domingo, agosto 08, 2010

Fanzines, esses desconhecidos (XLI) - Gambuzine

Capa do fanzine Gambuzine em cartolina preta.
O grafismo resulta de manipulação por Axel Blotevogel sobre uma tela colorida de Teresa C. Pestana

"Ilha da Cura" - Autoria: Wittek (desenho), Sven Tauke (argumento)

"23 horas, compincha!" - Autoria: Wittek (desenho e argumento)

"A Life with Levin" - Autoria: Wittek (desenho e argumento)
Nota de admiração do bloguista: Três bandas desenhadas de Wittek, três estilos diferentes. Eclectismo será um dos adjectivos para classificar esta diversidade, mas também se poderá dizer deste autor alemão que possui um talento plurifacetado.

"Society of Dogs" - Autoria: Steffan Neville e Clayton Noone (desenho e argumento de ambos)

"Eu era uma vez" - Autoria: Fruzzi (desenho), Catarina Henriques (argumento)

"Confissão de um intlectual (sic) de esquerda" - Autoria: Plu! (desenho), António Vitorino (argumento)

"Uma história verdadeira" - Autoria: Axel Blotevogel (desenho e argumento)

"Vírus" - Autoria: Sónia Oliveira (desenho e argumento)

"A Utopia de P. e M.J." - Autoria: Pedro Rocha Nogueira (desenho e argumento)

"Schwarze Westen" (Coletes Pretos) - Autoria: Birgit Weyhe (desenho e argumento)

"Existência Zero!?" - Autoria: Schmico (desenho e argumento)

"The Hairdresser's" - Autoria: Anna Bas Backer (desenho e argumento)

"All those saunas with u" - Autoria: Johanna Lonka (desenho e argumento)

"Richie o desenrascado" - Autoria: Andreas Alt (desenho e argumento)

Sem título [Aula de Educação Sexual] -Autoria: Álvaro (desenho e argumento)

" Filhos de uma má estrela" - Autoria: Teresa C. Pestana (desenho e argumento)

" História de um pai e filho nascidos no mesmo ano de 1965" - Autoria: Teresa C. Pestana (desenho e argumento)


Sem título [Chapéus] - Autoria: Teresa C. Pestana (desenho), Vasco C. Pestana (argumento)


Gambuzine é um dos fanzines de banda desenhada mais importantes nos tempos recentes do fanzinato português, impondo-se pela constância na qualidade gráfica, bem como pelo elevado nível da maioria dos colaboradores, nacionais e estrangeiros.
Com o Gambuzine fica exemplificado, de forma concreta, que um fanzine não tem de ser, necessariamente, uma publicação modesta no que concerne ao nível de apresentação gráfica, ou à qualidade do material em que é executado.

Esta é uma ideia muito arreigada na generalidade das pessoas não pertencentes ao fanzinato, mas errónea. Porque, quem vai anualmente a Angoulême sabe, desde há muitos anos, que no espaço dedicado aos fanzines e restantes edições independentes do mais importante festival europeu de banda desenhada, se encontram magazines - feitos por amadores ou associações amadoras - impressos em offset e com o ISSN legal, o que não lhes altera o orgulhoso estatuto de fanzines, tão depreciado por alguns jovens editores amadores portugueses, que preferem chamar revistas (como se revista tivesse estatuto superior a fanzine, é apenas diferente!) às suas edições de publicação irregular e escassas tiragens, características bem marcantes dos fanzines. Em Angoulême, apenas nos casos em que a edição está a cargo de pequenas editoras independentes, é invocada a expressão "revista alternativa".

Voltando ao Gambuzine: a editora e autora (editautora, neologismo de que julgo ter sido o criador) Teresa Câmara Pestana que realiza, como sempre, as diversas tarefas (editora do zine, autora de BD, tradutora e legendadora), acumula neste número ainda uma outra valência: a de entrevistadora.
Wittek, aliás Thomas Wittke, ecléctico autor alemão, é o entrevistado, que, nas respostas às bem achadas perguntas, discorre acerca das vanguardas bedéfilas e a escassa valorização relativamente à BD humorística, define banda desenhada elitista, e refere o fanzine Strapazin como paradigma daquilo a que chama "bd arte", que chegou também a ser conhecida por "bd strapazin" na cena bedéfila alemã. Diz ele também que a dimensão da BD alemã, comparativamente com as americana, francesa, holandesa e italiana, é relativamente pequena.
Para além da surpresa, para mim, por ver citado, entre os mais importantes na Europa, o panorama da BD na Holanda, considero que há pontos de contacto na dimensão e projecção da BD entre Portugal e a Alemanha. E até nos primórdios há semelhanças: no mesmo século XIX, houve em Portugal um precursor - Rafael Bordalo Pinheiro - e outro na Alemanha - Wilhelm Busch. Não sei se Wittek terá também constatado este pormenor.
Seja como for, tem mesmo muito interesse esta iniciativa, que vai ter continuidade, de a Teresa entrevistar os colaboradores do Gambuzine, o que mais diversifica o conteúdo do notável fanzine.

Outro factor que valoriza o Gambuzine é haver, como de costume, um espaço (duas páginas) destinado à apresentação dos colaboradores, sendo que vários deles se auto-apresentam em mini-autobiografias, como acontece com a própria editautora.

Um aspecto negativo: os textos, desde a entrevista às legendas dos balões, estão pejados de gralhas e até erros ortográficos, pormenor tanto mais de estranhar quanto é indiscutível o abrangente nível cultural da editautora.

Outro aspecto negativo é a ausência de ficha técnica, o que desagrada em especial aos estudiosos e coleccionadores, e que dificultará, no futuro, a realização de uma completa análise a quem se debruçar sobre o fenómeno fanzinístico em Portugal.
Todavia, para tentar suprir a lacuna, elaboro eu a


Ficha técnica

Gambuzine
Editora: Teresa Câmara Pestana
Periodicidade: Anual
Nº 2 (2ª série)
Data: Dezembro 2009


(
Nota do bloguista: apesar da data acima indicada constar no topo da página 2 do fanzine, este foi realmente finalizado em Julho 2010)
Tiragem: Não indicada
Formato A4
Capa e contracapa em cartolina preta
Miolo: 100 páginas em papel branco "couché"
Preço: 7€
Editora: Teresa Câmara Pestana
Endereço físico:
Apartado 67
3200-909 Lousã


Endereço electrónico:
gambuzine@hotmail.com

Endereço do site:
http://www.gambuzine.com/

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Aos interessados em ver mais postagens acerca de fanzines, recomendo:
1) Clicar na rubrica "Fanzines esses desconhecidos", no item "Etiquetas" indicado no rodapé
2) Encontrarão nos postes anteriores o endereço do meu outro blogue Fanzines de Banda Desenhada (http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.com/), que, apesar de há muito tempo não mexer nele (tem escassas visitas, estou a usar mais este blogue, como fiz agora) há lá muita coisa que interessa a quem gosta de fanzines

93 comentários:

teresa disse...

ai as gralhas, lá isso tem , näo sei onde é que elas se escondem, quando estou a rever nunca as vejo, tenho de dar isto a uns pares de olhos antes...
o gambuzine näo é aperiódico sai uma vez ao ano
agradecida pela divulgacäo ...
o wittek tem o talento que tem e trabalha nos correios, martin tom dieck e anke feuchtenberger däo aulas,etc etc ... näo há na alemanha muita gente que viva da bd ... rafael bordalo pinheiro e wilhem busch eram quase da mesma geracäo , w.b. nasceu em 1832 e r.b.p, em 1846...
peguei no humor com wittek porque nele,em todos os estilos é o que surge sempre na linha da frente.

por exemplo em berlim cabe metade da populacäo portuguesa, o que wittek diz é relativo, basta ver a quantidade de editoras de bd, livrarias, galerias e o movimento económico do festival de erlangen para ver que a realidade portuguesa é bem diferente com pequenez única de um meio sem eco,pk o maior problema da criatividade portuguesa säo os próprios portugueses ...

Geraldes Lino disse...

Teresa
As gralhas só as vê quem tem jeito e muita prática, o que é o meu caso, passe a imodéstia.
Podes estar a olhar para as gralhas (e erros), mas, em alguns dos casos, pensas que é assim que se escreve e não os detectas. Especialmente nos acentos, até penso que tens alguma dislexia, porque os trocas muitas vezes.
Exemplos de alguns:
p4-espirítos (correcto: espíritos)
p48-magnifíco (correcto: magnífico)
p51-principío (correcto: princípio)
p51-apoíamos (correcto: apoiámos)
p72-proíbido (correcto: proibido)
p87-álias (correcto: aliás)
p91-paleolitíco(correcto:paleolítico)
E há mais graves:
p2-defenir (correcto: definir)
p3-mandáva-mos (correcto: mandávamos)
p56- Ás vezes (dantes fazias muito este erro, de usar o acento agudo em vez do grave, mas chamei-te a atenção várias vezes para isso. Vá lá que só vi este.)
Um muito feio:
cabeçear (sabes, não duvido, que antes de e ou de i não se usa c de cedilha);
p95-contracto (ainda estamos a escrever com o acordo ortográfico de 1945, mas nem nesse a palavra contrato tem uma consoante muda;
p99-saiem (correcto: saem. Mas este erro já o tenho visto em mais gente, por ser tempo do verbo sair, mas que queres, a língua portuguesa tem destas armadilhas...

Tens muitas palavras com falta de acento, ou com acento a mais:
p53,86,88, tambem, ninguem, escreves sempre (acho de mais para distracção) sem acento, quando o correcto é também, ninguém.
Com acento a mais:
circunstânciais (correcto é sem acento: circunstanciais)

Já para desenhar, se eu te mostrasse algum desenho meu (faço caras, sempre e só caras) tu apontarias para defeitos que eu não vejo.
E és melhor faneditora do que eu, invejo o teu Gambuzine (e também invejo os contactos com autores estrangeiros, que muito valorizam o zine.
E tens muito bom trabalho gráfico, que eu não atinjo.

Ou seja: cada macaco (passe a expressão) no seu galho:-)

E, se bem te lembras, uma vez ofereci-me para fazer a correcção ortográfica do teu belo Gambu (como carinhosamente lhe chamas), ainda ias na 1ª série.

Quanto ao teu comentário:
Concordo em vários pontos das tuas afirmações.

Como ainda estou a trabalhar no "post", vou já corrigir a periodicidade para anual, em vez de aperiódica.

Já agora: qual foi a tiragem?

Geraldes Lino disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Geraldes Lino disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Geraldes Lino disse...

Não sei o que é que aconteceu, o blogger triplicou a resposta ao teu comentário. Ainda por cima, uma resposta extensa.
Desculpa, desculpem todos os visitantes.

Alvaro disse...

Lino, se quiseres corrigir essa gralha basta carregares no ícone do caixote de lixo cinzento que deve aparecer junto ao rodapé de cada comentário e seguir as instruções.

Geraldes Lino disse...

Obrigado Mestre Álvaro.
(Não há dinheiro que pague esta boa dica. O próximo jogo de snooker que fizermos, mesmo que percas, sou eu que pago :-)

teresa disse...

ui geraldes lino pára que já estou a ficar envergonhada (é mentira se há coisa que me falta é vergonha senäo näo mandava as bocarras que mando)
e sim aceito a tua oferta para reveres o gambuzine ...que ue de facto näo tenho jeito nenhum para isso ..

teresa disse...

essa do cabecear foi caganita de mosca que caiu no papel que eu sei que näo tem cedilha..as outras mea culpa trapalhice tremenda..

teresa disse...

nunca liguei muito aos acordos ortográficos seja ele de que ano for...mas essas dos acentos, agora que tu me puxas as orelhas ao tapete até a mim me irritam...

teresa disse...

ps...sejam eles de que ano forem ...

Geraldes Lino disse...

