ver como e em que condicöes se faz e se edita bd em portugal)

criticos sempre catando defeitos enquanto louvam obras menores só porque säo americanas ,japonesas ou o raio que as parta...

nesse caso o festival de beja tem sido muito positivo e qualquer parvo ve que a bd portuguesa näo tem nenhuma marca de pequenez
só as editoras e os criticos é que insistem em näo as promover


desde os anos 90 que me apercebi de que muitas bandas lusas tinham grandes fans que as perseguiam de norte a sul bandas sem discos gravados (precisamente por causa da mesma mentalidadezinha que impede a bd de florescer ou seja as editoras näo estäo disponiveis para o que cá se faz )

ve-se bem na musica o tempo que levou até que os portugueses pudessem ser cabecas de cartaz ,ou o quanto o publico os apreciava e há quanto tempo

para alem das baboseiras dos criticos que säo gente que na sua maioria nem 3 acordes toca mas acha que pode opinar sobre musica ... e os organizadores dos concertos sempre com medo de perder dinheiro recusavam-se a ver nucleos de fans muito seguros das suas escolhas

nesse caso o publico é que tinha razäo,no publico há gente esperta que näo vai em tretas de criticos.
alguem se lembra das ridiculas e absurdas criticas musicais que saíam no blitz jornal? (que eu apesar de tudo comprava sempre confesso)

criticozinhos mal informados e pouco conhecedores de coisas fora do seu zeitgeist?

mas a musica é uma coisa muito mais directa que a bd , e traz consigo a festa, tem essa vantagem

o único problema de portugal säo os próprios portugueses

... e sim machado dias tens razäo quanto aos argumentos ,mas é preciso näo esquecer que há muita gente a escrever razoalvelmente e que alguem poderia supervisionar encontros entre escritores e desenhadores ,fiz isso no meu gambuzine que sairá lá para o fim do ano ;säo coisas curtinhas porque o numero de páginas dedicado a variedade näo dá para grandes voos, e os portugueses säo frequentemente muito poéticos , pessoalmente prefiro o sarcasmo, a objectividade as palavra sem muitos floreados pomposos e o humor negro , mas deixei que este nümero tivesse o seu toque luso apesar da costela podre e da habitual contestacäo social que me agrada mais que o poético... só porque me dá raiva o estado das coisas, só para mostrar o que se pode ainda fazer
porque me acusam injustamente de näo publicar autores portueses quando a totalidade dos convidados me dá tampa e depois ressabiados dizem que só publico estranjeirolas
e porque os argumentos mauzinhos me fazem mal ao cérebro , e porque há coisas que simplesmente näo gosto
näo é uma questäo de mais arte ou menos arte (a arte näo passa de mais uma charlatanice mediática onde nos tentam com manipulacöes exímias impingir merda por talento)
ás vezes até publico coisas que nem gosto muito mas que fazem pensar


tá tudo explicado
ao trabalho

desculpa lá o generaldeslino mas este computa germänico näo tem uma data de coisas e as maiúsculas däo muito trabalho em textos espontäneos

(é provocacäo)

teresa disse...

o que me choca a mim é a monarquia... cada um tem as origens que tem , näo é vergonha nem orgulho ...ser filha da puta ou de um lorde ,näo define o que iremos ser
a hemofilia e a degeneracäo monárquica convivem em pé de igualdade com outros genes menos nobres
o pé de atleta atinge qualquer um assim como as hemorroidas e a gripe suína täo nobremente chamda de gripeA ah ah ah
a partidarite tambem näo faz de ninguem melhor ou pior pessoa
nem o facto de se ser cristäo ou muculmano define se somos boas ou más pessoas .
tudo acessórios para dizermos que existimos e que pertencemos aos melhores
abaixo a monarquia,fora com os partidos politicos que vivam as pessoas integras que estäo acima das religiöes das ideias feitas
sabotem as eleicöes

João Figueiredo disse...

Teresa, acho que a comparação que fizeste entre a BD e as Bandas de Musica Portuguesas (nomeadamente Metal) diz muito e de forma acertada. Concordo.
E sim, um dos problemas é o público português de BD. Só consomem aquela Mangá, Aqueles Comics, depois há os que só gostam de Franco-Belga.....sem conseguirem ter uma visão mais alargada. E mesmo os que compram BD são um núcleo muito muito reduzido.
Somos um país que lê pouco, que compra poucos Livros, ainda menos BD e nunca BD nacional.
E se ao drama da BD juntarmos o drama dos autores portugueses de livros para crianças...ui ui. (esse também é um mercado em que se preferem Rucas, Nodys e mil e uma coisas feitas lá fora, quando temos bons argumentistas e ilustradores no nosso próprio país).

Anónimo disse...

Se a Teresa - que espero não estar desiludida por até hoje eu não ter fornecido bd nenhuma para o Gambuzine, conforme era seu desejo - soubesse mais a meu respeito, saberia que tenho mais de republicano que monárquico e que não tenho hemofilia, e os que infelizmente se acomulam no IPO com essa maleita nefasta estão longe de twer convicções monárquicas, é simplesmente uma falta de caridade da parte dela fazer - ou tentar fazer - humor com essa desgraça.
passando à frente, o João Figueiredo diz que os ilustradores portugueses penam por haver concorrencia por parte de Noddys, Rucas e afins! É em parte verdade, e totalmente por falta devisãso por parte das nossas tevês e editoras que não sabem coordenar os seus projectos, mas a coisa vai ainda mais longe! Recordo que as personagens secundárias do Noddy não correspondem nos livros e nos filmes - e quem tenha filhos, como eu, que cresceram com essas obras, sabe o quanto se sua a tentar explicar o porquê disso, e nem o Titeuf, da ASA, tinha o mesmo nome na série televisiva, o que de algum modo terá prejudicado o seu possivel sucesso aqui neste pequeno país...

José Abrantes

Inês Ramos disse...

Bem, já vi que perdi uma tertúlia muito animada! Aviso já que sou pela convergência de esquerda para a Câmara de Lisboa e como tal, apoio António Costa. Se na próxima tertúlia lá estiver o Santana Copos prometo que me porto bem e se "mandar umas bocas" prometo fazê-lo baixinho. Já se aparecer o gajo do partido nazi, não sei não...
Quem não gostar que eu apareça na tertúlia porque sou de esquerda, que faça o favor de fazer um abaixo-assinado e se o mesmo tiver mais de 500 assinaturas, não vou lá mais. Bom, mas o que eu quero saber é se a BD do Álvaro sobre a filha do Lino foi bem recebida pelos tertulianos. Ninguém fala disso? Acho que aqui a gaja de esquerda aparece lá! Espero que o lápis azul não me tenha riscado...

