sábado, outubro 28, 2006

17º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora ("post" 5 de 5) - Prémios Nacionais de Banda Desenhada - Premiados

Uma imagem do edifício Fórum Luís de Camões

Este edifício, parcialmente destinado a parqueamento de viaturas, localiza-se na freguesia da Brandoa. Em substituição da estação de metro Amadora Este - Falagueira, onde o evento bedéfilo amadorense se albergou durante os dois anos anteriores, este foi o espaço escolhido pela autarquia da Amadora para, em 2006 e nos próximos três ou quatro anos, alojar o evento mais carismático daquela cidade, o Festival Internacional de Banda Desenhada.
Cartaz do festival, realizado sobre ilustração de Filipe Abranches
No "post" 2 de 5, datado de Out.15, registei a lista de autores e obras seleccionadas inicialmente, nas diversas categorias, para serem votados por uma massa de bedéfilos, rondando os quinhentos, que fazem parte da base de dados do CNBDI - Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (equipamento cultural adstrito à Câmara Municipal da Amadora).

Foi hoje o dia da revelação dos nomes e obras que obtiveram a votação maioritária. Como descrevi no "post" de hoje (4 de 5), o local foi, como sempre, o espaço dos Recreios da Amadora.

Ali se desenrolou um divertido acto teatral, ao longo do qual foram sendo chamados ao palco os premiados. Os PRÉMIOS NACIONAIS DE BANDA DESENHADA foram atribuídos a:

1. Melhor álbum português
Salazar, agora na hora da sua morte
Autores: Miguel Rocha (desenho), João Paulo Cotrim (argumento)
Editora: Parceria A.M.Pereira

2. Melhor argumento de autor português
Argumentista: João Paulo Cotrim
Obra: Salazar, agora na hora da sua morte

3. Melhor desenho de autor português
Desenhador: Miguel Rocha
Obra: Salazar, agora na hora da sua morte


Sequência imaginada e concretizada graficamente, de forma magnífica, por Miguel Rocha
4. Melhor álbum estrangeiro
Obra: Cidade de Vidro
Autores: Paul Karasik e David Mazuchelli (desenho), Paul Auster (argumento)
Edições ASA

5. Melhor álbum de tiras humorísticas
Obra: O amor é um inferno
Autor: Matt Groening
Editora: Gradiva

6. Melhor ilustração para Literatura infantil
Desenhador: Alain Corbel
Obra: A máquina infernal
Editorial Caminho

7. Clássicos da 9ª Arte
Obra: História de Ó
Autor: Guido Crepax
Editora: Marginália

8. Melhor fanzine
O menino triste. Os livros (*)
Editor e autor: J. Mascarenhas

9. Troféu de Honra Cidade da Amadora 2006
Mariana Lopes Viegas "Tia Nita" (colaboradora literária de "A Formiga", suplemento infantil da revista infanto-juvenil "O Mosquito")

Portanto, pouco tempo após a divulgação dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada, aqui está a notícia.

Os blogues podem ter esta capacidade jornalística de estarem em cima do acontecimento.
(*) Quem não conhecer este fanzine, e tiver curiosidade de ver algo dele (capa e prancha inicial), pode visitar o blogue "Fanzines de banda desenhada", no endereço: http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com

8 comentários:

Luís Graça disse...

Parabéns a todos os premiados. Não há dúvida de que o Salazar está na ordem do dia. Hoje li no SOL que a Felícia Cabrita andou a descobrir os "engates" dele e vai escrever um livro sobre isso.

Um abraço muito especial ao João Mascarenhas, que está numa onda positiva: primeiro o Gui, agora o prémio.

Eu andei por outras bandas que não a Brandoa. Universitário de Lisboa, com a selecção de rugby a tentar chegar ao Mundial:Portugal--Rússia, 26-23. Eu estive lá!
E depois fui ao Casal Vistoso, ao Europeu de kickboxing.

Luís Graça disse...

Caro Lino:
A propósito do debate da SPA e da possibilidade de utilizar a Net para publicar álbuns de BD, aqui está um exemplo que descobri mesmo agora no www.incomunidade.blogspot.com. "As mãos sujas", de Sartre, em BD de Jorge Taxa, num post de 26 de Outubro.

Carlos Rico disse...

[Português em mau estado em "sites" e blogues da Net - Divulgandobd]
No segundo parágrafo deste "post", onde se lê "obteram" deve ler-se "obtiveram"...
Óh, Lino, como é que é possível?!...
Um grande abraço

Geraldes Lino disse...