Teresa
Só falei no acordo de 1945 pq, como deves saber, é aquele que temos andado a respeitar até aqui, em que se usavam as consoantes mudas, para abrir as vogais, como é o caso de acto, redacção, distracção. E embora digas que não ligas aos acordos ortográficos, foi com este de 1945 que aprendeste a escrever, e tens respeitado, sem te daares conta, até hoje (os erros que fazes não têm nada a ver com esse acordo). Só que, como ele já cá estava quando foste para a escola, nunca tiveste motivo para te rebelares contra algo que nem sabias o que era.
Agora, com o novo acordo ortográfico, como por feitio estás sempre em desacordo com acordos, claro que não o vais respeitar.
Mas nesse caso tens de continuar a escrever de acordo com o tal Acordo (risos) de 1945, onde se respeitam as consoantes mudas.
Só que, na palavra "contrato", já de antemão irritada com o corte que as tais consoantes mudas vão levar (a fonética é que vai mandar na ortografia), meteste-lhe um c a mais, ou seja, escreveste "contracto", que desde 1945 não existe (não sei se seria assim anteriormente), pq antes de 1945, aqui em Lisboa há uma farmácia antiga com a seguinte frase gravada na parede: "Os productos desta pharmácia (...)".
Assim como os produtos eram "productos", também talvez os contratos fossem "contractos"...

teresa disse...

tive 14 anos fora de portugal e pela mentalidade que aqui impera,ás vezes é como se 1945 fizesse todo o sentido...meu ano de fabrico é 1962, näo sou como tu que näo diz a idade...
mas nada que uns livritos em casa näo resolvam...

teresa disse...

e mais bello seria ler o almanache bertrand

teresa disse...

olha lá coracäo (mesmo assim que este velho pc germänico näo tem cedilhas) concentras-te assim tanto nos meus erros para näo me dares crédito como argumentista?

Santos Costa disse...

Olha, Lino
Segundo Molière, "não pode haver suplício maior para um artista do que produzir para um público de ignorantes e sofrer o julgamento estúpido de um imbecil".
Para não passar por ignorante e imbecil, não me pronuncio sobre o trabaçho em causa, que não conheço na íntegra.
Vale, sobretudo, o esforço de produzir um fanzine, o que já é uma lança nesta áfrica da bd; mais ainda, quando a terra de onde provém - linda que é - não é só de lendas como a do rei Arunce e da princesa Peralta.
Um abraço para ti e para todos os que aqui dialogam

Santos Costa disse...

Para revisor, sou dos "frescos"!
Avesso que sou ao termo, troquei o l por ç - "o trabalho liberta", segundo os crónicos daquela fábrica que foi aproveitada para campo de concentração nazi.
Enfim, trabalho (ou trabaçho), porque não sei fazer outra coisa.
Apreciei sobremaneira aquela prancha do Álvaro, pela actualidade e pelo contraponto de expressões da professora e dos alunos (genial!).

Geraldes Lino disse...

Teresa Câmara Pestana
Nesta controvérsia começaste de mansinho (já estou a ficar envergonhada - é mentira, se há coisa que me falte é vergonha), disseste.
Em seguida, escreveste "aceito a tua oferta [de correcção ortográfica] que eu de facto não tenho jeito nenhum para isso". Aqui ainda estavas a admitir a falha.
Depois, gradualmente, começaste a atacar, o que está mais de acordo com a tua personalidade: disseste que eu me concentro tanto nos teus erros [ortográficos] só para te não dar crédito como argumentista.
Ora eu não fiz qualquer alusão ao teu trabalho de autora de BD (geralmente fazes as duas coisas, argumento e desenho), como não fiz em relação aos outros, porque são mais de vinte os autores que colaboraram neste #2 do Gambuzine, o que se tornaria incomportável; nem ninguém faz isso, apenas é costume fazer-se uma análise global (é o que têm feito ao meu fanzine Efeméride - também com muitos colaboradores - os conceituados críticos João Ramalho Santos, no JL, o João Lameiras, no Diário As Beiras, e o Pedro Moura no blogue Ler BD, por isso não estou a fazer nem mais nem menos que os restantes críticos e/ou divulgadores).
Mas se não comentei o teu trabalho de argumentista ou desenhadora (repito: não o fiz para nenhum outro autor, por que motivo o faria em relação a ti?), em contrapartida mencionei a qualidade do fanzine de que és a editora, e fiz referência elogiosa às bem achadas perguntas na tua entrevista ao Wittek.
Disseste-me hoje, por sms, que "deitar abaixo por ninharias quando há tanto para louvar, é triste, pequeno e mesquinho".
Lá está o conceito que tens acerca de tratar mal a língua portuguesa na parte literária, achas que isso é uma ninharia. Estamos em completo desacordo, e também acho que isso da tua parte, pessoa com cultura geral considerável, é triste, pequeno e mesquinho.
E não deitei abaixo o conteúdo do fanzine, disse bem de tudo o que nele fizeste, apenas foquei, como negativo, o aspecto ortográfico. Já o tinha feito no teu fanálbum "Postais de Viagem", e seria hipócrita se agora, relativamente ao Gambu, não dissesse nada a esse respeito, até porque abusas na quantidade de erros que fazes nos textos (presumo que um tanto por má aprendizagem na escola - e foi nos tempos em que se costuma dizer que se aprendia bem -, e outro tanto por algum desleixo teu em relação aos textos, a tal "ninharia"). Para ti só conta o aspecto gráfico do objecto, e a qualidade estilística, essencialmente alternativa, das bandas desenhadas, mas como a BD é uma arte mista, de texto e imagem, o texto tem de ter qualidade ficcional e ortográfica.
(Farei uma 2ª parte, para não tornar demasiado extensa a resposta, e também porque são quase três horas da madrugada).

teresa disse...

mil vezes umas gralhas que textos estúpidos...gralhas há muitas bons textos sobretudo na bd säo escassos.
no público, certos livros da bertrand, da porto editora e da asa vi erros täo parvos como os meus ,se calhar devias dar aulas de gramática e deixar a bd em paz, porque se em 6 coisas boas tens de cavalgar numa má tens um problema eu posso ter um problema de gramática.
o pedro moura que apesar de terrivelmente palavroso mete as criticas de todos os outros num chinelo( excepto o domingos isabelinho que tb levou a critica bedéfila para uma área mt mais filosófica do que os comuns divulgadores de histórias)
teve (provávelmente por amor à bd em geral pk eu näo sei o que as pessoas pensam)o carinho de näo tocar nas gralhas do "postais de viagem" concentrando-se no que era bom, tu necessitadas de escarafunchar no que é mau se bem que eu nunca te visse um comentário às gralhas diárias do público que tem muito mais responsabilidade c a língua portuguesa do que o meu fanzine do submundo ...
és simpático e gosto de ti mas és mais chato que um bicho da fruta

teresa disse...

é óbvio que tenho um problema de gramática , e as pessoas a quem eu tenho dado o texto para ler tb ficam tapadinhas,deve ser por osmose...
até perguntei ao pedro moura
-"entäo ? e os erros? "
-"aquilo näo pode de forma alguma ser confundido com figuras de estilo"
emrecias ler bds idiotas e sem pinga de miolo em porrrrtugues perrrfeito que era para aprenderes que nem só de gramática vive o contar histórias
muitas das coisas que o mia escreve e em portugues do brasil tb näo säo correctas para nós
em breve falara´tudo por estalinhos de msgs e tu ficas a pregar aos peixes acerca das fanzinas

Geraldes Lino disse...

O Pedro Moura quando fez a crítica ao teu fanálbum "Postais de Viagem" no blogue Ler BD, também comentou esse aspecto das imperfeições ortográfica.
E quando eu escrevi sobre a excelente qualidade dessa mesma obra, isso nos dois capítulos que constituem a BD, a imagética e a literária, elogiei ambas as componentes e, contrariamente ao Pedro Moura parece-me (já não me lembro bem, e não estou para ir à procura no blogue), parece-me, repito, que, por consideração pelo conjunto da peça, não falei nesse teu calcanhar de Aquiles.
Continuas a atacar-me ferozmente (amenizando com a frase "és simpático e gosto de ti"), porque, afinal, és bastante sensível às críticas, foquem elas qualquer pormenor da tua obra.
Em contrapartida, atacas tudo e todos: "os portugueses têm falta de criatividade" dizes tu; ao que parece não há excepções, nem mesmo naqueles autores que orbitam na mesma área do que tu (Isabel Carvalho, Pedro Nora, Miguel Carneiro, Marco Mendes, e vários outros e outras), a BD dos actuais veteranos portugueses para ti é toda uma merda, enfim, és bastante fundamentalista.
E só porque, apesar de ter elogiado bastante o conjunto deste 2º número do fanzine Gambuzine, decidi, em resposta ao teu comentário, mostrar-te alguns (nota: apenas alguns) dos teus erros ortográficos (isto na caixa dos comentários, ou seja, nas traseiras do blogue) coisa que nunca tinha feito antes. Parece que só agora te deste conta da quantidade de erros que fazes, inclusive talvez passasses a ter clara noção de alguma dislexia visual que te leva a trocar os acentos nas palavras, não sei se isto também é ofensivo para ti, se calhar nunca ninguém tinha tido a ombridade para te dizer, até porque tu és violenta, não só nas palavras, mas também fisicamente (estou a lembrar-me daquela cena que me contaste de teres dado um pontapé no sexo e adjacentes do gajo da loja que não te quis dar logo o guito do Gambuzine).
Eu não me comparo ao Pedro Moura nem ao Domingos Isabelinho, eles são excepcionais críticos de BD, tal como o João Ramalho Santos (crítico no JL, este último até é professor universitário), o Pedro Moura dá aulas na cadeira de BD e Ilustração no polo universitário de Guimarães, não tenho qualquer veleidade de me comparar com qualquer deles. Mas já os vi também realçarem como aspecto negativo a má qualidade ortográfica de algumas bedês.
O Pedro Moura é um sobredotado na parte literária, e até fui eu que insistiu contigo para lhe enviares o teu fanálbum "Postais de Viagem", porque não o querias fazer.
Começa a estar patente a tua vontade de me amesquinhar, dizendo que esses que mencionas é que são bons, e eu até reconheço sempre isso, nem todos podemos ser muito bons.
Mas toda essa raiva tua foi deflagrada porque mencionei, como único senão no Gambuzine, as deficiências ortográficas.
Tenho tanta consciência como tu que não é por não ter erros ortográficos que um argumento é bom. Aliás as editoras têm pessoas especialistas em ortografia para não editarem textos com erros, tal quererá significar que a correcção ortográfica também é importante.
Estás a querer ensinar-me que a qualidade de um argumento não tem a ver com a correcção ortográfica? Parece que estás a querer fazer-me passar por estúpido, aliás já me mandas ir dar aulas de gramática e deixar a BD, a tua violência verbal já está outra vez a subir de tom.
Que horror, o que eu fui fazer, dizendo que (após elogiar todo o resto, repito) há muitas gralhas e até erros crassos nos textos, incluindo as legendagens feitas por ti após as traduções que fazes do alemão (julgo que as traduções estarão bem feitas, não vi os textos originais, mas acredito que aprendeste bem a língua alemã nos muitos anos em que viveste na Alemanha).

Geraldes Lino disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Geraldes Lino disse...

Santos Costa
Dizes que não te pronuncias sobre o trabalho em causa, porque não o conheces.
Como me parece que gostas de participar nestes fóruns espontâneos, aconselho-te a encomendar um exemplar do fanzine Gambuzine (a morada e o preço estão indicados no meu texto).
Abraços.
GL

post scriptum- ainda não recebi aquele teu mais recente álbum que me prometeste, será que ainda tens algum exeemplar disponível?

Geraldes Lino disse...

Teresa
o Mia Couto é um artista da palavra, que constrói e desconstrói a seu bel-prazer.
As palavras que ele escreve de forma diferente, não estão com erros ortográficos, vê se percebes a diferença.