Anónimo disse...

Inês, A BD do Álvaro foi divulgada, sim, e teve muito sucesso, ouviam-se risos por todos os cantos onde foi distribuida!

José Abrantes

teresa disse...

sirvo-me do blog do lino para comunicar espero que ele näo se chateie

joäo figueiredo ,nem estava a pensar só no metal , havia outras coisas que tambem tinham grandes fans (rap a surgir e outras coisas inomináveis que infelizmente se perderam pelo caminho)se bem que o metal fosse o genero mais consolidado e a musica do momento nos anos 90...
mas agora que falas nisso lembro-me de ter visto moonspell na alemanha quando eles ainda näo eram muito conhecidos e os fans lá estavam , o mesmo aconteceu com uma banda chamada wc noise que deu um belo concerto ao lado de alguns gigantes do metal etc etc ,e o que tu dizes acerca dos livros tambem é verdade, mas os livros aqui (em portugal) säo extremamente caros por exemplo na alemanha o mesmo livro tem pelo menos 3 versoes a de bolso para leitores como eu,que teem pouco dinheiro leem e passam a outro as edicöes de luxo para oferecer ou para quem quer um livro mais bonito e a versäo pirata...existe uma certa ganancia em portugal que eu nunca consegui entender bem ,pois se somos um dos povos que menos recebe e trabalha mais porque é que é tudo mais caro que nos outros paises da europa? tudo isto faz com que as pessoas em vez de comprarem 10 livros comprem só 1,e se näo leem mais é porque näo teem tempo para ir a biblioteca , nem dinheiro de sobra para livros,os chupacabras acham que quem paga 10 tambem pode pagar 20 e assim por diante , seja nas rendas das casas seja nos festivais e concertos seja um cd ou uma peca de roupa ...
conheco uns casos raros de gente que näo gosta de ler e como moro numa aldeia da serra da lousa tive a tristeza de conhecer muita gente analfabeta ou quase , pessoas até com menos de 30 anos, este é o portugal real e näo glamoroso que na cabeca de muita gente simplesmente näo existe.

...

teresa disse...

e é por isso é que eu prefiro fazer fanzines por muito mal que digam, näo säo necessáriamente publicacöes mixurucas e é a única forma de conseguir captar alguns leitores para coisas novas a baixo custo e sem muito compromisso , se näo se vender só doi um bocadinho no ego ,na carteira mas passa, ninguem vai morrer por isso...e volta-se à carga
para que projectos grandiosos se no fundo väo acabar por falir?e pelo preco até nem oferecem muito?o que acontece a todas as revistas portuguesas desde o extinto tintin?

abrantes podemos tratar-nos por tu? o teu trabalho para os miudos é apelativo, e eś um artista .. pode ser que um dia facas algo para o gambuzine longe do universo infantil (álias os trabalhos choveram e há muita coisa que vai ter que ficar para o próximo numero) nunca me passou pela cabeca perguntar-te se eras monárquico apesar de saber que és marques mas está respondido és républicano , seja como for eu sou anti monarquica e com o tempo tornei-me anti democrática(estupidas maiorias), e isso näo tem nada a ver com o teu titulo conheco uns baröes germanicos da saxonia que säo falidos,professores comunistas e näo sabem guiar ,estampam os carros todos, tambem eles brincam com os seus titulos dizem que lhes falta o cocheiro ... näo queria de forma alguma fazer-te ataque ,se te "atacasse" ias ver logo que era um ataque
seria directo e contundente

ines dos gatos
durante algum tempo tambem pensei que era de esquerda extremada digamos anarquista, mas depois apercebi-me que havia anarquistas mais quadrados conservadores e reacionários que qualquer direitista
para mim se o socialismo fosse real os transportes, a educacäo,a eletricidade a água os telefones os correios e muitas das habitacöes seriam do estado e seria tudo eficiente e a preco justo
näo sendo assim näo há razäo para acreditar em socialistas
e como eles teem agora uma mentalidade empresarial , falam de competitivo quando deviam usar a palavra cooperativo para mim em pouco se distinguem dos sociais democratas
se bem que na tenha conhecido na alemanha sociais democratas que eram mais parecidos com o bloco de esquerda do que com os comunistas

o meu voto desde que tive idade para votar nunca ninguem o teve , nunca votei ,sou uma abstencionista convita
nunca pensei que estaria a fazer um favor ao estado "á cidadania" dando-me ao trabalho de votar em branco a dizer que me estava a cagar, o direito de votar é bom depois das ditaduras ,mas agora está ultrapassado

como diria o celine é como escolher entre a colera e a peste
eu sou anti democracia
esse sistema fedorento em que as pessoas teem a ilusäo de participar, a ilusäo de estarem a ser representadas ,mas por tras dos politicos está o cacau e o cacau é que manda...
esta escandaleira mundial com os bancos devia ter aberto os olhos ás pessoas ,mas näo
continuam de boa fé , säo boazinhas demais para perceber que estäo a ser usadas
ate se derretem todas com o obama, mas quem é o obama? um perna longa do entertainement ?tem uma bela voz é charmoso e isso traz algum beneficio ao pais dele ou à humanidade
sociedade do espetaculo levada ao extremo

ate bateram palmas quando o caixäo do raul solnado passou, um funeral ,näo é uma peca de teatro, näo é um espetaculo

a consciencia da mortalidade devia tornar as pessoas mais humanas , mas näo ,desde que sejam os outros a morrer tambem é espetaculo


até acredito que haja politicos honestos e gente que quer melhorar as coisas , tanto de um lado como do outro (direita ou esquerda cada um é livre de acreditar no que quer) e eu sou livre de näo acreditar nisso
eles é que näo estäo a ver o filme todo
urge há muito um novo sistema politico ,
este já deu o que tinha a dar e está apodrecido de raiz

mil perdoes general
isto é um bloge de bd e näo de politica ,mas existe algo estanque?

teresa disse...

a culpa é tua general lino estás sempre a mandar msgs para eu ir por mostarda ou salsichas no teu blog
quem quiser comunicar pode apanhar-me atraves do site

http://www.gambuzine.com

este é o blogue do lino

Anónimo disse...

