quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Curtas de BD (Autores portugueses - III) Zé Paulo


Garanto: vale a pena clicar sobre as imagens, para as ver com todo o pormenor. E convém fazer o visionamento com vagar, para gozar bem o prazer, como se faz com tudo aquilo de que muito se gosta.

(Em cima: prancha 1 de 4)


(Prancha 2 de 4)

(Prancha 3 de 4)

(Prancha 4 de 4)

Horror e suspense são dois dos ingredientes desta espantosa e intrigante banda desenhada curta, O Som de Meter Medo, criada pelo talentoso autor Zé Paulo.
A bd que agora divulgo na blogosfera, nesta rubrica dedicada a "Curtas de BD", foi publicada, pela primeira vez, no fanzine Tertúlia BDzine  (nº 123, de 4 Março 2008).

 ---------------------------------------------------
Síntese biográfica

Zé Paulo (ou ZEPAULO)

José Paulo Abrantes Simões, Lisboa, 4 Nov. 1937/23 Dez. 2008), é um dos autores/artistas de mais elevada craveira da Figuração Narrativa portuguesa.


Ele foi um dos "visionários" lançados pela efémera revista de BD Visão (12 números publicados entre 1975 e 1976), tendo colaborado logo no primeiro número, editado em 1 de Abril de 1975, com a bd Abril Águas Mil - uma só prancha a preto e branco - , e Os Loucos da Banda - seis pranchas em quadricromia -, muito embora já tivesse bandas desenhadas publicadas anteriormente, em 1974, na revista alemã Pardon.


Depois da Visão, onde realizou obra notável, em especial a extensa narrativa gráfica intitulada A Família Slacqç, teve o seu primeiro álbum editado em 1977, com o título A Direita de Cara à Banda.


Em 1979 foi mais uma vez autor completo (ou seja, realizador das três componentes principais da BD: argumento»guião»desenho) da peça Memórias do Último Eléctrico do Carmo, bedê publicada a p/b num suplemento jornalístico, curiosamente intitulado DL Fanzine, do jornal Diário de Lisboa.


Fez também várias incursões na BD de carácter infantil na revista Fungagá da Bicharada.


Numa revista de muita qualidade, embora de vida extremamente breve e publicação curiosamente sazonal, a Lx Comics (título reaparecido mais tarde em diferente edição da Bedeteca de Lisboa), ZEPAULO colaborou no nº 3 (Inverno de 1991), fazendo uma prancha para o cadavre exquis intitulado Elxis.


Teve copiosa participação no semanário humorístico O Fiel Inimigo (título posteriormente simplificado para O Inimigo).


Desinteressada e singelamente, fez bandas desenhadas de propósito para fanzines, designadamente Tertúlia BDzine, Eros, Efeméride e para o fanálbum Novas Fitas de Juca & Zeca.


Todavia, estranha e injustamente, nunca foi homenageado nos eventos nacionais dedicados à BD (Salões, Festivais e afins), já realizados em vários pontos do país: Amadora, Beja, Lisboa, Moura, Sobreda, Viseu...
Apenas o foi pela
Tertúlia BD de Lisboa, no encontro realizado em Agosto de 2000, sendo-lhe atribuído o Diploma de Honra, modesto galardão para artista de tal envergadura.

----------------------------------------------------------
Quem estiver interessado em saber mais acerca deste singular autor, pode ir à coluna "Categorias", e clicar no item "Visão - revista portuguesa de banda desenhada", onde consta, no "post" de Junho 30, 2006, uma pequena entrevista, e em Dez. 23, 2008, uma nota biográfica, ambas com fotografias tiradas em datas próximas.
----------------------------------------------
Para ver as duas curtas anteriores (e vale bem a pena, embora eu seja suspeito ao dizer isto, porque foram seleccionadas por mim...) basta clicar no item "Curtas de BD (Autores portugueses)" inserido no rodapé
-----------------------------------------------
Postagens anteriores


Nov. 11 - Autores portugueses (II) - Carlos Barradas e Carlos Soares
Out. 11 - Autores portugueses (I) - Pedro Brito
2009 - daqui para cima

3 comentários:

teresa disse...

e näo mete medo nenhum,que é o que acontece com bds de terror,näo arrepiam, se calhar o som dele foi feito antes de noise ser considerado um estilo musical, e aí já lhe podiam ter dado um final feliz

Geraldes Lino disse...

Pois é, Teresa, eu também já me aconteceu estar a ver um filme supostamente de terror, e desmanchar-me a rir. Mas, ao meu lado, havia pessoas em total silêncio, e senti que me olhavam criticamente, pois estavam sob o aperto psicológico do tal terror...
Na BD, nenhuma me aterrorizou, nem pouco mais ou menos. Mas esta bd do Zé Paulo, a primeira vez que a li/vi, pelo menos fez-me sentir uma forte curiosidade por ver o final -, que não me decepcionou, porque, inteligentemente, não esclarece nada.
Mas, claro, admito que tenhas um ponto de vista completamente diferente.

teresa disse...

acho que estamos de acordo