Tabaleao disse...

Não tendo muito a ver com esta conversa, mas sendo que este blog é público:

Teresa, penso que exagerou na sua reacção para com o Geraldes. Por diversas vezes ele enaltece a sua obra de tal maneira que me deu vontade e curiosidade de a adquirir. Não me parece que nalguma parte ele tenha tido a intenção de denegrir, mas pelo contrário, de a ajudar a aperfeiçoá-la.

Pessoalmente, divirto-me muitas vezes a ler textos com erros ortográficos (o último que me recordo era de uma clínica dentária em Cascais, de um dono Inglês, provavelmente). Rio-me imenso e lembro-me que guardei o dito panfleto para vários amigos se rirem comigo - o que surtiu o efeito desejado - eles riram-se.

Seria uma pena a sua obra não ser levada a sério por alguém que não contém o riso perante o obstáculo que é a língua incorrecta.

E todos nós, leitores, sabemos distinguir português do brasil, de estilo literário e de erros ortográficos, por isso não vale a pena falar de Mia.

Fiquei um pouco chocada com a sua agressívidade para com uma crítica muito construtiva. Só tem a ganhar se ultrapassar essa falha. Pelo que percebi não há mais nenhuma. Então qual é o problema?

Viveu 14 anos na Alemanha, pelo que li aqui. Mas isso não lhe dá o direito de desprezar os Portugueses, nem a sua criatividade (se, pelo que percebi, é Portuguesa, está neste barco de monotonia connosco. Não são 14 anos na Alemanha que a tornam Alemã, lamento).
Se calhar foi a sua veia Portuguesa que a fez ter essa atitude... dar erros gramaticais e ortográficos é mau, ofender-se com essa observação é sim, mesquinho.

Se ainda por cima tem consciência que os dá, como refere logo ao princípio, seja gralha ou não, deveria mesmo recorrer a um revisor - seja um amigo ou um profissional.
Eu não dou muitos erros e ainda assim recorro sempre a vários pares de olhos para rever o que escrevo.

Quanto a Geraldes Lino, é um crítico de BD que obviamente irá criticar as falhas que vir numa. Porque raio iria criticar gralhas do Público? Isso era como numa edição do público, na parte da crítica de cinema alguém comentar a gambuzine. Não fez sequer sentido.

Por fim, acho de mau gosto superiorizar-se a quem escreve bem e assumir que quem não dá erros só escreve coisas estúpidas. Principalmente se a frase for a seguinte:

"mil vezes umas gralhas que textos estúpidos...gralhas há muitas bons textos sobretudo na bd säo escassos."

Que é digna de um panfleto de uma clinica dentária que abriu em Cascais, se me entende.

Por fim, Portugal está muito longe de ser como em 1945, data do acordo, mas felizmente pode é um País que pode dar-se ao luxo de manter tradições e semelhanças com a vida ainda desses tempos de ditadura.
A Alemanha mudou muito, mas provavelmente não preciso de lhe explicar como era estava a Alemanha em 1945... Graças a Deus que a Alemanha mudou muito desde 1945. Na Wikipedia chamam-lhe Stunde Null.

Quanto a mim, fiquei muito curiosa com a gambuzine e não desejo de todo criar inimizades. Só escrevi este texto com a intenção de a alertar que há mais pessoas a concordar com geraldes.

E também que não gosto que se fale mal 'dos portugueses' em geral. Há gente boa e há gente parva tanto na Alemanha como em Portugal, eu conheço dos dois, também vivi na Holanda (se bem que não chegou a um ano) e conheci gente de muitos cantos do mundo lá. Falar mal de um povo, generalizá-lo, é xenofobia, é tão triste como o racismo ou o sexismo.

Tabaleao disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Santos Costa disse...

Caro Lino

Quanto ao meu último álbum e ao penúltimo (julgo que não recebeste nem um nem outro) a coisa seria mais fácil se o pudesse enviar com a mesma facilidade desta comunicação. Porém, não sei por que razão,tenho a preguicite das encomendas e as deslocações aos correios, com aquelas filas de gente a contar as moscas.
Mas não perdes pela demora. Como estou a trabalhar num outro - e aliás, à espera que me dêem exemplares deste último, a que tenho direito - a coisa faz-se como o champô: três em um.
Relativamente à "discussão" ora gerada neste espaço e atinente a este assunto do fanzine de Teresa Pestana, julgo que ela terá percebido mal as tuas intenções. Uma crítica amiga, construtiva, só beneficia a quem é dirigida. E, ao contrário do que pensam alguns desenhadores, o argumento é tão importante como o desenho. Daí, bons desenhadores, recorrerem a argumentistas que não sabem desenhar um círculo.
O português é, para mim, uma das mais belas e mais bem construídas línguas: amar a língua e tratá-la bem, sem evidentemente menosprezar as restantes.
Uma amiga minha, que viveu na Alemanha e aí espalhou a sua arte - pintura e escultura - fala e escreve correctamente o alemão e, por incrível que pareça, fá-lo igualmente bem em português. É a Maria Lino, uma pequena grande mulher e artista, responsável pela vinda e acomodação de muitos artistas internacionais aos seus simpósios do Feital. O Alexandre O'Neil dedicou-lhe um maravilhoso poema, que ela merece.
Este arrazoado segue para aconselhar a Teresa, que é uma artista e boa desenhadora, que tem lapsos em português escrito,a não desanimar. Com o tempo, corrigirá.
Agradou-me ler a Tabaleao (Tabaleoa), pela sensatez e maturidade da sua intervenção. Um obrigado para ela.

Alvaro disse...

Não se pode apreciar o trabalho da Teresa sem o associar à sua atitude reivindicativa perante o mundo, tenha ela razão ou não nisto ou naquilo. Apontar-lhe os erros ortográficos e de sintaxe é algo superficial e inconsequente porque estes erros são o resultado de algo mais profundo na pessoa da Teresa. E esse algo qualquer um o encontra no seu trabalho se não ficar encalhado na sua proza por vezes de difícil apreensão.
Para a Teresa corrigir esse seu lado teria de mudar qualquer coisa mais profunda em si própria e isso é lá com ela e ninguém tem nada a ver.

As BDs da Teresa têm óbvias qualidades. Desde o grafismo directo e eficaz do desenho aos argumentos desprovidos das paneleirices narcísicas e dos onanismos bastante comuns em conceituados autores da nossa praça.

O problema é que uma ou duas frases de difícil leitura pode fazer muita gente desistir de ler as suas histórias. E voltam para as BDs importadas de fabrico industrial, para as telenovelas ou para o futebol.
A Teresa aqui tem razão. Não deturpem o que ela disse neste ponto. Foi bastante clara.

Admito que por vezes tive de reler algumas das suas linhas para chegar ao que queria dizer. E cheguei lá.

Admito também que já li linhas muito bem escritas de muita gente (incluindo escritores premiados) que não passavam de parágrafos e parágrafos de vazio.
E estes, apesar de pagos e reconhecidos, muito raramente são criticados...
Estranho.

O Lino tem alguma tendência para encalhar nos erros de escrita que encontra. É um pouco perfeccionista neste ponto. É também, por vezes, um pouco insistente num dado pormenor. O que pode deixar o autor em causa (esses gajos têm geralmente mais queda para a imagem do que para a verbalização) completamente passado por não estar a perceber de todo "qual é o grande problema??"

Provavelmente este perfeccionismo linguístico do Lino poderá por vezes impedí-lo de apreciar uma BD de uma forma mais ampla (Lino, não é preciso responderes a isto, insultas-me depois pessoalmente.)

Para concluir, penso que discussões destas que acabam por redundar em nada aaa.... acabam por redundar em nada.

A BD portuguesa, apesar dos grupinhos muito unidos que a constituem, é um mundo pequeno e desagregado. Duas das poucas pessoas que há décadas fazem algo para contrariar esse facto são o Lino e a Teresa. A BD portuguesa deve-lhes muito. À Teresa que engloba no seu Gambuzine largas dezenas (ou mais) de autores de diversos estilos e divulga o seu trabalho e principalmente ao Lino (para além dos inúmeros fanzines que também editou e da divulgação regular da BD portuguesa que faz) pela sua Tertúlia que já colocou em contacto directo cara a cara largas centenas de autores de várias gerações e outros ligados à BD.

...e são precisamente vocês os dois que num blog público caiem numa conversa de surdos?

Porra!

Dêem lá mais atenção ao que o outro escreveu ou desenhou.

teresa disse...

geraldes lino näo devias vir com histórias privadas que nem sequer säo tuas para aqui..
eu dei sim um pontapé nostomates desse gajo pk ele rasgou os gambuzines mandou-os ao chäo e näo os queria pagar, e vinha para me dar um estalo só que näo teve tempo... tableao
eu näo sou a tua amiga da alemanha nem o III reich, nem quis ser alemä quando fui convidada a nacionalizar-me portanto foste preconceituosa nas tuas tuas opiniöes que näo tinham nada a ver com bd..
álvaro:por vezes nem consigo ler uma data de notas que por toda a parte aponto ... geraldes lino tu é que projectas a tua violencia numa missäo perfeccionista e acusas os outros de terem uma violenta suja quando a tua é justa e ortográfica...é assim que os fundamentalismos se sustentam e eu conheco já esse programa todo ...

eu agradeci-te a divulgacäo disse-te que sim que fazia erros, que tinha erros...
tu é que näo paraste de cavalgar na mesma tecla, e tens de reconhecer que és chato
estamos de acordo na próxima tu fazes a revisäo e podes gabá-la o máximo que puderes ...
mas,o importante é que as histórias sejam boas...
sempre disse que havia grandes desenhadores em portugal muita gente a querer fazer , näo venhas por as palavras que tu achas que eu deveria ter na minha boca , näo suporto isso, e é mesmo uma mania tua ...
sempre disse que quase todas as bds portuguesas tinham textos de merda (grossa)
que se ficam pelo desenho poético e lindinho,
ou entäo,
no caso dos bons argumentistas, 2 por exemplo;jose carlos fernandes e david soares tambem rebuscam exageradamente o aspecto palavroso da coisa ( isto sem pretender tirar mérito aos autores)
dizer mal dos portugueses é uma coisa que todos fazem mas näo suportam que os outros facam
santa paciencia , há limites para tudo
o único problema de portugal säo os próprios portugueses
e vou ficar por aqui antes que o geraldes lino venha com mais histórias privadas, ou falar por mim
bö nöte

teresa disse...

tabaleao se na tua clinica dentária tivessem o gambuzine , näo vinhas para aqui dizer disparates...

teresa disse...

,,,,,......´´´´´´,,,,,,......

.......,,,,,::::;;;;;;;;:::::

estäo aqui algumas virgulas e acentos,para porem onde quiserem enquanto eu vou ali aprender... gramática...

teresa disse...

santos costa, aqui o tema já näo é a bd , nem a critíca, mas uma atitude do lino que me desagrada profundamente, quando mistura privado e público no mesmo saco... tb näo preciso do lino para me dizer que eu faco gralhas pk sei que as cometo...
o que que eu gostaria de saber era se sabes do que estás a falar? se alguma vez leste uma bd minha? ou se falas de ouvido?
parece que é hábito neste blog falar com base em mexericos...
de um lado näo há gajas na bd , e depois é só meninas

Geraldes Lino disse...

Teresa: disseste, a certa altura desta extensa polémica, que o Pedro Moura, "apesar de terrivelmente palavroso, teve (provavelmente por amor à bd em geral) o carinho de não tocar nas gralhas do "Postais de Viagem"(...)
Num comentário posterior, contas o seguinte: "até perguntei ao Pedro Moura: "então? e os erros?" E a resposta dele foi, como escreveste, "aquilo não pode de forma alguma ser confundido com figuras de estilo".
Ora primeiro dizes que o Moura "teve o carinho de não tocar nas gralhas do 'Postais de Viagem'" (o que não é verdade, eu li a citada crítica e lembro-me bem que ele sublinhou negativamente esse aspecto).
E logo em seguida cais em contradição, relativamente à questão do "carinho de não tocar nas gralhas", quando reproduzes a pergunta que lhe fizeste: "Então e os erros?"
E quanto à resposta que ele te deu, referindo-se a esses erros ortográficos, ele respondeu que "não poderiam ser confundidos com figuras de estilo".
Parece que não percebeste a ironia da resposta do Moura, porque a trazes à colação como se fosse a teu favor...