Teresa

No que toca aos aplausos ao Raul Solnado: é costume aplaudir-se uqando alguém que vai a enterrar - cremar, etc! - tem méritos que quem o acompanha no seu ultimo percurso lhe reconhece e que, naturalmente, possam ir para além de ser boa pessoa, bom pai, filho ou irmão...

Eu não sou forçosamente republicano, reconheço falhas graves, mais graves ainda que no sistema monárquico. Não quero, todavia, que este ultimo sistema tome o poder, porque as pessoas que nele participassem se corromperiam activamente. Prefiro ter uma ideia romantica e nostalgica da antiga monarquia, mesmo que lhe reconheça, também, inúmeros podres e contradições!

Concordo contigo que o sistema democrático fede, é hipócrita e tem sangue nas mãozinhas gordinhas e flácidas! Mas mesmo assim prefiro sentir que posso lutar nela - e pela sua melhoria - em vez de viver numa ditadura, seja nazi ou comiunista, onte acabaria os meus dias num campo de concentração, que está provado haver tanto usados pelos primeiros como pelos segundos!Num sistema democrático, papudo e graxista como o nosso posso, mesmo assim, protestar contra o que não gosto, por exemplo, contra a carneirice que os cidadãos que me rodeiam ficarem embasbacados com a presença de um pulhitico que não faz mais que os ir estudar no seu território para depois melhor os exportular, com sorrisinhos padrecas e ínvios, como ele fez!

Um beijinho terno, e fica bem!

José Abrantes

teresa disse...

eh pá tanta raiva , o homem fez-te algum mal? roubou-te uma namorada ?disse mal do teu trabalho?cuspiu-te na sopa? achas que ele está na tertulia como agente infiltrado do recem nascido k.g.b.?
no cristianismo copta batem-se palmas para afastar os maus espiritos, em algumas religiöes menos ortodoxas as palmas teem esse mesmo sentido näo creio que seja este o caso , tenho ido a funerais muito silenciosos em que toda a gente chora ,faz coisas tresloucadas e bebe muito , se bater palmas nos funerais é moda entäo os funerais onde vou säo muito demodeé
acho que é mesmo a sociedade do espetaculo a funcionar

teresa disse...

sim no sistema democrático podes falar....e mesmo isso näo é totalmente garantido estäo-se a perder algumas liberdades
seja como for falar e agir näo säo a mesma coisa

Jorge Machado-Dias disse...

Vocês, meus amigos, quando falam de sistema democrático, presumo que falam do sistema (as minhas desculpas mas estive agora quase 2 horas ao telefone com o Leonardo De Sá, e já não me lembro muito bem o que ia dizer), mas... sistema, sistema... sim, falamos do sistema representativo, né? Bom... desde o princípio que execro esse sitema, prefiro o da democracia directa e, se amanhã me lembrar do que ia dizer, escrevo aqui! Boas nôtes...

Inês Ramos disse...

He, he... isto está mesmo animado!...
Só uma ressalva: eu não disse que era socialista. Nem que votei no Sócrates: tal como disse, EU sou de esquerda. De toda a maneira, perante um cenário em que o Santana Copos possa ganhar a Câmara de Lisboa e desatar a fazer buracos para depois os outros que vêm a seguir os pagarem, bolas, eu cá vou votar útil e por isso apoio António Costa. Sabe-se lá se o Santana Copos não quer fazer um túnel por baixo da Gina? O que iria acontecer à nossa querida tertúlia???
E falem do que quiserem, que a gente tem é de dar vida ao blogue do Lino!
E isto aqui está a transformar-se numa verdadeira tertúlia.
(Estou a estranhar o Álvaro... está muito calado... estranho...)

teresa disse...

bö dia
sistemas existem na natureza de 1001 formas ,sistema representativo? sim sim é isso ...
e como seria essa democracia directa?um referendo para todas as decisöes?é pouco viável näo te parece?

teresa disse...

pois é,ines dos gatos, näo digo que o antonio costa näo pareca ser uma pessoa séria assim como a roseta da helena...
mas já viste bem que apesar de uma pessoa séria aqui e ali a quantidade de palhacos
reciclados com que a pobre lusitania tem de levar?é que säo sempre as mesmas trombas , nunca vi nada täo inepto como o socrates enquanto ministro do ambiente até fazia rir tanta ignorancia e um cromo destes chega a primeiro ministro??????
näo dá para tomar a sério a politiquice
assim näo

Anónimo disse...

Boa, Teresinha! Finalmente alguém com ideias aproximadas!
Uma vez fiz uma bd - de puto, nem foi publicada! - em que os politicos viviam encarcerados, e eram torturados para debitar leis!
Actualmente, continuo a achar que deviam, pelo menos, terem todos cadastro e serem todos investigados! Permanentemente!

José Abrantes

teresa disse...

pois é, estamos na europa mas ainda reina uma mentalidade de 3 mundo, assente na cunha no amiguismo e na imunidade ...
cadastro? mas ninguem lhes toca?!!!fazem o que querem !!!!

JG disse...

A Teresa focou aqui um aspecto que é dos mais importantes a par com o público da BD: os críticos.

Sabemos que as coisas que são publicitadas (bem ou mal) acabam por gerar a curiosidade do Público, e este (bem ou mal) acaba por comprar, porque ouviu falar, foi ver e até gostou e acaba por comprar. Como a Teresa diz, e bem, os nossos críticos (tirando uma mínima excepção) acabam sempre por dar relevo aos autores internacionais, pois fica bem. Até existe um crítico, que todos nós conhecemos por escrever num jornal (que não é privado), que IGNORA completamente a BD nacional, escrevendo grandes parangonas aos internacionais e até escrevendo livros e catálogos (inclusivamente para os CTT) sobre estes últimos. Não me venham com a eterna desculpa que não têm espaço no jornal. Este crítico bajula e vai logo a correr a dizer ao JCF que gostou do último livro dele, mas escrever e publicar... Este senhor devia ter mais vergonha na cara, e colocar os olhos noutros profissionais da área, que ali mais pelas terras do centro do país publicam em jornais regionais e esses sim, divulgam a BD nacional, só que a divulgação desses jornais é restrita, e assim o efeito é reduzido.