Olá Rico
Sempre atento ao meu blogue, o que agradeço.
Quanto a ter escrito "obteram" em vez de "obtiveram": eu trabalho sempre num cibercafé, onde tem vários computadores, alguns deles com alguma resitência nas teclas, o que ocasiona ficarem letras por aparecer (as chamads "gralhas", umas vezes por falta de letras, outras vezes por trocas das ditas cujas, a que já tenho feito referência quando outros visitantes atentos, me têm apontado falhas quejandas).
Far-me-ás a justiça de admitir que eu não fiz por ignorância esse erro, nunca o farei, escrever obteram, que é palavra que nem sequer existe.
Portanto, onde está "obteram" (erro estranho e inconcebível numa pessoa medianamente culta, como é o meu caso), deverá estar de facto "obtIVeram", pondo lá as letras em falta, o i e o v.
De qualquer forma, agradeço-te a chamada de atenção. Antes seres tu, que me conheces, a chamares-me a atenção.
Mas, apesar de me conheceres e o meu rigor na língua portuguesa, interpretaste de imediato a falta de letras como erro ortográfico grosseiro por mim cometido, nem sequer me deste o benefício da dúvida de terem faltado duas letras (o ar escandalizado com que escreves: "ó Lino, como é que é possível" diz bem da tua certeza de o tal exigente Lino ter cometido um erro a escrever o tempo de um verbo...).
Grato na mesma.
Abraço.

Geraldes Lino disse...

Rico Amigo Rico
Já emendei o erro/gralha que, atentamente, detectaste.
Fico-te muito grato, repito, porque outros visitantes que o viessem ainda a ver, ficariam com má impressão, tanto mais quanto eu suscitarei "raivinhas" a quem aponto erros.
Já agora, sugiro que voltes a visitar esse "post", porque acrescentei imagens que, na pressa de acabar o "post" (foi à noite - o cibercafé onde mexo no blogue fecha à meia-noite - depois de chegar a Lisboa, vindo da Amadora/Brandoa), não me ocorreu ilustrá-lo.

Carlos Rico disse...

Olá Lino:
As teclas são mesmo resistentes! Se reparares bem, no teu primeiro comentário a própria palavra "resistência" tem uma letra em falta! Irónico, não?!
Agora a sério: é claro que não me passou pela cabeça que tivesses cometido um erro grosseiro por ignorância (logo tu, que és tão exigente nessa matéria!) mas, sinceramente, também não me ocorreu que as teclas falhassem precisamente naquelas duas letras!... Cheguei até, num primeiro momento, a colocar a possibilidade de se poderem utilizar ambas as expressões (o célebre acordo ortográfico vem sempre, nestas alturas, suscitar-me dúvidas, por vezes sem qualquer fundamento, como era o caso). Rapidamente confirmei que não e por isso enviei o comentário (espero que não me tenhas levado a mal por isso).
Seja como for, com ou sem gralhas, o teu blogue é, para mim, visita obrigatória quase diária por causa de rubricas como "Português em mau estado na Banda Desenhada, no Cartune e na Internet" (ou algo parecido). É que também eu gosto de ver o nosso português escrito correctamente, embora, nesse aspecto, de tempos a tempos, deixe escapar algum erro nos cartunes que publico, como possivelmente já constataste!
Uma última nota, só para dizer que, mais do que as "teclas resistentes", tenho quase a certeza que a "gralha" foi originada pela tua ânsia de querer "postar" os resultados em cima do acontecimento (o teu sentido de oportunidade é, de facto, notável), o que, certamente, não te deixou margem para fazeres a devida revisão de texto.
Abraço

Luís Graça disse...

Pelos vistos, nem o Geraldes Lino nem o Carlos Rico estiveram numa cidade espanhola chamada Gralhância, a meio caminho entre Granada e Numância.
Na Gralhância, todas as publicações saem com erros e não se consegue fazer nada para o evitar.
A Gralhância também é conhecida pelo seu festival de banda desenhada. Reproduzo as linhas com que o director do Festival, Pepe Quick apresentou o certame:
"bievenids al festal de comiks de Grallancia. Un certam ciertamtn lleno de buennnos comiks e muxos motivaaads de interésss".

Geraldes Lino disse...

Olá Graça, cheio de graça, bem-vindo sejas, militante do bom humor.
Abgraço:-)