Geraldes Lino disse...

Cara desconhecida Tabaleao
Fico-lhe grato pelas suas amáveis palavras. Vê-se que tem estado atenta a este fórum ocasional.
Apercebeu-se portanto, da minha crítica construtiva em referência ao fanzine Gambuzine, até por vezes elogiosa, e em que, por honestidade intelectual, foquei a deficiente componente ortográfica. única parte que considerei indispensável melhorar.
Como a controvérsia está visível e é pública, a visitante Tabaleao resolveu participar, no que exerceu o seu direito, visto que a blogosfera é um espaço democrático.
Fico-lhe grato pelas suas amáveis palavras, em que considerou a minha crítica positiva.
Calorosos cumprimentos.
GL

Geraldes Lino disse...

Álvaro
Há aí, no início da tua participação nesta controvérsia, uma ligeira confusão que urge esclarecer:
Eu não estive a fazer uma análise crítica à BD da Teresa, à qualidade dos seus argumentos ou ao estilo dos seus desenhos. Como não o fiz a nenhum dos outros mais de vinte colaboradores do Gambuzine. Limitei-me a fazer uma análise geral ao fanzine.
Como também já disse à Teresa, nem os melhores críticos (Pedro Moura, no blogue "Ler BD", e João Ramalho Santos, no quinzenário JL-Jornal de Letras..."), nem esses fazem crítica a cada um dos autores quando se trata de um álbum ou de um fanzine colectivo, como tem acontecido com o meu Efeméride. Apenas lhe costumam fazer um comentário generalista.
Foi também o que eu fiz. Comecei por dizer "Gambuzine é um dos fanzines de banda desenhada mais importantes nos tempos recentes do fanzinato português (...)"
E como o meu texto incidiu essencialmente nas qualidades do fanzine, seria desonesto da minha parte não focar os aspectos negativos, um dos quais tem a ver com as gralhas (letras a mais ou a menos, troca de letras) e os erros ortográficos propriamente ditos.
Mas, atenção! não os mencionei no corpo do "post".
Só em reacção à resposta da Teresa, aqui nos comentários, é que resolvi, de uma vez por todas, mostrar-lhe concretamente alguns exemplos (foi um tratamento de choque, parece que fez efeito, finalmente ela apercebeu-se do tipo de erros feios que comete).
E não foi à falta de eu lhe chamar a atenção, em edições da 1ª série do Gambuzine, e até me cheguei a oferecer para fazer a correcção ortográfica dos artigos e das legendas, mas ela sempre deve ter considerado pormenores picuinhas e despiciendos.
Repara que só pormenorizei os erros nesta caixa de comentários, as tais traseiras do blogue, como lhe chamo.
E, ainda em tempo, isto não desmerece a qualidade da Teresa enquanto editora (repito que o objecto de papel, literário e artístico que ela edita é do melhor que se faz por cá), nem o seu próprio trabalho artístico, que é de grande qualidade no quadrante alternativo.
Mas isso eu não disse no texto do "post", porque não seria correcto falar apenas dela e nada dizer sobre os outros.
Disso se encarregará certamente o notável crítico Pedro Moura, visto que a Teresa certamente que também lhe enviou um exemplar do seu fanzine, tal como fez para mim.
Abraço.
GL

teresa disse...

geraldes lino,e que explicacäo me dás por vires para aqui com histórias privadas que näo te pertencem?
se quiseres fazer uma "caras" da bd já tens tudo, os mexericos,os desenhadores e imenso público ( é desta que a bd vai comecar a vender)
näo venhas para cá dourar a pilúla pk o àlvaro que é esperto percebeu muito bem o que se passa , a critica é elogiosa é um facto (apesar das gralhas) mas isso é mérito do meu trabalho e eu tb näo preciso tb que me digam que o gambu é bom, eu sei que é,e näo é por caganca; säo muitos anos a trabalhar para o boneco,à sombra e à margem ...
estou-me perfeitamente a cagar nas opinioes que desconhecidos possam ter da minha opiniäo, näo säo eles que leem o que eu edito,näo é por eles que o gambu existe, näo preciso de dar graxa a ninguem, nem de cativar as pessoas, meu trabalho é honesto , minhas opiniöes säo fundadas e a variedade do trabalho apresentado fala por mim ...
nunca quis saber dessas homenagens para nada, nunca fui buscar as tabuletas dos prémios da amadora pk näo me dizem nada e säo prémios que näo servem para nada , nunca fiz parte de coisa nenhuma
o que eu fiz foi coisa nenhuma ser parte de mim, levando da sombra para a luz artistas-maravilha , editei grandes nomes da bd interncacional, gente que tb näo conheco mas que näo tiveram vergonha de participar no gambuzine até quando ele era ainda feito em miseras cópias digitais, aos contrário de certos vedetéticos portuguezinhos;
"achas que eu tenho algo a ver com edicoes assim?"
e depois acabam por participar em coisas bem piores e eu rio-me.
sempre que recusei trabalhos sugeri outros zines onde pudessem ser publicados.
muitos fanzines; biblía,terminal , milk and wodka, stripburger, cadernos periféricos, orfeuzinho ,plop, bouche du monde entre outros tantos, beneficiaram do meu excedente de trabalhos enviados ...pk se eu näo publico (por näo gostar p ex) continuo a acahr que é uma pena que os artistas näo publiquem muitos até é a primeira vez , reencaminho-os para que näo fiquem logo desiludidos com o mundo bd, sem todos esses salamaleques e sem qualquer reconhecimento já pus muita gente a circular, recentemente o tittus (da moga mobo)convidou-me a mim e ao josé carlos fernandes para o último numero da mogamobo , mas nenhum dos dois tinha tempo entäo através do fb passei todos os artistas portugueses para ele, e só a sónia oliveira fez bd para esse número...
já arranjei "casa" para muita gente , nem ganho nada com isso, é trabalho voluntário
tudo o que faco, faco-o sem apoios , sem dinheiro, sem graxas e muitas vezes até sem divulgacäo, mas faco-o, há muitos anos ..e ainda há gente que diz que eu näo faco nada , que só faco bds e pinturas e que nada disso é trabalho, na verdade faco muito trabalho gratuito e daí? quando vou para a gráfica vou com um misto de excitacäo e medo pk nunca tenho o dinheiro para editar adiantado,tenho de esperar pelas vendas para pagar,mas näo será isso que fará de mim uma lambe botas necessitada de bajulacäo.
gambuzine tem fieis leitores , sempre teve, nunca fiz até à data uma "apresentacäo" como é hábito fazer , pk sou da opiniäo que se um trabalho näo tem pernas para andar näo é a apresentacäo que o vai salvar, os rapazes da dr kartoon acham que nas apresentacöes é que se vendem livros, eu acho que se vende é vaidade,por isso em vez das presuncosas escolásticas e enfadonhas apresentacöes vou optar por um encontro de quem le e quem faz ...será em setembro na dr kartoon e será a primeira vez desde que o gambuzine existe 1999...

por isso,quem quiser criticar que veja o trabalho pk estou farta de gente que caga larachas só pk sim e nem sabem do que se trata, nem do titanico trabalho envolvido

e tu a dar com essa história do pedro moura
a parte das gralhas näo foi pública , foi privada
já percebi que näo distingues as duas esferas, mas é bom que as distingas pk näo suporto gente mexeriqueira

teresa disse...

a tabaleao foi tola, vem para aqui dar-me licoes sobre xenofobia racismo e sexismo e ela é que é preconceituosa partindo do principío que eu "gostaria era de ser alemä"
a exceder-se em matérias que nada teem a ver com bd?
depois arma-se em esperta com as minhas gralhas e vem para um sitío destes dizer "as fanzines" ?

adoro isto, karate verbal e sentar gente no penico

que fique eternamente no consultório do dentista ingles a catar gralhas enquanto lhe escapa o precioso sentido de humor britanico

teresa disse...

geraldes lino tu gostas de toda a bd , eu näo, e näo gosto mesmo nada de bds mentalmente avelhentadas,nunca gostei...acho que a nivel global 80% da producäo bedéfila é desinteressante , pk raio haveria de ser diferente em portugal?

teresa disse...

ainda näo me explicaste com que direito vens pespegar no teu blog publico histórias minhas privadas?
esse direito k tu näo tens

teresa disse...

curioso é que te seja indiferente que gente que näo escreve nadinha de cursos de argumentos, que gente que näo saiba desenhar de cursos de desenho , e gente que faz más bds de cursos de banda desenhada
só quem näo percebeu do que aqui se trata é que pensa que as gralhas säo "o tema" ...

teresa disse...

geraldes lino a falar por mim coisas que eu nunca disse "os portugueses têm falta de criatividade" dizes tu; ao que parece não há excepções, nem mesmo naqueles autores que orbitam na mesma área do que tu (Isabel Carvalho, Pedro Nora, Miguel Carneiro, Marco Mendes, e vários outros e outras), a BD dos actuais veteranos portugueses para ti é toda uma merda, enfim, és bastante fundamentalista."

geraldes lino a difamar-me"
se calhar nunca ninguém tinha tido a ombridade para te dizer, até porque tu és violenta, não só nas palavras, mas também fisicamente (estou a lembrar-me daquela cena que me contaste de teres dado um pontapé no sexo e adjacentes do gajo da loja que não te quis dar logo o guito do Gambuzine)."

geraldes lino a amesquinhar-se a si próprio "Começa a estar patente a tua vontade de me amesquinhar, dizendo que esses que mencionas é que são bons..."

difamacäo , boato e demagogia

tem cuidado com o que escreves e com o que dizes
há coisas mais graves que gralhas

pronto pego nos teus exemplos a ver se tu e os teus acólitos percebem melhor que passaste uma fronteira chamada ética

teresa disse...

removeste o comentário onde dizias que tinhas inveja do gambuzine? dos autores internacionais do gambuzine? queria cola-lo aqui pk se calhar o problema é todo esse...
eu näo cultivo invejas cada um colhe o trabalho que faz, cada pessoa tem os meios que tem, e faz o que pode com isso...
durante anos irritei-me com a bedeteca que apenas favorece algumas pessoas apesar de näo ser privada.
agora näo ligo; pk na verdade se näo me serviu tb näo me faltou,nem a mim, nem a muita muita gente que tb faz bd , até parece que aconteceu o contrário ; há mais gente agora a fazer bd do que há 5 anos

teresa disse...

até final de novembro aceito trabalhos para o gambuzine 3
330 dpis p/b
mini bio
tema livre

teresa disse...

300 dpis
tiff ou j.peg

teresa disse...

todas as pessoas que escreveram neste blog fizeram gralhas

umas por pressa outras por distracäo ,mas fizeram-nas
geraldes lino repete "as amáveis palavras"
tabaleäo faz gralhas no texto anti gralhas; A Alemanha mudou muito, mas provavelmente não preciso de lhe explicar como era estava a Alemanha em 1945... "
uma frase bem escrita heim?

voces acham mesmo que me ensinam alguma coisa?

Tabaleao disse...

Teresa,

Não fui tola:

- Não escrevi 'fanzines' em lado nenhum...

Acho mal de assumires que toda a gente que aqui vem é um idiota chalado que nada sabe de BD nem desenha.

Não só faço BD como já fui 'divulgada' neste blog.

Infelizmente a falta de tempo não me têm deixado criar mais e até pensei enviar alguma coisa para o teu próximo número, mas já vi que estás demasiado revoltada para aceitar isso.