Se houvesse vontade por parte dos críticos (como uma das partes importantes em todo o processo de divulgação da BD nacional) as coisas podiam ser MUITO diferentes.
JG

Anónimo disse...

Os nosso criticos "sofrem" de vários problemas graves. Como, muitas vezes, só lêm o que as editoras lhes dão, ficam burrinhos, desinformados, incultos... lembo-me de casos em que entrevistavam um autor sobre um unico livro, que tinha saido em portugues, e entretanto o autor já dinha muitos outros mas, como o critico não os tinha tido à borla, ficava tacanho e sem saber abordar mais, ou melhor...
Isto, aliás, merece reflecção: em tempos tive uma editora e era prioritário, sempre que um livro saisse, que ele fosse dado a criticos: pois bem, nunca, por mais que se falasse em jornais ou revistas do livro - e mesmo em alguns casos os autores mereciam várias páginas de entrevista - nunca isso fazia melhorar as vendas do livro, por pouco que fosse...
Outro problema que os nossos criticos - mas no estrangeiro tb acontece! - têm, é que não percebem peva de desenho! Por isso só falam da historia, da "mensagem", e nada mais. Referem, a correr, se a cor é boa ou o preto e branco equilibrado, mas tão depressa que têm medo que alguém perceba que eles de imagem não entendem nada... E, no entanto, a BD é texto e imagem...
Apenas saliento dois criticos que merecem excepção ao que eu estou aqui a dizer: o João Paulo Cotrim e o João Paiva Boléo.

José Abrantes

teresa disse...

j.g. espero que näo estejas a falar do pedro cleto(porque é o unico que me ocorre que escreve sobre selos)
porque dele näo me posso queixar ,sempre escreveu sobre as minhas coisas ao contrário de uns outros tantos que "näo escrevem sobre fanzines"
mais uma vez é como na musica;quem oferece mais tem mais criticas ,ou seja é mais vezes tocado na rádio ,ainda näo há um antónio sérgio na critica da bd...

JG disse...

Olá Teresa:
Não, não é o Cleto, é outro muito mais a sul!

Já agora a propósito das ofertas: lembro-me de no primeiro ano do FIBDA no Auditório Luis de Camões, aparecerem livros acabados de editar nas bancas com livros em 2ª mão. A explicação que me deram foi exactamente a de terem "pertencido" a alguns desses sehores que os recebem de oferta, mas que não têm respeito nem por essas obras nem por quem lhas oferece, e vai daí fazem uns trocados com a sua venda - simplesmente pornográfico!

teresa disse...

eu tambem vendo e troco coisas que já à partida foram trocadas, mas nos fanzines isso é normal ...
jornalistas ... é diferente até porque a maioria deles recebe dinheiro(para alem dos exemplares) para escrever..
é feio porco e mau .

RT disse...

"[...] a nossa critica é que é amadora e provinciana louvando só o que vem de fora em detrimento do que cá se faz armados em papas do conhecimento bedéfilo abusam do poder destruindo as expectativas dos autores locais,
(como eu sempre digo é preciso ver como e em que condicöes se faz e se edita bd em portugal)

criticos sempre catando defeitos enquanto louvam obras menores só porque säo americanas ,japonesas ou o raio que as parta...

nesse caso o festival de beja tem sido muito positivo e qualquer parvo ve que a bd portuguesa näo tem nenhuma marca de pequenez
só as editoras e os criticos é que insistem em näo as promover
[...]
Teresa"


Dito. É de salutar e aplaudir a audácia da Teresa. E aqui ajudo a mandar críticas aos criticos ou pseudo-críticos ou o raio que lhes queiram chamar.

... são o que eu chamo de ratas no panorama bedéfilo português.

Como é sabido em Portugal ninguém vive da BD, (ou se vivem ganham míseros cêntimos) ninguém ganha dinheiro que lhes dê para sobreviver, há que arranjar sempre part-times ou ter outros empregos. Lá está arranjam sempre termos comparativos entre renomes internacionais e não conseguem ver que Portugal está a começar a ter um estilo distinto.

Mas a ironia das ironias, é que essas ratas são pagas para dizer mal e arrasam  completamente com as expectativas de um jovem artista ou autor, ou sejam matam o artista antes dele nascer.

João Figueiredo disse...

É Nojento! Por acaso, nem me passava pela cabeça que isso pudesse acontecer, mas pelos vistos, ainda há muito para aprender.
Lembra-me também outra questão, a das Playlists nas rádios (ou em qualquer sitio). Para a BD, são só uns que são editados (normalmente só o que venha de fora), são só esses que são escolhidos para estar nas estantes da FNAC, etc, etc.
Aqui há uns anos, as rádios defendiam-se, dizendo que só passavam aquilo que as editoras lhes enviavam (à borla, pois tá claro) e as editoras defendiam-se que, se fossem enviar uma cópia a cada rádio do país, era quase uma edição do album só para críticos e para se reproduzir.
Será que acontece o mesmo na BD?
Eu não tenho nada contra os críticos, o seu papel é fundamental. No entanto, é preciso é que exerçam o seu trabalho com honestidade. E acho que as falhas dos críticos não são só na BD.

Jorge Machado-Dias disse...

Os portugueses agora opinam comócaraçaaaas! E quase nunca sabem do que estão a falar. Um exemplo: há séculos que é da praxe o bater de palmas nos funerais dos actores, não é moda nenhuma, mas parece que nem toda a gente sabe disso. Mas sobretudo na net, também adoram opinar incógnitos, para ninguém perceber quem são, colocam umas iniciais, uns nicknames e pronto ficam felizes. Com a presença dessa não-gente por aqui, retiro-me da conversa.

teresa disse...

machado dias, eu já muita coisa mas nunca vi bater palmas nos funerais alguma coisa me escapou e näo saber isso näo é o mesmo que näo saber nada....
sendo do mesmo modo infantil;
sei muitas coisas que tu nem sabes que existem ...

o r.t. x.z. k.z. etc é-me indiferente e é täo vago como o teresa...näo conheco a cara deles nem eles a minha
se fosse para insultar e ser cobarde concordava contigo mas ninguem aqui está a ser cobarde ou está?

eu falo,falo mas tambem ajo...
longe de tudo e de todos ,à margem dos compadrios e dos apoiozinhos e até com alguma sabotagem ... tenho o meu pé e o meu gambuzine bem firme no mundo , com a colaboracäo de gente artista e bem intencionada,poucos, bons e por toda a parte
...
já que se fala de bd
é pouco isto?

teresa disse...

j.f.

voltando ao tema rádio /divulgacäo bd;
como muitos se lembram o antónio sérgio sempre foi catar musica do seu bolso para partilhar com as orelhas que se colavam no rádio, decerto que lhe ofereciam muita coisa mas ele sempre se ficou por aquilo que gostava e mais nada

o pedro moura tambem faz isso , partilha connosco os livros que encontra e tambem os compra se necessaŕio para divulgar ... só que o pedro moura tem a desfavor um lado intlectual que se torna elitista que o antónio sérgio nunca teve ....

