domingo, agosto 06, 2006

Língua portuguesa: em mau estado na BD, no "Cartoon", nos Fanzines e na Internet (XII) - "Páro" (??) - in "Calvin & Hobbes"

 
"Páro" (??)
Páro, não (como incorrectamente está escrito na primeira vinheta), o correcto é paro.

E como haverá muito boa gente que ficará a olhar para a palavra, na dúvida se de facto ela não terá de ter acento agudo, relembremos o presente do indicativo do verbo parar:
Eu paro, tu paras, ele pára...
Só na terceira pessoa é que tem de se acentuar, para se distinguir da preposição"para".
Pode parecer uma coisa muito simples, mas há quem esbarre nestas simplicidades...

O Bill Watterson, criador desta obra de referência da Figuração Narrativa, está isento de culpas, claro: ele escreveu em inglês, variante americana.

Na parte portuguesa, a tradução é de Helena Gubernatis, mas nunca apareceu a paternidade da legendagem (será dela também?). Entre o tradutor e o legendador, o erro gramatical atacou.
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5 comentários:

Luís Graça disse...

'Bora, Lino!Força nisso! É sempre tempo de corrigir. Nunca se perde nada. É chato ter chegado o erro ao Calvin and Hobbes.

Geraldes Lino disse...

Pois é, Graça.
Eu leio o jornal Público desde o primeiro número, sendo uma das razões para tal fidelidade a excepcional obra em BD "Calvin & Hobbes".
E lamento dizer isto - nem o Calvin, nem o Hobbes, nem o Bill Watterson o mereceriam, não sei se também será o caso da tradutora Helena Gubernatis - mas já encontrei vários erros chatos na legendagem, incompatíveis com a categoria da obra e do jornal que lhe serve de suporte.

Luís Graça disse...

Um dos motivos já foi assinalado pelo Provedor, Rui Araújo: o desmembramento da máquina dos "copy".

Geraldes Lino disse...

Olá meu caro amigo e visitante assíduo Luís Graça: Lamento que haja razões exteriores e inultrapassáveis para o erro que aponto. Mas contrario essa explicação que foste buscar ao provedor do jornal Público, Rui Araújo, com o argumento seguinte: as (excepcionais)tiras de Calvin & Hobbes já estão a ser repetidas há muito tempo (e ainda bem, não me canso de as ver/reler), logo devem ter sido feitas ainda no tempo das "vacas gordas" da tal máquina dos "copy" que referes...

Anónimo disse...

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