-Não te chamei nada. Disse que dizer mal de um povo é xenófobo, enfia a carapuça quem quiser.

- Eu percebo o humor britânico e 'venha um nosso consoltório' Não é humor britânico.

Que teoria seria essa? Se o panfleto tivesse um espelho sim, poderia ser uma boa campanha de marketing! (percebeste? aqui tentei usar algum humor britânico, só que não sou britânica)

Vê-se que estás revoltada e que explodes com facilidade. Mas isso cega-te do principal: Todos admiramos o teu trabalho, TODOS!

Mas quando temos falhas devemos corrigi-las e isso não tem nada de mal.

Se achas que dar erros dá um toque de charme ao teu trabalho, força.

Aqui toda a gente escreveu erros, mas a intenção não é publicar uma obra... é um blog, nem revejo o que escrevo.

Quanto ao carácter pessoal da conversa, não foi só o Geraldes que encaminhou os comentários nesse sentido.

Pelo que leio ele é mesmo muito fã do teu trabalho, não te devias indignar tanto.

Tabaleao disse...

E vê se percebes, eu não sou anti-gralhas - isso é um acidente e acontece.

Eu sou contra não aprender a escrever bem as palavras!

Tal comu xou contra kem excreve axim na net. Pa mim é o mexmo!!!

(anima-te mulher... apesar da agressividade continuas a ser elogiada e só te focas nas falhas...)

Tabaleao disse...

a minha proposta era todos apagarmos tudo o que aqui foi escrito nos comentários! Que tal?

Tabaleao disse...

Só para um post tão bom não ter tanta confusão...

E Geraldes, não sou uma desconhecida!
Já me presenteou com umas páginas minhas aqui! Creio que em julho de 2008...

Eu propunha ao Geraldes copiar este post e recolocá-lo de novo, eliminando este, para ficar limpo de discussões!

A PESTE disse...

Começo por dizer que a perfeição é impossível, que este texto foi escrito com a supervisão do Word e que sou responsável por muitos erros ortográficos e gralhas mas que procuro andar sempre à cata deles – à conta de os fazer ( erros e gralhas ) tornei-me um mestre revisor e um super exigente na forma – de uma forma que posso dizer patológica, no sentido de precisar de rever os textos muitas e vezes e de muitas vezes os ter de corrigir.
Na minha especialidade, a escrita, existem múltiplas formas de errar – puras gralhas, erros de concordâncias e flexões, erros de coerência de discurso, erros de organização do parágrafo, problemas com o ritmo, a acentuação, evitação de repetições, de negativas, etc.
Há muito por onde se errar. Há sempre uma forma mais clara, mais correcta.
A verdade é que sempre no meu trato com desenhadores, tenho notado uma displicência no que toca ao cuidado com o estilo e à observância das regras da língua. Presumo que este facto decorra da divisão das áreas de estudo – quem vai para belas artes não tem tantas aulas de português como quem foi para as ciências literárias.
Em verdade há muita incompetência na língua na bd portuguesa, em verdade há muita incompetência também na tv, no cinema, etc( por exemplo, não se exige aos actores o cuidado com o português.) Os jornais também têm gralhas. Há muita incompetência para quem a procurar bem.
Se lermos o prontuário ortográfico, veremos que são inúmeros os erros possíveis.
Acho bem que existam críticos como o Lino que estejam atentos a estes fenómenos e que os apontem, porque a displicência com o português é um desrespeito pelas regras básicas da comunicação. Pessoalmente, faço o que posso para evitar deixar passar o erro, a falha – mas eles passam…
Há que ter atenção à correcção tanto na forma como na ideia.

A PESTE disse...

Quanto ao caso particular da Teresa temos dois factos – primeiro, talvez ela como os desenhadores referidos acima, tivesse mais inclinação para o traço que para a letra, e segundo, que tem de fazer tradução para o Gambu.
Talvez lidasse pouco com o português escrito, que é bem diverso do português falado.
Presumo que esteja relacionado com o seguinte – a Teresa é sobretudo desenhadora – donde que atende mais ao traço que à letra – noto em muitos desenhadores competentes uma relativa ignorância e observância das regras da língua.
A escrita da Teresa faz parte do seu estilo e assim o estilo faz o homem, neste caso a mulher.
Eventualmente, podemos considerar que o desapego pelas normas ortográficas faz parte do estilo, da escola, assim como para o modernismo/futurismo fazia parte o repúdio dos museus e da regras de escrita poética ( verso branco por exemplo)
Por exemplo, costumam acusar a Agustina Bessa-Luís de incoerências narrativas ( o que se considera grave a nível literário) e no entanto esta característica faz parte do seu estilo.
A Margarida Rebelo Pinto foi enxovalhada por um crítico apenas pelos seus inúmeros pregos na escrita ( não género gralhas, erros puros como confundir dispensa por despensa e conselho com concelho e escrever Taek-won-do).
O crítico não pode escamotear estes factos ( erros e gralhas) porque fazem parte da arte.
Uma ideia muito conhecida é – o diabo está nos pormenores – eu digo que a excelência do artista se vê na atenção aos pormenores.
Por exemplo, seria inaceitável que ou Camões ou Eça de Queirós ou Pessoa cometessem erros gramaticais. Ora, pois ainda hoje há críticos que os encontram, e lamentam, mas são raríssimos – ou seja – a mais bela inspiração e ideia pode ser arruinada pelo erro da forma.
A crítica global que o Lino faz tem necessariamente de apontar este facto característico do gambuzine e do estilo da Teresa. Mais uma vez o estilo faz a arte.
Acho coerente e necessário haver esta crítica minuciosa – para evitar o facilitismo e numa palavra a incompetência. Parece uma crítica pequena, pouco relevante para o quadro em grande, mas há que ter em conta as falhas pequenas. Como um avaliador de antiguidades desvaloriza uma peça pela análise das suas falhas, marcas do tempo ou irregularidades, assim
Há anos que faço filosofia com os conceitos do erro e da perfeição. A perfeição deve buscar-se, mas o erro é mais forte que nós, doutra forma seriámos deuses.
Um tapete persa tem sempre um erro deliberado, intencional, porque apenas o sagrado pode produzir a perfeição, o sem erro, porque este conceito é muito abstracto.

Uma coisa - os desenhadores também fazem o que se pode considerar gralhas/erros no desenho. Há que atentar a este erros também.

A PESTE disse...

Quanto ao caso particular da Teresa temos dois factos – primeiro, talvez ela como os desenhadores referidos acima, tivesse mais inclinação para o traço que para a letra, e segundo, que tem de fazer tradução para o Gambu.
Talvez lidasse pouco com o português escrito, que é bem diverso do português falado.
Presumo que esteja relacionado com o seguinte – a Teresa é sobretudo desenhadora – donde que atende mais ao traço que à letra – noto em muitos desenhadores competentes uma relativa ignorância e observância das regras da língua.
A escrita da Teresa faz parte do seu estilo e assim o estilo faz o homem, neste caso a mulher.
Eventualmente, podemos considerar que o desapego pelas normas ortográficas faz parte do estilo, da escola, assim como para o modernismo/futurismo fazia parte o repúdio dos museus e da regras de escrita poética ( verso branco por exemplo)
Por exemplo, costumam acusar a Agustina Bessa-Luís de incoerências narrativas ( o que se considera grave a nível literário) e no entanto esta característica faz parte do seu estilo.
A Margarida Rebelo Pinto foi enxovalhada por um crítico apenas pelos seus inúmeros pregos na escrita ( não género gralhas, erros puros como confundir dispensa por despensa e conselho com concelho e escrever Taek-won-do).
O crítico não pode escamotear estes factos ( erros e gralhas) porque fazem parte da arte.
Uma ideia muito conhecida é – o diabo está nos pormenores – eu digo que a excelência do artista se vê na atenção aos pormenores.
Por exemplo, seria inaceitável que ou Camões ou Eça de Queirós ou Pessoa cometessem erros gramaticais. Ora, pois ainda hoje há críticos que os encontram, e lamentam, mas são raríssimos – ou seja – a mais bela inspiração e ideia pode ser arruinada pelo erro da forma.
A crítica global que o Lino faz tem necessariamente de apontar este facto característico do gambuzine e do estilo da Teresa. Mais uma vez o estilo faz a arte.

A PESTE disse...

Parece que me confundi o blogger - devido ao num. de caracteres - parece que ha um poste, ou parte dele repetido. Erros... Lamento

teresa disse...

tabaleao

aqui está
a fanzine

"Quanto a mim, fiquei muito curiosa com a gambuzine e ..."

quanto a mim toda a gente tem o direito de discordar , e acho muito mais interessante a discórdia do que estarem as pessoas a bajularem-se, lambuzarem-se umas às outras, com bezunta graxolas = )
pelo menos säo mais autenticas quando discordam do que quando apaparicam...

näo gostei nadinha que geraldes lino viesse com conversas privadas para aqui, vivemos na era big brother mas eu respeito a privacidade alheia e a minha

e se quiseres fazer algo para o gambuzine estás à vontade näo te vou azucrinar com o dito e näo dito ...
(se gostar publico, e dou-te 4 exemplares por isso o que näo é muito e continua a ser exploracäo do artista) mas se näo gostar tb vou ser sincera contigo e como faco com outros vou indicar-te zines onde possas publicar muitos deles fora de portugal, näo sou rancorosa
e näo faco as pessoas "pagarem" por terem dito o que pensavam mesmo que eu discorde
4 exemplares na minha opiniäo ainda é pouco
mas que posso eu fazer? näo há dinheiro, näo há leitores e eu edito muita coisa que ainda näo tem público , tantas xäo as cabexas obtusas nu mundo dos códradinhos .carago ..,

sim , foste tola quando disseste que eu era uma "möchte gerne deutsche ", ou seja wanabe german ...
foste tola quando me corrigiste de gralhas e tu própria fizeste algumas sem me teres perguntado em que condicöes o gambuzine foi feito ...
näo é preciso apagar nada,o que é dito está dito,se foi escrito paciencia... a mim näo me caí a cara na lama por isso e a ti tambem näo ... é a vida , ninguem é perfeito, deixa as imperfeicoes ficarem onde estäo
sim , quero ver o que tu fazes,mostras-me? esquece lá o foguetório que näo é isso a que eu chamo trabalho

teresa disse...

agora em jeito cagäo, eu até acho que tenho ideias originais e que as exprimo- expremo bem (apesar das gralhas , comecei por dizer que as queria corrigir )

A PESTE disse...

Aponte a gralha do próximo aquele que nunca tenha gralhado

quem tem telhados de vidro não atira pedras

Não tarda muito andamos todos a correr atrás uns dos outros para esfregar as gralhas uns dos outros

Lino, sabes como é, sujeitas-te a estas sempre sob vigilância agora... todos iremos confrontar-te com as tuas gralhas, assim como nos confrontas com as nossas....

epa este poste parece todo meio proverbial religioso... né?

A PESTE disse...

Porra, la passou mais uma gralha catano
onde está
sujeitas-te a estas sempre

deve ler-se

sujeitas-te a estar sempre

Geraldes Lino disse...

Teresa Câmara Pestana
Deves estar a precisar de óculos. ou a fúria com que estás nem te deixa ver essa tal frase que eu disse e que está bem visível logo no meu primeiro comentário (num dos últimos parágrafos, antes de te perguntar qual foi a tiragem, a que ainda não respondeste), exactamente aquele onde mostrei alguns dos erros que detectei no teu fanzine.
Procura-o lá em cima, a seguir ao teu primeiro comentário. Não o apaguei (eu nem sabia fazer isso, também foi aqui que o Álvaro me ensinou, por causa de um comentário que apareceu triplicado).
Respondo agora a uma das tuas várias afirmações, começando por reproduzir a minha frase a que te referes:
"E és melhor faneditora do que eu, invejo o teu Gambuzine, e também invejo os contactos com autores estrangeiros que muito valorizam o zine. E tens muito bom trabalho gráfico, que eu não atinjo."
Ora quando digo "invejo o teu Gambuzine", pretendo realçar a qualidade do teu fanzine, é a tal figura de estilo de que te falou o Pedro Moura, neste caso é a utilização de uma palavra com sentido exactamente oposto. O mesmo se aplica à "inveja" que tenho dos teus colaboradores, maioritariamente estrangeiros, a quem reconheço grande qualidade.
Que diabo, acho que dá para perceber que estou a elogiar o teu Gambuzine e o nível dos autores que trabalham contigo, essa "inveja" de que falo é uma metáfora, percebes?