"its only rock and roll but i like it "
em bd seria apenas ; vejam isto!!!

tambem sou uma divulgadora , mas uma divulgadora low profile pequenas tiragens , leitores-fans,pouca divulgacäo ou seja aquela que é feita de leitor a leitor,e menos de uma mäo de pessoas que escreve sobre o que mando cá para fora...mas sempre tive umas estrelas no meu gambuzine lado a lado com desconhecidos
e quem é que me sabe dizer quem é a estrela e quem é o desconhecido?
alguns leitores sabem , os criticos nunca...nem uma única vez

Anónimo disse...

Eu acho que desde que seja honesto, um critico deve dar as opinioes que entendam, mesmo que sejam muito negativas, a um jovem. Se ele desitir por causa disso é porque n tem muito caracter. É menos que levar tampa de uma mulher, e de certeza que por causa disso não desistiria de procurar uma outra, ou mesmo tentar seduzir de novo a primeira.
ou se for despedido ou não ter sucesso numa entrevista de trabalho, deixar de procurar emprego!
No meu caso, fartei-me de n ser "amado" por criticos, editores ou mesmo colegas, e nem foi por isso que parei!

José Abrantes

teresa disse...

näo é preciso dar opiniöes muito negativas a um jovem; basta dizer que está verde e já agora explicar onde ...
nem é de um bom critico tratar um jovem principiante como se fosse um autor feito

Anónimo disse...

Se o jovem merecer que se seja negativo, sim. Se merecer que se seja positivo, sim, também! é claro que ele tem de ser inteligente e saber quem faz criticas bem ou não, ou quais o ajudarão mais ou não...
E ha maneiras e maneiras de criticar...
QUanto aos criticos propriamente ditos, os da imprensas, esses nem á força se aproximam dos jovens talentos, por isso não há que teme-los...

Jose Abrantes

Jorge Machado-Dias disse...

Caríssima Teresa, eu estava no gozo contigo, obviamente. Não é grave não saber que se aplaudem os actores quando estes morrem. Não foi o imperator Augustus Caesar que, ao sentir que ia desta para melhor, perguntou se tinha representado bem o papel da vida? E depois pediu: “Aplaudam-me então”. Pois, até antes, desde os gregos, que a tradição é essa. Mas não tem importância nenhuma. E claro que deves saber muita coisa que eu não sei e vice versa. O gato não vai por aí às filhozes!
Ademais, eu sou dos que te apoiam sempre nas tuas idiossincrasias sabotadoras do sistema. Apoio porque sou solidário nessa atitude que também é a minha, mas por outras maneiras. E tu sabes disso. Mas cada um sabota como sabe e pode, né? Portanto nisso não temos discussões a partir pedra. Aliás também apoiei, divulguei e editei o Zé Abrantes… enquanto pude. Agora faço-o de outra maneira, porque sempre me pareceu (e digo-o há mais de vinte anos) que se não houver neste país BD para crianças não haverá nunca leitores em quantidade suficiente para a BD que por cá se faz.
Quanto à questão dos nobody sou um bocadinho mais intransigente e isso vem dos fóruns que frequentei onde os nicknames e siglas são o pão nosso de cada dia, o que parece ser um vício de uma certa juventude, infelizmente. Essa atitude vai, penso eu, repercutir-se durante a vida deles…
Também concordo com o que o Zé diz dos críticos e dos criticados. Quanto à rádio, bem… eu não oiço rádio nem vejo televisão portuguesa, portanto, não opino!!!
Bem, e volto ao post do Kuentro sobre a Tertúlia dos 300!!! Aliás o servidor do Kuentro hoje está lentíssimo, presumo que seja do calor…

Jorge Machado-Dias disse...

Bom, o "post" do Kuentro sobre o 300º Encontro da Tertúlia de Lisboa já está no sítio, embora com algumas coisas desfasadas (mas quem não sabe nem dá por isso). Parece que a Weblog está com problemas...
A ver em http://kuentro.weblog.com.pt

teresa disse...

as pessoas são muito diferentes,há jovens artistas que são de uma timitez doentia,outros acham-se umas divas e merecem umas muraças nos olhos para os abrir
mas em geral não acho que toda a gente ganhe coragem á chapada...
alguns podem lidar com isso outros não ...
como se jovens autores pudessem escolher os criticos ...ou até onde podem publicar
(raramente publico principiantes)
ás vezes aparece um artista feito que de repente faz bd pela primeira vez e eu publico , ou artistas muito jovens mas de traco e ideias muito seguras
há gente que bem acompanhada é capaz de dar grandes saltos gráficos e de conteúdo, outros serão sempre ...a mesma merda
o vicent da orelha cortada comecou a desenhar tardiamente e ninguem lhe dizia que valia alguma coisa, ve lá o efeito que teve a falta de apreciação.

há gente que se forma a vida toda, outros aos 30 anos estagnam , ou aos 40 ou aos 50 ou aos 25...
um critico que é bruto com um puto é uma besta...
quanto a funerais eu nem acreditei que isso ainda existisse ,mas aqui onde moro ainda há carpideiras e quando o homem morre a mulher abre as janelas todas e grita uiva como um lobo em cada porta varanda e janela, desgrenha-se toda e rasga as próprias roupas...esquisisto exibicionismo fúnebre, é uma coisa social a muher até pode detestar o marido e passar o tempo todo a rosnar-lhe mas se carpir bem é uma boa mulher
quando a mulher morre o homem é bem mais discreto
mete uma braçadeira ou gravata preta, embebeda-se na taberna proxima e assunto arrumado (homem não chora)
cchateio-me lá com essas coisas
estamos na cavaqueira não é assim?
achas que esses nomes obscuros é medo de futuras retaliações?
vá diz-me lá como seria a democracia directa

Alvaro disse...