Geraldes Lino disse...

Aliás, o comentário que apareceu em triplicado (uma partida do blogger, que corrigi com a ajuda do Álvaro, cuja participação aparece em quarto lugar) foi exactamente esse com a minha resposta ao teu primeiro comentário, muito bem humorado, aparentemente, que começa com a frase "ai as gralhas, lá isso tem, não sei onde é que elas se escondem, quando estou a rever nunca as vejo".
Digo "bem humorado, aparentemente" porque, com o seguimento que isto tem tido, calculo que estivesses a ranger os dentes de fúria, a qual foi vindo à tona a pouco e pouco, ao longo desta interminável controvérsia.

Geraldes Lino disse...

Ainda falando contigo, Teresa, e voltando à "inveja", de que falo em sentido figurado (espero que isso tenha ficado bem claro), devo acrescentar que tenho muito gosto, que assumo e me revejo nos vários fanzines que ando a editar há muitos anos, do Eros ao Efeméride, passando pelo Tertúlia BDzine (onde já colaboraste duas vezes).
Quando dizes que gosto de toda a BD, qualquer pessoa que me conheça, no mundo da BD, considerará absurda essa tua afirmação.
Mas há de facto uma diferença entre nós: enquanto que os meus fanzines têm quase exclusivamente colaboração de autores/as portugueses/as, no caso do teu Gambuzine acontece exactamente o inverso, nele prevalecem os autores estrangeiros.
Ora se praticamente só publico autores portugueses, é natural que por vezes o faça sem grande entusiasmo pela qualidade de algum jovem desenhador que me aparece a oferecer uma bd que ele acha que tem "muita qualidade".
Mas como me assumo essencialmente como divulgador (mais do que crítico, críticos são os Pedro Moura, João Ramalho Santos, Domingos Isabelinho, João Miguel Lameiras, Pedro Cleto), e nessa vertente de divulgador considero fundamental dar oportunidade a quem começa.
É óbvio que, entre a diversidade de estilos e géneros que tenho editado no Tertúlia BDzine (já vai no nº 153), haverá peças mais fracas, que tu não aceitarias para o Gambu, será talvez por isso que dizes que eu gosto de toda a bd.

teresa disse...

ahhh mais gralhas lá em cima escrevi expremo ...espremo espremidos ficamos dos miolos cum exta cumbersa carago...

cada um gosta do que gosta, näo tenho a miníma vontade de fazer trabalho samaritano em nome da bd ...nem nacionalismo nenhum me impele para isso, mt pelo contrário quando mais variado e multicultural melhor , pegar... este gambuzine até tem gente clássica demais para o meu gosto...


eu nunca teria material suficiente se editasse só autores portugueses, e estás-te a esquecer de como säo os artistas portugueses; um pede-me 50 euros por prancha, outro acha que é bom demais para o gambuzine , outro ainda faz-se de primadona e gostaria que eu andasse atrás a melgar trabalhos, dizem que sim e näo cumprem prazos, é que assim näo há pachorra, com os alemäes, finlandeses eslovenos neozelandeses etc escreves dizes que gostaste do que viste eles agradecem-te e passados uns dias tens as histórias no com-putas, eu näo aturo estrelas e já tive muitas no gambuzine que simplesmente näo eram parvas
como divulgadora interessa-me mostrar coisas que nem a critíca conhece ,assim com um molho de desconhecidos (cá) tb se ve se a critíca sabe mesmo
ou anda a fingir que sabe (provocacäo )...normalmente a critica é feita em dómino , ou dó minor conforme os casos, alguem inventa que x ou y säo fantásticos e depois vai tudo atrás , a história da música tem muitos exemplos desses e a bd como cultura pop que é tb ...
no fundo é como criar o desejo e a satisfacäo
portugal é täo pequeno que todas as revistas de autores portugueses se parecem (embora os editores pensem que näo)
o provincianismo é achar que o que é americano, frances belga japones etc é que é bom , nada contra quem quer viver da bd comercial, se calhar é a unica bd que paga renda e contas , mas näo aqui , jamais en portugal pk näo há INDUSTRIA BD , por isso estamos sempre condenados ao eterno amadorismo, num ritmo sorna igual ao das vendas (e o dificil que é receber a meia dúzia de trocados dessas vendas -um inferno) tudo isto é castigo
aqui geraldes lino, a bd é para malucos e malucas
é isso que nós somos

Tabaleao disse...

A Peste e Teresa, gostei muito do que escreveram e concordo muito com os dois!

Teresa: Peço desculpa pelo carácter insinuado do 'wanabe german' que deixei no ar, mas compreendo melhor agora o teu ponto de vista e já não penso assim.
A verdade é que em Portugal (mas não só) sinto o que dizes, se se tem a sorte de cair nas boas graças de um crítico ou de alguém influente, tem-se a vida feita... caso contrário... está-se lixado. Sendo que muitas vezes essas decisões não implicam qualidade (ou falta dela). Neste sentido percebo que generalizes os portugueses, porque vejo muito isto acontecer à minha volta por cá. Não sei é se é só mal de cá.

MAS há pessoas diferentes, como por exemplo, tu. Daí eu achar que não são todos os portugueses. Alguns não são conformados e não têm de ser malucos. Ninguém nesta discussão é maluco, pelo contrário, é muito lúcido!

Também percebo melhor agora (visto não te conhecer pessoalmente) que a tua mente flui muito rapidamente, não te dando muito tempo para pausas. Tens muitas idéias ao mesmo tempo e para NÓS não as perdermos são por ti debitadas, sem reservas, revisões ou reflexões. Acaba por ser, de alguma forma, bonito! Mas mal interpretado e descuidado. Se decidires por revisões nos trabalhos, (principalmente pela parte ortográfica, pelo que percebi, é mesmo só o que falha) tens o direito de só aceitar o que concordares que seja corrigido. O que achares que deve ficar, fica. E desta vez por uma deliberação artística do autor. Assim já ninguém tem por onde pegar.

Quanto a mim, não sou ninguém para criticar argumentos, tenho muita dificuldade em criar os meus e por isso produzo pouco. Acabo por ilustrar histórias de outrem.
Nem acho que escreva mal, ou que tenha falta de imaginação. Mas tenho bloqueios gigantes. O mais parvo é que, secretamente, o que eu gostava de vir a fazer era ser argumentista ou guionista (principalmente de comédias, mas não só).
Espero um dia fazer alguma coisa de jeito (dessas coisas que quero fazer).

Tabaleao disse...

(continuação)

Admiro muito isso em ti, Teresa. E compreendo que seja difícil a crítica, é mais dificil escrever e desenhar (e editar e organizar e conhecer...) bem ao mesmo tempo do que fazer só uma das coisas, ou nada. Mas não desanimes, a crítica é construtiva. A intenção é tornar-te cada vez melhor, (para os números vindouros) não é apontar erros. E tornar-te cada vez menos passível de ser criticada. (Se o Geraldes reparou, mais gente o fará). Mas só não erra quem não faz, é tudo normal. No próximo número talvez não haja nada a apontar. E isso é de obra de referência. Eu acho que se o Geraldes te critica é porque tem esperança no teu trabalho e te quer ver crescer. Depois de um tão grande elogio só se critica quem pode evoluir.

Quanto à ortografia, continuo a achar que quanto mais conseguires aperfeiçoar a parte literária melhor. Torna-te grande! Tens a motivação e a força para tal!

Há um livro de que gosto muito, o jimmy corrigan. Apesar dos excelentes enquadramentos e da peculiar escolha de cores (que metaforizam os sentimentos da personagem), o desenho não é nada de muito diferente.
No entanto, o estilo da obra arrasou-me. Há páginas e páginas sem texto, ilustradas apenas, alternadas com páginas de bd normais e páginas de quase só texto. As partes só de texto são tão brutais e bem escritas... que as partes de desenho nos permitem descansar da grande intensidade verbal que nos foi dada. Mastigar e repensar o que acabámos de ler. Só de pensar nisso fico arrepiada. Esta alternância e a sua qualidade levaram-me a considerar este um dos melhores livros que já li - não dentro da bd, mas comparando-o a qualquer obra literária. A qualquer livro.

Descobri mais tarde que este livro tinha precisamente ultrapassado a barreira BD/literatura: Guardian First Book Award, 2001 "the first time a graphic novel has won a major UK book award" - Ganhou um prémio que era destinado à literatura 'convencional'.

Foi um grande passo para se reconhecer a BD como obra de valor, no seu todo, e não como obra condicionada a amadorismo.

Concordo, por tudo isto com:

Tabaleao disse...

(continuação)

A peste, no que toca à escrita na bd. Gostei muito da tua forma de escrever e vê-se que falas com conhecimento de causa.
E sim, há erros de desenho. Eu detesto ter erros nos meus desenhos e empanco muito neles, mais que na ortografia. Por exemplo, sempre que revejo este meu trabalho aqui do blog:
http://3.bp.blogspot.com/_4RrAbQsTZQ4/SHjpB_pdDrI/AAAAAAAABaM/-3qO0buZA3Q/s1600-h/o+banqueiro+anarquista+-+pag+2.JPG
chateia-me ali a mão esquerda do banqueiro, na primeira vinheta. Hoje não entregaria esta bd sem refazer aquela mão. Por isso percebo bem a Teresa, quando mostro este trabalho e em vez do todo me falam daquela mão, frustro-me. Mas a intenção das pessoas não é má! É caminhar para o melhor. E ainda bem! Por isso:
Geraldes, é importante dar oportunidades e essa sua atitude, de divulgação das mais variadas bd's, só tem mérito.
Aqui todos têm mérito. E pronto!

teresa disse...

tabaleäo, os erros meus (má fortuna näo säo novidade) em tempos näo sabía se o acento do a´era para a esquerda ou direita e com a preguica manhosa que me habita por vezes metia nas palavra escrita um traco vertical, e cada pessoa que inclinasse o olho para o lado que lhe parecia certo, o lino deu-me tantas no coco que desta vez só apanhou um "a´"desses..
mas que queres , os velhos hábitos säo dificeis de largar
já está combinado que o picuínhas linguístico geraldes lino vai fazer a revisäo...
um livro que todas as pessoas deste país deviam ler era "portugal hoje o medo de existir"
um retrato mt bem tirado de um grande filósofo luso


focas bem o tema das novelas gráficas , até já houve várias premiadas...
e é esse passo que a bd deu que muitos bedófilos agarrados que estäo as suas memórias de infancia e ao cariz infanto juvenil da bd, näo conseguem largar ... mau para todos
porque näo passaria pela cabeca de ninguem sujeitar literatura infantil e adulta ao mesmo tipo de apreciacäo.
cada vez que se entra numa livraria ou numa biblioteca como o lino tb já focou num post anterior mandam-te para os livros da petizada

e há um momento em que paira no ar a pergunta "afinal quem é idiota ?"

este ano, no festival de erlangen uma autora que gosto muito e que saiu no gambuzine 1 da 2 série ganhou o prémio icon melhor publicacäo independente
uma novela gráfica
um livro com cerca de 450 páginas e a história de duas livres miúdas punks nos anos 80 numa italia cretinamente machista só podia dar um livro intenso violento e até com muito humor ...o livro está a ser editado em vários países
a bd, desde os autores underground de antanho até aos grafnovelistas de hoje alcancou há muito a maturidade e já näo dá para meter tudo no mesmo saco chamado de "quadradinhos"


http://www.ullilust.de/index.htm

teresa disse...

trabalhos para o gambuzine teem de ser inéditos (em portugal e na net) se quiseres enviar, usa o endereco de correio que está no site
até fim de novembro...

teresa disse...

correcäo (para alem dos meus erros tenho um pc sem cedilhas)


...e é esse passo que a bd deu que muitos bedófilos agarrados que estäo as suas memórias de infancia e ao cariz infanto juvenil da bd, näo conseguem acompanhar ... mau para todos

teresa disse...

tabaleao (nome mais estranho)
näo consegui ver o teu banqueiro anarquista
tens algum sitío onde de para ver os teus trabalhos?

teresa disse...

já descobri o teu banqueiro anarquista enterrado aqui no blog és a ana filomena pacheco...
a ver se nos vemos num próximo gambú

A Peste disse...