Lino, o Machado tem uma certa razão no que toca ao discurso do CE. É um pouco difícil interromper uma conversa abruptamente. Convém haver um aviso uns minutos antes para a gente ir desacelerando progressivamente.
Não se trata bem de uma falta de consideração ao convidado. Não é nada disso. É que há convidados que não têm jeito nenhum para falar, muito menos em público, nem se conseguem fazer-se ouvir a mais de um metro.
E quem está mais longe, como ainda está meio surdo devido ao tilintar dos copos, não dá pelo convidado começar a falar.
...para dentro.

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Eu também achava que todos os políticos eram corruptos e criminosos. Mas agora que já cresci um bocado começo a estar aberto à hipótese de me encontrar pontualmente equivocado.
Se em Setembro aparecer na Tertúlia o outro candidato (o abridor de buracos) vou ouvir o seu discurso com muita atenção.
Estou com bastante vontade para aprender como é que, sem se tirar as mãos dos bolsos, se sustenta vários filhos deixados por aqui e por ali, gajas dispendiosas e muito festivas que também nunca fizeram a ponta de um corno, um apartamento na Lapa, putas, férias noutros continentes, putas, etc.
Ah, sim, e declarar o ordenado mínimo.

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O ponto levantado pelo Ruben de Carvalho sobre os argumentos na BD não tem nada de novo. E nem sequer a forma como esse ponto foi ignorado o tem.
Os argumentos nas BDs portuguesas são na sua maioria bastante maus. Não revelam o menor cuidado em criar suspense ou pontos cave na acção (quando existe acção), não jogam com os tempos em função da acção ou do que está a decorrer, são completamente desprovidos de ritmo e etc. Aqui a culpa não é só do candidato a argumentista que com boas intensões escreveu um ou dois A4 sobre um puto samurai que voa ou sobre o seu misterioso e inadaptado umbigo.
O próprio autor do desenho (geralmente, repito) também não se apercebe das limitações do texto porque graficamente também não é capaz de construir uma narrativa interessante e um fio condutor interligando momentos, ambientes, andamentos e situações diferentes.
Independentemente da qualidade do desenho. Se o argumento for consistente, o desenhador o ter compreendido e o reproduzido graficamente viheta a vinheta, prancha a prancha, o desenho mesmo sendo limitado pode resultar numa BD interessante.
Ocorrem-me exemplo do Frank Miller ou do Hugo Pratt, dois excelentes bandadesenhadores e não excelentes desenhadores.
Nestes e noutros casos o mérito está num argumento vivo e bem estruturado.

E acrescento mais um ponto em relação aos argumentos em BD.

Na BD o argumento não se limita ao texto que o argumentista escreve. Na BD o argumento depende principalmente da composição gráfica que o desenhador elabora.
Neste caso o desenhador também é argumentista.
O desenhador tem de compreender o descrito no texto e traduzi-lo para imagens, tendo as decisões finais nos pontos chave da história, nos ritmos, no andamento da acção, na hierarquia das situações, no prolongamento do início e na rapidez do fim da história, etc, etc.


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A insistência no ponto Curso de BD também me parece ter sido excessiva. O convidado, que lá dá aulas, não queria falar no assunto não vinha preparado para isso, referiu que não ganhava $$ nada de relevante, os seus alunos não conheciam nada de BD e pelos vistos nunca se interessou perceber o porquê.
Eu no lugar dele teria espremido deles isso a limpo porque se lhes dou aulas tenho de os conhecer e saber o que pretendem dali.
Aliás, em todas as turmas que tive, logo na primeira aula perguntava-lhes qual a profissão e o que pretendiam com o curso em que estavam.
Sem saber isso nem sabia por onde começar ou o que fazer.
Sobre os seus conhecimentos não perguntava nada. Discreta e rapidamente chegava lá.

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A Comic Jam tá engraçada.

João Figueiredo disse...

Antes de mais, pedir desculpa aos mais "activistas" deste "forum", que acaba por estar a discutir os problemas da BD e ainda bem que assim é (Refiro-me a todos e a ninguém em especial), por não estar tão "activo" como no inicio da discussão, mas tenho tido algum trabalho (Estradas, Climatologia, Qualidade do Ar, tretas que também me dão pica), e não me tem sido possivel opinar, por isso, algumas respostas tardias.
Alvaro, eu sou um "aprendiz" de argumentista, nunca publiquei nada, só desde março é que decidi, a titulo meramente amador e por prazer, iniciar um projecto e escrever umas coisas (para as quais hei-de precisar de colaborador/ores desenhadores). Se der alguma coisa interessante, tanto melhor. Por isso, Álvaro, obrigado pelo teu comentário, a mim em especial, que ainda estou a aprender, tirou-me dúvidas e deu-me umas dicas.
Teresa, pois....a Divulgação...confesso que nunca adquiri o teu Gambuzine (apesar de conhecer o Blog), por isso também pecamos (nós, consumidores de BD)um pouco. É um bocado como disse antes, temos um público muito selectivo e nada dado a querer conhecer mais coisas para além dos seus Comics e das suas Mangás, dos seus Franco-Belgas...etc. Eu acho que há pessoas que nem devem saber que há BD feita cá....(portanto, hei-de querer alguns dos teus Fanzines).
José Abrantes, acho que sim, que nunca deves desistir....eu tenho a certeza que qualquer autor é odiado e/ou amado por críticos e tem que saber lidar com isso.....mas eu acho que o principal crítico tem que ser ele próprio, que queira constantemente melhorar, superar-se a si, independentemente das críticas e dos louvores.
Machado-Dias, se alguém escreve anónimamente (apesar de eu não ser apologista disso), alguma razão deve ter, eu não censuro isso....mas também é como diz a teresa, pode ser um gajo qualquer, mesmo que escreva lá um nome próprio. Eu sou mesmo eu, mas em muitos blogs e foruns há pessoas a usar outros nomes, esses sim, são piores do que quem, por algum motivo, usa nicks. (Não que aqui não sejamos todos nós próprios, até porque há muita gente com registo).
Geraldes Lino, se calhar, tem mesmo que se fazer um aviso 5 minutos antes de começar o ponto alto da Tertúlia....e temos que ver mais foruns e espaços para discutir estes assuntos (se é que valerá a pena, não sei, de certa maneira é a primeira vez que discuto as coisas, ainda estou "verde").
Abraços a todos

teresa disse...

e tu alvaro? vais me mandar uma gambuzinadela?