Como prometi, achei que uns pregos na escrita do Lino - foi bem difícil, admito.
O problema de ver os erros dos outros promove que os outros procurem os nossos.
Alguns não são erros e fazem parte do estilo, como por exemplo o abuso das vírgulas.

"Nada disto resolve o [velho] problema que ressuscitei da crise na BD, visível na actuação das livrarias generalistas e também nas especializadas, agudizada pela profunda crise que afecta todas as actividades;"

falta o sujeito do verbo ressuscitei ( eu)



"problema que ressuscitei da crise na BD, visível na actuação das livrarias generalistas e também nas especializadas, agudizada pela profunda crise"

incongruência - o problema foi agudizado ou a crise agudizada?


"É fácil de deduzir que tal se deve, como em todos os casos antes focados, ao facto concreto de haver menos clientes; é óbvio que se vendessem bastante BD, não diminuiriam o espaço."

uma livraria é uma entidade individual ou colectiva? "vendessem" ? a livraria vendesse? as duas lojas vendessem?



"não resolve, mas, pelo menos, ajuda a esclarecer pontos de vista. "

virgulação excessiva - correcto é - não resolve mas, pelo menos, ajuda"

o mas é uma interrupção - exclui vírgula

"Servindo-se de um pobre labrego, o Papa arranja forma de provar que só ele pode ser o guardião da segurança do povo."

"começando por lhe ser cortada a língua logo a seguir ao momento em que, atónito, "

Utilização de gerúndio com valor adjectivo

"guardião da segurança do povo. "

redundância de conceitos - um guarda é um segurança - "bastaria guardião do povo "

ou então "garante da segurança do povo"


"como autor do assassinato da família Bertoli (pai, mãe e dois filhos), honestos e respeitados artífices de imagens religiosa"


Erro de concordância: o sujeito da frase é família (singular ) não o que está entre parêntesis - assim ficaria honesta e respeitada ( família) - o parêntesis utiliza-se sem relação de género/numero com o corpo da frase.


"interpelava o Papa, a recordar-lhe a jura que ele lhe fizera."

repetição desnecessária de "lhe"


"interpelava o Papa, a recordar-lhe" utilização incoerente dos verbos

melhor seria - interpelava o Papa, recordava-lhe
ou então " interpelava o Papa e recordava-lhe"
aqui já se pode usar gerúndio "Interpelava o Papa, recordando-lhe"

Como eu disse o Prontuário é lixado...
P.S. não vamos agora começar sempre a atirar pedras aos telhados dos outros...

A Peste disse...

E já encontrei um prego na minha escrita também!!!

"achei que uns pregos "

deve ler-se

" achei uns pregos"

não dá hipótese! Passam sempre!

teresa disse...

ó eduardo peste
eu dou-te um nobel
chorei a rir
(e aprendi contigo)
a gralha maior do gambuzine é que ninguem falou;
o pedro nogueira sai com a pag 4 repetida e falta a 5
tive de reimprimir duas folhas do gambu que estavam maradas ,e à toa como estava fiz esse erro tremendo..
do qual ninguem falou

teresa disse...

eu sei quem é que hoje näo dorme
ihihihihihihihihihna

A Peste disse...

Ó Lino desculpa lá mas agora tomei-lhe o gosto como dizia patológico da revisão e deu-me para rever textos teus: pois aí vai.



Diz ele também que a dimensão da BD alemã, comparativamente com as americana, francesa, holandesa e italiana, é relativamente pequena.

"As americana" não me parece bem porque mesmo que depois venham outras palavras. o sujeito da frase é sempre singular - dimensão


""no mesmo século XIX, houve em Portugal um precursor - Rafael Bordalo Pinheiro - e outro na Alemanha - Wilhelm Busch

uso incorrecto de hífen/traço o correcto é

um precursor - Rafael Bordalo Pinheiro - e outro na Alemanha: Wilhelm Busch.

o traço pode ter duas funções separar ou indicar - na primeira separas na segunda indicas, daí melhor ser acabar com dois pontos.

"Apesar de o texto em imagem parecer pouco nítido, como muito bem sabem bastar-lhes-á clicar-lhes em cima, os textos ficarão com um corpo suficientemente legível! "




"Os interessados em visionarem a capa deste fanzine All-girlzine,e também uma prancha de bd da autoria de Rosa Baptista, além da ficha técnica (editor, respectivo contacto, etc.) terão de,"


"Aos interessados em ver mais pormenores acerca deste fanzine (por exemplo, a mesma prancha mas traduzida em português, a capa do fanzine, preços e endereço para contacto), basta visitar o blogue"


Eu próprio tenho dúvidas quanto ao tema dos plurais relativamente à concordância: mas o que notamos aqui é que com a mesma estrutura frásica, um verbo ora esta singular ora plural
no segundo passo devia estar visitarem



"Os interessados em visionarem a capa deste fanzine All-girlzine,"


visionarem? Porque não o simples verem? A pureza da lingua também é importante.


"Para não repetir a explicação, o melhor que tem a fazer o visitante interessado nesse mistério é clicar no endereço do blogue Fanzines de Banda Desenhada, cujo é:"


CUJO? simples: que é:


"Trata-se de confusão que tenho visto muito repetida, e que até acredito que haja quem pense que são duas palavras homónimas..."

"haja quem pense" ou "haja quem pensa"?

Presumo que mais correcto é "há quem pense."


"é que se usem - na banda desenhada ou no cartune - expressões da variante portuguesa do Brasil quando haja expressões correspondentes no português de Portugal."

O verbo haver tem uma flexão que nunca pode ser plural, como "houveram"( erro!) - já cometi esse erro.
No entanto é correcto usá-lo em plural neste passo : hajam expressões. Doutra forma não concorda em número.

Lino - é na boa - já sabes: quando quiseres ver os meus formidáveis pregos pega em alguma coisa minha que aí tenhas...
Já agora poderia-se definitivamente aportuguesar o "post"/postagem" por poste simples não?

A Peste disse...

"Apesar de o texto em imagem parecer pouco nítido, como muito bem sabem bastar-lhes-á clicar-lhes em cima, os textos ficarão com um corpo suficientemente legível! "

faltou este: o sujeito da frase está no singular, os verbos no plural; excesso de -lhes.
melhor era " bastará clicar em cima dele"

teresa disse...

näo é para ser mázinha mas só me ocorre um pensamento:
"toma lá e embrulha "
eduardo pestoso estou impessionada contigo
"tomei o gosto patológico da coisa"

mt bom a patologia claro é obssessiva-compulsiva
mas a verdade é que é a todos os niveis é sempre mais facil encontrar falhas nos outros que em nós
tiramos daqui uma licäo de vida
ganda momento bloguistíco peste man

A Peste disse...

Teresa, quanto maior o erro, menos se vê! a sério! já corrigi erros no fotólito pq as letras eram enormes e só na gráfica se deu por isso!

e depois de tanto ler já se fica cego aos erros

como aqui"

"As gralhas só as vê quem tem jeito"

diz o Lino parece que nbão concorda em numero

correcto "é as gralhas só as vêem quem tem jeito"

"quem" pode ser impessoal, sem número, mas "as gralhas vêem-se por alguém" fica mais objectivo. Mas muitos destes são temas discutíveis.

A Peste disse...

AINDA BEM QUE HÁ GENTE QUE SE RI NESTES TEMPOS DE Depressão económica e mental !
estamos cá para issooooo!

A Peste disse...

Retiro tudo o que disse relativamente ao "haja" - este verbo fica necessariamente no singular, porque se trata de existir. Portanto o Lino tem a razão. O verbo haver é terrível nisto estive no ciberduvida
acho que exagerei patologicamente mesmo... a frase seguinte está certa

"As gralhas só as vê quem tem jeito"
usa-se assim com o sujeito "quem" acho que está bem - poderia dizer-se uma coisa diferente assim: "as gralhas só as vêem aqueles... aqui faria sentido o verbo no plural
exemplos de ultra-revisionismo...

Santos Costa disse...

Talvez a caixa de correio deste blog do Lino não tenha obtido até hoje - que me lembre... - tantos comentários, mas têm surgido muita canelada e correcções (aqui não anda o novo acordo, aviso já)sobre correcções.
Fui ver o blog de A Peste. Saltaram-me lapsos de vária ordem. Porém, a pachorra vai-me faltando para estes quindins; principalmente não suporto que se corrijam notas e comentários escritos, por vezes, à pressa.
Ó Peste, logo a abrir o vosso blog e só na página de abertura:
“passando pelas praticas neofascistas”
Já se comem os acentos agudos? Ou isto pertence ao novo acordo ortográfico?
“Concordamos em que a guerra é o motor da História, que a mesma água não produz electricidade duas vezes na mesma barragem e que para meio entendedor boa palavra basta - assim “
Faltam duas vírgulas em …”e que, para bom entendedor, meia palavra…” Se faltam as vírgulas, sobram os “que”.
“avestruz que enterra a cabeça na areia que nada obsta a que lhe enterrem também o corpo por inteiro, tudo isto com um tumulto de gargalhadas crepitantes, pois que A Peste, que nunca foi escuteira, prefere falar a escutar.

Meia dúzia de vocábulos, cinco “que”
“Concordamos em que o Wonderbra é a maior fraude do século XX e que a Lei Seca devia ser a mais aborrecida de todas: por isso o Al Capone”
Em aborrecidas de todas, não se justificaria um travessão, se não se opta por um ponto final? Trata-se de uma expressão parentética, justificativa da anterior. E, em “por isso”, vírgula.

Aquela de virar o bico ao martelo é aforismo novo!
Por agora, chega. Todos erramos, se não fizermos uma atenta revisão do que escrevemos.
Fiz isto para mostrar que é amargo o veneno do próprio veneno.

Santos Costa disse...

Ora, lá pus o chapéu e agora tiro o chapéu à gralha que o pôs.
O verbo ter em "tem surgido muita canelada" deve estar no singular e não no plural.
Para este peditório, chega!

A Peste disse...

Santos Costa - tens toda a razão:eu todos os dias me penitencio da minha própria incompetência! O que escrevi foi tb tentar mostrar que isso das gralhas e erros e estilo de pontuação é que não se deve atirar pedras aos telhados dos outros, o tal veneno, e depois ficamos fixados nisso! Concordo plenamente com o que disseste.
PS - esse texto dos escuteiros não é meu - é um link doutro gajo.

Santos Costa disse...

Podes não acreditar, A Peste, mas aquele meu arrazoado saiu contra-natura. Não está na minha índole corrigir textos dos outros autores, porque mal me avenho com a correcção dos meus.
Será justo e pertinente dizer-te que escreves bem e pontuas de igual modo; um erro ou outro, uma vírgula a mais, um "que" repetitivo, também poderás encontrar nos meus textos.
Sobre o "que": é das mais utilizadas palavras/partículas na linguagem falada e escrita, ainda como pronomes relativo e conjunção e outras tretas gramaticais.
Numa coisa estaremos de acordo, presumo: ao Lino, como purista da língua escrita e crítico natural,ainda e sobretudo como amigo, competia-lhe fazer chegar à Teresa este aviso, ficando apenas por apurar se o meio utilizado deveria ser público ou privado; a Teresa, apesar do seu amor-próprio, podia ter um encaixe dessa crítica mais pacífico - mas isso é lá com ela.
Convenhamos dizer - e eu digo-o, apesar de ter visto meia dúzia de pranchas desenhadas por ela - que a Teresa é boa desenhadora e a excelência do seu trabalho, na minha perspectiva, passará por "casar" o mesmo grau de qualidade entre o traço e o texto.
O Lino ofereceu-se para revisor, ela parece ter aceitado.
Fico satisfeito por tudo ter acabado em bem. Mais ainda, por este "desaguisado" ter promovido o Gambuzine, que bem merece.
Esquecia-me dizer-te que, com esta coisa toda, conheci o teu blog (A Peste) e serei nele um visitante agradecido. O humor incisivo, a crítica ao status quo e o livre pensamento fazem parte também da minha heráldica.

teresa disse...

santos costa, eu distribuo muitas mas tb tenho bom encaixe.
o que me irritou no lino näo foram os erros que assumi logo , foi o vir com pressupostos sobre o que eu sou,penso e até disse afirmou coisas que eu nunca disse,dps vir com histórias privadas para espaco publico e "fazer uma imagem de mim para melhor se justificar"( (VIOLENTA)
é golpe baixo
isso näo é ético e com injusticas e faltas de ética vou aos arames

e seja como for näo é bonito ( é quase sádico ) fazer uma listagem de erros , parece-me a mim uma humilhacäo pública
nada que me faca vacilar pk como te disse aguento muita coisa, o que näo impede que eu tenha ficado desiludida com a atitude dele, que é uma coisa mais emocional e menos ligada ao " näo gostas e critícas"

agora dúvido que ele tenha achado graca à listagem de erros que o pesteman fez
näo posso parar de sorrir e confesso que tenho um lado vingativo
pk
näo facas aos outros o que...
cá se fazem cá se pagam,quem se mete com vespas pica-se, quem tem telhados de vidro..., a vinganca serve-se fria etc etc etc
e o geraldes lino ? fugiu com o rabo à seringa näo disse mais nada nem veio mais aqui
porque? pk inicíou uma batalha e perdeu-a
mas näo é por isso que deixamos de ser amigos
muito agradecida peste man
eu näo teria qualquer possibilidade de encontrar erros no lino e espero mesmo que lhe tenha servido de licäo
a vaidade é um pecado mortalíssimo e efémero

A Peste disse...

Santos Costa, mais uma vez concordo contigo. Como tenho dito a perfeição é um ideal utópico atribuído só aos aos grandes mestres da língua - Camões, Vieira ). De facto, ainda hoje os críticos encontram por exemplo, excesso de "que" nos textos de Oliveira Martins e outros consagrados. Também tu escreves bem e como demonstras, procutras melhorar, rever, aperfeiçoar... esse é o trabalho do artista.
Teresa, acho que concordamos todos agora em ter mais atenção às nossas displicências na forma, as quais, como tenho dito, é dever do crítico apontar.

E, discussões à parte, obtivemos todos o que queríamos - debate, divulgação e aprendizagem.
Creio que esta sequência de postes aproveitou a todos.
Mais uma vez - o diabo está nos pormenores... Parece que é fácil escrever bem? É difícil, assim como desenhar bem, com certeza de traço e realismo.

Geraldes Lino disse...

Tabaleao
Disse você, na sua 5ª participação nesta caixa de comentários ("as traseiras do blogue", o seguinte:
"E, Geraldes, não sou uma desconhecida! Já me presenteou com umas páginas minhas aqui, creio que em Julho de 2008".
Fui à "home page", cliquei no ano 2008 e, de facto, vi no "post" de Julho 12 uma bd em duas pranchas, coloridas em matiz sépia, baseada num excerto de "O Banqueiro Anarquista", de Fernando Pessoa, bd inicialmente publicada na revista "Cais", e assinada com o seu verdadeiro nome.(*)
Por conseguinte, eu conheço-a, mas não o poderia saber, visto que aqui usou um pseudónimo.
Depois daquela bd, fez mais alguma?

(*) Vi isto há uns dias, mas não tive tempo para lhe responder (estava a ultimar coisas para vir para o Algarve, entre as quais fazer três postagens, e até ao fim do mês não conto fazer mais nenhuma).
Entretanto, ao pôr em dia a leitura aqui das conversas das traseiras, vi que a Teresa também já localizou e identificou a Ana Filomena Pacheco. Ainda bem. Gosto mais de tratar as pessoas pelos nomes, até não percebo bem esta monomania dos pseudónimos internéticos.
Saudações bedéfilas.

Geraldes Lino disse...

Caro "Peste"
(Antes de mais: por que não assinas com o teu nome? Tens medo de quê?).
Agradeço-te as correcções literárias. Tomarei em consideração várias delas, que aceito como pertinentes.
Mas parece que estás ligeiramente equivocado: eu não me considero um bom escritor nem nunca disse que sou um especialista na correcção literária, como, depois desta demonstração de sapiência, reconheço que és. Sou, tão-somente, um especialista na revisão ortográfica.
E também me parece que tu és mais um "expert" da componente literária do que da ortográfica.
Digo isto porque fiquei inicialmente atónito com aquela tua de tentares emendar-me, ao dizeres que o correcto seria escrever "hajam expressões", e não "haja expressões".
Suspirei de alívio quando corrigiste (e "tirei o chapéu", em sentido figurado, claro, ao teu "fair play"), uns comentários à frente, dizendo, com total pertinência, que de facto teria de ser "haja" e não "hajam", porque o verbo haver - como ambos sabemos - quando usado no sentido de existir, não tem plural.
Fiquei igualmente abismado por teres escrito: (...) Já agora poderia-se definitivamente aportuguesar (...)"
"Poderia-se"? Não deverias ter antes ter escrito "Poder-se-ia"? De certeza que sim.
Cordialmente.
Geraldes Lino

Tabaleao disse...

Eh eh, bom poderíamos continuar para sempre a corrigir-nos uns aos outros...
Mas o essencial foi dito e acabou bem.
Geraldes, peço desculpa de não me ter apresentado, mas não achei importante, só queria que ficasse claro que não estava completamente longe do mundo da BD!
Não gosto de usar o nome pessoal por questões de privacidade, mas o tabaleao já é tão comum pela net fora que realmente hoje em dia é quase o mesmo que usar o meu nome.

A Peste disse...

Eu não uso o nome pessoal por pretender divulgar o nome Peste, ao invés de divulgar a mim mesmo, que não interesso.
Sou Eduardo d´Orey, editor e argumentista de BD. Não sei desenhar.

Em verdade, a correcção da escrita e a sua eficácia ( a capacidade de ser claro e certo na escrita, evitando incongruências e desperdícios), é algo que busco há uns bons anos desde que me dei conta da minha insuficiência neste campo. Achei-me mal preparado da escola e displicente no uso do idioma. Impossível ler os grandes mestres ( Pessoa, Vieira ) sem me decepcionar com as minhas capacidades, em vista das destes autores.
De facto, a minha crítica foi errada aqui e ali porque,Lino, nota-se na tua escrita muito cuidado e correcção - por isso eu dizer ter sido difícil encontrar falhas... E foi mesmo, acredita, tanto que julguei que as havia onde não estavam.
Mais uma vez, e isso é que acho importante, é haver críticos que nos obrigam a ter cuidado com as mais pequenas falhas. Tu, Lino, tens esse papel de vigilância que acho importante para todos nos tornarmos mais competentes e eficazes a nível de exigência. Um certo amadorismo, uma certa displicência, é o que se evita aqui para que a BD possa afirmar-se como arte valorizada.

Quanto à tua reflexão, é pertinente, mas agora que releio acho mais correcto colocar o -se no verbo em infinitivo, donde que ficaria melhor assim:

" poderia aportuguesar-se "
Mas tens razão na mesma - é como digo: já são questões de estilo.

Eduardo d´Orey

Geraldes Lino disse...

Teresa
Só ontem, já aqui no Algarve, tive tempo para pôr em dia a leitura destes extensos e numerosos comentários.
Agora que já os li - e respondi ao "peste" e à "tabaleao", e alinhavei mentalmente esta resposta para ti, a fim de hoje te responder -, eram três da madrugada quando acabei. Devo dizer, para teu descontentamento, que dormi bem na mesma.
Como disse ao "peste", não me considero escritor, nem coisa que se pareça, já várias vezes me tenho auto-classificado como mero escrevinhador.
Tenho é a noção, sem falsas modéstias, de que possuo boa capacidade de fazer revisões ortográficas - por força de alguma cultura linguística e boa acuidade visual. Ou seja: sou competente a detectar os erros ortográficos e/ou gramaticais que os outros cometem nos seus textos.
Por extensão, também não será fácil detectar erros de ortografia nos meus textos. E aqui convém que fique clara a seguinte noção: não é erro ortográfico escrever uma palavra com alguma letra a mais ou a menos, ou troca de caracteres, isso classifica-se como gralha.
Qualquer pessoa, que não esteja furiosamente com má vontade em relação ao outro, perceberá que quem cometeu essa gralha sabe escrever a palavra, apenas lhe aconteceu teclar incorrectamente e não dar pela distracção.
E repetição de uma frase ("as amáveis palavras", como observaste com acuidade) não é gralha, como erroneamente classificaste, é sim um mau pormenor literário que convém evitar, e que eu quase de certeza corrigiria se se tratasse de um texto a publicar em papel, porque faria uma revisão antes de o entregar.
Aqui no blogue - ainda para mais nas traseiras do dito -, não me dou a esse trabalho, sai à primeira.
Beijinhos.

Rainha Malvada disse...

Caro Geraldes Lino,
conheço-o do Teatro Casa Conveniente, vendi-lhe bilhetes para os espectáculos e conversámos algumas vezes....
Fiz mesmo agora uma encomenda á Teresa: #1 #2 do Gambuzine.
Vamos editar uma publicação gratuita de divulgação geral 15.000 exemplares mensais, sem colagem aos circuitos comerciais. www.avizinha.com quando tiver o Nº0 envio-lhe e quem sabe poderei divulgar e incentivar à leitura de fanzines e publicações "alternativas" . até breve Sílvia Jorge - sjorge@avizinha.com

Rainha Malvada disse...

Caro Geraldes Lino,
Conheço-o do Teatro Casa Conveniente, vendi-lhe bilhetes para os espectáculos e conversámos algumas vezes....
Fiz mesmo agora uma encomenda à Teresa: #1 #2 do Gambuzine.
Vamos editar uma publicação gratuita de divulgação geral 15.000 exemplares mensais, sem colagem aos circuitos comerciais. www.avizinha.com quando tiver o Nº0 envio-lhe e quem sabe poderei divulgar e incentivar à leitura de fanzines e publicações "alternativas" . até breve Sílvia Jorge - sjorge@avizinha.com

Geraldes Lino disse...

Sílvia Jorge aka "Rainha Malvada"
Olá. Lembro-me de si, da sua actividade no Teatro Casa Conveniente.
Há uns tempos que não vou lá ver nenhuma peça, hélas...
Já visitei o vosso "site" www.avizinha.com
vi o aspecto gráfico da tal publicação gratuita, mensal, que vão editar com 1500 exemplares de tiragem.
Fiquei bem impressionado com o texto de apresentação, muito bem escrito literária e ortograficamente, onde informam: "(...) Este é um magazine espirituoso disto e daquilo, retro-chique-trash".
E como nele, magazine "A Vizinha", vão incluir BD, podem contar com a minha colaboração.
Como me promete o envio do nº 0, aqui fica o meu endereço:

Apartado 50273
1707-001 Lisboa