Alvaro disse...

Vou.

Jorge Machado-Dias disse...

Meu caro João Figueiredo, só mais esta última intervenção, depois parto para outra: porque é que abomino os “não gente”? Os anónimos! Porque eu venho de um tempo em que as denúncias sobre as “actividades ilícitas” para o regime, eram “bufadas” por anónimos. Estou a falar da PIDE, sim senhor. É isso mesmo: os depoimentos sobre o que o vizinho fazia e dizia eram comunicados por “agentes anónimos” à polícia secreta do antigo regime, de quem ninguém conhecia a cara. É isso que me faz pensar e dizer que quem procede assim actualmente, mesmo sendo jovens “inconcientes”, vai no mau caminho…
E atenção, eu não os censuro! Abomino-os! Só isso.

João Figueiredo disse...

Estou inclinado a concordar contigo, Machado-Dias. Mas pronto, se alguém usa nicks ou siglas, lá há-de ter a sua razão.
Abraços

Geraldes Lino disse...

Teresa Câmara Pestana
Tenho lido todas as opiniões que têm sido escritas nesta caixa de comentários, que está a funcionar como autêntico "fórum" (de BD, com pertinentes extensões políticas), com a vantagem de estar aberto, democraticamente, a todas as opiniões, nãó sendo preciso preencher inscrições, como acontece em alguns casos na internet BD em Portugal.
Tem-me apetecido participar relativamente a algumas das coisas que têm aqui aparecido, mas tenho estado com trabalho absorvente entre mãos.
Vamos lá então por partes.
Repudio veementemente a tua afirmação, porque não é verdadeira, antes pelo contrário, quando dizes, num dos teus vários comentários, que eu te estou sempre a mandar msgs para pores mostarda ou salsichas no meu blogue. NUNCA o fiz. E,
para já, nunca usei essas expressões, nem aqui em Lisboa alguma vez as ouvi, ou vi escritas, se calhar são expressões exclusivamente tuas, ou populares aí pela Lousã.
Nem me passria pela cabeça convidar-te para tal (nem a ti nem a ninguém) e gostaria que esclarecesses isso publicamente.
Mas já agora, para não ficar com a fama e sem qualquer proveito, vou meter aqui um pormenor, a que tu chamarás "salsicha"? que tem a ver contigo, e que eu não usaria em público se não tivesses tido essa ousadia que me ofende de me pores na boca palavras que eu não disse.
E o que eu vou dizer é a pura verdade, não o poderás negar.
Disseste (já não sei a que propósito) que, na política, isso de esquerda e direita não existe, só pessoas empedernidas é que defendem esses conceitos.
Como a Inês Ramos afirmou, num dos comentários, ser uma pessoa de esquerda, gostaria que comentasses essa afirmação dela, uma mulher nova, mais ou menos da tua idade.
Geraldes Lino

teresa disse...

generaldes lino, a expressäo por salsichas e mostarda é minha
e até tem graca acho eu (é só salschichada e mostardada)
uma abóbora ou uma coisa mais escatológica tambem podem ser esses os nomes para os comentaŕios
o que é que te perturba? que eu receba smsssss teus a dizer vai ao blog ler isto e aquilo?
tu tambem fazes de tudo um problema para gajo da bd aś vezes falta-te o humor, queres que eu venha publicamente?dizer que recebo msgs tuas? ; está dito
näo sabes que as mandas ou porque é que as mandas? isso näo é um problema meu

mas como as mandas presumo que queiras participacäo activa nos comentários

sim eu acho que as pessoas insistem numa reacionarice que já näo se devia usar que é a aprtidarite,á memandaste uma vez um recorte de uma gaja que canta nos deolinda a dizer que tudo é politica , como se isso servisse para me convencer e agora dás o exemplo da ines dos gatos , que é livre de acreditar no que quiser e eu näo contesto aquilo em que os outros acreditam ...e ninguem tem de o fazer , assim como
as opiniöes dos outros pouco contam para a minha visäo do mundo , se bem que me surpreenda alegremente encontrar opiniöes parecidas ... näo acredito na democracia , acho que estamos à beira da maior reformulacäo social e económica dos ultimos 110 anos
acho que o capitalismo já deu o que tinha a dar e a democracia tambem ,acho que é asneira continuar a ver as coisas como bem e mal direita e esquerda
um exemplo simplório: os da esquerda serem bons e os da direita serem maus
é uma criancice pegada ,näo há pachorra
abomino tanto gente como a r.a.f. rote armee fraktion (esquerda assassina) como todos os outros extremistas que säo de direita, áliás abomino toda a violencia em nome de ideais , uma aberracäo mental dos homens
como tu bem sabes näo há guerras justas , nem santas e aos meus olhos ninguem fica melhor na fotografia por dizer que
é de direita ou de esquerda... nada disso é garantia para melhor "ser humano" ou queres convencer-me que as esquerda näo é corrupta?? os defeitos da direita todos conhecemos bem
ay ay geraldes lino

teresa disse...

ps... por mostarda é um aportuguesamento da expressäo alemä
, senf dazu geben
ou seja "meter mostarda nisso "quando as pessoas säo interventivas e opinativas "metem a sua mostarda "

, e onde é que se poem mostarda? nas salsichas ...
daí meter mostarda ou salsichas seja apenas
uma brincadeira um trocadilho de palavras
tanta sensibilidade para coisas que näo valem um caracol , que deprimente...
näo me digas que näo gostas da minha mostarda ou das minhas salsichas???

Jorge Machado-Dias disse...

boa resposta Teresa!!!

Inês Ramos disse...

Bem, isto já passou a barreira da tertúlia há muito tempo. E como eu não gosto de fundamentalismos, por este comentário me fico. Tenham mas é juízo. E cuidado também. Não vão os vossos fundamentalismos levar este país para trás outra vez. Como os palermas dos mascarados que puseram a bandeira monárquica na calada da noite na CM Lisboa. O pessoal tem memória curta. Se voltássemos aos tempos da monarquia ou da ditadura salazarista os participantes nesta tertúlia blogueira já estavam todos de cabeça cortada ou a ser torturados na prisão. Festejem mas é a Liberdade. Não a menosprezem. E os políticos não são todos iguais. Há os que estão na política para se servir e os que estão na política para servir. Não tentem iludir os outros dizendo que não gostam de política e que não a fazem. Todos fazemos política. E o que foi aqui escrito pelo Abrantes e pela Teresa é política. Da má.

teresa disse...

ines, eu näo faco politica ,faco bd, e volta e meia faco comentários , alem disso tudo penso e muito , posso näo escrever muito bem mas serve para entender ...as minhas ideias säo claras

mau é as pessoas continuarem a achar que as coisas como säo ,apesar de más säo melhores que nada
aquilo
a que tu chamas liberdade é só paleio
há muitas coisas que eu e muita gente näo podemos fazer ...
há muita burocracia estupida que atrapalha qualquer pequena iniciativa,há uma máquina partidária que polui o nosso cerebro gasta o nosso caro dinheiro para viverem melhor e impingirem aos parvos (pequenos) promessas recicladas

daqui a uns anos muitas pessoas väo pensar como eu e alguns outros que por ai andam a trabalhar para o futuro...
näo há regresso a semente da mudanca já anda por aí...

esses parasitas dos partidos já era, essa opulencia em que vivem; a grande casa e o grande carro (podes meter plural nisso tudo) insultam o modo de como as pessoas com as suas dificuldades vivem , há paises com mais dinheiro que portugal em que os politicos näo se atrevem em andar em carros topo de gama
näo me compares ao abrantes, porque o discurso dele näo é o meu,
há mundos entre nós
nem me vou por aqui a fazer ataques ao socialistas porque näo vale a pena,

o colapso é eminente ,depende da coragem das pessoas mudarem esta merda que näo tem mesmo outro nome

o unico socialista que me impressionou foi o manuel alegre (näo me interessa as criticas que fazem ao homem se lhe chamam pateta alegre é porque se esquecem que todos somos patetas volta e meia e as figuras publicas teem sempre de ser mais patetas que as outras)porque ele sabe que as pessoas há muito näo se sentem representadas pelos partidos e avancou para os movimentos civicos que vai dar aquilo que eu há muito espero..

os reacionaŕios é que agarram sistemas viciados porque näo teem fantasia nem cabeca para ir mais longe
é sempre a mesma velha gamela e chamar a isso liberdade só porque as cabecas näo rolam ,é um absurdo

eu há muito que teria sido queimada .. e tu tambem

e depois näo te esquecas que säo só homens e eu näo acho que os homens sejam mais que as mulheres nem que representam melhor a humanidade...se tu consegues tomar isso a sério é lá contigo
eu acho suspeito

como dizem os anarquistas ; pessoas que näo se mexem näo sabem o que as prende



o futuro já näo está aí,nessa politiquice partidaŕia isso é só passado projectado no futuro a impedir a evolucäo da humanidade
o tempo dirá qual de nós tem razäo

agora politicas àparte enviei para o teu blog dos gatos um link de uma associacäo dos animais para divulgacäo que fazem muito bom trabalho centro cedro dos animais
as pessoas teem o que merecem, mas os animais merecem respeito
já alguma vez foste ao canil de lisboa? achas que os teus politicos se interessam pelas barbaridades que lá fazem aos animais?
e depois voces os lisboetas pensam que lisboa é portugal

gambuzina disse...

ps 1

http://centrodocedro.blogspot.com/

2-ou seja só lisboa é portugal

3-acho graca os monarquicos terem lá ido por uma bandeira, se a bandeira tivesse uma caveira ainda acharia mais graca...
fundamentalismo é näo achar graca a nada....
e dizer aos outros para terem juizo até porque
tanto tu como o geraldes lino foram os unicos que publicaram o meu trabalho no vosso blog sem me pedirem autorizacäo e isso é o que os socialistas e os sociais democratas teem feito com a qualidade de vida dos portugueses desde o fim da ditadura ;-dispoem dela sem lhes perguntarem

é essa a visäo de socialismo e de liberdade democrática?

eu até posso achar graca às pilhagens bloguistas e chatear-me bocado porque o trabalho impresso envolve muito mais esforco e dinheiro que o trabalho pilhado...mas a esta cegueira presuncosa da politica partidária näo acho graca nenhuma e näo é por funamentalismo ,é porque prejudica a vida de um pequeno pais que podia ser um paraíso, um verdadeiro jardim à beira mar

Anónimo disse...

"Fundamentalismo" é levar as leis absolutamente à regra! Normalmente dá mau resultado!

Inês, isso de dizeres que ainda bem que não estamos no tempo da Monarquia porque senão iamos de cabeça cortada é, no minimo, uma total ignorância! É certo qem em tempo de Monarquia houve pena de morte - não pelo regime mas pela época em que se vivesse - depois da Revolução francesa o regime era Republicano e aí sim as cabeças eram separadas do resto com um ritmo estonteante!
E entre o final da nossa Monarquia e o período do Salazar era ver como se portavam os nosso republicanos, com perseguições, espancamentos e mesmo orte de partidários do regime anterior, e mesmo os coitados dos ardinas que na rua vendiam jornais monárquicos eram perseguidos e agredidos tanto pela policia como por fanáticos - autêntico! - como em São Bento os pulhiticos andavam armados e aos tiros e facadas em plenos debates!
Já aqui disse que não sou convictamente apoiante da Monarquia, mas apoio menos sectarismos e ignorância cultivada! Um beijinho e fica bem.
José Abrantes

Anónimo disse...

Discutam mas é BD e deixem a política de lado, que não é para aqui chamada!

Anónimo disse...

A BD não deve descurar nenhum campo da realidade - a politica é um deles.

Anónimo disse...

O anónimo é bipolar, entra em contradições de vulto...

José Abrantes

trilowil disse...

precisava de um colaborador para trabalhar comigo numa banda desenhada, contactem-me para druida_portugal@hotmail.com

Geraldes Lino disse...

Desconhecido Trilowil
Já vi o seu blogue "Druidas-Ciências Antigas", e tb já sei que é docente em Viseu.
Aconselho-o a esclarecer qual a colaboração que pretende (a de alguém que desenhe, presumo), e qual o tipo de banda desenhada em que quererá concretizar o seu projecto, se realista, se caricatural, se a preto e branco, se a cores...